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Século Diário

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Inversão de papéis?

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A crise do café conilon no Espírito Santo está forçando uma série de movimentações da classe política capixaba em Brasília. Isso pode ser um excelente exercício para observar o comportamento dos atores políticos do Estado, que estão cotados na disputa eleitoral do próximo ano na relação com o governo federal.   Neste contexto, começou a cair a ficha do governador Renato Casagrande de que não conseguirá manter a unanimidade política para sua reeleição. Com a negativa do PT nacional em aceitar o palanque de neutralidade oferecido pelo socialista, ele parece estar cada vez mais próximo de assumir o palanque do PSB à Presidência da República.   Além disso, Casagrande tem intensificado sua agenda no interior do Estado e, neste sentido, precisa mostrar presença na discussão sobre a crise do café. Daí, o governador perdeu o cuidado excessivo e reclamou, por meio de correspondência, do Conselho Monetário Nacional, que não teria considerado a situação dos produtores de café conilon do Estado.   Por outro lado, o senador Ricardo Ferraço (PMDB) tem mudado sensivelmente seu perfil no Congresso Nacional. O peemedebista que sempre irritou muito os petistas capixabas por ter se colocado desde o início do mandato como um parlamentar de oposição ao governo federal, fazendo várias críticas ao tratamento dispensado ao Espírito Santo, entrou na discussão, mas com um discurso bem mais ameno.   Ferraço direcionou a crítica para o Ministério da Agricultura, cobrou sensibilidade, mas não estendeu a crítica, como sempre fez, à toda estrutura do governo federal. Parece entender a necessidade de proteger a presidente Dilma de suas críticas.   A mudança de comportamento de Ferraço está ligado ao fato de o PT e o PMDB terem fechado por cima uma aliança para a disputa eleitoral no Estado. Embora o PT nacional tenha preferência pelo ex-governador Paulo Hartung para a candidatura ao governo, Ferraço ainda tenta se viabilizar como alternativa. Para posar ao lado de Dilma Rousseff na disputa eleitoral do ano que vem não pega bem ficar detonando a presidente na tribuna do Senado.   Fragmentos:   1 – O homem forte do PSD no Espírito Santo hoje é Jamir Bullus, que atua também na Casa Civil do governo do Estado desde janeiro de 2012. No passado, Bullus foi grande aliado do ex-deputado federal Zécarlinhos da Fonseca.    2 – Bullus tem atuado como articulador do partido, até porque o presidente Max da Mata tem se dedicado à Secretaria de Transportes de Vitória. Como o segundo homem do partido, tem bastante movimentação no interior e pode ajudar Max na disputa do ano que vem.   3 – E por falar em Max da Mata, os interlocutores do secretário garantem que ele não é candidato a deputado federal nem se obrigado. Vai disputar a Assembleia Legislativa

29/11/2013 / 0 Comments
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Muito mal representados

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Mais uma vez estamos falando de política de preconceito e segregação. Uma combinação espúria, que demonstra o perigo que corre o Estado Democrático de Direito, quando o desrespeito a minorias se torna o objetivo de parlamentares inescrupulosos e sem preparo para um cargo tão importante.   Deputados como do tal do Marcos Feliciano (PSC-SP) e senadores como o tal do Magno Malta (PR-ES) não passam de fraudes eleitoreiras. Dizem representar o povo cristão, em especial os evangélicos, mas usam o mandato que lhe foi conferido para aprimorar a velhacaria, na falsa ideologia da construção de um país melhor. Mas, o que políticos como eles já fizeram em prol do País ou do Estado? Absolutamente, nada.   A única coisa que vimos foi a perseguição e o entrave aos LGBTs, o que só contribuiu para a exacerbação do bullying escolar e do recrudescimento da homofobia, o que aprimora a violência social, física e mental, com requintes de crueldade nazista.   No que lucra a sociedade, como um todo, com essas atitudes fundamentalistas? Mais uma vez, absolutamente, nada. Ao contrario, só afunda mais no mar de lama da intolerância que se espalha contra as religiões, negros, mulheres, idosos, tentando toda a forma de estigmatização   O teatro da demagogia chega ao extremo do ridículo, quando ele queima pneus e bloqueia estradas .Porém, lá em Brasília, em meios a disfarces, se torna conivente com a evasão de nossas divisas e nossos direitos. Mais uma vez, ao cair do pano, na cena oportunista, a plateia em silêncio aguarda em pânico o final do ato. Tudo pura hipocrisia.   Na comissão da Câmara dos Deputados que deveria se ocupar com a proteção dos direitos humanos e na defesa das minorias, o dia do orgulho da raça negra passou despercebido, já que o “pastor presidente”, apesar de mulato, é racista. Mas nessa mesma data, apresentou meios para que possam, ainda mais, agredir os LGBTs, aprovando a proposta de uma consulta popular, para tentar reverter a decisão de duas cortes supremas sobre o casamento igualitário. Uma proposta sem sentido, onde não cabe o plebiscito, já que o casamento igualitário, em nada altera a vida dos héteros, mas sim equipara direitos, como prevê a constituição.   Mais uma vez a bancada evangélica, que por si só é inconstitucional dada a condição de laicidade do Brasil, vem fraudar o estado de direito, e em nome de sei lá que deus, ludibriar a fé e a credulidade popular, de maneira sórdida, para se perpetuar no poder e garantir seus benefícios. Um jogo eleitoral que cheira a crime organizado, e que mais uma vez quer tomar de assalto a cadeira do governador do Estado.   Isso tudo envergonha a religião, mistifica preceitos cristãos, usurpa o direito cidadão e falseia dogmas da fé. Como a própria bíblia alerta – Cuidado com os Falsos profetas!- O pior é que no meio de verdadeiros crentes, estão os charlatões, que reproduzem tudo aquilo contra qual Lutero lutou, quando tentou implantar uma fé verdadeira. É senhores evangélicos, vocês estão muito mal representados.   Luiz Felipe Rocha da Palma (Phil Palma) é publicitário. Nas “horas vagas” (às quartas) comanda o programa “Praia do Phil” pela Rádio Universitária FM, onde defende os LGBTs e denuncia a homofobia. Fale com o autor: philpublicitario@gmail.com

29/11/2013 / 0 Comments
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Gestão Rodney Miranda ignora Fórum Popular de Vila Velha

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Presente no seminário “Cidade, um Espaço de Convivência Social” que aconteceu nessa quinta-feira (28) para discutir o novo Plano Diretor Municipal (PDM), o Fórum Popular em Defesa de Vila Velha (FPDVV) ressalta que é constantemente ignorado tanto pelo prefeito do município, Rodney Miranda (DEM), quanto por sua gestão. Segundo a entidade, a prefeitura anuncia intenção de promover debates sobre o plano, tendo como metodologia um modelo de gestão participativa, mas não é o que ocorre na prática.   Exemplo claro disso foi o fato de o prefeito, no evento, ao contrário do que fez com as demais entidades, sequer ter mencionado a presença do Fórum, que é protagonista nas discussões relacionadas à área. Além disso, apesar da presença de vários secretários da gestão, nenhum deles se mostrou preocupado com a questão ambiental. Para o FPDVV, o seminário não era um momento de enfrentamento e de novas sugestões, mas sim de receber as proposições e observar o desenvolvimento delas. A entidade destaca que não quer um projeto pronto, e sim que a sociedade civil discuta a cidade junto aos outros entes interessados e que, na discussão, sejam alinhados o que foi proposto e o real propósito que se tem para a cidade.    Já a prefeitura apresentou a metodologia que chama de gestão participativa, com duração até 2015 e validade de dez anos para as novas regras. A metodologia engloba audiências públicas, grupos de acompanhamento que reúnam a sociedade civil e os setores público e privado; um suporte técnico para as discussões que serão levantadas nesse grupo; a elaboração de um termo de referência que servirá como base para a contratação da equipe técnica que elaborará o PDM; e a criação de uma autarquia que acompanhe o processo e o mantenha independente de governo, apesar das já frequentes manobras por parte do executivo e legislativo municipais para garantir os interesses do setor empresarial. No mês passado, essas manobras foram motivos de uma ação civil pública contra o município de Vila Velha, ajuizada pela Promotoria de Justiça Cível do município, em decorrência da sanção, pelo prefeito, da Lei nº. 5.441/2013, que altera o PDM. O processo, segundo o Ministério Público Estadual (MPES), foi conduzido de forma ilegítima e sem o devido debate com a população, como determina a legislação. Na ocasião, o MPES tratou a nova lei como “encomenda e mais uma maquiagem”. A ação, com pedido de liminar, ressalta ainda que a lei afronta as decisões do Tribunal de Justiça (TJES), ao reeditar regras já declaradas inconstitucionais em Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) ajuizada pelo Ministério Público no ano passado.     Em setembro, o MPES já havia instaurado inquérito civil para apurar ato de improbidade administrativa do presidente da Câmara de Vila Velha, Ivan Carlini (DEM). Ele ignorou recomendação da Promotoria para garantir a participação popular no processo antes de colocar em votação o Projeto de Lei nº035/13 que gerou a lei, regulamentando obras e projetos arquitetônicos com base em dispositivos do antigo Plano Diretor Municipal. Informações de bastidores apontam que Carlini até convocou uma reunião com os vereadores antes da votação, quando defendeu o projeto, mas sequer teria informado aos colegas de plenário da nota recomendatória. No mesmo dia, Rodney Miranda, presidente regional do DEM, esteve na Casa para a festa de filiação do vereador ao partido.  De acordo com o Fórum, o projeto que define as Zonas de Especial Interesse Social (ZEIS) também foi aprovado na Câmara de Vila Velha, no último dia 19, sem qualquer debate com os movimentos sociais. Sobretudo, sem ter sido discutido com o Movimento Nacional de Luta pela Moradia (MNLM), principal ator na criação e ocupação de moradias populares na Região 5, mais conhecida como Grande Terra Vermelha. A lei que regula as ZEIS rege justamente sobre esta região e o bairro Vila Galvão, mas atribui parâmetros muito liberais para as construções, como aponta a entidade. O Fórum acredita que a melhor solução para a região deve seguir o desenho urbano feito por alunos do curso de Arquitetura da Universidade de Vila Velha (UVV).   O FPDVV já havia comunicado, anteriormente, que o plano seria refeito depois da sanção das leis que tiveram como marca a exclusão da sociedade civil organizada do processo, repetindo os erros do antecessor Neucimar Fraga (PR).   

29/11/2013 / 0 Comments
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Assembleia vota Orçamento 2014 sem emenda de R$ 10 milhões de hospital

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O deputado Élcio Álvares, líder do governo na Assembleia, terá uma missão difícil na próxima segunda-feira (2), quando os deputados começarem a votar a Lei Orçamentária de 2014. Isso por causa da emenda do deputado Euclerio Sampaio (PDT), no valor de R$ 10 milhões, para a construção do Hospital Central em Cariacica.    A ideia do governo, que já teria intenção de começar um projeto para a construção do hospital no próximo ano, é de derrubar a emenda, o que deve gerar uma polêmica muito grande, já que o deputado não deve deixar baratoO pedetista vai tentar mobilizar a bancada de Cariacica, da qual, aliás, não faz parte.    Os deputados ligados ao município são: Aparecida Denadai (PDT), Lúcia Dornellas (PT), Gilsinho Lopes (PR), Sandro Locutor (PPS), Marcelo Santos (PMDB)  e José Esmeraldo (PMDB).   Nessa quinta-feira (28), a coluna Sócioeconomicas de Século Diário mostrou um dos problemas ligados à emenda. A emenda de Euclério diz o seguinte: “emenda direcionada ao Hospital Central de Cariacica, para auxílio em seu funcionamento”. Isso para um hospital que ainda não existe.   A movimentação seria mais para colocar o governo em situação complicada, já que trata de saúde pública, um problema que é um dos pontos fracos do governo. Mas na prática, a emenda não resolve o problema. Para a construção, os R$ 10 milhões não seriam suficiente para o porte de um hospital central e para manutenção, como mostra a emenda, seria uma antecipação.    Para os meios políticos, há um grupo de deputados insatisfeitos com o Executivo e que tenta ganhar visibilidade com críticas e provocações ao governo, que na verdade não surtem um efeito de oposição. A tendência é de que a emenda seja retirada com a atuação da liderança do governo e com o apoio da maioria do plenário. No mais, não haveria problemas para aprovação da Lei Orçamentária de 2014 na Assembleia.    Terminou nesta sexta-feira (29), o prazo para que os deputados apresentassem destaques de suas emendas para serem votados no plenário. Se a Casa seguir o rito dos anos anteriores, não deverá ser aceito destaque a partir desta sexta, e o texto deve ser aprovado em sua integralidade.    Os deputados estaduais têm o direito de mexer em toda peça orçamentária, mas há um acordo que prevalece entre o Executivo e o Legislativo, para que os deputados não façam alteração na peça. O acordo consiste em destinar uma verba para cada parlamentar poder indicar livremente. Este ano, o valor da emenda é de R$ 1,5 milhão. O valor do orçamento global do Estado para o próximo ano é de R$ 15 bilhões.      

29/11/2013 / 0 Comments
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Tribunal de Contas adia novamente decisão sobre contas do deputado Cláudio Vereza

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O Tribunal de Contas do Estado (TCE) adiou novamente o julgamento da prestação de contas do deputado estadual Cláudio Vereza (PT), que presidiu a Assembleia Legislativa entre os anos de 2003 e 2004. O caso chegou a ser levado ao plenário nessa quinta-feira (28), mas foi retirado de pauta após a sustentação oral da defesa do petista. Apesar das irregularidades apontadas pela área técnica do tribunal, Vereza ignorou as suspeitas sobre seus atos e aproveitou a ocasião para atacar gestões passadas, que teriam superfaturados contratos.   Durante a sessão, o deputado pediu a fala aos conselheiros para declarar que a “gestão da Casa não foi mais questionada” após a sua administração, que foi a primeira após a chamada Era Gratz. Entretanto, o relatório apresentado pelo conselheiro Domingos Augusto Taufner, que relata as contas de Vereza no exercício de 2003, apontou cinco irregularidades que indicam o distanciamento entre o discurso e a prática do petista.   Os auditores do tribunal detectaram desde o pagamento com dinheiro público de multa de trânsito a partir de infrações cometidas por funcionário público, custeio de curso de pós-graduação particular com dinheiro da Casa, gastos com viagem de parlamentar acima do permitido e até o pagamento de uma festa, com direito a churrasco para os servidores da Casa.   Por conta das irregularidades, a área técnica do TCE opinou pela condenação de Vereza e dos demais integrantes da Mesa Diretora – à época, o atual diretor da Cesan, Anselmo Tozi, e o hoje deputado federal, Paulo Foletto (PSB), que também acompanhou a sessão. Apesar da manifestação, a decisão sobre o ressarcimento de R$ 73,2 mil caberá ao relator do processo, que adiou a conclusão do julgamento até a análise dos argumentos da defesa do petista.   Outro problema listado pela área técnica foi a contratação sem licitação da empresa de limpeza e manutenção predial da Assembleia, pelo valor de R$ 99 mil mensais. Em sua defesa, Vereza acusou a gestão de Gratz pelo superfaturamento de contratos. No entanto, o contrato firmado por Gratz, pelos mesmos serviços, custou cerca de R$ 62 mil. Mesmo assim, o único acordo sob suspeição foi o assinado na Era Gratz, que resultou o ajuizamento de uma ação de improbidade e uma ação penal por eventuais irregularidades.   Nas ações movidas pelo Ministério Público Estadual (MPES), o órgão questiona o fato de o contrato não ter sido alvo de licitação. Diferentemente do acordo emergencial assinado por Vereza, o vínculo anterior se deu através de uma acordo entre a direção da Assembleia e a Associação Representativa dos Servidores da Assembleia (Arsal). A entidade subcontratou a empresa Fibra Negócios e Serviços, que ficaria responsável pelos serviços pelo período de dez anos. Naquela ocasião, o acordo foi assinado às pressas, em fevereiro de 2000, quando foi inaugurada a nova sede do Legislativo, na Enseada do Suá.   As contas da gestão de Cláudio Vereza chegaram ao tribunal no final de março de 2004. Desde então, o processo teve a relatoria do ex-conselheiros Elcy de Souza, que deixou o cargo no final de 2010. Neste período, o processo sequer foi apreciado pelo plenário, o que caracterizou o caso como a prestação de contas da Assembleia mais antiga sem julgamento. As denúncias contra o petista foram levantadas no mês passada, durante a última eleição para o cargo de conselheiro, quando Vereza acabou sendo derrotado pelo então deputado estadual Sérgio Manoel Nader Borges.

29/11/2013 / 0 Comments
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MPES ajuíza ação para garantir vagas de UTI no sul do Estado

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O Ministério Público do Espírito Santo (MPES), por meio da 2ª Promotoria de Justiça Cível de Cachoeiro de Itapemirim, ajuizou Ação Civil Pública (ACP) com pedido de tutela antecipada de urgência contra o Estado do Espírito Santo, para que o governo providencie a ampliação de vagas de leitos de UTI na região sul do Estado.   A ACP teve como base inquérito que apurou a falta de leitos da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para os cidadãos da macrorregião sul da Superintendência Regional de Saúde, sediada em Cachoeiro de Itapemirim.   De acordo com o MPES, o déficit de vagas de UTI tem posto a vida de pacientes em risco e provocado até mortes de pacientes da microrregião, que abrange 26 municípios. Em razão desse quadro, o MPES ingressou com a ação solicitando o aumento imediato de leitos, ainda que tais leitos estejam em hospital particulares não conveniados ou contratados.   “O Inquérito Civil foi instaurado com base na problemática crônica, pública e notória, concernente da falta de leitos de Unidade de Terapia Intensiva – UTI para os cidadãos residentes na macrorregião sul, que vem ocasionando de forma recorrente riscos e diversas mortes de pacientes enquanto ainda se encontram na ‘fila de espera’ da Central de Regulação de Vagas de Leitos de UTI”, registra o MPE.    As investigações foram iniciadas no ano de 2010 com a informação encaminhada pela Santa Casa de Misericórdia de Cachoeiro de Itapemirim, e constatou-se que “a alta demanda de pacientes graves na Santa Casa” e a existência de “pacientes de maior complexidade, que são referenciados para hospital que possuem CTI devido à falta de vagas deste hospital.   Ainda sim, estima-se que o déficit seja de 32 vagas, o que representa a espera de pacientes na fila de até 72 horas para a UTI adulto e 168 horas para UTIN.   Ao realizar diligências, a fim de verificar a realidade local, constatou-se o déficit de vagas de UTI atinge os municípios: Alegre, Alfredo Chaves, Anchieta, Apiacá, Atílio Vivácqua, Bom Jesus do Norte, Cachoeiro do Itapemirim, Castelo, Divino São Lourenço, Dores do Rio Preto, Guaçuí, Ibitirama, Iconha, Irupi, Itapemirim, Iúna, Jerônimo Monteiro, Marataízes, Mimoso do Sul, Muniz Freire, Muqui, Presidente Kennedy, Piúma, Rio Novo do Sul, São José do Calçado e Vargem Alta.   Ao MPES, o Hospital Santa Casa de Misericórdia de Cachoeiro de Itapemirim reconheceu que muito embora disponibilize 10% de leitos para UTI, “a realidade vivenciada pelo hospital, o número de leitos de UTI é insuficiente para atender a demanda”.   Segundo o órgão, além da falta de leitos, a contabilização manual por funcionários da central de vagas demonstra um despreparo do Estado para lidar com a transferência de pacientes.    “É imprescindível implantar um sistema informatizado com objetivo de melhor regular a situação. A falta de médico regulador e de treinamento da equipe são outros pontos negativos da Central de Vagas que regula os leitos no sul do Estado”, diz a ação, que cobra que a Central de Vagas seja estruturada e informatizada, de modo a melhorar o atendimento dos pacientes.    O MPE pede que o Estado providencie, no prazo de 24 horas ou outro prazo razoável fixado pela Justiça, a compra de vagas em leitos de UTI.

29/11/2013 / 0 Comments
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Jovens negros são as vítimas preferenciais de homicídio no Estado

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O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou, nesta sexta-feira (29) a Síntese de Indicadores Sociais (SIS) 2013, publicação que reúne múltiplas informações sobre a realidade social brasileira nos setores demográfico, saúde, trabalho, padrão de vida e distribuição, e saúde. Em relação ao Estado, o estudo mostra, mais uma vez, que as vítimas preferenciais de mortes por agressão são os jovens negros.    Além disso, a pesquisa também revela o alto índice de jovens que não estudam nem trabalham.    Segundo o IBGE, em 2010 – ano de referência para o estudo – a taxa de mortes por agressão de pessoas com idade entre 15 e 29 anos, faixa etária que compreende a juventude, negras – preto e pardo, na definição do IBGE – foi de 140,1 mortes por grupo de 100 mil habitantes. Até 14 anos, a taxa ficou em 4,7; de 30 a 39 anos, 75; 40 a 49 anos, 52,4; e de 60 para cima, 10,7 mortes por 100 mil.    Entre os jovens brancos, a taxa de óbitos por agressão ficou em 29,9 por 100 mil; até 14 anos, 0,6; 30 a 39 anos, 26; 40 a 49 anos, 19,1; 50 a 59 anos, 15,8; e de 60 para cima, 11,4 mortes por 100 mil.    Por outro lado, a pesquisa também aponta o alto índice de jovens que não estudam nem trabalham. De acordo com o SIS 20,4% dos jovens com idades entre 18 e 24 anos no Estado não estudam nem trabalham. Entre aqueles com idades entre 25 e 29 anos o índice é de 16,6%.    A seletividade na morte de jovens negros no Estado é comprovada por diversos estudos. O mais recente, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), revelou que, no Brasil, a probabilidade do negro ser vítima de homicídio é oito pontos percentuais maior, mesmo quando se compara indivíduos com escolaridade e características socioeconômicas semelhantes.   Já o Mapa da Violência 2013 – Homicídios e Juventude no Brasil atesta a seletividade nos homicídios de negros. O estudo, do sociólogo Julio Jacobo Waiselfiz, e lançado pelo Centro de Estudos Latino-Americanos (Cebela) e pela Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (Flacso), confirma que no Espírito Santo os negros são vítimas preferenciais de homicídios.    O mapa mostra que a taxa de homicídios de negros no Espírito Santo é de 58,4 mortes por grupo de 100 mil. Entre os brancos esta taxa cai para 16 por 100 mil.   Entre os jovens, as taxas são mais aterradoras. Entre jovens negros, a taxa de homicídios do Estado é de 144,6 mortes por 100 mil. Entre brancos é 37,3.

29/11/2013 / 0 Comments
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IBGE: 25,6% das crianças de zero a 14 anos ainda vivem sem esgotamento sanitário no ES

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De acordo com a Síntese dos Indicadores Sociais (SIS) 2013, apresentada pelo IBGE nesta sexta-feira (29), a taxa de urbanização do Espírito Santo é de 86%, mesmo assim, 25,6% das crianças e adolescentes de zero a 14 anos vivem sem esgotamento sanitário.   Segundo o levantamento, o Estado convive ainda com 12,2% destas crianças morando em residências sem abastecimento de água da rede geral e 8,4 sem coleta de lixo.  Ao todo, ressaltou o IBGE, das crianças de zero a 14 anos, 7,6% vivem com todas as formas de saneamento inadequadas.    De acordo com o estudo, em 2012, 47,3% das crianças com até 14 anos de idade residiam em domicílios em que pelo menos um serviço de saneamento (água, esgoto ou lixo) não era adequado.    Quando as três formas inadequadas de saneamento existiam simultaneamente no domicílio, como é o caso de 7,6% das crianças capixabas de zero a 14 anos, estas crianças estão seriamente expostas ao risco de doenças.     Ainda sim, segundo o estudo, este índice vem diminuindo em todo o País. Em 2002, 15,4% das crianças nesta faixa etária estavam seriamente expostas a riscos de doenças, sendo que em 2012 este indicador passou a ser de 10,2% entre crianças na mesma faixa etária.    “Em contraste, esse indicador chegou a 22,1% das crianças nortistas e a 3,5% das crianças do Sudeste, em 2012”, alerta o IBGE.    Ao todo, a população residente na Região Metropolitana no Estado, 21,7% tem de zero a 14 anos, ressaltou o IBGE.    O levantamento, segundo o IBGE, tem o objetivo de retratar a realidade social do país através de indicadores atualizados. O SIS 2012 traz informações sobre aspectos demográficos, famílias, domicílios, educação, padrão de vida, distribuição de renda, trabalho e saúde. 

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Projeto do Instituto da Mata Atlântica é aprovado na CMA

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Apesar na lentidão nos trâmites e na falta de apoio estadual à estrutura atual, o Museu de Biologia Professor Mello Leitão está cada vez mais próximo de se tornar um Instituto Nacional da Mata Atlântica (INMA). O parecer na Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA), de relatoria da senadora Ana Rita (PT), foi votado e aprovado na última quarta-feira (27). No dia seguinte, a matéria foi enviada à Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT).    Além de alterar o nome e a estrutura do Mello Leitão, que, com a mudança, passará da atual estrutura do Ministério da Cultura (MinC) à do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), o PLC 55/2013 cria o Centro de Tecnologias Estratégicas do Nordeste, o Instituto Nacional de Pesquisa do Pantanal e o Instituto Nacional de Águas.   Em reunião realizada no último dia 20, no Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), o secretário executivo do órgão, Luiz Antônio Rodrigues Elias, garantiu empenho do ministério em montar um grupo de trabalho para a implementação do Instituto e, além disso, afirmou que no ano que vem haverá recursos financeiros disponíveis para o futuro INMA. Elias demonstrou o interesse, por parte do ministério, de que seja criado um grupo de trabalho a fim de elaborar um plano de trabalho para o Instituto. Ele e a senadora avaliaram que é possível que o projeto seja aprovado ainda neste ano.   Na mesma reunião, Sérgio Lucena Mendes, coordenador do programa de Pós Graduação em Biologia Animal da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), expressou o apoio da universidade ao PLC, sobretudo com foco na oportunidade de pesquisa e ensino proporcionada pela reestruturação do museu.    No mês passado, a Associação de Amigos do Museu de Biologia Mello Leitão (Sambio) denunciou a falta de ações concretas por parte dos governos estadual e federal para a manutenção do museu, mesmo após uma reunião, em agosto último, com o deputado federal Paulo Foletto (PSB) e com o secretário de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovação, Jadir José Pela. A Sambio também apontou a inércia da gestão do Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema) e denunciou que não houve nenhuma movimentação para a abertura de editais, solicitados na reunião, da Fundação de Amparo à Pesquisa do Espírito Santo (Fapes), para apoio às Coleções Biológicas do museu, setor considerado de prioridade para investimentos financeiros.   Há anos o Museu Mello Leitão passa por uma fase de carência de material de estudos e de pessoal. Os investimentos federais ainda não podem ser feitos pelo MCTI e não vêm do MinC, que não é estimulado a dar continuidade a um trabalho que não será mais deles. O apoio que a área de museu recebe do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), em nível de pessoal, se resume ao trabalho de dois estagiários de graduação, que podem se manter por no máximo dois anos na atividade. Segundo a Sambio, tradicionalmente, em outros museus e instituições que possuem Coleções Biológicas, existe uma estrutura de pelo menos um curador de cada grupo biológico, com nível em geral de Doutorado, que é responsável pelo desenvolvimento da coleção e pesquisas relacionadas, além de alguns técnicos e pesquisadores.   O Mello Leitão foi criado em 1949 pelo naturalista Augusto Ruschi (1915-1986), que recebeu do Congresso Nacional, em 1994, o título de “Patrono da Ecologia do Brasil”. A instituição, que desenvolve trabalhos com foco na biodiversidade da Mata Atlântica do Estado e voltados para educação e difusão científica na área de biodiversidade e na área de pesquisa e investigação científica, é uma das principais do país ligadas ao patrimônio natural.   No começo deste mês, o PLC 55/2013 foi aprovado na Comissão de Constituição, Justiça e de Cidadania (CCJ) do Senado.

29/11/2013 / 0 Comments
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Iases nega transferência de adolescentes da Unai para Cariacica

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O Instituto de Atendimento Socioeducativo (Iases) negou que vá transferir adolescentes da Unidade de Atendimento Inicial (Unai) de Maruípe, Vitoria, para uma unidade “recém-construída” em Cariacica-Sede. A afirmação foi feita pelo diretor-presidente da autarquia, Lindomar José Gomes, em audiência pública da Comissão de Segurança da Assembleia Legislativa, realizada na noite dessa quinta-feira (29).    Em outubro deste ano, os moradores da região receberam a informação de que os adolescentes que estavam na Unai seriam transferidos para a “nova unidade”. Na ocasião, eles queimaram pneus, interrompendo o tráfego na rodovia Jose Sette, que corta o município, em repúdio à transferência.   Os moradores não querem mais uma unidade no bairro e reclamam da insegurança que o complexo de unidades de internação já traz para a região. Os agentes socioeducativos também partilham da insatisfação dos moradores.    A transferência seria feita para uma unidade anexa à Unidade de Atendimento ao Deficiente (Unaed), que já foi desativada. No entanto, foi construída no local em que funcionava a lavanderia do complexo e vizinha à rua. Os agentes socioeducativos denunciaram que a unidade foi improvisada e não oferecia condições adequadas para receber os adolescentes.   O local, disse o Sindicato dos Servidores do Sistema Socioeducativo (Sinases), na ocasião, funcionava anteriormente como lavanderia. As paredes, por exemplo, são azulejadas, o que constitui risco, já que, uma vez quebrados, os azulejos se transformam em armas.    

29/11/2013 / 0 Comments
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