Skip to content

Século Diário

Portal de Notícias

11122013_Antonio20AugustoCamaradosDeputados.jpg

Cimi: 72% da comissão especial da PEC 215 é ruralista

Sem categoria

O Conselho Indigenista Missionário (Cimi) apontou que pelo menos 72% dos deputados da comissão especial da Proposta de Emenda à Constituição (PEC 215/2000) são membros ou aliados da Frente Parlamentar Agropecuária. São ao menos 15 ruralistas, com direito a voto, de um total de 21 deputados federais, nenhum deles do Espírito Santo. O Cimi também alertou que o número de membros ruralistas pode aumentar , caso as posições regionais de alguns deles, que são contrários a demarcações e outros direitos indígenas em seus estados de origem, prevaleçam. Entre os demais deputados, a entidade acredita que apenas cinco certamente farão frente ao pleito ruralista de transferir do Executivo para o Legislativo a aprovação das demarcações e homologações de terras indígenas, quilombolas e áreas de conservação ambiental. O presidente da comissão é o deputado Afonso Florence (PT/BA) e na relatoria está o deputado Osmar Serraglio (PMDB/PR), que já deu parecer favorável à proposta, quando foi relator da matéria na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Todos os demais integrantes da mesa tmbém são da bancada ruralista – três vice-presidentes e o relator substituto. A coimssão da PEC foi instalada na noite dessa terça-feira (11), em menos de dez minutos, com a presença de lideranças indígenas, e ocorreu em clima de tensão e sob os gritos de “Demarcação Já!” e “Assassinos!”, em referência aos ruralistas. A primeira reunião de debates foi marcada para a próxima terça-feira (17), às 18 horas. Nesta quinta-feira (12), a ministra da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, Maria do Rosário, pediu apoio aos povos indígenas na luta para que os parlamentarem votem contra a proposta. A menos de um ano para as eleições de 2014, a ministra disse que o governo precisa de apoio porque está sofrendo diversas pressões, como informou à Agência Brasil. Pedido de Maria do Rosário segue manifestação anterior do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, de que o governo federal é contra a PEC 215, por considerá-la inconstitucional. A posição em relação à proposta, no entanto, não reflete as medidas tomadas pelo governo Dilma Rousseff em relação às terras indígenas, em favor dos interesses ruralistas.  Mandado de Segurança (MS 32262) impetrado pelas frentes de Defesa dos Direitos Humanos e de Apoio aos Povos Indígenas da Câmara dos Deputados, com pedido de liminar, para sustar a tramitação da PEC 215, foi negado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, no último mês de setembro. 

12/12/2013 / 0 Comments
read more

Justiça condena fiscal que cobrou propina para instalação de microempresa na Serra

Sem categoria

O juiz da 3ª Vara dos Feitos da Fazenda Pública Estadual, Gustavo Marçal da Silva e Silva, condenou o fiscal da Prefeitura da Serra, Júlio Maria de Faria, em uma ação de improbidade pela acusação de receber propina para facilitar a regularização de uma microempresa. Na sentença divulgada nesta quinta-feira (12), o magistrado considerou que o fiscal, além da cobrança dos valores, não teria cumprido com a promessa de solucionar os problemas com as obras desde a fase de projeto até a regularização do “habite-se”. Na decisão assinada no último dia 29, o juiz Gustavo Marçal considerou que a atitude do fiscal violou os princípios da administração pública e permitiu o enriquecimento ilícito do réu. Por conta disso, ele julgou procedente todos os pedidos feitos pelo Ministério Público Estadual (MPES), autor da ação, para condenar o fiscal Júlio Faria à perda do cargo, além do ressarcimento da propina cobrada (R$ 3.090,00) e do pagamento de multa no dobro do valor recebido indevidamente (R$ 6.180,00). “Cumpre ressaltar que o ato de improbidade praticado foi grave, razão pela qual merece o requerido ser apenado com rigor, porquanto revelou total desrespeito às leis, às instituições e menosprezo à coisa pública. Com efeito, a exploração da fração de poder que lhe é outorgada, na estrutura administrativa direta ou indireta, para captar vantagem a que, regularmente, não teria direito, é a modalidade de improbidade mais grave porque é, dentre todas, a que fere de forma mais contundente o interesse republicano, já que neutraliza o cerne ético do serviço público, abrindo as portas de Tróia para a captura dos bens e interesses públicos por interesses privados”, diz a decisão. Na denúncia, o Ministério Público acusou o fiscal de ter se dirigido a um estabelecimento comercial e autuado a empresa sob o argumento de que não possuía projeto arquitetônico hidrossanitário. Em seguida, o denunciado teria se prontificado a resolver toda a situação, providenciando desde o projeto até a regularização do “habite-se”, mediante o pagamento de R$ 500,00 à vista, mais dois cheques de R$ 2 mil e R$ 590,00. A promotoria narrou ainda que o denunciado teria se apropriado de R$ 1.854,00 da empresa sob alegação do pagamento de IPTU atrasado, que jamais foi recolhido aos cofres do município. Segundo a decisão do juiz Gustavo Marçal, os valores da condenação deverão ser corrigidos monetariamente desde a data da propositura da ação e acrescidos de juros de mora no percentual de 1% ao mês, a partir da citação. A sentença ainda cabe recurso por parte do fiscal, enquanto os efeitos da perda de cargo são válidos após o trânsito em julgado do caso.

12/12/2013 / 0 Comments
read more

TJES derruba liminar que suspendia aumento de salários do prefeito, do vice e de secretários em Marataízes

Sem categoria

A desembargadora substituta Janete Vargas Simões, da 1ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado (TJES), suspendeu, nesta quinta-feira (12), a decisão liminar de 1º grau que havia revogado o reajuste dos salários do prefeito, do vice-prefeito e de secretários municipais de Marataízes (litoral sul do Estado). Na decisão, a magistrada acolheu o pedido de efeito suspensivo, interposto pelo município. O mérito do recurso deverá ainda ser apreciado pelo colegiado. Na decisão publicada no Diário da Justiça, a juíza também abriu prazo para que o advogado Leandro Bastos Pinheiro, autor da ação popular contra o aumento, se manifeste nos autos. Com a decisão monocrática, serão mantidos os efeitos da Lei Municipal nº 1.536/2012, que reajustou os vencimentos dos agentes políticos de Marataízes. A norma havia sido suspensa, no último dia 25, por decisão da titular da Vara da Fazenda Pública Municipal, Cláudia Cesana Sangali de Mello Miguel. Na liminar derrubada, a magistrada havia considerado que o reajuste salarial “ofendeu os princípios da moralidade e da imparcialidade”, por ter sido aprovado pelos vereadores logo após a reeleição do prefeito Jander Nunes Vidal (PSDB), que está hoje afastado judicialmente do cargo. Na ação, o advogado narra que o Projeto de Lei nº 099/2012, que previa o aumento dos subsídios, foi deflagrado pela Câmara de Vereadores no dia 9 de outubro de 2012 – dois dias após a confirmação da vitória do tucano. Consta que a matéria foi aprovada no dia 18 de outubro e publicada no dia 23 de dezembro, véspera das festas de fim de ano, para produzir seus efeitos a partir do início de 2013. Segundo ele, a legislação proíbe este tipo de reajuste após as eleições. Com a aprovação da lei municipal, o salário do prefeito de Marataízes passou de pouco mais de R$ 10 mil para R$ 18 mil mensais, enquanto os vencimentos do vice-prefeito subiram à mesma proporção, de pouco mais de R$ 5 mil para R$ 9 mil. Já o subsídio dos secretários municipais foi para R$ 4,8 mil mensais. Na decisão, a magistrada havia fixado uma multa de R$ 10 mil para cada remuneração repassada em desconformidade com a ordem judicial. Além do prefeito afastado Doutor Jander, figuram como réus no processo, o interino Robertino Batista da Silva (PT) e o município de Marataízes. 

12/12/2013 / 0 Comments
read more
13082012_vale_rioka_20200308-094242_1.jpg

Perito decide ampliar estudos que irão quantificar poluição do ar emitida pela Vale

Sem categoria

O engenheiro agrônomo Luiz Roberto Charnaux Serta Júnior, que irá coordenar a perícia determinada pela Justiça Federal na ação civil pública movida pela Associação Nacional dos Amigos do Meio Ambiente (Anama) contra a poluição da Vale, decidiu ampliar o escopo dos trabalhos. A medida é necessária, segundo ele, para melhor avaliar os dados das emissões, bem como os respectivos sistemas de mitigação e a eficiência dos atuais procedimentos de monitoramento. A decisão cabe agora ao juiz federal Francisco de Assis Basílio de Moraes.   Inicialmente, o perito havia concordado em aproveitar os dados do Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema), o que era o desejo dos réus da ação – além do Iema e da mineradora, o governo do Estado, a União e o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama).  Mas a Anama se posicionou de maneira contrária, com base na acusação de negligência que pesa sobre o Iema, por não fazer o correto monitoramento das emissões, e nas relações de cumplicidade existentes entre a Vale e o governo do Estado.   Após os questionamentos da entidade, o juiz federal havia resolvido deixar então a critério do perito aproveitar os dados do Iema, caso julgasse necessário, durante a realização da perícia. No entanto, Serta Júnior encaminhou nova proposta antes mesmo dos trabalhos começarem, como também defendia a autora da ação.   O perito quer primeiro validar a Rede Automática de Monitoramento da Qualidade do Ar da Grande Vitória (RAMQUAR-RGV), a partir da “verificação das calibrações utilizadas, da consistência da base de dados, e da avaliação da estratificação de poluentes atmosféricos”. Para isso, irá fazer a coleta simultânea de dados primários de fontes pontuais, amostragem de grande volume nas imediações das fontes, e modelagem numérica da dispersão atmosférica de poluentes.    Também consta na perícia a coleta de amostragem isocinéticas (que possuem a mesma velocidade), com medição das emissões de material particulado (MP), óxido de nitrogênio (NOx), gases de combustão (O2,CO2 e CO) e compostos orgânicos voláteis (COVs), provenientes de 13 pontos nas fontes de emissões dentro da planta industrial da Vale – sete principais e seis secundárias. Desta forma, segundo o perito, será possível verificar a metodologia atualmente utilizada.    Outras fontes consideradas significativas de material particulado (pátios e píer e processos de transferência do terminal de minério) também serão avaliadas.    Já para as coletas de particulado total em suspensão (PTS), serão utilizadas amostras de grande volume, realizadas em três pontos na fronteira do empreendimento e dois próximos às estações automáticas de monitoramento da qualidade do ar, nos bairros Enseada do Suá e Vila Velha. A amostragem será feita em período específico – no mínimo 15 dias corridos –, e de maneira simultânea nessas localidades, além de paralela às coletas de dados primários das fontes pontuais.    Luiz Roberto Charnaux Serta Júnior, que é do Rio de Janeiro, pretende ainda implantar uma estação de monitoramento da qualidade do ar, incluindo o fornecimento dos equipamentos, instalação, operação e manutenção, para determinação das concentrações de PTS na unidade industrial da Vale, por período de 24 horas de coleta, durante 15 dias.   Para finalizar o trabalho de campo, ele propõe fazer a Modelagem Numérica da Dispersão Atmosférica, para o monitoramento de poluentes, com identificação e quantificação das principais fontes de emissão da mineradora, seguida da avaliação dos impactos aos bairros adjacentes e da contribuição na qualidade do ar na Grande Vitória.    As condições meteorológicas, as características das fontes e dos gases emitidos e as condições do terreno serão consideradas nos cálculos de dispersão, como aponta a manifestação do perito à Justiça Federal.   O prazo de conclusão dos estudos é de seis meses e o valor estipulado para os trabalhos R$ 1.078.000,00. A equipe coordenada pelo engenheiro agrônomo é formada por mais dez profissionais. Caso acate a proposta, o juiz deverá liberar ao perito, imediatamente, 50% do valor estipulado.   A perícia será acompanhada por uma equipe destinada pela prefeitura da Capital do Estado e por Eraylton Moreschi Junior, indicado pela Anama. O município de Vitória também era réu na ação ajuizada em 2006, mas requereu sua exclusão do polo passivo da demanda, passando à condição de polo ativo, alegando interesse na redução da poluição do ar.   Os estudos irão apontar os impactos à saúde e patrimonial gerados pela mineradora na Grande Vitória, com objetivo de calcular indenização aos moradores. Em outra ação, a Anama requer a suspensão do licenciamento da oitava usina da Vale.    Já a ArcelorMittal, que divide com a Vale a liderança nas emissões de poluentes na região, é réu em ação conexa, também ajuizada pela entidade.

12/12/2013 / 0 Comments
read more

Sindicato denuncia falta de combustível em veículos do Iases

Sem categoria

O Sindicato dos Trabalhadores no Sistema Socioeducativo (Sinases) denunciou a falta de combustível para os veículos do Instituto de Atendimento Socioeducativo (Iases). Segundo o presidente da entidade, Bruno Menelli, a falta de combustível já prejudica o atendimento a adolescentes que precisam de transporte: audiências, transferências e serviços de saúde.    Ele conta que a verba para combustível da autarquia para este ano era de R$ 439,2 mil, mas foi gasta até setembro deste ano. Um aditivo de R$ 25,4 mil foi solicitado pela autarquia em seguida, mas já foi consumido, o que levou a um novo pedido, em dezembro, de mais R$ 50 mil.    No entanto, o ano está quase no fim e em 2014 uma nova empresa deve ser escolhida por meio de licitação.    O Iases tem 46 veículos, divididos entre os modelos Kombi e Fiat Palio e, segundo Bruno, pelo menos metade da frota está parada. Ele acrescenta que um transporte foi solicitado para Aracruz (norte do Estado) nesta quinta-feira (12) e o veículo corre o risco de não conseguir terminar o percurso por falta de combustível. 

12/12/2013 / 0 Comments
read more
19112012_conselheiro_pimentel_divulgTC_20200308-094242_1.jpg

Tribunal de Contas abre investigação sobre obras do ‘posto fantasma’

Sem categoria

O Tribunal de Contas do Estado (TCE) iniciou a apuração de eventuais irregularidades nas obras do Posto Fiscal São José do Carmo, em Mimoso do Sul. Nessa terça-feira (10), o relator do caso, conselheiro José Antônio Pimentel, determinou a realização de diligências solicitadas pelo Ministério Público Especial de Contas (MPC). O órgão ministerial pediu a apuração rigorosa dos gastos com as obras, que custaram mais de R$ 25 milhões, mas não saíram da fase de terraplanagem. De acordo com informações do TCE, o conselheiro não autorizou a divulgação do interior teor da Decisão Monocrática Preliminar nº 1057/2013. No entanto, a assessoria do órgão informou que o relator acolheu o pedido do procurador de Contas, Luciano Vieira, autor da representação, para a produção de provas. Foram solicitadas cópias à Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz) de todo processo relativo à desapropriação das áreas para a construção do posto, bem como a cópia dos documentos relativos ao procedimento licitatório e execução do contrato, de responsabilidade do Departamento de Estradas de Rodagem do Estado (DER-ES). O conselheiro Pimentel fixou o prazo de 30 dias para a remessa das informações. Os documentos devem servir de base para a deflagração das investigações no Tribunal de Contas das obras do posto fantasma. O escândalo ocorrido no governo Paulo Hartung (PMDB) também está sendo apurado pela Justiça Estadual, que examina uma ação de improbidade contra o ex-governador e sete pessoas por supostas irregularidades no mesmo episódio. No texto da própria representação, o procurador afirmou que o pedido de investigação foi baseado na denúncia ajuizada pelo Ministério Público Estadual (MPES). Uma das inovações do processo na corte de contas é o fato de terem sido levantadas possíveis irregularidades na desapropriação do terreno do posto, assim como na fase de licitação. O representante do MPC denuncia o eventual direcionamento do certame com a previsão de exigências acima do previsto em lei, o que poderia restringir a competição entre empresas. O procurador de Contas classificou os gastos na ordem de R$ 25,12 milhões como antieconômicos. Deste total, o representante do MPC sustenta que pelo menos R$ 2,90 milhões foram ilegais, pelo fato de o posto fiscal já ter sido extinto pelo então governador. “As graves ilegalidades perpetradas são suficientes para caracterizar ato de gestão antieconômica que ofende os princípios constitucionais da moralidade, da eficiência e supremacia do interesse público; ressaltando a configuração, também, de ato de gestão ilegítima, em afronta ao princípio da legalidade, as condutas praticadas após a extinção do posto fiscal”, afirma. Entre os pedidos da ação, que ainda devem ser apreciados pelo relator, Vieira pediu a “apuração dos fatos de forma exaustiva, bem como a quantificação e atualização do dano causado, imputando-se, ao fim, débito aos responsáveis, sem prejuízo de aplicação das demais penalidades previstas em lei”. O representante do MPC solicitou ainda cópias do processo de desapropriação das três áreas utilizadas para a construção do posto, fato que não chegou a ser levantado na ação judicial.

12/12/2013 / 0 Comments
read more

País tem mais de 2 mil pessoas incluídas em programas de proteção

Sem categoria

A oitava edição da revista Congresso em Foco traz uma reportagem sobre o retrato das pessoas que estão sob proteção, seja por denunciar violações de direitos humanos, por terem testemunhados crimes, ou por terem sido vítimas deles. Em todo o País, mais de dois mil brasileiros estão marcados para morrer, sendo que, no Estado 117 têm proteção especial.    Segundo o levantamento feito pela publicação, o Espírito Santo tem 59 pessoas incluídas no Programa de Proteção a Defensores de Direitos Humanos; 57 no Programa de Proteção a Vítimas e Testemunhas; e um juiz sob proteção.    O número de pessoas no programa de defensores públicos só é menor que o do Pará, que tem 67 pessoas no mesmo programa. O destaque da reportagem é o padre Savério Paolillo, conhecido como Padre Xavier, expoente no Estado em defesa de direitos humanos e, por muitos anos, contumaz denunciante de violações ocorridas no sistema carcerário e socioeducativo do Estado.    O religioso destacou à reportagem que nos 13 anos em que viveu no Estado especializou-se em denunciar violações dos direitos humanos nos presídios e nas unidades de internação de adolescentes. Em 2010, esteve na linha de frente da equipe que denunciou o governo estadual à Organização das Nações Unidas (ONU) pelas chamadas “masmorras capixabas”. Entre outras coisas, o relatório reunia fotos de corpos esquartejados e amontoados em sacos e baldes de lixo.   Ele contou que os presos eram executados dentro da penitenciária e que os ossos eram retirados da carne e jogados no lixo. “Tiramos foto de 18 esquartejados, mas não descobrimos quantos passaram por isso”, disse o padre.    As ameaças ao religioso começaram em 2003 quando mediou uma rebelião de adolescentes infratores durante a visita de uma relatora da ONU ao Brasil. “No dia seguinte, passei a receber ligações no celular dizendo que encheriam minha cara de balas, que meu Fiat Uno ficaria vermelho de sangue”, lembrou. Após o episódio, ficou um ano sob escolta policial.    Padre Xavier entrou para o programa em 2007 e saiu em 2012, quando foi embora do Estado. O religioso foi para a Itália, seu país de origem, fazer cursos. “Aqui só respirava violações e denúncias. É um campo de batalha. Você não é mais você, é um militante dos direitos humanos. As pessoas cobram da gente respostas o tempo todo”, disse ele à reportagem.    Ele retornou ao País e atualmente vive em Salvador. Padre Xavier pretende seguir para o Maranhão em 2014. 

12/12/2013 / 0 Comments
read more
061113_ponto20de20onibus20transcol_divulgaca_20200308-094242_1.jpg

Ipea apresenta proposta para transporte gratuito no País

Sem categoria

Isentar as tarifas de 39.366 pessoas com dificuldade de acesso ou que não possuem acesso ao transporte público em Vitória é algo possível. É isso que aponta a Nota Técnica “Transporte Integrado Social – uma proposta para o pacto da mobilidade urbana”. O levantamento sugere que, a partir de um acordo federativo, 7,5 milhões de brasileiros podem usar gratuitamente o transporte público.   Apresentado pelo diretor de Estudos e Políticas Regionais, Urbanas e Ambientais, Rogério Boueri e pelo técnico de Planejamento e Pesquisa, Ernesto Galindo, a nota técnica resultou em uma proposta de Transporte Integrado Social (TIS) – política federativa, envolvendo União, estados e municípios, que propõe desonerações para reduzir tarifas e implantar algumas gratuidades.   Segundo a Nota Técnica (NT), a ideia é garantir um pacto que respeite a noção de transporte público como um direito social.    Em Vitória, segundo o levantamento, o custo pela gratuidade de 39.366 pessoas – número proposto pela NT  –  que não têm acesso ao transporte público ou possuem alguma dificuldade de acesso teria um custo (gratuidade valor tarifa cheia) de R$ 32 milhões. Além disso, há um potencial de redução de tarifas com gratuidade de -16% .     Esse custo, entretanto, é necessário a constituição de mecanismos alternativos de financiamento do sistema de transporte público, tanto à infraestrutura quanto à prestação de serviço, desonerando, sobretudo, as classes de renda mais baixas de pesados  encargos para custear os seus baixos índices de mobilidade.    O levantamento, ressalta o Ipea, responde aos temas elencados no pacto da mobilidade urbana proposto pela presidente da República após as manifestações sociais de junho/julho de 2013. “Trata-se de um mecanismo de gestão e regulação federativa do transporte público urbano que institui gratuidades sociais e compete para o rebaixamento do valor das tarifas por meio, dentre outras medidas, da desoneração do setor”, diz a NT.    Para isso, são apontados como ferramenta para a mobilidade urbana o aumento  do acesso ao transporte público; desoneração dos mais pobres, que são os que têm mais dificuldade financeira para se deslocar; redução do valor global da tarifa; melhoria da qualidade e do padrão de mobilidade, com transparência e controle social.    Segundo a Nota Técnica, estas são premissas fundamentais para garantira do programa Transporte Integrado Social (TIS).    Outro pronto ressalta o caráter de direito e de política social do transporte público, que segundo a nota, pede que o acesso do transporte público seja para todos os cidadãos.   De acordo como estudo,  tanto o aumento das tarifas quanto a baixa qualidade do transporte público estão relacionados ao recente aumento da frota de veículos privados, que provoca fortes externalidades negativas às cidades e, especificamente, ao transporte público por ônibus: aumento do custo e do tempo de viagem, além de impactos sobre o meio ambiente e o número de acidentes que se acentuam na opção privada de transporte.     “Analisando os exemplos onde o financiamento público do transporte é de 100%, ou seja, onde foi implantada a gratuidade a todos, verifica-se que, de maneira geral, há um aumento no número de usuários e de viagens que foi almejado e expresso pelo planejamento anterior da ação.    TIS   O Transporte Integrado Social é uma proposta de política federativa, envolvendo União, estados e municípios, que diminui o valor das tarifas ao desonerar completamente esse serviço de caráter essencial, institui gratuidades sociais que se revertem em novas diminuições de tarifas ou em investimentos no sistema para que aumente a sua cobertura; define de forma pactuada mecanismos de regulação, controle e participação e transparência; cria ambiente de gestão, entre outros.    A estrutura do TIS objetiva garantir “preço justo”, “qualidade na prestação o serviço”, transparência no processo licitatório, participação e controle social e ambiente de execução financeira tanto para custeio (gratuidades), quanto para investimentos.    A instituição se daria por adesão dos entes federados e prestadores de serviços, tendo como principal condicionante a implantação do bilhete único temporal, ou seja, a integração do sistema de transportes.    A proposta de desoneração prevê também a redução de tributos sobre o trabalho e na cadeia produtiva do setor (indústria de ônibus e de autopeças). 

12/12/2013 / 0 Comments
read more
03122013sindilegis_di_20200308-094242_1.jpg

Sem acordo, pagamento dos 11.98% dos servidores da Ales está agora nas mãos da Justiça

Sem categoria

Depois de uma discussão que esquentou os ânimos no plenário da Assembleia Legislativa nessa terça-feira (10) não houve acordo entre os servidores da Assembleia e o governo do Estado sobre o pagamento do retroativo da reposição de 11.98% relativos a planos econômicos da década de 1990 e que ainda não foram pagos aos funcionários da Assembleia.    Na terça-feira, o requerimento do deputado Euclério Sampaio (PDT) de convocação do procurador–geral do Estado, Rodrigo Júdice, para falar sobre o assunto na Assembleia, criou muita confusão no plenário.    Depois de um debate acalorado, com troca de farpas entre os deputados, o requerimento foi retirado de pauta porque Luzia Toledo (PMDB) e Luiz Durao (PDT) tinham um encontro com o secretário-chefe da Casa Civil Tyago Hoffmann e a PGE para tentar, mais uma vez, contornar a situação.   Apesar do esforço dos deputados, não houve acordo com o governo e a decisão está a cargo da Justiça. O governo e a Assembleia haviam chegado a um acordo para que a dívida fosse transformada em precatório, com prioridade para o pagamento. Mas a Procuradoria do Estado entrou com um pedido de embargo ao pagamento da dívida.   A PGE sustenta que os 11.98% não são devidos aos servidores do Poder Legislativo, bem como aos eervidores e membros dos demais Poderes, por terem alteradas as suas respectivas tabelas de vencimento após a implantação do Plano Real.

12/12/2013 / 0 Comments
read more

Metalúrgicos aceitam proposta das empresas e põem fim à greve

Sem categoria

Os metalúrgicos que estavam em greve há duas semanas aceitaram, nessa quarta-feira (11), a oferta final do Sindicato das Indústrias Metalúrgicas e de Material Elétrico do Estado (Sindifer-ES), em assembleia, para a renovação da Convenção Coletiva de Trabalho 2013/2014 .      A greve dos metalúrgicos se intensificou na última semana, quando foram feios protestos nos acessos à ArcelorMittal Tubarão. A pressão dos trabalhadores fez com que as empresas decidissem ceder o abono de todas as horas paradas, o que é considerado um avanço para a categoria. Com o resultado da assembleia, a negociação salarial entre o Sindicato dos Metalúrgicos do Estado (Sindimetal-ES) e o Sindifer chega ao fim.   Para o Sindimetal, a proposta aprovada foi boa, já que os índices de reajuste foram melhores que os de outros estados. No entanto, o avanço poderia ter sido maior, o que só não aconteceu porque nem todos os metalúrgicos aderiram à greve.   O reajuste salarial dos trabalhadores ficou em 7% (5,58% de reajuste do Índice Nacional de Preço ao Consumidor (INPC ) e 1,42% de ganho real); pisos de ingresso e profissional de 8% para todas as faixas; abono de R$ 600,00 para os trabalhadores que atuam em turno de revezamento; auxílio alimentação de R$ 180 para as empresas dos complexos Vale, alimentação de R$ 180,00 para as empresas dos complexos Vale, ArcelorMittal Tubarão, ArcelorMittal Cariacica, Fibria, Petrobras, Portocel e Canexus; auxílio alimentação de R$ 100,00 para as empresas fora dos complexos a partir de 100 empregados; e auxílio alimentação de R$ 250,00 para os trabalhadores do complexo da Samarco.   O protesto mais intenso ocorreu na sexta-feira (6), quando os trabalhadores fecharam os acessos à empresa com galhos e pedra e atearam fogo, impedindo o acesso dos caminhões. O Batalhão de Missões Especiais (BME) da Polícia Militar foi chamado para reprimir a manifestação e dispersou os trabalhadores com bombas de efeito moral e gás lacrimogêneo.  

12/12/2013 / 0 Comments
read more

Paginação dos conteúdos

Anterior 1 … 4.061 4.062 4.063 … 4.870 Seguinte
Royal Elementor Kit Theme by WP Royal.