Na próxima segunda-feira (25), informou a secretária municipal de Educação, Fabiana Kauark, “os novos professores efetivos vão participar de uma apresentação remota de boas-vindas à rede”, em que serão apresentadas, em linhas gerais, as ações da educação para este início de ano ainda com a pandemia sem controle no Estado, no Brasil e no mundo.
O mês de fevereiro será dedicado a uma formação com toda a equipe de professores. “A formação acontecerá em fevereiro de forma remota, utilizando ambientes virtuais. Os profissionais terão formação pedagógica, envolvendo aspectos motivacionais, tecnológicos por meio de ferramentas digitais. Quanto à parte sanitária, estamos articulando com o Comitê Interno da Secretaria Municipal de Educação, envolvendo todos os segmentos, a partir do protocolo de retorno às aulas já definido”, explica Fabiana Kauark.
Em paralelo, será feita uma avaliação diagnóstica dos alunos e a reformas em algumas escolas. “É através da avaliação diagnóstica que o professor pode identificar quais as habilidades foram desenvolvidas pelas crianças”, pontua.
As estruturas físicas das escolas, ressalta, estão sendo vistoriadas, tendo ficado comprovado que “muitas estão em péssimas condições, o que impede o retorno presencial em determinadas regiões”. Por isso, complementa, a Prefeitura tem providenciado melhorias na infraestrutura, com objetivo de alcançar plenas condições para que a rede possa avançar para o formato híbrido assim que possível.
Em nota, a Secretaria afirma que as medidas atendem a uma orientação do prefeito Arnaldinho Borgo (Podemos), de “garantir a segurança e a saúde de toda a comunidade escolar para que profissionais da educação, alunos e as famílias sejam protegidos e vidas salvas”.
Pesquisa
A ratificação da decisão se deu após análise estrutural juntamente com o Comitê Interno Municipal e após uma reunião ocorrida nesta quinta-feira (21) com o presidente da Associação dos Municípios do Espírito Santo (Amunes), Gilson Daniel, o secretário de Educação do Estado, Vitor de Angelo, a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime-ES) e o Ministério Público do Espírito Santo (MP-ES).
Dias antes, a Secretaria de Estado da Educação (Sedu) chegou a afirmar que o retorno presencial seria obrigatório, suspendendo então a autonomia das família de decidirem se enviam ou não seus filhos para as salas de aula, numa clara estratégia de não sofrer novo fracasso, como o que aconteceu no último trimestre de 2020, quando
menos de 10% dos alunos da rede estadual, em média, voltaram às carteiras escolares, apesar da autorização dada pelo governo do Estado.