Faltando quatro dias para o fim do prazo para as convenções partidárias, o cenário eleitoral do Estado é de suspense. Por enquanto, o que se sabe é que Camila Valadão e André Moreira fecham a chapa para a disputa majoritária pelo Psol. Os demais palanques vivem momentos de indefinição sobre a composição. No grupo do governador Renato Casagrande, a única vaga certa é a dele próprio, como candidato à reeleição, mas quem serão seus candidatos a vice e a senador, ainda é mistério. Para o Senado as opções são Fabiano Contarato (PR) e Luiz Paulo (PSDB), mas tudo depende de articulações que envolvem a eleição em Minas Gerais. No palanque de Paulo Hartung (PMDB), as dúvidas da classe política sobre a entrada do ex-governador na disputa persistem, mas, aparentemente, ele vai mesmo para a disputa, com Rose de Freitas (PMDB) no pleito ao Senado. Ele oferece a vice ao PSDB, mas não quer o presidente César Colnago, e sim o aliado de confiança Guerino Balestrassi. Apesar da tendência de aproximação de tucanos e peemedebistas da semana passada, hoje o cenário é diferente. O PSDB do Estado irá para onde o presidente nacional do partido, Aécio Neves, definir. Afinal, o que está em jogo é a candidatura do partido à Presidência da República, capitaneada pelo próprio Aécio. O fim de semana será recheado de convenções e os adversários nacionais PT e PSDB se reúnem na segunda-feira (30) para bater o martelo sobre as eleições no Estado. Se isso vai encerrar o assunto, não se sabe, mas a impressão é de que quanto mais o prazo fatal se aproxima, mais a situação se complica. Fragmentos: 1 – Lelo Coimbra vem dando sinais de que a convenção do PMDB não trará uma definição sobre o caminho do partido. Será blefe ou a tendência natural das articulações no Estado? 2 – Sem quórum para as votações, a Tribuna da Assembleia tem servido de espaço para que os deputados exponham suas bandeiras, em discursos inflamados sobre os mais diversos assuntos. 3 – Se antes mesmo de começar o período eleitoral, a Assembleia já não tem quórum, imagina em setembro, quando a campanha esquenta de vez?
Pior queestá, fica!
Duas notícias recentes envolvendo as principais poluidoras do Estado, Vale e ArcelorMittal, indicam previsões nada animadoras paras os capixabas. A mineradora colocou já há alguns dias sua oitava usina em fase de testes e pretende operá-la no segundo semestre deste ano. Já a Arcelor anuncia que irá religar, até o próximo dia 8, seu alto-forno 3, parado desde 2012. As medidas resultarão num incremento e tanto na produção. Ou seja: aumento da poluição do ar e muito mais impactos aos moradores da Grande Vitória. Em números, significa o seguinte: a produção anual da Vale saltará de 25 para 33 milhões de toneladas de pelotas de minério; e o alto-forno da Arcelor operará em sua capacidade máxima, ao todo 2,8 milhões de toneladas de ação bruto por ano – a usina Tubarão produz, no mesmo período, 7,5 milhões de toneladas. As empresas e o governo do Estado, para justificar os projetos de expansão, propagam o discurso de que iniciaram medidas para minimizar os inúmeros impactos e, por isso, a poluição do ar não irá aumentar na Grande Vitória. Quem cai nessa conversa? É subestimar a inteligência da população. Os licenciamentos concedidos às poluidoras, sempre de maneira ágil e sem obstáculos, ignoram os alarmantes índices de poluentes emitidos dia e noite no ar da região e que, além de gerar danos materiais e à saúde dos capixabas, oneram o poder público, com gastos para tratamentos no SUS. Todas essas questões são constantemente levantadas por entidades e representantes da sociedade civil, inclusive com ações na Justiça que têm a Vale e a Arcelor como réus. E embora já tenha surgido algumas decisões favoráveis, como a determinação de perícia para quantificar a poluição da mineradora, ocorrem em marcha lenta, principalmente se comparados à velocidade com que essas expansões ocorrem. Ainda mais em ano eleitoral, quanto a questão vira moeda de troca em negociações entre as poluidoras e a classe política, que adora levar uma bela fatia do bolo dos financiamentos privados de campanha. Quer dizer, até o final da tramitação desses processos judiciais, as poluidoras continuarão mandando e desmandando no Estado, com consentimento do governo, enquanto os capixabas e o meio ambiente amargam os prejuízos, em escala crescente. Só tem um jeito: sentar e chorar! Manaira Medeiros é mestre em Políticas Públicas e Desenvolvimento Local e especialista em Gestão e Educação Ambiental Fale com a autora: manaira@seculodiario.com
Será?
Às vésperas do anúncio do presidenciável tucano Aécio Neves sobre qual caminho seguir na disputa deste ano no Estado, intensificam-se as especulações nos meios políticos. O que dizem, agora, após o encontro entre Aécio e o presidente regional do PSDB capixaba, deputado federal César Colnago, em Brasília, nessa quarta-feira (25), é que o presidenciável do partido tenta recompor a unanimidade – governador Renato Casagrande candidato à reeleição, Paulo Hartung (PMDB) ao Senado, e Colnago na vice. Desta forma, Hartung garantiria o palanque de Aécio e Casagrande o do ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos. A fórmula levaria muita gente para o buraco. Efeitos E, mais uma vez, não comporta o ex-prefeito Luiz Paulo Vellozo Lucas. Ele só entra numa composição PSDB-PSB. Já Guerino Balestrassi ficaria na disputa à Câmara dos Deputados. A ver navios Outra que teria suas intenções lançadas ao espaço é a deputada federal Rose de Freitas (PMDB), ex-inimiga, até agora melhor amiga de Hartung, e com chances de voltar ao posto de inimiga. E o PT e João Coser? Paralelo Mas, como o momento é de armações, há também as movimentações que caminham em sentido contrário. O principal deles o fato de o senador Magno Malta (PR) estar em forte interlocução com Casagrande, por meio do deputado estadual Gilsinho Lopes (PR). Cercado Agora se a história da unanimidade pega, Magno não terá outra saída, se não sair candidato ao governo, para cumprir seu compromisso com a candidatura do delegado Fabiano Contarato ao Senado. Desarmonia O casal Camata – Gerson (PMDB) e Rita (PSDB) – não fala a mesma língua em relação ao processo eleitoral. Ele prega a unanimidade, que significa Hartung ao Senado. Já Rita defende a candidatura de Luiz Paulo para a única vaga aberta este ano. Pelo menos nessa área, há desencontro. Freada O presidente da Câmara de Vitória, Fabrício Gandini (PPS), um dos frequentadores assíduos do escritório de Hartung, deu um tempo nas visitas. Mais uma A Assembleia Legislativa criou outra frente parlamentar. Desta vez, “em defesa da Defensoria Pública”. O presidente é Gilsinho. Já perdi a conta do total há muito tempo. E você? Área de voto O deputado estadual Gildevan Fernandes (PV) pegou carona na sessão solene realizada por Esmael Almeida (PMDB) na Casa para homenagear os pastores, ao todo 40. Todo mundo quer ciscar no filão do eleitorado representado pelos evangélicos. 140 toques “PSB confirma neste sábado – 28 – Eduardo Campos para presidente e Marina Silva para vice-presidente da República”. (PSB Nacional – no Twitter). PENSAMENTO: “Em política, quanto mais impossível melhor”. Aldous Huxley
Absurdo governamental
Acho que tomei ojeriza do governo do PT por causa de coisas que vi e vejo no setor de rádio, onde sempre trabalhei. Dias destes deparei com mais uma que confirma o que vou explicar. A Anatel, órgão máximo do Ministério das Comunicações está iniciando o processo de viabilização dos canais de FM para migração das emissoras OM (ou AM) pelo nordeste. Agora a política nisso! O PT e todo mundo sabe que o grosso de votos deste partido vem de lá, das camadas mais miseráveis do país, portanto o governo direciona tudo para lá. Foi assim nesta Copa, onde a seleções faziam jogos no calor sufocante de Manaus, Fortaleza, Recife, Natal, tudo para que “o povo do PT fosse bem servido” Na comunicação, antes de deixar o governo, Lula solicitou a Dilma que continuasse olhando para o povo e disponibilizasse rádios (comunitárias) para eles. E assim ela fez. Agora, o processo de migração, tão esperado por todo país, começa por lá em detrimento ao sul e sudeste, onde existem as maiores redes de comunicação do país esperando por isso. Este governo massacrou a comunicação no país. Poucos sabem disso, pois a maioria deixa de saber já que os órgãos que poderiam divulgar têm canais que são concessão do próprio governo, como rádios. O Globo, e o Estadão, só para citar dois exemplos, não opinam por causa disso e mesmo assim deixa algo nas entrelinhas. E como sempre o governo faz às claras ou desafiando o obvio ou debilmente se expondo ao processo de votação negativa. Suas interferências no STF são a prova cabal disso. PARABÓLICAS Denaldo Botelho é o editor de áudio que comanda a plástica da Cultura FM de Castelo no sul do Estado. A Rádio Mais 99 de Itamarajú, na Bahia, é comandada pelo Ronaldo, onde prima pela máxima organização, influenciando a boa audiência. A TV RecordNews fez programas esportivos nos estúdios da AM Vila Velha em todos os jogos do Brasil. VixShows, especializadas em show da Tropical FM, assina a maiorias das promoções de shows da Rádio. MENSAGEM FINAL Os pés de um homem deveriam estar plantados em seu país, mas seus olhos deveriam pesquisar o mundo. George Santayana
Puxadores de votos estão na ‘lista-suja’ do Tribunal de Contas do Estado
O Ministério Público de Contas do Espírito Santo (MPC-ES) entregou ao procurador regional eleitoral, Flávio Bhering Leite Praça, a lista de gestores que tiveram contas julgadas irregulares pelo Tribunal de Contas do Estado (TC-ES) nos últimos oito anos. Na relação, estão nomes cotados para a disputa proporcional e ao Senado. Entre os nomes cotados para disputar a vaga de senador, estão na lista de contas rejeitadas pelo TCE estão os ex-prefeitos de Vitória Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB) e João Coser (PT). Guerino Balestrassi (PSDB), que colocou o nome à disposição para disputar o governo do Estado, também teve as contas reprovadas. Ao todo são mais de 500 nomes de gestores relacionados em processos com trânsito em julgado, grande parte de ex-prefeitos do Estado. Muitos deles vão disputar a eleição deste ano, como os ex-prefeitos de Linhares, Guerino Zanon (PMDB); de São Mateus, Lauriano Zancanela (DEM); de São Gabriel da Palha, Raquel Lessa (PSD); de Anchieta, Edival Petri (PMDB); de Itapemirim, Norma Ayub (DEM); de Castelo, Cleone Nascimento (DEM); de Vila Velha, Max Filho (PSDB); de Cariacica, Helder Salomão (PT), entre outros. Entre os deputados estaduais que disputam a reeleição estão na lista do Ministério Público de Contas Dary Pagung (PRP), José Carlos Elias (PTB), Solange Lube (PMDB) e o presidente da Assembleia Theodorico Ferraço (DEM). Além do ex-deputado Nilton Baiano (PP). Os deputados federais César Colnago (PSDB) e Lelo Coimbra (PMDB). A lista, que pode ser conferida aqui, poderá ser usada como critério para que o Ministério Público Eleitoral possa pedir a impugnação de candidaturas na Justiça Eleitoral. Com base da Lei Ficha-limpa, a condenação colegiada, como a do Tribunal de Contas, pode impedir o registro da candidatura. A inclusão do nome da lista, porém, não tira o candidato da disputa. A exclusão de nomes, assim como a inclusão, poderá ser feita pelo Ministério Público de Contas até a data da próxima eleição, 5 de outubro de 2014, conforme o enquadramento ou não nos critérios legais. A Justiça Eleitoral decide se a irregularidade apresentada nas contas dos gestores pode ou não impedi-los de obter o registro de candidatura.
Valor compara Porto Central ao porto de Paranaguá
O Valor Econômico desta quinta-feira (26) apresentou os investimentos que serão despendidos pelo Porto de Roterdã, empresa financiada pelo governo holandês e conhecida como uma das principais operadoras portuárias do mundo, para o funcionamento do Porto Central, planejado para ser construído em Presidente Kennedy (sul do Estado). O jornal usa o montante de movimentações do porto de Paranaguá, no Paraná, o segundo maior do país, como comparativo ao Porto Central, que pretende ser o maior porto privado do país. Em Paranaguá, 41,9 milhões de toneladas foram movimentadas em 2013, de acordo com o balanço de cargas da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). Para o Porto Central, planeja-se o início com capacidade de movimentação de 50 milhões de toneladas por ano até 2017. Entretanto, esse valor triplica se comparado ao funcionamento pleno, estimado para o ano de 2022. O projeto do porto está em fase de avaliação final para obtenção de licença prévia (LP) pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), que avalia o projeto devido à proximidade da localização do terminal com o estado do Rio de Janeiro. De acordo com a reportagem do Valor, uma mudança na lei dos portos permitiu que a empresa de capital holandês tivesse interesse não apenas em gerir o empreendimento, como foi estabelecido antes da lei, mas também em operar diretamente 30% das atividades do porto, injetando um total de R$ 5 bilhões no terminal. A TPK Logística, empresa criada no Estado com objetivo exclusivo de gerir o Porto Central, terá uma participação próxima de 70%. Como lembra a reportagem, o grupo Polimix possui 60% da composição da TPK, cujos demais 40% estão divididos entre donos das terras onde o porto será construído. Apesar disso, a TPK sequer consta como proprietária da área onde deve ser instalado o porto, cujo loteamento é de propriedade da empresa mineira Predial Itabirana, que move, atualmente, duas ações judiciais contra o governo do Estado, município de Presidente Kennedy e a empresa TPK Logística SA. Apesar da rejeição dos pedidos de liminar para impedir a veiculação de informações sobre o empreendimento, os casos seguem em apreciação no Tribunal de Justiça do Estado (TJES). Hoje a polêmica é discutida em ações na Justiça Estadual. Os donos do loteamento alegam que as áreas foram avaliadas entre R$ 160 milhões e R$ 197 milhões, conforme os laudos de dois peritos que prestam serviços de avaliação à Justiça. Esse valor deve servir como marco inicial para a negociação com o Estado, que estabeleceu a criação de uma comissão no âmbito da Secretaria estadual de Desenvolvimento (Sedes) para negociar as áreas. A reportagem informa, ainda, que o cronograma de obras está atrasado, mas os empresários têm a pretensão de receber a licença de instalação do empreendimento, posterior à licença prévia (LP), até janeiro de 2015 e, para isso, estariam trabalhando no levantamento de medidas ambientais compensatórias. Assim como ocorre nas comunidades impactadas por portos no Estado, os moradores de Presidente Kennedy não têm informações sobre o Porto Central e temem seus impactos. A TPK Logística já prometeu que dialogaria com a comunidade – o que, pelos relatos, não aconteceu. Também afirmou que as vagas de emprego prioritárias serão destinadas à população local, uma promessa já feita por diversas vezes, e nunca cumprida, pelos mais variados empreendimentos instalados no Estado. De acordo com o presidente da Associação de Pescadores de Marataízes, Lenilto Barrosa Silva, que acompanha de perto a chegada do superporto ao município vizinho, a TPK têm tratado com total descaso as comunidades do município, diretamente atingidas pelo porto. Lenilto afirmou que, à exceção da audiência pública, quando dois representantes da administração do porto foram à comunidade apresentar superficialmente o projeto, a empresa responsável sequer buscou diálogo com as comunidades, e muito menos negociou compensações com as cerca de 500 famílias de pescadores que dependem da área pleiteada pela empresa para a instalação do porto. Como estimou o pescador, cerca de 95% dos cidadãos das comunidades diretamente afetadas dependem da pesca para sua sobrevivência e, de acordo com ele, a dragagem que aprofundará o canal de entrada do porto, tem condições de mudar completamente as correntes marítimas. O Porto Central devastará uma área de pesca abundante de camarões, impedirá a pesca artesanal devido à ocupação marítima e costeira e poderá influenciar na erosão de outras praias do município, rendendo reflexos até mesmo à cidade vizinha de Marataízes. Há uma preocupação crescente entre os moradores devido aos impactos ambientais decorrentes da instalação do Porto de Açu, em São João da Barra, no norte fluminense.
Sejus vai apurar responsabilidades na contratação emergencial do Inap
A Secretaria de Estado da Justiça (Sejus) instituiu uma comissão para apurar a falta de planejamento, desleixo ou má gestão em desfavor dos servidores que deram causa à contratação emergencial do Instituto Nacional de Administração Prisional (Inap), em outubro de 2013, para a gestão da Penitenciária de Segurança Máxima I (PSMA I), em Viana. Na ocasião, o Inap, que já era gestor da unidade, foi contratado por conta de sucessivas suspensões ao edital de contratação de empresa responsável pela operacionalização do PSMA. O processo de licitação na modalidade de concorrência para a gestão da unidade chegou a ser aberto em agosto de 2113, mas foi suspenso após pedido de impugnação dos concorrentes. O valor fixo do contrato com a empresa é de quase R$ 956 mil, podendo variar em até R$ 459 mil para mais. Depois disso, a Sejus suspendeu o procedimento licitatório e instituiu uma comissão para reformular os editais de convocação. Além do edital para operacionalização do PSMA, aquele para a gestão da Penitenciária de Segurança Máxima de Colatina (PSMCol), no noroeste do Estado, também foi suspenso. Já em março deste ano, o Inap, a Reviver Administração Prisional Privada) e a Montesinos Sistemas de Administração Prisional foram desclassificados do processo de licitação da PSMA. Irregularidades O Inap já é o atual gestor da unidade, mas, ao fim contrato, outra empresa deve ser contratada. Além disso, foi advertido e multado, em junho de 2013 pela Sejus, por descumprimento do contrato de gestão do PSMA I. O Inap vinha trabalhando com o quantitativo de funcionários nos sábados abaixo do estabelecido em contrato. Já a multa de R$ 434.444,70 se refere ao período de descumprimento do mesmo contrato da PSMA I, que vigora desde 2007, no período de 21 de fevereiro a 7 de abril de 2011. Essa foi a segunda multa aplicada ao Inap em 2013, pelo descumprimento no contrato de gestão do PSMA I. Em fevereiro, a empresa foi multada em R$ 108.137,92. Além de Viana, o Inap também administra o Centro de Detenção Provisória (CDP) da Serra e de Guarapari. O primeiro contrato da empresa no Estado foi para gestão da PSMCol, no noroeste do Estado. Para a gestão do PSMCol, o Inap foi contratado emergencialmente, por 90 dias, com valor de contrato de R$ 817.320,72. O primeiro contrato do Inap com o governo, justamente para a operacionalização da PSMCOL, foi feito em 2005, mais uma vez de forma emergencial e dispensa de licitação, com valor mensal de R$ 598.690,43. Em 2006, o Inap foi contratado de maneira emergencial por 100 dias, para operacionalização do PSMCol. Após os dois contratos com dispensa de licitação, a empresa venceu concorrência para a gestão do presídio no noroeste do Estado, em 2007, com contrato que vinha recebendo aditivos até este ano, quando foi novamente dispensada a licitação.
O Lobo atrás da Porta faz uso interessante da narrativa não linear
O Lobo atrás da Porta começa com o desaparecimento de uma criança, que depois de levar os pais até a polícia, reaparece. A garota declara que tudo não passou de uma brincadeira de sua amiga, uma mulher chamada Rosa. Logo, descobre-se que Rosa é amante de Bernardo (Milhem Cortaz), o pai do menino. O delegado (Juliano Cazarré) ainda assim insiste nas investigações e decide interrogar Rosa, Bernardo e Sylvia (Fabíula Nascimento), esposa de Bernado, também. A partir de depoimentos dos três, o delegado descobre uma rede de mentiras, amor, vingança e ciúmes envolvendo o trio. O filme transita entre diversos gêneros. Drama, quando mostra a relação desgastada do casal; suspense, devido à investigação; e comédia, nas cenas do delegado caricato. O diretor e roteirista Fernando Coimbra conta sua história por meio dos depoimentos fora de ordem e contraditório dos suspeitos. Além das declarações, o filme também explora flashbacks para tentar reconstruir o passado desse triângulo amoroso. Mas assim como os depoimentos, essas cenas confundem ainda mais o espectador, deixando muitos fios soltos que não se conectam. O Lobo atrás da Porta é um filme que cresce junto com seus personagens, que começam inofensivos e depois vão se revelando. Serviço O Lobo atrás da Porta ( Idem, Brasil, 2014, 100 minutos, 14 anos) Cine Jardins – Shopping Jardins: Sala 2. 19h10
MMA determina criação de força-tarefa para proteção da onça-pintada
A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, determinou a criação de uma força-tarefa para proteger e evitar a extinção da onça-pintada (Panthera onça Linnaeus). O animal é ameaçado pela caça predatória e, sobretudo, pela degradação de seu habitat natural, a Mata Atlântica. De acordo com o Ministério do Meio Ambiente (MMA), atualmente, menos de 200 animais habitam a região entre o Espírito Santo e o Iguaçu, no sul do Brasil. A determinação da ministra viabiliza ações emergenciais estabelecidas no Plano de Ação Nacional para Conservação da Onça-pintada, o PAN Onça-pintada, aprovado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), conforme a Portaria nº 63/2014. O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) coordenará as ações para a proteção do animal e coibição da caça, e o ICMBio e as Polícias Federal e Rodoviária Federal serão colaboradores do trabalho. Essas pequenas populações do animal, que pode atingir mais de 150 quilos e 2,41 metros, estão encurraladas e isoladas em pequenas áreas, o que impede sua migração de um local para outro trecho de floresta, sem risco de abate e atropelamento. A onça é considerada o maior felino e é o maior predador das Américas. É o único representante atual do gênero Panthera no continente. Por ser o maior predador, controla toda a cadeia alimentar e o equilíbrio ecológico dos ambientes onde vive. De acordo com estudos desenvolvidos pelo naturalista Augusto Ruschi em solo capixaba, a onça-pintada precisa percorrer 300 hectares por dia para se alimentar. Isso acontece porque o seu sistema digestivo é curto, o que faz com que sua digestão seja muito rápida e o animal precise de mais alimentos em um menor período de tempo. A devastação das florestas entre o norte do Estado, o leste de Minas Gerais e o sul da Bahia, por conta da grande concentração de madeiras como a peroba do campo e os jacarandás, de alto valor comercial, provocou a migração do animal em direção à Reserva Biológica (Rebio) de Sooretama. A superpopulação de onças na área provocou um desequilíbrio na cadeia alimentar e, na época, Ruschi contabilizou cerca de 300 indivíduos em uma área extremamente pequena para que todos vivessem em harmonia e em condições de se alimentarem. Como constituem o topo da cadeia, a superpopulação fez com que houvesse um decréscimo na população de porcos do mato e, dessa forma, as onças precisaram buscar alimento nas propriedades rurais, onde começaram a atacar bezerros. Assim, a caça aos animais começou a ser feita pelos fazendeiros ou por caçadores especialistas em matar o animal, os chamados gaiteiros. Os gaiteiros, inclusive, com a devastação crescente na Mata Atlântica e, sobretudo, com a usurpação das terras pelos plantios de eucalipto da Aracruz Celulose (Fibria), viram a derrubada de seu ofício, uma vez que a população de onças também veio a decair, em consequência da degradação. Como informa o MMA, o fato de a Mata Atlântica estar localizada em regiões densamente povoadas fez com que fosse acelerada, ao longo dos anos, a degradação da maior parte da sua floresta nativa, cuja destruição impede a reprodução de animais que compõem a cadeira alimentar da onça-pintada. Hoje o animal está confinado nos pequenos fragmentos remanescentes, que constituem principalmente as unidades de conservação, que têm área de ocupação de 30.382 quilômetros quadrados. A perda e a degradação do hábitat, como lembra o ministério, são umas das ameaças mais sérias enfrentadas pela espécie, influenciando negativamente na qualidade e capacidade de suporte do ambiente.
Assembleia cria Frente Parlamentar em defesa da Defensoria Pública
Garantir autonomia financeira à Defensoria Pública Estadual e prover as unidades jurisdicionais do órgão de pelo menos um defensor público. Essas e outras bandeiras vão nortear o trabalho da Frente Parlamentar em Defesa da Defensoria Pública do Estado do Espírito Santo. O Ato 522/2014, que autoriza a criação do coletivo, foi publicado nesta quinta-feira (26), no Diário do Poder Legislativo. Segundo Gilsinho Lopes (PR), autor da iniciativa, assim que a frente for instalada, será realizada uma reunião com o governo e a categoria para listar as reivindicações. O deputado quer reunir, na mesma mesa, o secretário de Estado de Justiça, Eugênio Coutinho Ricas; o defensor público geral do Estado, Gilmar Alves Batista; o líder de governo, deputado Elcio Alvares (DEM); além do representante da Associação dos Defensores Públicos do Estado (Adepes). Algumas dessas demandas já foram identificadas em debates realizados pela Casa. Uma delas refere-se à adequação do Estado à legislação federal: a Emenda Constitucional 80/2014, promulgada em junho, determina que, no prazo de oito anos, a União, os estados e o Distrito Federal deverão contar com defensores públicos em todas as unidades jurisdicionais. Atualmente, 55 dos 78 municípios capixabas contam com defensor público. Em evento realizado em maio na Assembleia, o defensor público geral do Estado ressaltou a necessidade de aumentar o quadro de defensores: hoje são 203 defensores, mas, segundo Gilmar Batista, para atender à demanda, seria necessário dobrar esse número. Outra demanda é a garantia de autonomia financeira à Defensoria Pública. A frente conta com a adesão dos deputados Euclério Sampaio (PDT), Marcelo Santos (PMDB), José Esmeraldo (PMDB), Aparecida Denadai (PDT), Marcos Mansur (PSDB), Doutor Hércules(PMDB), Dary Pagung (PRP), Genivaldo Lievore (PT), Rodrigo Coelho (PT) e Da Vitória (PDT). O próximo passo será a instalação do grupo, com a escolha do presidente e do secretário-executivo e a aprovação do regime e do plano de ação.