As alianças estaduais são um ponto de divergência entre o presidente do PSB, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, e a ex-senadora Marinha Silva (Rede). Os socialistas, em alguns estados, vêm se aproximando do PSDB e, como mostra reportagem desta sexta-feira (29), do jornal Valor Econômico. Essa movimentação vai de encontro ao interesse da Rede em lançar candidaturas próprias em alguns estados. No Espírito Santo, essa questão fica minimizada pelo fato de o governador Renato Casagrande, socialista, ter direito à reeleição e a Rede não ter um nome com densidade eleitoral para superar Casagrande nas urnas em 2014. Resta então, a observação sobre a composição do palanque. O PSDB teria problemas com o palanque de Renato Casagrande, caso o PT permanecesse como integrante da tríade partidária que elegeu o socialista em 2010. Mas está cada vez mais concreto para os meios políticos que o PT deve mesmo fechar questão com o PMDB, formando um palanque para Dilma Rousseff no Estado. O palanque seria puxado preferencialmente pelo ex-governador Paulo Hartung, ou pelo senador Ricardo Ferraço, e com o ex-prefeito de Vitória, o petista João Coser, como candidato ao Senado. A estratégia é justamente isolar o palanque socialista nos estados. Embora Casagrande tenha demonstrado interesse em manter a aliança com o PT, a neutralidade oferecida não foi bem recebida pela cúpula nacional petista. Com o PT fora do palanque palaciano, a aproximação entre PSDB e PSB seria fácil, mas algumas arestas devem ser aparadas. Tradicionalmente, o PSDB forma alianças com PPS e DEM. Mas em 2014, o cenário será diferente. A disputa entre Luciano Rezende (PPS) e Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB) pela prefeitura de Vitória, em 2012, deixou sérias mágoas entre os dois e caberia ao governador Renato Casagrande acomodar as lideranças de forma a evitar atrito entre elas. Outro parceiro tucano que já está se alinhando ao grupo do governador é o DEM, que já tem a liderança do governo na Assembleia. O presidente do partido, o prefeito de Vila Velha Rodney Miranda, também mantém uma cordial relação com o governador Renato Casagrande. Luciano Rezende já declarou o apoio do PPS ao candidato socialista Eduardo Campos, que por sua vez tem um acordo por cima com o presidenciável tucano Aécio Neves de apoio mútuo. Ou seja, de o PSB apoiar os candidatos tucanos e os tucanos os candidatos socialistas onde os nomes de cada partido estiverem mais fortes. No Estado o PSDB apresentou a possibilidade de disputar o governo com o ex-prefeito de Colatina Guerino Balestrassi, mas ele não teria recursos, nem força nos palanques, para superar Casagrande na eleição, por isso, uma aliança poderia ser feita com ganhos para os tucanos, que precisam de composições fortes para a disputa proporcional.
Câmara de Nova Venécia bancou gastos com bebidas e churrasco, denuncia MPES
O Ministério Público Estadual (MPES) está movendo uma ação de improbidade contra o vereador de Nova Venécia (região noroeste do Estado), Flamínio Grillo (PSDC), pelo uso irregular de verbas públicas durante a sua passagem pela presidência da Câmara, entre os anos de 2001 e 2002. Para o órgão ministerial, os gastos podem ser considerados como uma “verdadeira farra com o dinheiro público”, que teria custeado a aquisição de refeições, cervejas, carnes para churrasco e até cachaça. De acordo com informações do MPES, a promotoria do município só teria tomado conhecimento dos fatos em maio do ano passado, quando foram iniciadas as investigações. Durante as apurações, o órgão ministerial levantou a compra de elevada quantidade de gêneros alimentícios, que não teriam relação com o que era gasto pelos vereadores. Para a promotoria, os alimentos não chegaram a ser destinados para uso do Legislativo municipal. Na ação civil pública, a promotoria narra que o vereador Flamínio Grillo teria ordenado ainda o pagamento de cervejas, cachaça e até carnes bovinas. Além das quantidades elevadas de alimentos, como pães, biscoitos, leite e sucos – até mesmo no período de recesso –, o MPES acusa o ex-presidente da Casa de ter autorizado o pagamento de R$ 13 mil com despesas em uma churrascaria do município sem qualquer justificativa. “Ora, se a Câmara não servia almoço a seus parlamentares tampouco aos servidores, como justificar tantas refeições?”, indaga. “Não há como explicar uma instituição pública adquirir, com recursos públicos, produtos e gêneros alimentícios que não guardem vinculação ou necessidade com sua atividade, nem mesmo extraordinária. O que mais nos causa espanto é o fato de que as serventes da Casa disseram nunca terem visto ou recebido carnes para churrasco ou qualquer bebida alcoólica nas dependências do Poder Legislativo”, diz a ação. Entre os pedidos de ação, a promotoria pede a concessão de medida liminar para a indisponibilidade dos bens do vereador, em até R$ 100 mil, e a retenção de 30% dos atuais vencimentos para garantir o eventual ressarcimento dos prejuízos causados ao erário. “É preciso que os agentes públicos entendam que dinheiro público não é dinheiro de ninguém, mas sim dinheiro de todos”, vaticina o Ministério Público.
DER-ES ignora ação de improbidade e amplia contrato com a Delta Construções
Mesmo diante das suspeitas de fraudes em contratos com a empreiteira carioca Delta Construções, o Departamento de Estradas de Rodagem do Estado (DER-ES) voltou a assinar aditivos com a empresa, apesar de ter sido proibido pela Justiça. Nesta sexta-feira (29), a autarquia formalizou o reajuste de quase R$ 7 milhões no valor do contrato nº 002/2011, que prevê a execução de obras de pavimentação em trechos da rodovia ES-164. Esse é o terceiro aditivo ao acordo, assinado em fevereiro do ano passado, cujo valor já ultrapassa R$ 39,33 milhões. De acordo com o extrato do aditivo, publicado no Diário Oficial do Estado, o reajuste foi motivado pela alteração do valor dos serviços verificados durante a execução das obras, além da inclusão de novos itens ao acordo. As obras foram inicialmente orçadas em R$ 32,46 milhões, enquanto o prazo previsto para a entrega das obras era de 364 dias. No entanto, tanto o valor do contrato quanto a vigência do vínculo sofreram modificações. Hoje, o prazo do acordo subiu para 764 dias, mais do que o dobro do inicial. Além dos problemas com os prazos da empreitada, os moradores do município de Vargem Alta, na região sul do Estado, estão reclamando das obras da rodovia, que estariam acima do nível das residências. A Delta é responsável pelos serviços de terraplenagem, pavimentação, drenagem e sinalização da rodovia ES-164, no trecho entre a BR-262 e o distrito de Castelinho, com extensão de pouco mais de 20 quilômetros. A empreiteira carioca também mantém outro contrato com o DER-ES, que prevê a execução dos serviços de conservação de trechos de rodovias estaduais e está sendo questionado em ação de improbidade, movida pelo Ministério Público Estadual (MPES). Na denúncia ajuizada no final de julho, o promotor de Justiça, Dilton Depes Tallon Netto sustenta que, além de pagamentos indevidos na ordem de R$ 1 milhão, a contratação da empreiteira carioca teria sido irregular por conta da ausência do projeto das obras. No início de agosto, o juiz da 3ª Vara dos Feitos da Fazenda Pública Estadual, Gustavo Marçal, determinou o bloqueio dos bens da empreiteira e do seu ex-presidente, Fernando Antônio Cavendish Soares, de servidores do DER-ES, além de proibir a assinatura de novos contratos – ou até mesmo aditivos nos vínculos – da Delta. Em outubro último, o desembargador Telêmaco Antunes de Abreu Filho, da 4ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado (TJES), derrubou a indisponibilidade dos bens de Cavendish, mas manteve as restrições em relação à companhia. Telêmaco Antunes manteve ainda outros pontos da decisão liminar de 1º grau, que determinou a retenção de parte dos pagamentos devidos à empreiteira carioca, além da proibição da assinatura de novos contratos e aditivos com a autarquia estadual – que pode motivar novas ações do MPES contra a empresa e os diretores do DER-ES por conta deste novo aditivo. Além do dono da Delta e do ex-diretor e da atual diretora gerais do DER-ES (Eduardo Antonio Mannato Gimenes e Tereza Maria Sepulcri Cassoti, respectivamente), foram denunciados outros três servidores da autarquia: Marcos Ronaldo Valdetaro, João Luiz Prest e Fábio Longui Batista, que faziam parte do Conselho de Administração do órgão. O bloqueio de bens está limitado ao valor de R$ R$ 17,6 milhões, valor dado à causa, que também alcançou a pessoa jurídica da Fort Investimentos SA, que também é sócio na empreiteira.
Redes sociais podem ‘triturar’ os políticos tradicionais nas eleições de 2014
Após as manifestações de junho e julho deste ano, o poder de mobilização pela internet ganhou destaque e nos meios políticos a ideia de que as redes sociais terão um papel fundamental na eleição do próximo ano. O diretor da Agência Criativa, Roberto Figueiredo, é um dos que entendem a importância das ferramentas tecnológicas na disputa eleitoral. Em entrevista a Século Diário, que vai ao ar neste sábado (30), ele fala da importância das redes sociais no processo eleitoral do próximo ano. Para Figueiredo, as redes sociais ainda vão dividir espaço na campanha com a TV e o Rádio, veículos que ainda são os mais importantes para se chegar às classes D e E. Mas as redes sociais, muito presentes nas classes A, B e C, podem ser um fator importante em um cenário acirrado. Ele afirma, porém, que a classe política capixaba ainda não compreende bem o funcionamento desta importante ferramenta e nem como conquistar o público que está nas redes, que é avesso à política tradicional. Por isso, o investimento em uma estrutura exclusiva de conquista das redes sociais seria um diferencial para a disputa eleitoral de 2014. O grande destaque da rede social, segundo Figueiredo, não será como ele vai criar um candidato para o próximo ano, mas como sua visão pode destruir candidatos com mais de 30 anos de carreira, que mantiver o jeito tradicional de campanha no ano que vem. Na entrevista deste sábado, Figueiredo fala quais são as principais redes sociais a serem conquistadas, quais as características e como pode ser feita a movimentação política para campanha. Ele também fala dos problemas que as redes põem trazer para os que não estiverem preparados para lidar com elas e como deve ser feito essa construção.
Governo deve pagar a insalubridade retroativa dos servidores da Saúde em janeiro
Mesmo depois de suspender a paralisação, na quarta-feira (27), os servidores da saúde permanecem em estado de greve. O movimento paredista durou duas semanas e foi suspenso após a conquista de avanços nas reivindicações feitas ao governo. O Sindicato dos Trabalhadores da Saúde (Sindsaúde-ES) conseguiu, depois de negociar com o governo, que os trabalhadores recebam, em janeiro de 2014, o pagamento da insalubridade com valor retroativo que não foi paga desde julho de 2012, em parcela única; que os trabalhadores do antigo Instituto Estadual de Saúde Pública (Iesp) não sejam excluídos da insalubridade, assim como os trabalhadores municipalizados; e que a insalubridade seja paga de acordo com a atividade do trabalhador e não de acordo com o cargo. Uma comissão, com participação do Sindsaúde, terá de 90 a 120 dias para avaliar as atividades que terão direito à insalubridade. Isso será feito a partir de janeiro de 2014. Além de cobrar o pagamento da insalubridade, os servidores também reivindicavam correções na modalidade salarial do subsídio; melhores condições de trabalho; salários dignos; fim dos assédios moral e sexual; fim da política de privatização dos hospitais públicos. Como nem todos os pontos reivindicados foram garantidos, a categoria aprovou também a manutenção do estado de greve na Saúde. Eles já estavam em estado de greve antes mesmo da deflagração desta paralisação, definida pela assembleia do dia 07 de novembro.
Filmes em cartaz
PRÉ-ESTREIA A Jaula de Ouro (La jaula de Oro, Mexico/Espanha, 2013, 108 minutos, 14 anos) Drama. Direção de Diego Quemada-Diez. Com Brandon López, Rodolfo Dominguez, Karen Martínez. O drama segue as aventuras de dois adolescentes que buscam cruzar a fronteira mexicana para encontrar uma vida melhor nos Estados Unidos. Cine Jardins – Shopping Jardins: Sala2. 21h10. Apenas Sexta-feira ESTREIAS Um Time Show de Bola ( Metegol, Espanha/Argentina, 2012, 106 minutos, livre) Animação. Direção de Juan José Campanella. Com David Masajnik, Juan José Campanella, Pablo Rago. Desde garoto Amadeo é apaixinado por totó, tendo construído seus próprios jogadores e com eles ensaiado as mais diversas jogadas. Um dia ele é desafiado por Ezequiel, um arrogante garoto que vive se gabando por ser um exímio jogador de futebol de verdade. Cine Kinoplex – Shopping Praia da Costa: Sala 1 (3D). 14h, 16h10, 18h30 e 20h50 DUBLADO. Cine Jardins – Shopping Jardins: Sala 2. 15h. Apenas Sábado e Domingo. Cinemark – Shopping Vitória: Sala1. 13h, 15h40, 18h10, 20h50 DUBLADO. Sala 7 (3D) 14h10, 16h40, 19h10, 21h50 (exceto sábado). Sábado e Domingo também 11h40. Cine Ritz Guarapari: Sala 1: 17h e 19h CineSystem – Shopping Boulevard: Sala 3. 14h20, 16h40, 19h Vovô Sem Vergonha (Jackass Presents: Bad Grandpa, EUA, 2013, 92 minutos, 14 anos) Comédia. Direção de Jeff Tremaine. Com Johnny Knoxville. Irving Zisman é um senhor de 86 anos que viaja ao redor dos Estados Unidos ao lado de seu neto Billy, de apenas oito anos. Durante o percurso ele permite que o garoto fume, ofenda as pessoas e beba bebidas alcóolicas, o que gera protestos das pessoas à sua volta. Cine Kinoplex – Shopping Praia da Costa: Sala 5. 15h20, 17h20, 19h20 e 21h20 (LEG). Sábado e Domingo também 13h20, 15h20, 17h20, 19h20 e 21h20 (LEG). Cinemark – shopping Vitória: Sala 5. 13h10, 15h30, 18h e 20h30. Sábado e Domingo também 11h. CineSystem – Shopping Boulevard: Sala 2. 13h55, 15h55, 17h55, 19h55 e 21h55. Crô (Idem, nacional, 2013, 110 minutos, 12 anos) Comédia. Direção de Bruno Barreto. Com Marcelo Serrado, Alexandre Nero, Milhem Cortaz. Após herdar a fortuna de Tereza Cristina, Crodoalvo Valério, mais conhecido como “Crô” (Marcelo Serrado), está cansado da vida de milionário. Decidido a encontrar uma nova musa a quem possa dedicar sua vida. Cine Kinoplex – Shopping Praia da Costa: Sala 7. 15h30, 17h30, 19h30, 21h30. Sábado e Domingo também 13h30, 15h30, 17h30, 19h30, 21h30 Cinemark – shopping Vitória: Sala 7. 12h40, 14h50, 17h10, 19h20 e 21h30. Sexta-feira e sábado também 23h40 Cine Rirz Guarapari: Sala 3. 17h30, 19h30 e 21h30 Cine System – Shopping Boulevard: Sala 5. 13h40, 15h40, 17h40, 19h40, 21h40 Infectados (Stranded, EUA, 2013, 88 minutos, 12 anos) Suspense. Direção de Roger Christian. Com Christian Slater, Brendan Fehr, Amy Matysio. Quando uma chuva de meteoros atinge uma espaçonave, quatro astronautas perdem contato com as bases na Terra e ficam presos no espaço. Além deste grande problema, eles percebem que eventos sobrenaturais esperam por eles no universo. CineSystem – Shopping Boulevard: Sala 1. 13h35, 15h35 e 19h35 DUBLADO. (LEG) 17h35, 21h35. Domingo, Sexta, Sábado também 17h35 Jovem e Bela (Jeune e Jolie, França, 2013, 94 minutos, 16 anos) Drama. Direção de François Ozon. Com Marine Vacth, Géraldine Pailhas, Frédéric Pierrot. A jovem Isabelle que divide o seu tempo entre a escola e o novo trabalho, como prostituta de luxo, mas um incidente irá fazer com que a sua mãe descubra as suas atividades secretas. Cine Jardins – Shopping Jardins: Sala 2. 17h20 e 19h20 Sobre o Amor e a Água Fresca (D'amour et d'eau fraîche, França, 2010, 90 minutos, 14 anos) Drama. Direção de Isabelle Czaika. Com Anaïs Demoustier, Pio Marmai. Julie Bataille, 23 anos, está formada e procura um emprego de verdade, pois deseja não perder tempo com pequenos trabalhos. Em uma entrevista conhece Ben, que escolheu viver o dia-a-dia usando sua criatividade e fazendo pequenos contrabandos. Cine Metrópolis: 16h30, 18h20 e 20h SESSÃO LUMIERE O Tambor (Die Blechtrommel, Alemanha/Polônia, 1979, 162 minutos, 16 anos) Drama. Direção de Volker Schlöndorff. Com David Bennent, Mario Adorf, Angela Winkler. Alemanha, anos 1920. Oskar Matzerath, uma criança excepcional, ganha um tambor de sua mãe ao completar três anos. Incomodado com alguns acontecimentos familiares e com o que acontece ao seu redor – incluindo a ascensão do nazismo -, Oskar decide não mais crescer. Cine Jardins – Shopping Jardins: Sala 2. 21h. Apenas Terça-feira CONTINUAÇÃO A Última Viagem a Vegas (Last Vegas, EUA, 2013, 105 minutos, 14 anos) Comédia. Direção de Jon Turteltaub. Com Michael Douglas, Robert De Niro, Morgan Freeman. Três grandes amigos vão à cidade de Las Vegas para a despedida de solteiro de um quarto amigo do grupo, um solteirão convicto que decidiu se casar com uma garota muito mais jovem. Cine Kinoplex – Shopping Praia da Costa: Sala 4. 21h40 (LEG) Cinesystem – Shopping Boulevard Vila Velha: Sala 1. Domingo, Sexta, Sábado 21h35 (LEG) Blue Jasmine (Blue Jasmine, EUA, 2013, 98 minutos, 12 anos) Comédia. Direção de Woody Allen. Com Cate Blanchett, Alec Baldwin, Peter Sarsgaard, Michael Emerson. Mulher rica perde todo o dinheiro e é obrigada a morar em São Francisco com a irmã, numa casa muito mais modesta. Ela encontra um homem que pode resolver seus problemas financeiros, mas antes precisa descobrir quem ela é e aceitar que São Francisco será sua nova casa. Cine Jardins – Shopping Jardins: Sala 1. 17h10 e 21h15. Cine Holliúdy (Cine Holliúdy, Brasil, 2012, 91 minutos, 12 anos) Comédia. Direção de Halder Gomes. Com Edmilson Filho, Miriam Freeland, Roberto Bomtempo, Falcão, Marcio Greyck. Francisgleydisson, proprietário de um pequeno cinema da década de 70, vê seu negócio ameaçado pelas novas formas de entretenimento da época. Cine Jardins – Shopping Jardins: Sala 1. 19h20 Bons de Bico (Free Birds, EUA, 2014, 92 minutos, Livre) Animação. Direção de Jimmy Hayward. Dois perus precisam se unir para voltar no tempo e alterar o curso da história e assim
MPES é branco
Quem circula pelos prédios do Judiciário, Ministério Público, Tribunal de Contas, se reparar, vai perceber que a presença de servidores negros é quase uma exceção. Para saber a quantas anda essa distribuição, o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) decidiu fazer um levantamento nos 17 MPs para conferir qual é exatamente a quantidade de negros que os órgãos ministeriais estaduais empregam. A informação servirá de base para o CNMP fomentar um debate em torno da adoção de cotas para as minorias étnico-raciais em concursos públicos do Ministério Público da União e dos Estados. Os dados referentes ao Espírito Santo deixam patente que o órgão ministerial capixaba é “branco”. Segundo os dados do CNMP, o Ministério Público do Estado emprega apenas 13 negros: três membros (procuradores ou promotores) e 10 servidores. Um número é ínfimo se considerarmos que o órgão tem em seus quadros 314 membros (promotores e procuradores), 314 servidores efetivos, 187 comissionados e 17 servidores do quadro suplementar. Os 13 negros representam menos de 2% do total de funcionários. Se fizermos o corte só nos membros do MPES, a situação fica ainda mais discrepante: os três negros representam menos de 1% do total de procuradores e promotores do parquet. Atualmente, apenas os MPs do Paraná, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro adotam algum sistema de cotas nos concursos, mas cada um dos parquets com critérios distintos. Por exemplo, no Paraná são destinadas 10% das vagas em concursos públicos para afrodescendentes; no Rio de Janeiro a cota sobe para 20%, mas só abrange os cargos de serviços auxiliares da instituição; o MP gaúcho adotou a reserva de vagas para candidatos negros e pardos nos dois últimos concursos de servidores. A questão é polêmica. Há aqueles que vão se apressar para dizer que o presidente da mais alta instância do Poder Judiciário brasileiro, o Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Joaquim Barbosa, chegou aonde chegou por seus próprios méritos, sem cota ou qualquer outro mecanismo de inclusão que o valha. Mas essa discussão dá muito pano pra manga. É oportuna a iniciativa do CNMP de abrir a discussão sobre a política de cotas. O debate é a via mais sensata para se chegar a um consenso em torno da polêmica. Independente da controvérsia, o Ministério Público capixaba precisa refletir com urgência sobre a questão. Não é possível que o MPES considere natural que seus servidores e membros representem menos de 2% do seu pessoal. Há alguma coisa errada.
Sei não…
Há dias que a Assembleia Legislativa e o governo do Estado não falam de outra coisa, a não ser a polêmica emenda de R$ 10 milhões do deputado estadual Euclério Sampaio (PDT), que seria para construção do Hospital Central em Cariacica. O pedetista vendeu o peixe e conseguiu a aprovação, mesmo que num valor muito acima do permitido – R$ 1,5 milhão -, na Comissão de Finanças. Agora o governo está com o abacaxi na mão, tentando descascá-lo até a próxima segunda-feira (2), quando deverá ser votada a matéria. Obviamente, quer barrar a emenda. Mas, olhando a peça da Lei Orçamentária Anual (LOA-2014), a emenda de Euclério diz o seguinte: “emenda direcionada ao Hospital Central de Cariacica, para auxílio em seu funcionamento”. Não fala de construção. Pois bem. Se o hospital ainda não existe, como irá destinar tanto dinheiro para seu funcionamento? Mais do que Euclério, a Comissão de Finanças precisa esclarecer isso. Já tem gente com a pulga atrás da orelha. Hora H Pergunta que não quer calar: onde estava César Colnago (PSDB) no momento da votação do Projeto de Decreto Legislativo (PDC) 1.361/13, que susta os efeitos da resolução do TSE que redefiniu as vagas de 13 estados na Câmara dos Deputados para as eleições de 2014? Ele registrou presença na sessão, mas é o único que não aparece na lista dos parlamentares capixabas. A bancada, obviamente, disse “sim”. Pedestal Não surpreende o comportamento do Instituto Futura em não responder ao ofício da senadora Ana Rita (PT) que questionou a exclusão de seu nome dos cenários das últimas pesquisas eleitorais realizadas no Estado. Arrogância, no mínimo. Burburinho O caldo derramou de vez na relação entre o vereador de Vitória Davi Esmael (PSB) e os movimentos LGTB. Comportamento do vereador em recente ato público gerou reações no PSB. O líder do partido na Câmara agora é Luiz Paulo Amorim. Esmael só respeita os evangélicos. Teoria “Caiu” na minha rede um vídeo (http://www.youtube.com/watch?v=4_O_WdIyqsg) do debate eleitoral com o prefeito de Vila Velha, Rodney Miranda (DEM), falando de suas ações para conter as enchentes. Começa assim: a solução é “trabalhar com seriedade, enfrentar o problema, acabar com discurso, e colocar a mão na massa”. Bóra, então? Teoria II Entre tantas outras, Rodney listou uma série de projetos, dizendo ele que sua equipe agiria antes da tragédia acontecer. Assim, não teria sentimento de desespero toda vez que tempo aparecesse nublado. Está longe, muito longe disso. Inferno astral Ranieri Feres Doellinger foi destituído do cargo de diretor de Operações da Banestes Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A. Ato foi publicado nesta quinta-feira (28) no Diário Oficial, na sequência da destituição do cargo de diretor de Relações com Investidores do banco. “Baixas” têm motivo… Inferno astral II Doellinger foi condenado pela Justiça a ressarcir o erário por ter pago multa imposta a ex-dirigentes pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) com recursos do próprio Banestes. Ranieri havia sido nomeado durante o governo Paulo Hartung (PMDB). Mais e mais O governo do Estado firmou contrato para adquirir 150 viaturas do tipo Station Wagon para uso da PM. Total da bolada: R$ 9,3 milhões. Bom, pela quantidade de atos que já noticiei aqui, a polícia está pra lá de equipada. Agora só falta encontrá-la com mais frequência. Resistiu Por falar no governo e na polícia, não foi fácil para o Conselho Estadual de Direitos Humanos convencer Rafael Nascimento Miranda, o Feijão, a receber o Prêmio Estadual de Direitos Humanos na próxima segunda-feira (2). Também pudera…ele foi um dos presos injustamente nos protestos populares do Estado e ficou conhecido por ter feito um duro discurso para Renato Casagrande, cara a cara, em evento sobre o tema no município de Aracruz . Resistiu II Feijão só aceitou porque compreendeu que o prêmio é do Conselho, não do governo do Estado. Militantes prometem comparecer em peso. Não passará em branco. 140 toques “O ES volta a ter 10 deputados. O plenário aprovou o PDC 1361/13, que suspende os efeitos da resolução do TSE que diminuiu a bancada capixaba”. (Deputada federal Iriny Lopes – PT – no Twitter). PENSAMENTO: “O preço da liberdade é a eterna vigilância”. John Philpot Curram
Ciúmes
O governador Renato Casagrande tem intensificado sua agenda no interior do Estado. Alguns deputados e lideranças políticas com base nos locais visitados pelo governador vêm demonstrando certo ciúme em relação aos convidados de Casagrande nos eventos. O motivo é a visibilidade que todo mundo está procurando para disputar a eleição proporcional no ano que vem. Casagrande tem hoje uma base tão grande quanto a que o ajudou a se eleger em 2010 e seu desafio para 2014 é manter unida essa base, mas o problema é acomodar todo mundo em seu palanque. Quem está atrás das 30 vagas na Assembleia e 10 na Câmara dos Deputados entende a importância de estar ao lado do governador nos eventos públicos e aí as disputas ficam acirradas. O maior alvo dos ciúmes da classe política é o hoje o secretário de Esportes do Estado, Vandinho Leite (PSB), que é candidato a deputado federal no próximo ano e tem conseguido capitalizar com a tímida secretaria que recebeu no início do mandato. Recém-chegado ao partido do governador, ele tem sido considerado uma das grandes apostas para a disputa proporcional do próximo ano, bem mais do que o socialista mais antigo na disputa, Paulo Foletto, inclusive. A ciumeira não está só na disputa federal, muito pelo contrário, na Assembleia os deputados se queixam de atenção não é de hoje. Os 15 deputados estaduais que desde meados do ano, com a polêmica do pedágio da Rodosol, se uniram em torno do palanque do governador, querem atenção redobrada na eleição do próximo ano. O problema é que muitos deles são do PMDB, partido que estaria no outro palanque, o do ex-governador Paulo Hartung, por decisão vinda de cima para baixo. Mas não há que se falar em revolta da Assembleia contra o Executivo, já que ações estratégicas de embate não foram tomadas como derrubada de vetos, obstruções e críticas contumazes. Os deputados apostam na estratégia da pressão, uma forma de chamar a atenção do governador e negociar uma vaguinha no seu helicóptero em busca dos votos no interior do Estado. Fragmentos: 1 – Pelo menos em relação à quantidade de vagas na Assembleia e na Câmara, a classe política capixaba ficará aliviada para a disputa do próximo ano. 2 – Nos próximos dias 7,8 e 9 de dezembro, o PT realiza curso de formação política para mulheres. Mas, depois do caso “Ana Rita”, o partido deve ter dificuldade em atrair mulheres para as disputas. 3 – Magno Malta (PR) é o relator do projeto no Senado que visa a prender quem se recusar a fazer o teste do bafômetro. Seria influência do novo companheiro de partido, Fabiano Contarato?
Verão ardente
Carlos Caspar, ecologista por vocação e jardineiro por opção numa (pequena) cidade do interior, apareceu em casa no último domingo ao anoitecer. Não é esse o melhor horário para uma visita, mas no interior é comum dar uma passada numa casa amiga sem aviso prévio. Ele estava passeando. “Vim mostrar a capital para os filhotes”, explicou, enquanto dava detalhes sobre o que tinha feito com a família – a mulher e um casal de crianças. Gostou da feira ecológica porque apresenta uma diversidade de produtos muito maior do que no interior, mas os preços… esses são de butique. “Produto orgânico virou grife”, diz ele. De acordo, mas nem nesse “novo segmento do mercado” o consumidor está livre de fraudes. Muito interessante a roda gigante do parquinho. Muito forte a zoeira do trânsito, difícil acostumar-se, a longo prazo vira neura. É verdade, concordo. No mais, se vê muita gente caindo de chique mas, em compensação, muito mais pessoas visivelmente passando necessidades. Há um desequilíbrio visível, eis sua observação final. Nisso também estamos de acordo: são gritantes as contradições socioeconômicas. Depois, mais calmo, Caspar conta de seu trabalho. Após um curso de gestão ambiental, nível médio, duração de ano e meio, assumiu a coordenação da área verde de um condomínio de 200 casas à beira de uma lagoa mezzo limpa, mezzo poluída pela rede de esgotos. “Brasileiro costuma jogar merda na sua própria fonte de água potável”, diz ele, sem alterar o tom de voz. Sua missão é zelar pela vegetação das ruas e praças, cuidar do viveiro de mudas e fazer a reciclagem de galhos e folhas, transformando tudo – por compostagem — em material fertilizante aplicável em canteiros e faixas verdes de calçadas. É um trabalho inspirado em José Lutzenberger (1926-2002), o ecologista que fez do lodo dos tanques de decantação de uma indústria de celulose a matéria-prima de um adubo rico em ácido húmico. Se fosse articulado na exposição das próprias ideias, Caspar poderia ocupar a lacuna deixada pelo velho Lutz, que unia um excepcional conhecimento técnico a uma rica retórica temperada por um senso crítico implacável. Tímido, falando quase em surdina, Caspar é capaz de enfileirar uma série de informações fundamentais sobre o atual comportamento dos seres vivos em geral. Como passa o dia em contato direto com a vegetação, tornou-se um observador instintivo da natureza. Sua referência é Catimbau, veterano zelador do viveiro de mudas da escola agrotécnica da cidade. Inspirado nesse sábio, Caspar emite com simplicidade mensagens semelhantes aos relatórios da ONU sobre as mudanças climáticas. Semelhantes no conteúdo, não na forma. Por exemplo, no dia anterior, pela primeira nesta primavera, ele sentiu o Sol das 10 horas queimar a pele dos seus braços. “Esse verão vai ser feroz”, concluiu, dando à frase um tom de advertência. Sim, diz ele, a Natureza está meio destemperada, como se estivesse sujeita ao “fogacho” que acomete as mulheres no climatério e aos suadouros de pessoas estressadas ou sob pressão na vida cotidiana. Observando esses distúrbios, que se manifestam em tempestades, incêndios e atentados terroristas, nosso amigo tem certeza de que a Natureza está buscando um ajuste de contas com seus agressores. Segundo ele, pode demorar 100 anos ou até um milênio, mas vai chegar o dia em que cada pessoa adulta terá de respeitar uma série de direitos básicos e adotar regras elementares de sobrevivência, tudo ajustado ao máximo de socialização e ao mínimo de individualismo. Não sendo possível prover de tudo para todos, terá de haver um pouco de cada coisa para cada um, privilegiando o coletivismo e coibindo o egocentrismo. Não será preciso que cada pessoa tenha uma caderneta, uma tablita, como em Cuba. Tudo pode ser informatizado, de tal forma que a pessoa crescerá consciente de ter direitos e deveres medidos e calibrados periodicamente, de acordo com a evolução da população e dos índices de produção. Começa que o sujeito só nascerá se houver vaga para ela no mundo, acredita Caspar. Chega de empilhar gente. Hoje somos 7 bilhões de pessoas. Tá demais e fora do equilíbrio natural. Caspar acha que o ajuste chegará ao ponto de tornar necessário definir a quantos metros quadrados de moradia terá direito uma pessoa, nem mais e nem menos. Cada um terá direito ao consumo de um tanto de vegetais a cada 24 horas, a cada ano de vida e no correr de sua existência, sabendo-se que no Brasil a expectativa de vida já passa de 70 anos. Digamos então que você, leitor, terá direito a um maço de alface por semana, uma laranja por dia, duas bananas, uma xícara de arroz, outra de feijão, um saco de milho por ano ou meio frango por mês e assim por diante. Nada de excesso nem desperdício. A obesidade será proibida. Vida dura, torcida brasileira, mas será para o bem de todos e a felicidade geral da nação. A esbórnia das elites precisa acabar! Sendo assim, nas áreas de alimentação e outras, não haverá desperdício individual e a reciclagem será muito mais intensa e proveitosa. Hoje muitas pessoas descartam voluntariamente coisas usadas, mas no futuro (“que se aproxima como bola de neve”, diz o guru) o descarte será obrigatório porque a acumulação terá perdido o sentido diante da necessidade de trabalhar pela sobrevivência de todos, sem privilegiar os ricos como acontece hoje. Com a evolução do processo, será possível assim calcular até a quantos hectares de cultivo corresponde cada pessoa, a quantas calorias terá direito uma pessoa e assim por diante, em todos os níveis de atividade. A quem estranhar esse raciocínio basta lembrar que tudo já está mais ou menos medido — só falta colocar em prática. Por exemplo: o módulo rural da reforma agrária gira em torno de 25 hectares por família; a jornada de trabalho de qualquer operário ou funcionário é de 8 horas por dia ou 40 horas semanais, mas essas coisas parecem esquecidas pelos mandantes de plantão. Claro,