Iniciativa de organizações tem dado novo visual e fomentado comércio popular em diversos bairros da capital “Nunca imaginei ter um arquiteto só pra mim, um profissional para colocar no papel e planejar o que a gente sonhava. Eles transformaram o lugar e o nosso cotidiano”, disse Dulcineia Pereira Lima, a Duti, proprietária de um pequeno comércio de itens gerais no Bairro da Penha, em Vitória, na ocasião da premiação dos projetos do Ciclo de Formação da Central de Empreendedores, em que foram selecionados 12 empreendedores do Território do Bem, região de nove bairros populares na capital, e também nos bairros de Andorinhas, Mangue Seco e Santa Martha. Como prêmio pelo bom desempenho no projeto de capacitação em empreendedorismo, eles terão, assim como Duti teve, a oportunidade de receber recursos e assistência técnica arquitetônica para obras em seus estabelecimentos comerciais. Para quem mora no alto dos morros, esses comércios são fundamentais, principalmente para pequenas compras emergenciais. Também são uma forma de fazer o dinheiro circular dentro da comunidade, e não para fora dela como quando consumido nos grandes supermercados. Duti guarda em seu comércio as fotos de antes e depois das reformasRenan Grisoni Porém, a maioria dos estabelecimentos é bastante simples, muitas vezes feitos junto à própria casa de moradores, que têm pouca capacidade de investimento. O prêmio conquistado tem o valor de pouco mais de R$ 7,8 mil que deve ser aplicado em reformas e melhorias do espaço de trabalho dos empreendedores. Entre os contemplados estão mercearia, barzinho, loja de bolos, de material de construção, pet shop, salão de beleza, loja de gás de cozinha. O projeto, feito com recursos do Fundo Municipal de Proteção e Defesa do Consumidor, foi idealizado pelo Ateliê de Ideias, organização atuante no território, junto com a Onze8, entidade sem fins lucrativos formada por arquitetos e urbanistas, que tem como um dos focos a defesa da habitação digna para todos e da Assistência Técnica para Habitações de Interesse Social (ATHIS). A primeira edição do prêmio, em 2019, contemplou 17 empreendimentos com um valor um pouco menor. A experiência serviu de piloto e ajudou a entender melhor as necessidades e dinâmicas dos comércios. Cada contemplado deve construir e aprovar conjuntamente com arquitetos o projeto de reforma e a proposta é que se envolvam e participem ativamente das obras. “A gente se reúne para saber o que eles querem. São os clientes que vão definir o que é prioridade. Vamos colocar no papel a proposta do empreendedor e ver o que é possível fazer com o recurso, diz Renan Grisoni, arquiteto da Onze8, . Na primeira edição, o caso de Duti virou exemplar. “Minha família participou da reforma com a mão de obra, eu pintei todo interior da loja, meu esposo fez a instalação elétrica, e ele fez também a pintura externa da loja, pagamos de mão de obra somente pra colocar o piso na calçada e forro do teto, foi uma economia muito boa pra nossa reforma, com isso conseguimos fazer muito mais”, conta. Com isso, sobrou mais recursos para investir. Como o orçamento é pequeno, os arquitetos estimulam tanto a participação dos empreendedores como a busca de complementar os investimentos, aproveitando a assessoria técnica recebida. Direita Esquerda Na mercearia de Duti foram feitas obras como rebaixamento do teto, pinturas internas e externa, iluminação, compra de novas prateleiras, reorganização do ambiente interno, reforma da calçada e outras, transformando o espaço. “A parte dos arquitetos no projeto de reforma foi essencial, pois sem eles a gente não tinha perspectiva de por onde começar a reforma e nem quanto a gente iria gastar. Com eles, a gente teve a verdadeira visão de como ficaria a reforma, daí deu pra gente sonhar até um pouquinho mais. Fora os orçamentos tão bem calculados que nos ajudaram a economizar nas compras também”, conta a comerciante. Renan Grisoni, arquiteto da Onze8, conta que inicialmente chegaram preocupados com as questões de saúde, como pensam no caso das reformas de residências. “São questões importantes, mas vimos que é importante focar na questão estética e funcional dos comércios, para assim eles poderem se alavancar e conseguir recursos próprios para investir em outras obras necessárias”. Cosme Santos, líder comunitário no Jaburu e integrante do Grupo Nação, que também atua na região, aponta que o projeto tem contribuído para maior envolvimento dos comerciantes nas questões comunitárias. “Os empreendedores que participam do curso geralmente ficam muito gratos e através do conhecimento adquirido se sentem motivados a participar das ações da comunidade e se tornam parceiros em outras atividades. Muitas vezes passam a ajudar para contemplar outras pessoas em projetos e assim a rede vai se formando e aumentando”,
Grupo ‘ImpeachmentJá’ projeta ‘Fora Bolsonaro’ em locais púbicos de Vitória
As projeções irão prosseguir em locais de maior movimentação na região metropolitana Locais públicos de Vitória começaram a exibir na noite desta sexta-feira (9) projeções com a frase “Fora Bolsonaro” alinhadas com as que foram realizadas pelo grupo “ImpeachmentJá”, um dos organizadores das manifestações de 19 e 29 de junho e de 3 de julho, que tomaram as ruas do país e representam forte pressão contra Jair Bolsonaro. O presidente está envolvido em denúncias que poderão resultar na sua saída do governo antes das eleições de 2022, por conta de fatos revelados na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid, no Senado Federal, agravadas com a comprovação de incompetência da gestão. A estratégia é manter acesa a bandeira de luta da próxima manifestação, marcada para o dia 24 deste mês. A data das mobilizações foi definida, em nível nacional e seguida nos estados, pelas frentes Povo Sem Medo, Brasil Popular e Coalizão Negra por Direitos. Juntas, elas integram a Campanha Nacional Fora Bolsonaro. Os movimentos exigem a aceleração da vacinação contra o novo coronavírus e o pagamento do auxílio emergencial de R$ 600 até o fim da pandemia. O objetivo principal, no entanto, é aumentar a pressão sobre o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), que tem a atribuição de decidir sobre a abertura dos processos de afastamento de Bolsonaro. As projeções da frase “Fora Bolsonaro”, na sexta-feira, foram feitas de forma experimental. Já no sábado, foram programadas exibições em locais como de maior movimento da Grande Vitória, entre eles espaços que ficam embaixo da Terceira Ponte e na pedra do Penedo.
Municípios são convocados a indicar servidores para formação em Agroecologia
Iniciativas agroecológias já ocorrem em todos os municípios, mas muitos carecem de assistência técnica especializada Os municípios capixabas estão “convocados” a indicarem servidores para receber uma formação em Agroecologia a ser fornecida pelo governo do Estado ainda neste ano de 2021. A iniciativa é da Secretaria de Estado da Agricultura (Seag), por meio da Coordenação de Agroecologia e Produção Orgânica (Coagro), em parceria com o Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), o Fórum Estadual de Combate aos Impactos de Agrotóxicos e Transgênicos do Ministério Público Estadual (Fesciat/MPES) e a Associação dos Municípios do Espírito Santo (Amunes). “Inicialmente, será uma capacitação mais curta, modular, mas que pode crescer à medida que houver interesse dos municípios e também dos movimentos sociais, cooperativas e organizações agrícolas”, expõe o economista Luciano Fasolo, coordenador Coagro/Seag. A Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater) disponível hoje, ressalta, “é insuficiente para toda a agricultura familiar, por isso a necessidade de formar mais profissionais que possam dar o suporte necessário aos agricultores engajados na expansão da agricultura livre de agrotóxicos e outros venenos, sejam agrícolas, ambientais, sociais ou econômicos, que caracterizam a agricultura convencional e o agronegócio. Luciano explica que os dados oficiais indicam que a produção orgânica e agroecológica capixaba está concentrada em algumas regiões, como a central serrana, especialmente o município de Santa Maria de Jetibá, e a região norte e noroeste. “Mas praticamente todos os municípios têm iniciativas de agricultores em transição agroecológica ou já produzindo dessa forma, porém, nem todos contam com Ater especializada”. Por isso, sublinha, os agricultores agroecológicos podem aproveitar essa oportunidade e cobrarem de seus municípios, a indicação de servidores para fazerem a capacitação. “Queremos chegar a todos os 78 municípios, só precisamos que eles façam as indicações. E os agricultores podem ajudar fazendo essa solicitação”, orienta o coordenador da Coagro. No universo do Incaper, órgão com maior capilaridade em Ater no Estado, conta Luciano, o último concurso público realizado, em 2005, ocorreu após 19 anos de hiato. Naquele momento, o quadro de extensionistas já estava reduzido e 90 novos servidores entraram para a instituição, chegando a 120 até 2008. “Deu um ‘sobrefôlego”, lembra. Ano após ano, no entanto, mesmo após mais um concurso, em 2012, aposentadorias e outros eventos foram reduzindo o quantitativo. “Hoje temos menos pessoas do que em 2005”, constata. Ainda assim, o órgão segue sendo um porto seguro para quem precisa. “Se algum município tiver necessidade, precisar apoiar uma iniciativa agroecológica, o Incaper se organiza para enviar um profissional para atender à demanda”, afirma. A capacitação anunciada pela Seag e o Fesciat/MPES surge como uma centelha para apoiar a onda transformadora que tem sido sustentada pelos movimentos sociais do campo, com apoio possível do Estado, conta Luciano Fasolo. “Precisamos fazer acontecer. A gente quer que a agroecologia cresça, se torne uma realidade”, exulta, citando o ex-vice-presidente dos Estados Unidos, Al Gore, notabilizado pelo livro Uma Verdade Inconveniente, transformado também em documentário: “a nossa é a última geração que tem a chance de fazer algo para mudar a relação com o meio ambiente; as próximas não terão opção, serão obrigadas”. E nesse sentido, a agricultura, como atividade humana que mais gera impacto ambiental, é estratégica para essa mudança vital. O economista lembra que, no Espírito Santo, segundo dados de 2014, 16% da área agricultável é coberta por solos degradados pelos monocultivos de pastagens, eucaliptos e café e também pela produção convencional de olerícolas, sendo a maior parte delas pastagens degradadas, que somam cerca de 220 mil hectares. “É urgente fazer algo. Em alguns municípios a água já virou problema de polícia, principalmente no norte e noroeste, onde, se todos ligarem suas bombas ao mesmo tempo, a água acaba”, exemplifica. “Esse modelo de produção precisa ser revisto. Quando a gente fala do alimento seguro, existe claro o risco para o cidadão que consome o produto contaminado, mas a principal vítima desse processo são os agricultores. São eles que mais morrem ou adoecem por intoxicação com agrotóxicos. A agroecologia é fundamental para garantir a vida e a saúde do agricultor familiar”, conclama.
Segurança de fronteiras deve manter gestão pública, defendem guardas portuários
Sindicato capixaba fortalece mobilização nacional contra entrega do setor à iniciativa privada Sindguapor-ES O Sindicato da Guarda Portuária do Espírito Santo (Sindguapor-ES) integra a mobilização nacional pela derrubada da Portaria nº 84/2021, do Ministério da Infraestrutura, publicada no último dia 1º de julho. Para a categoria, ao interferir na gestão da segurança nos portos públicos, a portaria ameaça a segurança pública nacional, ao permitir que essa atividade de Estado, exercida pela Guarda Portuária, seja entregue ao controle da inciativa privada. “Com essa portaria, o guarda portuário, que é um agente público, concursado, a serviço da União, fica à mercê da iniciativa privada, que pode demitir e reduzir ainda mais o quantitativo atuante. É entregar a área de fronteira à iniciativa privada”, afirma Antonio Cândido, presidente do Sindguapor-ES. Atualmente, segundo o Sindicato, o Espírito Santo tem aproximadamente 120 guardas ativos, concursados. Quando a turma do último concurso, de 2008, assumiu, havia 500 vigilantes, terceirizados, e aproximadamente 180 guardas portuários. Passados treze anos, conta Cândido, o mesmo perímetro portuário é hoje cuidado por apenas 120 guardas portuários e nenhum vigilante. Mesmo estando gravemente defasada, a guarda capixaba não conta com um plano de segurança que indica mais precisamente o quantitativo necessário a ser contratado. “Esse plano deveria ser feito por uma empresa credenciada, porém a Codesa [Companhia Docas do Espírito Santo] não se interessa em fazer, sendo ela quem diz o número de agentes necessários. Com isso, os postos ficam desguarnecidos e agentes da guarda estão muitas vezes tomando conta de dois setores por falta de pessoal”, relata. Cândido explica que a legislação em vigor permite a contratação de vigilantes para auxiliar o trabalho dos guardas concursados, porém, o contingente terceirizado é controlado pelo poder público, no caso capixaba, a Codesa. A portaria permite inverter a lógica, delegando à iniciativa privada a gestão de pessoal. Publicada há dez dias, a norma ainda não entrou em vigência e, “devido à grande repercussão política nacional, a tendência é que ela caia antes de entrar em vigor”, avalia o presidente do Sindguapor-ES. “A portaria vai contra a própria bandeira do governo federal, de fortalecimento da segurança pública, ao permitir que uma atividade prevista no Sistema Único de Segurança Pública – SUSP (Lei 13.675/2018), que organizou o parágrafo 7º do artigo 144 da Constituição, seja entregue à iniciativa privada, deixando margem para que outras atividades de Estado previstas no SUSP também sejam terceirizadas”, alerta. O sindicato ressalta que a portaria também vai contra todo o ordenamento jurídico que trata da indelegabilidade do poder de polícia administrativa a ente privado, e ainda enfraquece uma área de extrema importância para a soberania nacional, visto que 95% do comércio exterior do país passa pelos portos brasileiros. “Quase que semanalmente têm-se notícias de apreensões de drogas nos portos brasileiros. Permitir que o policiamento ostensivo dos portos públicos seja terceirizado é abrir mão do dever do Estado em relação à segurança pública”, ressalta. Na Câmara Federal, o deputado Ricardo Silva (PSB-SP) tem liderado a articulação com o Executivo para derrubar a portaria. Em discurso em suas redes sociais, o parlamentar destaca que a guarda portuária existe há 107 anos e configura “uma verdadeira polícia portuária”. Contra o que ele chama de tentativa de privatização da guarda portuária pelo ministro Tarcísio Gomes de Freitas, a articulação teve início nessa quinta-feira (8), em uma reunião com o ministro-chefe da Casa Civil, General Ramos. “Vamos lutar pela aprovação de uma PEC [nº 59/2007], que de uma forma definitiva considere esses guardas como atividade de carreira policial, que é o que eles são na verdade. E tirar essa publicação [Portaria 84/2021] que traz muita preocupação para os guardas, que fazem a segurança do Brasil, são estratégicos, estão em portos, lidam com verdadeiras fortunas no seu dia a dia, merecem ser valorizados”, declarou Ricardo Silva, ressaltando como referência o reconhecimento semelhante que já foi dado às polícias de modais de transporte, Polícia Rodoviária Federal (PRF) e Polícia Ferroviária Federal (PFF). Trabalhadores portuários vão às ruas contra a política de privatização – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/economia/trabalhadores-portuarios-vao-as-ruascontra-a-politica-de-privatizacao Entidades do setor portuário se manifestam contra a privatização da Codesa – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/economia/entidades-do-setor-portuario-se-manifestamcontra-a-privatizacao-da-codesa
Assembleia analisa nesta segunda projeto que muda regras do saneamento básico
Projeto amplia o espaço da iniciativa privada para exploração dos serviços de água e esgoto O projeto que institui a Microrregião de Águas e Esgoto do Espírito Santo e, em consequência, extingue os Serviços Autônomos de Água e Esgoto, os SAAEs, existente em 24 municípios do Espírito Santo, irá a debate na Comissão de Justiça da Assembleia Legislativa nesta segunda-feira (12), a partir das 8 horas. Com a participação de procuradores do Estado, lideranças políticas e representantes de associações e sindicatos e também dos municípios, a proposta gera polêmica, porque reduz a autonomia dos municípios no setor. O projeto é decorrente da entrada em vigor, na próxima quinta-feira (15), do novo Marco de Saneamento Básico, sancionado pelo presidente Jair Bolsonaro em 2020. A medida amplia o espaço para a iniciativa privada atuar na área, que envolve abastecimento de água, coleta e tratamento de esgoto, limpeza urbana e reciclagem de lixo, dentro da política privatista do governo federal, e poderá gerar ações na Justiça, como já vem ocorrendo em outros estados. Desde que foi sancionado, o novo marco é objeto de contestações no Supremo Tribunal Federal (STF), visando garantir a governança do poder público no setor, o que contraria as novas regras do governo federal. O subsecretário de Estado de Habitação e Gestão Integrada de Projetos, Carlos Cerqueira Guimarães, fará uma exposição a respeito da iniciativa, que é contestada pela presidente da Associação Nacional dos Serviços Municipais de Saneamento (Assemae-ES), Ana Bárbara Salles Pascini, em conjunto com sindicato de servidores municipais. Eles apontam, além das questões próprias do setor, problemas que serão gerados em onze municípios que possuem Regime Próprio de Previdência Social (RPPS), que terão que absorver pessoal de carreira que atua nos SAAEs. A presidente do Assemae-ES afirmou que espera que o debate leve em consideração as sugestões apresentadas aos deputados, principalmente a que mantém a Unidade Regional, sem deixar de atender às normas do novo Marco de Saneamento. O questionamento maior é nesse ponto, a fim de evitar, segundo Ana Bárbara, que os municípios não sejam relegados a uma posição meramente figurativa no “processo de construção e de decisão das políticas públicas de saneamento básico”, extinguindo o saneamento público e municipalista. Nessa linha, o advogado Marcelo Martins, diretor do SAAE de Itapemirim, no sul do Estado, um dos integrantes do grupo que formatou as articulações contrárias ao projeto, lamenta a rejeição pelo governo do Estado de todas as sugestões encaminhadas, que serão reapresentadas na reunião, acrescidas de outras propostas e com novos argumentos. Marcelo Martins defende que, no formato dado ao projeto de lei, fica estabelecido que os serviços autônomos passarão para a governança da Companhia Espírito-Santense de Saneamento (Cesan), de capital misto, ou para a iniciativa privada. Projeto que extingue os SAAEs no Estado gera polêmica e terá audiência pública – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/politica/projeto-que-extingue-os-saaes-no-estadogera-polemica-e-tera-audiencia-publica
Conselheiros tutelares do Estado se organizam em associações regionais
Primeira entidade criada tem reunião com a secretária Nara Borgo no dia 16. Categoria quer debater condições de trabalho e capacitação Os conselheiros tutelares capixabas iniciaram um processo de mobilização para organizar a categoria em todo o Estado. O pontapé inicial foi a criação da Associação dos Conselheiros Tutelares e Ex-Conselheiros Tutelares do Caparaó e Região Sul do Espírito Santo (ACTCRSES). A ideia é que sejam criadas outras duas associações, que são a norte e nordeste e a metropolitana serrana. A opção pela regionalização, segundo o presidente da entidade já instituída, Márcio Luís Varanda Cezário, levou em consideração as particularidades locais. Cerimônia de criação da Associação do Caparaó e Região Sul. Foto: Divulgação A Associação do Caparaó e Região Sul abrange 28 municípios. A realidade dos conselheiros tutelares nessa localidade, denuncia Márcio, é de muita precariedade. Ele cita como um dos problemas a falta de infraestrutura. Márcio relata que, em Divino de São Lourenço, os conselheiros atendem em um espaço físico de 2 m², sem banheiro. A situação em São José do Calçado também é alvo de críticas. Nesse município, os trabalhadores atendem em uma estrutura montada no pátio da delegacia. “Atendimento na delegacia é ilegal. O Conselho Tutelar é um órgão autônomo, não jurisdicional. As decisões do Conselho Tutelar podem ser revistas somente pelo Judiciário”, explica Márcio. Uma das reivindicações da associação, informa, será a criação de um piso salarial estadual para os conselheiros tutelares, somando forças com as outras entidades que serão criadas. Márcio salienta que, na área de abrangência da Associação do Caparaó e Região Sul, há muitas disparidades. Em Alegre, a remuneração líquida dos conselheiros é menor do que um salário mínimo – R$ 1,1 mil. Já em Jerônimo Monteiro, é por volta de R$ 2 mil. Entre os municípios com maiores salários na região sul, estão Cachoeiro de Itapemirim, com R$ 3,8 mil, e Marataízes, com R$ 4 mil. As articulações da associação já começaram. Está confirmada uma reunião em 16 de julho com a secretária estadual de Direitos Humanos, Nara Borgo. Um dos assuntos a serem tratados será a necessidade de capacitação para os conselheiros tutelares. Segundo Márcio, além de reivindicar melhores condições de trabalho, os conselheiros buscam dialogar com a sociedade, como forma de esclarecer qual é o papel do Conselho Tutelar, já que ainda há muito desconhecimento sobre o assunto. OAB-ES A associação também congrega ex-conselheiros tutelares. O objetivo, como aponta Márcio, é fazer com que eles possam contribuir com suas experiências e com as atuais, pois muitos deles atuam em outros espaços que têm como foco as crianças e adolescentes, a exemplo de escolas e do sistema socioeducativo. Mais associações em andamento O conselheiro tutelar Sílvio Nascimento Ferreira, de Vitória, que participou da criação da Associação do Caparaó e região sul, também está na articulação das que serão criadas no norte-nordeste e na que contemplará as regiões metropolitana e serrana, ambas com 25 municípios cada. A que se articula primeiro é a norte-nordeste. “Essa iniciativa do sul Caparaó vai levar os demais a entender que precisam se organizar regionalmente”, ressalta. Sílvio afirma que existem 475 conselheiros tutelares no Espírito Santo e que as associações não trabalharão de forma isolada. “Será importante para aumentar o diálogo entre conselheiros de diversas partes do Estado. Nosso diálogo não tem que ser somente com Tribunal de Justiça e Ministério Público, por exemplo, mas também com outros conselhos. Se em uma cidade os conselheiros estão enfrentando um determinado problema, pode contatar os de outro município que já passaram por isso e ter um direcionamento sobre como agir”, explica.
Rappers capixabas gravam clipe: ‘Mito é o caralho’
Coluna CulturArte: audioficção em podcast, Batalha das Monas, live apoia Cozinha Solidária, bolsas em cineclubismo, espaços culturais abertos LANÇAMENTOS “Mito é o caralho!” Divulgação/Panela Audiovisual Um lançamento que promete agitar a semana é do rap Mito é o caralho 2“, parceria de Jr. Conceito, Dudu News, Misharia e Zumbah, que virá ao ar com um clipe, lançado pelo Panela Audiovisual, na quarta-feira (14), às 18h. Não precisa nem dizer sobre quem a música fala, né? A direção do clipe é de Bocaum MC e Luiz Eduardo Neves, com apoio do Setor Proibido e produção musical de TGBlack Records. A primeira cypher Mito é o caralho foi lançada em 2019 por Jr Conceito, Tio Don, Predador e Santo Clan. Ouça aqui. Elem Narah revisita Madalena do Jucu A cantora Elem Narah, capixaba radicada em São Paulo, retornou ao Estado para uma gravação muito especial. A Barra do Jucu, em Vila Velha, foi um dos cenários para a gravação de um clipe de Madalena do Jucu em nova versão fundindo congo, samba e rap. Participam como convidados um time de peso que inclui a sambista Leci Brandão, o rapper Rapadura, e os músicos Renato Casanova, do Casaca, e Fabio Carvalho, ex-Manimal. Ainda participam Emerson Xumbrega, Mestre Vitalino, Rogerinho do Cavaco e o grupo Suspeitos na Mira. O lançamento será na próxima sexta-feira (16), no canal de Elem Narah no YouTube. Divulgação Grupo de Teatro lança série de audioficção em podcast Inspirado em romances policiais, jogos de RPG e o universo dos games, o Grupo de Teatro Rerigtiba, de Anchieta, sul do Estado, lançou a audioficção Peregrinos, com direção e dramaturgia de Nieve Matos. A trama inclui perseguições, fugas, resgates e emboscadas, e gira em torno do embate entre dois grupos rivais, os Peregrinos e os Proprietários. A introdução e os primeiros episódios já estão disponíveis no Spotify. Ao longo deste mês, serão veiculados três novos episódios por semana, sempre às sextas-feiras, sábados e domingos. Uma interessante experiência sonora e dramatúrgica. DIVERSIDADE E TERRITÓRIOS Mulheres e LGBTQIA+ criam Batalha das Monas Divulgação Mais uma batalha de rap foi criada no Espírito Santo, mas desta vez com enfoque especial. A Batalha das Monas é exclusiva para mulheres e pessoas LGBTQIA+. A ideia é abrir espaço para que elas possam se sentir mais “confortáveis” para rimar, com intuito de fortalecer sua presença na cena. A primeira edição ocorreu dia 5 de julho, próximo à pista de skate da Praça dos Namorados, Vitória, e teve como vencedora Sayra. A próxima edição já está marcada para segunda-feira (12), às 19h, no mesmo local. Desta vez, a MC campeã terá vaga automática para a seletiva “Mar de Monstros”, do Canal do Dimas, e ganhará como prêmio uma tatuagem e ensaio fotográfico. Cousa entrevistas escritores pelo Espírito Santo A Caravana Combiousa, realizada pela Kombi literária da Editora Cousa, percorreu o território capixaba distribuindo kits de livros para bibliotecas públicas e também entrevistando escritores de várias localidades. O resultado, a websérie Fazendo literatura em…, já divulgou os episódios com Fabiani Taylor, em Piúma, e Salomão Silva Pinto, o Sossó, em Conceição da Barra. O próximo capítulo será com o irreverente grupo Facção In-versa, de Guarapari. Live de artistas apoia Cozinha Solidária em Cariacica “Canjerê” é o nome da live cultural realizada pelo Círculo Palmarino e o Prestativa para arrecadação de fundos para implementação de uma Cozinha Solidária em Cariacica. O evento online será domingo (11), a partir das 15h, no canal do Prestativa no YouTube. Participam Daniel Silva, Leticia Chaves, Brunu Chicho, Doriê, Afronta e Úrsula. As doações podem ser feitas por Pix, PicPay ou entrega de alimentos, mediante contato com a página @cariacicasolidaria ou pelo telefone 27 99744-6770. Festival Identidade Regência reúne atrações musicais e audiovisuais Neste sábado (17), a partir das 17h, acontece o Festival Identidade Regência, realizado em formato online por moradores da vila de Regência Augusta, localizada na foz do Rio Doce, em Linhares, norte do Estado. Serão apresentados resultados de oficinas realizadas com jovens locais que resultaram em um documentário e um videoclipe. Além disso, haverá apresentação da Banda de Congo de Regência e show de Cainã e a Vizinhança do Espelho. Vai ser no canal do festival no YouTube. Segue lá! Viana lança feira de economia criativa Está marcado para 23 de julho, data em que o município completa 159 anos de emancipação política, o lançamento do projeto Viana CriAtiva, no entorno da Estação Ferroviária localizada em Viana Sede. Empreendedores podem se inscrever até 15 de julho para participar da feira que acontecerá até o dia 25 no local, contando com 20 barracas para expositores de arte, artesanato, design, moda, arquitetura, música, gastronomia e outros. Mais informações aqui. Academia Cariaciquense de Letras seleciona novos membros Estão abertas até 30 de agosto, as inscrições para ocupação de cadeiras na Academia Cariaciquense de Letras (ACL), que vai incluir membros efetivos e correspondentes (não moradores de Cariacica). Os candidatos devem reunir uma carta de motivação, currículo cultural, livros e trabalhos publicados em formato impresso ou online para a Academia Cariaciquense de Letras – A/C Marcos Bubach. O endereço é Rua Francisco de Paula Bonadiman, nº 31, Bairro: Santa Bárbara, Cariacica – ES, CEP 29.145-120. A entrega dos documentos, assim como a tirada de dúvidas, também pode ser feita aos membros da comissão da ACL responsável pelo edital, formada por Marcos Bubach (27 99512-2130), Elaine Sohelo (27 99909-6518) e Jacques Douglas (27 98825-5346). A seleção será feita por eleição entre os membros da ACL, em votação secreta na reunião do mês de setembro. ESPAÇOS CULTURAIS Espaços culturais da Secult reabrem Hélio Filho/ Secom Nesta semana, o governador Renato Casagrande, em companhia do secretário estadual de Cultura, Fabricio Noronha, realizou um tour pelos espaços culturais do Centro de Vitória. A caminhada marca simbolicamente a reabertura de locais gerenciados pela Secretaria de Cultura do Espírito Santo (Secult), a Casa da Música Sônia Cabral, a Galeria Homero Massena e o Museu de Arte do Espírito Santo Dionísio Del Santo (Maes). Os três locais foram reabertos recentemente com exposições e uma série de protocolos de visita. Mais informações sobre as exposições aqui.
Cinco sugestões Netflix
Vendo ou Alugo; O quarto de Jack; My Happy Family; Talvar; e Lazzaro Felice VENDO OU ALUGO Esta comédia brasileira de Betse de Paula ganhou 11 prêmios no festival de Pernambuco. Quatro gerações de mulheres vivem num casarão antigo do Rio de Janeiro. A família está em plena decadência e o imóvel desvaloriza a cada ano, porque o antigo bairro hoje é rodeado por favelas. A solução para sair da crise é alugar ou vender. O QUARTO DE JACK A história inicialmente pode parecer previsível, mas este filme sobre cárcere privado e alienação é diferente. porque a história se baseia no ponto de vista da vítima, o psicopata desaparece no meio do filme. Na verdade, a história toda é centrada na mãe e seu filho antes, durante e depois do evento traumático. MY HAPPY FAMILY Provavelmente o único filme da Geórgia na Netflix. Para quem não sabe, a Geórgia é um país de 4 milhões de habitantes no meio da cordilheira do Cáucaso, entre o Irã, a Turquia e a Rússia. Manana, uma professora, vive sob o mesmo teto com seus pais, sobrinhos, netos, genros e noras. Ela sente-se pressionada com as brigas constantes e anuncia a todos que vai se mudar para um apartamento alugado. A família pensa que tem de algo errado com Manana ou em sua relação com os parentes, na verdade, tudo que ela quer é um pouco de privacidade. O filme é bom e ganhou vários prêmios na Europa. O único ponto franco é que pode ser tedioso para quem não gosta de histórias muito realistas. TALVAR Filme baseado em um crime real ocorrido na Índia em 2008. Talvez por se basear na realidade, não temos a impressão de estar vendo um enlatado. O filme é narrado sob vários pontos de vista até o desfecho final. Trata de temas universais como abuso, violência e impunidade, também ganhou vários prêmios, e é um dos filmes indianos melhor avaliados em sites de cinema. LAZZARO FELICE Lazzaro Felice, da diretora suíça Alice Rohrwacher, ganhou o prêmio de roteiro no festival de Cannes. Lazzaro é um camponês orfão de pai e mãe, sua única parente viva é a avó. Ele vive com outros trabalhadores na comunidade isolada da cidade de La inviolata. Lazzaro está sempre disposto a ajudar a todos, mesmo após as horas de trabalho. É o explorado dos explorados, mas vive na sua posição subalterna com uma felicidade e um conformismo quase santos. O patrão apinha todos em quartos e cômodos pequenos e a comunidade não tem nenhuma instrução nem recebe salário. Do meio para o final, o filme começa a apresentar características fantásticas, radicalmente diferente do realismo do início.
Menor intervalo entre doses tem resistência do Ministério da Saúde, lamenta Nésio
Diante da Delta, a “variante preocupação”, secretários e cientistas defendem oito semanas para AstraZeneca e três para Pfizer Guiado pelas evidências científicas, o secretário de Estado da Saúde, Nésio Fernandes, lamenta que o Ministério da Saúde dificulte a implementação de um intervalo menor entre as duas doses das vacinas AstraZeneca (Oxdord/Fiocruz) e Pfizer (BioNTech) contra a Covid-19, medida que vem sendo solicitada também por outros secretários estaduais do País. Como vice-presidente do Conselho Nacional dos Secretários de Saúde (Conass), o gestor capixaba voltou a defender a mudança em declaração ao jornal O Globo dessa quinta-feira (8), reafirmando posição já declarada na última segunda (5). “É no movimento do último trimestre [do ano] que vamos ter a cobertura com duas doses da população adulta. Por isso, o Plano Nacional de Imunização (PNI) deve avaliar a antecipação para oito semanas da aplicação da segunda dose da vacina da AstraZeneca, que já possui ampla disponibilidade dentro do PNI e cujas doses, inclusive, já estão armazenadas pelo ministério e com envio programado”, afirmou. Conforme explica o secretário, “12 semanas foi o intervalo adotado quando o país dispunha de poucas vacinas e precisava aumentar a cobertura de brasileiros com a primeira dose”. O aumento da produção e do ritmo da imunização, no entanto, permitem rever a estratégia para a AstraZeneca, que hoje é responsável por 46,7% das imunizações no país, bem como para a Pfizer. Na segunda, em entrevista coletiva no Estado, Nésio destacou a reivindicação feita pelo Conass, ressaltando que vários países têm adotado essa medida “para antecipar a eficácia do retorno da segunda dose, levando em consideração as variantes”. Hoje, os municípios capixabas estão autorizados a aplicar a segunda dose da AstraZeneca a partir de 10 semanas, e não mais 12. “É uma medida segura, que contempla a bula e o Plano Nacional de Imunização. Antecipa o benefício da eficácia do esquema vacinal completo”, garante. A epidemiologista e professora da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) Ethel Maciel também reafirma, ao jornal O Globo, a necessidade de redução dos intervalos dos dois imunizantes. “Estamos vendo a vacinação fazer efeito, principalmente naqueles grupos que já estão com a imunização completa, como os idosos, que eram um grupo que estava agravando mais, internando mais. A gente também teve um maior número de vacinas nas quais a primeira dose já gera uma proteção alta”. Em sua conta no Twitter, Ethel enfatiza o perigo representado pela Delta, chamada de “variante preocupação”, por comprovadamente diminuir a proteção em pessoas com apenas uma dose, segundo estudo feito no Canadá. Conforme já recomendado na Nota Técnica nº 8, da Rede Brasileira de Mulheres Cientistas (RBMC), publicada na última semana, Ethel salienta que “temos que correr para completar o esquema de doses”, com intervalo de 21 dias para a Pfizer e de oito semanas para a AstraZeneca. O Ministério da Saúde decidiu, porém, manter o intervalo atual. “Essas decisões [de mudanças de intervalos entre doses] não são tomadas pelo ministro, são tomadas pela câmara técnica de especialistas que apoiam o PNI, sempre visando o melhor resultado”, declarou ao Globo o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga. A reportagem lembra que, segundo dados do consórcio de imprensa, 80,8 milhões de pessoas tomaram a primeira dose no Brasil e 28,7 milhões a segunda dose ou o imunizante da Janssen, em dose única. Há ainda um contingente de 3,5 milhões de pessoas, segundo o Ministério, que perderam o prazo para completar o ciclo de imunização, fato que tem levado as prefeituras a empreender busca ativa para vacinar. “Estamos totalmente em alerta, o número de óbitos ainda é alto, a taxa de internação e de UTI é alta, acima de 80%. Estamos monitorando a questão dos medicamentos de intubação, que ainda não tem cenário positivo. Por isso é importante manter acompanhamento e vigilância”, disse o secretário-executivo do Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde (Conasems), Mauro Junqueira.. Espírito Santo defende intervalo de oito semanas entre doses da AstraZeneca – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/saude/espirito-santo-defende-intervalo-de-oito-semanas-entre-doses-da-astrazeneca Rede de Mulheres Cientistas recomenda adequações na vacinação contra Covid-19 – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/saude/rede-de-mulheres-cientistas-recomenda-adequacoes-na-vacinacao-contra-covid-19
Novo Mapa de Risco aponta 63 cidades capixabas em risco baixo para Covid-19
Quinze municípios estão em risco moderado. Não há nenhum em risco alto ou extremo O Espírito Santo prossegue com a maioria de seus municípios em risco baixo para Covid-19. De acordo com o 63º Mapa de Risco, divulgado nesta sexta-feira (9), 63 cidades fazem parte dessa classificação, o que corresponde a cerca de 80%, incluindo a Grande Vitória. Ao todo, são 15 municípios em risco moderado, grupo no qual se inserem principalmente os do norte. Não há nenhum em risco alto ou extremo. O 63º Mapa de Risco vigora a partir desta segunda-feira (12) até o dia 18. No 62º Mapa, cuja vigência é até este domingo (11), o Espírito Santo conta com 19 cidades em risco moderado e 59 em risco baixo. Sesa Os municípios em risco baixo são Afonso Cláudio, Água Doce do Norte, Águia Branca, Alfredo Chaves, Alto Rio Novo, Apiacá, Aracruz, Atílio Vivácqua, Baixo Guandu, Barra de São Francisco, Bom Jesus do Norte, Brejetuba, Cachoeiro de Itapemirim, Cariacica, Castelo, Colatina, Conceição da Barra, Conceição do Castelo, Divino de São Lourenço, Domingos Martins, Dores do Rio Preto, Fundão, Guaçuí, Guarapari, Iconha, Itaguaçu, Itapemirim, Itarana, Jaguaré, Jerônimo Monteiro, João Neiva, Laranja da Terra, Linhares, Marataízes, Marechal Floriano, Marilândia, Mimoso do Sul, Montanha, Mucurici, Muniz Freire, Muqui, Pancas, Pedro Canário, Pinheiros, Piúma, Ponto Belo, Rio Bananal, Rio Novo do Sul, Santa Leopoldina, Santa Maria de Jetibá, Santa Teresa, São Domingos do Norte, São Gabriel da Palha, São José do Calçado, São Roque do Canaã, Serra, Vargem Alta, Venda Nova do Imigrante, Viana, Vila Pavão, Vila Valério, Vila Velha e Vitória. Os que estão em risco moderado são Alegre, Anchieta, Boa Esperança, Ecoporanga, Governador Lindenberg, Ibatiba, Ibiraçu, Ibitirama, Irupi, Iúna, Mantenópolis, Nova Venécia, Presidente Kennedy, São Mateus e Sooretama. A Matriz de Risco de Convivência considera no eixo de ameaça: o coeficiente de casos ativos por município dos últimos 28 dias, além da quantidade de testes realizados por grupo de mil habitantes e a média móvel de óbitos dos últimos 14 dias. Já o eixo de vulnerabilidade considera a taxa de ocupação de leitos potenciais de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) exclusivos para tratamento da Covid-19, isto é, a disponibilidade máxima de leitos para tratamento da doença. O Mapa de Risco segue as orientações dos boletins epidemiológicos do Ministério da Saúde e recomendações da equipe de especialistas do Centro de Comando e Controle (CCC) Covid-19 no Espírito Santo, que é composto pelo Corpo de Bombeiros Militar, Defesa Civil, Secretaria da Saúde (Sesa), Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN) e da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes). As decisões adotadas pelo Governo do Estado seguem parâmetros técnicos.