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Século Diário

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Desgaste de prefeitos pode prejudicar palanque palaciano

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O governador Renato Casagrande investe em uma estratégia de fortalecimento de sua imagem no interior do Estado, com investimentos nos municípios e socorro às cidades atingidas pelas chuvas do final de 2013. Isso lhe trouxe uma legitimação como liderança política do processo eleitoral deste ano e atraiu para seu palanque a maioria dos partidos.    Um problema, porém, surge no horizonte. Casagrande buscou o fortalecimento dos prefeitos aventando a possibilidade de uma contrapartida na eleição, com os atores municipais agindo como indutores de votos para sua campanha à reeleição. Mas terão os prefeitos condições de retribuir esse investimento?   No interior as cidades de maior porte estão com problemas em suas gestões. Em Colatina e Cachoeiro de Itapemirim, os prefeitos Leonardo Deptulski e Carlos Casteglione, ambos do PT, estão em segundo mandato e o capital político dos prefeitos está capenga. Em Linhares, o pedetista Nozinho Correia decepcionou, e em São Mateus, Amadeu Boroto (PSB) também não é exatamente uma unanimidade. Como o PT alinhava uma costura com o PMDB de Paulo Hartung, Cachoeiro e Colatina também devem estar em outro palanque, assim como Nozinho, porque o PDT também está na composição ao lado de PMDB e PT.   É claro que o voto do interior conta e muito para a eleição, mas sozinho não resolve. Tirando as cidades-polo, nos demais municípios o eleitorado é pequeno. Aliás, metade dos municípios do Estado tem menos de 20 mil habitantes, o que os torna dependentes do governo do Estado e com pouca densidade eleitoral.    Com o foco no interior, o governador Renato Casagrande conta com seus aliados na Grande Vitória, onde está concentrado 60% do eleitorado capixaba. Mas para isso precisará que seus aliados estejam fortes e isso está além de seu controle. O prefeito da Serra, Audifax Barcelos, do PSB, do governador Casagrande, tem acumulado desgastes desde que assumiu a prefeitura.    Para o governador, ter um prefeito de seu partido enfraquecido não é bom, ainda mais quando o prefeito comanda o maior colégio eleitoral do Estado. Além disso, o ex-prefeito Sérgio Vidigal (PDT) está na cola de Audifax e, segundo interlocutores, se entendendo muito bem com o ex-governador Paulo Hartung,    O prefeito de Cariacica, Geraldo Luzia, o Juninho (PPS), também é bem próximo do PMDB, que por sua vez oscila entre o palanque da unanimidade e a possibilidade de defender sua própria candidatura. Já o prefeito de Vila Velha, Rodney Miranda (DEM), é uma incógnita. Tem o DNA de Hartung e quer se aproximar de Casagrande.    Independentemente de seu real propósito, o prefeito também não está no topo. Os reflexos de sua viagem para o exterior em meio às chuvas do final do ano conseguiram deixar sua imagem bem desgastada, por isso mesmo, deu uma sumida nos últimos dias. Tê-lo no palanque pode não ser exatamente a melhor opção de apoio.    Casagrande tem Luciano Rezende (PPS), que apesar do nível alto de exigência da população da Capital, como lembrou seu líder do governo na Câmara Municipal, Namy Chequer (PCdoB), em entrevista a este Século Diário, tem avaliação positiva. Este é o principal aliado entre os prefeitos, mas não se testou sua capacidade de transferência de votos.    Em um cenário em que Casagrande teria um palanque de unanimidade, esses detalhes podem não ser tão importantes, mas no caso de enfrentar um palanque do PMDB puxado pelo ex-governador Paulo Hartung, são esses detalhes que farão a diferença. 

22/03/2014 / 0 Comments
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???A pior coisa será conviver com o ressentimento de vereador???

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Rogério Medeiros e Renata Oliveira Fotos: Gustavo Louzada   Com cinco mandatos na Câmara de Vitória, o vereador Namy Chequer (PCdoB) é um dos poucos que não vai disputar a eleição este ano. Líder do governo Luciano Rezende (PPS) no legislativo, entende como desejo da cidade que ele cumpra o mandato na Capital.    Fora do pleito, mas não do processo de discussão, Namy observa os movimentos dos colegas e faz um panorama da disputa na Capital. Nesta entrevista a Século Diário, explica os motivos pelos quais os colegas vão disputar a eleição, quais as chances dos vereadores e as dificuldades para vencer a “maldição” de a Câmara não eleger deputados estaduais.    O vereador também aponta os caminhos para a disputa eleitoral no município em 2016 e fala dos principais atores envolvidos nesta disputa futura, além da importância do envolvimento desses atores na eleição deste ano, para se colocarem estrategicamente no embate futuro.   Século Diário – Namy Chequer vai disputar a eleição para deputado estadual ou vai continuar como vereador? Aliás, o vereador nunca foi muito feliz de disputar estadual, não é?   Namy Chequer – Eu tive duas suplências. Sou suplente do Dary Pagung (PRP). Se ele fosse para o Tribunal de Contas, eu assumiria. Mas ele não foi, foi o Sérgio Borges (PMDB). E fui suplente de Geraldinho da Auto-Escola. Tenho que cumprir meu mandato de vereador. É o quinto mandato e acho que tenho que cumprir porque a cidade me quer vereador, simplesmente isso.    – E o PCdoB?   – O partido está montando uma chapa completa, própria. Vai ser uma experiência nova. É claro que isso não é uma questão fechada, porque depende da vontade dos pré-candidatos de confirmar suas candidaturas. Mas essa é a ideia.    – E está construindo coligação com quem?   – Pois é, tem chapa própria. Se houver coligação, será com um partido pequeno também, só para completar os 45 candidatos. Você coligado lança um número maior de candidatos. O PCdoB vai participar da batalha eleitoral. Nós já temos a nossa definição pela presidente Dilma Rousseff, candidata à reeleição. Certamente, aqui, vamos marchar com o governador Renato Casagrande. Fazemos parte do governo e ele está se comprometendo com uma certa neutralidade em seu palanque para que os aliados, que não são os mesmos no plano federal, fiquem à vontade no palanque. Ele é a bola da vez para a reeleição, faz um governo que lhe dá crédito de disputar a reeleição. Tem possibilidade eleitoral e há uma tendência natural de as forças políticas caminharem para a reeleição dele, sobretudo, porque não aparece alternativa segura e com uma proposta diferente da dele.    – Mas Ricardo Ferraço pode ser candidato, Paulo Hartung pode ser candidato, os dois pelo PMDB…   – Mas da mesma maneira que se nota um certo distanciamento de Casagrande do governo Dilma, nota-se também…não é por aí que Ricardo Ferraço se credencia como candidato, porque o que mais se fala é que ele não é mais próximo de Dilma e Lula do que Casagrande.   – Muito pelo contrário, ele é tido como crítico ao governo Dilma.    – Sendo ele do PMDB e sido eleito na base de Dilma, as forças ligadas a Dilma e Lula se ressentem do protagonismo dele contra o governo federal. E um bom governo, diga-se de passagem.    – Agora, na Câmara de Vitória, Namy, Marcelão (PT), Davi Esmael (PSB) e Zezito Maio (PMDB) não vão disputar a eleição. Todos os outros vão. É isso?   – Temos que analisar a Câmara. Praticamente todos os vereadores são dirigentes partidários. Esses dirigentes e vereadores estão completamente envolvidos no processo eleitoral de 2014. Então, fica irrecusável para eles se envolverem e participarem como candidatos. É o caso de Devanir Ferreira (PRP), Rogerinho Pinheiro (PHS), Wanderson Marinho (PPS), Fabrício Gandini (PPS). Luiz Emanuel [Zouain], até outro dia, era o presidente municipal do PSDB. Tem o Serjão (PSB) também. Eles são todos vereadores, vêm fazendo um bom mandato, até porque a Câmara de Vitória vem tendo uma avaliação positiva para a comunidade. Não têm nada a perder, porque voltam para o mandato se perderem a eleição. São dirigentes partidários, então estão envolvidos na montagem de chapa, nas conversas sobre coligações. São levados pelo processo a também apresentarem candidatura.    – Mas o retrospecto da Câmara não é tão positivo do ponto de vista eleitoral. Nas últimas eleições, não tem conseguido eleger seus vereadores para a Assembleia…   – Existe essa maldição de que é a coisa mais difícil do mundo sair um deputado estadual da Câmara. E é verdade. Vitória é uma cidade cosmopolita. Aqui temos um terço dos habitantes que nasceu aqui, um terço dos habitantes que mora aqui, mas é do interior do Espírito Santo, e mais um terço que é de fora do Espírito Santo. Então, uma cidade com essas características é um pouco diferente. Ela é Capital. E aí não é fácil. Esse terço, que é do interior, vota com os candidatos daqui? E quem é de fora do Estado vota em candidato daqui? Esse fenômeno tem de ser estudado, mas que existe essa maldição, existe. Tem o caso de Jair de Oliveira, que se elegeu deputado federal.   – Jurandy Loureiro também se elegeu para federal…   – Daí as chances de Gandini.    – Aliás, o vereador está apoiando Gandini, não é?   – O PCdoB está estudando a possibilidade de lançar um federal também, para divulgar as questões nacionais, as bandeiras nacionais do partido. Mas é claro que eu, sendo eleitor de Vitória, o Gandini está contando com a minha ajuda e com a dos vereadores que são candidatos a deputado estadual. Aliás, vereador que quiser fazer um agrado político ao prefeito é só dizer que é candidato a deputado estadual e que vai fazer dobradinha com Gandini para deputado federal. Prefeito fica feliz.    – Mas tem um vereador que se bobear vira deputado, que é o Luisinho [Pros]…   – Todos têm chances. O Luisinho

22/03/2014 / 0 Comments
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Vitória por WO

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Eder Pontes deve ter posto a champanhe pra gelar ainda em janeiro, quando já sabia que seria candidato único a procurador-geral de Justiça do Ministério Público do Espírito Santo (MPES). No final da tarde desta sexta-feira (21), após o anúncio do resultado da “eleição”, Pontes comemorou a vitória, que já era mais que certa.    Vencer, venceu, mas por WO. O que torna a vitória um tanto sem graça. Dos 313 procuradores e promotores aptos a votar, 277 foram às urnas. Eder Pontes foi reconduzido à chefia do MPES para o biênio 2014/2016 por 207 membros, ou seja, 75% dos votantes. O que soa estranho é que 70 eleitores votaram em branco ou nulo.    Por dedução lógica, se interpreta que 70 pessoas, ou 25% dos votantes, não queriam que Eder continuasse à frente do MPES. Mais estranho ainda é pensar que desses 70 que desaprovam Eder, nenhum teve a coragem de colocar o nome na disputa para representar os insatisfeitos. Sem contar que dos 313 membros, outros 36, por algum motivo, não votaram. Sendo assim, o número dos que reprovam a gestão do atual chefe do MP poderia ser ainda maior.    É perturbador saber que o órgão que tem, ou deveria ter, o papel de procurador da sociedade civil na fiscalização de seus direitos, abre mão da prerrogativa de promover o debate de ideias, de opiniões. Em outras palavras, abre mão de exercer a democracia.    Se houvesse o debate, além da sociedade, a instituição e os membros do MPES sairiam ganhando. Apesar do seu favoritismo, mesmo Pontes sairia ganhando, porque sua vitória seria legitimada por um processo eleitoral democrático.   O champanhe da comemoração teria verdadeiramente o sabor da vitória, não o gosto insosso de quem venceu sem precisar jogar. 

21/03/2014 / 0 Comments
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Um só caminho

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  Diante da encruzilhada criada para o governador Renato Casagrande com a fórmula do ex-presidente Lula de unir na mesma chapa Paulo Hartung (PMDB), João Coser (PT) e Sérgio Vidigal (PDT), só restará uma saída para a candidatura à reeleição do socialista: admitir que tem um adversário e partir para o confronto com o ex-governador. Exatamente tudo que Casagrande evitou até agora, em nome da manutenção do projeto da unanimidade, que não cabe mais no Espírito Santo. A essa altura do campeonato, não importam mais as alianças que o governador conseguirá fazer para contra-atacar, mas sim esse enfrentamento, já tão adiado. Munição Casagrande tem de sobra, o que falta é disposição de mirar e disparar contra o alvo. Agora se o governador, ainda assim, continuar insistindo em assumir as contas da gestão passada, que são altíssimas, certamente será jantado. A mesa está posta e ele é o prato principal. Ou o governador vai…ou racha!   Segue… Ah, mas tem o senador Magno Malta (PR). Tem. O republicano, porém, construiu seu discurso como palanque de oposição à unanimidade. Sem a unanimidade, perde-se o sentido.    Nem um nem outro Além do mais, Magno faz críticas generalizadas, que atingem tanto Hartung, seu antigo desafeto, como Casagrande. Nos últimos tempos, aliás, tem atacado constantemente a área de segurança da gestão socialista. Como harmonizar esse casamento?   Tem mais Do outro lado está também o aliado e amigo de Magno, o ex-prefeito da Serra Sérgio Vidigal (PDT). Não tem como disparar contra ele.   Dobradinha Casagrande e o prefeito de Vitória, Luciano Rezende (PPS), aparecerão juntos em solenidade neste sábado (22), na Capital. Vão realizar a entrega de 100 câmeras de videomonitoramento. Aliados por enquanto até debaixo d’água, dobradinha deve se repetir por muitas e muitas vezes até a disputa deste ano.    Próxima parada Os militantes da aliança PSB-Rede-PPS se reúnem em outro seminário neste sábado (22), desta vez em Salvador (BA), para debater as diretrizes de seu programa de governo. Assim como no encontro passado, no Rio de Janeiro, os capixabas devem marcar presença. O trio Eduardo Campos, Marina Silva e Roberto Freires são presenças obrigatórias.   Festival O suplente de vereador em Vitória Luiz Paulo Amorim (PSB) também aderiu à temporada de prestações de contas. Fará uma de seu mandato neste domingo (23), às 8h30, em Itararé. Pretensões eleitorais?   Não cabe Se os ônibus já não acomodam bem nem os passageiros, imagine o cenário caso o prefeito Luciano Rezende resolva sancionar o projeto de lei do vereador Luiz Emanuel Zouain (PSB) que foi aprovado na Câmara, permitindo o transporte de cães e gatos nas linhas municipais? Nos horários de pico, então….   Não cabe II São permitidos animais de até 10 quilos, transportados em caixas, e os donos ainda terão que apresentar ao motorista carteira de vacinação do animal em dia. Quer dizer, o motorista ainda vai ter que dar aquela paradinha de minutos para conferir o documento. Nada contra os animais, mas…   Contraditório Assim como o Bloco Surpresa, a Descida Ecológica do Rio Jucu também mudou. A edição deste ano, que será realizada neste domingo (23), conta com patrocinadores que em nada contribuem para a preservação dos recursos hídricos, muito pelo contrário. Veja: Porto de Vitória/Codesa, Vale e a Central de Tratamento de Resíduos de Vila Velha Ltda. (CTRVV).   140 toques “Bombeiros e policiais esperam ansiosos pela visita da @dilmabr ao ES. Merece mais do que vaias, essa tratante. #pec300 #ForaDilma”. (Ex-deputado federal Capitão Assumção – PRB – no Twitter).   PENSAMENTO: “Não há como evitar a guerra; ela pode ser apenas adiada, para vantagem do adversário”. Nicolau Maquiavel

21/03/2014 / 0 Comments
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Em apuros

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Mesmo com um eleitorado pequeno, o Espírito Santo ganha uma importância muito grande nas articulações nacionais para a eleição deste ano por causa do acirramento da disputa que é prevista pelo PT nacional. Quem se beneficiou com isso foi o ex-governador Paulo Hartung (PMDB).    Até semana passada, Hartung conversava diariamente com o governador Renato Casagrande. Havia claros sinais de que estava disposto a manter o processo de unanimidade que ele mesmo criou em 2002. Este detalhe é importante, a movimentação não foi de Hartung e sim de Lula.    Quando menos se esperava, ele vai a Brasília, se reúne com Lula e participa uma estratégia eleitoral alternativa, tirando do palanque de Renato Casagrande o PT e o PDT. Não há como não avaliar a importância que o ex-presidente Lula dá às movimentações eleitorais no Espírito Santo. Ele mudou o jogo por aqui em 2010 e muda novamente o cenário em 2014.    Vem se preparando para uma disputa muito dura de Dilma Rousseff pela reeleição em que qualquer colégio passa a valer muito. Neste sentido, esvaziar o palanque do governador socialista Renato Casagrande é estratégico para o PT nacional, mesmo que o governador se comprometa com a neutralidade na disputa eleitoral.    Não dá para arriscar colocar Dilma em um palanque com uma identidade partidária tão grande do governador com o presidenciável do PSB, o governador Eduardo Campos. Ainda mais com Marina Silva, da Rede, principal apoiadora de Campos no cenário nacional e que venceu a eleição em Vitória e Vila Velha em 2010.    Se em 2010, os movimentos fechados em Brasília já tinham atingido mortalmente Ricardo Ferraço (PMDB), tirando-o da disputa ao governo, desta vez, o senador volta a ser alvo das manobras, já que, mais uma vez, está fora do jogo. A diferença é que em 2010 Ricardo foi “sacrificado” para dar lugar a Casagrande. Desta vez, a bala também acerta Casagrande.   Com uma crise no funcionalismo na iminência de explodir, uma pequena e barulhenta oposição na Assembleia, prefeituras em crise e secretariado fraco, Casagrande está em apuros. É verdade que ele conta ainda com sua imagem de homem do interior, tem a máquina na mão e 20 partidos em sua base. Mas, depois de ter queimado todos os seus cartuchos no processo de reconstrução do Estado, não tem muito mais a oferecer, ainda mais com a proibição de gastos e utilização da máquina em promoção de sua imagem, que a legislação eleitoral lhe proíbe a partir do próximo mês.    Cabe a Casagrande agora, tentar atrair Magno Malta (PR) para fortalecer seu palanque e ir para a disputa contra Paulo Hartung, reforçado como apoio de Brasília. Não será uma briga fácil, ainda mais se o cenário se polarizar.    Fragmentos:   1 – A deputada Iriny Lopes (PT) até tentou tirar Coser do encontro para fechar o acordo com PMDB e PDT, mas a esta altura todo mundo dentro do PT sabe que terá de caminhar com Hartung e Vidigal na eleição deste ano.    2 – Com a movimentação de Coser perde efeito o recurso da senadora Ana Rita contra o Encontro de Delegados do PT, no último sábado (15), já que nesta configuração, o presidente do partido está na posição de disputa ao Senado.    3 – Quanto aos prefeitos, é preciso destacar que o presidente da Associação dos Municípios do Estado (Amunes), Dalton Perim é aliado de Hartung. 

21/03/2014 / 0 Comments
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Novos tempos

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É triste que no Brasil atual, de acesso tão fácil à informação, onde o debate social avança a passos largos e quando fica cada vez mais evidente a necessidade de uma sociedade mais inclusiva e igualitária, ainda proliferem os pensamentos segregacionistas e preconceituosos. Atitudes violentas que ferem a diversidade humana e promovem o crime.   Esse desrespeito humano fica claro, quando na semana passada um leitor da coluna fez o seguinte comentário por ocasião da comemoração do dia municipal de luta contra a homofobia – “Gays aberração da natureza. abaixo qualquer lei a favor deles. ”  O referido leitor não me parece fundamentalista religioso ou mesmo fanático, mas é fruto da opressão de dogmas impostos a uma educação equivocada e recheada de estereótipos.   Um fruto rançoso e deturpado de um machismo, que coloca hoje o Espírito Santo no topo do ranking nacional de homicídios contra mulheres e onde mais se mata por motivos fúteis. A homofobia, por exemplo, assim como o racismo e o sexismo, tem suas raízes plantadas na religião, que se investe da divindade para dominar impor sua intolerância na política, nas famílias e nas escolas, criando sim, as verdadeiras aberrações como é o leitor já referido.   Uma nova era libertária se aproxima, somos aqui arautos desse novo tempo, lutamos para evitar o retrocesso e promover mais avanços no compromisso com uma sociedade cada vez mais equânime, verdadeiramente democrática e justa. Como sempre frisamos: com respeito aos direitos de cada um e, acima de tudo, com liberdade de expressão, que em hipótese alguma pode ser confundida com liberdade de opressão.   A tênue linha que separa o direito de um do direito de outro, é a sua capacidade de reagir, ou justamente o medo, que gera a acomodação e o armário escuros onde por muito tempo sufocamos nossa individualidade e sofremos o escárnio, quando fomos violentados e nossos direitos e deixados a deriva, sempre postos a caminho da marginalidade.   Como disse hoje, os tempos são outros! Chega de gaiolas e submissão, chega de argumentos pífios de uma religião sem moral que se marginaliza dia a dia. Chega de ficar calados ante comentários sem fundamentos de pessoas ignorantes, que se acham superiores por terem sucumbido à doutrina do ódio, e que se recusa a ver esses novos tempos, que se julgam “normais”, mas sofrem com um recalque enrustido. Essas pessoas não conseguem ser de fato quem são, e agridem quem, ao contrário, se libertou do cativeiro do estigma.   Vamos avante! Temos muito a fazer para construir essa nova sociedade. Nosso caminho é difícil, pois estamos às voltas com a falta de escrúpulos, com a falsidade, a calúnia e a demagogia. Porém, cada vez mais fortes, venceremos essas barreiras e veremos cair mais e mais muros de hipocrisia que tapam o sol da lucidez e da verdadeira moral.   Luiz Felipe Rocha da Palma (Phil Palma) é publicitário. Nas “horas vagas” (às quartas) comanda o programa “Praia do Phil” pela Rádio Universitária FM, onde defende os LGBTs e denuncia a homofobia. Fale com o autor: philpublicitario@gmail.com

21/03/2014 / 0 Comments
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Candidato único, Eder Pontes é reeleito procurador-geral do MPES com 75% dos votos

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O atual chefe do Ministério Público Estadual (MPES), o promotor de Justiça Eder Pontes da Silva, foi reeleito com quase 75% dos votos dos membros do órgão. Mesmo com a inédita candidatura única, o atual procurador-geral de Justiça ficou longe de uma esperada votação consagradora. Dos 313 membros aptos para votar, Eder Pontes obteve 207 dos 277 votos válidos – foram registrados 43 votos em branco e 23 votos nulos. No último pleito em 2012, o atual chefe da instituição havia recebido 152 votos, um avanço de pouco mais de 30% sobre a votação anterior. De acordo com informações do MPES, 36 membros não compareceram à votação. Apesar de o voto ser obrigatório, a Lei Orgânica do Ministério Público (Lei Complementar nº 95/1997) prevê o voto facultativo para os promotores ou procuradores de Justiça que estiveram licenciados, de férias ou em período de transferência. A legislação prevê a remessa da “lista tríplice”, mesmo com apenas um nome, ao governador Renato Casagrande em até 72 horas. O chefe do Poder Executivo tem o prazo de 15 dias para se posicionar, caso contrário, Eder Pontes será empossado automaticamente no cargo. Logo após a divulgação do resultado da eleição, o procurador-geral reeleito falou com os jornalistas. Eder Pontes destacou a continuidade das ações de sua administração durante o próximo biênio 2014/2016. Ele destacou ainda importância valorização dos servidores e membros, que acabou sendo uma das marcas de sua gestão. Tanto que os meios políticos e jurídicos atribuíram a política de repasses financeiros para os colegas como um dos motivos para a desistência das candidaturas em outros grupos internos. Eder Pontes voltou a repetir sobre a necessidade de fortalecimento das ações de combate ao crime organizado e o reforço nas ações para a devolução dos recursos públicos desviados em função da corrupção. O mesmo discurso já havia sido repetido após a última eleição, muito embora os dois anos de mandato tenham revelado uma tímida atuação finalística por parte do órgão ministerial. A posse do novo mandato do procurador-geral está marcada para o dia 5 de maio.

21/03/2014 / 0 Comments
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Tribunais vão ter que transferir servidores para a 1º instância, decide CNJ

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O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) vai determinar a transferência de verbas e servidores dos Tribunais de Justiça estaduais (TJs) para os juízos de 1º instância. A medida foi anunciada pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do órgão de controle, ministro Joaquim Barbosa, em reportagem do jornal Valor Econômico. Para o magistrado, a disparidade orçamentária e da força de trabalho dentro dos tribunais pode ser entendida como o terceiro “feudo” no Judiciário nacional. A publicação destacou um recente pronunciamento do ministro, onde defendeu “um novo olhar ao primeiro grau”, considerada a porta de entrada da Justiça e onde está localizada a maior quantidade de ações em tramitação. A previsão é de que, a partir de abril, o plenário do CNJ avalie um estudo recomendado pelo ministro com o objetivo de criar uma resolução para estabelecer critérios objetivos na distribuição de servidores entre os tribunais e os juízos de 1º instância. De acordo com o relator da proposta de resolução, conselheiro Rubens Curado, o número de servidores é inversamente proporcional ao número de ações em tramitação. “Onde há mais processos, há menos servidores; onde há menos processos, há mais servidores”, declarou ao Valor. Segundo ele, o trabalho revelou que, em média, os servidores de 1ª instância trabalham 30% a mais do que os colegas lotados nos tribunais. A diferença está relacionada ao número de processos baixados (resolvidos) em cada instância. Os dados do relatório Justiça em Números, divulgado pelo CNJ no final do ano passado com base na situação dos tribunais ao final de 2012, revelaram que o índice de produtividade foi maior na 1ª instância do que na 2ª. Na média geral do País, cada desembargador resolveu 1.193 processos no ano, enquanto os juízes baixaram 1.648 processos. No Espírito Santo, os números do levantamento foram contestados à época pelo tribunal, porém, eles seguem a tendência nacional – 855 casos resolvidos na 1ª instância contra 729 ações no TJES. De acordo com dados do levantamento, o tribunal capixaba registrou 841 servidores lotados na 2ª instância contra 2.642 servidores distribuídos pelas comarcas do Estado. Entretanto, o acervo de processos revela a disparidade no indicador de ações por cada servidor. Ao final de 2012, o estoque de processos em tramitação no tribunal era de 8.445 (pouco mais de 10 ações por cada servidor), enquanto na 1º instância era de 701.035 (265 ações por servidor). Essa disparidade na distribuição da força de trabalho nos tribunais foi comparada pelo conselheiro Rubens Curado com um hospital público “em que o setor de emergência, no térreo, tem cinco médicos para atender 100 pessoas, enquanto 50 médicos trabalham com 25 pacientes nos leitos dos andares de cima”, disse ao Valor. Segundo ele, a resolução vai resolver esse problema, já que o número de servidores será proporcional à quantidade de processos. Segundo o Valor, o texto vai estabelecer ainda que, quando a taxa de congestionamento da 1ª instância for 10% maior do que a da 2ª, o Tribunal de Justiça terá que providenciar a distribuição de servidores para os juízos, bem como a garantir de pelo menos um funcionário comissionada para cada juiz de piso. De acordo com os dados do relatório Justiça em Números, a taxa de congestionamento do TJES foi de 30,6% contra 74,5% dos juízos de 1º grau. A média de congestionamento no Judiciário estadual foi de 72,4%, índice que teve a participação do resultado dos juizados especiais (65%) e turmas recursais (90,5%).

21/03/2014 / 0 Comments
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Trabalhadores da Ufes e do Hucam param nesta segunda

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Os trabalhadores da Universidade Federal do Estado (Ufes) iniciam na segunda-feira (24) as paralisações da greve deflagrada na última segunda-feira (17). Nessa quinta-feira (20) os trabalhadores do campus de Goiabeiras definiram os serviços que funcionam durante a greve, e nesta sexta-feira (21) os servidores de Maruípe deliberaram sobre o funcionamento do Hospital Universitário Cassiano Antônio de Moraes (Hucam), o Hospital das Clínicas.    De acordo com a decisão da assembleia dos trabalhadores, realizada na sede do Sindicato dos Trabalhadores na Ufes (Sintufes), no campus de Goiabeiras, será afetada pela paralisação a Biblioteca Central e as setoriais; secretarias de departamento de cursos; Pró Reitoria de Graduação (Prograd); seções da Prefeitura Universitária; setor de capacitação de servidores (Divisão de Desenvolvimento de Pessoas); Centro de Educação Infantil Criarte (creche da Ufes); e o Restaurante Universitário (RU). O RU, no entanto, já ficaria fechado até o dia 31 de março, em função de manutenção local.    A orientação da assembleia é de que os órgãos similares aos setores afetados pela greve em Goiabeiras também tenham serviços reduzidos ou suspensos no Centro de Ciências Agrárias (CCA) – campus de Alegre, no Sul do Estado; e no Centro Universitário do Norte do Estado (Ceunes), em São Mateus, no norte.      Em relação ao Hucam, os setores de marcação de consultas e consultas ambulatoriais de clínica geral, pediatria geral, ginecologia entre outros procedimentos serão afetados pela paralisação dos trabalhadores técnico-administrativos em Educação.    Já os programas especiais não devem ser afetados. Com isso, vão funcionar os ambulatórios de doenças Infecto-parasitárias (Aids/carga viral – tuberculose); de Oftalmologia (retina, glaucoma e revisão); de Ginecologia Obstétrica (oncologia, alto risco, mastologia, colposcopia); Casa 3 (revisão cirúrgica e bariátrica); Casa 5 – Pneumologia (remédios supervisionados, internados, câncer pulmão); Casa 5 – Neurologia (esclerose múltipla, coreia e epilepsia); Casa 6 (pulsoterapia); e Dermatologia (hanseníase).    O laboratório vai atender aos programas especiais e aos internados. Além disso, no hospital, o setor de Radiologia (serviço de diagnóstico por imagem – para internados e pacientes dos programas especiais) e a Maternidade (obstetrícia, alto risco, oncologia) não serão afetados pela greve.    Por decisão da assembleia da categoria, o Comando Local de Greve de Goiabeiras será instalado em uma tenda que ficará localizada nas imediações da Reitoria. Já o Comando Local de Greve do Hucam ficará instalado em uma tenda no estacionamento próximo à guarita de entrada do hospital.    A previsão é de que as atividades de greve comecem por volta das 7 horas, no Comando de Greve do Hucam; e das 08 horas, em Goiabeiras, nesta segunda-feira. A orientação para os trabalhadores é de que eles se concentrem nas tendas do Comando de Greve de seu campus.    O Sintufes orienta a categoria a manter 30% dos serviços em todos os campi e no Hucam.

21/03/2014 / 0 Comments
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Jurong: reunião entre moradores e empreiteiras é adiada mais uma vez

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A reunião marcada para esta sexta-feira (21) entre os moradores da Barra do Riacho, em Aracruz, norte do Estado, e as empreiteiras contratadas pela Jurong foi mais uma adiada, devido à impossibilidade de comparecimento das empresas. A nova reunião será realizada na próxima terça-feira (25) e, se não houver acordo sobre as condições de trabalho exigidas pela comunidade nas obras do Estaleiro Jurong de Aracruz (EJA), os protestos serão retomados. Uma nova paralisação, que estava marcada para esta sexta-feira (21), após a reunião, foi cancelada. Os moradores exigem que as empreiteiras cumpram com o previsto no licenciamento da obra: contratação mínima de 80% de mão de obra local para o desenvolvimento e funcionamento do projeto. A principal reivindicação é para que as empresas façam o devido aproveitamento da mão de obra diretamente impactada pelo estaleiro, a maior prejudicada com os problemas sociais e ambientais acarretados pela instalação do empreendimento. Os moradores da região da Barra do Riacho fizeram um protesto na última semana, quando fecharam a pista da rodovia ES 010, no trecho entre Barra do Sahy e Barra do Riacho, na altura do quilômetro 60, impedindo o acesso às obras do estaleiro. A Jurong enviou aos manifestantes um comunicado por escrito no qual propunha uma reunião no outro dia, quando os representantes da Jurong afirmaram interferência do governo do Estado nas contratações, por meio do programa Emprego Certo. Na reunião realizada com as empreiteiras na última terça-feira (18), como retratou Herval Nogueira Junior, presidente da Associação dos Amigos da Barra do Riacho, apenas as empreiteiras que realmente contratam a mão de obra local estiveram presentes. Para Herval, a Jurong age com falta de respeito e irresponsabilidade em relação às comunidades mais atingidas pelo empreendimento. Ele destaca que os moradores do distrito não rechaçam o emprego de trabalhadores de outras regiões, mas a comunidade de Barra do Riacho já sofre os impactos ambientais e sociais diretos da construção do estaleiro e os empregos deveriam se destinar justamente aos mais atingidos pela chegada do empreendimento. Além disso, os moradores querem ser empregados nas áreas para a qual possuem qualificação. Desde 2010, a região da Barra do Riacho recebe trabalhadores de diversas partes do País, atraídos pelas promessas de emprego oferecidas pela Jurong e pela Petrobras na região. Os que não foram contratados pela Petrobras, ficaram no município, como uma população flutuante, aguardando os serviços da Jurong. Enquanto isso, os trabalhadores locais não são absorvidos, o que gera um grande problema social. Mesmo os contratados, são utilizados somente na fase de obras. As populações tradicionais e os moradores que viram o avanço da construção do estaleiro já notam o aumento da criminalidade, a superlotação do sistema de saúde e de educação, e uma série de outros problemas sociais na região. Herval destaca que, embora a população da Barra do Riacho seja a maior atingida pelo estaleiro, todos os recursos que a empresa leva ao município são empregados nas estruturas da sede de Aracruz, que fica a 26 quilômetros do local de implantação do empreendimento.  No dia 3 de abril, a comunidade fará uma reunião com o Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema) para rediscutir o que foi definido como região de impactos diretos do estaleiro em seu Estudo e Relatório de Impacto Ambiental (EIA/Rima). Segundo Herval, até mesmo o município de Fundão foi incluído como área de impacto direto do estaleiro.

21/03/2014 / 0 Comments
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