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Fábrica de fertilizantes, em Linhares, será isenta de tributos, diz Governo Federal

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  O Complexo Gás Químico – Unidade de Fertilizantes Nitrogenados-IV que será construído pela Petrobras, em Brasília, terá isenção de tributos como o IPI e das contribuições para PIS/Pasep e Cofins. Para ambientalistas, a medida é um duro golpe contra a luta pelo fim de uso de venenos agrícolas no Estado figura em 3º lugar na lista dos que mais consomem fertilizantes no País, segundo o IBGE.  A informação do Governo Federal, publicada no Diário Oficial da União, diz respeito à Medida Provisória 582, que institui o Regime Especial de Incentivo ao Desenvolvimento da Infraestrutura de Fertilizantes, duramente criticada por movimentos camponeses como é o caso do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA) e do Movimento dos Sem Terra (MST). Segundo um estudo feito no Paraná, pelo IBGE, para cada US$ 1 gasto na compra de agrotóxico, são US$ 1,28 gasto na saúde de camponeses intoxicados. Porém, conforme divulgado pelo MST, o valor é subestimado, visto que só foram contabilizados os custos referentes às intoxicações agudas, deixando de fora os casos crônicos, acrescidos da contaminação ambiental, que poderia tornar os custos maiores.  As entidades o Estado se mantém na contramão da preservação do meio ambiente e da qualidade de vida dos capixabas. Elas lembraram que enquanto a média do País ficou em 155 quilos por hectare, durante o ano de 2010, nas terras capixabas este consumo de venenos agrícolas foi de 187 quilos por hectare.   Ao todo, o pólo irá produzir que produzirá 763 mil toneladas de uréia por ano, 790 toneladas de metanol, 200 mil toneladas de ácido acético, 25 mil toneladas de ácido fórmico e 30 mil toneladas de melamina. E, por isso, o descarte de efluentes está entre as partes mais polêmicas do projeto que também ficará próximo a uma Unidade de Conservação em Linhares.  Ainda sim, segundo o Governador do Estado, Renato Casagrande, em A Tribuna deste sábado (23), a implantação do pólo é uma reivindicação do Estado, diante da perda de recursos com a mudança no Fundo de Desenvolvimento das Atividades Portuárias (Fundap). Para incentivar o empreendimento o Governo do Estado declarou de utilidade pública as terras e benfeitorias de propriedade privada, excluídos os bens de domínio público, compreendidos nas faixas de terras entre os municípios de Linhares e Aracruz.   Ao todo, o pólo já possui 20 áreas rurais disponíveis no município de Linhares, norte do Estado, para ser implantado no prazo de cinco anos. Projetado para funcionar em 2017, a pólo tem o objetivo de reduzir a dependência externa de fertilizantes.    O empreendimento afetará as regiões de Pavão Grande, Palhal e Boa Vista, no município de Linhares, norte do Estado.    Governo Federal   Além da isenção do IPI e das contribuições PIS/Pasep e Confins, a MP prevê a desoneração da folha de pagamento para setores da indústria, ou seja, que setores contemplados deixem de arcar com a contribuição de 20% ao INSS e paguem percentualmente de 1% a 2% sobre o faturamento.   

31/12/1969 / 0 Comments
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Noite escura

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Longe do poder, Juscelino Kubitschek suportou as infâmias lançadas por seu sucessor, Jânio Quadros, e logo depois, a perseguição promovida pelos militares que deram o golpe de 1º de abril de 1964. Mineiro de Diamantina e avesso a radicalismos, JK criara, na década de 1950, uma era de prosperidade e euforia que marcaria a história contemporânea do Brasil.    O ex-presidente tentou de todas as maneiras evitar o golpe político-militar responsável pela deposição de João Goulart, que fora seu vice-presidente em período anterior. Diante do fato consumado, Juscelino acreditou que os novos ocupantes do poder honrariam a palavra empenhada, realizando a eleição presidencial marcada para o ano seguinte, na qual já era candidato homologado pelo partido então majoritário.    Conforme o regime se fechava, eliminando os espaços de diálogo com a sociedade civil e inaugurando “os anos de chumbo” que marcaram a história do Brasil, JK tornou-se uma das maiores vítimas da repressão. O presidente considerado o mais querido do país no século XX lutou pelo restabelecimento da democracia, mesmo depois de ter os direitos políticos cassados, sofrendo exílios e sendo preso por ocasião do AI-5.    A partir de 1961, quando deixou o governo, até 1976, ano em que morreu num acidente nunca inteiramente esclarecido, JK passou pela “noite escura” dos processos, cassação, exílios e prisão, tornando-se um dos maiores vultos de nossa história.   Excetuados os marechais e generais que se sucederam no governo brasileiro, o nome e o exemplo de Juscelino Kubitschek foram invocados por todos os que ocuparam a presidência da República.    Em JK e a Ditadura, Carlos Heitor Cony, colaborador de JK na redação de suas memórias, interrompidas por sua morte, e apoiando-se em documentos e depoimentos que recebera pessoalmente do ex-presidente, relata a vida do fundador de Brasília.   Neste livro, o autor mostra como JK, além de ter sido uma figura de poder admirada por todo um país, agonizou e se recusou a desistir de lutar contra os contratempos do período negro da ditadura militar.   Serviço JK e a Ditadura Carlos Heitor Cony Objetiva 240 págs R$ 39,90 em média

31/12/1969 / 0 Comments
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