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Século Diário

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O que dizem os extremos

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Findo o verão, ficará bem guardada em nossa memória o que aconteceu em fevereiro passado ­– o planeta queimando animais e vegetais em temperaturas extremas.   Na América do Norte, nevascas gelando o ambiente a -35 º C. No sul do Brasil e na Austrália, temperaturas de 40 a 50º C.   Com a Terra literalmente pegando fogo, quem se anima a falar ou escrever sobre as eleições gerais de 2014, as manifestações populares de 2013 ou a Copa do Mundo? São coisas passageiras que hão de se dissolver em face do cataclisma ambiental que se avizinha.   Caríssimos irmãos, a administração da economia começa pela gestão dos recursos naturais. É bíblia.   A gente vai se acostumando com os extremos e ninguém se dá conta de que tudo isso pode ser uma reação natural de Gaia Terra, a criatura misteriosa que envolve em sua teia mágica todos os seres vivos da atmosfera terrestre, conforme a metáfora-mais-do-que-metáfora de James Lovelock, o genial cientista inglês nascido em 1919.      Segundo Lovelock, o planeta Terra é como um ser vivo que se autoalimenta por meio de um processo ao mesmo tempo precário e forte. Neste momento, o equilíbrio está indo para o vinagre e a maior parte do mundo não vai sobreviver às mudanças climáticas ao longo deste século. De sete bilhões de pessoas, a população mundial vai cair para um bilhão em 2100.   Outros cientistas dizem que Lovelock pirou, que a situação não é tão preta assim, mas a esta altura dos termômetros já dá para ficar desconfiado.   Não é só o aumento das temperaturas extremas. É o desmanche das calotas polares. Os ciclones. Os matagais pegando fogo espontaneamente. E uma série de coisinhas que aparentemente nada têm a ver com o todo.     Sete bilhões de pessoas no mundo pode ter se tornado uma carga pesada demais para Gaia Terra. É muita lavoura, muita criação animal, muito veneno, muito lixo. Muita máquina, muita arma. Muito luxo e muita miséria. Muita violência e pouca generosidade.   Muito álcool, muito fumo, muito ópio, muito evangelho enchendo o vazio das pessoas.     Muita carne gorda entupindo as artérias dos obesos do Brasil – Dilma e Lula à frente.   Muito comercial de carro, celular e cerveja enchendo o saco dos pobres na TV.   Muito novo rico comprando alguma coisa em Miami só para ostentar.   É muito celular, muito computador, muito satélite utilizando intensivamente as infovias.     Com o homem turbinando as coisas, os processos naturais sofreram uma aceleração sem precedentes. Tudo anda muito mais rápido. Como um caminhão desgovernado.   Até os vegetais estão mudando seu comportamento. Veja, em meados de março as paineiras já despejaram no chão quase todas as suas pétalas. Antigamente era em abril que isso acontecia.   Pensemos sobre algo bem corriqueiro: as bananas. Elas não ficam mais saborosas quando colhidas verdes e colocadas em câmaras de gás em nome do atendimento dos mercados. Sim, elas duram mais, mas qual a graça de comer fruta insossa? Colheita precoce é fraude, engodo.      Agora, reflitamos sobre uma tremenda contradição sexual presente em nosso cotidiano. De um lado, há meninas menstruando aos nove anos, uma precocidade de espantar. De outro, multiplicam-se as uniões homossexuais sem fins reprodutivos.     Gaia Terra pirou ou foi o Homo Sapiens que riscou o fósforo?     LEMBRETE DE OCASIÃO   “Apossando-se maciçamente de terras para alimentar as pessoas e empesteando o ar e a água, estamos tolhendo a capacidade de Gaia de regular o clima e a química da Terra, e se continuarmos assim, corremos o risco de extinção”. James Lovelock

20/03/2014 / 0 Comments
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Chapa pesada

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    Um recente encontro em Brasília abriu conversas para uma nova configuração política que muda as eleições deste ano no Espírito Santo. Mal foi liberado como o candidato majoritário do PT, o ex-prefeito de Vitória João Coser partiu para as articulações políticas, sentando-se à mesa com o ex-presidente Lula, o ex-governador Paulo Hartung (PMDB) e o ex-prefeito da Serra Sérgio Vidigal (PDT). A discussão girou em torno de uma coligação composta pelos três nomes: Hartung candidato ao governo do Estado; Coser livre para ser o nome da chapa ao Senado; e Vidigal no posto de vice de Hartung. Este seria o palanque de oposição ao governador Renato Casagrande na disputa deste ano. Está aberta a negociação.   Sinais A considerar as movimentações recentes de Hartung, que não negam sua intenção, a história tem tudo para vingar. A bandeira será a área econômica, como deixou claro o ex-governador, ao sair em defesa do estudo elaborado por dois de seus antigos aliados, Haroldo Correa Rocha e Ana Paula Vescovi, no jornal Folha Vitória. Ainda recomendou: “o relatório precisa ser analisado para corrigir os rumos das finanças do Estado”.    Certeiro Também com esse estudo, Hartung consolidou outra jogada: “queimou” o senador Ricardo Ferraço (PMDB) com o governador Renato Casagrande. Após a divulgação dos números, quem teve que se explicar foi o próprio senador, já que ele abriga os economistas Haroldo e Ana Paula em seu gabinete. O ex-governador acertou dois alvos com um tiro só.  De novo Lembrando que Hartung já havia tirado o senador da mesa de negociação para as eleições deste ano. Ferraço queria ser candidato ao governo, mas tomou outro “baile”.    No lucro O que dizem é que a única possibilidade dessa configuração babar é Vidigal não se interessar pela vice. Mas para quem está de escanteio nas negociações deste ano, difícil…  No lucro II O PDT teria perdas e ganhos com a história. Perdas: perderia o puxador de votos da eleição deste ano na proporcional; ganho: Vidigal trocaria o duvidoso pelo certo, ou seja, não precisaria correr o risco de enfrentar o candidato a deputado federal Vandinho Leite e ser derrotado dentro de seu domínio eleitoral. De quebra, se sair como vice, pode lançar sua mulher, a deputada Sueli Vidigal (PDT), à reeleição.    Danou-se Imagine agora todos os desdobramentos possíveis com esse novo cenário. Hartung, mais uma vez, embaralhou o campo. Tem contra-ataque, Casagrande?   Já vi esse filme O Espírito Santo foi mais uma vez preterido da composição dos tribunais superiores. Desta vez, na disputa do Tribunal Regional Federal da 2ª Região, que engloba o Estado e o Rio de Janeiro, mas não abriga capixabas. O advogado Luiz Henrique Alochio perdeu a vaga para Letícia Melo, filha do ministro do STF, Marco Aurélio Melo.    Q.I Letícia é considerada nova para o posto e tem pouca experiência na área. Atuou em apenas cinco processos e não tem cursos de pós-graduação. Já Alochio é professor universitário, procurador concursado da Prefeitura de Vitória e autor de livros. Mas, nesse caso, tem o tal do Q.I (quem indica). Sabe como é…   Fartura de nomes Nada contra o cantor Toni Garrido, muito pelo contrário, mas porque a Assembleia Legislativa precisava homenageá-lo na sessão solene que comemorou os 165 anos da Revolta do Queimado, na Serra, nessa quarta-feira (19)? Tanta gente da terra merecendo reconhecimento…   140 toques “Sou a favor da Internet Livre, por isso discordo do atual projeto do Marco Civil”. (Deputado federal César Colnago – PSDB – no Twitter)   PENSAMENTO: “A coisa mais secretamente temida acontece sempre”. Cesare Pavese

20/03/2014 / 0 Comments
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Reminiscências

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Em 2010, antes de ter sua temporada de estudos e aperfeiçoamento na Europa, o jornalista Carlos Tourinho deixou um documento para mim. Fomos contemporâneos na Rede Gazeta, ele na TV e eu no rádio.   Era uma página do jornal A Gazeta, enfim, a coluna assinada por Aurelice Aguiar (depois Lindenberg), datada de 2 de dezembro de 1990. Lá se vão quase 25 anos.   Basicamente, a página era dedicada a mim, que estava de partida para uma temporada nos Estados Unidos, onde fiquei por seis anos, sem nunca ter vindo ao Brasil neste período. Tinha também um tópico falando dele, Tourinho e sua estreia como repórter nacional da Gazeta na Rede Globo. Foi o pioneiro no Brasil. Como sempre a afiliada do Estado muito respeitada.   Na página, alem da matéria principal e este box sobre Carlos Tourinho, havia uma coluna intitulada “spot” com tópicos, falando da gente da terra. Um deles se referia a Edu Henning, que estrearia na Antena 1 o programa chamado “Faixa 6 do Lado B” , nome típico das invenções de Edu.   Nestes tópicos, Aurê citava nomes do meio (este era o propósito da página semanal no jornal), como Roberta Conde, Thelmo Scarpine, Geraldo Pereira, Roberto Burura (que na época já estava em Los Angeles), Mauro Roger e Luis Carlos Peixoto.   Na matéria principal, havia quatro opiniões sobre essa minha ida para os States, as de Café Lindenberg, Jonas Porfírio, Antário Filho e Marcos Lima, (Marcão). Passados todos esses anos e relendo a matéria vimos o carinho que dois nomes importantes davam à nossa pessoa, Antário Filho e Marcão, justamente esses que não estão mais aqui.   Dizia Antarinho: “Zé Roberto é um professor que só com o tempo as pessoas que estão trabalhando sob sua direção vão descobrir o brilhantismo de suas lições. Tudo o que faço em rádio hoje, teve início com as aulas de Zé Roberto. Ele procura sempre trabalhar com pessoas de bom caráter e vive a ilusão de que vai purificar o meio radiofônico. Os novatos não o entendem. Somente depois de dez anos vão entender as lições de Zé Roberto” Quando voltei da América, Antário já não estava mais aqui.   Já Marcão ponderou: “É um profissional de tradição no rádio. Uma pessoa correta, que trabalha sempre dentro dos critérios de honestidade. A seu respeito só tenho que fazer os melhores elogios. Trabalhamos juntos na Tribuna e Tropical e sempre tivemos um ótimo relacionamento. Desejo muita sorte a ele” Nesta época, Marcão estava como diretor da Sony no Rio. E se aqui ainda estivesse hoje, por certo, estaria ao lado dele torcendo para seu Alexandre se recuperar logo.   Pois é, tem coisas que compensam a trajetória de lutas dessa vida.   PARABÓLICAS   Não é que Anete Musso virou uma celebridade? Ela era uma das participantes do início do Voz da Itália na Gazeta, com receitas.   Três nomes de uma mesma época, hoje em diferentes estágios e trabalhos: Eduardo Santos, Jair Oliveira e Joel Vieira.   A CBN de Fernanda Queiroz tem participação ampla e precisa no sistema multimídia da Rede Gazeta   Amaro Neto na ponte-aérea entre BH e VIX, se diz pré candidato a uma cadeira na Assembleia Legislativa capixaba. O que acham?   MENSAGEM FINAL   Tudo na vida tem que ser um pouquinho complicado para ser bom. O que é muito fácil não presta. Silvio Caldas

20/03/2014 / 0 Comments
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Baixo clero, não!

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Desde meados do ano passado o senador Ricardo Ferraço (PMDB) vem sendo colocado no processo sucessório no Estado como um possível postulante à cadeira de governador. Chegou a se colocar à disposição do partido, conversou com Dilma, Lula, Paulo Hartung. Mas diante da constatação de que seu capital ainda não superaria o esquema montado para a manutenção da unanimidade no Estado, mergulhou.    Evidentemente, disputar eleição é sempre a melhor forma de aumentar a capilaridade, mas a situação de Ricardo Ferraço no Senado é tão confortável que ele talvez não esteja mais tão interessado na disputa local. Hoje não se pode dizer que o senador é baixo clero.    Comanda a Comissão de Relações Exteriores e atuou em casos de repercussão, como o caso de Edward Snowden, a prisão dos torcedores corintianos na Bolívia e na fuga para o Brasil do senador oposicionista da Bolívia, Roger Molina.    Para os meios políticos, Ferraço é hoje, no Senado, a mistura de Renato Casagrande com Gerson Camata (PMDB). Conseguiu concentrar a capilaridade do seu antecessor peemedebista na Casa, com o empresariado capixaba, e também consegue uma visibilidade como socialista, com uma diferença.    Casagrande era uma espécie de comentarista do Senado, queridinho da mídia nacional na hora de opinar sobre os assuntos polêmicos. Ricardo, não, ele produz os fatos políticos e ganha repercussão. No Estado, corre o risco de disputar a eleição ao governo e sair menor do que entrou.   Permanecendo no Senado pode ganhar musculatura para que o Estado finalmente tenha um parlamentar influente, coisa que há muito tempo não acontece e aí se tornar uma liderança política também para o Espírito Santo, sem precisar para isso disputar a eleição.   Fragmentos:    1 – Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania do Senado aprovou nesta quinta-feira a  PEC 73/2011, que torna obrigatória a renúncia dos chefes de Poder Executivo que se candidatem à reeleição, seis meses antes do pleito.   2 – Com o clima desfavorável ao governo federal, a proposta tende a ser aprovada pelo Plenário e deve valer para a próxima eleição. Se já valesse para esta eleição, o governador Renato Casagrande teria de entregar o cargo a Givaldo Vieira (PT) e a presidente Dilma Rousseff ao vice, Michel Temer (PMDB). 3 – Essa disputa para atrair o prefeito de Vitória, Luciano Rezende (PPS), aumenta o capital político do popular-socialista.    

20/03/2014 / 0 Comments
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Deixe-nos trabalhar!

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Como já era de se esperar, o juiz Carlos Eduardo Ribeiro Lemos não se conformou com a decisão do Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES), que restabeleceu ao jornal Século Diário o direito de citar o nome do juiz no seu noticiário e artigos de opinião.   Embora o voto do relator do processo no TJES, desembargador Dair Bregunce, tenha sido líquido e cristalino, o juiz ingressou com recurso no tribunal na esperança de manter a decisão de primeiro grau. Aquela da juíza Rozenéa Martins de Oliveira, que manteve Século Diário sob censura por quase mil dias e ainda condenou o jornal a pagar uma indenização absurda ao autor da ação. Nada mais nada menos que meio milhão de reais.   Isso mesmo, meio milhão, Um valor completamente fora da realidade das condenação pagas no Brasil em ações de danos morais. Não podia ser diferente, a quantia arbitrada pela juíza saltou aos olhos do desembargador, que alegou que o valor não atendia aos princípios da “razoabilidade e da proporcionalidade”, o que poderia até permitir o “enriquecimento sem causa” do autor da ação. Com isso, a indenização foi reduzida para R$ 40 mil. Valor que o jornal também não aceitou e está recorrendo na Justiça.   Embora Carlos Eduardo Lemos tenha recorrido da decisão do relator, Bregunce, acompanhado à unanimidade pelos demais desembargadores, foi didático no seu parecer ao esclarecer que o juiz sequer poderia ter pleiteado a censura do jornal. Quanto à juíza, não deveria ter acatado um pedido juridicamente descabido.   Vamos repetir as palavras do desembargador para ver se desta vez a juíza e o juiz compreendem: “No meu sentir, as tutelas inibitória e de remoção de ilícito (que envolva determinação de retirada de matéria ofensiva veiculada em site de imprensa e obrigação de não fazer novas publicações a respeito de determinada pessoa ou assunto) não possuem natureza instrumental, porque eliminam, desde logo, a ilicitude. […] É vedado conceder a título de medida cautelar providência satisfativa, tal como ocorreu na hipótese em análise, mormente em se tratando de típica tutela inibitória, isto é, não se pode conferir por meio de ação cautelar uma tutela que esgote o objeto da ação”.   Bregunce, na verdade, foi coerente com decisões recentes dos tribunais superiores. Como uma, do mês passado, do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Celso de Mello, envolvendo a Editora Abril e o ex-governador do DF e ex-senador Joaquim Roriz. Ao julgar o caso de Roriz, que também buscava uma indenização por danos morais, Mello repudiou esse tipo de ação que tenta coibir a liberdade de expressão dos veículos de comunicação.   A decisão de Mello deveria ser lida e relida pela juíza Rozenéa, que acolheu uma ação que fere uma das mais relevantes franquias constitucionais: a liberdade de manifestação do pensamento, que representa um dos fundamentos em que se apoia a própria noção de Estado democrático de direito.   Parece que Rozenéa e Lemos ainda não entenderam que uma imprensa livre é condição fundamental para que as sociedades resolvam seus conflitos, promovam o bem-estar e protejam suas liberdades.    A obsessão de Carlos Eduardo Lemos em tentar manter a censura a Século Diário deixa patente que o juiz não está preparado para conviver em um ambiente democrático, que tolera o contraditório, a divergência de ideias, a livre manifestação de pensamento. Lemos segue tratando a decisão da Justiça favorável ao jornal como uma afronta, um acinte à imagem que construiu de herói que salvou o Espírito Santo do crime organizado e da corrupção.

20/03/2014 / 0 Comments
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Governador defende no STF legalidade de incentivos fiscais para setor atacadista

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O governador Renato Casagrande defendeu a manutenção dos incentivos fiscais concedidos pelo Estado ao setor atacadista. Em resposta à ação do governo de São Paulo contra os benefícios perante o Supremo Tribunal Federal (STF), o socialista utilizou uma série de argumentos na tentativa de convencer os ministros sobre a legalidade dos incentivos. Além do aspecto jurídico, Casagrande relembrou o histórico de perdas do Estado e até a falta de infraestrutura para sugerir uma possível evasão das empresas, no caso do fim das vantagens. No documento de 22 páginas, protocolado nessa terça-feira (18), o mandatário do palácio Anchieta pede que a Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin 4935), movida pelo governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), seja julgada improcedente. O texto é assinado também pelo procurador-geral do Estado, Rodrigo Marques de Abreu Júdice. Eles pedem a rejeição do pedido de liminar pela suspensão imediata de todos os benefícios, que deve ser apreciado em regime de urgência pelo relator do caso, ministro Gilmar Mendes. Inicialmente, Casagrande sustenta que o governo paulista não teria atribuição de mover o processo contra as normas de outro estado. Para o socialista, a validade dos incentivos – dentro dos chamados Contratos de Competitividade (Compete-ES) – não estaria condicionada à aprovação unânime pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), principal tese do governo paulista. “A exigência de unanimidade no Confaz acaba por inviabilizar um dos objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil, qual seja: a redução das desigualdades regionais, que no campo tributário encontra previsão específica. […] Ora, se é reconhecida a fragilidade sócio-econômica dos Estados da região Norte, Nordeste e Centro-Oeste do País, além do Espírito Santo, parece não existir dúvida de que a instituição de incentivos, benefícios ou quaisquer vantagens fiscais pelos entes hipossuficientes não pode ficar condicionada à vontade política de um único ente da região Sul ou Sudeste”, afirma o governador. Segundo Casagrande, ele poderia até admitir à unanimidade dos votos dos representantes de Estados com condições financeiras semelhantes, porém, “jamais dos entes federados cuja economia ostenta solidez e maturidade suficiente para dispensar os incentivos fiscais, situação à qual se amolda o Estado de São Paulo”. Na opinião do socialista, a chamada guerra fiscal – disputa entre os estados para garantir condições mais competitivas para atração de investimentos – é fruto da “falência da democracia no Confaz”, circunstância que justificaria a concessão da vantagem até mesmo sem previsão em lei específica. “Ou seja, são legítimos os incentivos fiscais que, ao fomentar a economia de determinado ente público notoriamente submetido a situação de desvantagem logística e de infraestrutura, engendram condições de competitividade pela remoção de desigualdades. Para estes incentivos, exatamente porque voltados ao objetivo fundamental da República (reduzir as desigualdades sociais), não há necessidade de convênio, notadamente quando a lei exige unanimidade dos Estados mais desenvolvidos”, sustenta. Apesar da contradição entre a legislação vigente e a concessão dos incentivos sem aprovação do Confaz, o governador pediu a modulação dos efeitos da decisão, isto é, a partir de qual momento o julgado passa a vigorar. Neste caso, Casagrande pede que, se a ação do governo paulista for julgada procedente, os incentivos em vigor sejam mantidos. Para isso, o socialista lançou mão de um discurso emocional, onde cita desde fatos históricos até a “discriminação” por parte da União na tentativa de evitar a evasão das empresas que se instalaram no Estado a partir da condição privilegiada. “Para compensar problemas que impediam (e continuam a impedir) o crescimento socioeconômico do Estado do Espírito Santo (início tardio da colonização do território capixaba, que servia de barreira para impedir invasões em Minas Gerais; economia marcada pela exploração agropecuária; infraestrutura precária, por conta dos diminutos investimentos do Governo Federal; dentro outros) e diante da cognominada ‘guerra fiscal’ entre entes federados é que foi fixada a política de incentivos fiscais do Estado, tendo especial destaque a concessão do incentivo fiscal para o setor atacadista”, justificou o socialista. O governador Casagrande mencionou dados do setor na tentativa de justificar a possibilidade de perda de até 20 mil empregos na cadeia produtiva do setor.  Ele cita que a maior parte das 676 empresas atacadistas que aderiram ao Compete-ES se instalou no Estado graças aos incentivos fiscais: “De fato, o benefício fiscal é concedido há, ao menos, dez anos ao setor e há cinco anos com a modelagem vigente. Sua abrupta retirada após esse lapso gerará consequências para as empresas atacadistas em funcionamento no Espírito Santo, como o comprometimento da saúde financeira das empresas, podendo culminar com o fechamento de estabelecimentos comerciais. […] Essa parca infraestrutura [do Estado] afasta empresas, sendo necessária a utilização do mecanismo tributário para atrair as sociedades empresariais para o território capixaba. A retirada do benefício irá trazer resultar incalculáveis para o Estado”. Pela fórmula do incentivo, as empresas do setor recolhem apenas 1% dos 12% da alíquota normal do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Na ADI, o governador paulista sustenta que o benefício causa lesão aos cofres dos outros estados, já que as empresas atacadistas recolhem apenas 1% de tributo em operações interestaduais, mas tiram a nota fiscal com a alíquota normal. A seguir, as empresas compradoras das mercadorias apresentam essa nota ao Fisco dos seus estados para exigir a compensação sobre o crédito de 12%, lesando o erário em 11% do imposto devido. Nos autos do processo, o governador paulista classifica essa diferença nas alíquotas do imposto como uma “odiosa discriminação tributária” em relação ao índice cobrado nos demais estados. “O estorno de débito do imposto veiculado pelos dispositivos ora atacados causa insegurança jurídica na medida em que contribuintes de ICMS outros estados, poderão efetiva e concretamente migrar para o Estado do Espírito Santo, introduzidos por políticas tributárias que operam contra os princípios conducentes à superação das desigualdades regionais”, critica Alckmin. De acordo com dados do próprio governo capixaba, o Espírito Santo também não fica com o seu quinhão. Isso porque o setor atacadista é responsável por quase 75% de toda renúncia fiscal concedido pelo Estado. Entre os anos 2014 e 2016, o governo deve

20/03/2014 / 0 Comments
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Falta de quórum impede novamente julgamento da Adin do PDM de Vila Velha

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Foi mais uma vez adiado, nesta quinta-feira (20), o julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) nº 100.08.000683-4, do Plano Diretor Municipal (PDM) de Vila Velha.  O voto do desembargador Manoel Alves Rabelo, que pediu vistas do processo, deveria ter sido apresentado na sessão do Tribunal de Justiça do Estado (TJES) realizada nesta tarde, mas não houve quórum. A Adin completa agora um mês sem o devido julgamento.   A Adin é movida contra a Prefeitura e a Câmara de Vila Velha, pela sanção pelo prefeito Rodney Miranda (DEM) à Lei nº 5.441, de 6 de setembro de 2013, que modifica PDM e reedita artigos já consideradas inconstitucionais pela Justiça. O julgamento teve início no mês de fevereiro, quando o relator, desembargador Dair José Bregunce de Oliveira, votou pela concessão do pedido de liminar que suspende a lei até o julgamento da Adin. Bregunce ressaltou que “há indícios de que não foi observado pela Câmara Municipal de Vila Velha o princípio da democracia participativa, não permitindo a ampla participação da população na lei ora impugnada”. Posteriormente, o desembargador Adalto Dias Tistão pediu vistas do processo. Mas, na sessão seguinte, desculpou-se pelo pedido e colocou o processo novamente em votação, que também não aconteceu por falta de quórum. Em seguida, Rabelo pediu vistas do processo. O Fórum Popular em Defesa de Vila Velha (FPDVV) tem expectativas de que os desembargadores enxerguem a sanção da lei como uma decisão que fere um julgamento anterior da própria corte. Sancionada no final de 2013, a lei estabelece parâmetros urbanísticos para o município, repetindo artigos que já haviam sido declarados inconstitucionais pela Justiça em ação civil pública da gestão Neucimar Fraga (PV). O processo atual, segundo o Ministério Público Estadual (MPES), também foi conduzido de forma ilegítima e sem o devido debate com a população. O MPES considera a nova lei como “encomenda e mais uma maquiagem”. Para a entidade, a lei é uma afronta ao povo de Vila Velha, aos movimentos sociais do município e ao próprio Ministério Público. A sanção da nova lei do PDM permitiu que fosse revertida a situação dos empreendimentos que não possuíam nem autorização nem licença na gestão Neucimar. Além disso, permite que novas construções sejam feitas na área de amortecimento do Rio Jucu, o que pode agravar ainda mais a situação já alarmante dos alagamentos que ocorrem na região de Guaranhun. Cinco empreendimentos estão em processo de licenciamento e de elaboração do projeto no local que deveria ser resguardado para a natureza. São eles: Green Park, Alphaville, Riviera Park, Boulevard Lagoa e Villagio Santa Paula. O MPES alega que existem mais de 358 projetos arquitetônicos protocolados até agora na Prefeitura de Vila Velha, sendo 105 referentes a empreendimentos de grande porte e de autoria de grandes construtoras e incorporadoras.   No ano passado, o MPES instaurou ação civil púbica contra Rodney Miranda e inquérito civil para apurar ato de improbidade administrativa do presidente da Câmara de Vila Velha, Ivan Carlini (DEM). 

20/03/2014 / 0 Comments
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Índios exigem que Vale retire estrada de ferro de suas terras

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Diante da falta de diálogo e da falta de respeito para um compromisso anteriormente assumido, os índios das aldeias de Comboios e Córrego do Ouro, localizadas em Aracruz, no norte do Estado, vão solicitar judicialmente que a estrada de ferro da Vale seja retirada de suas terras. Na tarde desta quinta-feira (20), um mandado de reintegração de posse por parte da mineradora foi enviado aos índios, que já ocupavam a estrada de ferro desde a última terça-feira (18). Com o recebimento do mandado, os índios desocuparam a ferrovia, conforme previsto no documento, mas continuam o protesto em área permitida, mantendo 15 metros de distância do local. O mandado está sendo respeitado porque o protesto é de caráter pacífico, como pontua José Sezenando, coordenador da Comissão dos Caciques Tupinikim e Guarani. Sezenando afirma que os índios não deixarão que os trens carregados de minério sigam caminho pela estrada que corta as aldeias, decisão que já foi comunicada à Vale. Desde a tarde da terça-feira, quando aconteceu a ocupação, nenhum trem da companhia passou pelo local. Assim que a validade do mandado acabar, o que acontece nesta sexta-feira (21), às 7 horas, os índios ocuparão novamente a ferrovia e, para isso, estão convocando todas as outras aldeias do município. A movimentação acontece porque a Vale cancelou, por um telefonema feito da cidade de São Paulo, a sua participação em uma reunião que aconteceria momentos depois com os índios, o Ministério Público Federal (MPF) e as instâncias estadual e federal da Fundação Nacional do Índio (Funai), que deslocou funcionários de Minas Gerais para participar do encontro. Nesta reunião, seria firmado um acordo no qual a Vale destinaria R$ 19 milhões ao Plantar, projeto de agricultura desenvolvido pelos índios, como forma de compensação por explorar há mais de 30 anos as terras indígenas. Segundo os caciques Antônio Carlos, de Comboios, e Luiz Barbosa, de Córrego do Ouro, no dia 18 de janeiro foi feita uma reunião entre o MPF, a Funai, a Vale e as lideranças e povo indígena, na qual o valor da indenização foi firmado com base na agricultura desenvolvida pelos índios das duas aldeias atingidas pela ferrovia. Além disso, a Vale se comprometeu a levar neste dia 18 de março a sua proposta sobre o pagamento da indenização. Ao invés disso, a poluidora não apresentou um projeto e apenas avisou por um telefonema que não compareceria à reunião, apresentando uma contra-proposta de R$ 400 mil por uma mensagem de texto de celular (SMS). Os caciques afirmam que esse valor é insuficiente a todo o trabalho que deverá ser feito nas aldeias para manutenção e recuperação dos plantios tradicionais indígenas, uma forma de recuperarem seus modos de vida e cultura. Sezenando reforça que as terras por onde passam os trilhos são dos índios por direito, inclusive definido em demarcações, e que, diante do descaso da Vale para com as aldeias e com os órgãos federais, os índios querem que a estrada de ferro seja retirada de dentro das aldeias. Há 30 anos, a Vale usa as terras indígenas para o transporte de seu minério sem devolver à população tradicional qualquer tipo de compensação por esse uso. Os índios garantem que os protestos não vão terminar enquanto a Vale não atenda aos anseios da população das aldeias. Na tarde dessa quarta-feira (19), a rodovia ES 010, no trecho que passa pelas aldeias, também havia sido interditada pelos índios, mas foi desocupada no começo da noite.

20/03/2014 / 0 Comments
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Quatro anos depois, articulação nacional pode provocar reviravolta no Estado

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Quatro anos depois do encontro com o então presidente Lula e lideranças do PMDB e PSB que tiraram Ricardo Ferraço (PMDB) da candidatura ao governo do Estado, colocando Renato Casagrande à frente do palanque palaciano, uma nova reviravolta no tabuleiro eleitoral do Estado está sendo alinhavada em Brasília.    Como adiantou a coluna Socioeconômicas desta quinta-feira (20), um encontro entre o ex-presidente Lula, o ex-governador Paulo Hartung, o presidente estadual do PT, o ex-prefeito de Vitória João Coser e o ex-prefeito da Serra, Sérgio Vidigal (PDT), deu início à negociação para a construção de um palanque alternativo para disputar o governo do Estado. A deputada federal Iriny Lopes (PT), porém, nega que Coser tenha participado desse encontro. De outro lado, fontes de Brasília confirmam que Hartung e Vidigal participaram.   Polêmica à parte, a costura teria Hartung como candidato ao governo do Estado, com a incumbência de isolar o palanque socialista de Eduardo Campos no Espírito Santo, único Estado governado pelo PSB fora do Nordeste. A articulação atende ainda ao interesse do PT nacional em ter um palanque exclusivo para a presidente Dilma Rousseff no Estado, além de assegurar a candidatura ao Senado a um petista, no caso, Coser.   O PDT entra em uma fila sucessória podendo governar o Estado em 2018, quando o governador, caso a chapa seja vencedora, se afastar do cargo. A movimentação do grupo do ex-governador antes do encontro e durante a semana, já dava os sinais dessa articulação, mesmo com o interesse de manter o assunto em sigilo.    A movimentação começou na verdade depois do carnaval com a divulgação do estudo por parte de economistas (Haroldo Correa e Ana Paulo Vescovi) ligados ao gabinete do senador Ricardo Ferraço (PMDB) sobre o aumento dos gastos do Estado no governo Casagrande. O senador, em várias ocasiões, veio a público para tentar desvincular sua imagem da divulgação do estudo.    Este movimento precedeu a prestação de contas do governador Renato Casagrande na Assembleia, no último dia 10. O tema foi abordado de forma provocativa pelo deputado estadual Paulo Roberto (PMDB), que fora líder do governo na gestão Paulo Hartung.    Na mesma semana, Vidigal também fez sua movimentação ao injetar no mercado político a ideia de que poderia disputar o Senado, mostrando que estava fora da mesa de negociação de Casagrande e que também queria seu espaço.   Outro importante elemento desta movimentação foi o Encontro de Delegados do PT no último sábado (15), quando Coser consolidou seu protagonismo no partido ao ser confirmado como o candidato do PT à majoritária, o que limpou o campo ao tirar a senadora Ana Rita do processo.    Do outro lado o governador Renato Casagrande também tenta fortalecer seu palanque buscando atrair o senador Magno Malta (PR) para seu grupo. Com a vaga do Senado em aberto – já que Casagrande guardava a vaga para Hartung ou Coser –, o PR pode ganhar o lugar com a candidatura do delegado Fabiano Contarato.    O novo cenário eleitoral que se mostra polarizado entre o governador e seu antecessor  ainda não é definitiva, mas deve causar uma reviravolta na acomodação das demais forças políticas, agora divididas entre os dois palanques que se apresentam para a majoritária. 

20/03/2014 / 0 Comments
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Peritos papiloscópicos iniciam operação ???Cumpra-se a Lei??? nesta segunda-feira

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Os peritos papiloscópicos do Estado iniciam nesta segunda-feira (24) a operação “Cumpra-se a Lei”, no Instituto de Identificação. Neste período, várias medidas para dar cumprimento estrito à legislação vão ser adotadas, o que pode atrasar a emissão de documentos de identidade e identificação criminal de presos.    Durante a operação não serão emitidos documentos e recebidos pedidos de documentos e Boletins de Identificação Criminal (BICs) oriundos de locais sem a presença de perito papiloscópico, o que abrange quase todo o interior do Estado; todas as impressões digitais que derem entrada serão pesquisadas para evitar falsidades; os postos de identificação Faça Fácil e Casa do Cidadão terão atendimentos restritos ao número que permita a pesquisa das impressões (inicialmente 50 cada) e toda as segundas-feiras e sextas-feiras haverá manifestação na porta do instituto com a presença de todos os peritos.    Os peritos também deliberaram que se os graves problemas da categoria não forem solucionados, será construído um documento com todos os chefes para a entrega dos cargos, recusando-se todos os demais peritos a assumir as chefias em substituição.   A Associação dos Peritos Papiloscópicos do Estado (Appes) considera que os peritos devam ser valorizados de igual forma. Atualmente, postos de identificação – principalmente no interior – funcionam sem peritos e com servidores comissionados, o que facilita fraudes em documentos, duplicação de identidades e erros na emissão.    Os peritos reivindicam a realização imediata de concurso público para o cargo. A defasagem de profissionais pode fazer com que o departamento entre em colapso. Além disso, pedem que o cargo seja incluído isonomicamente na Lei Estadual 756 – que dispões sobre as circunscrições da Polícia Civil – e no projeto de lei sobre a autonomia da Superintendência de Polícia Técnico-Científica (SPTC).   

20/03/2014 / 0 Comments
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