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Espírito Santo ocupa a 3ª pior posição em adesão ao pacto contra o analfabetismo

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Apenas 52 dos 78 municípios aderiram, entre eles Linhares, que tem o maior número de analfabetos

15/08/2024 / 0 Comments
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Cris Samorini mantém dianteira e será a vice de Lorenzo Pazolini

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Empresária era apontada como a preferida do prefeito de Vitória desde abril, quando se filiou ao PP Quando, em 4 de abril deste ano, Cris Samorini filiou-se ao Partido Progressista (PP), carregava uma quase certeza de que seria indicada vice-prefeita na chapa de reeleição do prefeito Lorenzo Pazolini (Republicanos), segundo os meios políticos. A ex-presidente da Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes) teve, a seu favor, o fato de ser mulher e procedente do meio empresarial, dois fatores relevantes para reforçar alianças na atual gestão. Primeiro porque Pazolini passou todo mandato desprestigiando a Capitã Estéfane (Podemos), a vice-prefeita eleita em 2020, chegando a impedir que ela usasse o microfone, em um ato público, gerado críticas e protestos. Cris Samorini pode contribuir para elevar o prestígio do prefeito junto ao público feminino. Um quadro reforçado com o meio profissional onde ela atua, integrado por representantes das maiores empresas sediadas no Espírito Santo, suficiente para encobrir sua falta de experiência no trato das coisas relacionadas à gestão pública, apesar da aprovação do seu desempenho frente à Findes. Tanto foi assim que ela – e o grupo a que pertence – elegeu seu sucessor, Paulo Baraona, candidato único, derrubando todos os outros pretendentes. A empresária concorria com o principal partido da aliança de Pazolini, o presidente da Câmara de Vereadores, Leandro Piquet, o presidente municipal do PP, Marcos Delmaestro, e o ex-secretário de Governo, Aridelmo Teixeira (Novo). Cris Samorini é de Vitória, graduada em Administração de Empresas, com MBA em Gestão de Negócios pela Fundação Dom Cabral e em Marketing pela FGV. Foi presidente da Findes de 2020 a 2024.

14/08/2024 / 0 Comments
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​CrowdStrike – parte II

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A internet atual é uma rede fundada em cima do risco O erro na plataforma Falcon, gerida pela CrowdStrike, teve origem operacional, o que implica uma complexidade maior de resolução do problema. Provocou um bloqueio geral, o que é mais profundo que uma simples não funcionalidade de antivírus. A intimidade de programas de segurança como a CrowdStrike com o hardware, uma vez que precisam levantar vários detalhes para atuar, deixou o sistema operacional Windows, por exemplo, extremamente dependente da Falcon, e este erro, portanto, demonstrou a vulnerabilidade desta relação umbilical entre sistemas de software e programas de segurança. Mesmo que qualquer empresa do mundo lide cotidianamente com falhas de software, ataques que derrubam sistemas e erros técnicos, este problema em uma atualização de um programa de segurança cibernética teve um efeito global, uma vez que envolveu o sistema operacional Windows, de grande escala de usuários individuais, empresariais e institucionais. Este fato demonstra, sobretudo, algumas das consequências do alto grau de dependência de toda a cadeia de tecnologia de internet, desde a infraestrutura, hardwares e softwares, portanto, em mãos de poucas empresas, as big techs. As reações em cascata de falhas do sistema evidenciam uma cadeia de infraestruturas diversas interdependentes, reveladas em face de uma teia de fatores em que a magia acontece, todo o sistema da internet e suas funcionalidades para a vida contemporânea, mas que se desfaz com extrema facilidade, caso alguma falha de sistema mais profunda, como a de um programa de segurança cibernética, cometa uma atualização equivocada. Este foi o caso da empresa CrowdStrike e de sua plataforma Falcon e a relação destas com um sistema operacional difundido no mundo todo como o Windows, pertencente à big tech Microsoft, fechando o circuito do sistema e gerando esta reação em cadeia, o que foi um desastre cibernético, expondo a fragilidade de usuários, empresas e instituições nesta dependência de poucas empresas, as big techs. O grau de problema gerado pelo erro de atualização da Falcon tem causa direta na assunção quase absoluta de poderes das empresas de segurança cibernética sobre os sistemas que administram, uma vez que ganham acesso irrestrito aos computadores para poderem viabilizar o escrutínio destes sistemas em função da própria segurança. O nível de profundidade de atuação das empresas de segurança se funda em funções autorizadas pelos clientes como o de bloquear aplicações, instalar novos programas e ter prioridade sobre o comando das máquinas em que atuam. Outro ponto que se revela com isso é o seguinte: a internet atual é uma rede fundada em cima do risco. A concentração da internet desfez a característica de seu projeto original, que era a diversidade do sistema, em que redes distintas atuariam, e caso um problema aparecesse, este seria local, garantindo a resiliência do sistema como um todo. A concentração da internet nas big techs se deu através da ocupação destes espaços diversos por domínios em que atuam monopólios ou, no máximo, duopólios, tornando um sistema que tinha certa resiliência numa rede vulnerável, dado o aumento da interdependência de suas infraestruturas. O fim da livre concorrência causada pela concentração torna a internet uma rede de risco, sujeita a colapsos. A instalação da Falcon, da CrowdStrike, num dado sistema computacional, permite que esta plataforma escaneie ativamente ameaças a este sistema, o que retira a necessidade de execução manual de varreduras feitas por programas antivírus, por exemplo. O nível de atuação da plataforma Falcon dentro de um computador ou software como o Windows, por sua vez, inclui áreas sensíveis destes sistemas, o que implica em uma reação em cascata, isto é, um colapso, caso um erro cometido por esta plataforma da empresa de segurança, como o de atualização, tal qual ocorreu, venha sempre a acontecer. (continua) Gustavo Bastos, filósofo e escritor.Blog: http://poesiaeconhecimento.blogspot.com

14/08/2024 / 0 Comments
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Cenário eleitoral em Guaçuí fecha com quatro candidatos a prefeito

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Prefeito Jauhar enfrentará ex-prefeitos Luciano Machado e Vagner Rodrigues; empresário bolsonarista é surpresa Em Guaçuí, município da região do Caparaó capixaba, quatro concorrentes registraram suas candidaturas a prefeito no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Entre eles estão o atual prefeito, Jauhar (Podemos), e os ex-prefeitos Luciano Machado (PSB) e Vagner Rodrigues (PP). A surpresa foi o surgimento de uma candidatura da extrema direita, com o empresário Carlos Gouvea (PL). O prazo de registro se encerrará nesta quinta-feira (15).  Carlos Gouvea, Jauhar, Luciano Machado e Vagner Rodrigues. Foto: Redes sociais A convenção do Partido Liberal (PL) que referendou a chapa “puro-sangue” foi realizada no último dia 21 de julho, mas passou despercebida por quem acompanha o cenário eleitoral local. Carlos Gouvea tem 44 anos, é dono de uma pousada e também revende calçados de “terapia magnética”, segundo informações de seu perfil no Instagram. Seu vice, José Henrique Viana Gonçalves, tem 63 anos e também é empresário. Nenhum dos dois têm experiência prévia em eleições, segundo informações do TSE. Entre os presentes na convenção partidária que referendou a chapa, estiveram lideranças do PL no Estado, como o senador Magno Malta, o deputado federal Gilvan Da Federal e o deputado estadual Callegari. Jauhar, por sua vez, tem 64 anos, conseguiu se eleger como novato na política em 2020, e agora tentará a reeleição. O vice da chapa será o vereador Alex Sandro Mataim Vieria, de 46 anos, mais conhecido como Dim Barbeiro (MDB). Além das legendas do prefeito e do vice, o Partido Renovação Democrática (PRD) completa a coligação governista “Seriedade, Honestidade e Compromisso”. Luciano Machado, de 59 anos, também terá um vereador em sua chapa: Wanderley Moraes (União), de 49 anos. A coligação “Juntos Por um Futuro Melhor” será composta pelo Partido Socialista Brasileiro (PSB), União Brasil, Mobilização Nacional (Mobiliza) e a federação formada por Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) e Cidadania. Por fim, Vagner Rodrigues, de 55 anos, escolheu como vice o médico Dr. Paulo César (Agir), 47 anos, que está estreando em disputas eleitorais. A coligação “Guaçuí Melhor no Futuro” é formada por Progressistas (PP), Agir, Republicanos e Partido Social Democrático (PSD). A disputa em Guaçuí já está devidamente “aquecida” nos tribunais. O Republicanos, da coligação de Vagner Rodrigues, entrou com representações judiciais contra Luciano e Jauhar por suposta propaganda eleitoral antecipada. Jauhar, por sua vez, entrou com representação nessa terça-feira (13) contra o Facebook, por divulgação de notícia sabidamente falsa. Século Diário não teve acesso ao conteúdo dos processos. Vereador é anunciado como vice de Luciano Machado nas eleições em Guaçuí Wanderley Moraes cumpre seu segundo mandato e se colocava como pré-candidato a prefeito https://www.seculodiario.com.br/politica/vereador-e-anunciado-como-vice-de-luciano-machado-em-guacui ‘Dos pré-candidatos de Guaçuí, sou o que menos tem problema na Justiça’ Luciano Machado se diz seguro juridicamente e articula candidatura à prefeitura na cidade do Caparaó https://www.seculodiario.com.br/politica/dos-pre-candidatos-de-guacui-sou-o-que-menos-tem-problema-na-justica Pré-candidatos a prefeito se articulam em Guaçuí Marcos Luiz Jauhar tentará a reeleição, e três outros nomes se colocam na disputa https://www.seculodiario.com.br/politica/pre-candidatos-a-prefeito-se-articulam-em-guacui

14/08/2024 / 0 Comments
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Advogado desiste de concorrer à vaga de desembargador do TJES

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Rodrigo Júdice, que foi secretário estadual, alega compromissos no seu escritório de advocacia Filho e neto de advogados conhecidos no Espírito Santo, respectivamente Fernando de Abreu Júdice e Macário Ramos Júdice, ambos já falecidos, Rodrigo de Abreu Júdice desistiu de concorrer, pela segunda vez, à vaga de desembargador no Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES) pelo Quinto Constitucional, privativo da advocacia. Em nota nas redes sociais, o advogado, de 52 anos, que é procurador do Estado e foi procurador-geral e secretário de Meio Ambiente na gestão Paulo Hartung, explica sua decisão, o que gerou muitas mensagens de apoio. “O escritório profissional ao qual pertenço, Abreu Júdice Advogados, que em 2025 completará 50 anos, fundado pelo meu saudoso pai, tem me exigido muita atenção diante de compromissos assumidos. Embora tenha consciência das minhas reais chances, e ainda que incentivado por muitas pessoas e formadores de opinião a lançar-me como candidato, não me sinto, hoje, no momento adequado para dar esse passo adiante”. Dirigindo-se à comunidade jurídica capixaba, ele ressalta que a decisão veio “após refletir, exaustivamente”, e que o lançamento da pré-candidatura tinha como objetivo “contribuir com o debate a respeito da relevância do cargo para os jurisdicionados”. Em 2021, prossegue o texto, “concorri e obtive uma expressiva votação, além de ter vivenciado experiências valiosíssimas a partir de encontros diretos com advogados do Estado, oportunidade na qual observei suas angústias e anseios, principalmente o desejo de uma Justiça mais igualitária e respeitosa com as prerrogativas da advocacia”. O advogado lembra que “assim vinha fazendo também nos últimos 30 dias, sendo sempre muito bem recebido diante do meu histórico profissional de militância efetiva na advocacia nos últimos 29 anos”. E diz que a decisão não é porque “a importância do cargo tenha diminuído, tampouco a preocupação com a qualificação dos nomes que formarão as listas. Pelo contrário, continuarei acompanhando a disputa e o comportamento ético dos postulantes, na expectativa de que o pleito seja pautado na liberdade de escolha, no respeito mútuo e na estrita observância dos postulados constitucionais”. No final da mensagem, Rodrigo Júdice “deseja à OAB-ES, na figura do seu presidente José Carlos Rizk, muita competência e zelo na condução desse processo. Ao TJES, rogo sabedoria, que lhe é peculiar, na escolha da lista tríplice, pois excelentes nomes colocam-se na disputa para exercer a relevante função de magistrado. Agradeço, por último, aos presidentes de subseção e aos advogados do interior que vinham me apoiando”.

14/08/2024 / 0 Comments
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Marcos do Val tem passaporte apreendido em nova operação da PF

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Investigação também envolve os blogueiros bolsonaristas Oswaldo Eustáquio e Allan dos Santos O senador bolsonarista Marcos do Val (Podemos) está proibido de se ausentar do país desde a manhã desta quarta-feira (14), quando recebeu ordem para entregar o passaporte durante operação desencadeada pela Polícia Federal (PF), que também envolve os blogueiros bolsonaristas Oswaldo Eustáquio e Allan dos Santos, ambos foragidos no exterior. Marcos do Val foi intimado em sua casa, em Vitória, por decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, um dia depois de ter suas contas bancárias bloqueadas até a quantia de R$ 50 milhões e de perder novamente seu perfil no Instagram. Os mandatos fazem parte de inquérito que tramita no STF por suposta obstrução de investigações sobre organização criminosa. De acordo com relato da PF publicado no jornal O Globo, o envolvimento com os inquéritos se dava mediante divulgação de dados protegidos e até corrupção de crianças e adolescentes. Foram identificadas ações voltadas a expor e intimidar agentes e delegados federais que atuam em inquéritos que tramitam na Corte e seus familiares. Até o momento, no entanto, segundo a reportagem, dos alvos, apenas Oswaldo Eustáquio e Marcos do Val são investigados especificamente pelo crime de corrupção de menores, por terem supostamente utilizado menores de idade em seus perfis em redes para a prática das condutas, de modo a ocultar a verdadeira autoria. Ao todo, foram cumpridos nesta quarta dois mandados de busca e apreensão e nove medidas cautelares no Espírito Santo, Rio de Janeiro, Amazonas e Distrito Federal. Foram expedidos, ainda, dois mandados de prisão preventiva contra Oswaldo Eustáquio e Allan dos Santos, que não foram cumpridos porque eles estão no exterior. Durante o cumprimento das medidas, um perfil em rede social vinculado a um adolescente realizou postagem alertando para a presença de policiais em sua residência enquanto ele ainda estava dormindo. Para a PF, isso indica a efetiva utilização da conta por maiores de idade, inclusive responsáveis legais, para a obstrução das investigações, como detalha o jornal O Globo. Antecipadamente, foi determinado judicialmente o bloqueio das redes sociais da adolescente como forma de fazer cessar os crimes. A pedido da PF, as diligências foram cumpridas em conjunto com o Conselho Tutelar da Secretaria de Justiça do Distrito Federal, para dar a mais ampla proteção aos menores envolvidos. Os investigadores relataram que Marcos do Val expôs a imagem de Shor e “promoveu publicações de exposição/intimidação, inclusive envolvendo a gravação de menores de 12 anos de idade reproduzindo as afirmações feitas por ambos”.  Os menores citados são dois filhos de Oswaldo Eustáquio, que moram com ele na Espanha, diz O Globo. Marcos do Val republicou a gravação de um vídeo feito pelos meninos citando nominalmente um delegado que fez buscas na casa do pai deles, quando residia em Brasília. A gravação exibe foto do delegado. Moraes manda bloquear R$ 50 milhões das contas de Marcos do Val – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/justica/moraes-manda-bloquear-r-50-milhoes-das-contas-do-senador-marcos-do-val

14/08/2024 / 0 Comments
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Sindicato organiza protesto no Palácio Anchieta por direito à insalubridade

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Trabalhadores temem perder o benefício após STF decidir que o governo não é obrigado ao pagamento A manhã desta quinta-feira (15) será marcada por uma manifestação organizada pelo Sindicato dos Trabalhadores Empresas de Asseio Conservação Limpeza Pública e Serviços Similares (Sindilimpe) em frente ao Palácio Anchieta, a partir das 9h. A expectativa dos trabalhadores representados pelo sindicato é que sejam recebidos pelo governador Renato Casagrande (PSB). Eles temem a possibilidade de merendeiras, cozinheiras, copeiras e auxiliares de serviços gerais não receberem mais os 20% de insalubridade, após o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, deferir pedido cautelar feito pelo Governo do Estado, que desobrigou o pagamento do benefício. A presidente do Sindilimpe, Evani dos Santos Reis, afirma que a decisão do STF gera insegurança entre os trabalhadores. O medo deles diante do posicionamento da Suprema Corte é de que o benefício não seja mais pago pelas empresas, já que o Governo do Estado não mais será obrigado a garantir o pagamento caso isso aconteça. Evani recorda que, durante as eleições de 2022, um dos compromissos firmados pelo governador, então candidato à reeleição, foi a abertura de diálogo com a categoria. Isso, aponta a dirigente sindical, de fato aconteceu, e foi quando o Governo do Estado assinou um acordo coletivo que institui o pagamento do benefício. A assinatura foi feita em maio de 2023. Evani recorda, ainda, que, a partir daí, a gestão estadual passou a colocar em todos editais para contratação dos trabalhadores a exigência do pagamento de insalubridade. A decisão do STF é resultado de questionamentos feitos pelo governo a ações da Justiça do Trabalho que aplicaram uma cláusula de convenção coletiva firmada entre sindicatos patronais e outro sindicato além do Sindilimpe, que é o Sindicato Intermunicipal dos trabalhadores em Hotéis, Motéis, Cozinha Industrial, Bares, Restaurantes e Similares do Espírito Santo (Sintrahotéis). O Estado foi acionado em liticonsórcio com empresas de terceirização de serviço, ou seja, inserido na responsabilidade pelo pagamento de adicional de insalubridade, e acionou o STF para discutir a legalidade da questão. O argumento é de que a decisão viola a Consolidação das Leis do Trabalho; a Portaria do Ministério do Trabalho e Emprego (TEM) 3.214/1978, que aprova as normas regulamentadoras relativas à segurança e medicina do trabalho; e a Norma Regulamentadora 15 (NR-15 – atividades e operações insalubres). Para a gestão estadual, “o pagamento do adicional de insalubridade em favor das categorias em questão ocorreria de forma indistinta e independe do local da prestação dos serviços, sem a verificação concreta das condições laborais, mediante a confecção de laudos ambientais que atestem a presença dos critérios legais que autorizam o pagamento da vantagem” e que “sendo norma de higiene e segurança do trabalho, constituiria matéria indisponível para negociação coletiva, daí porque a cláusula normativa que instituiu a vantagem econômica seria inválida”. Alexandre de Moraes considera que o governo não participou da negociação coletiva “que resultou no arbitramento de um percentual fixo de adicional por insalubridade, sendo que a origem normativa da obrigação tampouco resulta de uma lei em sentido formal, mas antes de um instrumento consensual. “Em razão disso, mostra-se questionável a imposição desse encargo ao Estado do Espírito Santo pelo conjunto de decisões da Justiça do Trabalho impugnado na presente ADPF [Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental]”. Além disso, afirma que “o tão só fato de haver a celebração de acordos coletivos prevendo o pagamento de vantagem não permitirá a transferência desses encargos automaticamente ao Poder Público, na hipótese de tomada de serviços terceirizados, mesmo admitida a responsabilidade subsidiária do ente público”. Ele se posicionou dessa forma com base na Lei 14.133/2021, que estabelece normas gerais de licitação e contratação para as administrações públicas diretas, autárquicas e fundacionais da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios. Dentro dessa lei, o ministro destaca o inciso 1º do artigo 135, que diz que “a administração não se vinculará às disposições contidas em acordos, convenções ou dissídios coletivos de trabalho que tratem de matéria não trabalhista, de pagamento de participação dos trabalhadores nos lucros ou resultados do contratado, ou que estabeleçam direitos não previstos em lei, como valores ou índices obrigatórios de encargos sociais ou previdenciários, bem como de preços para os insumos relacionados ao exercício da atividade”. Conclui, ainda, que, “em uma análise inicial, própria da cognição sumária que guia a apreciação de medidas cautelares, não se identifica quaisquer elementos que sustentem ter ocorrido a interveniência do Estado do Espírito Santo na celebração dos acordos coletivos em questão, ou que indique que os contratos administrativos celebrados para a tomada de serviços tenham sido pactuados em conformidade com o encargo criado por esses acordos”. STF: governo do Estado não é obrigado ao pagamento de insalubridade Decisão afeta merendeiras, cozinheiras, copeiras e auxiliares de serviços gerais https://www.seculodiario.com.br/justica/stf-governo-do-estado-nao-e-obrigado-ao-pagamento-de-insalubridade

14/08/2024 / 0 Comments
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‘Papel pedagógico da Brasil Paralelo é desinformar’, diz professor

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Co-autor de livro sobre tema, Pablo Ornelas Rosa explica como canal contribui para radicalizar pessoas à extrema direita  Doutor em Ciências Sociais e professor da Universidade de Vila Velha (UVV), Pablo Ornelas Rosa é o convidado da Entrevista do Século para tratar de um tema ainda pouco estudado. Ele é um dos autores do livro “Tecnoconservadorismo e o Brasil Paralelo”*, que será publicado pela editora Autonomia Literária, em co-autoria com Vitor Amorim de Angelo, Breno Buxton dos Reis Vieira e Víctor Aguiar de Almeida.  Na entrevista ele fala sobre como o canal Brasil Paralelo se tornou uma referência para a extrema direita do país; que tipo de desinformação e revisionismo ele propaga; suas estratégias de divulgação e ampliação do alcance; qual a influência de Olavo de Carvalho e outros pensadores; e qual a relação de empresários e políticos com o canal.  *A obra está disponível para pré-venda no site da editora. —- * Inscreva-se no canal do Século Diário no YouTube e ative o sininho para acompanhar as novidades. ** Se quiser ouvir este e outros programas em podcast, siga os canais do Século Diário no Spotify e outras plataformas. 

13/08/2024 / 1 Comment
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Última peça do tabuleiro

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Composição com mulheres marca chapas majoritárias dos principais colégios da Grande Vitória. E Pazolini…vai seguir a entoada? Leonardo Sá/Redes Sociais As eleições municipais que batem à porta repetem, na Grande Vitória, uma tendência registrada nos últimos anos de escolher mulheres para a composição como vice das chapas majoritárias, o que tem como pano de fundo tanto as cobranças por representatividade quanto os gastos da cota financeira de 30% destinada a esse grupo. Entre os principais colégios eleitorais, a Serra lidera essa máxima, com quatro pré-candidatas à vaga, ficando de fora o palanque bolsonarista do vereador Igor Elson (PL) e o do empresário Wylson Zon (Novo). Compõe com Weverson Meireles (PDT) a delegada Gracimeri Gaviorno (MDB); com Audifax Barcelos (PP), a profissional da saúde Nilza Cordeiro (PSDB); com Pablo Muribeca (Republicanos), a pastora Magda Novaes, do mesmo partido; e com Roberto Carlos (PT), Cida Alves (PCdoB). No município hoje liderado por Euclério Sampaio (MDB), dois dos três palanques têm mulheres na vice: o do próprio prefeito, com Shymenne de Castro (PSB), e do pastor Ivan Bastos (PL) com Pâmmela Fiório (PRTB). A única pré-candidata a prefeita, Célia Tavares (PT), forma chapa com Hudson Vassoler (Psol). Em Vila Velha, a situação muda: somente Coronel Ramalho vai caminhar com uma mulher, a enfermeira Laryssa Rodrigues, ambos do PL; e Maurício Gorza com a professora Daniela Torres, também em chapa puro-sangue, do PSDB. Já o prefeito, Arnaldinho Borgo (Podemos), escolheu Cael Linhalis (PSB); o ex-vereador João Batista Babá (PT), o professor Rodrigo Campos (PCdoB), e Gabriel Ruy segue com Marcelo Brasileiro, os dois filiados ao Mobiliza. A Capital, por ora, também perde nesse quesito, com duas vices de seis pré-candidatos: Priscila Manso (PV) é a dupla de João Coser (PT); e Mayra (PL), do Capitão Assumção (PL). A apenas dois dias do fim do prazo, porém, a empresária Cris Samorini (PP) se mantém nas altas cotações da lista de Lorenzo Pazolini (Republicanos). Esse número sobe e crava um empate ou o prefeito vai assumir a outra entoada? ConcorrentesOs demais nomes na Capital são o ex-prefeito Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB), que tem o advogado Victor Ricciardi como vice, e o empresário Du Kawasaki, que fechou com o coronel Wagner na chapa do Avante. Assim como em Cariacica, a única mulher, deputada Camila Valadão (Psol), compôs com um homem, Macaciel Breda (Rede). InternasPor falar em Cris Samorini, nessa segunda-feira (12), ela postou foto com as lideranças do PP e a seguinte legenda: “Diálogo com os membros do Progressistas de Vitória sobre o processo eleitoral. Unidade entre o diretório municipal e a direção estadual do partido na construção da nossa Capital”. Única mulherJuntos dela estavam outros dois cotados, o presidente da Câmara de Vereadores, Leandro Piquet, e o presidente do diretório municipal, Marcos Delmaestro. Completa o bloco de pretendentes, como se sabe, o empresário e ex-secretário Aridelmo Teixeira (Novo). AbrigosSem o martelo final, nenhum dos nomes do PP, até agora, aparece no sistema da Justiça Eleitoral para a disputa à Câmara de Vereadores, e nem deve aparecer. Os que “sobrarem” na disputa pela vice, a expectativa é que ocupem cargos técnicos na gestão municipal – caso Pazolini seja eleito – ou de aliados. ChapaA propósito, o PP inscreveu 22 pré-candidatos ao legislativo da Capital. O único que tentará a reeleição é Anderson Goggi. Também tem ex-vereadores no páreo: Clébinho e Zezito Maio. Chapa IIOs outros são: Alexandre Ricardo, Camillo Neves, Carlos Bertolini, Christian Rafael, Dilton Ruas, Evandro Figueiredo, Gilsinho Passarinho, Júlio Peixoto, Neno Neves, Pelézinho, Sargento Roberto Caetano e Xará Barcelos. E as mulheres? Elzinha Costa, Mara Maroca, Fabíola Nascimento, Larissa Lorran, Tia Rúbia, Letícia Rezende e Katiúscia Oliveira. Cabos eleitoraisUns atrás de foto com Lula, outros atrás de Bolsonaro. Igor Elson voltou para Brasília nesta terça (13), para gravar com o ex-presidente e o senador Magno Malta. Já jogou tudo nas redes sociais, cumprindo a estratégia de campanha do partido de colar a imagem nessas duas lideranças, atrás do voto da extrema direita e do eleitorado conservador. Aposta do jogoJá o prefeito, Sergio Vidigal (PDT), que circula com seu pupilo e pré-candidato, Weverson Meireles (PDT), tem explorado a parceria com o governo do Estado para vender o palanque como a melhor opção para a Serra. Dos nomes colocados, enfatiza, é o único aliado de Renato Casagrande (PSB), o que resulta em obras e investimentos. Por aí, dá pra saber como será o tom da campanha… Nas redes“O PA da Glória é terceirizado e gerido pelo IGIS – Instituto de Gestão e Inovação da Saúde, com um contrato de R$ 35 milhões por ano. Mas onde está esse investimento? Pacientes estão sendo obrigados a esperar atendimento no chão. Isso precisa mudar!”. Nicolas Trancho, candidato a prefeito de Vila Velha pelo Psol. FALE COM A COLUNA: medeirosmanaira@gmail.com

13/08/2024 / 0 Comments
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Moraes manda bloquear R$ 50 milhões das contas de Marcos do Val

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Instagram do senador também voltou a ser bloqueado, após três meses de retornar às redes sociais  O senador bolsonarista Marcos do Val (Podemos) teve suas contas bloqueadas em R$ 50 milhões pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), por ter feito novos ataques ao Poder Judiciário e ao ministro. A decisão, adotada nessa segunda-feira (12), também volta a bloquear o perfil do Instagram do senador, após três meses de restabelecimento de suas redes sociais, que retornaram com postagens ofensivas e ameaçadoras. Em uma das publicações mais recentes, Marcos do Val afirma que “o cerco está se fechando contra Moraes” e que pretendia levar o caso a tribunais internacionais”. O senador também postou, segundo mostrou a imprensa nacional, uma montagem com uma foto do ministro com chifres em frente a uma Constituição ensanguentada, além de compartilhar uma outra montagem de Moraes com roupas usadas por presidiários. O senador disse que não tem essa quantia e pediu ao presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), que intervenha no caso. Em nota no X, antigo Twitter, acrescentou que “o bloqueio da verba indenizatória, essencial para o exercício de suas funções, impede a realização das atividades do mandato, como a locomoção para Brasília e o pagamento das despesas de gabinete, tanto na Capital quanto na base regional”. O senador também acusa o ministro de abuso de autoridade” e reforça: “O que estamos vivendo é uma flagrante contravenção e um desrespeito não só à minha pessoa, mas a todo o Senado Federal, que está sendo desmoralizado por uma medida arbitrária que viola o princípio da dignidade humana e a imunidade parlamentar”. As contas do senador foram suspensas em junho de 2023, devido a ataques ao Supremo e, no mesmo mês, ele foi alvo de operações da Polícia Federal (PF) para investigar prática de atos antidemocráticos, sendo acusado de obstruir investigações dos atos de 8 de janeiro de 2023. Ele passou a ser investigado pelos crimes de divulgação de documento confidencial, associação criminosa, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado e organização criminosa. O senador disse em entrevistas que teve uma reunião para discutir um plano de golpe de Estado com o ex-deputado federal Daniel Silveira, que está preso, e o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), tornado inelegível e ameaçado de prisão, que depende de uma denúncia do procurador-geral da República, Paulo Gonet. 

13/08/2024 / 1 Comment
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