Também participaram da reunião dessa terça representantes de comunidades de Morro do Quadro, Santos Dumont e Andorinhas, com quem o vereador se comprometeu a fazer uma visita e dialogar sobre as demandas relacionadas à implantação do tempo integral.
A subsecretária, segundo José Carlos, expôs o mesmo projeto já apresentado anteriormente pela secretária municipal de Educação, Juliana Roshner, para a comunidade. “Ela falou de algo que a gente conhece de trás pra frente, de frente pra trás”, diz. Luana Santos disse que encaminharia os questionamentos da comunidade para o prefeito e a secretária de Educação.
Um documento com as reivindicações de Tabuazeiro foi entregue ao vereador e à subsecretária. Nele, é manifestado que a comunidade não é contra a implantação do modelo integral, mas defende que também haja a opção do parcial. “É um direito, e uma obrigação do governo atender a uma necessidade que é assegurada por lei. Visto que não há obrigatoriedade de haver 100% das escolas em tempo integral”, destaca o documento, que também sugere mudanças estruturais no atual prédio do CMEI, como o aumento da cozinha para que as refeições possam ser preparadas, sem necessidade de adquirir de fora.
Um novo prédio para abrigar o CMEI Jacy Alves Fraga é construído pela prefeitura. A comunidade reivindica informações como a data na qual será entregue, quantidade de vagas ofertadas, se haverá contratação de novos professores, e quantidade de turmas e de alunos em cada uma. Também argumenta que quem não puder ou não quiser colocar as crianças no modelo integral, terá que procurar uma unidade de ensino parcial, sendo que a mais próxima fica a quase 2 km de distância, em um trajeto mais curto, passando por dentro de um cemitério, onde não há segurança.
Essa situação, conforme consta no documento, leva em consideração o morador de Tabuazeiro, mas hoje várias comunidades são atendidas pelo CMEI, como Santa Cecília, Fradinhos, Maruípe e São Cristóvão. A comunidade questiona se haverá transporte público gratuito para levar as crianças desses locais para a escola, já que “grande parte das famílias mal tem dinheiro para manter as necessidades básicas da sua família”.