A Defensoria Pública do Estado conseguiu decisão liminar determinando que o Estado, na figura do Instituto de Atendimento Socioeducativo (Iases), transfira os 20 internos da Unidade de Atendimento ao Deficiente (Unaed), em prazo de dez dias, para algumas das cinco residências terapêuticas inclusivas geridas por entidades não-governamentais, tendo em vista as péssimas condições da unidade. A decisão é da juíza da 2ª Vara da Fazenda Pública Estadual, Trícia Navarro Xavier Cabral, que salienta que, na ação civil pública impetrada pela Defensoria há vasta prova documental, incluindo o Procedimento de Apuração de Violação de Direitos Humanos (PAVDH), que comprova a alegação de irregularidades, Durante inspeção realizada na unidade, os defensores comprovaram as condições precárias cujos internos estão submetidos. O relatório que subsidiou a ação relata que a estrutura do local é precária, tomada por mofo e infiltração. O local é inapropriado para receber pessoas e a situação perdura desde 2009, quando os órgãos que fiscalizam o local passaram a acompanhar a unidade, como conselhos profissionais, Conselho Estadual de Direitos Humanos (CEDH) e Ordem dos Advogados do Brasil seccional Espírito Santo (OAB-ES). Além da estrutura precária, na Unaed faltam funcionários especializados. A unidade atende portadores de necessidades especiais, mentais e físicas, encaminhados por juízes de todo o Estado para acolhimento e tratamento. De acordo com um dos defensores que assina a ação civil pública, Renzo Gama, o Estado não costuma cumprir decisões provenientes de ação civil pública, por isso, os profissionais vão aguardar o prazo dado pela Justiça para negociar diretamente com o Iases a transferência. “Sabemos que há casas-lares, que receberam os antigos internos da Unaed, basta adaptar para receber os 20 atuais internos da unidade”, conta ele, salientando que basta uma adaptação de mobiliário e pessoal para que os internos sejam transferidos provisoriamente. O defensor acrescenta que a ação pedia, também, a construção ou aquisição de outras três unidades para abrigar os internos em definitivo, mas a juíza não acatou o pedido. Ainda assim, a Defensoria vai pleitear a aquisição dos novos locais diretamente com o Estado. Na inspeção de janeiro deste ano, os defensores constataram que itens de uso pessoal são usados coletivamente, como as escovas de dente, por exemplo. Também falta tratamento terapêutico individualizado. Até mesmo o atendimento médico não tem frequência.
Churrascada patrocinada pela Câmara de Nova Venécia vira ação penal
O ex-presidente da Câmara de Vereadores de Nova Venécia (região noroeste do Estado), vereador Flamínio Grilo (PSDC), vai responder a uma ação penal pelo suposto desvio de dinheiro público na compra de bebidas alcoólicas e carnes para churrasco. No último dia 25, o juiz da 2ª Vara Criminal do município, Paulo Moisés de Souza Gagno, recebeu a denúncia ajuizada pelo Ministério Público Estadual (MPES) sobre os gastos realizados pelo Legislativo entre os anos de 2001 e 2002. A pena pode chegar até 12 anos de prisão e multa. Na decisão, o magistrado concluiu pela existência de indícios de autoria e materialidade do crime de peculato. Além do ex-presidente da Casa, o então diretor-geral da Casa, Geraldo Ribeiro Filho, também foi denunciado pela suposta participação no desvio. O ex-servidor seria responsável pelas solicitações de empenho (reserva) dos valores para o pagamento das refeições e aquisição de insumos pela Câmara. Segundo a denúncia, o ex-presidente é acusado de ter custeado a compra de refeições, cervejas, carnes para churrasco e até de cachaça com verbas da Casa. O MPES acusa o ex-presidente da Casa de ter autorizado o pagamento de R$ 6,8 mil com despesas em uma churrascaria do município sem qualquer justificativa. Para a promotoria, Grillo teria ordenado ainda o pagamento de quantidades elevadas de alimentos, como pães, biscoitos, leite e sucos – até mesmo no período de recesso. “Os denunciados fizeram com que a Câmara de Vereadores pagasse despesas com cervejas, cachaças e carnes para churrasco! Não há como explicar uma instituição pública adquirir, com recursos do erário, insumos que não possuem vinculação com sua atividade. […] É preciso que os agentes públicos entendam que o dinheiro público não é dinheiro de ninguém, mas dinheiro de todos”, narra um dos trechos da denúncia ajuizada no início de fevereiro. O juiz determinou que os acusados têm o prazo legal para responder às acusações. A pena pelo crime de peculato varia de dois a 12 anos de detenção, além do pagamento de multa. O vereador também responde a uma ação de improbidade administrativa pelo mesmo episódio. Neste processo, o MPES pediu a decretação da indisponibilidade dos bens do ex-presidente da Casa, além da retenção de parte dos vencimentos de Grillo como forma de garantir eventual ressarcimento aos cofres públicos. Entretanto, o pedido de liminar ainda não foi apreciado.
CNJ vai analisar retomada de concurso para juiz substituto no TJES
O plenário do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) deve iniciar na sessão da próxima terça-feira (24) o julgamento sobre a continuidade do concurso público para juiz substituto do Tribunal de Justiça do Estado (TJES). O órgão de controle deve examinar as reclamações movidas por candidatos contra os procedimentos do certame. O processo de seleção de 30 novos juízes substituídos foi suspenso no mês passado após suspeitas de irregularidades na aferição das notas durante a fase de provas orais. Segundo informações do CNJ, a relatora do caso é a conselheira Ana Maria Duarte Amarante Brito, que vislumbrou a “existência de fortes indícios de que a banca examinadora do concurso teria extrapolado os limites da legalidade” ao exigir conhecimento sobre matérias que não estavam previstas em edital. No final de fevereiro, ela solicitou a remessa de informações do tribunal, como a cópia da mídia de gravação das provas orais (quarta fase do concurso) e a ata de sessão de julgamento dos recursos à banca examinadora. Na ocasião, todos os 37 recursos acabaram sendo rejeitados. A suspensão do concurso é válida até o julgamento final do mérito de 11 reclamações movidas por candidatos. Entre as principais queixas aparecem: ausência de sessão pública para abertura dos malotes com as notas da prova oral, ausência da abertura de prazo para interposição de recursos, suposta vinculação funcional entre os membros da comissão e candidatos, falhas da banca examinadora que teriam contribuído para a reprovação de candidato e irregularidades durante a etapa de sindicância de vida pregressa, além da cobrança de matérias não exigidas nas regras do concurso. Esta não é a primeira vez que o concurso para juiz do TJ capixaba é alvo de intervenção do CNJ. O processo de seleção foi anunciado em 2006, mas acabou sendo interrompido após suspeitas lançadas durante a Operação Naufrágio. O edital só foi relançado no ano de 2011. Em abril do ano passado, o órgão de controle suspendeu o processo de seleção após denúncias de supostas irregularidades. O concurso foi reaberto após o arquivamento das queixas. O concurso estava na fase derradeira de divulgação do resultado final, que estava prevista até o final do mês passado. O presidente do TJES, desembargador Sérgio Bizzoto Pessoa de Mendonça, anunciou a intenção de lançar uma nova seleção após a posse de todos os aprovados no concurso. Os novos juízes substitutos devem contribuir para a redução do déficit de juízes estaduais no Espírito Santo. Atualmente, o tribunal contabiliza uma defasagem em torno de 140 togados, fato que acaba prejudicando a atividade jurisdicional, sobretudo, nas comarcas do interior.
Ricardo Ferraço à frente de comissão estratégica preocupa governo federal
O senador Ricardo Ferraço assumiu nessa quarta-feira (19) um dos postos mais estratégicos para o PMDB nacional no Congresso. À frente da Comissão Mista de Controle das Atividades de Inteligência, que tem o papel de controlar e fiscalizar as atividades da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), ele se torna importante para a manobra do PMDB de pressionar o Palácio do Planalto. A presença de Ricardo no comando da comissão é um incômodo não só porque ele é considerado um dos senadores mais críticos do PMDB ao governo federal no Senado. O protagonismo do parlamentar no entrevero diplomático com a Bolívia, no ano passado, ainda repercute em Brasília. Em agosto de 2013, o senador ganhou destaque na mídia ao dar fuga ao senador oposicionista boliviano Roger Pinto Molina, que se encontrava asilado por 452 dias na embaixada brasileira. Ricardo Ferraço irritou a presidente Dilma ao dizer que protegeu um perseguido político, como a presidente, que foi presa durante a ditadura militar. Se Ricardo Ferraço à frente da Comissão de Relações Exteriores já era um problema para o governo federal, pois garantia uma visibilidade tocando em assuntos delicados, o trabalho na fiscalização da Abin pode lhe render uma musculatura importante para o PMDB. Em geral, as reuniões da comissão são secretas, restritas aos membros e servidores credenciados. A comissão tem ainda a função de assegurar que as atividades do Sistema Brasileiro de Inteligência sigam o que determina a Constituição e as normas do ordenamento jurídico nacional, em defesa dos direitos e garantias individuais. Mas a preocupação das lideranças é que Ricardo terá a chave do cofre da inteligência brasileira, o que pode ser um risco para o governo federal. O senador substitui o deputado federal Eduardo Barbosa (PSDB-MG). Na Comissão vai acompanhar todas as atividades de obtenção e análise de dados e informações, e de produção e difusão de conhecimentos , dentro e fora do território nacional, relativos a fatos e situações de imediata ou potencial influência sobre o processo decisório, a ação governamental, a salvaguarda e a segurança da sociedade e do Estado. Nos próximos dias, a comissão deve se reunir para apresentar um plano de trabalho, “considerando a votação do último ano, que finalmente deu condição e estrutura para que a comissão possa funcionar em caráter permanente, contínuo, e não apenas em razão de circunstâncias ou situações”, disse o senador à Agência Senado.
CCJ do Senado altera texto da PEC do Trabalho Escravo
O senador Aloysio Nunes (PSDB-SP), em sessão da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado nessa quarta-feira (19), aceitou mudar o parecer a respeito da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 57A/1999, conhecida como PEC do Trabalho Escravo, e acolheu emenda de redação à proposta que permite a expropriação de terras em que se comprove a ocorrência de trabalho análogo ao escravo. A PEC segue agora para votação em primeiro turno no Plenário da Casa. Ao texto da PEC, foi acrescentada a expressão “definido em lei” antes da menção de exploração de trabalho escravo. A mudança foi feita depois de pedido do senador Romero Jucá (PMDB-RR), que justificou que a emenda de Plenário serviria para “clarificar a legislação”. Em junho de 2013, para que a proposta fosse aprovada na CCJ sem modificações, foi necessário fazer um acordo que prevê a votação de um projeto para definição do que seria trabalho escravo e outro sobre como seriam os processos de desapropriação. Portanto, é necessário haver um novo dispositivo que determine em que situações há exploração de trabalho análogo ao escravo. Em princípio o senador Aloysio Nunes resolveu rejeitar a emenda, por considerar que a redação aprovada pela CCJ em junho de 2013 havia eliminado a previsão de expropriação imediata de terras motivada por trabalho escravo, como também condicionava a imposição da pena a seu proprietário à regulamentação da prática por lei específica. No entanto, o parlamentar voltou atrás cedendo aos apelos daqueles que temiam que pudesse haver expropriação imediata de terras. Ainda assim, ele considera que o acréscimo do “definido em lei” não vai ajudar a explicitar nada além do que já consta da proposta. Mesmo com os sucessivos flagrantes de exploração de mão de obra, há quem se oponha a essa ideia com o subterfúgio de que, em teoria, os trabalhadores teriam o poder de escolha. Ou, ainda, que a realidade encontrada no trabalho degradante poderia ser melhor do que aquela do desemprego. No entanto, nos moldes como se configura atualmente, a exploração do trabalho escravo é ainda pior do que o praticado no passado. Da forma como vem sendo explorado na atualidade, o trabalho escravo se torna ainda mais cruel do que quando era legalizado. Até 1888, os escravos eram tratados como bens, passados entre parentes, como herança. O trabalho escravo contemporâneo é baseado na humilhação; no cerceamento de liberdade física, moral ou psicológica; na servidão por dívida, que se caracteriza pelo endividamento do trabalhador pelo empregador com cobrança de despesas indevidas; e por condições degradantes de trabalho e jornada exaustiva. O Espírito Santo tem seis empregadores incluídos no Cadastro de Empregadores do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) flagrados explorando mão de obra análoga à escrava, conhecida como Lista Suja, atualizada em janeiro deste ano. Entraram para a lista a Fazenda Nova Fronteira, em São Mateus; o Complexo Agroindustrial Pindobas Ltda, em Conceição do Castelo, sul do Estado de propriedade do deputado federal Camilo Cola (PMDB); Infinity Itaúnas Agrícolas S/A (Infisa), em Conceição da Barra, no norte; a Fazenda Jurema, em Linhares, também no norte do Estado; Fazenda Córrego dos Cavalos, também em São Mateus, no norte; e a Fazenda Jerusalém, em Alegre, no sul do Estado.
Eleição protocolar vai confirmar Eder Pontes na chefia do MPES
Os membros do Ministério Público Estadual (MPES) vão às urnas nesta sexta-feira (21) para reconduzir o atual procurador-geral de Justiça, Eder Pontes da Silva, para o biênio 2014/2016. A votação será realizada no auditório da sede do MPES, em Vitória, das 9 às 17 horas. Participaram da votação todos os membros ativos da instituição, sendo um total de 32 procuradores e 281 promotores de Justiça. O voto é secreto e obrigatório, sendo que basta somente um voto para o nome de Eder Pontes – candidato único na disputa – ser confirmado no cargo. De acordo com informações do MPES, a votação será feita por meio de urna eletrônica. A previsão é que o resultado seja divulgado até o final da tarde desta sexta. A regra das eleições interna estabelece que o voto é facultativo apenas nos casos em que os membros estiverem em período de transferência, de licença ou em férias. No entanto, a expectativa é de uma votação maciça. Diferentemente do clima de unanimidade quando do anúncio da inédita candidatura única no final de janeiro deste ano, o atual cenário na instituição mostra início de descontentamento com a gestão de Eder Pontes. As principais críticas vêm de fora da instituição, já que a ampliação dos benefícios financeiros aos membros do MPES silenciou a classe e permitiu uma composição entre os principais grupos internos. No entanto, uma parcela de atuais e futuros servidores questionam a manutenção da terceirização de mão de obra na instituição, bem como a postergação da homologação do último concurso para cargos efetivos. No campo político, o discurso de unanimidade saiu arranhado com a derrota do ex-procurador-geral Fernando Zardini para o cargo de corregedor-geral do MP capixaba. O também ex-chefe da instituição, José Maria Rodrigues de Oliveira, teve 19 votos contra 12 do antecessor de Eder Pontes. Nos meios jurídicos, o resultado da votação realizada no final de fevereiro foi interpretado como um recado dos procuradores ao atual chefe da instituição, que goza de prestígio junto aos colegas promotores – que são maioria na instituição. Em sua carreira, Eder Pontes sempre ficou próximo das estruturas de poder na instituição. Ele começou a carreira no ano de 1993, onde passou por várias promotorias até chegar ao cargo de promotor corregedor, onde atuou por quase oito anos (entre os anos 2000 e 2002, e novamente, no período entre abril de 2006 até março de 2012, quando assumiu a chefia da instituição). À frente do órgão, o promotor atuou em questões polêmicas, como o arquivamento sumário das investigações da Operação Derrama, que levou 11 ex-prefeitos capixabas para atrás das grades.
Ana Rita recorre de decisão em favor de candidatura de Coser
A senadora Ana Rita e seus apoiadores no Estado protocolaram na Direção Nacional do PT, nessa quarta-feira (19), um recurso contra a decisão do Encontro de Delegados do PT/ES ocorrido no último sábado (15). O encontro, que era para escolher o candidato ao Senado entre a senadora e o presidente regional do partido, o ex-prefeito de Vitória João Coser, recebeu uma emenda permitindo que ele, que venceu a disputa interna, possa disputar qualquer cargo majoritário. Com a emenda que consta na resolução do encontro, Coser ganha flexibilidade para discutir com os aliados seu posicionamento no palanque. A apresentação do recurso já havia sido anunciada pelo grupo ao final do encontro. A preocupação é que às vésperas do encontro, o vice-presidente regional do partido, José Carlos Nunes, declarou que o partido admitia a possibilidade de discutir a vice na chapa de Renato Casagrande, abrindo mão do Senado para uma composição com o PMDB. Nos bastidores, se fala na possibilidade de garantir o espaço para que o ex-governador Paulo Hartung (PMDB) possa disputar o Senado na chapa de Casagrande ou uma composição de PMDB e PT, em que Hartung disputaria o governo e as vagas ao Senado e a vice seriam discutidas entre PT e PDT. O grupo argumenta no recurso que com essa decisão corre-se o risco de a presidente Dilma Rousseff ficar sem palanque no Espírito Santo, uma prioridade para o PT Nacional. Além disso, a emenda vai de encontro ao projeto de aumentar a bancada no Senado. O partido ficaria, assim, refém do palanque do PSB, que tem candidatura própria à Presidência. No recurso, os aliados de Ana Rita afirmam ainda que o encontro desrespeitou o calendário do partido, que estabelece que o Diretório Regional deve convocar um Encontro Estadual para, primeiro, definir a tática eleitoral e a política de alianças, para depois decidir quem irá postular um cargo majoritário e o método de escolha (encontro ou prévias). Para os apoiadores da senadora, a decisão do último sábado atropelou o processo, enfraquecendo o poder de negociação do partido. Nesse sentido, os militantes pedem que a direção determine que o nome escolhido no sábado passado dispute o Senado e não qualquer vaga na majoritária.
Filmesem cartaz
Programação dos cinemas de Vila Velha, Vitória e Guarapari de 20 a 26 de fevereiro ESTREIAS Namoro ou Liberdade? (That Awkward Moment, EUA, 2014, 90 minutos, 14 Anos) Comédia. Direção de Tom Gormican. Com Zac Efron, Miles Teller, Michael B. Jordan. Três grandes amigos sempre levaram uma vida de farra e diversão, sem relacionamentos sérios. Mas aos poucos cada um conhece uma garota diferente, e contra as expectativas deles, os casos de uma noite transformam-se em namoros. Cinemark – Shopping Vitória: Sala 1. 15h10. 17h30. 20h10. 22h30. Sábado e domingo também 12h30. Kinoplex – shopping Praia da Costa: Sala 5. 15h05. 17h15. 19h30. 21h40. DUBLADO Cinesystem – shopping Boulevard: Sala 2. 14h10. 16h25. 18h40. 20h55. SOS Mulheres ao Mar (Idem, Brasil, 2014, 90 minutos, 12 Anos) Comédia. Direção de Cris D'Amato. Com Giovanna Antonelli, Reynaldo Gianecchini, Fabiula Nascimento. Em meio à fossa da separação e a frustração prossifional, a escritora Adriana descobre que o ex fará um cruzeiro ao lado da nova namorada. Incentivada pela irmã Luíza, as duas decidem embarcar no mesmo cruzeiro para que Adriana tenha a chance de reconquistá-lo. Cinemark – Shopping Vitória: Sala 5. 13h20 (exceto terça-feira). 15h40 (exceto terça-feira). 18h (exceto terça-feira). 20h30 (exceto segunda e terça-feira). Terça-feira também 22h50. Sala 8. 13h20 (apenas terça-feira). 15h40 (apenas terça-feira). 18h (apenas terça-feira). 20h30 (apenas terça-feira). Kinoplex – Shopping Praia da Costa: Sala 1. 14h. 16h10. 18h30. 20h50. Terça e quarta-feira também 16h10. 18h30. 20h50 Cinesystem – Shopping Boulevard: Sala 4. 14h. 16h. 18h. 20h. 22h Justin e a Espada da Coragem (Justin and the Knights of Valour , Espanha, 2014, 90 minutos, Livre) Animação. Diração de Manuel Sicilia. Com Freddie Highmore, Saoirse Ronan, Antonio Banderas. Justin sempre quis ser um cavaleiro, mas seu pai, conselheiro-chefe da Rainha, quer que o filho siga seus passos e se torne um advogado. Em busca de ajuda, o garoto descobre que seu avô foi o mais nobre cavaleiro do reino e protetor do Rei. Contra o desejo de seu pai, Justin decide ir em busca de seu sonho e começa uma jornada para tornar-se cavaleiro. Cinemark – Shopping Vitória: Sala 7. 14h. Sábado e Domingo também 11h35. DUBLADO O grande herói (Lone Survivor, EUA, 2014, 120 minutos, 16 anos) Drama. Direção de Peter Berg. Com Mark Wahlberg, Taylor Kitsch, Emile Hirsch. Baseada em fatos reais, a história acompanha o oficial da marinha norte-americana Marcus Luttrell, enviado ao Afeganistão em busca de um homem de confiança de Osama Bin Laden. Quando ele se depara com um homem idoso e três crianças, ele recebe ordens para matar os quatro, mas Marcus não tem coragem de fazê-lo. Cinemark – Shopping Vitória: Sala 7. 16h30. 19h20. 22h10 Kinoplex – Shopping Praia da Costa: Sala 6. 13h30. 16h20. 18h50. 21h30 (LEG). Terça e quarta-feira também 16h20. 18h50. 21h30. (LEG) Cine Ritz Guarapari: Sala 2. 19h. 21h30 CONTINUAÇÃO 300: A Ascensão do Império 3D (300: Rise of an Empire, EUA, 2014, 102 minutos, 12 anos) Épico. Direção de Noam Murro. Com Sullivan Stapleton, Eva Green, Rodrigo Santoro. Após a morte do pai, Xerxes dá início a uma jornada de vingança e ruma em direção à Grécia, com seu exército sendo liderado por Artemisia. Cinemark – shopping Vitória: Sala 2. 14h50. 20h. DUBLADO. 17h20. 22h20 (LEG) Kinoplex – Shopping Praia da Costa: Sala 3. 15h40. DUBLADO. Sala 4. 16h. 18h35. DUBLADO. 21h10 (LEG) Cinesystem – Shopping Boulevar: Sala 3. 14h15. 16h30. 18h45. 21h. DUBLADO Cine Ritz Guarapari. Sala 3. 19h15. DUBLADO. 21h15 (LEG) Alemão (Idem, Brasil, 2014, 110 minutos, 16 anos) Drama. Direção de José Eduardo Belmonte. Com Caio Blat, Milhem Cortaz, Otávio Müller. Cinco policiais trabalham infiltrados no Complexo do Alemão e são desmascarados pelos traficantes, eles agora estão presos e aguardam que ou sejam executados ou resgatados pelas forças policiais. Cinemark – shopping Vitória: Sala 6. 13h30. 15h55. 18h40. 21h10. Sexta-feira e sábado também 23h40 Kinoplex – Shopping Praia da Costa: Sala 7. 13h45. 16h15. 18h45. 21h20. Terça e quarta-feira também 16h15. 18h45. 21h20 Cinesystem – shopping Boulevard: Sala 1. 14h35. 16h55. 19h15. 21h35 As Aventuras de Peabody e Sherman 3D (Mr. Peabody & Sherman, EUA, 2014, 92 minutos, livre) Animação. Direção de Rob Minkoff. Com Ty Burrell, Max Charles, Ariel Winter. Mr. Peabody é o cão mais inteligente do mundo. Ele acaba de construir uma máquina do tempo, mas ela é roubada. Imediatamente, o cão e seu ser humano de estimação, Sherman, devem correr para retomar sua invenção. Cinemark – shopping Vitória: Sala 3. 12h (apenas sábado e domingo) Kinoplex – Shopping Praia da Costa: Sala 4. 13h40. DUBLADO Cinesystem – shopping Boulevard: Sala 6. 19h25. DUBLADO Cine Ritz Guarapari: Sala 3. 17h30 Caçadores de Obras-Primas (The Monuments Men, EUA, 2013, 118 minutos, 12 anos) Drama. Direção de George Clooney. Com George Clooney, Cate Blanchett, Matt Damon, John Goodman, Bill Murray. Historiadores e curadores de arte se reúnem para resgatar obras renomadas em posse da Alemanha Nazista, antes que Hitler as destrua. Cine Ritz Guarapari: Sala 1. 19h. 21h30 Need for speed 3D (Idem, EUA, 2014, 130 minutos, 12 anos) Ação. Direção de Scott Waugh. Com Aaron Paul, Dominic Cooper, Imogen Poots. Um piloto de corridas ilegais, dono de uma garagem de modificação de carros de luxo, é enquadrado e preso quando seu melhor amigo morre em um racha. Ao sair da cadeia ele busca vingança. Cinemark – Shopping Vitória: Sala 8. 13h10 (exceto terça-feira). 18h50 (exceto terça-feira). Kinoplex – shopping Praia da Costa: Sala 2. 15h50. 18h40. DUBLADO. Sábado e Domingo também 13h10. 15h50. 18h40. DUBLADO Cinesystem – Shopping Boulevard: Sala 5. 14h. 16h45. 19h25. 22h. DUBLADO Robocop (RoboCop, EUA, 2014, 117 minutos, 14 anos) Ação. Direção de José Padilha. Com Joel Kinnaman, Gary Oldman, Michael Keaton. O policial Alex Murphy sofre um atentado, que o coloca entre a vida e a morte. Para salvá-lo o transformam em um ciborgue. Cinemark – Shopping Vitória: Sala 4. 19h10. DUBLADO. 22h (LEG)
O grupo Confraria de Teatro inicia temporada no Mucane
A mãe quer o controle e a filha quer a liberdade. A mãe é tradição e a filha é rebeldia. Os conflitos entre gerações é a matéria-prima do espetáculo Mesas Falam e se Movem. Esse é o primeiro espetáculo do Confraria de Teatro, que está em temporada no Museu Capixaba do Negro. O grupo vai se apresentar sempre às sextas, aos sábados e domingos. A temporada vai até o dia 29 de junho. O texto foi escrito pelo dramaturgo Ricardo Inhan e conta três histórias que debatem a questão da mudança de alguma situação desconfortante para as filhas ou para as mães. “Em cada parte uma personagem se coloca na situação de não aceitar essa mudança. Daí os conflitos começam a surgir, muitas das vezes imposto por um desejo de manter as regras, ou pelo desejo de amor excessivo, ou até por não querer ver a verdade dos fatos”, explica Luana Eva, uma das atrizes. O Confraria de Teatro é formada por Dayane Lopes, Luana Eva, Ludmila Porto e Thiara Pagani. As atrizes já atuaram juntas em outros grupos teatrais por mais de 10 anos e esse é o primeiro projeto desta nova formação. As quatro se conheceram ainda quando eram estudantes na Fafi, mas só depois de alguns encontros pelos palcos que elas resolveram montar sua própria companhia. Foi em setembro de 2012 que, juntas, começaram a sonhar com o primeiro espetáculo. Um ano depois foram contempladas pelo edital de residência de teatro da Secretaria de Estado da Cultura. O edital prevê um intercâmbio entre o grupo local e um diretor de fora do Espírito Santo. Para este projeto, o Confraria convidou o paulista Luiz Fernando Marques, diretor e um dos fundadores do Grupo XIX de Teatro. Luana conta que trabalhar com Luiz Fernando foi uma experiência que fortaleceu muito o grupo. “Ele abraçou nosso projeto e fez questão de participar de todas as etapas de produção da peça”, diz. Para Luana, o diretor está muito a frente de seu tempo e trouxe propostas ousadas para o grupo, “sua contribuição foi essencial para criarmos um trabalho muito profundo e objetivo. Foi uma honra trabalhar com ele”, declara. Além dele, o Confraria uniu esforços com outros integrantes de fora do Estado, como o mineiro Ricardo Inhan, o qual escreveu o texto especialmente para a companhia. Já a preparação do elenco ficou por conta do paulista Paulo Arcuri, membro do Grupo Travessia de São Paulo. Confraria de ideias Uma das pesquisas do grupo capixaba são espaços alternativos de teatro. Neste projeto, o local escolhido foi uma ala do Museu Capixaba do Negro. ”Nesse primeiro trabalho o coletivo partiu do ponto da afetividade com a cidade para montar a peça. Nós temos uma relação muito carinhosa com o Centro de Vitória”, explica Luana, que também conta que desde o começo o público procurou um local que fosse marcante dentro da cidade. Além da afetividade, o grupo também levou em conta a possibilidade de ter a plateia participando da cena e também a de fazer uma temporada extensa até o final de junho, o que não seria possível num teatro, devido as agendas dos locais. O grupo também tem uma pesquisa que gira em torno da relação da peça e das atrizes com o espaço, o cenário, os figurinos, adereços e até a própria plateia. O cenário de Mesas Falam e se Movem é composto apenas por uma mesa e pequenos adereços, que escondem muitos segredos e surpresas reveladas durante a apresentação. “Quando estamos num teatro onde os atores estão no palco e a público sentado na plateia, essa relação, em alguns casos, acaba sendo mais “fria”, pelo fato de a distância entre eles. No nosso caso, tudo é muito perto, a plateia senta-se à mesa junto com as atrizes e isso modifica muito as formas de interpretação e a forma como os atores se relacionam com o público”, explica Luana. Exemplo dessa interação com o público são os ensaios abertos que o Confraria realizou antes da estreia, nesses momentos a participação da plateia era essencial, que ao final dos espetáculos sempre se manifestava com elogios e sugestões. “O Confraria precisava investigar as reações da plateia e como ela se comportava fora do teatro convencional. Nos ensaios nós conseguimos testar alguns elementos da peça e até mesmo sentir como seria esta relação”, diz Luana. Ao final de cada apresentação no Mucane, o grupo continua abrindo espaço para um bate-papo com a plateia, que tem se manifestado de maneira muito positiva. Luana acredita que trazer o público para dentro da cena faz com que as pessoas se sintam completamente envolvidas na história. Serviço O grupo Confraria de Teatro apresenta o espetáculo Mesas Falam e se Movem durante as sexta-feiras, sábados e domingo até o dia 29 de junho. Na sexta as apresentações acontecem às 20h e nos demais dias às 19h30. A peça é encenada no Museu Capixaba do Negro, Verônica da Pas, no Centro de Vitória. Entrada: R$ 10 (inteira). É necessário fazer reservas no telefone (27) 99965-5195. Capacidade 24 pessoas.
Prefeitura de Vitória vai elaborar inventário dos gases de efeito estufa
A Prefeitura de Vitória irá realizar seu inventário de emissões dos gases de efeito estufa. O anúncio foi feito pelo secretário municipal de Meio Ambiente, Cleber Guerra, após participação no Seminário Nacional de Mudanças Climáticas e no Encontro de Secretários de Meio Ambiente, realizados em São Paulo. Para isso, Guerra pretende assinar um protocolo de intenções com a Secretaria de Meio Ambiente do Rio de Janeiro. O Rio de Janeiro é a capital estadual pioneira na elaboração desse plano e, por isso, servirá de exemplo para a elaboração do inventário de Vitória. O secretário afirmou que, no momento, o foco de sua pasta é assinar o termo de cooperação técnica com a Secretaria do Rio, para disponibilização dos técnicos que irão capacitar a equipe destinada a trabalhar no projeto local, o que deve ocorrer em junho próximo, durante um seminário. Para ele, o trabalho pela redução dos gases poluentes que contribuem para o aquecimento global se torna fundamental, à medida que a população passa a ser acometida por uma série de fenômenos extremos, como o excesso ou a falta de chuvas. Guerra informou não saber ainda detalhes sobre a metodologia utilizada na elaboração desse inventário. Entretanto, destaca que o estudo elaborado na cidade do Rio de Janeiro possui a identificação de todas as fontes emissoras dos gases de efeito estufa. Ações das empresas, o tratamento e gerenciamento de resíduos sólidos e as emissões veiculares são pontos importantes que devem ser destaques no inventário de Vitória, como pontuou. Com o diagnóstico das principais fontes emissora dos gases de efeito estufa, o secretário garante que a Prefeitura poderá estabelecer prioridades para o controle dessas emissões e consolidar políticas públicas. José Marques Porto, do grupo SOS Espírito Santo Ambiental, considera a elaboração do inventário em Vitória uma iniciativa inédita no Estado e o primeiro passo para que seja formulada uma Política Municipal a respeito dos gases de efeito estufa, uma demanda mundial que se relaciona diretamente com as mudanças climáticas. O ambientalista acredita que, assim, a Capital do Estado poderá passar a ser um município competitivo diante das demais localidades, para as empresas de real prática sustentável e que buscam se adequar às metas de redução de emissões. Mas alerta sobre a necessidade de o inventário ser elaborado de forma efetiva, o que inclui a participação ativa da sociedade civil e a proposição de debates, além da adequação dos valores estabelecidos a nível municipal com as metas mundiais pela redução das emissões, prazos bem definidos e valores acordados entre sociedade civil, poder público e empresas poluidoras. Ao contrário da Política Estadual de Mudanças Climáticas (Lei n. 9.531, de 17 de setembro de 2010), que não pontua nenhuma dessas questões. Porto ressalta que a política do governo do Estado advogou em favor das poluidoras, sem apontar para uma redução consensual nas emissões e sem ter havido qualquer tipo de debate com a sociedade civil. Se a política municipal for realizada em consonância com os anseios da sociedade civil, ressalta, acontecerá uma mudança obrigatória no processo de produção das grandes poluidoras do município, sobretudo a Vale, que deverá rever desde a sua matriz energética e métodos de contenção de poluentes, como a implantação de filtros de chaminés mais modernos e eficientes e a instalação de domus, sistema de enclausuramento total dos pátios de estocagem, e sistema de transporte do minério de ferro. No Espírito Santo, além da Vale, contribuem para o aquecimento global principalmente a ArcelorMittal, Samarco Mineração e Aracruz Celulose (Fibria), com suas emissões de poluentes.