Durante a leitura de um dos projetos da Ordem do Dia, o presidente da Comissão de Justiça da Assembleia, Elcio Alvares (DEM) comunicou que, como partidário do prefeito de Vila Velha, Rodney Miranda, vai fazer uma análise da pesquisa do Instituto Futura que apontou apenas 14% de aprovação da gestão do demista. A defesa, segundo Elcio Alvares, será na sessão desta terça-feira (8). Mas o anúcio já causou tumulto no plenário. Antes da fala de Elcio, o deputado Hércules Silveira (PMDB) teve seu tempo cortado pelo presidente da Casa, Theodorico Ferraço. Ele não gostou de ver o deputado do DEM usar o tempo da Comissão de Justiça para falar sobre a avaliação do prefeito de Vila Velha. Pediu ao presidente que chamasse a atenção do demista, assim como fizera com ele. Theodorico Ferraço, que também é do DEM, não gostou da interpelação do colega e pediu que Hércules se dirigisse diretamente a Élcio, já que a discussão estava no colegiado e não no plenário. Mas Hércules insistiu com Ferraço, alegando que Elcio havia fugido do tema da discussão na Comissão de Justiça. Elcio Alvares decidiu encerrar o assunto, retomando a discussão da pauta. No anúncio do pronunciamento que fará nesta terça, o deputado afirmou que vai contestar os dados da pesquisa divulgados no domingo (6) e segunda (7) no jornal A Gazeta. Elcio afirmou que vai apresentar um relatório de obras que vem sendo realizadas pelo prefeito de seu partido e que os dados da pesquisa não condizem com o trabalho que Rodney vem desenvolvendo. Diante dos ataque que o governador Renato Casagrande (PSB) vem sofrendo dos deputados Paulo Roberto (PMDB) e Euclério Sampaio (PDT), o mercado político tem comentado que Elcio, que é líder do governo, não tem atuado com tanto empenho na defesa do Palácio Anchieta, o que deve culminar com a troca do líder na Casa, como já vem sendo cogitado nos bastidores.
CNJ publica recomendação para garantir apuração do crime de tortura nos presídios
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) publicou na última quinta-feira (3) a recomendação 49/2014 destinada a garantir a apuração de crimes de tortura em estabelecimentos prisionais e no sistema socioeducativo do País. Ela orienta os magistrados a observarem normas e regras do Protocolo de Istambul, da Organização das Nações Unidas (ONU), e do Protocolo Brasileiro de Perícia Forense, da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR). Segundo a recomendação, sempre que chegarem ao conhecimento dos magistrados notícias concretas ou fundadas da prática de tortura, deve ser perguntado ao médico-legista ou a outro perito criminal se há as seguintes evidências: achados médico-legais que caracterizem a prática de tortura física; indícios clínicos que caracterizem a prática de tortura psíquica; achados médico-legais que caracterizem a execução sumária; evidências médico-legais que sejam características, indicadoras ou sugestivas da ocorrência de tortura que, no entanto, poderiam excepcionalmente ser produzidos por outra causa. A norma do CNJ orienta também os magistrados a atentarem para a necessidade de constar dos autos do inquérito policial ou do processo judicial, sempre que possível, outros elementos de prova relevantes para a apuração dos fatos, como, por exemplo: fotografias e filmagens do agredido; aposição das digitais da vítima no auto de exame de corpo de delito respectivo, a fim de evitar fraudes na identificação; requisição de apresentação da vítima perante o juiz plantonista ou responsável por receber, eventualmente, a denúncia/representação ofertada pelo Ministério Público. Outros procedimentos que devem ser adotados nesses casos, segundo a recomendação, são os seguintes: obtenção da listagem geral dos presos ou internos do estabelecimento; listagem dos presos, pacientes judiciários ou adolescentes autorizados a fazer cursos ou outras atividades fora da unidade, a fim de que sejam submetidos, o mais rapidamente possível, a auto de exame de corpo de delito; requisição de cópia do livro da enfermaria do presídio, cadeia pública, hospital de custódia e tratamento psiquiátrico ou unidade de internação contendo o nome dos internos atendidos na data do possível delito; submissão dos próprios funcionários da unidade a exame de corpo de delito, em especial aqueles apontados como eventuais autores do crime de tortura e oitiva em juízo de diretores ou responsáveis pelo estabelecimento. O CNJ orienta ainda que os delegados de polícia responsáveis pela condução de inquéritos, juízes plantonistas ou os responsáveis pela condução de processos a filmarem os depoimentos dos presos, pacientes judiciários ou adolescentes, nos casos de denúncia ou suspeita da ocorrência de tortura.
Sete procuradores na disputa por vaga no Conselho Superior do MPES
Sete procuradores de Justiça vão participar das eleições para as vagas no Conselho Superior do Ministério Público Estadual (MPES). Nesta segunda-feira (7), a comissão eleitoral da instituição informou o deferimento da inscrição de todos os candidatos interessados. O grupo vai disputar as cinco vagas destinadas aos membros eleitos, enquanto as outras duas cadeiras no colegiado são reservadas a membros natos – procurador-geral de Justiça e o corregedor-geral do MPES. A votação está marcada para o próximo dia 09 de maio, na sede da instituição. Assim como ocorreu nas últimas eleições internas, a comissão eleitoral informou que será utilizada uma urna eletrônica. Todos os promotores e procuradores da ativa têm direito a voto. A votação é secreta e plurinominal (mais de um nome pode ser escolhido). Os candidatos serão identificados por números, baseado no critério de antiguidade. O comparecimento dos membros ativos é obrigatório sob pena de perda do dia de vencimento em razão da falta não-justificada. Dos sete participantes no pleito, três procuradores buscam a reeleição para o Conselho (Célia Lucia Vaz de Araújo, número 10; Domingos Ramos Ferreira, 12; e Eliezer Siqueira de Souza, 13). Também vão participar das eleições, os procuradores Antonio Carlos Amâncio Pereira (11), Elda Márcia Moraes Spedo (14), Maria Auxiliadora Freire Machado (15), José Cláudio Rodrigues Pimenta (16) e Josemar Moreira (17). O Conselho Superior do MPES tem como competência prioritária orientar, disciplinar, fiscalizar, promover a execução dos princípios e das funções institucionais, além de controlar e avaliar os resultados obtidos. Também compete ao colegiado determinar o quadro de antiguidade e processos de promoção, remoção, afastamento e vitaliciamento de membros, assim como deliberar sobre normas e homologar o resultado de concursos públicos na instituição.
Governo cria 742 vagas em contratação temporária para o Iases
O governo do Estado publicou, nesta segunda-feira (7), no Diário Oficial, a lei complementar 772/14, que cria 742 vagas temporárias na estrutura do Instituto de Atendimento Socioeducativo (Iases). Essas vagas não têm caráter efetivo, sendo o contrato de 12 meses podendo ser prorrogado por mais 12. Dentre as 742 vagas criadas estão 30 de analista de suporte socioeducativo distribuídas nas áreas de administração, contabilidade, direito e economia e jornalismo; uma de nutricionista socioeducativo; 21 de pedagogo; 29 de psicólogo; 28 de assistente social; 37 de assistente de suporte; e 578 de agente socioeducativo. A expectativa era que no primeiro semestre de 2014 fosse realizado um concurso para provimento de 500 vagas efetivas na autarquia, mas, em vez disso, foram criadas as vagas temporárias. O ex-diretor-presidente do Iases, Lindomar José Gomes, em dezembro de 2013, garantiu que no primeiro semestre de 2014 o governo vai realizaria concurso para 500 vagas entre agentes e técnicos. De acordo com o diretor do Sindicato dos Servidores Públicos do Estado, Haylson de Oliveira, a entidade critica este tipo de contratação – principalmente no período eleitoral – por ela ser frágil e precarizada. Ele acrescenta que o sindicato se utiliza de todos os remédios jurídicos para evitar este tipo de contratação, mas o governo insiste na contratação temporária. Haylson salienta que não adianta recorrer ao Ministério Público Estadual (MPES) para que não haja a contratação temporária, já que, quando os processos correm, culminam em assinatura de Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), que não colocam fim a este tipo de contratação.
Aliança PSB-Rede vai ter de driblar neutralidade de Casagrande
A união entre o PSB, do presidenciável Eduardo Campos (PSB), e o Rede Sustentabilidade, da ex-senadora Marina Silva, segue indefinida em metade dos estados sobre as disputas locais, como aponta reportagem do jornal Valor Econômico desta segunda-feira (7). No Espírito Santo, porém, o problema é outro. O grupo já definiu o apoio à reeleição do governador Renato Casagrande, mas ainda não está claro como será feita a campanha presidencial no Estado. Isso porque, o governador Renato Casagrande, em nome da manutenção da parceria com o PT, tem se comprometido com uma postura de neutralidade em relação à disputa presidencial. Os apoiadores de Marina Silva – que tem retrospecto de vitória na Capital e em Vila Velha, em 2010 – procuraram aderir ao projeto do PSB, mas no início das conversas tiveram dificuldade de aceitação dentro do ninho da pomba, já que os dirigentes socialistas comandavam as articulações para a candidatura de Campos/Marina no Estado. Com a proximidade do processo eleitoral, a pressão do presidenciável sobre o governador capixaba deve crescer para que ele se posicione a favor da candidatura presidencial. Com Eduardo em terceiro na corrida eleitoral e com a densidade maior de Marina Silva, os apoiadores da Rede podem também pressionar o governador a se definir. Casagrande é a maior liderança política do PSB não só no Estado, mas também tem um papel de destaque dentro do partido em nível nacional, fazendo parte da cúpula socialista. Além disso, ele é o único governador do partido fora do Nordeste. Embora os socialistas no Estado não pressionem o governador a se posicionar, não só a Executiva Nacional do PSB, mas também da Rede devem cobrar o comprometimento do governador com a campanha do presidenciável de seu partido.
Ministério Público arquiva pedido de investigação contra prefeito de Itapemirim
O Ministério Público Estadual (MPES) arquivou o pedido de investigação contra o prefeito de Itapemirim (região litoral sul), Luciano de Paiva Alves, o Doutor Luciano (PSB). O socialista havia sido denunciado por ex-servidores municipais pela suposta prática de crimes na administração, como apropriação indébita. Nesta segunda-feira (7), o procurador de Justiça especial, Fernando Zardini Antônio, responsável pela análise da denúncia, anunciou que não vislumbrou a existência de “indícios mínimos” das irregularidades. No aviso publicado no Diário Oficial do Estado, Zardini ressaltou que as denúncias (processo MP nº 46364/2013) contra o prefeito seriam uma forma de retaliação por parte de ex-servidores municipais. No texto, o procurador indica que a representação “espelha mera insatisfação do representante [que não teve o nome divulgado] com valores recebidos a título de verbas rescisórias quando de sua exoneração dos quadros municipais, interesse claramente particular, que não é passível de tutela do Ministério Público”. Ele não descartou a abertura de novas investigações no futuro, caso surjam fatos novos. Na denúncia, Doutor Luciano foi acusado dos crimes de apropriação indébita e falsidade ideológica. As acusações fazem menção a um suposto esquema de corrupção no município. Desde o final do ano passado, o prefeito de Itapemirim está sendo alvo de uma série de denúncias, que inclusive motivaram a abertura de uma comissão processante na Câmara de Vereadores – que não teriam relação com o pedido de investigação arquivado. Entre as supostas irregularidades aparecem casos de direcionamento de licitações públicas, venda de cartas convites e até o superfaturamento de shows realizados no município. O prefeito de Itapemirim nega todas as acusações e afirma que sofre perseguição política, até mesmo por antigos aliados. A comissão processante ainda não concluiu os seus trabalhos. A crise política no município rendeu até mesmo o envio de uma carta assinada por um grupo de vereadores ao governador Renato Casagrande, com relatos das suspeitas de corrupção. No início de fevereiro, o Ministério Público Especial de Contas (MPC) protocolou uma representação contra o Doutor Luciano pela utilização de verbas públicas para suposta publicidade pessoal, com a veiculação de um caderno especial do município em jornal de grande circulação.
Campanha denuncia manobra da Vale e ThyssenKrupp para licenciar CSA
Quatro anos após sua inauguração, a Companhia Siderúrgica do Atlântico (CSA), que tem participação acionária da Vale e da alemã ThyssenKrupp, continua envolvida em episódios de manobras, violações aos direitos humanos e crimes ambientais no bairro de Santa Cruz, zona oeste do Rio de Janeiro. Carta divulgada nessa sexta-feira (4) pelas comunidades atingidas pelo empreendimento, que integram a “Campanha Pare TKCSA”, denuncia que desde junho de 2010 a siderúrgica funciona sem licença de operação (LO). Na tentativa de mais uma vez obter o documento, é acusada de protagonizar novas manobras nos órgãos públicos, mesmo sem se adequar às normas ambientais brasileiras. O documento aponta que as empresas parceiras no projeto encomendaram uma auditoria privada para subsidiar o novo pedido de licenciamento, mas o próprio trabalho constatou que a siderúrgica não se adequou sequer aos acordos firmados com a Secretaria de Ambiente do Rio de Janeiro, no Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) de março de 2012. Este permitiu que a siderúrgica ganhasse mais dois anos de prazo para obtenção da licença, após sua licença de instalação (LI) ter sido renovada até o limite máximo de seis anos – o empreendimento foi implantado em 2006. O novo prazo vence nesta quinta-feira (10). Para garantir a manutenção de seu funcionamento, o documento afirma que as empresas realizaram uma audiência pública “às escondidas” no último dia 27, para “ludibriar a sociedade e os cofres públicos, colocando em risco a saúde de cidadãos, a fauna e a flora da Baía de Sepetiba”. A plateia do encontro era formada por funcionários uniformizados e pessoas contratadas pela TKCSA em quase sua totalidade que, segundo as comunidades impactadas, “assediavam de forma agressiva quem buscava expressar dúvidas quanto à legalidade e aos riscos ambientais, econômicos e sociais que a instalação da siderúrgica causou em seu entorno e ao Rio de Janeiro como um todo”. Além disso, alertam que o material publicitário distribuído e apresentado nos telões apresentava uma série de afirmações falsas, envolvendo instituições públicas como a Fiocruz, Fundacentro e a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), sem a devida autorização. As comunidades e entidades envolvidas na Campanha apontam que o empreendimento da Vale – 27% das ações – e alemã ThyssenKrupp já recebeu mais de R$ 5 bilhões em recursos públicos, por meio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Desde sua instalação, a siderúrgica já foi embargada pelo Ministério do Trabalho, multada por órgãos ambientais após pressão da sociedade e alvo de dois processos criminais movidos pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), por sucessivos prejuízos sociais ambientais, econômicos e de saúde pública. Entre os poluentes emitidos pela siderúrgica estão o benzeno, causador de problemas neurológicos, anemia, leucopenia (insuficiência de glóbulos brancos) e trombocitopenia (insuficiência de plaquetas). A emissão de poluentes provoca uma constante “chuva de prata”, poeira de material particulado que causa doenças dermatológicas e respiratórias. As vítimas mais vulneráveis são as crianças e idosos. O modelo da CSA é o mesmo projetado pela poluidora Vale em Ubu, Anchieta, no sul do Estado. A Companhia Siderúrgica de Ubu (CSU) deveria entrar em operação este ano, mas a mineradora ainda não arrumou um sócio para o empreendimento. Depois de anunciar desistência do projeto, a Vale voltou a afirmar que a CSU permanece na carteira de investimentos previstos para o Espírito Santo.
TJES antecipa retorno de processos em Vara de Falências da Capital
O presidente do Tribunal de Justiça do Estado (TJES), desembargador Sérgio Bizzotto, anunciou nesta segunda-feira (7) a antecipação do fim da suspensão dos prazos processuais na Vara de Recuperação Empresarial e Falência de Vitória. As ações devem voltar a tramitar normalmente a partir dessa quinta-feira (10). A unidade foi a primeira a abrir mão dos processos eletrônicos após os problemas com o sistema e-JUD2. Desde fevereiro, a contagem dos prazos e a realização de audiências estavam paralisadas devido à migração dos processos para a tramitação em meio físico (papel). De acordo com o Ato Normativo nº 061/2014, publicado no Diário da Justiça, o pedido de antecipação foi feito pelo juízo da Vara com o objetivo de minimizar o impacto no trâmite dos feitos. A vara é a única do Estado que atua em casos de falência e recuperação judicial de empresas. Durante o período de suspensão, foram mantidos os atos considerados como necessários ao bom andamento dos processos. No entanto, a designação de audiências e a prolação de sentenças estavam paralisadas. A Vara de Falências da Capital havia sido uma das escolhidas pela administração passada do TJES para receber o e-JUD2. A ideia é de que todos os casos passem a tramitar de forma exclusivamente eletrônica, sem uso de papel. No entanto, os problemas com o sistema repercutiram na unidade, que vai passar a adotar o sistema antigo (e-JUD1). A previsão era de que os trabalhos de migração fossem concluídos até o final deste mês, mas o retorno da tramitação dos casos indica uma volta à normalidade na vara. O sistema e-JUD2 foi criado e começou a ser implantado na gestão do desembargador Pedro Valls Feu Rosa no início do ano passado. Desde o início da migração para o modelo de processo eletrônico, existem relatos de falhas técnicas na operação do sistema. Em janeiro deste ano, Sérgio Bizzotto determinou a suspensão da implantação após queixas de magistrados, servidores e advogados. Na ocasião, o atual presidente da corte decidiu pela realização de estudos para uma possível mudança de sistema. No último dia 19, o tribunal anunciou formalmente a substituição do e-JUD2 pelo sistema de Processo Judicial Eletrônico (PJe), desenvolvido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O modelo foi recomendado pelo órgão de controle para ser adotado em todos os TJs do País. Uma das críticas ao antigo sistema do TJES foi a falta de compatibilidade do PJe. O tribunal tem cerca de 90 dias para apresentar o cronograma de implantação do novo sistema.
Tucanos se aproximam do palanque de Paulo Hartung
Na noite desta segunda-feira (7), a Executiva do PSDB capixaba se reúne para que o presidente do partido no Estado, deputado federal Cesar Colnago, dê ciência aos companheiros sobre o programa do partido. O partido chegou a hesitar em veicular o programa, que pesa a mão sobre o governo Renato Casagrande, deve mesmo avançar na estratégia. A definição sobre o programa vai ao encontro das entrevistas concedidas pelo ex-prefeito de Vitória, Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB), nesse fim de semana, indicando uma aproximação do ninho tucano com o palanque, ainda não confirmado, do ex-governador Paulo Hartung. A movimentação do partido aponta para uma estratégia em garantir ao ex-prefeito a candidatura ao Senado pelo palanque de Hartung, o que afastaria o PT da composição. Embora a manobra para que o ex-governador dispute o Palácio Anchieta tenha partido do ex-presidente Lula, para garantir o palanque da presidente Dilma no Estado, depois de tomar corpo, a possível candidatura do peemedebista parece verter para outro caminho. Em vez de Dilma, Hartung se aproxima cada vez mais do antigo amigo, o presidenciável Aécio Neves, por meio dos aliados tucanos no Estado. A queda na popularidade de Dilma, como deixa transparecer Luiz Paulo, colabora para essa movimentação. Pela deliberação das Executivas, tanto do PT quanto do PSDB não podem dividir os mesmos palanques nos Estados. Neste sentido, uma vez fechada a aliança com os tucanos, os petistas estarão fora da articulação com o ex-governador, sob pena de intervenção da nacional. Viés que o vice-presidente do PT capixaba, José Carlos Nunes, ainda não parece ter entendido. Ao considerar a possibilidade de o partido continuar caminhando com o ex-governador. Nos bastidores, a fala de Nunes reflete a opinião do dissidente da corrente lulista no Estado, Tarciso Vargas, aliado do ex-governador. O PT vai discutir a nova conjuntura, mas a aproximação de Hartung com os tucanos os afasta do ex-governador e reforça a permanência do partido no palanque palaciano. Por isso, a tendência de enfrentamento de Luiz Paulo e o também ex-prefeito de Vitória João Coser na disputa ao Senado é crescente no cenário que se constrói. Também fica cada vez mais evidente a ideia de que a deputada federal Rose de Freitas, embora tenha assinado o livro de candidatura ao Senado pelo PMDB, não deve conseguir se consolidar devido ao jogo de alianças em torno da possível candidatura de Hartung ao governo.
Depois de ser oficiada, prefeitura da Serra promete pagar professores DTs até quinta-feira
Os professores que foram contratados em regime de designação temporária (DT) neste ano pela Prefeitura da Serra ainda não receberam salário. O pagamento dos professores deve ser feito até esta quinta-feira (10), depois que o Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sindiupes) oficiou a Secretaria de Educação de Serra. O sindicato decidiu pressionar a prefeitura depois de receber inúmeras reclamações e denúncias de professores. De acordo com o diretor do Sindiupes, Gean Carlos Nunes de Jesus, no entanto, nem todos os professores com salários atrasados receberão pagamento nesta quinta-feira, já que alguns professores que foram contratados em fevereiro sequer tiveram os contratos digitados. O sindicalista disse que vai até a Secretaria novamente nesta terça-feira (8) pleitear celeridade no pagamento de todos os professores contratados em 2014. Remuneração O magistério da Serra chegou a deflagrar greve em 17 de março deste ano, buscando reajuste na remuneração. Depois de paralisarem as atividades por dois dias, os professores suspenderam a paralisação no dia 19 do mesmo mês, após aprovar reajuste de 6% concedido pela administração e ser pago na folha de março. O estado de greve, no entanto, foi mantido por causa do calendário de lutas da categoria. A contratação temporária na Educação da Serra também foi alvo de denúncias em 2014. O município realizou concurso para provimento efetivo de vagas, mas nem todos os aprovados foram nomeados. Ainda assim, professores DTs foram chamados para ingressarem na rede municipal neste ano – os mesmos que ainda não receberam os salários.