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Finitude

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Resiliência, resistência, consciência e ação Em tempos de pandemia, com o horror das mortes inesperadas, a realidade da finitude espreita a todos nós. Embora vivamos a efemeridade do mundo, fugimos desse tema, iludidos com a “constância do presente”, como se não conhecêssemos do assunto. A natureza, nossa mãe e nosso berço, está sempre sinalizando com esse conhecimento na estrutura do movimento de toda a vida: morre o bebê que dá lugar à criança, esta morre para aparecer o adolescente logo abandonado para dar lugar ao jovem, esse precede o adulto para preparar a chegada do velho que, por fim, retornará à mãe terra. Desde criança sofremos perdas, seja de animais, brinquedos, amigos, ancestrais, espaços (como a casa ou comunidade que nascemos e passamos a primeira infância, 1ª creche, escola, 1º trabalho, namorada ou namorado, etc.). São muitas perdas que vão nos ensinando a compreender a transformação constante do mundo e de nós mesmos, mas a quimera do “presente constante” impõe um sentimento de perda desesperador, que por um bom tempo nos causa grandes sofrimentos, angústias e desespero, ocultando “o curso natural da vida”. Viver o luto é uma necessidade humana e podemos dizer que a ausência do objeto material de nosso amor é uma violência à nossa saúde mental, contudo também na esfera dos sentimentos acontece coisa parecida, eles têm origem e maturação, vão se transformando à medida que nos afetam os acontecimentos, que adquirimos conhecimento, experiência de vida, etc. A euforia amadurecida se torna alegria prudente na medida de cada um, as paixões se nos tornam plausíveis e também o desespero da perda vai dando lugar a uma saudade cada vez mais mansa, até se transformar em “boa, rica e alentadora lembrança”, naturalmente na marcha emocional de cada um. Mesmo depois de todo esse arrazoado, sabemos que o amadurecimento para a finitude é extremamente complexo e quase humanamente impossível de ser elaborado, principalmente em momentos de perda. Trago a reflexão sobre o tema para nos ajudar a suportar o horror com a visão da continuidade da vida e a confiança num logos universal sempre transparente na natureza em seus arranjos performáticos, nos ensinando que a destruição em si não é mais que uma face do movimento da vida em sua transformação constante. O pré-socrático Heráclito, filósofo da natureza, que viveu por volta do século VI a.C, nos ensina que a vida é movimento, nada é estático e tudo vive sobre a tensão dos contrários, quente e frio, dia e noite, vida e morte, saúde e doença, expansão e retração, etc. Mais tarde, no século XVIII, Lavoisier, considerado o pai da Química, anuncia: “Na natureza nada se cria e nada se perde, tudo se transforma”. Contudo, vale ressaltar que a espécie humana, enquanto exclusiva detentora da razão, driblou a natureza em sua cadeia de predador e presa (controle populacional tão comum nas demais espécies), quando assumimos o domínio sobre as outras espécies e aprendemos a nos defender das doenças, adquirindo cada vez mais longevidade. Isso resultou numa população triplicada nos últimos 70 anos. Dentro de uma visão holística, numa perspectiva de planeta vivo, Gaia, podemos considerar a hipótese de que o desenvolvimento desordenado de uma espécie, não uma qualquer, mas a que pretende o domínio da própria natureza e que tem vivido de forma consumista, extrativista, e despreocupada com o futuro, venha a provocar “o logos natural” a uma reação defensiva, ou seja, sermos nós os produtores de nossa própria dor. Assim, para fechar essa reflexão, naturalmente sem concluí-la, além de sofrer e me solidarizar com o sofrimento gerado pela perda de tantas vidas, de me indignar destas perdas serem transformadas em números estatísticos, disputas políticas e até descaso, quero indicar a leitura do romance do poeta português José Saramago – As intermitências da morte – como contribuição em forma de justificação, resignação e superação ao imediatismo da dor e incremento à resistência, reflexão necessária a cada dia desses tempos difíceis. Everaldo Barreto é professor de Filosofia

09/04/2021 / 0 Comments
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Enfermagem do Hospital Vila Velha exige condições dignas de trabalho

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Técnicos denunciam: chegam a cuidar do dobro do número de pacientes estabelecido em lei Divulgação Enfermeiros e técnicos de enfermagem que atuam no Hospital Vila Velha realizaram uma manifestação na manhã desta sexta-feira (9) exigindo “melhores condições de trabalho, dignidade e respeito para exercício da profissão e cuidado dos clientes com qualidade”. Com apoio do Sindicato dos Enfermeiros do Espírito Santo (Sindienfermeiros), foram instaladas faixas e erguidos cartazes de repúdio contra a falta de atendimento, por parte da direção do hospital, das denúncias de “assédio moral, baixo quantitativo de funcionários, falta de treinamento atualizado para as equipes, condições inadequadas das salas de repouso dos enfermeiros e falta de transporte durante a quarentena decretada em função da pandemia de Covid-19”. Sala de repouso em más condições. Foto: Divulgação “Os profissionais reivindicam, há muito tempo, reunião com a chefia imediata, mas não estão sendo atendidos. O Sindicato está designando uma comissão para tentar, também, uma conversa com a direção do hospital”, relata o diretor do Sindienfermeiros Cristiano Silva Lopes. Os manifestantes relatam que a coordenadora da enfermagem do Hospital, Leticia Vescovi de Brito, foi colocada novamente de férias há cerca de uma semana e que, desde as suas primeiras férias, há dois meses, a direção designou duas coordenadoras, que por sua vez, recebem ordens de um gerente administrativo que não é enfermeiro, o que fere a legislação, estabelecida na Resolução do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) nº 543/2017. Divulgação “As duas coordenadoras são coniventes com a gerência administrativa, que chega no setor e questiona por que um técnico não pode cuidar de dez pacientes”, relata a enfermeira Graziela Ramos, ressaltando que o Conselho Regional de Enfermagem (Coren) atualizou a legislação, por conta da pandemia, ampliando para quatro o número máximo de pacientes que podem ficar sob os cuidados de cada técnico. “O agravamento da pandemia não justifica isso acontecer, pelo contrário! Imagina um paciente morrer na minha enfermaria porque eu não pude nem ir no quarto dele!”, alarma-se. Além das tentativas de reunião com a direção do hospital, os enfermeiros e técnicos já tomaram outras medidas: um abaixo-assinado, exigindo providências; denúncia no Ministério Público Estadual, com base nos relatos de plantão dos profissionais; e contratação de um parecer jurídico sobre todas as irregularidades que estão sofrendo. Humildade e vulnerabilidade Os problemas de sobrecarga são especialmente preocupantes em relação à ala que atende aos pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS), encaminhados por meio de um novo convênio celebrado entre a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) e o hospital. “São contratos mais novos e esses profissionais estão menos familiarizados com o trabalho”, avalia Cristiano. O próprio perfil dos pacientes também interfere. “São pacientes humildes, que não conhecem tanto os seus direitos e têm receio até de se comunicar com a gente. Você imagina que eles nem ligavam a televisão do quarto, achando que teriam que pagar para isso. Eu mesma liguei a televisão de todos eles um dia e expliquei que era direito deles, como de qualquer paciente privado, de plano de saúde!”, relata. “Essas pessoas são mais humildes e por isso mais vulneráveis”, reforça, comovida. Profissionais se demitiram A enfermeira explica que o aumento do número de pacientes internados com Covid-19, ocorrido desde fevereiro, em função da terceira e pior onda da pandemia no Estado, foi seguido por uma saída maciça de funcionários. “Muitos funcionários não aguentaram, pediram conta e saíram, então ficou desfalcado. Só que a nossa coordenadora solicitou reposição desde janeiro e não fizeram. Somente anteontem [terça-feira] soubemos que a direção do hospital lançou um processo seletivo para contratar mais funcionários. Acredito que só fizeram isso porque viram toda a nossa mobilização”, relata. Divulgação Assédio moral Além do baixo efetivo de profissionais, os enfermeiros e técnicos estão sofrendo assédio moral, denuncia Graziela. “Eles não podem coagir um técnico, um enfermeiro, abusar da gente, chamando de ‘queridinha’. Nós não somos ‘queridinhas’, somos profissionais! A gente só pede respeito”, sublinha.

09/04/2021 / 0 Comments
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Justiça determina que Anvisa libere 6 mil ampolas para Hospital Santa Rita

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Medicação importada utilizada no “kit intubação” para pacientes graves está parada desde o dia 24 O juiz federal Aylton Bonomo Junior, da 2ª Vara Federal Cível de Vitória, concedeu liminar nesta sexta-feira (9), determinando que a Agência Nacional de Saúde (Anvisa), garanta, no prazo de 24h, a liberação de 6 mil ampolas do medicamento Rocurônio, utilizado principalmente na intubação de doentes graves acometidos pela Covid-19. Os remédios foram importados pela Associação Feminina de Educação e Combate ao Câncer (Afecc), mantenedora do Hospital Filantrópico Santa Rita de Cássia de Vitória. A Anvisa, no entanto, não autorizou a liberação, alegando que não estavam presentes todos os documentos exigidos na Resolução RDC n. 483/2021. O processo administrativo está pendente desde o último dia 24 de março. Em falta no mercado nacional e indispensável no enfrentamento da pandemia, o Rocurônio está em estado crítico no hospital, como alertou o gerente de Suprimentos, Tiago Zatta de Moraes. No Mandado de Segurança, a informação é que o estoque atual, a contar dessa terça-feira (6), seria de apenas quatro dias, considerando o volume de demanda da última semana. A ação judicial (n.50087856520214025001) foi ajuizada na quarta-feira (7). O magistrado, após determinar a realização de diligências por parte da Afecc, concedeu a liminar, por entender que o hospital posteriormente juntou aos autos o documento comprobatório da idoneidade do medicamento, emitido por autoridade regulatória de país membro do Conselho Internacional para Harmonização de Requisitos Técnicos de Produtos Farmacêuticos de Uso Humano – ICH, atendendo, assim, à exigência da Resolução da Anvisa. “É certo que esta demanda tangencia interesse coletivo no enfrentamento da pandemia de Covid-19, que vem se agravando no Espírito Santo, sendo de interesse social a liberação de medicamentos idôneos para uso imediato nos hospitais”, ressaltou o juiz em sua decisão. Ele considera, ainda, que é “fato notório e reconhecido pelos órgãos responsáveis pela gestão de saúde pública que a aquisição de medicamentos que integram o ‘kit intubação’ utilizado em pacientes graves acometidos da Covid-19 encontra-se extremamente dificultada no Estado e no Brasil, havendo real risco de desabastecimento, ante a sobrecarga da demanda”.

09/04/2021 / 0 Comments
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Presença da variante P1 na fronteira com Minas ameaça o Espírito Santo

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Variante é mais agressiva para adultos e jovens do que a inglesa, já registrada no Estado O secretário estadual de Saúde, Nésio Fernandes, anunciou nesta sexta-feira (9) que, diante da falta de uma coordenação nacional que possibilite, por exemplo, o controle nas fronteiras, o Espírito Santo pode se tornar vulnerável a outras variantes da Covid-19. Entre elas, está a P1, detectada primeiramente em Manaus, no Amazonas, considerada “mais crítica em jovens e adultos” do que a inglesa, que já se encontra no Estado. Nésio explica que, no caso específico da P1, o risco se dá uma vez que estudos da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e do Governo de Minas Gerais apontam a presença da variante naquele estado, inclusive em municípios que fazem fronteira com o Espírito Santo. Diante disso, recomenda Nésio, as cidades capixabas devem fazer uma testagem massiva. O subsecretário de Vigilância em Saúde, Luiz Carlos Reblin, destacou que, ainda nesta sexta-feira, chegam mais 190 mil testes de antígeno. “Não se deve negligenciar os sintomas, quem tiver com algum deve procurar uma unidade de saúde e fazer teste de antígeno”, recomenda Reblin. Nésio informa que a pressão assistencial na saúde começou a estabilizar, possibilitando, possivelmente nas próximas semanas, o início de uma fase de recuperação da pandemia. Porém, destaca, abril se mantém como um mês crítico, o que exige a disciplina necessária nos municípios de acordo com o grau de risco de cada um. O secretário também destacou a necessidade de coesão social no combate à pandemia. “Todos os líderes deveriam estar unidos, todas as bases, como religiosas e políticas, devem ser convocadas à coesão social com base nas medidas que a ciência recomenda”, disse. Ele afirmou também que o tempo de espera por leito de enfermaria, em 75% dos casos, é de menos de 24h. Já nos outros 25%, entre 24 e 48h. Ocupação de leitos na rede privada Ainda nesta tarde, informou o secretário, será divulgado o painel de ocupação de leitos na rede privada. Segundo Nésio, isso não foi feito antes porque alguns hospitais não o preencheram adequadamente, mas independentemente disso, a divulgação será efetivada, inclusive apontando os hospitais que não disponibilizaram os dados solicitados. Ele informou que a rede privada passa por um momento de escassez de kit intubação, o que também acontece na rede pública, mas em menor escala, já que o Governo do Estado se antecipou na compra e tem contratos vigentes. A situação das Organizações Sociais de Saúde (OSs), segundo o secretário, é semelhante à dos hospitais privados.

09/04/2021 / 0 Comments
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Governo irá anunciar compra de vacinas direta somente com negociações concluídas

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Nésio Fernandes considera inadequado informar sobre cada etapa das negociações que estão em andamento As negociações entre o governo Renato Casagrande (PSB) e fornecedores de vacinas, segundo o secretário estadual de Saúde, Nésio Fernandes, prosseguem. Entretanto, não serão dadas informações sem que de fato estejam concluídas, conforme relatou o gestor da pasta em entrevista coletiva realizada nesta sexta-feira (9), da qual participou com o subsecretário de Vigilância Sanitária em Saúde, Luiz Carlos Reblin. “Vamos preservar a discrição nas negociações. Não iremos fazer anúncios cotidianos a cada etapa de negociação com os fornecedores. Isso não é adequado. A população precisa de informações concretas. Não estamos em campanha eleitoral, estamos enfrentando uma pandemia de maneira responsável”, disse. As negociações, explica Nésio, são complexas por envolver várias etapas, que englobam questões como preço, checagem de fornecedores para evitar golpes, e disponibilidade real de entrega das vacinas. De acordo com ele, quando se concretizarem, o Governo do Estado irá anunciar, dando visibilidade aos trâmites feitos em cada uma das etapas de aquisição das vacinas. O secretário também se posicionou contrário ao Projeto de Lei 948/2021, aprovado na Câmara dos Deputados e que seguiu para votação no Senado. A proposta possibilita a compra de vacinas por parte da iniciativa privada para imunizar seus funcionários, desde que a mesma quantidade adquirida seja doada ao Sistema Único de Saúde (SUS). Para Nésio, caso seja aprovado, irá dificultar a compra de vacina por parte do poder público, causando, inclusive, uma corrida de grande número de intermediários, aumentando o preço dos imunizantes. “Toda a disponibilidade de vacina deve ser garantida para o poder público para que seja inclusa no seu Plano Nacional de Imunização”, defende. Luiz Carlos Reblin informou que o problema da falta de insumos para produção da vacina CoronaVac, do Instituto Butantan, foi contornado e está confirmada a meta de produção de 46 milhões de doses a serem distribuídas para todo o Brasil no mês de abril. Ele recordou que, na próxima segunda-feira (12), começa a campanha de vacinação contra a gripe. Como é preciso um espaço de tempo entre a vacina da Covid-19 e outras, é recomendável a quem ainda não está entre os grupos prioritários para imunização contra o coronavírus, que procure desde já a imunização da gripe.

09/04/2021 / 1 Comment
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‘Projeto legaliza o fura-fila e prejudica Programa Nacional de Imunização’

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Contarato é contra proposta aprovada na Câmara que possibilita a compra de vacinas contra a Covid-19 por empresas O Senado recebeu, nessa quinta-feira (8), o Projeto de Lei 948/2021, que possibilita a compra de vacinas contra a Covid-19 por empresas privadas para que apliquem em seus funcionários, desde que a mesma quantidade adquirida seja doada ao Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo o senador Fabiano Contarato (Rede), seu posicionamento diante da proposta é contrário, uma vez que, “a imunização de todos deve ser feita conforme os critérios de prioridade definidos pelas autoridades de saúde, e não de acordo com a capacidade aquisitiva”. Contarato ressalta que “nenhum país do mundo autoriza a compra de vacinas por empresas, nem mesmo os laboratórios negociam com entes privados, justamente em função da grande demanda e escassez de oferta”. O senador acredita, ainda, que, na prática, o projeto “legaliza o fura-fila e prejudica o Programa Nacional de Imunização”. Os demais senadores da bancada capixaba, Marcos do Val (Podemos) e Rose de Freitas (MDB), também foram procurados por Século Diário, mas até o fechamento desta matéria não se posicionaram sobre o assunto.  O projeto, do deputado Hildo Rocha (MDB-MA), prevê que, além dos empregados das empresas, podem ser vacinados trabalhadores que prestem serviços a elas, inclusive estagiários, autônomos e empregados de empresas de trabalho temporário ou de terceirizadas. A aquisição das vacinas poderá ser feita pelas pessoas jurídicas de direito privado, individualmente ou em consórcio. Quanto às pessoas jurídicas de direito privado sem fins lucrativos, como associações ou sindicatos, a permissão vale para seus associados ou cooperados. Assim como o senador Fabiano Contarato, a epidemiologista e professora da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), Ethel Maciel, acredita que o projeto de lei é uma forma de “furar a fila”. De acordo com ela, a ordem de prioridade estabelecida para as imunizações tem sentido, pois imuniza primeiramente quem está mais suscetível à doença, como idosos e pessoas com comorbidades, além de minimizar os impactos da pandemia nos serviços de saúde. A epidemiologista também destaca que a iniciativa é inconstitucional, uma vez que a saúde é um direito de todos. Além disso, afirma, as fabricantes já disseram que venderão as vacinas somente para os governos. “É desastroso ter um presidente e um Congresso que conduzem de forma medíocre a maior crise sanitária de todos os tempos. Esse tipo de proposta não está sendo debatida em nenhum lugar do mundo, nem nos países mais liberais. O governo tem que comprar e colocar à disposição”, defende. Na votação na Câmara dos Deputados, em meio à bancada capixaba, a proposta teve posicionamento contrário somente dos deputados Helder Salomão (PT) e Ted Conti (PSB). Já Felipe Rigoni (PSB), Soraya Manato (PSL), Norma Ayub (DEM), Neucimar Fraga (PSD), Da Vitória (Cidadania), Amaro Neto (Republicanos), Lauriete (PSC) e Evair de Melo (PP) votaram a favor.  AutorizaçãoAlém de poder comprar vacinas contra a Covid-19 que tenham registro sanitário definitivo concedido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), as empresas e associações poderão adquirir aquelas com autorização temporária para uso emergencial ou autorização excepcional e temporária para importação e distribuição. Podem ser compradas também vacinas sem registro ou autorização da Anvisa, contanto que tenham esse aval de qualquer autoridade sanitária estrangeira reconhecida e certificada pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Será permitido ainda contratar estabelecimentos de saúde que tenham autorização para importar vacinas. A Anvisa já aprovou cinco vacinas, sendo duas para uso emergencial (Janssen e Coronavac) e as demais já com registro definitivo (AstraZeneca e Pfizer). A AstraZeneca é contada duas vezes, pois considera as doses importadas da Índia e aquelas produzidas no País. Entre as vacinas previstas no cronograma do Ministério da Saúde, duas ainda não têm autorização para uso no Brasil: Covaxin (Índia) e Sputnik V (Rússia). Multa A empresa ou entidade que descumprir as regras estará sujeita à multa equivalente a dez vezes o valor gasto na aquisição das vacinas, sem prejuízo das sanções administrativas e penais. Já a aplicação da vacina deverá ocorrer em qualquer estabelecimento ou serviço de saúde que possua sala para aplicação de injetáveis autorizada pelo serviço local de vigilância sanitária. Resistência no Senado Aprovado na Câmara por 317 votos a favor e 120 contrários, ainda não há data prevista para a votação no Senado e o PL encontra resistência. O líder do MDB, Eduardo Braga (AM), avalia que o projeto pode estimular um “vale tudo na corrida pela vacina”. “A iniciativa privada deve, sim, se somar aos esforços para a aquisição de vacinas. Mas o objetivo tem que ser o fortalecimento do Programa Nacional de Imunização, até que todos que fazem parte dos grupos prioritários sejam vacinados. Não dá para furar fila ou instituir um ‘vale tudo’ na corrida pela vacina, onde quem sai ganhando é quem tem dinheiro. O projeto apresentado pelo nosso presidente, senador Rodrigo Pacheco [DEM-MG], foi bem claro nesse sentido. Já foi aprovado e já virou lei. Vamos cumpri-la”, escreveu Braga no Twitter. O presidente da Comissão de Direitos Humanos (CDH), senador Humberto Costa (PT-PE), classifica o PL 948/2021 como “um projeto equivocado e excludente”. Médico e ex-ministro da Saúde, Costa afirma que o texto aprovado pelos deputados “prevê vacinação para quem tem dinheiro”. “É algo inaceitável, é a institucionalização de um apartheid social. Num país onde morrem milhares de pessoas por Covid todos os dias, a Câmara tomou uma decisão extremamente grave, equivocada e excludente. O critério principal para vacinação no país passa a ser o da capacidade financeira de cada um. Quem pode pagar, se vacina. Quem não pode pagar, vai esperar o calendário do SUS. Vamos lutar no Senado para derrotar essa medida abominável”, afirmou o senador. Anvisa e Fiocruz são contra A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) são contra o projeto que permite compras de vacinas por empresas. Durante reunião da Comissão Temporária da Covid-19 (CTCovid-19), a presidente da Fiocruz, Nísia Trindade, defendeu o respeito às prioridades definidas pelo Ministério da Saúde para a campanha de vacinação. A opinião é compartilhada pelo diretor-presidente da Anvisa, Antonio Barra Torres. Ele chamou a atenção

09/04/2021 / 1 Comment
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Ex-vereador da Serra morre vítima da Covid-19

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Gildo Gomes era presidente do Sindicato dos Servidores da Ales e TCE (Sindilegis) desde 2019 O ex-vereador da Serra e presidente do Sindicato dos Servidores da Assembleia Legislativa e do Tribunal de Contas do Estado (Sindilegis), Gildo Gomes, faleceu na manhã desta sexta-feira (9) em decorrência de complicações da Covid 19. Ele estava internado desde o dia 21 de março, em Cariacica, e seu quadro clínico apresentou piora, levando à intubação. Irmão do ex-deputado estadual Gilson Gomes, o sindicalista deixa esposa e duas filhas, que também contraíram a doença, mas não foram hospitalizadas. Como determina o protocolo da Organização Mundial da Saúde (OMS), não haverá velório. O sepultamento será às 14 horas, no Cemitério Jardim da Paz, na Serra. Gildo atuou no Legislativo serrano entre 1997 e 2004. Ele era servidor efetivo da Assembleia Legislativa desde 1995 e conduzia o Sindilegis desde março de 2019. Antes de presidir o sindicato, foi diretor. A Assembleia exaltou a “habilidade como conduzia as pautas dos servidores junto à administração e com os deputados” e que “era uma figura querida e respeitada entre os colegas e parlamentares”. A notícia do seu falecimento causou tristeza e consternação na Casa. “Gildo sempre foi uma pessoa de coração grande querendo ajudar todo mundo sem prejudicar ou da forma mais pacífica possível. Era manso. Acho que, por ser presbítero, tinha esse dom de lidar com as pessoas”, afirma a vice-presidente do sindicato, Ana Flávia Azeredo. O presidente da Assembleia, Erick Musso (Republicanos), também lamentou. “É com muita tristeza que recebi a notícia da morte do nosso amigo Gildo Gomes, servidor do Poder Legislativo e que atualmente presidia o Sindilegis-ES. Foi incansável na defesa dos direitos dos servidores, sempre atuante e atento aos anseios dos colegas. Gildo deixará saudade e será lembrado com muito carinho por todos nós. Aos familiares, meus mais profundos sentimentos e que Deus possa confortar o coração de todos”, declarou. O ex-prefeito da Serra, Audifax Barcelos (Rede), se manifestou nas redes sociais: “Combateu o bom combate, acabou a carreira e guardou a fé. Recebo com pesar, a notícia do falecimento de Gildo Gomes que foi vereador em nossa cidade e faz parte de sua história”.

09/04/2021 / 4 Comments
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Livro aborda ensino de história e cultura afrobrasileiras nas escolas​

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Obra de Ione Aparecida acompanhou atividades de educação étnico-racial em três escolas de Cariacica Divulgação Uma questão que ganhou força desde 2003 com a Lei 10.639 é o tema do livro O ensino de história e cultura afro-brasileira e africana: a importância da formação e efetivação de um currículo, da pedagoga Ione Aparecida Duarte Santos Dias, lançado de forma virtual em uma “live” realizada pela Secretaria de Estado de Direitos Humanos (SEDH). A obra é fruto de sua dissertação no Mestrado Profissional em Educação da Universidade Federal do Estado (Ufes) e envolve pesquisa junto a três escolas públicas de Cariacica. A obra pode ser adquirida pelo site da Editora CRV. “Apesar da aprovação da lei, sua implementação ainda é um desafio. Os professores devem ter formação para trabalhar o tema nas escolas, garantindo que a questão da história e cultura africana e afrobrasileira não seja lembrada apenas em 20 de novembro [Dia da Consciência Negra], mas sim durante o ano inteiro”, pontua Ione. Além de apresentar uma contextualização sobre raça, racismo e os desafios para a educação étnico-racial, a obra faz um levantamento da história e formação de Cariacica e de suas políticas educacionais. Depois do levantamento teórico, o livro se volta para ações práticas, inicialmente a partir do Curso de Formação e Pesquisa em Educação para as Relações Étnico-Raciais realizado em 2019 em parceria do Núcleo de Estudos Afrobrasileiros da Ufes (Neab) e o Ministério Público Estadual (MPES). Apesar de receber mais de 600 inscrições, o curso pôde acolher apenas 30 inscritos por questões estruturais, mostrando que há interesse e faltam espaços de formação nas redes de ensino. Divulgação Além de diversas palestras, estudos e atividades pedagógicas, o curso incluiu uma aula de campo no terreiro de Pai Sandro D’Jagun, abordando as religiões de matriz africana e a questão da intolerância religiosa. Após a conclusão, o momento seguinte foi de acompanhamento das intervenções feitas por professores como desdobramento da atividade formativa, levando os conhecimentos absorvidos para o cotidiano escolar. O livro registra assim com descrição, depoimentos, imagem e análises, diversas atividades realizadas que podem ser replicadas ou adaptadas em outras escolas. Buscando uma linguagem acessível para professores, o principal público-alvo, a obra tem como base as construções de Paulo Freire em torno da ideia de educação de uma educação emancipadora e de formar formando. “A escola deveria ser o espaço de maior acolhimento, mas muitas vezes é onde mais se revela o racismo e o preconceito. Ainda precisamos trabalhar muito para vencer o racismo dentro e fora das escolas. Esse material vem justamente para trazer algumas propostas. O currículo é vivo e respira. A gente pode incluir a temática étnico-racial de diversas formas”, analisa a pedagoga. E para além da obra impressa, a pesquisa também gerou outro resultado: o site Enfrentando o Racismo, que reúne uma série de conteúdos para apoiar os professores no ensino e na vivência escolar em relação ao racismo.

09/04/2021 / 0 Comments
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Levantamento aponta escassez de insumos em hospitais do Espírito Santo

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Hospitais particulares da Serra e de Cariacica carecem de oxigênio, anestésicos e medicamentos para intubação A Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp) divulgou um levantamento feito com seus 88 afiliados no qual mostra que a maioria deles está com escassez de insumos essenciais para o atendimento aos pacientes acometidos pela Covid-19, como oxigênio, anestésicos e medicamentos para intubação. Embora o levantamento não informe os nomes dos hospitais, apenas as cidades onde estão localizados, as informações apontam para o Hospital Meridional, em Cariacica, uma vez que é o único associado da entidade no município. O problema também ocorre na Serra, onde a Anahp agrega o Vitória Apart Hospital e o Metropolitano, este último pertence à Rede Meridional. O Vitória Apart Hospital foi procurado por Século Diário para relatar a situação, mas não se posicionou até o fechamento desta matéria. A Associação Nacional de Hospitais Privados afirma que, em Cariacica e na Serra, há um estoque de analgésicos inferior ou igual a cinco dias, juntamente com hospitais de outras 23 cidades brasileiras, entre elas, Atibaia (SP), Belém (PA), Belo Horizonte (MG), Bento Gonçalves (RS), Blumenau (SC), Brasília (DF), Cuiabá (MT), Curitiba (PR), Ipatinga (MG), Joao Pessoa (PB) e Niterói (RJ), Porto Alegre (RS) e São Paulo (SP). O hospital de Cariacica é citado também entre os que estão com escassez de medicamentos que compõem o chamado “kit intubação”, como anestésicos, sedativos e bloqueadores neuromusculares.  Ainda segundo a Anahp, instituições de Belém (PA), Belo Horizonte (BH), Blumenau (SC), Cuiabá (MT), Curitiba (PR), João Pessoa (PB), Porto Alegre (RS) e São Paulo (SP) estão com abastecimento crítico de oxigênio, sendo que 62,5% responderam que estão com estoque de até uma semana. Em relação à disponibilidade de ventiladores para atender à demanda, nove das 88 instituições afirmaram que não possuem equipamentos suficientes. Segundo a Associação Nacional de Hospitais Privados, os associados definiram a estratégia de acesso e estão realizando importações extraordinárias dos produtos em falta, com apoio da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que alterou procedimentos administrativos de modo a permitir as importações no menor tempo possível. O levantamento, segundo a entidade, é feito constantemente entre os associados, com o intuito de identificar aqueles que apresentam cenários mais graves em relação à falta de insumos. Assim, explica a Anahp, é possível informar o Ministério da Saúde sobre o desabastecimento dos insumos. Procurada, a Rede Meridional informou que, assim como “toda a rede hospitalar pública e privada do Brasil diante do cenário de pandemia instalado, encontra-se com aumento do consumo de insumos hospitalares acima da média normal”. Entretanto, afirma, “apresenta estoques em níveis confortáveis para garantir a regularidade do tratamento de seus pacientes”. E acrescenta: “estamos nos conduzindo de forma atenta e atuante na tomada das medidas necessárias para que a manutenção dos estoques se perpetue em números adequados até o fim deste difícil período”.

08/04/2021 / 0 Comments
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‘Cidade cloroquina’

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Vereador convoca moradores de Vila Velha para exigir tratamento precoce: “15 médicos estão ‘aptos’ em seis unidades de saúde” Redes sociais “Exija o Protocolo do Tratamento Precoce em unidades de Saúde de Vila Velha”. A convocação é do vereador Romulo Lacerda (PSL) e circula pelas redes sociais desde essa quarta-feira (7), inclusive por meio de presidentes de associações de bairros. O material informa a conclusão de “três capacitações, atingindo 15 médicos, para atuação no tratamento ambulatorial (fase 1)”, apontadas como iniciativa de uma Comissão Voluntária de Enfrentamento à Covid, que, segundo ele, sem citar nomes, é formada por uma equipe multidisciplinar de médicos, sanitaristas, epidemiologistas, gestores de saúde e até engenheiros. Os profissionais apontados como “aptos a realizar o atendimento da população com efetividade” atuam nas unidades de Santa Rita, Terra Vermelha, Vila Garrido, Vale Encantado, Coqueiral de Itaparica e Jardim Marilândia. O avisa, ainda, que os medicamentos – cloroquina e ivermectina – estão disponíveis pela prefeitura. Arnaldinho Borgo (Podemos), de fato, autorizou o protocolo no último dia 18 de março, passando a integrar a reduzida lista de municípios que defendem o tratamento precoce, que não tem qualquer comprovação científica e, inclusive, tem sido motivo de sucessivos alertas de especialistas de pioras no quadro. A investida segue a estratégia e narrativa política do presidente Jair Bolsonaro, que está em guerra contra governadores, enquanto o País vive o pior momento da pandemia e clama pela agilidade na vacinação. Depois de Vitória, capital campeã no recebimento de medicamento desse tipo, Vila Velha, que já é líder do Estado em óbitos (mais de mil) e casos (49,3 mil), também corre atrás do título de “Cidade Cloroquina”. PerfilO vereador em primeiro mandato, Romulo Lacerda, se descreve nas redes sociais como “terrivelmente cristão e conservador. Anti comunista [sic] e com o pavio extremamente curto pra petista”. Na foto de perfil, “Bolsonaro 2022”. Outro ladoEle foi eleito com 1,6 mil votos em 2020, ocupando a 14ª posição entre 17 vagas. Assim como os bolsonaristas do Estado, faz publicações exaltando o presidente e contrárias ao governador Renato Casagrande (PSB) e às medidas de restrições. Atua, porém, desalinhado ao partido ao qual pertence, que saiu das mãos do grupo de Bolsonaro no Estado e, desde o início do ano passado, está próximo do governador. Topo do rankingO tratamento precoce em Vitória deu à cidade o rebatismo como “Capital da Cloroquina”, em matéria nacional divulgada pela Piauí. Até metade de março, o município tinha recebido 54 mil comprimidos de difosfato de cloroquina, quantidade que seria suficiente para medicar 15% dos moradores ao menos uma vez. O número foi a liderança entre as capitas do País e expôs a contradição com a elevada taxa de óbitos em comparação com a média nacional. Topo do ranking IIO dado considerou apenas as entregas feitas pelo Ministério da Saúde, sem levar em conta repasses e compras que possam ter sido feitos pelos governos estaduais e municipais. Vitória adotou a cloroquina e ivermectina no tratamento da Covid em julho do ano passado, gestão de Luciano Rezende (Cidadania). O atual prefeito, Lorenzo Pazolini (Republicanos), também é defensor do protocolo. ArticulaçõesO encontro virtual que reuniu o ex-presidente Lula e o PSB, nessa terça-feira (6), deu prosseguimento aos movimentos iniciados pelo presidente nacional da legenda socialista, Carlos Siqueira, tão logo o petista teve sua elegibilidade recuperada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), há um mês. O partido, que estava ainda sem destino para 2022, recalculou a rota. Articulações IIDesta vez, segundo a coluna Painel, da Folha de S.Paulo, a conversa contou ainda com a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, o governador Renato Casagrande, que é secretário-geral do PSB, o ex-governador de São Paulo Márcio França (PSB), e o deputado Paulo Teixeira (PSB-SP). O tema anunciado foi a construção de uma “frente em defesa da democracia” e medidas para o enfrentamento da pandemia. Articulações IIINessa fase sem destino, o PSB Nacional, depois de procurar um “outsider”, anunciou uma possível candidatura de Casagrande à Presidência da República, o único quadro partidário com destaque como oposição a Bolsonaro hoje, devido às diferenças gritantes na condução da pandemia. A jogada do nome no mercado, porém, não rendeu, muito menos convenceu. Articulações IVO governador é considerado candidatíssimo à reeleição em 2022 e nada mudou por aqui depois da movimentação da Nacional. Único efeito, mais do que esperado, é que, desde então, o assunto é explorado por adversários para desgastá-lo, apontando interesses políticos nas ações relacionadas à pandemia, e, agora, por se “aliar a Lula”. Nas redes“Para ter liberdade religiosa, é preciso antes se manter vivo. Diante da onipresença de Deus, a fé pode ser comungada à distância, ao menos nesse momento gravíssimo, sem qualquer prejuízo. A decisão do STF protege a vida!”. Fabiano Contarato, senador. FALE COM A COLUNA: medeirosmanaira@gmail.com

08/04/2021 / 6 Comments
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