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Século Diário

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Manifestantes da marcha contra o extermínio de negros fincam cruzes no Palácio Anchieta

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A VI Marcha Estadual Contra o Extermínio da Juventude Negra reuniu cerca de 200 pessoas durante a manhã desta quarta-feira (20), data em que se celebra o Dia Nacional da Consciência Negra em todo o país. A marcha, promovida pelo Fórum Estadual da Juventude Negra (Fejunes), teve como tema “Acorde para essa luta você também” e objetivo de dialogar com a sociedade sobre importância de todos se mobilizarem para enfrentamento dos altos índices de homicídio que recaem sobre a juventude negra, além de cobrar medidas efetivas do governo para superação desse fenômeno.       A caminhada teve início na antiga Capitania dos Portos, no Centro de Vitória e seguiu para o Palácio Anchieta, local em que os participantes colocaram cruzes simbolizando as mortes de jovens negros ocorridas no Estado.    A intenção era que fosse entregue ao governador Renato Casagrande um documento reiterando as reivindicações do Fejunes. Dentre elas está a criação do Conselho Estadual de Segurança Pública e de uma Ouvidoria de Polícia autônoma e independente. O governador, no entanto, estava cumprindo agenda fora do Palácio Anchieta e não pode receber os representantes da entidade. Tampouco designou um dos secretários para receber os manifestantes.   Depois de passar pelo Palácio Anchieta a marcha seguiu para o Museu Capixaba do Negro (Mucane), onde foi finalizada.    Extermínio    O Mapa da Violência 2013 – Homicídios e Juventude no Brasil, elaborado pelo sociólogo Julio Jacobo Waiselfiz, e lançado pelo Centro de Estudos Latino-Americanos (Cebela) e pela Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (Flacso) comprovou que o Estado vivencia o extermínio da juventude negra.    As taxas de mortes de jovens negros são de países que estão em guerra civil. Em 2011, ano usado como base de pesquisa, a taxa no Estado ficou em 144,6 mortes violentas de jovens negros por grupo de 100 mil, enquanto a taxa entre jovens brancos ficou em 37,3. Nos dois casos, o Espírito Santo é o segundo do País, no caso de homicídios de jovens brancos fica apenas atrás do Paraná, e de jovens negros é o segundo. Alagoas lidera.   O próprio estudo caracteriza a taxa do Estado como inaceitável e deixa claro a seletividade de jovens negros como vítimas preferenciais de homicídios.   Já nesta terça-feira (19) foi divulgado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) o estudo Vidas Perdidas e Racismo no Brasil que corrobora com as estatísticas do Mapa da Violência 2013 e coloca o Estado em segundo do País em homicídios de negros, com taxa que passa de 80 por grupo de 100 mil. O Estado está atrás somente de Alagoas em mortes violentas de negros. Entre brancos, a taxa de homicídios não chega a 30 por 100 mil.   A alta taxa de mortes violentas de negros acaba por reduzir a expectativa do homem negro. O estudo mostra que assim como na taxa de homicídios, o Estado é o segundo do País em perda de expectativa de vida de negros, atrás também de Alagoas. No Espírito Santo os homens negros têm perda de 5,2 anos na expectativa de vida. Em Alagoas a redução chega a 6,2 anos. A pesquisa salienta que a perda de expectativa de vida é ocasionada, primordialmente, pelos homicídios.

20/11/2013 / 0 Comments
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Problemas internos na bancada do PMDB enfraquecem deputados

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A bancada da Assembleia tem uma posição política unificada em relação à disputa eleitoral do próximo ano. Diante da tentativa de rolo compressor por parte da direção do partido, impondo uma candidatura própria, os parlamentares tiraram decisão unificada para permanecer no grupo do governador Renato Casagrande (PSB), mas isso não dirimiu as incompatibilidades entre os deputados.    São sete deputados com interesses muitas vezes conflitantes, tanto na atuação parlamentar quanto na disputa por espaço eleitoral. Essas incompatibilidades causam atritos no plenário da Assembleia e podem enfraquecer os deputados no campo político.    Exemplo disso foi o episódio da eleição da presidência da Comissão de Finanças da Casa, em que o partido, com três deputados no colegiado, não conseguiu conquistar a presidência por incompatibilidade entre os membros.    A bancada não consegue unidade no plenário também, muitas vezes votando de forma divergente, sem decisões de bancada. Diferentemente, por exemplo, do que ocorre com o PT, que tem cinco deputados, mas mantém um posicionamento fechado em grande parte das votações de bancada.    Essas incompatibilidades podem enfraquecer o grupo do PMDB na discussão política. Os deputados estaduais se movimentaram na contramão da direção da sigla, que tentou impor uma candidatura majoritária própria na eleição de 2014 sem ampliar o debate com a bancada. O PMDB quer disputar o governo em um palanque alternativo à reeleição do governador Renato Casagrande, tendo o senador Ricardo Ferraço ou o ex-governador Paulo Hartung como candidato ao governo.    Os deputados não concordam com a movimentação, pois entendem que no palanque do governador Renato Casagrande tem mais chances de garantir os espaços políticos. Com sete deputados estaduais é preciso uma acomodação muito boa para a disputa pela reeleição.    Mas sem o entendimento na Assembleia, os parlamentares podem se enfraquecer no debate político, permitindo que o grupo que defende candidatura própria e saída do palanque de Casagrande possa conseguir passar por cima do interesse da bancada.    Além dos atritos na Assembleia, a disputa por votos no ano que vem também podem levar ao desarranjo do grupo. A competição nas bases podem acirrar os ânimos entre os deputados, principalmente em uma eleição disputada na proporcional, como se prevê para 2014.    A bancada do PMDB na Assembleia é formada pelos deputados Marcelo Santos, Hércules Silveira, Luzia Toledo, Solange Lube, Paulo Roberto, José Esmeraldo e Esmael Almeida. 

20/11/2013 / 0 Comments
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Vidas perdidas

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Nesta quarta-feira (20), o Dia da Consciência Negra é lembrado em todo o país. No Espírito Santo, as organizações sociais que militam na causa preparam manifestações para pedir mais empenho do poder público no combate à violência seletiva contra os negros.    Não é para menos. Estudo divulgado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) nesta terça-feira (19) mostrou que no Espírito Santo a expectativa de vida de um negro (os pardos estão inclusos no estudo) é reduzida em 5,2 anos no Estado – a segunda mais alta do país. A média nacional é de 2,4 anos. O índice capixaba só é menor que o de Alagoas, que lidera o ranking com 6,2 anos.   O estudo do Ipea “Vidas perdidas e racismo no Brasil” aponta que enquanto o crime de homicídio é a maior causa de mortes entre negros, é o trânsito que mais mata os não negros.   Boa parte das mortes de negros no Estado tem suas raízes relacionadas às questões socioeconômicas. Os negros costumam ter baixa escolaridade, convivem com altas taxas de desemprego e detêm renda média mais baixa em relação aos não negros. Consequentemente, moram nos bairros mais pobres e são mais suscetíveis à violência.   O Fórum Estadual da Juventude Negra (Fejunes), uma das organizações mais atuantes na causa do negro no Estado, vem há anos chamando a atenção do poder público para alterar essa realidade.    Para o Fejunes, as políticas de Segurança Pública e de Justiça excluem os negros ao invés de incluí-los. Esse processo de exclusão fica evidente no perfil da população carcerária do Estado, onde os negros são a grande maioria.    O levantamento do Ipea se soma a outros estudos, como o Mapa da Violência 2012 – A cor dos homicídios no Brasil, que confirmam a matança seletiva de negros no Espírito Santo.    É preciso que poder público olhe com mais atenção para esses dados e se mostre disposto a discutir com as organizações da sociedade civil políticas públicas eficazes, que sejam capazes de mudar essa realidade perturbadora.    Nesta quarta-feira (20), representantes dos movimentos sociais vão bater novamente na porta do Palácio Anchieta para suplicar ajuda ao governo. A oportunidade está criada. Basta que o governo tenha vontade política para evitar que novas vidas sejam perdidas. 

19/11/2013 / 0 Comments
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Fora do circuito

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Não falta muito e o prefeito de Vitória, Luciano Rezende, deverá ser reconduzido ao comando do PPS no Estado sem qualquer empecilho. Ao contrário da última disputa interna do partido, o prefeito de Cariacica, Juninho, desta vez não está em condições de cantar de galo. Fechado esse ciclo, restará consolidado, por “a + b”, o apoio do PPS à candidatura à reeleição do governador Renato Casagrande. Assim como já manifestou o prefeito inúmeras vezes, não há como subir em outro palanque ao governo no próximo ano. Primeiro, porque assim ele retribui o apoio a Casagrande na última eleição municipal, o que garantiu sua vitória. Segundo, o prefeito hoje demonstra total aversão ao antigo aliado, o ex-governador Paulo Hartung (PMDB) que, oportunista como sempre, abraçou a campanha de Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB) ainda no primeiro turno, para liquidar de vez as chances de Luciano – naquela ocasião, o tucano liderava com folga as pesquisas e tinha tudo para levar logo o pleito. Do lado oposto de Casagrande, aí mesmo que o prefeito se empenhará em favor do governador. Afinal, foram anos e anos de fidelidade a Hartung jogados no lixo. Agora, se houver a retomada do projeto de unanimidade, a história muda de figura. Com Hartung na chapa do governador, não terá conversa ou gratidão que resolva. Luciano não sobe e pronto.   Na rede Por falar em Luciano, o prefeito promove sua terceira webconferência do Gabinete Online, nesta quarta-feira (20), às 19 horas. Desta vez, o tema será segurança urbana.   Vulnerável O episódio da retirada da deputada estadual Luzia Toledo (PMDB) do páreo para presidir a Comissão de Finanças da Assembleia pode ter reflexo também na liderança da bancada do PMDB na Casa, função hoje ocupada por ela. Não são poucas as incompatibilidades existentes. Para o caldo entornar de vez, não custa.   Vulnerável II Facilitou ainda a manobra para consolidar Dary Pagung no comando da Comissão, que teve o dedo do governo, o fato de não ter revide. Mesmo barrada no processo, Luzia sempre foi e sempre será governista.   Leitura Após as prisões de José Genoino e José Dirceu, no escândalo do mensalão, o interesse por filiações ao PT aumentou mais de 2.000% nesse final de semana. Não é intrigante?   Sangue novo O articulador da Rede Sustentabilidade no Estado, Roberto Beling manda, pelo Twitter, seu apoio a Max Dias, jovem que tem tirado o sono do secretário de Estado de Turismo, Alexandre Passos, por conta da disputa pelo comando do diretório do PT em Vitória. Segundo turno será neste domingo (23).   Mais um Já o PSDB segue com seu circuito de palestras no Estado de tucanos de fora. Nesta quinta-feira (21), o deputado federal Marcus Pestana, de Minas Gerais, falará sobre reforma política, às 19 horas, na Câmara de Vila Velha.    Sentido oposto A classe política, salvo raras exceções, finge que não vê o processo de discussão que irá definir novos padrões de emissões para poluentes em Vitória, realizado pelo GTI Respira Vitória. Continua na contramão dos interesses da população. Mais uma prova disso: as apresentações do GTI já foram vistas 10 mil vezes na ferramenta Slideshare.    Que isso… O governo do Estado contratou a empresa Prime Assessoria e Consultoria Ldta para cuidar do gerenciamento do abastecimento de combustível na frota dos veículos oficiais. “Precinho”: R$ 65,37 milhões (não informa o período). Uau, hein!    140 toques “Domingo tem caminhada, às 9 horas, na Praia de Camburi, saída no Clube dos Oficiais, para celebrar o Novembro Azul – prevenção da saúde do homem”. (Deputado estadual Hércules Silveira – PMDB – no Twitter).   PENSAMENTO: “Não tenho equilíbrio para permanecer sobre o muro”. Roberto de Abreu Sodré

19/11/2013 / 0 Comments
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Marca em risco

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Desde o início de seu governo, em 2011, o governador Renato Casagrande vem tentando emplacar uma marca à sua gestão. Antes mesmo da posse tentou passar a imagem de governo que iria dar jeito na complexa questão da segurança pública no Espírito Santo.   Diante do enorme gargalo com o qual se deparou ao chegar ao Palácio Anchieta, viu que esse desafio seria muito complexo, já que depende de fatores que extrapolam o âmbito da segurança propriamente dita e demandaria um projeto de longo prazo, mais longo que os quatro anos de mandato.   Casagrande voltou-se também para a saúde, mas como a questão não é a das mais simples de ser resolvida a curto prazo, também não garantiria uma marca que representasse seu governo, como algo que o diferenciasse da gestão do seu antecessor.     Desde o início do ano, porém, Casagrande encontrou uma bandeira que combina com seu perfil político e vem trabalhando fortemente na busca de uma aproximação e fortalecimento dos municípios do interior do Estado. Embalado pela necessidade criada a partir da retração dos recursos federais, Casagrande tem feito uma série de investidas Estado adentro. Uma ação que vai além de construir estradas, mas que estreita o relacionamento entre o Palácio Anchieta e os prefeitos.    Mas, o que Casagrande não contava é que neste percurso teria que lidar com as crises próprias da economia interiorana. No norte do Estado, a seca tem feito muitos municípios amargarem uma grave crise. Dos 22 municípios que compõem a região norte do Espírito Santo, Pinheiros e Boa Esperança já decretaram situação de calamidade pública. Já os municípios de Montanha, Pedro Canário, Mucurici e Nova Venécia já fizeram os pedidos, que estão sendo analisados pela Defesa Civil Nacional.   No sul do Estado, a situação não é diferente, as cooperativas de leite não estão na melhor fase da vida. Isso sem falar no preço do café, que levou Casagrande a Brasília para buscar soluções.    A bandeira interiorana pode dar uma vantagem ao governador na disputa pela reeleição em 2014, mas precisará vencer os problemas das regiões e buscar soluções com os prefeitos para garantir que os problemas gerados pelas crises não atinjam o palanque socialista no ano que vem.   Fragmentos:   1 – O diretório nacional do PT decidiu nessa segunda-feira (18) sobre as posses dos novos diretórios estaduais do partido e suas respectivas Comissões Executivas. Os novos presidentes devem tomar posse no período compreendido entre 28 de novembro e 10 de dezembro de 2013.   2 – A Fórum Estadual de Juventude Negra do Espírito Santo (Fejunes) realiza nesta quarta-feira (20) uma marcha contra o extermínio da juventude negra. Vão até as escadarias do Palácio Anchieta e querem entregar de documento ao governador Renato Casagrande.   3 – A deputada federal Rose de Freitas (PMDB) participou na noite dessa segunda-feira (18) de um encontro no norte do Estado sobre os prejuízos causados pela seca que atinge parte da região. Alguns municípios já decretaram emergência.

19/11/2013 / 0 Comments
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Manobras

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Nesta terça-feira (19), a população capixaba foi pega de surpresa com mais um “movimento-pipoca” do Sindirodoviários. Os ônibus deixaram de circular das 4h às 8h, deixando muitos trabalhadores na mão. A justificativa do sindicato foi de que o movimento era para a campanha salarial. Mas como isso é possível se a data-base foi em 1º de novembro?   Ainda nesta terça-feira, o sindicato tem assembleia com a categoria para prestação de contas. A coluna entende que o movimento pela manhã foi para esvaziar a assembleia da tarde. O sindicato que tem até processo judicial que coloca na entidade até o peso da improbidade administrativa, impedindo a direção de atuar, consegue assim manobrar o processo.    Vale destacar que os rodoviários não prestaram contas das gestões. O sindicato tem posições polêmicas, vez ou outra utiliza do mecanismo da paralisação com a justificativa de pressionar as empresas, embora saiba-se que isso é só para enrolar a categoria.    Os trabalhadores precisam acordar para eliminar as aves de rapina do movimento sindical. O sindicato tem a obrigação de trabalhar por uma sociedade mais justa, igualitária. A pauta não pode ser focada apenas em questões econômicas e, na maioria das vezes, com objetivos pessoais.  A parceira de Edson com Mazoni é antiga e a categoria tem de refletir no que isso trouxe de benefícios reais para a classe.    O que mais preocupa é que essa direção não tem representatividade, já que na eleição passada as duas outras chapas, somadas, tiveram cerca de 70% da categoria. Ou seja, já existe dentro dos rodoviários a insatisfação com esse grupo. Esses 30% foram conquistados com muita manobra. E de manobra em manobra a categoria fica na sobra.    Enquanto o grupo se movimenta pela perpetuação no poder, o empresário ri à toa e a população sofre com o preço das tarifas e com a baixa qualidade do serviço oferecido. Quanto ao trabalhador, os reajustes conseguidos não superam os problemas do trabalho, com as más condições e a insatisfação da população.    Acorda rodoviário!

19/11/2013 / 0 Comments
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Convidou o cheque especial para almoçar?

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Ouvi o relato empolgante de uma amiga leitora sobre as mudanças que vem promovendo em suas finanças pessoais e sobre os resultados positivos conquistados, motivada pela leitura assídua dos artigos desta coluna.   No decorrer da conversa ela me contou sobre algumas passagens com o seu pai e a ideia deste artigo surgiu. Contou-me que o seu pai é aposentado, trabalhou muitos anos como bancário e, pelos comentários tecidos, arrisco a considerá-lo como um cidadão educado financeiramente. Uma de suas frases célebres e que percebo estar gravada na “memória RAM” da amiga leitora, é de muita criatividade e complexa interpretação: – “Cuidado com o cheque especial! Ele se senta à mesa com a gente para almoçar e come mais do que todos nós”.   Ele coloca o cheque especial como “alguém” que passa a integrar a família. Analisando essa pérola, ouso interpretar esse membro familiar como o mais faminto de todos, que se senta para fazer as refeições com a família, mas que egoisticamente se serve primeiro, come mais do que todos sem se preocupar se sobrará para os demais e sai da mesa sem perceber o que causou.   A comparação é bem interessante, porque é assim mesmo que ocorre quando as escolhas são feitas de forma errada, quando há descontrole nas compras ou a partir de imprevistos que culminam no uso do cheque especial. Extrapolam o saldo da conta corrente e passam a utilizar o “prolongamento” imaginário da receita fictícia. Com isso, são incluídos os juros que vão comendo a receita, que geralmente, não cresceu, mas que terá que dispor de uma fatia para custear o pagamento mensal dos juros, durante um bom tempo.   Ah, quanto pode ser feito com esses valores destinados ao pagamento de juros!   Outro fato que me chamou a atenção no relato me levou a reforçar uma hipótese: a de que há uma “memória financeira positiva”, advinda do exemplo do comportamento financeiro saudável recebido no seio familiar, durante o processo de construção do sujeito.   O exemplo desse pai “vingou” por décadas no consciente e inconsciente da leitora ao ponto de, mesmo após “derrapadas”, sob estímulo e motivada a mudar o comportamento de consumo, ela se reportar às lições da infância, em que os valores, as atitudes e posturas saudáveis na relação com o dinheiro foram desenhadas dentro do seu ambiente familiar, pelos exemplos recebidos da infância à juventude.   Isso reforça a importância dos pais repassarem aos filhos os ensinamentos sobre educação financeira e de reforçar através do seu próprio comportamento, porque mesmo que não “colham” rápido os frutos, mesmo que tenham que auxiliar nas derrapadas.   Há tempo de plantar, outro para se desenvolver e o tempo de colher os bons frutos.   Nunca é tarde para mudar o comportamento, principalmente, quando já existem sementes sadias, às vezes, adormecidas, mas que estão lá, prontas para serem germinadas.   Não convidem para a mesma mesa o cheque especial e qualquer um de nós! ______________________________________________________________________________________________________________________________________ Ivana Medeiros Zon é assistente social,  especialista em Saúde Pública e em Estratégia Saúde da Família. Autora do Projeto Saúde Financeira na família: uma abordagem social, com foco em educação financeira. Fale com a autora, mande suas dúvidas para ivana_zon@seculodiario.com

19/11/2013 / 0 Comments
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Justiça adia decisão sobre pedido de afastamento do conselheiro Sérgio Borges

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A Justiça estadual adiou a decisão sobre o pedido de afastamento liminar do novo conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE), Sérgio Manoel Nader Borges, solicitado em ação civil pública movida pelo Ministério Público Estadual (MPE) e de Contas (MPC). No despacho assinado nesta terça-feira (19), a juíza Telmelita Guimarães Alves, da 3ª Vara dos Feitos da Fazenda Pública Estadual, postergou a análise do pedido de antecipação de tutela para após o recebimento da contestação dos réus do processo – além do Borges, foram citados o Estado do Espírito Santo e o próprio TCE. A medida acontece mais de uma semana após a chegada dos autos do processo, ajuizada no último dia 8, no cartório da Vara Anticorrupção do tribunal. Esse posicionamento em respeito ao contraditório pelos juízes da Vara havia sido antecipado pela reportagem de Século Diário na semana passada. Com isso, a definição sobre o eventual afastamento de Sérgio Borges, que supostamente não teria os requisitos mínimos para a investidura no cargo, segundo o Ministério Público, deve ficar apenas para o ano de 2014. No despacho, a juíza Telmelita Guimarães determinou a citação de todos os réus para que respondam às acusações, no prazo que pode chegar até a 20 dias – em função do Estado figurar como uma das partes no processo. De acordo com juristas consultados pela reportagem, esse prazo só começar a ser contado a partir da confirmação da citação do último réu – através do retorno dos mandados de citação devidamente cumpridas ao cartório –, o que pode empurrar o início da contagem para o final da próxima semana. Desta forma, a decisão sobre o pedido de liminar pode ficar somente para o fim do recesso forense, que vai do próximo dia 20 de dezembro até 6 de janeiro de 2014. Depois desse período, o Judiciário não inicia todas as suas atividades, uma vez que o tribunal determinou a suspensão de prazos e da realização de audiências até o dia 17 do mesmo mês em decorrência do período de férias dos advogados, solicitado pela Ordem dos Advogados do Brasil no Estado (OAB-ES). Denúncia Na ação civil pública, um grupo formado por cinco promotores de Justiça e três procuradores de Contas pede a nulidade do ato de nomeação de Sérgio Borges com base em dispositivos da Lei da Ficha Limpa. Eles listam antigas acusações contra Borges para desqualificar a posse do novo conselheiro, que não atenderia aos requisitos de idoneidade moral e da conduta ilibada para ocupar o cargo. Os representantes do parquet sustentam que o ex-deputado estadual estaria impedido de ser nomeado após ser condenado, no ano passado, pelo recebimento indevido de diárias da Assembleia Legislativa em julgamento por órgão colegiado do Tribunal de Justiça do Estado (TJES). Atualmente, Sérgio Borges recorre dessa decisão no Superior Tribunal de Justiça (STJ). “Dessa forma, fica evidente que a nomeação pela Assembleia Legislativa e posse pelo Tribunal de Contas do senhor Sérgio Manoel Nader Borges para o cargo de conselheiro não atende à exigência de ‘idoneidade moral e conduta ilibada’, conforme preconiza a Constituição Estadual e Federal”, concluem os representantes do MPE e do MPC. Na denúncia, o grupo faz menção à decisão liminar em ação popular na mesma 3ª Vara, que determinou o afastamento do ex-conselheiro Marcos Miranda Madureira – que foi aposentado compulsoriamente, ao completar a idade limite (70 anos) para a função, em março deste ano: “A referida sentença determinou a nulidade do ato de nomeação e o afastou do cargo até o julgamento final de uma ação popular, justamente porque ficou comprovado que o conselheiro não possuía idoneidade moral e reputação ilibada, mesmo sem ter condenação criminal ou mesmo a responder ação penal”. Também figuram na ação civil pública, o Estado do Espírito Santo e o Tribunal de Contas. O órgão ministerial sustenta que, além da ausência de conduta ilibada, a nomeação de Borges teria violado o Regimento Interno da corte. Os promotores alegam que a posse de novos conselheiros deve ser feita em sessão especial, convocada pelo presidente do tribunal. Eles alegam que o regimento prevê que as pautas das sessões devem ser publicadas no Diário Oficial com antecedência mínima de 48 horas, sob pena de nulidade. O novo conselheiro do TCE foi empossado no último dia 6, mesmo dia em que foi publicado o ato de nomeação pelo governador Renato Casagrande. O ex-deputado havia sido eleito pela Assembleia Legislativa, por maioria de votos (16 contra seis dos demais concorrentes) no dia 4 deste mês, cujo decreto legislativo foi publicado na véspera da posse. “O afastamento do conselheiro Sérgio Borges brindará a sociedade com notável lição de hermenêutica, pondo o Direito, na sua mais ampla extensão, em plena consonância com o momento de exuberância da cidadania que se vivencia no Estado, tornando concreto os princípios da moralidade e de reputação ilibada como elemento indissociável ao exercício da função pública, no caso, os requisitos para a ocupação do cargo de conselheiro do Tribunal de Contas”, afirmam os autores da ação.

19/11/2013 / 0 Comments
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Reserva da Vale avaliada em US$ 1 bi era de posse do Governo do Estado

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Estudo divulgado pelo Valor Econômico nessa segunda-feira (18) sobre a valoração de ativos e recursos ambientais, desenvolvido na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ),apontou que a Reserva da Vale, em Linhares, norte do Estado, tem um valor de US$ 1 bilhão, o equivalente a R$ 2,27 bilhões. A quantia biolinária se refere a uma área antes de propriedade do governo do Estado, entregue à mineradora na década de 70, durante o governo militar de Christiano Dias Lopes. Em troca, o governo recebeu o terreno onde está atualmente Escola Estadual de Ensino Médio Professor Fernando Duarte Rabelo, localizada nas proximidades da Praça do Cauê, em Vitória.   Com a troca, a biodiversidade “estimada” em US$ 1 bilhão e com outros valores reais avaliados, foi completamente entregue à mineradora, que mais tarde a usaria como forma de compensação para os danos ambientais que causa no Estado, principalmente a poluição do ar. A troca sequer se referia ao ganho de uma escola, que nem existia na época, mas somente à área em que esta foi construída posteriormente.   É importante alertar para a forma como esse valor bilionário foi calculado: uma pesquisa nos estados de Belém, Recife, Porto Alegre e São Paulo – no Espírito Santo, não – detectou a intenção da população de desembolsar determinada quantia para a preservação de um pedaço da Mata Atlântica, sem conhecê-lo ou saber quem era seu dono. Segundo o Valor, cada brasileiro das cidades citadas acima estariam dispostos a desembolsar R$ 15 por ano. Dessa forma, a conclusão de Ronaldo Seroa da Motta, coordenador do estudo no Brasil, foi de que, se cada brasileiro pagasse R$ 15 por ano durante cem anos, o valor seria de US$ 1 bilhão.   Ou seja, o valor não é uma quantificação das próprias características da reserva, mas sim um valor medido por brasileiros de grandes cidades, que toparam doar tal quantia para uma reserva que sequer conheciam. Dessa forma, foi identificado o “valor de não uso” do remanescente ou “valor de existência. A reportagem do Valor Econômico afirma que “trata-se de avaliar o benefício econômico de um recurso ambiental por si, mesmo sem conhecê-lo pessoalmente”.   Além disso, foram avaliados os “serviços” prestados pela reserva, como o estoque de carbono, o fornecimento de água e a polinização. Segundo o estudo, o estoque de carbono vale cerca de US$ 47 milhões; o fornecimento de água US$ 8,3 milhões; a regulação do ar US$ 886 mil; a regulação do solo em US$ 511 mil; e a polinização US$ 126 mil.   Na reportagem do Valor Econômico, afirma-se ainda que a presença de ao menos nove onças pintadas na área “indica alto nível de preservação do ambiente”. Entretanto, desconsiderou-se o fato de que esses animais também podem circulas pela Rebio de Sooretama, que faz divisa com a área da mineradora e é quase cinco hectares maior do que a reserva privada. Além disso, Luiz Felipe Campos, gerente de biodiversidade e florestas da Vale, avaliou que a polinização das lavouras de maracujá da região teriam que ser feitas manualmente se os próprios animais da reserva não o fizessem. Entretanto, em nenhum momento foi lembrado que a maioria dessas lavouras faz uso de agrotóxicos, e não foi avaliado qual seria o impacto de tal veneno na região de rica biodiversidade, ou o próprio mal que estes fariam aos animais que tem contato direto com as plantas envenenadas.

19/11/2013 / 0 Comments
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Pedro Valls destaca avanços nos direitos humanos em prestação de contas na Assembleia

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Depois de surpreender com o pedido de desculpas pela falta histórica de acesso à Justiça durante a posse, o presidente do Tribunal de Justiça do Estado (TJES), desembargador Pedro Valls Feu Rosa, inovou novamente ao realizar uma inédita prestação de contas da sua gestão à frente do tribunal, que se encerra em dezembro próximo. Em discurso na sessão da Assembleia Legislativa desta terça-feira (19), o chefe do Poder Judiciário local destacou os avanços da atual gestão, sobretudo, na área dos direitos humanos e na abertura da corte à sociedade, mas se disse frustrado com algumas medidas que não saíram do papel, como a universalização do enfrentamento à violência contra a mulher em todo o Estado. “Nunca as portas do tribunal estiveram tão abertas, [a cultura anterior] não se muda em dois ou 20 anos, é uma obra de gerações que precisam ser impulsionadas”, avaliou. Apesar disso, Pedro Valls afirmou que vai carregar uma “enorme frustração” por não conseguiu levar o projeto dos Centros Integrados da Mulher, que tem o objetivo de fazer o acolhimento às mulheres vítimas de violência doméstica, a todos os municípios capixabas. O desembargador citou, no entanto, ações bem-sucedidas. Destaque para o “Botão do Pânico”, uma ação inédita do tribunal capixaba cuja mulheres ameaçadas no município de Vitória contam com um dispositivo que inibe a ação dos agressores. “Tentei, mas falhei. Peço desculpas a todas as mulheres do interior, que sofrem com a violência e merecem ter a mesma estrutura do que a encontrada hoje as da Grande Vitória”, declarou. Entre os vários públicos que foram lembrados na prestação de contas, o atual presidente do TJES lembrou novamente os familiares de vítimas da violência, a população carcerária, além dos agentes penitenciários ao lembrar de ações, como a ampliação no número de júris populares realizados nesses últimos dois anos – que cresceu 116% no período – e a instalação de uma comissão de enfrentamento à tortura nos presídios capixabas, que ganharam notoriedade no mundo todo nesta ultima década com a alcunha de “masmorras”. Dentro da área prisional, o desembargador destacou a implantação do torturômetro, um painel reproduzido na página inicial do site do TJES, que mede os casos de tortura e maus tratos nas unidades prisionais do Estado. “Logo no início, o torturômetro era zerado quase todo dia. Hoje, ele zera a cada 40, 50 dias. Apesar da tortura não ser admitida em hipótese alguma, isso já é um passo”, comemorou. Pedro Valls voltou a pedir desculpas ao “povo mais humilde que bate às portas da Justiça”, em alusão às comarcas do interior do Estado sem juiz titular. Segundo ele, esse número chegou a 42 dos 78 municípios capixabas, mas foi reduzido para a casa de 20 comarcas com a aprovação do plano de reestruturação do TJES, que colocou fim à divisão por entrâncias. Mesmo assim, o magistrado disse que, por culpa do destino, não preencheu nenhum dos cargos criados a partir da nova legislação ou nomeou um juiz substituto sequer – cujo concurso público segue em andamento com previsão de encerramento no início da próxima gestão. Sobre a produtividade de magistrados, Pedro Valls destacou o número de processos julgados no Tribunal Pleno, cujo número de casos pendentes de julgamento deve ser zerado até o final deste ano. O presidente do TJES também lembrou da instalação da 3º Vara dos Feitos da Fazenda Pública Estadual, voltada exclusivamente para o exame de ações populares e de improbidade nos juízos da Grande Vitória. Desde o início dos trabalhos, em fevereiro do ano passado, foram prolatadas 177 sentenças de casos de improbidade e 23 sentenças em ações populares, indicou o desembargador. Em relação à classe política, Pedro Valls buscou um discurso de conciliação ao minimizar os constantes atritos por conta da atuação do Judiciário em casos de suspeita de corrupção– notadamente da Operação Derrama, que levou à prisão a ex-prefeita de Itapemirim, Norma Ayub, mulher do atual presidente da Assembleia,Theodorico Ferraço (ambos do DEM), além de outros dez ex-prefeitos no início deste ano. “Nossos julgamentos foram sempre técnicos, sem mais pirotécnicos”, resumiu. O chefe do Judiciário capixaba também agradeceu a parceria com o Poder Legislativo e os poderes Executivo estadual e municipais. Ele destacou a recente parceria entre o TJES, governo do Estado e prefeituras municipais para a construção de novos fóruns em municípios da Grande Vitória e no interior. O magistrado comemorou ainda a formalização de um acordo nesta terça-feira para a contratação de novos policiais militares – da reserva –, que vão reforçar a segurança nos fóruns e unidades judiciárias em todo Estado, além dos resultados da central de conciliação para o pagamento de precatórios. Durante o período em que presidiu a corte estadual, o nome de Pedro Valls chegou a ser cotado como um dos possíveis concorrentes à vaga de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e até mesmo como pretendente a cargo político. Entretanto, o desembargador minimizou os rumores quando falou do seu futuro. “Estou encerrando mais que um mandato, mas uma etapa de vida que começou como juiz substituto. Vou iniciar uma nova fase, agora de recolhimento, quando volto a presidir a 1ª Câmara Criminal [do TJES] enquanto aguardo minha aposentadoria”, declarou o desembargador, que está prestes a completar 48 anos de idade – o que garante mais 22 anos até o limite da aposentadoria compulsória. A abertura de espaço na sessão para a prestação de contas foi solicitada pela deputada Luzia Toledo (PMDB), que fez um pronunciamento em nome da Casa. A parlamentar destacou o ineditismo da iniciativa e destacou o trabalho em relação ao enfrentamento à violência contra a mulher. A solenidade também foi acompanhada por várias autoridades, entre elas, o secretário-chefe da Casa Civil, Tyago Hoffmann, o presidente da Associação dos Municípios capixabas,Dalton Perim (PMDB) – que é prefeito de Venda Nova do Imigrante –, desembargadores, juízes, além de parte da equipe de trabalho da atual gestão do TJES. O desembargador Pedro Valls Feu Rosa tomou posse na presidência do TJES no dia 15 de dezembro de 2011. Já a posse do presidente eleito do tribunal, desembargador Sérgio Bizzotto Pessoa de Mendonça, está marcada para o próximo dia 19 de dezembro.

19/11/2013 / 0 Comments
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