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‘Vitória está jogando 30 anos de política de educação especial no lixo’

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Coletivo de professores relata que 60 contratos de trabalhadores da educação especial não foram renovados Cerca de 60 profissionais da educação especial de Vitória deixarão de atuar na rede municipal de ensino no mês de maio. Segundo o diretor executivo do grupo Professores Associados pela Democracia de Vitória (PAD-Vix), Aguinaldo Rocha de Souza, os trabalhadores em Designação Temporária (DTs) estão sendo comunicados sobre o encerramento do contrato de trabalho. Outros, já tiveram o contrato encerrado. “Vitória está jogando 30 anos de política de educação especial no lixo”, diz Aguinaldo. Como a gestão de Lorenzo Pazolini não renovou os contratos dos DTs até final de 2021, conforme estabelece a Lei 9.693, promulgada em outubro de 2020, e não há previsão de concurso público que contemple a educação especial, a única alternativa, afirma Aguinaldo, é a adoção de carga horária suplementar. Nesse caso, haveria extensão de carga horária de trabalhadores efetivos. A alternativa defendida pela Pad-Vix é a prorrogação dos contratos dos DTs. Cerca de 700 deles foram prorrogados no final da gestão de Luciano Rezende (Cidadania), mas não até o final de 2021, decisão que vem sido mantida pela atual gestão municipal. Os cerca de 60 contratos de trabalho da educação especial estão entre os cerca de400 que se encerram até o final do mês de junho. Aguinaldo recorda que não há concurso público para educação especial desde 2005. A entidade, explica, defende a realização do certame, mas isso demoraria devido aos trâmites burocráticos necessários, sendo preciso suprir a demanda com DTs enquanto não há contratação de efetivos. “O município de Vitória está negando a política inclusiva de educação especial, adotando como estratégia a não contratação de profissionais, a não abertura de processo seletivo, a não abertura de concurso público para a área, onerando mais os cofres públicos com carga suplementar de trabalho”, afirma Aguinaldo. “Não defendemos a carga suplementar de trabalho como política”, diz, explicando que essa medida deve ser adotada somente quando há casos de afastamentos breves de docentes, mas não para suprir vagas ou licenças. As vagas, ressalta, devem ser supridas com concurso público. Já os afastamentos longos, como licença maternidade e para pós-graduação Stricto Sensu, devem ser cobertos por meio de contrato de designação temporária (DTs).  Educação especial pode ficar sem professores em Vitória, alerta entidade Pad-Vix defende a prorrogação dos contratos de DTs pela prefeitura, para garantir a oferta do serviço https://www.seculodiario.com.br/educacao/pode-faltar-profissionais-na-educacao-especial-de-vitoria-alerta-pad-vix

16/05/2021 / 0 Comments
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União, luta e amor fortalecem a Agroecologia no norte do Estado

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Nova loja de alimentos orgânicos em Nova Venécia celebra uma década de trabalho e parcerias Divulgação “A gente é movido por energia. Você pega um alimento limpo, agroecológico e ele te nutre, não precisa comer muito pra ser nutrir. Os produtos com agrotóxicos, muito processados, não te nutrem, só te enchem. E aí os laboratórios de remédios é que ganham dinheiro com a doença”. O precioso ensinamento, que brota de décadas de vivência com a terra e experiência sobre a saúde integral humana e planetária, e tão bem sacramentado pela moderno Física Quântica, vem de Primo Dalmasio, agricultor orgânico e agroecológico no Sítio Pedra do Presidente, em Nova Venécia, noroeste do Espírito Santo, onde preside a Associação Universo Orgânico. “Um ser humano é aquilo que ele come. Se come coisas boas, tem saúde boa. Pra nós agricultores, a responsabilidade é muito grande. A gente trabalha na merenda escolar, nos programas institucionais do PAA [Programa de Aquisição de Alimentos], PNAE [Programa Nacional de Alimentação Escolar], produzido alimentos limpos”, declara, com orgulho. Mesma responsabilidade, afirma, que se faz presente na venda direta feita nas feiras, entregas de cestas e agora também na nova loja de alimentos orgânicos do município, inaugurada no início deste mês. “Um espaço moderno, bonito. Pra nós é uma grande conquista, uma nova etapa. É prazeroso tanto pro consumidor quanto pro produtor e pros nossos parceiros”, celebra. Divulgação O trabalho com a produção limpa e sustentável de cada um, obviamente, é anterior a essa data. No caso de Primo Dalmasio, o ano de 2004 foi marcante em uma trajetória incrivelmente quase que totalmente apartada do uso de venenos. “Tive uma decepção na cafeicultura, com o preço muito baixo. Fiz a colheita e voltei pra casa sem capital. Paguei a cooperativa, os insumos, e voltei sem capital. Tive uma revolta interna: não vou usar agrotóxico nunca mais, não vou trabalhar mais pra empresa nenhuma”, relata. Nessa época, Primo usava herbicida e adubo químico no seu café conilon. Um uso modesto de agroquímicos, quando comparado com a prática comum. “Hoje é inseticida, fungicida, muita coisa. Usa veneno toda semana na lavoura”, lamenta. A decisão de largar definitivamente os venenos agrícolas veio acompanhada de uma busca por terapias alternativas para a lavoura e para a família. “Comecei a estudar, fiz curso de homeopatia. Hoje trabalho com homeopatia, radiestesia, cromoterapia, reflexologia”, conta o agricultor, homeopata e terapeuta holístico. O mergulho nos conhecimentos de saúde integral e terapias naturais fez um resgate em uma sabedoria latente que ele cultivava desde garoto. “Eu tive oportunidade de fazer formação agropecuária na escola técnica, hoje Ifes. Me formei em 1980. Foi quando começou forte a introdução dos agrotóxicos aqui, com a ‘revolução verde’. Na escola a gente não usava herbicida. Plantava cereais, milho, tudo sem agroquímico”, conta. Ao entrar no mercado, Primo presenciou as estratégias de convencimento das vendedoras de veneno. “As empresas pegam os técnicos, abraça, diz que resolve tudo com esses mecanismos. Eles convencem a gente que é bom. Naquela época pouca gente no rural tinha segundo grau”. No seu caso, no entanto, os argumentos não o atraiam. “Eu tinha uma proteção energética pra não exercer esse papel. Já tinha uma intuição. No campo energético, não era atraente”, conta. A proteção energética e a intuição se somavam à leitura das bulas dos venenos. “Eu sempre lia as bulas e ficava com o pé atrás. A bula não especifica tudo, mas traz alguma coisa. Mas muita gente não lê nem a bula, não usa os equipamentos de proteção, vai de bermuda, chinelo, de boné, sem camisa, aplicar agrotóxico. A gente passa na estrada e vê isso”, descreve. Decidido em retomar uma agricultura ancestral, que conhecia tão bem, Primo foi se unindo a outros agricultores conscientes como ele. Em 2010, o grupo foi apoiado pelo então pároco da Igreja Católica na cidade, Padre Honório, eleito deputado estadual pelo PT em 2015. “O Padre Honório queria fomentar a agricultura orgânica na cidade”, lembra. Uma associação de produtores de café conilon orgânico serviu de base para a construção da futura Universo Orgânico. “Aproveitamos esse trabalho burocrático pra criar a nossa associação”, conta. Hoje, além de Primo, há pelo menos mais cinco agricultores terapeutas na entidade. A harmoniosa integração da terra e do ser humano continua sendo passada de geração a geração. “Meus três filhos, o mais velho tem 35, nenhum deles nunca colocou uma bomba de agrotóxico nas costas”, exclama, feliz. Um viva aos apaixonados Também a atração de parceiros dedicados é um fluxo contínuo na agricultura familiar de Nova Venécia. Em 2016, foi a vez do Banco do Nordeste, guiado pelas mãos da agente de desenvolvimento Sonia Lúcia de Oliveira Santos, recém transferida de Teixeira de Freitas, no sul da Bahia, para Linhares, no norte capixaba. Nessa época, a direção do Banco propôs aos agentes trabalhar o crédito orientado e estruturado em cadeias produtivas específicas. “Eu sugeri a Agroecologia”, lembra Sonia, já nessa época encantada com o universo ecológico e orgânico. A proposta foi aceita e executada em âmbito nacional por meio do Plano de Ação Territorial (PAT), vinculado ao Programa de Desenvolvimento Territorial (Prodeter). “Vimos a oportunidade do PAT ser o integrador das ações, que estavam soltas”. Na ocasião, Sonia observou uma força agroecológica especialmente poderosa em torno de Nova Venécia, o que a faz mudar-se de Linhares e tornar-se cidadã veneciana. Rapidamente, o PAT capixaba envolveu outros oito municípios: Boa Esperança, Ecoporanga, Barra de São Francisco, Água Doce do Norte, São Mateus, Pinheiros, Ponto Belo e Montanha. O projeto capixaba tornou-se vitrine nacional do Banco, conta, que hoje provê mais quatro iniciativas semelhantes, sendo duas na Bahia, uma em Pernambuco e outra no Maranhão. “A Agroecologia começou como patinho feio na instituição, por falta de informação. Hoje é reconhecida como uma atividade econômica viável”, afirma. Em cada um desses estados, certamente há outras Sonias. “São os apaixonados que puxam a Agroecologia pra dentro das instituições”, reconhece. Uma atenção especial do Banco é voltada para a comercialização. “Comercialização é crucial. Sem apoio institucional, fica mais difícil,

16/05/2021 / 0 Comments
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O resgate da renda de bilro na Barra do Jucu

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Patrimônio cultural que foi perdido em boa parte do Espírito Santo vem sendo revitalizado por projeto em Vila Velha Almofada, linhas e bilros de madeira compõem o tradicional instrumento de tecer das artesãs. Foto: Divulgação Tradição principalmente em comunidades do litoral, as rendas de bilro foram desaparecendo ao longo das décadas no Espírito Santo, assim como em outros lugares do Brasil e do mundo. Na Barra do Jucu, em Vila Velha, imagens de quase um século registravam a presença das rendeiras. Os mais antigos contam que era comum ver as mulheres sozinhas ou em grupo tecendo nas varandas, calçadas ou perto da igrejinha, com o tradicional barulhinho provocado pelo atrito das peças de madeira movimentadas pelas ágeis mãos de artesãs. Desde a década de 1970, a técnica foi caindo em desuso. “Era uma cultura muito comum em todo Estado, principalmente na faixa litorânea, assim como era em Portugal, de onde veio. Tem um dito de que “onde há renda, há rede”, numa referência ao fato de que em muitas comunidades os homens pescavam e as mulheres teciam”, conta Regina Maria Ruschi. Ela é uma das responsáveis pelo resgate que vem ocorrendo desde 2016 na Barra do Jucu, trazendo de volta a tradição e a arte que envolveu gerações de mulheres. Ela conta que há 50 anos as rendas de bilro eram feitas pela maioria das mulheres e serviam como fonte de renda complementar à pesca. Mas ao longo do tempo, os produtos têxteis industriais começaram a ocupar espaço, com um preço muito menor. Os pescadores também passaram a trabalhar em empregos de pouca qualificação, mas que geravam um salário fixo. Trabalhosa, a renda de bilro foi aos poucos sendo deixada de lado. Rendeiras trabalhando em frente à igrejinha da Barra do Jucu. Foto: Divulgação Para que a renda de bilro voltasse a ser praticada na Barra do Jucu, foi necessário recorrer às anciãs, mulheres muitas vezes na faixa de 80 ou 90 anos, que ainda traziam na memória os segredos da técnica, transmitida sobretudo pela oralidade. Entre elas estiveram Rosa Leão Malta, a Dona Rosinha, falecida em 2019, mas que conseguiu ensinar muitas mulheres. “Foi nossa primeira mestra e a professora que nos ensinou a fazer renda. Sem ela, o resgate não teria sido possível. Era muito alegre e extrovertida”, lembra carinhosamente Regina, que é arquiteta apaixonada por patrimônio imaterial que começou a pesquisar sobre a renda de bilro em 2014. Também contribui outra mestra, Dona Enedina França de Paiva, mais tímida, que até hoje costuma ensinar para grupos pequenos. Atualmente, as instrutoras dos grupos maiores foram formadas nos últimos anos pelo projeto que hoje se chama Barra de Renda e teve início com oficinas no Museu Vivo da Barra do Jucu, posteriormente no Centro Comunitário, e depois na Escola Municipal Tuffy Nader. Atualmente o grupo inclui cerca de 30 pessoas que trabalham para resgatar esse patrimônio cultural. Além de aprendizes da Barra do Jucu, também participam mulheres de outros locais de Vila Velha, Serra e Vitória. Uma dessas instrutoras é Mariza Vieira Gervásio, bisneta de Dona Bernardina Vieira Machado, que foi uma conhecida rendeira no famoso bairro litorâneo de Vila Velha. “Minha bisavó era rendeira e ensinou muita gente, mas eu não sabia disso. Fui descobrir depois que entrei no projeto. Minha mãe fez muito pouco renda, mas minhas tias aprenderam bem”, conta. Registro de uma turma de rendeiras na Barra do Jucu. Foto: Divulgação Querendo ocupar o tempo livre, ela se inscreveu inicialmente em cursos de corte, costura e bordado no Museu Vivo. “Achava que bilro era muito difícil, que não ia conseguir aprender”. Mas incentivada por colegas em comum dos outros cursos, acabou se matriculando também. E para sua surpresa, não só gostou como aprendeu de forma mais rápida que a maioria. “Os primeiros pontos são muito difíceis, demora”, lembra. Mas sentindo-se desafiada, ela saía das oficinas aos sábados e pesquisava na internet durante a semana para aprender. Na época, a maioria dos vídeos que existiam sobre eram em espanhol ou italiano. Ela pouco entendia das falas, mas seguia as imagens das mãos para aprender e praticar. “Fui a que pegou mais rápido os pontos. Elas dizem que o DNA falou mais alto”, brinca a instrutora. Comercialização e exposições Para fazer a renda de bilro, o equipamento inclui uma almofada dura sobre um cavalete, onde se apoia o pique, que é o desenho do trançado. Os fios são manejados por pequenas peças de madeira, os bilros, em quantidades que variam de acordo com a complexidade do trabalho e que vão sendo trançados pelas rendeiras com habilidade. Nestas latitudes tropicais, desde tempos antigos, os equipamentos mais “sofisticados” usados pelas rendeiras de Portugal foram adaptados para materiais locais: bilros feitos com coquinho de palmeiras da região, almofada com saco de estopa e enchimento de bananeira, piques de resto de papelão. “Era tudo muito sustentável e se mantém hoje. É o chamado de ‘bilrinho caipira’”, diz Regina. A elaboração desses equipamentos também é feita na própria Barra do Jucu, e é outro produto além das rendas que pode ser comercializado e fomentar a economia e artesanato locais. Com as oficinas de renda de bilro, o projeto começou e se mantém com o intuito principal do resgate cultural. Mas ao longo do tempo vem sendo pensada também a sustentabilidade do projeto. Como a falta de viabilidade comercial acabou levando a prática cultural a praticamente desaparecer, gerar ingressos para as mulheres que contribuem para o resgate deste patrimônio parece ser uma estratégia e estímulo para que as rendas de bilro voltem a ser produzidas e a tradição seja mantida para além de ações de fomento cultural. Toalhas de altar feitas com renda de bilro. Foto: Divulgação “Começamos a fazer esse trabalho buscando apoio para desenvolver os produtos e gerar vendas, para que isso animasse a comunidade a voltar a produzir”, relata Regina. Uma consultoria gratuita dada pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) em 2019 ajudou a desenvolver melhor o design dos produtos e expô-los em feiras de artesanato em âmbito estadual e até nacional,

16/05/2021 / 1 Comment
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Assembleia realiza mais uma reunião para discutir revisão de fundos

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Debate na terça terá participação da secretária Nara Borgo. Proposta em tramitação no Senado quer extinguir 248 fundos A Comissão de Defesa da Cidadania e dos Direitos Humanos da Assembleia Legislativa realiza, na próxima terça-feira (18), mais um debate em torno da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 187/2019, que quer promover a revisão de 248 fundos financeiros. Os parlamentares se reunirão de forma virtual com secretarias do executivo estadual e representantes de conselhos que podem ser afetados caso a PEC seja aprovada. A comissão, presidida pelo deputado estadual Luciano Machado (PV), já tinha se reunido recentemente com representantes dos conselhos estaduais de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa (Ceddipi) e dos Direitos da Criança e do Adolescente (Criad), que apontaram os riscos para o atendimento à população. Para o próxima debate, a comissão convidou as secretarias de Estado de Direitos Humanos (SEDH), Nara Borgo, e de Trabalho, Assistência e Desenvolvimento Social (Setades), Cyntia Grillo, e a presidenta do Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa (Ceddipi), Augusta Isabel Scárdua. Também foram convidadas a coordenadora da comissão do Fundo Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa (Fepi), Marta Falqueto, e a curadora do Fundo para a Infância e Adolescência (FIA) e vice-presidente do Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente (Criad), Inayha Dalvi. PEC dos Fundos A Proposta de Emenda Constitucional aponta que os fundos que não constam na Constituição, em Leis Orgânicas ou no Ato das Disposições Constitucionais Transitórias devem ser extintos. Estes só poderiam ser restabelecidos se forem ratificados por meio de lei complementar específica, até o fim de 2022. O texto faz parte do Plano Mais Brasil, do governo federal. Para representantes de conselhos estaduais, a proposta foi sugerida sem diálogo com a sociedade e pode afetar a efetivação de políticas públicas. No Espírito Santo, a deputada Iriny Lopes (PT) chegou a sugerir que o assunto fosse levado para a bancada capixaba na Câmara dos Deputados. Segundo ela, os parlamentares têm condição de alterar a PEC, o que seria um ganho de tempo para que haja uma articulação nacional. A PEC 187/2019 está pronta para ser deliberada em plenário desde março. Audiência pública No início de maio, a Câmara dos Deputados realizou uma audiência pública virtual para discutir a proposta, por meio da Comissão dos Direitos da Pessoa Idosa. A reunião contou com a presença do senador Lasier Martins, que apresentou uma emenda ao texto, para que o fundo do idoso seja preservado. “É inevitável que o Estado proteja os idosos, ainda mais nessa época de pandemia, em que sofrimento é ainda maior para os idosos”, declarou. Comissão da Ales vai dialogar com o governo sobre PEC da revisão dos fundos – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/politica/comissao-da-ales-ira-dialogar-com-o-governo-do-estado-sobre-pec-da-revisao-dos-fundos

16/05/2021 / 0 Comments
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Que pressa é essa?

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Devagar se vai ao longe, e mesmo com tantas perdas e danos, o oeste foi conquistado O tempo voa, dizem os apressados, mas qualquer viagenzinha dura horas – mesmo de avião. No tempo das carruagens, um trajeto de meia milha durava meio mês. Ou meio ano. Ou muitos anos. Graças aos filmes hollywoodianos, estamos bem familiarizados com a chamada “conquista do oeste”, feita em vagões cobertos com lonas e puxados por garbosos cavalos. Certo? Fake news: burros e mulas eram os mais usados na grande aventura, por serem mais resistentes, mais obedientes, e terem menos chances de serem roubados. * As jornadas eram feitas a pé. Pouca gente ia dentro dos vagões, não apenas porque precisavam de todo o espaço para carregar tudo que precisariam pelo caminho e no novo lar, mas também porque, não tendo suspensão, os vagões andavam aos solavancos nas trilhas e estradas acidentadas. Como também não tinham rédeas, os cocheiros andavam ao lado dos burros. Imagina-se o tempo gasto com toda a caravana parada, esperando até achar em qual sacola eu guardei o remédio para enjoo. As viagens eram longas e arriscadas, principalmente pelos ataques de índios mal-humorados. Certo? * Outra notícia falsa: acidentes e doenças eram as causas mais frequentes de mortes. A maioria dos diários deixados pelos aventureiros registrava casos de pessoas feridas ou mortas por acidentes com armas de fogo, ataques de animais selvagens e afogamentos. Ou acidentes com os próprios vagões, que viravam com facilidade, ou crianças ‘atropeladas’ pelas pesadas rodas. As doenças ocorriam com frequência, pela falta ou escassez de água potável. * Ou falta de higiene, pois banhos e lavagens eram limitados. Como sempre viajavam em grandes grupos, os resíduos humanos e animais ficavam próximos das fontes e rios. A água contaminada disseminava a cólera. Entre as crianças, difteria, sarampo e varíola. Exaustão e má nutrição provocavam tifo, disenteria, os mosquitos contribuíram com a malária. Tal e qual ocorreu nas aventuras marítimas alguns séculos antes, o escorbuto grassava entre os viajantes, por falta de vitamina C. * Os vagões estacionados em círculos não eram para proteger de ataques indígenas, mas para prender o gado que levavam. Os poucos ataques de índios ocorriam com os vagões em fila. Pelo menos nas primeiras investidas na conquista do oeste selvagem, os índios ajudaram mais do que atrapalharam os aventureiros. Os atritos com os donos da terra vieram bem mais tarde, geralmente provocados por ignorância ou arrogância dos invasores – toda ofensa provocava represálias. * Devagar se vai ao longe, e mesmo com tantas perdas e danos, o oeste foi conquistado. Hoje reclamamos no ônibus porque o velhinho de bengala demora a escalar os dois degraus da entrada. Da obrigatoriedade de chegar ao aeroporto com duas horas de antecedência. Não sabem os Ícaros modernos que tempo é dinheiro? Temos pressa, vamos em frente que atrás vem gente. Vamos atropelando uns aos outros, esquecendo que a terra é redonda – não tem começo nem fim. Na pressa de contar o tempo, a gente passa e ele fica.

15/05/2021 / 0 Comments
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Biblioteca Municipal de Vitória promove encontro virtual com Adilson Vilaça

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“Autor & obra: Cotaxé em foco” será o tema do debate, que pretende aproximar o público de escritores capixabas O escritor, jornalista e vice-presidente da Academia Espírito-Santense de Letras, Adilson Vilaça, participa na próxima terça-feira (18), às 19 horas, de um encontro virtual promovido pela Biblioteca Municipal Adelpho Poli Monjardim, de Vitória. Intitulado “Autor & obra: Cotaxé em foco”, a iniciativa faz parte do projeto “Viagem pela Literatura”. “A ação é uma forma de aproximar o público do autor e suas obras e também de conhecer o processo criativo do escritor”, ressalta a bibliotecária Elizete Caser, que será a mediadora do encontro. Cotaxé foi lançado pela primeira vez em 1999 e apresenta a história da Revolta Camponesa de Ecoporanga, município onde Adilson morou quando criança. O escritor, que hoje atua também como secretário de Cultura e Turismo em Colatina, noroeste do Estado, acumula 46 títulos e atuação em diversos projetos artísticos e culturais do Espírito Santo. Ainda este ano, deverá ter seu livro Espírito Santo – muito encanto em cada canto lançado pelo Instituto Modus Vivendi. A obra apresenta ensaios ilustrados com fotografias sobre as principais manifestações do folclore e da cultura popular capixabas. Vilaça foi professor universitário e criador do projeto “Escritos de Vitória” e das Coleções José Costa e Roberto Almada. Entre os prêmios que recebeu, está o “Geraldo Costa Alves”, concedido pela Fundação Ceciliano Abel de Almeida, contemplando a publicação do livro de contos A possível fuga de Ana dos Arcos, primeira obra do escritor. Em 2002, ele recebeu premiação nacional no projeto “Circuito Cultural Banco do Brasil”, junto com o cantor, letrista e cronista Gabriel Pensador. Em 2015, por sua produção literária, foi contemplado também pela Assembleia Legislativa com a Comenda “Rubem Braga”. Nascido em Minas Gerais, ele veio ainda criança para o Espírito Santo morar em Ecoporanga. Aos 13 anos foi viver em Colatina, onde passou a adolescência até ir estudar aos 18 anos no Rio de Janeiro. Formou-se técnico em Química e chegou a lecionar em Colatina e outros municípios. Depois estudou graduação em Comunicação Social, tornando-se jornalista e professor universitário na área. Em paralelo seguiu com sua atuação cultural e política. A reunião ocorre em formato virtual, por meio do link meet.google.com/uve-nwor-veb. Para participar, não é preciso realizar inscrição prévia. ‘Um dos desafios será organizar a comemoração ao centenário de Colatina’ – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/cultura/um-dos-desafios-sera-organizar-um-evento-para-marcar-o-centenario-de-colatina

15/05/2021 / 0 Comments
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Conferência popular faz frente à captura da ONU pelas grandes corporações

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Encontro autônomo com participação de entidades do Estado levará posição da sociedade civil para a Cúpula Mundial sobre os Sistemas Alimentares  De um lado a captura da Organização das Nações Unidas (ONU) pelas grandes corporações transnacionais. Do outro, a pandemia de Covid-19 aprofundando um processo de crescimento da fome em âmbito planetário. E no meio disso, as organizações da sociedade civil em articulação para reverter o sofrimento dos mais vulneráveis. O desafio é gigante e a vontade de vencê-lo também. Nesse sentido, no Brasil, a Conferência Popular por Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional realiza um encontro no próximo dia 21, às 15h, para apresentar “O que está em jogo na Cúpula Mundial dos Sistemas Alimentares da ONU”, que acontece em setembro. O Espírito Santo participa da mobilização por meio de diversos coletivos e entidades com abrangência nacional. Presidente do Conselho Estadual de Segurança Alimentar (Consea/ES), Rosemberg Moraes conta que o objetivo deste encontro na próxima sexta-feira é construir um documento para a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), que será por ela encaminhado à ONU. “Vamos mostrar a realidade que vivemos no Brasil e no Espírito Santo: de uma insegurança alimentar resultado não da pandemia, mas de uma política pensada lá atrás, desde 2014”, diz o conselheiro, citando diversos arranjos políticos desde o final do mandato de Dilma Roussef (PT), passando pela aprovação da Emenda Constitucional 95, em 2017, que congelou os gastos públicos, incluindo saúde e educação, por 20 anos, e o enfraquecimento contínuo do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE). “Não podemos deixar uma imagem hollywoodiana ser apresentada na Cúpula, temos que mostrar a verdade. E temos que forçar a revisão dessas políticas públicas, o restabelecimento do funcionamento do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e o fortalecimento do Sistema Nacional de Segurança Alimentar”, conclama. O que está por trás da Cúpula Em Nota Pública, a Conferência Popular por Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional expõe os jogos mesquinhos de poder dos grandes conglomerados do agronegócio que desvirtuam a Cúpula Mundial, em que os Sistemas Alimentares são compreendidos como “uma constelação de atividades envolvidas na produção, processamento, transporte e consumo de alimentos”, que “afetam todos os aspectos da existência humana”. “O processo de organização desta cúpula é extremamente preocupante, e não à toa tem sido objeto de denúncia por parte de um amplo conjunto de movimentos e organizações da sociedade civil em âmbito internacional. Diferente das Cúpulas Mundiais de Alimentação anteriores, protagonizadas pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), que foram marcadas por amplos diálogos entre estados, instituições e a sociedade, a cúpula atual tem sido radicalmente cooptada pelas corporações”, expõem as entidades e coletivos que integram a Conferência Popular brasileira. Entre os pontos de alerta, estão o fato dela ter sido anunciada em 2019, de maneira unilateral, pelo secretário-geral da ONU, António Guterres, numa identificação explícita com o Fórum Econômico Mundial de Davos, um dos principais espaços multilaterais de diálogo entre governos e setor privado, voltado a reformas neoliberais. Sob esta lógica, ressalta a nota pública, “Agnes Kalibata, ex-presidente da Aliança para a Revolução Verde na África (Agra), foi designada ‘enviada especial’, assumindo a coordenação geral do evento, o que demonstra um claro viés de abordagem em prol das grandes corporações do agronegócio e da indústria de alimentos”. Captura da ONU “A presença de interesses privados no centro da organização da Cúpula coaduna com um processo mais amplo de captura corporativa do Sistema ONU”, contextualiza a Conferência Popular. “Dada a inadimplência e o boicote de alguns países às organizações multilaterais, o financiamento das atividades da ONU é cada vez mais feito por corporações ou fundações ligadas a interesses empresariais”, o que explica a exclusão inicial da FAO e do Comitê de Segurança Alimentar Mundial (CSA) como membros participantes da organização da Cúpula. O CSA, ressalta a nota pública, depois de reformado, em 2009, “se tornou o mais importante locus na Governança Internacional de Segurança Alimentar” e “um dos mais democráticos e representativos espaços de todo o sistema ONU, tendo como iniciativa exemplar a instituição do Mecanismo da Sociedade Civil e Povos Indígenas (MSC)”. Por isso, o documento que começou a ser construído em 2017, a partir de amplo e democrático debate, passou a ser alvo de inúmeros lobbies de governos e corporações vinculadas ao agronegócio, ao tempo que as posições do MSC foram sendo continuamente rejeitadas. Como resultado, o documento final foi aprovado na plenária de fevereiro de 2021 do Comitê, sem o endosso da sociedade civil. Junto da exclusão da ONU e do CSA, o documento também exclui ou aborda de forma muito frágil temas fundamentais e correlatos ao tema da Cúpula, como: direitos humanos, não aceitação da inclusão do direito humano à água; rejeição à inclusão de pontos relacionados ao papel central da agroecologia; a ênfase nos aspectos biológicos da alimentação em detrimento a uma abordagem multidimensional; a ausência de recomendações relacionadas à redução no uso de pesticidas; e a não menção à Declaração das Nações Unidas sobre os Direitos dos Camponeses e Outros Povos Trabalhando em Áreas Rurais (UNDROP). Espaços populares Apesar da intensa concentração de poder nas mãos do capital, o processo de construção da Cúpula tem janelas para a participação da sociedade civil e é por meio delas que a Conferência Popular, os conselhos de Segurança Alimentar e dezenas de organizações e entidades podem se fazer ouvir. São os “Diálogos Nacionais” – divulgados no site do Ministério das Relações Exteriores (MRE) – prévios ao evento, a serem convocados pelos governos nacionais, e os “Diálogos Independentes”, que podem ser oficialmente credenciados e convocados por qualquer organização. No documento brasileiro, no entanto, criticam as entidades, “o atual cenário de crescimento significativo da fome no Brasil é simplesmente ignorado em detrimento da construção de imagem de um país fictício que estaria dando continuidade a políticas voltadas para a garantia do Direito Humano à Alimentação Adequada à sua população”. “O que propomos é a realização de ‘encontros autônomos’, que são parte de um intenso processo de discussão global

15/05/2021 / 0 Comments
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Carreata pelo impeachment de Bolsonaro volta às ruas no dia 22 em Vitória

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Manifestantes capixabas também reivindicam lockdown com auxílio e vacinação para todos O Movimento Impeachment Já ES realiza no próximo sábado (22) sua terceira carreata, tendo como pautas o “Fora, Bolsonaro! Fora, Mourão!” e lockdown com auxílio e vacinação para todos. A concentração será às 14h, no viaduto Araceli, em Jardim Camburi, Vitória.  O percurso ainda não foi definido pela pela organização, que é composta por entidades como coletivos e sindicatos, além de pessoas não ligadas diretamente a organizações da sociedade civil. O advogado André Moreira, que é um dos organizadores, afirma que a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid, iniciada no Senado em 27 de abril e que investiga as omissões do Governo Bolsonaro (sem partido) diante da pandemia, não está na pauta. Entretanto, afirma que a iniciativa é positiva e que está ligada à defesa do impeachment de Bolsonaro e Mourão. “A CPI implica em colocar para fora esse governo. É fundamental e está sendo um bom trabalho para o país, para deixar claro porque ainda não fomos vacinados, porque está se gastando tanto dinheiro público com cloroquina em vez de comprar vacina”, diz André. No que diz respeito à vacinação, o professor do Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes), Adolfo Oleare, que também está na organização da atividade, afirma que a reivindicação é para que o a gestão de Renato Casagrande (PSB) compre os imunizantes. “Diante da omissão do Governo Federal, é a única forma de efetivar a vacinação a tempo de salvar a população. Não dá para contar com o Ministério da Saúde diante do negacionismo de Bolsonaro”, defende. A organização da carreata destaca que o lockdown foi a medida que garantiu o sucesso do combate à pandemia na Nova Zelândia, onde a medida foi implementada com auxílio econômico. Outro exemplo parecido, afirmam, é em Araraquara, São Paulo, que por causa de 10 dias de lockdown, começou a registrar redução de casos, internações e mortes pela doença, chegando, dois meses depois, a registrar queda de 74% na média móvel de casos. O lockdown reivindicado por meio da carreata é de 21 dias, com auxílio financeiro aos trabalhadores, desempregados e micro, pequenos e médios negócios. A primeira carreata do Movimento Impeachment Já ES aconteceu em 23 de janeiro, saindo de diversos pontos da Grande Vitória, concentrando-se na praça do Pedágio da Terceira Ponte. A segunda foi em 21 de fevereiro. Carreata pelo impeachment vai às ruas e aponta sabotagem de Bolsonaro contra vacinas Em vários pontos da Grande Vitória, carreata pediu a saída de Bolsonaro, tachando o governo de genocida https://www.seculodiario.com.br/politica/carreata-pelo-impeachmentvai-as-ruas-e-aponta-sabotagem-de-bolsonaro-contra-as-vacinas Carreatas são alternativa de manifestação durante pandemia da Covid-19 Impeachment de Bolsonaro, vacinação e Auxílio Emergencial foram algumas reivindicações das últimas carreatas https://www.seculodiario.com.br/direitos/carreatas-sao-alternativa-de-manifestacao-durante-pandemia-da-covid-19

15/05/2021 / 23 Comments
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Moradores inauguram nova horta em local antes abandonado

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No bairro de Santa Tereza, Vitória, antiga estação da Cesan será transformada em espaço para diversas atividades comunitárias Participantes da primeira atividade para início da horta, feita seguindo os protocolos sanitários. Foto: Divulgação Data de 2006 estão registrados os primeiros pedidos de moradores do bairro Santa Tereza, em Vitória, para que o espaço da antiga estação de tratamento de esgoto da Companhia Espírito-Santense de Saneamento (Cesan), abandonada, fosse cedida para o uso da comunidade. Com a reorganização do movimento comunitário desde o final de 2018, a proposta foi finalmente ganhando corpo. A empresa pública cedeu o local para a prefeitura, que o entregou para a comunidade. Nas últimas semanas, foi dado início à primeira iniciativa: a Horta Comunitária de Santa Tereza, que já tem os primeiros canteiros plantados. A área é ampla, incluindo uma parte construída e a maioria ao ar livre. O local era visto como ponto de insegurança pela comunidade por conta do abandono. Parte do muro, próximo a um trecho de sombra em que as crianças descansam nas aulas de futebol, chegou a desabar em horário de atividades. Por sorte, não havia ninguém no momento. Agora, o espaço virou um ambiente propício para fazer brotar diversos desejos e sonhos para pessoas do entorno. Além da horta comunitária, a proposta é que na parte construída, com cinco salas, estejam abrigados a sede da associação de moradores, um centro de apoio a empreendedores, uma rádio comunitária, vestiário e local de suporte para a escolinha de futebol do bairro. O uso do espaço construído ainda aguarda, porém, a liberação de alvará pela Defesa Civil, além de instalação de água e energia elétrica. “Dificulta para lavar as mãos, usar a roçadeiras ou outros equipamentos elétricos”, diz Jean dos Santos, o Joca, presidente do Movimento Comunitário do Bairro Santa Tereza. Ele clama por apoio do poder público e dos comerciantes locais para ajudar nos desafios que ainda serão necessários para colocar todo o espaço a serviço do bairro e da cidade. Os líderes já articulam com a escola local para que o espaço seja também um espaço de vivência e aprendizado por meio de um programa de educação ambiental. Espaço amplo e ocioso há mais de 15 anos será utilizado pela comunidade de Santa Tereza. Foto: Divulgação “Queremos aliar a prática esportiva com um trabalho de reeducação alimentar, mostrando para as pessoas a importância de ter alimento de qualidade na mesa”, diz Almir Júnior, morador e colaborador da escolinha de futebol, que funciona há cerca de dez anos no campo público bem em frente à antiga estação da Cesan. Participam dela quase 200 crianças, com atividades no contraturno escolar. A ideia é que elas também possam participar de atividades na horta, além de terem acesso ao vestiário, banheiro e uma sala para atender melhor o projeto, coisas que fazem falta atualmente. Mas Almir explica que a intenção é que o novo espaço comunitário possa atender a todos os públicos com atividades diversas, incluindo crianças, adolescentes, adultos e idosos. Uma das propostas é ter também uma cozinha industrial, para que possam ser desenvolvidas atividades ligadas à gastronomia. Horta vai agregar várias iniciativas sustentáveis Além de moradores do bairro, o início das atividades conta com apoio de outros projetos e entidades, como a Rede Urbana Capixaba de Agroecologia (Ruca), a Central Única das Favelas (Cufa) e o projeto de turismo de base comunitária de Santa Tereza. O bairro já possui uma outra horta comunitária, localizada no alto do Morro do Cabral, na zona de amortização do Parque Municipal da Fonte Grande. “Além da nova horta, começamos também um viveiro comunitário para plantar alimentos mudas de árvores nativas”, diz Joca, que além de líder comunitário, foi nomeado em abril como gestor do parque, no qual atua como voluntário e guia há 10 anos. Numa área de 1 hectare que faz limite da comunidade com o parque, há anos ele e outros moradores vêm contribuindo para o reflorestamento. Para a implantação da nova horta, numa parte muito mais plana e central da comunidade, próxima ao campo e à praça, o movimento comunitário está recebendo apoio de uma assistência técnica realizada pela Ruca em conjunto com a Federação de Órgãos para Assistência Social e Educacional (Fase) Espírito Santo, que contribuiu com compra de sementes, mudas, adubos, ferramentas, materiais para cercamento e também orientação do engenheiro agrônomo Dauro Brício. Onde antes havia um matagal alto, foram construídos quatro canteiros com alface, couve, cebolinha, pimenta, tomate, jiló e taioba. Apenas a área ensolarada será usada para a horta, já que a parte coberta por árvores, a maior, será utilizada para outras atividades. “Além do plantio queremos aumentar a produção de mudas, fazer captação de água da chuva, criar um espaço para compostagem”, diz Dauro. Outras experiências da primeira horta da região, como a criação de tanque para piscicultura e de abelhas nativas sem ferrão, também são possibilidades pensadas para transformar o espaço numa referência de sustentabilidade na cidade. “Nosso bairro é muito aconchegante e tem uma história linda. Eu digo a todos que sou de Santa Tereza e acho um dos melhores bairros de Vitória para se morar”, diz Joca, morador orgulhoso. Localizado na região da Grande Santo Antônio, faz divisa com Morro do Quadro, Caratoíra, Santo Antônio e Bela Vista, no sudoeste da ilha de Vitória. “O bairro é conhecido por se um dos mais frutíferos, tem pés de manga, jaca, fruta pão, banana, cajá”, lembra Joca, indicando que o acesso a alimentos saudáveis sempre foi uma questão. “Era uma tradição subir no alto de Santa Tereza para fazer piqueniques no fim de tarde e ir às nascentes”, conta. O sonho de uma cidade que cuida e respeita a natureza permanece vivo. Morador do entorno da Fonte Grande é o primeiro líder comunitário a gerir o parque Após 10 anos atuando como voluntário, Jean dos Santos se tornou gestor da unidade de conservação neste mês https://www.seculodiario.com.br/meio-ambiente/morador-do-entorno-da-fonte-grande-e-o-primeiro-lider-comunitario-a-gerir-o-parque Hortas urbanas irradiam sustentabilidade em morros de Vitória Fotos: Facebook/Agricultores Urbanos Vix https://www.seculodiario.com.br/cidades/hortas-urbanas-irradiam-sustentabilidade-em-morros-de-vitoria Quantas hortas urbanas agroecológicas existem no Espírito Santo? Rede Urbana Capixaba de Agroecologia convoca hortelãs e hortelãos para autocadastro no

15/05/2021 / 2 Comments
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Vitória é a única cidade da região metropolitana em risco moderado

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Casagrande recordou que, com a nova classificação, as aulas presenciais retornam para todos os níveis na Capital Vitória está entre os 32 municípios de risco moderado do Estado, de acordo com o 55º Mapa de Risco divulgado nesta sexta-feira (14) pelo governador Renato Casagrande. Os demais da região metropolitana permanecem em risco alto, classificação na qual se encontram 27 cidades. As de risco baixo são 18. O novo Mapa de Risco passa a vigorar a partir da próxima segunda-feira (17). Comparado ao mapa anterior, que vigora até domingo (16), o número de municípios em risco alto passou de 24 para 28. Os moderados reduziram de 42 para 32, e os de risco baixo aumentaram de 12 para 18. Com a nova classificação, em Vitória as aulas presenciais retornam na próxima segunda-feira para todas as modalidades, como os ensinos fundamental II e médio, que ainda não estavam liberados para cidades em risco alto. Casagrande destacou também que restaurantes poderão voltar a funcionar de segunda a sábado até as 22h, e aos domingos até 16h, entre outras flexibilizações possíveis aos municípios de risco moderado. A manutenção da Capital como risco moderado, mesmo com os demais municípios da Grande Vitória em risco alto, é porque a regra da conturbação foi suspensa. Antes, se dois municípios da região estivessem em risco alto, todos deveriam ser classificados da mesma forma. A partir deste Mapa, volta ao sistema anterior à definição da medida. Como Vitória terá serviços funcionando até às 22h, os ônibus do Sistema Transcol, que estavam circulando entre 5h e 22h, passarão a circular até meia-noite. Também há mudanças nos transportes intermunicipais e interestaduais, que poderão ter ocupação de 100%, não somente 50%. As alterações foram feitas, segundo o governador, devido à redução do risco da pandemia. Nas últimas quatro semanas, como aponta, houve diminuição do número de óbitos. A média móvel de falecimentos é de 39 nos últimos 14 dias. A taxa de ocupação de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) é de 73,8%. Casagrande recorda que já chegou a cerca de 95%. “Caiu, mas ainda assim está alta”, alerta. O governador informou, ainda, que a Taxa de Transmissão (RT) está abaixo de 1 e que o Espírito Santo é o estado com maior número de leitos de UTI per capita, com um leito para cada 7 mil habitantes. “O esforço que fizemos para chegar aos 1.080 leitos de UTI Covid que temos hoje salvou muitas vidas”, afirmou, recordando que antes da pandemia havia cerca de 400 leitos de UTI para todas as enfermidades. Classificações Os municípios em risco baixo são Águia Branca, Baixo Guandu, Bom Jesus do Norte, Colatina, Governador Lindenberg, Iconha, Itaguaçu, Itarana, Jaguaré, João Neiva, Mucurici, Muqui, Piúma, Ponto Belo, Santa Maria de Jetibá, São Domingos do Norte, São Roque do Canaã e Vila Pavão. Os de risco moderado Afonso Cláudio, Água Doce do Norte, Alfredo Chaves, Alto Rio Novo, Aracruz, Atílio Vivácqua, Barra de São Francisco, Brejetuba, Castelo, Divino de São Lourenço, Domingos Martins, Dores do Rio Preto, Ibatiba, Ibiraçu, Ibitirama, Iúna, Jerônimo Monteiro, Laranja da Terra, Mantenópolis, Marechal Floriano, Marilândia, Mimoso do Sul, Muniz Freire, Nova Venécia, Pancas, Rio Novo do Sul, Santa Leopoldina, Santa Teresa, São Gabriel da Palha, São Mateus, Sooretama e Vitória. Em risco alto estão Alegre, Anchieta, Apiacá, Boa Esperança, Cachoeiro de Itapemirim, Cariacica, Conceição da Barra, Conceição do Castelo, Ecoporanga, Fundão, Guaçuí, Guarapari, Irupi, Itapemirim, Linhares, Marataízes, Montanha, Pedro Canário, Pinheiros, Presidente Kennedy, Rio Bananal, São José do Calçado, Serra, Vargem Alta, Venda Nova do Imigrante, Viana, Vila Valério e Vila Velha. A Matriz de Risco de Convivência considera no eixo de ameaça: o coeficiente de casos ativos por município dos últimos 28 dias, além da quantidade de testes realizados por grupo de mil habitantes e a média móvel de óbitos dos últimos 14 dias. Já o eixo de vulnerabilidade considera a taxa de ocupação de leitos potenciais de UTI exclusivos para tratamento da Covid-19, isto é, a disponibilidade máxima de leitos para tratamento da doença. 

14/05/2021 / 1 Comment
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