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Século Diário

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Burocracia emperra liberação de recursos para prevenção de desastres no Espírito Santo

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Depois de ser bombardeado com críticas pela viagem aos Estados Unidos em plena época de chuvas, o prefeito de Vila Velha Rodney Miranda (DEM) retornou ao município e passou a investir no velho conhecido discurso sobre a falta de recursos federais para os problemas crônicos de infraestrutura. O prefeito lamentou as dificuldades enfrentadas por moradores do município que não podem retornar às suas casas por conta das áreas que permanecem inundadas. Ele destacou a necessidade de mais recursos da União. Um levantamento feito pela ONG Contas Abertas, publicado nesta quinta-feira (26) no site da Revista Veja, revelou que o município de Vila Velha recebeu apenas R$ 2,6 milhões para a prevenção de desastres este ano. A prefeitura não pode se queixar, já que deixou de sacar cerca de R$ 600 mil em verbas liberadas no mesmo período. Um olhar mais apurado sobre as contas públicas revela que o problema vai além do alegado preconceito do governo federal em relação ao Espírito Santo e esbarra, sobretudo, na burocracia em Brasília. O site da revista Veja culpa a inépcia do governo pela tragédia no Espírito Santo. As queixas sobre a forma de repasses de verbas federais para a prevenção ou redução dos danos de desastres naturais ficam evidentes nos números coletados pela ONG. Dos R$ 3,3 bilhões destinados pela União para a área, o Espírito Santo recebeu apenas R$ 13,6 milhões, sendo que o município canela-verde ficou com R$ 2,61 milhões. A reportagem de Veja citou um convênio firmado pela prefeitura de Vila Velha e a Caixa Econômica Federal para a realização de obras macrodrenagem no Canal do Congo, assinado em dezembro de 2009. Apesar disso, o governo federal só liberou R$ 2,64 milhões do total em repasses feitos no ano passado, o que representou um décimo do convênio orçado em R$ 23,75 milhões – sendo que R$ 2,7 milhões seriam de contrapartida do município. A publicação lembrou que esse mesmo canal transbordou durante as últimas chuvas, provocando a queda de um barranco, que atingiu duas casas. Na época da assinatura do convênio, a expectativa era de que as obras fossem concluídas até novembro de 2014, a um custo total de R$ 58 milhões. No entanto, o subsecretário de Obras do município, Gustavo Perim, declarou à Veja que a solução deve demorar mais um ano e meio, além do aumento do valor das obras para R$ 150 milhões, quase três vezes mais. A reportagem de Século Diário também acessou a mesma base de dados do governo federal e encontrou mais dados sobre investimentos na área. Nos últimos três anos, a União liberou R$ 8,82 milhões para obras de prevenção de desastres, ações de socorro da Defesa Civil, além da realização de drenagem e pavimentação em ruas de Vila Velha. Deste total, foram sacados cerca de R$ 5,31 milhões. Ao todo, os convênios firmados pelo município com a União somam R$ 31,98 milhões, o que representa pouco mais de 16% do bolo de recursos. No Espírito Santo, os municípios de Vitória e São Mateus também estariam na lista de municípios que receberam recursos oriundos do programa de gestão de riscos e resposta a desastres – R$ 4,6 milhões e R$ 3,6 milhões, respectivamente, de acordo com a ONG Contas Abertas. Esse modelo de repasse – por meio de convênios entre municípios e a Caixa – será substituído após a edição de uma medida provisória, que visa reduzir a burocracia nos repasses para a prevenção de desastres naturais. A partir desta quinta-feira (26), o dinheiro poderá ser transferido diretamente da União para uma conta específica dos municípios ou através de repasses do Fundo Nacional para Calamidades Públicas, Proteção e Defesa Civil (Funcap) para os fundos constituídos pelos Estados e municípios. Além disso, os municípios não serão obrigados a apresentar um plano detalhado antes da liberação das verbas. No caso de Vila Velha, o problema pode ser facilmente detectado. Tanto que dos seis convênios, pelo menos três deles contam como em execução e os demais figuram como adimplentes, ou seja, dentro do cronograma previsto. Entre essas obras está o projeto de macrodrenagem do Canal do Congo, que passa pelos bairros 23 de Maio e Ulysses Guimarães, dois que sofreram com as fortes chuvas que duraram mais de dez dias no Estado.

26/12/2013 / 0 Comments
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Tragédia das chuvas deve mudar pauta eleitoral em 2014

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Em 2002, o discurso vencedor na eleição estadual foi o da “reconstrução ética do Espírito Santo”. Com os graves problemas trazidos pelas fortes chuvas dos últimos dias que atingem o Estado e deixaram mais da metade dos municípios, o discurso que vinha sendo construído pelos prováveis candidatos deve mudar.    O governador Renato Casagrande construiu um discurso de fortalecimento dos prefeitos, que a partir do próximo ano receberiam recursos para os investimentos, ajudando na difusão da imagem de um governador voltado para o interior do Estado.   Já o PMDB, embora ainda indefinido sobre quem puxará o palanque do partido, tenta colocar no mercado a ideia de um governo de excelência. Enquanto o senador Magno Malta (PR) trabalha em uma pauta de oposição, pontuando o setor da segurança pública, como umaspecto fraco tanto de Casagrande quanto do ex-governador Paulo Hartung, caso ele venha a ser o candidato do PMDB.    Os efeitos da chuva, porém, devem entrar na agenda do próximo ano e os estragos que devem demorar até serem dirimidos vão ser transformados em um discurso de reconstrução, desta vez estruturante, do Estado. O governador Renato Casagrande e o ex-governador Paulo Hartung já utilizaram a expressão (reconstrução). O primeiro em declarações à imprensa e o segundo em seu blog.    A mudança na pauta dos nomes na corrida eleitoral e sua forma de abordagem do problema poderão ser decisivas para a disputa do governo do Estado. Também será importante a relação com o governo federal e o tratamento da presidente Dilma Rousseff à questão, já que Casagrande, Hartung e Magno Malta disputam a vaga de puxadores do palanque presidencial no Estado.    Casagrande busca esse espaço por meio da neutralidade, uma vez que seu partido tem candidato próprio a presidente, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos. Magno Malta busca viabilizar o palanque com o contato mais direto com a presidente e com a ideia de que sua popularidade no meio evangélico e na população de baixa renda possa ser decisiva para a reeleição de Dilma. O PMDB, por sua vez, é o palanque preferido do PT, desde que tenha Hartung como candidato. 

26/12/2013 / 0 Comments
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Lei do PDM permite construções em área de amortecimento do Rio Jucu

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A Lei nº. 5.441/2013, que altera o Plano Diretor Municipal (PDM) de Vila Velha e foi sancionada recentemente pelo prefeito Rodney Miranda (DEM), permite que novas construções sejam feitas na área de amortecimento do Rio Jucu, o que pode agravar ainda mais a situação já alarmante dos alagamentos que ocorrem na região de Guaranhuns.   A posição é do Fórum Popular em Defesa de Vila Velha (FPDVV). A entidade alerta que as pessoas que adquirem imóveis no local correm riscos. Isso porque o aterro que é feito para suportar tal construção no local impede posteriormente o escoamento das águas, além de não respeitar a área de amortecimento do Rio Jucu, na qual deveria ser mantida uma distância mínima segura para os períodos de cheias do rio.   A resistência a essa ocupação irregular nas margens do rio é uma bandeira do Fórum já transmitida diversas vezes ao debate do PDM. Entretanto, como já reiteraram os representantes da entidade, a atual gestão municipal ignora constantemente os protestos. Diversas manobras entre o Executivo e a Câmara Municipal já foram feitas para beneficiar o setor empresarial da cidade. O Fórum já havia comunicado anteriormente que o PDM seria refeito após a sanção de leis que repetiam o mesmo erro apontado na gestão de Neucimar Fraga (PV): a exclusão da sociedade civil organizada do processo.   Segundo Mac Scardua, do Fórum, existem cinco empreendimentos planejados para a região que estão em processo de licenciamento e de elaboração do projeto: Green Park, Alphaville, Riviera Park, Boulevard Lagoa e Villagio Santa Paula. Ele ressalra que na gestão Neucimar Fraga (PV) nenhum desses empreendimentos possuía licenças nem autorização, situação que foi revertida na administração de Rodney. A sanção da Lei nº. 5.441/2013 permitiu que esses empreendimentos avançassem no local que deveria ser resguardado. “É uma questão de respeito à natureza”, enfatizou.   A nova lei estabelece parâmetros urbanísticos para Vila Velha, repetindo artigos que já haviam sido declarados inconstitucionais pela Justiça, em ação civil pública que contestou a legislação anterior, da gestão Neucimar. No começo deste mês, o Ministério das Cidades concluiu, em nota técnica enviada ao FPDVV, que a lei pode representar a outorga de benefícios a alguns grupos minoritários com interesses imobiliários especulativos no município.   A nota também definia que a lei contraria os princípios da função social e gestão democrática da cidade. Diante da denúncia e dos documentos enviados pelo Fórum, o Ministério também afirmou que a aprovação da lei foi “realizada em caráter de urgência e sem a garantia dos devidos espaços de participação e gestão democrática previstos em lei federal” e que a função social e a gestão democrática da cidade “devem ser garantidas no Plano Diretor e em leis relacionadas a ele”.   O Fórum pretende encaminhar uma cópia desta resposta ao Ministério Público Estadual (MPES), onde já existe uma ação civil pública nesse sentido e tramita uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) pela suspensão da Lei 5.441. A entidade que anexar o documento ao processo.    A ação civil pública existente no MPES foi ajuizada pela Promotoria de Justiça Cível contra o município, em decorrência da sanção da lei. O processo, segundo o Ministério Público, foi conduzido de forma ilegítima e sem o devido debate com a população, como determina a legislação. Na ocasião, o MPES tratou a nova lei como “encomenda e mais uma maquiagem”.   Em setembro, o MPES já havia instaurado inquérito civil para apurar ato de improbidade administrativa do presidente da Câmara de Vila Velha, Ivan Carlini (DEM). Ele ignorou recomendação da Promotoria para garantir a participação popular no processo antes de colocar em votação o Projeto de Lei nº035/13 que gerou a lei, regulamentando obras e projetos arquitetônicos com base em dispositivos do antigo Plano Diretor Municipal. Informações de bastidores apontam que Carlini até convocou uma reunião com os vereadores antes da votação, quando defendeu o projeto, mas sequer teria informado aos colegas de plenário da nota recomendatória. No mesmo dia, Rodney Miranda, presidente regional do DEM, esteve na Casa para a festa de filiação do vereador ao partido.    O Fórum Popular em Defesa de Vila Velha ressaltou, na ocasião, que a medida altera radicalmente os parâmetros urbanos da cidade e é uma afronta ao movimento popular, ao MPES e ao Tribunal de Justiça, que acompanharam o debate e foram excluídos do processo atual. A entidade também havia pedido cautela aos vereadores e mais tempo para discutir a proposta, mas foi ignorada.

26/12/2013 / 0 Comments
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Presidente Dilma assina medida provisória que reduz burocracia na liberação de verbas

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A presidente Dilma Rousseff assinou nesta quinta-feira (26) a Medida Provisória nº 631, que diminui a burocracia na liberação de verbas destinadas à prevenção de desastres em áreas de risco e a recuperação de locais afetados.  A medida havia sido anunciada nessa quarta-feira (25), dia seguinte à visita da presidente ao Espírito Santo, que está sendo atingido pelas chuvas mais intensas dos últimos anos. As novas regras já estão em vigor e devem ser utilizadas pelos municípios capixabas em situação de emergência. De acordo com o texto publicado no Diário Oficial da União, o repasse dos recursos será feito por meio de depósito em uma conta específica mantidas pelas prefeituras ou através de transferências do Fundo Nacional para Calamidades Públicas, Proteção e Defesa Civil (Funcap) para os fundos constituídos pelos Estados e municípios, que deverão dar ampla publicidade às ações custeadas com recursos federais. Uma das principais inovações da medida é o fim da exigência do envio do projeto detalhado das obras antes da liberação dos recursos. Com isso, o documento será exigido somente na fase de prestação de contas das despesas à União. Para a liberação, o Governo Federal vai exigir apenas um plano simplificado de trabalho, o que pode reduzir o prazo de análise dos atuais três meses para apenas 30 dias, a partir da solicitação. A medida provisória determina ainda que a União tem a responsabilidade de “definir as diretrizes e aprovar os planos de trabalho de ações de prevenção em áreas de risco e de recuperação em áreas atingidas por desastres”. Além disso, dispõe que o governo federal deve fazer o repasse, segundo os planos de trabalho aprovados e fiscalizar o uso dos recursos. A edição da MP foi comemorada pelos três senadores do Estado em Brasília. A petista Ana Rita afirmou que a ajuda do governo federal poderá diminuir o sofrimento de milhares de pessoas que estão desalojadas (hoje a estimativa é de que esse número chegue a quase 50 mil). Já o senador Magno Malta (PR) declarou que a medida chegou com atraso e alertou sobre a necessidade do rigor na fiscalização sobre os recursos, uma preocupação que já havia sido levantada por setores do governador. O senador Ricardo Ferraço (PMDB) disse que a MP “pode derrotar a burocracia”. No Facebook, a deputada federal Iriny Lopes (PT), que também é a coordenadora da bancada capixaba em Brasília, comentou nessa quarta-feira que a decisão de editar a medida provisória se deu após a presidente ficar impressionada com o que viu no Espírito Santo. Durante o sobrevoo às áreas atingidas pelas chuvas, Dilma afirmou que nunca viu uma situação tão grave, devido ao volume de águas nas áreas inundadas. Casagrande classificou as chuvas que atingiram o Estado há 11 dias como o “evento climático mais extremo da nossa história”.

26/12/2013 / 0 Comments
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Ministério da Saúde anuncia medidas para atender flagelados

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O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, durante videoconferência com autoridades do Espírito Santo e de Minas Gerais, anunciou na manhã desta quinta-feira (26) novas medidas para atender as demandas das regiões atingidas por fortes chuvas nos últimos dias. Ainda hoje serão enviadas mais duas toneladas de medicamentos e insumos para o Espírito Santo, além de reforço para o transporte de vítimas do desastre, com a disponibilização de veículos e equipes..   Com o envio de mais medicamentos para o Estado serão, ao todo, 20 kits de socorro da Força Nacional do Sistema Único de Saúde (SUS), equivalente a quatro toneladas de produtos como antibióticos, anti-inflamatórios, ataduras, entre outros insumos. Essa quantidade é suficiente para atender 30 mil pessoas por mês. Além disso, o estado receberá quatro ambulâncias 4×4, que deverão chegar até o fim de semana, e três equipes de resgate aéreo. Cada equipe é composta por um médico, um enfermeiro e um técnico de enfermagem.   “Além de mantermos comunicação diária com as autoridades das regiões atingidas, estamos deslocando ainda hoje dois coordenadores nacionais da Força Nacional do SUS para acompanhar ainda mais de perto o trabalho que está sendo realizado nos estados e ver a necessidade de envio de mais medicamentos, como também de equipamentos e profissionais da Força Nacional do SUS especializados em situação de desastre para garantir a assistência à população atingida”, acrescentou o ministro Alexandre Padilha, que visitou o Estado na terça-feira (24).   Padilha reforçou a importância de que os pacientes crônicos que realizam tratamentos como quimioterapia e diálise e que estão com procedimentos marcados para os próximos dias, procurem os serviços de saúde para remanejamentos e possíveis encaminhamentos. O ministro informou, ainda, que os estoques de vacinas foram preservados durantes os temporais e que não houve prejuízos às estruturas de saúde.   O Espírito Santo é o estado mais atingido pelas fortes chuvas com 50 mil pessoas desalojadas e desabrigadas, além de 21 óbitos. Já Minas Gerais contabiliza 4.144 desalojados e desabrigadas e 18 óbitos. Para as cidades mineiras, foram enviados dois kits, conforme necessidade imediata apontada pelas autoridades locais, que ainda ficaram de avaliar outras demandas.   Cada kit é composto por 48 itens (30 tipos de medicamentos e 18 insumos para primeiros-socorros) e pode atender 1,5 mil pessoas por mês cada um. As medidas foram tomadas após a realização de videoconferência com representantes dos gabinetes de crise do dois estados.   Para garantir a qualidade da água de consumo nas regiões atingidas, serão enviados para o Espírito Santo adicional de 10 mil frascos de hipoclorito, composto químico usado na desinfecção de água potável e essencial nesse tipo de situação. O estado já havia recebido nesta quinta-feira (26), 20 mil frascos.    Desde a semana passada, o Ministério da Saúde mantém contato diário com as autoridades do Estado para envio de medicamentos e profissionais, entre outras demandas. No domingo (22), o Ministério da Saúde, por meio da Força Nacional do SUS, enviou dois profissionais para atuar no gabinete de crise que coordena as ações de atendimento à população prejudicada pelas chuvas que atingiram a região nos últimos dias.   Esses profissionais avaliam junto às autoridades locais quais são as principais necessidades da população e como está a rede de atendimento e socorro, a situação de hospitais e unidades de saúde, para que não falte atendimento à quem precise.   Atualmente, o Ministério da Saúde conta com 42 equipes de respostas a desastres – formadas por médicos, enfermeiros e auxiliares – em escala por semana epidemiológica para atuar em situações de emergência. A ação da FN-SUS pode ser solicitada tanto pelo gestor local quanto pelo governo federal por meio do Ministério da Integração.   Mais Médicos   Os profissionais do Programa Mais Médicos que atuam na região atingida estão recebendo orientações da equipe da Força Nacional do SUS para realizarem atendimento em atenção básica, principalmente, junto à população desabrigada, com foco no monitoramento de gestantes, hipertensos, diabéticos, crianças com menos de um ano e pessoas em tratamento renal e contra câncer.   No Estado, 129 médicos do programa estão em atividade em 19 municípios. Deste total, 114 profissionais já terão sua atuação direcionada à população desabrigada por estarem nas regiões mais atingidas.   Força Nacional do SUS   Criada em novembro de 2011 para agir no atendimento a vítimas de desastres naturais, calamidades públicas ou situações de risco epidemiológico, a FN-SUS atuou em 19 missões, sendo (6) seis de desastres naturais, (04) quatro relacionados à assistência, (08) oito de apoio à gestão local nas diversas situações e (01) de tragédia.   Ainda em 2013, houve a missão exploratória na Baixada Fluminense do Rio de Janeiro, após a enchente, com envio de técnicos da FN-SUS e distribuição de kits desastres contendo insumos estratégicos e medicamentos, descartáveis e hipoclorito de sódio para descontaminação e tratamento da água.

26/12/2013 / 0 Comments
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Incaper prevê redução do volume de chuvas a partir desta quinta-feira

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O canal de umidade que atua no Estado perdeu força, permitindo maiores aberturas de sol e rápido aumento da temperatura nesta quinta-feira (26). No sudeste do Estado ainda há possibilidade de chuva fraca a partir do fim da tarde desta quinta e, nas demais regiões capixabas, pancadas de chuva a partir da tarde. O vento sopra com até moderada intensidade no litoral norte. As temperaturas variam entre 19 °C e 25 °C na região serrana e vão de 21 °C a 34 °C nas demais regiões.   Nesta sexta-feira (27), um sistema de alta pressão começa a ganhar força sobre o Estado. Com isso, o sol predomina em todas as regiões, e só há expectativa de pancadas rápidas de chuva, entre a tarde e a noite, na região serrana e na sul (exceto litoral). O vento sopra com até moderada intensidade em todo o litoral. As temperaturas variam entre 19 °C e 24 °C na região serrana e vão de 21 °C a 33 °C nas demais regiões.   O sistema de alta pressão ganha ainda mais força no sábado (28), deixando o tempo aberto na metade sul capixaba. Algumas áreas de instabilidade avançam pela metade norte do Estado, provocando pancadas rápidas e esparsas de chuva a partir da tarde. O vento sopra com até moderada intensidade em todo o litoral. As temperaturas variam entre 18 °C e 24 °C na região Serrana e entre 20 °C e 33 °C nas demais regiões.   O domingo (29) será com possibilidade de chuva rápida, na madrugada, no litoral norte, mas abrindo com sol e poucas nuvens já pela manhã. Na região Sul, exceto litoral, e no sul e oeste da região Serrana, sol pela manhã e pancadas rápidas de chuva a partir da tarde. Nas demais regiões, sol e poucas nuvens.    Nevoeiro na Grande Vitória   O nevoeiro que se formou na manhã desta quinta-feira (26) em parte da Grande Vitória reduziu a visibilidade para 200 metros no aeroporto de Vitória. A quase ausência de vento e a umidade elevada por causa da inversão de temperatura foram os principais mecanismos de formação do fenômeno, que se formou misturado a poluentes.

26/12/2013 / 0 Comments
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Falta de competência técnica dificulta chegada de recursos a municípios

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A crítica da presidente Dilma Rousseff sobre a falta de competência técnica na elaboração de projetos para a liberação de recursos federais é uma realidade já conhecida nos meios políticos do Estado. A afirmação da presidente de que há linhas de crédito e recursos disponíveis no Estado, mas sem consistência nos projeto o dinheiro fica retido não é nenhuma novidade.    Em abril deste ano, a ministra da Integração Nacional Ideli Salvatti participou em Vitória de um encontro com os novos prefeitos empossados. Uma agenda do Ministério, que vem acontecendo em todo Brasil, justamente para amenizar um problema, que não é exclusivo do Espírito Santo.    Na ocasião, a ministra trouxe uma equipe técnica para orientar os prefeitos sobre o tema, agilizando assim a liberação de recursos. Ainda no governo Paulo Hartung, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, também criticou a falta de gestão no setor no Espírito Santo.    O governo federal editou uma medida provisória para facilitar a liberação de recursos em casos de emergência. A MP autoriza o uso do Regime Diferenciado de Contratação (RDC), processo mais ágil de contratação. A prestação de contas após os gastos poderá ser feita depois de resolvidos os problemas emergenciais, com o detalhamento dos gastos em projeto.    Mesmo assim, a situação fica complicada para os prefeitos que assumiram no início do ano. A maioria das prefeituras estava em crise, sobretudo após a redução do Fundo de Desenvolvimento Portuário (Fundap). O governo do Estado, como forma de ajudar os municípios no que diz respeito aos investimentos criou o chamado Fundo a Fundo, que garantia a transferência direta do dinheiro, mediante a apresentação de projetos.    Mais uma vez, a liberação dos recursos ficou condicionada à apresentação de projeto. A carência dos municípios na contratação de profissionais da área de planejamento dificulta a chegada dos recursos nos município. Os recursos que seriam para investimentos, agora devem ser utilizados na reconstrução de muitas cidades. 

26/12/2013 / 0 Comments
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Rodney suspende ‘rasgo’ na Rodovia do Sol e abre canal em restinga

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O prefeito de Vila Velha Rodney Miranda (DEM) anunciou na manhã desta quinta-feira (26) que abriria um canal na Rodovia do Sol (ES-060) para escoar a água “represada” nos bairros Barra do Jucu, Pontal das Garças, Ilha dos Bentos, Jockey de Itaparica, Barra do Jucu, Praia das Gaivotas, Cobilândia, Terra Vermelha, entre outros.    A obra emergencial seria feita, ainda nesta quinta-feira (26), entre o viaduto que liga a ES-060 à Rodovia Darly Santos e à Ponte do Rio Jucu. No momento em que anunciou a obra, o próprio prefeito admitiu que a medida era extrema, mas que assumiria as responsabilidades. “Essa é uma decisão radical que tomei em conjunto com a comunidade com objetivo de fazer a água correr”, disse, pela manhã, o prefeito.   A população da região ficou apreensiva com a obra de última hora na ES-060. Como a prefeitura informou que interditaria a estrada a partir das 16 horas, muita gente que usa a Rodovia do Sol antecipou o retorno para localidades como Barra do Jucu, Interlagos e Ponta da Fruta. Resultado, por volta das 17 horas um grande congestionamento (foto) se formou na rodovia. No início da noite, o trânsito na ES-060 continuava complicado para quem segue no sentido Guarapari. NO início da noite, ainda havia protestos de populares bloqueando a rodovia na altura da Darly Santos.   Reunião   Após reunião no início da tarde com representantes do governo do Estado e da Rodosol, Rodney mudou completamente o discurso. No lugar do canal na rodovia,Rodney anunciou que retiraria uma das pilastras da Ponte da Madalena para dar maior vazão ao Rio Jucu.   Logo em seguida, em coletiva, o prefeito esclareceu que estava sendo mal-interpretado sobre as obras de drenagem na ES-060. Rodney informou que o “rasgo” estava suspenso, mas que abriria um canal na restinga, ao lado da Ponte da Madalena, para ampliar a capacidade de vazão ao Rio Jucu.   A Prefeitura de Vila Velha deixou subentendido que a obra para a abertura do canal na ES-060 seria retomada nesta sexta-feira (27), mas a informação não foi confirmada oficialmente no site da prefeitura. Ao contrário do que ocorreu mais cedo, quando o prefeito confirmou que “rasgaria” a rodovia para escoar a água das chuvas.   Rodney, inclusive, chegou a afirmar que a decisão de abrir uma canal na rodovia tinha sido tomada em conjunto com a sociedade civil e com sua equipe de governo. Ele justificou que a inundação na região afeta 35 mil pessoas que estão em risco devido às águas contaminadas do Canal Garanhuns.   Embora tenha dito que tomou a decisão em conjunto com a sociedade civil,  muitas lideranças comunitárias não se disseram representadas. Comenta-se no  município que uma minoria de militantes sociais foi cooptada por Rodney para validar a obra emergencial na ES-060.   Entre os moradores da região há um clima de preocupação. De acordo com o Fórum Popular em Defesa de Vila Velha (FPDVV), a medida é paliativa e, portanto, não solucionará o problema crônica das inundações no municpio. As obras na restinga estão sendo feitas à revelia dos órgãos ambientais.       

26/12/2013 / 0 Comments
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TCE veda aquisição de obras de arte por câmaras de vereadores

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O Tribunal de Contas do Estado (TCE) proibiu a aquisição de obras de arte ou telas de artistas plásticos pelas câmaras de vereadores capixabas. A determinação faz parte da resposta a uma consulta feita pelo ex-presidente da Câmara de Domingos Martins (região serrana), Eduardo José Ramos (PSC), questionando sobre a legalidade da compra. No entendimento dos conselheiros, a proteção do patrimônio cultural não faz parte das atividades inerentes ao Poder Legislativo. De acordo com o parecer da consulta (TC 032/2013), os casos previstos na Lei de Licitações sobre a dispensa de licitação na contratação de obras de arte e objetos históricos são válidos apenas para os órgãos públicos que zelam pela proteção deste tipo de patrimônio, no caso dos museus. Para o relator do caso, conselheiro José Antonio Pimentel, a legislação admite a possibilidade de outros órgãos comprarem as obras, desde que no caso da edificação ou restauração de monumentos públicos. “A hipótese trazida na presente consulta diz respeito à aquisição de obra de arte e telas de artistas plásticos pela Câmara de Vereadores, para fazer parte do acervo histórico do município. Entendendo que a proteção do patrimônio histórico e cultural não é atividade compatível com as finalidades daquele órgão, conclui-se pela impossibilidade da referida contratação”, diz o parecer da área técnica, que foi acolhido integralmente pelo relator. A decisão deve servir como uma espécie de “jurisprudência” do tribunal na análise de casos semelhantes no futuro. O julgamento foi realizado no último dia 14 de novembro e o acórdão foi publicado somente na edição do Diário Oficial do Estado dessa segunda-feira (23).

26/12/2013 / 0 Comments
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Defensoria Pública cria grupo para mapear vítimas das chuvas

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A Defensoria Pública do Estado constituiu um grupo especial de atendimento às vítimas das enchentes para dar assistência jurídica aos atingidos pelas chuvas. A criação do grupo foi motivada pelos danos materiais causados às vítimas e aos desabrigados.    O grupo, coordenado pelo defensor público Rodrigo Borgo Feitosa,vai realizar o cadastro com dados pessoais; informações sobre os danos humanos e materiais sofridos; comunicar eventuais necessidades materiais imediatas, como alimentos e medicamentos das vítimas desabrigadas e desalojadas pela calamidade.    Os defensores também vão encaminhar ofícios para a expedição gratuita de certidões de nascimento e casamento, CPF e Carteira Nacional de Habilitação (CNH); regularizar a guarda de crianças que tiveram pais vitimados pelas enchentes; e fazer o cadastramento de desabrigados e de pessoas que tiveram as residências destruídas, total ou parcialmente, bem como aqueles que tiveram bens imóveis interditados.    A Defensoria Pública vai prestar orientação jurídica acerca do procedimento para o pagamento de benefícios previdenciários para as vítimas das enchentes; e requerimento para traslado de corpos para outras cidades.    O grupo está subordinado à Coordenação de Direito Civil da Defensoria e ficara disponível para os atendimentos emergenciais através dos telefones (27) 99647-8687 e (27) 99647-8586 

26/12/2013 / 0 Comments
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