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Século Diário

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Preparando o futuro

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O próximo ano será bastante atípico. Além da eleição presidencial e estadual, haverá uma Copa do Mundo no Brasil. Em um ano de pouca atividade, fica difícil tentar apontar os caminhos para a mobilização popular, uma vez que tudo já está pautado.    Mas, além da classe política, é preciso pensar em nível mais profundo os movimentos sociais. O movimento sindical também não pode ficar fora desta discussão. Se tem uma coisa que 2013 deixou claro, inclusive nas ruas, é de que é preciso repensar a política no país.    Quando se fala isso, logo se pensa em eleição para cargo institucional, mas a coisa deve começar de baixo. O movimento sindical é um bom caminho para isso. Hoje vemos à frente das direções sindicais gente que está há mais de 30 anos e, por incrível que pareça, o desconhecimento e o desrespeito pela história da luta de classe no Brasil é geral. Não há renovação e as práticas capitalistas estão cada vez mais inseridas no comando das entidades.    Um exemplo muito claro disso vem da ArcelorMittal, antiga CST, que antes da privatização contava com 6.200 funcionários. O movimento naquela ocasião foi contra a privatização, mas não teve força para evitar o rolo compressor. Hoje, Arcelor tem menos de dois mil funcionários, com salários reduzidos e uma prática de terceirização e quarteirização desumana. Salários aviltados em funções de extrema complexidade e periculosidade.    Quando CST, uma das justificativas para vendê-la era de que não dava lucro. Na verdade dava, e muito, aos trancos e barrancos ele era dividido com seu corpo de funcionários. E hoje a Arcelor tem alto lucro, mas para onde está indo esse recursos, uma vez que temos menos funcionários e salários baixos?    Só para se ter uma ideia do cúmulo a que se chegou, até o brinde de Natal dos aposentados foi cortado. Depois de perder a saúde nas atividades insalubres da empresa, os aposentados agora têm de pagar o plano de saúde, que é alto.    Essas distorções acontecem justamente porque não há no sindicato a participação dos trabalhadores.  As entidades têm se desidratado, perdido lideranças e entrado em um perigoso jogo de cartas marcadas com o capital. É preciso voltar ao chão da fábrica, conquistar os jovens trabalhadores e mostrar a importância da mobilização das categorias na formação de uma nova consciência para uma nova classe trabalhadora.    Não dá mais para o sindicato trabalhar com práticas do início da década de 1980. Também não dá para fazer as adaptações à revelia desse novo trabalhador. É no chão da fábrica que a classe trabalhadora conhece os problemas e pode oferecer sugestões. Além disso, é lá que se pode formar as lideranças que poderão defender a sociedade na política institucional.    Enfim, 2014 traz um desafio para o movimento sindical: se reinventar. Buscar formas de se aproximar dos trabalhadores, conquistá-los, mobilizá-los e, assim, formar uma nova consciência de classe. 

24/12/2013 / 0 Comments
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Roupa nova

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Um dos pontos que chama mais atenção na entrevista do consultor de marketing político, Helder Tabosa, nesse fim de semana, em Século Diário, é a discussão sobre a linguagem utilizada pela classe política nas redes sociais. Ainda sem compreender o fenômeno comunicacional que se consolida como um novo espaço de interação, as lideranças claudicam na busca de estabelecer contato. O que é um risco para os nomes colocados na disputa eleitoral do próximo ano. Isso porque, embora talvez não tenham o papel decisivo na escolha de um candidato, as redes sociais serão um veículo de comunicação importante na campanha. E um veículo de comunicação com uma fatia barulhenta da população. Mas esse trabalho de inserção, como explicou Tabosa, não é simples, nem para qualquer um. Um político cheio dos vícios da velha política, com um discurso duro, de mão única, não tem chances com as novas mídias. É preciso chegar de mansinho e entender que, assim como a TV, o rádio e a mídia impressa, as redes sociais também têm sua própria linguagem tanto no conteúdo quanto no imagético. Não dá para ter uma linha formal demais e fazer do Facebook ou do Twitter uma espécie de agenda virtual ou bloco de notas. Mas também não dá para perder a linha e querer forçar um discurso fora do perfil, que fuja da personalidade do político em questão. Qualquer tentativa nesse sentido vai soar como artificial, um fake. O eleitor não quer um candidato que saiba usar as redes sociais simplesmente, que seja descolado, quer um candidato que utilize a internet como uma ferramenta para aumentar a transparência e o diálogo, e que saiba receber elogio e crítica e ainda debater naquele espaço. Alguns nomes já estão pegando o jeito, mas ainda falta muita gente entender que para a próxima eleição será preciso muito mais do que gastar sola de sapato e suar a camisa. Vai ser preciso uma atenção especial para os eleitores do mundo virtual. Fragmentos: 1 – A bancada capixaba na Câmara dos Deputados vai para o recesso com a reflexão: este será o último ano naquela Casa para boa parte do grupo ou será que haverá virada de mesa? 2 – Na  Assembleia, o número de vagas é bem maior, mas as contas e expectativas sobre a eleição de 2014 também é grande, já que a tendência de renovação é muito grande. 3 – Será que o governador Renato Casagrande já tem nomes para substituir os secretários que devem se desincompatibilizar dos cargos em abril, para a disputa eleitoral de outubro de 2014?

24/12/2013 / 0 Comments
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Cidades mais atingidas pelas chuvas começam a receber medicamentos

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Uma força-tarefa foi mobilizada na manhã desta terça-feira (24) para separar os kits de medicamentos enviados pelo Ministério da Saúde ao Estado que irão ajudar no atendimento às vítimas das enchentes e prevenir e tratar doenças causadas pelo contato com água e lama contaminadas.    Cinco dos dez kits solicitados pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) ao governo federal chegaram ao Aeroporto de Vitória na noite dessa segunda-feira (23) e, na manhã desta terça (24) foram separados e enviados para Barra de São Francisco, São Domingos do Norte, Vila Velha, Santa Leopoldina e Santa Maria de Jetibá.   Os kits são formados por remédios (como antibióticos, anti-inflamatórios e antitérmicos) e insumos estratégicos, como sais para reidratação, ataduras, cateter, compressa de gaze, seringas, luvas, máscaras, entre outros itens, como hipoclorito de sódio (água sanitária) para ajudar no consumo de água potável, uma das grandes necessidades da população no momento.   Segundo a gerente da Vigilância em Saúde da Sesa, Gilsa Rodrigues, a expectativa é que o restante dos kits cheguem ainda nesta terça-feira para dar continuidade ao processo de distribuição. “Os kits são para cooperar com a atividade desenvolvida pelos municípios que sofrem com as enchentes. Cada Kit é suficiente para atender 500 pessoas por um período de três meses”, explicou Gilsa.   Os demais kits também serão destinados para os municípios com maior número de desabrigados/desalojados e vão colaborar no atendimento de pessoas que ficam suscetíveis a doenças causadas pelas enchentes, como leptospirose, hepatite A, diarreia e febre tifoide, além da dengue.    A Sesa disponibilizou seis caminhonetes para ajudar na entrega dos produtos. Os veículos também poderão ser usados para visitas nos municípios de difícil acesso. Além disso, técnicos da saúde estadual estão distribuindo materiais educativos e hipoclorito de sódio.   Nas enchentes, a água é contaminada ao se misturar com esgoto e lixo, podendo atingir os alimentos e as pessoas que entrarem em contato direto. As enchentes acendem o alerta da Sesa para doenças como gastrenterites, leptospirose, hepatite A e, ainda, doenças infecciosas respiratórias como gripes e resfriados, principalmente nos abrigos onde há aglomeração de pessoas.   Quem teve contato com água das enchentes deve ficar atento, durante um período de 45 dias, ao aparecimento dos seguintes sintomas: febre, dor de cabeça, dor muscular, dor na panturrilha (batata da perna), dificuldade de urinar e icterícia (cor amarelada da pele, mucosas e olhos). Após o contato com a água contaminada, é necessário sempre lavar-se com água e sabão.

24/12/2013 / 0 Comments
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PT de Vila Velha adia reunião para debater situação política do município

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A Diretoria Executiva do Partido dos Trabalhadores (PT) em Vila Velha adiou uma reunião marcada para esta segunda-feira (24), que iria discutir os últimos acontecimentos políticos no município. De acordo com o vereador Zé Nilton, também membro da Executiva, o encontro foi cancelado em função das dificuldades de locomoção enfrentadas por algum dos militantes petistas após as fortes chuvas que atingem a cidade há mais de dez dias. Segundo ele, a nova presidente do diretório municipal, Marta Gagno Intra, deve marcar uma nova data para a reunião, possivelmente na próxima semana. O encontro pode servir para o PT canela-verde marcar sua posição em relação à administração do prefeito Rodney Miranda (DEM). A reunião foi marcada após a repercussão da viagem do demista a Nova Iorque, nos Estados Unidos, quando deixou o município sem comando na última semana. No edital da primeira convocação, reproduzido nas redes sociais, Marta Gagno Intra afirmou que a “luta e ajuda ao povo canela-verde era a tarefa política do partido neste Natal”. No entanto, a situação política do prefeito, que é alvo de críticas em todo município, também deve ser discutida pelo comando petista em Vila Velha. Essa pode ser a segunda ação mais contundente contra Rodney. Nessa segunda-feira (23), a direção municipal do PCdoB anunciou que vai pedir o impeachment do prefeito na Câmara dos Vereadores. Além disso, o partido vai entrar com uma representação no Ministério Público Estadual (MPES) por supostos atos de improbidade cometidos pelo prefeito no episódio. O comando do partido divulgou uma nota pública, em que critica o abandono da população de Vila Velha pelo prefeito.

24/12/2013 / 0 Comments
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Estado já registra 14 mortes em decorrência das chuvas

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As fortes chuvas registradas no Espírito Santo entre essa segunda e terça-feira ( 23 e 24) aumentaram para 14 o número de mortes em municípios capixabas, principalmente no interior. Oito delas somente em Itaguaçu, na região serrana; duas em Colatina e duas em Baixo Guandu, no noroeste do Estado; uma em Nova Venécia, também no noroeste, e uma em Domingos Martins, na região serrana.   Segundo a Defesa Civil, a morte de uma mulher foi registrada em duplicidade nessa segunda-feira (23).    O prefeito de Itaguaçu, Darly Dettmann disse na manhã, desta terça-feira, que a cidade está destruída, os acessos ao município estão bloqueados, seja por alagamentos ou por queda de barreiras. Dettmann ressaltou que até mesmo o helicóptero da Marinha teve dificuldade de pousar nesta segunda-feira (23) para deixar mantimentos no município.    Aproximadamente quatro mil pessoas estão fora de casa em Itaguaçu, segundo o prefeito, e não há local para compra de suprimentos, já que o comércio também foi completamente atingido.    Colatina    Em Colatina, no noroeste do Estado, a madrugada também foi de muita chuva. O Rio Doce, que corta o município, subiu muito além do nível normal, provocando o fechamento da ponte Florentino Avidos, principal acesso à sede de Colatina.    Em alerta extraordinário do Sistema de Alerta de Cheias da Bacia do Rio Doce, divulgado nesta terça-feira, a prefeitura alertou que o nível de água do Rio Doce está na cota 783 cm, acima da cota de inundação de 520 cm.    Na manhã desta terça-feira, um deslizamento de terra no bairro São Marcos atingiu, pelo menos, cinco casas. Uma pessoa morreu soterrada em meio aos escombros. O trabalho de resgate prossegue na tarde desta terça.    As previsões hidrológicas para a cidade, segundo a Agência Nacional de Águas (ANA), é de que o nível do Rio Doce continue a subir nas próximas horas, podendo oscilar em torno da cota de 910 cm.   A orientação é que nenhum morador passe pelo Centro da cidade, nem pela ponte Florentino Avidos.  A Secretaria Nacional de Defesa Civil continua enviando alertas de risco de inundação e deslizamento de terra na região serrana e alagamentos em Linhares (norte do Etado) e Colatina devido ao nível do Rio Doce. Os coordenadores de Defesa Civil dos municípios foram informados acerca dos procedimentos de avaliação contínua dessas áreas e, caso necessário, evacuação emergencial.   Desabrigados   A intensa e prolongada chuva que ocorre no Estado, com registros desde o início do mês deixou 47 municípios afetados, muitos ficaram isolados pela intensa inundação, sem comunicação, água potável e energia elétrica. Dentre a população atingida, 49.886 capixabas já precisaram deixar suas casas, sendo que 5.300 pessoas foram acolhidas em abrigos e 44.586 estão em casas de parentes e amigos.  O levantamento de pessoas afetadas pelas chuvas continua prejudicado pela dificuldade de acesso as áreas afetadas. Cerca de 20 mil quilômetros de estradas foram destruídas ou danificadas, dificultando o tráfego de veículos e pessoas, inclusive até a chegada de socorro e ajuda humanitária. Além dos consideráveis prejuízos públicos ocorridos em todo o Estado, o comércio, indústrias e serviços foram prejudicados e nos municípios do interior ocorreu muita perda na agricultura e pecuária. Dos 78 municípios do estado os 48 mais afetados são: Afonso Cláudio, Água Doce do Norte, Águia Branca, Alto Rio Novo, Aracruz, Baixo Guandu, Barra de São Francisco, Bom Jesus do Norte, Cachoeiro de Itapemirim, Cariacica, Castelo, Colatina, Conceição da Barra, Conceição do Castelo, Domingos Martins,Ecoporanga, Fundão, Governador Lindemberg,Guarapari, Ibatiba, Ibiraçu, Itaguaçu, Itarana, Jeronimo Monteiro, João Neiva, Laranja da Terra, Linhares, Mantenópolis, Muniz Freire, Nova Venécia, Pancas, Rio Bananal, Santa Leopoldina, Santa Maria de Jetibá, Santa Teresa, São Domingos do Norte, São Gabriel da Palha, São Mateus, São Roque do Canaã, Serra, Vargem Alta, Venda Nova do Imigrante, Viana, Vila Pavão, Vila Valério, Vila Velha e Vitória.  

24/12/2013 / 0 Comments
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Acessos ao interior prejudicados por alagamentos e quedas de barreiras

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A situação das rodovias que cortam o Estado continua crítica nesta terça-feira (24) por conta da intensa chuva da madrugada. Municípios como Colatina, na região noroeste, e Itaguaçu, na serrana, estão isolados, já que os acessos registram alagamentos ou queda de barreiras.    No caso das rodovias federais, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) informa que na BR-101, na altura de Linhares (região norte), existe uma lâmina d’água de 50 centímetros, com interdição parcial. No local há interdição parcial com 6 quilômetros de retenção na tarde desta terça-feira.  Os motoristas que seguem em direção a São Mateus, encontram sérias dificuldades em trecho na localidade de Bebedouro. As águas invadiram a pista e o fluxo de veículos funciona no sistema “pare e siga”. Motoristas relatam uma espera de três horas para vencer o trecho, em função dos congestionamentos, que passam dos 10 quilômetros.   Em direção a Conceição da Brra, há quem enfrente até um dia de viagem para chegar aos respectivos destinos. De domingo (22) para segunda-feira (23), houve quem realizasse em 24 horas uma viagem entre Vitória e Itaúnas (Conceição da Barra), trecho que em geral consome três horas e meia de viagem. A estrada entre São Mateus e Guriri, no norte do Estado, teve de ser interditada pelo Departamento de Estradas de Rodagem (DER-ES). O órgão tem 200 homens atuando na liberação de estradas, mas enquanto estiver chovendo, o trabalho pode ser prejudicado.  Na BR-259, em João Neiva, no norte do Estado, há uma lâmina d’água no quilômetro 4,4 e interdição parcial, e queda de barreira no quilômetro 12,4 do mesmo município. Na mesma rodovia, no município de Baixo Guandu, no noroeste do Estado, houve queda de barreira com interdição total da pista.    Já na BR-262, na altura de Domingos Martins, na região serrana, há queda de barreira com interdição parcial da pista. Na mesma rodovia, em Conceição do Castelo, na região sul, também há queda de barreira, sem interdição. Em Ibatiba, no Caparaó, houve queda de barreira com interdição parcial.    Na região serrana, a estrada que leva a Itarana ttambém está alagada, o que impossibilita a chegada a Itaguaçu, assim como a ligação entre Linhares e Colatina (noroeste) está comprometida, impossibilitando a chegada a Baixo Guandu.    O DER orienta à população que só utilize estradas em caso de extrema necessidade, já que há buracos e alagamentos. O solo encharcado também aumenta a possibilidade de queda de barreiras, o que também pode provocar acidentes. 

24/12/2013 / 0 Comments
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Número de julgamentos de casos de corrupção na Justiça estadual caiu em 2013

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O Tribunal de Justiça do Estado (TJES) registrou uma queda expressiva no número de julgamento de ações por corrupção e improbidade administrativa em 2013. No período, foram sentenciados 267 processos contra 669 no ano anterior, uma redução superior a 60%. É o que aponta um relatório divulgado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que instituiu o exame dos casos como uma das metas do Judiciário para o ano passado. Segundo o relatório, com base em dados repassados até esta terça-feira (24), foram identificados 1.806 processos dentro da chamada Meta 18, que prevê o julgamento de ações criminais por corrupção (282 casos) e de improbidade (1524) distribuídas até o final de 2011. Ao todo, quase metade das ações (870) desta natureza segue pendente de análise. A meta do Conselho estipulava o exame de todos os processos, porém, foram julgados somente 51,38% dos casos nos últimos dois anos. No caso das ações de corrupção, foram julgados 123 processos (56,38% da meta), sendo 96 em 2012 e 63 no decorrer deste ano, ficando abaixo da média nacional (60%). Em relação aos processos de improbidade, o índice de cumprimento da meta foi ainda menor (50,98%). Do total de casos identificados, foram prolatadas 777 sentenças, sendo 573 no ano passado e apenas 204 este ano. No entanto, o número ficou acima de média nacional, que foi de 44% em ações de improbidade. Os dados revelam uma queda no ritmo de sentenças dos casos no ano passado. A redução nos ações criminais foi de 35%, enquanto nos casos de improbidade foi mais significativa, de quase 65% – ou seja, caiu para um terço do que foi julgado em 2012. Nem mesmo a instalação da 3ª Vara da Fazenda Pública Estadual, criada para o julgamento dos casos de improbidade nos juízos da Grande Vitória, conseguiu melhorar o desempenho da Justiça capixaba. Em entrevista exclusiva ao jornal Século Diário, o então presidente do TJES, desembargador Pedro Valls Feu Rosa, criticou o que chamou da cultura de impunidade ao falar sobre o julgamento dos casos de corrupção. “Todo mundo acha que a lei deve ser aplicada de forma dura, desde que seja para os outros. Todo mundo acha que os atos precisam de reforma, desde que sejam dos outros. Dentro de um ambiente desses, buscar-se isonomia de tratamento é conflituoso. A 3ª Vara foi sim um passo na direção correta, mas isso não me impede de reconhecer esse longo caminho a percorrer até que possa bater no peito e dizer que a lei é igual para todos”, disse.

24/12/2013 / 0 Comments
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Chuvas no ES: Dilma anuncia ações do governo federal e diz que prioridade é salvar vidas

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A presidente da República, Dilma Rousseff, anunciou, nesta terça-feira (24), novas ações do governo federal para atender às vítimas das chuvas que atingem o Espírito Santo há mais de dez dias. Segundo a presidente, a prioridade do momento é salvar vidas. Ela anunciou que o governo vai manter suas equipes no Estado para atuar no resgate de vítimas e no início da recuperação de vias e pontes afetadas pelas enchentes. Dilma afirmou que nunca viu uma situação tão grave de alagamento, que foi classificado pelo governador Renato Casagrande como o “evento climático mais extremo da nossa história”. Em entrevista concedida após se reunir com autoridades locais e sobrevoar áreas afetadas pelas chuvas na Grande Vitória, a presidente demonstrou preocupação com o todo Estado e, sobretudo, com o município de Colatina, na região noroeste, já que o nível do Rio Doce está próximo de causar uma inundação na cidade. Ela determinou ao comando do Exército, que também fez parte da comitiva presidencial, a realização de ações integrais para evitar uma tragédia, uma vez que o rio recebe as águas que vem do leste de Minas Gerais, também atingido pelas chuvas. A presidente anunciou três eixos de atuação do governo federal neste momento. O primeiro vai agir no resgate às vítimas para evitar novas mortes. “O mais importante é salvar vidas. O fator mais importante agora é a vida humana, e o Exército tem grande capacidade de resgate”, disse. Além disso, o governo vai atuar na recuperação da condição de vida da população com a reconstrução de casas pelo programa Minha Casa, Minha Vida, reconstrução de estradas, construção de pontes provisórias, liberação do FGTS, e o financiamento da recuperação do comércio local. Ela citou o exemplo das ações depois das chuvas na região serrana do Rio de Janeiro, em janeiro de 2011. Dilma destacou a importância do Sistema de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais, criado naquela ocasião, que já destinou, apenas para o Espírito Santo, R$ 600 milhões para obras de prevenção de desastres. Ela rechaçou as insinuações de que os repasses ao Estado e municípios, previstos dentro do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), não estariam sendo feitos no nível esperado. “O governo federal não regateia em caso de desastres naturais. Agora nos somos obrigamos pela legislação a fiscalizar os gastos para não ter desvio de dinheiro”, justificou. A presidente garantiu que todos os esforços estão sendo feitos pelo governo federal para atender às vítimas das chuvas no Estado. Ela afirmou que foi liberado o “cartão de desastre”, que agiliza a compra de insumos durante o período de crise. Dilma disse que o volume de chuvas registrado nos últimos dias – que chegou a 320 mm somente na Grande Vitória – superou todas as expectativas. Para a petista, a luta é para que jamais aconteça outra vez nessa escala. “Não é previsível [chuvas tão fortes], mas vamos considerar na hora de planejar. Nós já repassamos todas as verbas disponíveis, vamos manter as equipes, acompanhar os processos. Toda ação do Exército, da Marinha, da Força Nacional de Segurança e do Sistema Único de Saúde (SUS) está sendo feita com os nossos recursos [União]”, disse. A presidente também disse que ficou emocionada com a solidariedade e a ação de voluntários em todo o Espírito Santo: “É o temos que comemorar neste Natal. Vai permitir o resgate às pessoas e garantir o conforto delas nesta data”. Ela anunciou que irá visitar novamente no Estado após o fim das chuvas. Apesar de ter “combinado” a agenda com o governador, ela não confirmou a data de uma nova visita. Antes da entrevista da presidente, o governador Renato Casagrande agradeceu a solidariedade da população e o apoio concreto do governo federal na hora de dificuldade. Para ele, o fato de Espírito Santo viver o evento climático mais extremo de sua história, tem exigido uma coordenação muito forte do governo estadual, integrado com ações do governo federal e prefeituras. “Aém disso, estou vendo uma solidariedade imensa que domina todo o Espírito santo. Há um sentimento de desconforto muito grande [em relação às vítimas das chuvas]”. Casagrande afirmou que a maior preocupação é com a população que vive próxima a encostas devido à continuação das chuvas. “Até aquelas encostas que não eram declaradas como perigosas passaram a ser agora”, disse o governador, que sobrevoou áreas afetadas pela chuva junto com a presidente e os ministros Celso Amorim (Defesa) e Alexandre Padilha (Saúde). A comitiva da presidente Dilma Rousseff chegou ao Espírito Santo por volta das 9h40 e saiu da pista do aeroporto de Vitória diretamente para o helicóptero, onde fez um voo de aproximadamente 40 minutos. Dilma afirmou que viu uma “quantidade de águas absurdas, tanto na Serra, quanto em Vila Velha”. Estava nos planos da presidente descer para visitar algumas das áreas, mas as condições do tempo não permitiram o pouso do helicóptero. Ela retornou ao aeroporto, onde se reuniu por mais de uma hora com autoridades locais, ministros e os comandos do Exército e da Defesa Civil Nacional, para discutir as ações para mitigar os efeitos das chuvas (foto acima). O avião presidencial deixou o Estado por volta das 12h40.

24/12/2013 / 0 Comments
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Espírito Santo registra o maior volume de chuva da história

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O Espírito Santo enfrenta a maior chuva desde que começaram as medições meteorológicas no Estado, há 90 anos. As informações são do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper). Um canal de umidade associado à presença de Zonas de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS) mantêm o tempo encoberto em todo o Estado.   A chuva deve continuar ao longo desta terça-feira (24), em função das condições de instabilidade. Podem ocorrer volumes significativos nas regiões sul, serrana, Grande Vitória, noroeste e em municípios do nordeste situados ao sul do vale do Rio Doce.    Já foram registrados acumulados de chuva com volume superior a 700 milímetros desde o início do mês de dezembro em alguns municípios do Estado. “O solo já está muito encharcado e a continuidade da chuva só agrava os impactos”, disse Hugo Ramos, meteorologista do Incaper.   Os estragos causados pela chuva já são considerados maiores do que a tragédia registrada na enchente de 1979, que afetou municípios de Minas Gerais e Espírito Santo localizados no Vale do Rio Doce. Quase 48 mil pessoas tiveram que deixar suas casas. Foram registradas 74 mortes e 4.424 residências atingidas nos dois Estados naquela época. A maior cheia da história do Rio Doce foi em 1997, quando o manancial ultrapassou a cota de 8,70 metros. Em Colatina, no noroeste do Estado, a cota de inundação do Rio Doce é de 5,2 metros. Ao atingir este nível, o rio transborda e pode inundar vários pontos da cidade.   A Secretaria Nacional de Defesa Civil continua enviando alertas de risco de inundação e deslizamento de terra na Região Serrana e alagamentos em Linhares, no norte e Colatina devido ao nível do Rio Doce estar acima da taxa de inundação. O Rio Doce deve ultrapassar a cota de 10 metros. Devido às fortes chuvas ocorridas no leste de Minas Gerais nos últimos dias, o Incaper recomenda seguir as informações do sistema de alerta de cheias da bacia do Rio Doce, do site: http://www.cprm.gov.br/alerta/site/boletim.html   Diversas atividades agrícolas foram afetadas, como cafezais, pastagens, hortaliças e frutas. No interior, mais de 200 pontes foram danificadas ou arrancadas pela força das águas. Houve deslizamento de barreiras de terra e rompimento de dezenas de barragens. Estradas rurais estão intransitáveis e comprometem o escoamento da produção de alimentos. Mais de 100 mil litros de leite foram perdidos. O fornecimento de ração para a avicultura também foi afetado, principalmente no município de Santa Maria de Jetibá, na região serrana.   Confira o acumulado de chuva (em milímetros) em alguns municípios capixabas, registrado entre os dias 1 e 23 de dezembro de 2013:   Linhares (Povoação) – 756,8 Linhares (Pontal do Ipiranga) – 740 Fundão – 689,8 Rio Bananal – 648,4 Águia Branca – 672,4 Vitória – 669 Linhares – 633,3 Laranja da Terra – 631,5 Pancas – 625,2 Sooretama – 606,7 Aracruz (Jacupemba) – 604,1 Ibitirama – 601,2 Linhares – 597,2 Baixo Guandu – 589,6 Ecoporanga – 579 Marilândia – 572,4 Marilândia – 544,9 Governador Lindenberg – 531,1 Aracruz (Vila do Riacho) – 526,1 Viana (Jucuruaba) – 514,0 Colatina – 507,8 São Gabriel da Palha – 507,4 Ecoporanga – 507,3 Ibitirama  -495,9 Iconha (Duas Barras) – 489,6 Domingos Martins – 475,8 Santa Teresa (São João de Petrópolis) – 473,8 Aracruz (Santa Cruz) – 473,8 Jaguaré (Barra Seca de Ponte Nova) – 463,5 Vila Pavão – 455,6 Boa Esperança – 454,3 Viana – 450,3 Marechal Floriano – 448,1 Alegre – 439,0 Iúna – 439,0 Afonso Cláudio – 438,8 Iconha – 430,1 Jaguaré – 422,9 Boa Esperança – 410,9 Vila Valério – 408,8 Alfredo Chaves – 384,6 Muniz Freire – 334,7 Castelo – 281,5 Pinheiros – 279,4 Mucurici  – 270,4 Guarapari  -263,0 São Mateus – 201,0

24/12/2013 / 0 Comments
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Número de desabrigados não para de aumentar no Estado

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A Secretaria Nacional de Defesa Civil continua enviando alertas de risco de inundação e deslizamento de terra na região Serrana e alagamentos em Linhares e Colatina devido ao Rio Doce apresentar nível de água acima da taxa de inundação. Os coordenadores de Defesa Civil dos municípios foram informados acerca dos procedimentos de avaliação contínua dessas áreas e, caso necessário, evacuação emergencial.   Com um total de 47 municípios afetados e vários deles ainda com dificuldade de acesso, órgãos do governo, prefeitura, Defesa Civil, Corpo de Bombeiros, Exército e Força Nacional estão trabalhando em todas as áreas afetadas para socorrer vítimas que ainda estão isoladas, retirar pessoas de áreas de riscos, transportar e distribuir os donativos recebidos.   O número de pessoas que precisaram deixar suas casas tem aumentado à medida que as equipes conseguem chegar às áreas afetadas. Este número chegou, no último levantamento, a 46.189 pessoas, sendo 4.669 desabrigados (estão em abrigos municipais) e 41.520 desalojados (foram para casa de parentes e amigos). Entre elas, há o registro de 49 pessoas feridas. O levantamento de pessoas afetadas pelas chuvas continua prejudicado pela dificuldade de acesso as áreas afetadas.   Os municípios afetados são: São Roque do Canaã, Santa Leopoldina, Santa Tereza, Venda Nova do Imigrante, São Gabriel da Palha, Cariacica, Viana, Vila Velha, Serra, Vitória, Afonso Claudio, Itaguaçu, Conceição do Castelo, Itarana, Muniz Freire, Santa Leopoldina, Santa Maria de Jetibá, Castelo, Laranja da Terra, Vargem Alta, Agua Doce do Norte, Águia Branca, Alto Rio Novo, Aracruz, Baixo Guandu, Barra de São Francisco, Colatina, Conceição da Barra, Ecoporanga, Fundão, João Neiva, Linhares, Ibiraçu, Mantenópolis, Nova Venécia, Pancas, Rio Bananal, São Domingos do Norte, São Mateus, Vila Pavão, Vila Valério, Bom Jesus do Norte, Cachoeiro de Itapemirim, Guarapari, Ibatiba e Jeronimo Monteiro.   O governo decretou Situação de Emergência em todas as áreas afetadas por desastres decorrentes das últimas chuvas.   Dos 47 municípios afetados, o decreto municipal de 22 municípios, referente à situação de anormalidade (Situação de Emergência ou Estado de Calamidade Pública) devido às fortes chuvas está sendo elaborado pelos municípios e alguns já estão sendo analisados pela Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil (Cepdec). São eles: Água Doce do Norte, Rio Bananal, Castelo, Bom Jesus do Norte, Vargem Alta, Cachoeiro de Itapemirim, Ecoporanga, Mimoso do Sul, Laranja da Terra, São Domingos do Norte, Viana, Conceição do Castelo, Águia Branca, Alto Rio Novo, Barra de São Francisco, Nova Venécia, Ibatiba, São Gabriel da Palha, Pancas, Vila Pavão, Linhares e Mantenópolis. Mais municípios estão avaliando os prejuízos.   Doações: As doações de Cesta Básica e Água Mineral estão sendo recebidas nos seguintes locais:   – 1º Batalhao da Polícia Militar: Av Maruipe, 2115, Maruipe Vitoria –  Tel 3636-7306 – 2º Batalhao da Polícia Militar: Av Guanabara, 40, Bairro Iolanda – Nova Venécia Tel (27) 3752-4200 – 4º Batalhão da Polícia Militar: Av Nossa Senhora da Penha, 118 Ibes –  Vila Velha – Tel 3636-0400 – 9º Batalhão da Polícia Militar: Rua Sisypho Sardenberg, s/n – S Luiz Gonzaga – Cachoeiro de Itapemirim  – Tel 3636-2000 – 11º Batalhao da Polícia Militar: Rua Vereador Antonio Roas Ruebra, 293 – Centro – Barra de São Francisco – Tel (27) 3756-8400 – 12º Batalhao da Polícia Militar: Rua Washington Luiz, 599 – Bairro José Rodrigues Maciel – Linhares – Tel (27) 3372-7853 – Escola Honório Fraga: Rua Nossa Senhora Aparecida, 204 – São Silvano – Colatina – Tel (27) 3722-3247 Doações em dinheiro podem ser feitas em três contas correntes do Corpo dos Bombeiros:   Banestes – agência: 0271/ conta: 23.765.589   Banco do Brasil – agência: 3665-X /conta: 150.000-7   Caixa Econômica Federal: agência 0167-8/ operação 06/ conta: 10.004    

24/12/2013 / 0 Comments
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