Estudantes fecharam prédios da universidade e realizam plenárias para ampliar o movimento “Sem RU, sem aula”. Esse é o lema dos estudantes da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), que iniciaram piquetes nesta quarta-feira (24). O grupo fechou o Centro de Ciências Humanas e Naturais (CCHN); o ED I e o ED II, no Centro de Ciências Jurídicas e Econômicas (CCJE); e os prédios 9, 1 e 2 do Centro Tecnológico (CT). No decorrer do dia, haverá plenárias com alunos do Centro de Educação Física e Desportos (CEFD) e do Centro de Artes (CAr) para deliberar sobre o fechamento também desses prédios. O RU está fechado, de acordo com a Ufes, porque em todos os campi os restaurantes entraram em manutenção no dia 15 de julho. A instituição alega que essa atividade é programada anualmente para ocorrer no período de recesso acadêmico, que teria início neste mês de julho. “No entanto, em função da greve dos servidores docentes e técnico-administrativos, e da necessidade de reformulação do calendário, que alterou a data do recesso, a manutenção coincidiu com o período em que as atividades acadêmicas ainda estão sendo realizadas”, aponta. A universidade destaca, ainda, que para manter a oferta de refeições aos usuários, foi realizada a contratação de empresas para o fornecimento de marmitas durante o período da manutenção, e que a previsão de reabertura do RU é na próxima semana. De acordo com a diretora de Comunicação do Diretório Central dos Estudantes (DCE), Bianca Gomes, os estudantes defendem que enquanto o RU estiver fechado, não deve haver aulas, uma vez que a alimentação não tem sido garantida para todos. As alternativas apresentadas pela Ufes para possibilitar a alimentação, destacam os universitários, são falhas. No campus de Goiabeiras, informe Bianca, estavam sendo destinados R$ 30,00 por dia. O valor foi reduzido, conforme anúncio feito pela Ufes nessa terça-feira (23), para R$ 20,00 por dia. A janta é uma marmita oferecida pela instituição de ensino, que deve ser solicitada pela internet. Os estudantes apontam que R$ 20,00 é um valor pequeno para a alimentação e que a quantidade de marmitas adquiridas pela universidade não tem atendido à demanda. No campus de Alegre, sul do Estado, o valor é de R$ 30,00 para as duas refeições diárias. De acordo com a universidade, no caso de Alegre, “não houve empresa apta para o fornecimento de marmitas no campus para o almoço e para o jantar”. O valor também é considerado insuficiente pelos alunos. Nesse campus, os alunos destacam, ainda, o fato de ser em um local isolado, sem facilidade de acesso a estabelecimentos onde possam se alimentar. O mesmo acontece em São Mateus, no norte, que fica a cerca de 12 km do Centro. No campus de Maruípe, onde só é fornecido almoço, a universidade, relata Bianca, disponibiliza marmita até 12h30, porém, quem faz estágio no Hospital Universitário Cassiano Antônio de Moraes (Hucam), sai às 13h. No que diz respeito ao fornecimento das marmitas, a Ufes, por meio da Diretoria de Gestão de Restaurantes (DGR), afirmou que os agendamentos com antecedência “são necessários para que as empresas fornecedoras tenham dimensão das quantidades a serem fornecidas, mas informa que todos os estudantes que procuram o RU, mesmo sem agendamento, têm sido atendidos”. Isso tem sido possibilitado, segundo a instituição, “porque os excedentes, provocados pela não retirada de refeições agendadas, têm sido gerenciados e disponibilizados de maneira controlada para estudantes que não realizaram o agendamento, a fim de atender aos interessados e reduzir desperdícios”. As aulas chegaram a ser suspensas pela Ufes em Goiabeiras nessa sexta-feira (19), nos períodos matutino e vespertino, pois um dia antes, informa a universidade, a empresa fornecedora de marmitas para o almoço comunicou que, “por razões técnicas, não poderia manter o fornecimento das refeições”. Ainda segundo a Ufes, “como não houve alteração no fornecimento de marmitas para o jantar, as aulas do período noturno foram mantidas”. Manifestações As manifestações dos estudantes começaram a se intensificar nessa segunda-feira (22), quando o valor do almoço não foi pago. O estudante Romes Marques Moreira chegou a ser preso na Penitenciária de Segurança Média II (PSME II), em Viana, após quebrar as vidraças da Pró-Reitoria de Políticas Afirmativas e Assistência Estudantil (Propaes). A confusão ocorreu quando o universitário foi ao local pedir explicações sobre o porquê de o auxílio alimentação emergencial não ter sido pago aos estudantes. Romes recebeu alvará de soltura nesta terça-feira (23). O defensor público Antônio Ernesto, que acompanhou o caso, informa que o jovem terá que cumprir medidas cautelares, devendo comparecer em juízo mensalmente. O próximo passo, afirma, é aguardar o fim do inquérito policial e a decisão do Ministério Público Federal (MPF). O processo se encontra em segredo de Justiça. Em entrevista a Século Diário, o noivo de Romes, Vinícius Silva e Souza, relatou que, além de não ter recebido o auxílio, por falta de acesso à internet estudante não conseguiu solicitar a marmita da janta, o que o motivou ir até a Propaes. Vinicius relata que Romes se encontra em situação de vulnerabilidade social. Ele foi dispensado do estágio, na Propaes, onde recebia uma bolsa no valor de R$ 700,00. O argumento utilizado pela universidade para isso foi a greve dos professores, que se encerrou no início de julho, após quase três meses de movimento. Por isso, ele ficou somente com a bolsa permanência, que é de R$ 550,00, a qual utiliza para pagar aluguel e outros gastos com moradia, como água e luz. Ainda segundo Vinícius, por causa das dificuldades financeiras, Romes ficou sem se alimentar no último final de semana. Além disso, informa, o rapaz é neurodivergente e se alterou quando, em meio a uma discussão na qual pedia explicações aos servidores da Propaes, foi tocado por alguns deles e com a chegada da Polícia Militar (PM), acionada pelos trabalhadores da Pró-Reitoria. Por meio de nota, a Ufes anunciou que a Propaes não abriria as portas nesta terça, “devido à necessidade de limpeza e reorganização”, e manifestou solidariedade aos servidores da Pró-Reitoria, em especial à diretora de Assistência Estudantil, Déborah Nacari, “que foram intimidados, ameaçados e agredidos por um estudante que invadiu o prédio onde funciona a Pró-Reitoria, no campus de Goiabeiras, e, de forma inesperada,
Vereador quer saber se servidora tem capacitação para usar gás e spray
André cobrou novamente apuração de ação truculenta da Guarda Municipal de Vitória em São Pedro O vereador André Moreira (Psol) anunciou, na sessão desta quarta-feira (24) da Câmara de Vitória, que vai requerer o certificado de capacitação para uso de gás lacrimogênio e spray de pimenta da servidora Jacimara Oliveira Camponez, da Guarda Municipal. O pedido é motivado por denúncias que indicam falta de preparo para execução da ação. Jacimara era gerente de proteção comunitária da Guarda quando, em 5 de julho, houve uma ação truculenta na festa de inauguração da orla de São Pedro, na qual as pessoas foram dispersadas com gás. Entre as pessoas atingidas, estavam uma cadeirante e uma criança com problemas visuais. De acordo com André, por possivelmente não ter a capacitação, Jacimara utilizou o gás “fora do momento apropriado, de maneira não apropriada, causando danos a outras pessoas”. Na ocasião, o vereador encaminhou um requerimento ao presidente da Comissão de Segurança Pública da Câmara, Aloísio Varejão (PSB), solicitando que sejam colhidos depoimentos do secretário municipal de Segurança Urbana, Amarilio Luiz Boni, e de Jacimara. Durante a sessão desta quarta, André queixou-se do fato de que não houve abertura de Processo Administrativo Disciplinar (PAD) em relação à servidora. Questionou também o fato de a servidora não ter tido sua nomeação suspensa, já que nessa segunda (22), assumiu interinamente a subsecretaria da Guarda Municipal, função que ocupará até 8 de agosto. “Não podemos deixar de dar uma resposta para isso. Não podemos deixar que isso passe sem que nada tivesse acontecido”, defendeu. O vereador disse, ainda, que “não cabe uma Guarda para produzir violência contra a população, especialmente contra a população que estava festejando, atingindo uma pessoa cadeirante e uma criança com problemas oculares, que teve que ir ao atendimento médico por causa do spray de pimenta”. Em vídeo que circula nas redes sociais, Jacimara, que foi filmada, é apontada como a responsável pela ação de dispersão das pessoas com spray de gás lacrimogênio na festa. “Foi ela que chegou, foi ela que jogou! Foi ela aqui, ó! Grava bem a cara dela! Foi ela que jogou na cara da minha irmã cadeirante e do meu filho de dois anos”, diz a pessoa que gravou o vídeo. “A população de São Pedro esperou muito tempo por aquela orla, estava em festa, uma festa convocada pela municipalidade. Aí vem no final aquela repressão”, disse André na ocasião. “A ação não veio de ‘um trabalhador que estava ali cumprindo ordens, era exatamente quem estava dando ordens’”, acrescentou. Além disso, segundo André, há denúncias de que Jacimara tem cometido assédio moral contra guardas municipais, inclusive, com abertura indiscriminada de Processos Administrativos Disciplinares (PADs). Vereador quer apuração sobre ação violenta da Guarda Municipal em São Pedro Festa de inauguração da orla foi marcada por uso de gás lacrimogênio para dispersar as pessoas https://www.seculodiario.com.br/seguranca/vereador-quer-apuracao-sobre-acao-violenta-da-guarda-municipal-em-sao-pedro
Gonet faz palestra em Vitória a poucos dias de decidir se denuncia Bolsonaro
Procurador-geral da República, que participa de evento no TRE, tem até agosto para analisar o caso O procurador-geral da República (PGR), Paulo Gustavo Gonet Branco, estará em Vitória nesta sexta-feira (26), para uma palestra sobre o tema “Segurança Jurídica e Eleições”, promovida pelo Tribunal Regional Eleitoral do Espírito Santo (TRE-ES). O evento acontecerá no auditório do Tribunal, às 15h30, com entrada gratuita e sem a necessidade de realizar pré-inscrição. Gonet desembarca em Vitória a seis dias do início do prazo de 15 dias para decidir se apresenta denúncia contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outras 11 pessoas, indiciados pelo roubo e venda das joias sauditas, que começa a contar no dia 1º de agosto. Isso porque, com o recesso do Judiciário, os prazos processuais estão suspensos até 31 deste mês. A investigação da Polícia Federal (PF) identificou que três conjuntos de bens foram recebidos pelo ex-presidente em visita ao Oriente Médio, com valor de 1,2 milhão de dólares, equivalente a R$ 6,8 milhões. Segundo a PF, o grupo teria agido para enriquecimento ilícito do ex-presidente. O noticiário dá conta de que o procurador-geral da República quer evitar que uma acusação contra o ex-presidente, se for o caso, possa interferir nas eleições municipais, considerando a polarização entre Jair Bolsonaro (PL) e o presidente Lula (PT). Bolsonaro já foi indiciado pelas fraudes no cartão de vacinação – investigação que está em fase de diligências complementares – e, mais recentemente, pelo caso da venda de joias no exterior.Ainda é esperado o relatório da PF quanto à suposta participação do ex-presidente em uma tentativa de golpe de Estado. A expectativa é de que o documento seja elaborado antes de 16 de agosto, data que marca o início da campanha eleitoral. Paulo Gonet é formado em Direito pela Universidade de Brasília (UnB), mestre em Direitos Humanos Internacionais pela Universidade de Essex (Reino Unido) e doutor em Direito pela UnB. É professor de Direito Constitucional na graduação, no mestrado e no doutorado do Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP).
Partidos buscam superar divisões com aliados antes das convenções
Coordenador da pré-campanha de Célia, Helder aposta na consolidação do palanque em Cariacica A reta final das convenções partidárias, com prazo estabelecido pela Justiça Eleitoral até 5 de agosto, apresenta um cenário em que as lideranças buscam superar divergências com aliados e manter as regras criadas para as federações, em 2022. A pouco mais de três meses das eleições de 6 de outubro, as questões envolvem a escolha dos nomes para a vaga de vice e a formação de chapa de vereador e, em escala maior, abrir possibilidades para as eleições gerais de 2026. PT e Republicanos, dois dos grandes partidos que concorrem a prefeituras da Grande Vitória, cujos pré-candidatos são apontados no mercado e em pesquisas como bem posicionados eleitoralmente, na Capital do Estado, ainda não definiram o vice. Em Cariacica, a situação do PT é mais complicada, por conta de dissidências na Federação Brasil da Esperança, formada com o PV e PCdoB. “Estamos dialogando respeitosamente com a federação e vamos consolidar a candidatura de Célia”, garante o deputado federal Helder Salomão, um dos coordenadores da pré-campanha da professora Célia Tavares, que volta a disputar com o atual prefeito, Euclério Sampaio (MDB), que a derrotou em 2020 por uma diferença de 13,3% de votos. “Eu estou firme na pré-campanha, cumprindo agenda hoje [23] em Santana e Bela Aurora”, enfatiza Célia, sedimentado terreno para a convenção do partido, no dia 4 de agosto, um sábado, para fazer frente à grande movimentação realizada por Euclério no último domingo [21], em apoio à reeleição, com mais 15 partidos aliados. João Coser, o nome do PT para disputar a Prefeitura de Vitória, será oficializado como candidato em 3 de agosto, um domingo, em convenção que começa às 9h, no auditório do Alice Vitória Hotel, Centro da cidade. Como as outras, a reunião vai deliberar sobre propostas de coligações com outras agremiações partidárias em relação aos cargos majoritários às eleições municipais. O Republicanos marcou para sábado, 2 de agosto, às 19h, no Recreio dos Olhos, a convenção para o lançamento da candidatura à reeleição do prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini. Até lá, negocia a indicação do vice, que oscila entre o presidente da Câmara de Vitória, Leandro Piquet, e a empresária Cris Samorini, ex-presidente da Federação das Indústrias (Findes), ambos do PP, além do ex-secretário de Governo da atual administração, Aridelmo Teixeira (Novo). Cris Samorini é vista como o nome mais apropriado, não apenas por ser mulher, mas por resgatar o prefeito do desgaste por conta de seu relacionamento tumultuado e, por vezes, grosseiro com a atual vice-prefeita, Capitã Estéfane (Podemos).
Ted Conti retira pré-candidatura e declara apoio a Zé Preto em Guarapari
Ex-deputado federal, do PSB, diz que “a população é soberana” e que respeita a escolhas dos eleitores O que já era esperado, e para não trincar a base do governador Renato Casagrande (PSB), o ex-deputado federal Ted Conti retirou a pré-candidatura a prefeito de Guarapari, passando a apoiar o deputado estadual Zé Preto (PP), que polariza a disputa com o vereador Rodrigo Borges (Republicanos). Em vídeo divulgado nesta terça-feira (23), Ted Conti afirma que sai da disputa porque as “últimas pesquisas mostram uma polarização entre dois nomes”. “A população é soberana, e respeitando a escolha dos eleitores, não serei mais candidato. Agradeço a todos os que me apoiam e acreditam no meu nome como uma opção de mudança para trazer mais desenvolvimento ao nosso município. Vou continuar trabalhando nesse sentido”, disse o ex-deputado. A decisão antecede a convenção para formalizar o nome de Zé Preto como candidato a prefeito, com o apoio de Renato Casagrande, a ser realizada no auditório do Sesc, neste sábado (27), a partir das 19h. A previsão é de que ele confirme o nome do ex-subsecretário de Inteligência e Inovação da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), Gedson Merizio (Podemos), como pré-candidato a vice. Além do PSB, o deputado já anunciou aliança com o PSD, PRD, Podemos e Democracia Cristã (DC). Zé Preto entre o presidente estadual do PSB, Alberto Gavini, e o ex-deputado Ted Conti. Foto: Redes Sociais Ted Conti valeu-se de sua condição de apresentador de TV para se candidatar a deputado federal em 2018, filiando-se ao PSB de Casagrande. Foi o terceiro mais votado do partido, alcançando a suplência. Assumiu a cadeira com a indicação de Paulo Foletto para a Secretaria de Estado da Agricultura. Nas eleições de 2022, já fora da Câmara, devido ao retorno de Foletto ao cargo, ele obteve 11,2 mil votos e não conseguiu permanecer na cadeira. Do total que conseguiu nas urnas, 2,3 mil votos saíram de Guarapari. A “baixa” do palanque é mais uma registrada neste mês no município. No último dia 15, o presidente da Câmara de Vereadores, Wendel Lima (MDB), publicou comunicado apontando que “não é o momento oportuno para disputar a Prefeitura de Guarapari” e que “muitos se oportunam blefar contra a minha pessoa e integridade política, dizendo que sobre mim está a sombra de uma política imperialista e fracassada, e que uma eventual vitória seria a continuidade dessa gestão que aí está”. Já no segundo mandato, o atual prefeito, Edson Magalhães (PSDB), anunciou uma chapa completa com os ex-secretários Emanuel Vieira (União), da pasta de Obras, como pré-candidato a prefeito, e Tamili Mardegam (PSDB), da Secretaria de Educação, como vice. O palanque à sucessão surgiu de um acordo entre Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), União Brasil e Partido Democrático Trabalhista (PDT). O PL, antigo partido de Zé Preto, apresentou como pré-candidato o deputado estadual Danilo Bahiense. No campo da esquerda, o Psol articula o nome do professor José Amaral, e o PT, federado com o PV e PCdoB, do ex-vereador Oylas Pereira. Psol encaminha chapa para disputar a Prefeitura de Guarapari – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/politica/psol-encaminha-chapa-para-disputar-a-prefeitura-de-guarapari Gedson Merizio poderá ser vice de Zé Preto nas eleições em Guarapari – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/politica/gedson-merizio-podera-ser-vice-de-ze-preto-nas-eleicoes-em-guarapari Gedson Merizio e Ted Conti prometem união nas eleições em Guarapari – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/politica/gedson-merizio-e-ted-conti-prometem-uniao-nas-eleicoes-em-guarapari
Disputa eleitoral em Alegre fica polarizada entre prefeito e ex-vereador
Romário Brasil deverá encabeçar uma frente ampla de oposição contra Nirrô Emerick Redes sociais Em 2020, a cidade de Alegre, na região do Caparaó capixaba, teve cinco candidatos a prefeito. Nas eleições municipais de outubro deste ano, a tendência é de que a disputa se reduza a dois concorrentes: de um lado, o ex-vereador Romário Brasil (PSB); do outro, o atual prefeito, Nemrod Emerick, mais conhecido como Nirrô (PP), que tentará a reeleição. A convenção do Partido Socialista Brasileiro (PSB) que referendou a pré-candidatura de Romário Brasil foi realizada nesse domingo (21), às 9h, em um clube esportivo de Alegre. Antes de ter Romário, o diretório municipal da sigla também chegou a apostar no nome da educadora Lucy Sader. Entre os partidos que deverão formar uma frente ampla de oposição no município junto com o PSB estão Movimento Democrático Brasileiro (MDB), Partido Social Democrático (PSD), União Brasil e as siglas que compõem a Federação Brasil da Esperança – Partido Comunista do Brasil (PCdoB), Partido dos Trabalhadores (PT) e Partido Verde (PV). O Partido Renovação Democrática (PRD) também poderá fechar acordo com a coligação. Com o apoio a Romário Brasil, o PT abre mão da pré-candidatura a prefeito do portuário Jorcy Filho, que disputará uma vaga na Câmara de Vereadores. Também apoiam Romário o ex-prefeito Caléu (PRD) e o comerciante Zé Pedro (PSD). Esse último foi candidato a prefeito em 2020 e 2016 e é especulado como possível vice na chapa de oposição este ano, mas ainda não há definição, segundo informações de bastidores. Funcionário aposentado do Banestes, Romário Brasil foi vereador em Alegre por três mandatos. Em 2020, se candidatou a prefeito pelo extinto partido Democratas (DEM), e ficou em segundo lugar. Já o advogado Nirrô Emerick se elegeu em 2020, então pelo Solidariedade (SD), para o primeiro mandato como prefeito de Alegre. Ele foi vice-prefeito de 2013 a 2016, na gestão de Paulo Lemos, e também candidato a prefeito em 2016, ficando em segundo lugar, em uma disputa vencida por Zé Guilherme (PSDB). Na pré-campanha deste ano, Nirrô tem feito mistério a respeito de quais seriam os partidos com quem estaria se articulando. Segundo apuração de Século Diário, a ideia é não antecipar nenhuma informação, para deixar as portas para um eventual candidato a vice-prefeito, que ainda não foi definido. Atualmente, o ex-vereador Silvani (PSDB) ocupa o cargo no município. No caso de Belmiro (PMB), que também já foi candidato a prefeito e era especulado este ano, a tendência atual é de que não consiga se viabilizar na disputa majoritária. Pré-candidaturas do PSB no sul do Estado enfrentam disputas internas Polêmicas sobre escolhas de candidatos a prefeito surgiram em Muniz Freire, Muqui e Alegre https://www.seculodiario.com.br/politica/pre-candidaturas-do-psb-no-sul-do-estado-enfrentam-disputas-internas PSB tem dois pré-candidatos a prefeito em Alegre Ex-vereador Romário Brasil e educadora Lucy Sader terão que travar disputa interna pela indicação da sigla https://www.seculodiario.com.br/politica/psb-tem-dois-pre-candidatos-a-prefeito-em-alegre
Famílias saem de ocupação no norte e aguardam desenrolar de ação judicial
Integrantes do grupo se deslocaram para vários municípios. Nem todos conseguiram aluguel social Aguardar o final do processo judicial relativo à ocupação do terreno na comunidade Bom Jesus, em Conceição da Barra, norte do Estado, foi a decisão das 120 famílias que ocupavam o território, mas tiveram que deixá-lo devido à decisão do juiz Antonio Moreira Fernandes. O magistrado determinou o cumprimento da ação de reintegração de posse em favor da Suzano Papel e Celulose (Ex-Aracruz Celulose e ex-Fibria), condenada em 2021 por grilagem de terras. As famílias manifestam sentimento de “fragilidade” e agora estão “fragmentadas”, espalhadas por vários municípios após a saída. Algumas famílias conseguiram aluguel social, outras não. Há pessoas que foram para a casa de parentes, principalmente em Conceição da Barra e São Mateus, também no norte do Espírito Santo. Em sua decisão, o juiz determinou a reintegração de posse para esta terça-feira (23), mas elas optaram por sair aos poucos. O último grupo, segundo pessoas que estavam na ocupação, mas preferem não se identificar por medo de represálias, saiu nessa segunda-feira (22). Foto Leitor A famílias, que se encontravam no local desde 2019, afirmam que preferiram não permanecer porque, caso a situação se reverta na Justiça, “é mais fácil colocar de volta tudo que foi tirado do que enfrentar a possibilidade de violência por parte das forças de segurança”. Elas lamentam ter tido que “tirar em sete dias o que foi construído durante anos”. Na reunião preparatória ocorrida nessa terça-feira (16), foi solicitado um prazo maior para a saída das famílias, que sugeriram de duas semanas a um mês, mas o pedido não foi atendido. Participaram representantes da Comissão de Conflitos Fundiários do Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES); da Polícia Militar do Estado (PMES); da Suzano; do mandato da deputada estadual Camila Valadão (Psol), presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa; e integrantes da própria ocupação. Uma das motivações para o pedido, afirmam as famílias, é o fato de que elas trabalhavam com a agricultura na região, por isso, havia algumas plantações, como as de maracujá e abóbora, que já estavam próximas da colheita. Assim, seria possível colher e vender a produção, “gerando renda para quem futuramente vai ter que sair de lá com uma mão na frente e outra atrás”. “Agora o caminhão chega e passa por cima de tudo”, lamentam as famílias, que afirmam ter contribuído para mudar a economia da região, vendendo maracujás para uma fábrica de Boa Esperança, e outros produtos agrícolas para moradores e estabelecimentos comerciais da localidade. O sentimento, afirmam, é de “impotência”. “Foi uma desumanidade. O que fazer agora? A quem recorrer, se a terra é devoluta? A gente não está enxergando Justiça, não está enxergando lei”, protestam, referindo-se ao fato de que a Suzano foi condenada em 2021 por grilagem das terras quando ainda era chamada de Aracruz Celulose. Depois passou a se chamar Fibria e, na atualidade, Suzano Papel e Celulose. O terreno em questão fica em uma área rural às margens da rodovia ES 010, no quilômetro 258, e o acampamento foi montado em 2019, sem a participação inicial de organizações representativas dos movimentos de luta por reforma agrária. Com o tempo, famílias acampadas foram se desenvolvendo como pequenas produtoras rurais. O processo relativo à ocupação do terreno tramitava na Justiça Federal, devido à possibilidade de haver quilombolas entre os acampados. A defesa dos acampados, que é realizada por uma advogada particular, alega também que a área que a Suzano pleiteia que seja reintegrada ao seu patrimônio, está entre os imóveis do processo de grilagem de terras no qual foi condenada. Foto Leitor O Ministério Público Federal (MPF) entrou com uma ação em 2013 no Tribunal Regional Federal da 2ª Região (processo 0000693-61.2013.4.02.5003), pedindo a anulação da titulação de 30 imóveis, localizados em Conceição da Barra e São Mateus, concedidos pelo Estado à Suzano nos anos 1970. Parte dessas áreas se sobrepõem aos territórios quilombolas do Sapê do Norte. O MPF também solicitou a suspensão de qualquer financiamento direto do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) à papeleira. Fraudes nas titulações foram descobertas pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Aracruz, criada em 2002 pela Assembleia Legislativa. Na época, foi constatada a existência de um acordo entre a Aracruz Celulose e vários funcionários para que estes requeressem a legitimação da posse de terras públicas estaduais, nos anos 70, a fim de transferi-las à empresa. Uma primeira decisão judicial condenando a papeleira foi proferida em outubro de 2021, quando o juiz determinou a suspensão dos títulos de propriedade fornecidos pelo Governo do Estado à então Fibria. O processo ainda tramita no Poder Judiciário. O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) esteve na ocupação da comunidade de Bom Jesus no fim de 2023, mas manifestou-se dizendo que não havia ali remanescentes de territórios quilombolas. A ação, então, retornou à esfera estadual, apesar de a defesa dos ocupantes continuar alegando que a tramitação deveria continuar no âmbito federal, tendo em vista a ação contra a titulação das terras pela Suzano. A primeira decisão pela reintegração de posse após o retorno do processo para o TJES (processo 5000070-48.2024.8.08.0015) foi emitida no último dia 18 de março. No dia 2 abril, um pedido de reconsideração foi rejeitado. No dia 13 de maio, a Justiça ratificou a necessidade de cumprimento e deu prazo de 15 dias para a desocupação. E, mais uma vez, o pedido de reintegração de posse da Suzano foi acatado nessa quinta-feira. Entretanto, a primeira reunião preparatória ocorreu apenas nessa terça. “(…) em que pese as alegações da requerida da existência de ação civil pública movida pelo Ministério Público Federal em face dos autores desta, oportuno ressaltar que não há notícias de cancelamento do direito de propriedade da empresa autora, e que, ainda se assim fosse, o presente feito trata-se de matéria possessória, instituto diverso da propriedade” escreveu o juiz Antonio Moreira Fernandes na sentença, alegando ainda que foi feito um plano para resguardar os direitos das pessoas em vulnerabilidade presentes na ocupação. Mais de 100 famílias terão que desocupar
Estudante preso após quebrar vidraças de Pró-Reitoria recebe alvará de soltura
Confusão se estabeleceu após queixas em relação à falta de garantia de alimentação no RU O estudante da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), Romes Marques Moreira, recebeu alvará de soltura nesta terça-feira (23). Ele foi detido um dia antes na Penitenciária de Segurança Média II (PSME II), em Viana, após quebrar as vidraças da Pró-Reitoria de Políticas Afirmativas e Assistência Estudantil (Propaes). A confusão ocorreu quando o universitário foi ao local pedir explicações sobre o porquê de o auxílio alimentação emergencial não ter sido pago aos estudantes, já que o Restaurante Universitário (RU) se encontra fechado. O defensor público Antônio Ernesto, que acompanhou o caso, informa que o jovem terá que cumprir medidas cautelares, devendo comparecer em juízo mensalmente. O próximo passo, afirma, é aguardar o fim do inquérito policial e a decisão do Ministério Público Federal (MPF). O processo se encontra em segredo de Justiça. O RU está fechado, informa a Ufes, porque o contrato com a empresa que fornece a alimentação se encerrou. A universidade, portanto, deve assinar contrato com uma nova empresa. Por isso, a instituição de ensino estava fornecendo marmita na janta mediante solicitação pela internet e depositando R$ 150,00 para os alunos que recebem assistência estudantil se alimentarem durante a semana. Contudo, o dinheiro não entrou nessa segunda-feira e, por falta de acesso à internet, Romes não conseguiu solicitar a marmita da janta, o que o motivou ir até a Propaes. O noivo do estudante, Vinicius Silva e Souza, relata que Romes se encontra em situação de vulnerabilidade social. Ele foi dispensado do estágio, na Propaes, onde recebia uma bolsa no valor de R$ 700,00. O argumento utilizado pela universidade para isso foi a greve dos professores, que se encerrou no início de julho, após quase três meses de movimento. Por isso, ele ficou somente com a bolsa permanência, que é de R$ 550,00, a qual utiliza para pagar aluguel e outros gastos com moradia, como água e luz. Ainda segundo Vinícius, por causa das dificuldades financeiras, Romes ficou sem se alimentar no último final de semana. Além disso, informa, o rapaz é neurodivergente e se alterou quando, em meio a uma discussão na qual pedia explicações aos servidores da Propaes, foi tocado por alguns deles e com a chegada da Polícia Militar (PM), acionada pelos trabalhadores da Pró-Reitoria. “Acho justo da parte dele reivindicar. O que aconteceu, de não garantirem a alimentação, não é algo pontual, que acontece de uma hora para outra na universidade”, diz. Por meio de nota, a Ufes anunciou que a Propaes não abriria as portas nesta terça, “devido à necessidade de limpeza e reorganização”, e manifestou solidariedade aos servidores da Pró-Reitoria, em especial à diretora de Assistência Estudantil, Déborah Nacari, “que foram intimidados, ameaçados e agredidos por um estudante que invadiu o prédio onde funciona a Pró-Reitoria, no campus de Goiabeiras, e, de forma inesperada, quebrou móveis, equipamentos e vidraças do local”. A universidade acrescenta que, “durante a ação ocorrida na manhã desta segunda-feira, 22, o estudante ameaçou e agrediu verbalmente a diretora, que se manteve calma e tentou estabelecer um diálogo com o aluno”. A Ufes afirma que uma ambulância do Samu esteve no local, mas após avaliação feita pelos profissionais de saúde, constatou-se não haver necessidade de socorro para nenhuma das pessoas envolvidas. Déborah Narcari também foi à delegacia, acompanhada por representantes da Reitoria, onde prestou depoimento e realizou exame de corpo de delito. “A Administração Central da Ufes reafirma seu repúdio a toda forma de agressão, intolerância, manifestação ou expressão que atente contra valores sociais e humanitários. Reforça ainda que todo e qualquer ato de violência ocorrido dentro de seus campi será apurado, a fim de que sejam adotadas as providências previstas em lei, sempre que necessário”, finaliza a nota. A garantia de alimentação na universidade, inclusive com garantia também da qualidade da comida, é uma reivindicação antiga dos estudantes e sempre motiva mobilizações. Em maio de 2023, o que inicialmente seria apenas um protesto no RU no horário do almoço e do jantar, culminou em uma ocupação na Reitoria. No almoço, os alunos bloquearam a roleta do RU e o acesso ao restaurante foi possibilitado a todos pela porta, como forma de se manifestar contra as ameaças de processo administrativo contra quem pula roleta por não ter condições de pagar pela refeição, que custa R$ 5,00. A universidade, então, não abriu o RU no jantar e informou que não abriria em nenhum horário no mesmo dia, o que motivou a ocupação. Em 2022, quando as aulas presenciais voltaram após pandemia da Covid-19, os estudantes denunciaram problemas na logística do RU, que, naquele momento, funcionava por meio de agendamento. Alunos que precisavam ficar no campus o dia todo reclamaram que, muitas vezes, ficavam com fome porque não conseguiram agendar a refeição com pelo menos 24h de antecedência, como é exigido pela instituição. Eles denunciaram que o sistema de agendamento era muito burocrático e que muitos não encontravam mais opção de reserva, demonstrando que havia limite de vagas. Ufes retoma aulas presenciais sem garantir acesso pleno à alimentação – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/educacao/alunos-da-ufes-denunciam-burocracia-para-agendar-refeicao-em-restaurante-universitario Estudantes ocupam Reitoria da Ufes após fechamento do Restaurante Universitário Portões da Ufes também serão fechados nesta terça-feira, para um dia de paralisação https://www.seculodiario.com.br/educacao/estudantes-ocupam-reitoria-da-ufes-apos-fechamento-do-restaurante-universitario
PF investiga pré-candidato de Cachoeiro por possível pesquisa falsa
Vereador Léo Camargo teria divulgado levantamento em que aparece como líder na corrida para a prefeitura Divulgação/PL A Polícia Federal (PF) está com um inquérito de investigação em andamento contra o vereador de extrema de direita Léo Camargo (PL), de Cachoeiro de Itapemirim, no sul do Estado, por possível divulgação de pesquisa fraudulenta. Camargo é pré-candidato a prefeito de Cachoeiro nas eleições municipais de outubro deste ano. A informação sobre a existência do inquérito (nº 0600062-73.2024.6.08.0048) consta na página de Processo Judicial Eletrônico (PJE) do site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) – a última movimentação é de sexta-feira (19), mesmo dia em que o presidente nacional do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, esteve em Cachoeiro para um encontro da sigla. Porém, não foram divulgados detalhes sobre o que motivou a abertura do inquérito. Em abril, o Partido Democrático Trabalhista (PDT) entrou com uma representação no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) contra Léo Camargo, alegando que o vereador divulgou em suas redes sociais uma suposta pesquisa eleitoral em que aparece na liderança em intenção de votos para prefeito de Cachoeiro. O levantamento de opinião, entretanto, não teria sido registrado na Justiça Eleitoral. O juiz Roney Guerra, da 2ª Zona Eleitoral de Cachoeiro, acatou liminarmente o pedido para que Léo Camargo apagasse a divulgação da suposta pesquisa, e a imprensa de Cachoeiro publicou notícias sobre o deferimento da liminar. Mas, posteriormente, a ação movida pelo PDT foi julgada improcedente – Século Diário não teve acesso ao teor da decisão. Ainda em abril, Léo Camargo fez postagens nas redes sociais nas quais classificava como “fake news” as notícias de que teria sido “punido” pelo TRE. O diretório municipal do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) pediu, na ocasião, punição ao vereador por causar “desinformação no eleitorado”, ao desqualificar as matérias jornalísticas. Já a defesa de Camargo “se insurgiu”, dentro do processo, contra as notícias veiculadas. O Colegiado do TRE, porém, rejeitou os dois pedidos, conforme acórdão publicado no último dia 3. O PSDB entrou com um recurso, novamente negado (processo 0600031-53.2024.6.08.0048). “Registro que, para a seara eleitoral, o conteúdo da postagem do recorrido na rede social não possui potencial desinformativo, além de não atender aos requisitos de notoriedade e repercussão ou interferência negativa no pleito”, afirmou em seu voto o juiz relator do processo, Renan Sales Vanderlei. “Isso porque”, continua o relator, “a desinformação a qual a Justiça Eleitoral busca se debruçar é aquela que decorre de acusações político-eleitorais de natureza grave, com a consciência da falsidade ou intencionalidade lesiva, capazes de causar danos ao equilíbrio da eleição, à honra e dignidade daqueles que participam do pleito ou à higidez e integridade do processo eleitoral o que, conforme demonstrado, não restou configurado na hipótese dos autos”. Em relação às manchetes das matérias que motivaram a reclamação de Léo Camargo, o juiz afirma que, de fato, não correspondem totalmente à verdade do ponto de vista técnico, tendo em vista que não foi o “TRE” que “puniu” o candidato, e sim o juiz eleitoral que deferiu uma liminar. De qualquer forma, não é o caso de tratar as reportagens como falsas, segundo o relator. “A despeito de citadas notícias ostentarem chamada sensacionalista e/ou tecnicamente inadequada, não configuram inverdades inequívocas, eis que o ‘homem médio’, assim entendido como uma pessoa comum, de cultura mediana, que reside no município de Cachoeiro de Itapemirim-ES, é capaz de entender que a notícia ‘TRE pune pré-candidato da extrema direita por fraude’ refere-se à decisão do juiz eleitoral da cidade (‘TRE’) que proferiu uma ‘punição’ ao pré-candidato, consistente em uma determinação de suspensão de divulgação de pesquisa eleitoral”, diz o relator. O PDT e o PSDB são da base do atual prefeito Victor Coelho (PSB) e deverão compor a aliança representada pela candidata governista Lorena Vasques (PSB), e Léo Camargo é um notório opositor da gestão atual do Poder Executivo cachoeirense. A notícia de que a PF está investigando o vereador representa, no entanto, um aprofundamento do caso para além da disputa eleitoral em si. De acordo com o TSE, foram registradas sete pesquisas eleitorais sobre o cenário de Cachoeiro de Itapemirim para as eleições 2024, entre 8 de abril e a última sexta-feira (19). Três delas realizadas pela empresa Leia Pesquisa e Marketing LTDA, duas pela Directa Consultoria e Publicidade LTDA, uma pela Direta Eventos e Propaganda, e uma pelo Instituto Verita LTDA. A postagem de Léo Camargo que o cita como líder na corrida eleitoral em Cachoeiro coloca, segundo a exposição do advogado do PSDB no processo, o Instituto Paraná Pesquisas como autor – ou seja, uma empresa que não registrou levantamentos eleitorais em Cachoeiro neste ano. A última pesquisa divulgada até a tarde desta segunda foi realizada pela Leia Pesquisa e Marketing. De acordo com o jornal Folha do Espírito Santo, Theodorico Ferraço (PP) aparece como líder de intenção de votos (39,98%), seguido por Diego Libardi (do Republicanos, com 29,89%), Léo Camargo (11,07%), Carlos Casteglione (do PT, com 6,19%) e Lorena Vasques (2,44%). A Folha do Espírito Santo é de propriedade do jornalista Jackson Rangel. Ele ficou preso durante um ano, entre 2022 e 2023, acusado de milícia digital privada, denunciação criminosa, ameaças e atos antidemocráticos, em um inquérito comandado pelo juiz Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Rangel também foi condenado no ano passado em um processo movido pelo prefeito de Cachoeiro por difamação. Divulgação/PL Visita de Valdemar A vinda de Valdemar Costa Neto a Cachoeiro na última sexta-feira tem sido encarada no mercado eleitoral como uma demonstração de apoio a Léo Camargo, em meio a boatos de que ele poderia desistir da candidatura a prefeito. Camargo foi indicado como o pré-candidato do PL na disputa majoritária após os conflitos que resultaram na saída do também vereador Júnior Corrêa (Novo) – que alegou que deixaria a política para se tornar padre, mas que, posteriormente, se tornou vice na chapa de Theodorico Ferraço (PP). Além de Valdemar, participaram de um encontro do PL na cidade outras lideranças da sigla no Estado, como o senador Magno Malta, o deputado estadual Callegari e pré-candidatos de outras cidades do sul do Espírito Santo.
Vitrine eleitoral
Passadas as primeiras convenções, mais pontos em aberto: apoio do PSD; palanque de Estefáne; e alianças de Coser Ales Com o início das convenções partidárias, o tabuleiro das eleições em Vitória começa a se consolidar, dissolvendo aos poucos os nós de palanques e alianças. Na primeira leva, já mostraram seus jogos o ex-prefeito Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB), a deputada estadual Camila Valadão, e, no próximo sábado (27), será a vez do também deputado Capitão Assumção (PL). Já o prefeito, Lorenzo Pazolini (Republicanos), sua vice atual, Capitã Estéfane (Podemos), e o deputado João Coser (PT) nada de sinalizarem seus eventos, empurrando as definições para a reta final do prazo, encerrado em 5 de agosto. A ausência do PSD na convenção de Luiz Paulo sugere, de imediato, uma aliança com Pazolini, como indicam os últimos movimentos do presidente estadual da legenda, Renzo Vasconcelos, pré-candidato em Colatina, noroeste do Estado. O “x” da questão, neste caso, seria o deputado e presidente do diretório municipal, Fabrício Gandini, adversário do prefeito. Cada um por si? Em tempo: o PSD tem grana e tempo de TV! Já Estéfane, ao mesmo tempo em que diz que não recua do seu palanque majoritário, faz movimentos que deixam dúvidas no ar. Ela voltou a aparecer ao lado de Luiz Paulo, desta vez na composição da mesa da convenção, e foi citada no discurso crítico ao prefeito. Curiosas essas andanças dos dois, não?! Coser, que alimenta a expectativa de agregar mais partidos em torno do seu palanque, até mesmo de outros espectros políticos, pode acabar mesmo somente com a Federação Brasil Esperança e o PDT. Na mira principal do ex-prefeito, como corre nos bastidores, estão o Podemos e o MDB. E ainda tem o “fator Casagrande”: o governador vai assumir, de fato, algum palanque no caminho para derrotar Pazolini? Seguimos de olho! Questão de tempoNo MDB, o apoio a Luiz Paulo se desenha, porém, irreversível. A logo da legenda não estava no mural da convenção, mas por lá marcou presença, com discurso, o presidente do diretório municipal, Sérgio Borges. O presidente estadual, vice-governador Ricardo Ferraço, ligado ao tucano, não participou. A convenção do MDB é nesta semana. Dupla fechadaEstá devidamente respondida a pergunta que fiz aqui na coluna, na semana passada, em relação ao vice de Luiz Paulo. Apesar do anúncio apressado e meio esquisito, o presidente municipal do União Brasil, Victor Ricciardi, foi confirmado na vaga. Agrega votos em camadas diferentes do eleitorado do tucano? Há quem duvide… Discurso prontoLuiz Paulo, aliás, aproveitou o momento para abrir, de vez, críticas a Pazolini. Algumas frases que já dão tom à campanha: “esse governo não vai levar Vitória longe”; “não tem visão de futuro e compromisso com o interesse público”; “sem diálogo com as comunidades e com a Câmara de Vereadores”. Ele também apontou a área de segurança, hoje, como o principal problema da cidade. Discurso pronto IIJoão Coser, da mesma forma, não passou ileso. Luiz Paulo destacou que ele não é alternativa para a Capital e resumiu o cenário como entre “um péssimo e muito ruim, é preciso construir uma alternativa”. Quem emplaca?Por falar em Pazolini, em meio às cotações sobre quem será o vice, ele se reuniu nessa sexta-feira (19) com os presidentes estaduais do Republicanos, Erick Musso, e do PP, deputado federal Da Vitória. No partido aliado, os nomes, como se sabe, são da empresária Cris Samorini e do presidente da Câmara Municipal, Leandro Piquet. Quem emplaca II?Já o empresário e ex-secretário Aridelmo Teixeira, o terceiro e último da lista de possíveis nomes, participou com Pazolini da “grande caminhada Pazola e Pablo” nesse sábado (21), na Serra. Erick Musso também esteve por lá. Muribeca é a aposta da legenda à prefeitura. Na ‘boa’Com 11 partidos na coligação, a convenção do prefeito de Cariacica, Euclério Sampaio (MDB), nesse domingo (21), “bombou”. Tinha gente e aliados para todo lado. A marca também foi lançada: “A certeza de uma Cariacica cada vez melhor”. Enquanto isso… Concorrência…Célia Tavares segue com problemas na Federação Brasil da Esperança, que reúne ainda PV e PCdoB, e o pastor Ivan Bastos, o nome do PL, convoca para convenção nesta sexta-feira (29), às 19h, na Apae. Os dois são os únicos concorrentes de Euclério na eleição deste ano. No mais, “tá tudo dominado”. ComposiçõesAinda sobre vices, é verdade que a Rede Sustentabilidade não tem muitos quadros em Vitória e que Macaciel Breda é liderança conhecida nos meios políticos, mas que a composição com Laís Garcia, mulher e militante jovem, daria muito mais liga no palanque de Camila Valadão (Psol), ah, isso daria! Últimos ajustesDe volta a Assumção, a convenção do PL não deve ter grandes novidades, a não ser o anúncio do vice. A previsão é de que a chapa seja puro-sangue. Sobre alianças, se agregar, vai ser pouca coisa. O partido do senador Magno Malta vende o peixe de que “se basta”, portanto, está disposto a disputar sozinho em vários municípios. No páreo?Vale lembrar, que também se apresentaram na disputa em Vitória o empresário Du Kawasaki (Avante) e o Coronel Wagner (sem partido). Mas, veremos se avançam! Nas redes“(…) A Câmara de Vitória aprovou o Projeto de Lei 129/2024, de autoria do nosso mandato, que declara Utilidade Pública o Centro Náutico Capixaba. Essa entidade está localizada na Praia da Guarderia e foi criada para desenvolvimento de atividades esportivas nas modalidades remo, vela e canoagem (…) Agora é aguardar se o prefeito vai sancionar ou não o projeto!”. André Moreira, vereador pelo Psol. FALE COM A COLUNA: medeirosmanaira@gmail.com