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Século Diário

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Praia do Canto, Santa Lúcia e Centro devem ter rotativo ainda este ano

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A Prefeitura de Vitória publicou nesta quinta-feira (26) no Diário Oficial dos Poderes do Estado o edital para escolha da empresa que irá explorar o sistema de estacionamento rotativo em Vitória. A expectativa é que o sistema seja implantado ainda este ano.   A empresa poderá explorar 2.999 vagas na Capital: 1849 na Praia do Canto, 800 no Centro e 350 em Santa Lúcia. A cobrança do serviço será feita por meio do sistema de parquímetro multivagas –semelhante ao modelo que funciona hoje no bairro da Glória, em Vila Velha.   De acordo com o edital, o sistema de estacionamento rotativo será controlado de forma eletrônica e o pagamento será diversificado: moedas, cartões recarregáveis e smartphones. A empresa que ganhar o certame também terá que instalar câmeras de videomonitoramento a cada 130 metros ou a cada quarteirão.   A empresa concessionária ficará responsável pela sinalização horizontal (implantação e recuperação) nas áreas do rotativo. O valor será de R$ 1 (30 minutos), R$ 1,50 (uma hora), R$ 2 (duas horas) e R$ 3 (três horas). A cobrança será feita das 8 às 18 horas, fora desse horário o estacionamento é livre. Os moradores que não tiverem vagas de garagem poderão solicitar isenção da taxa na Secretaria Municipal de Transportes, Trânsito e Infraestrutura Urbana.     O prefeito Luciano Rezende (PPS) afirma que a proposta pretende impulsionar o desenvolvimento econômico nas regiões onde será implantado estacionamento.    Ele disse que os próprios moradores e comerciantes da Praia do Canto e de Santa Lúcia reivindicaram a adoção do sistema como solução para amenizar a falta de vagas nos dois bairros. No Centro, o sistema funcionou durante oito anos, mas o modelo precisou ser atualizado.   De acordo com a Secretaria de Administração, a concorrência n°005/2013 fica aberta até o dia 28 de outubro, às 9h, quando serão abertos os envelopes com as propostas.    Pelo edital, vencerá a empresa que oferecer a maior remuneração ao município, partindo do percentual mínimo de 8% da receita obtida na atividade. A aplicação desses recursos é vinculada a melhorias no trânsito e na segurança pública.   “Decidimos aplicar esses recursos prioritariamente em melhorias destinadas à mobilidade de pedestres e ciclistas. Esses valores vão permitir a construção de ciclovias e ciclofaixas e a construção e reformas de calçadas, por exemplo”, explicou o secretário de Transportes, Trânsito e Infraestrutura Urbana de Vitória, Max da Mata.

26/09/2013 / 0 Comments
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Manutenção da ???caixa-preta??? de incentivos fiscais está nas mãos do Tribunal de Justiça

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A 1ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado (TJES) deve iniciar, na próxima terça-feira (1º), o julgamento dos recursos do governo capixaba contra a decisão que determinou a abertura da “caixa-preta” dos incentivos fiscais concedidos na Era Hartung. Será a primeira vez que o caso vai ser examinado por um colegiado. Apesar de o juízo de 1º grau ter confirmado a obrigatoriedade da publicação da lista de empresas incentivadas, a divulgação está suspensa por ordem do desembargador Fábio Clem de Oliveira, que é o relator dos processos.   Estão pautados os recursos do Estado do Espírito Santo e do governador Renato Casagrande, que também figura entre os réus da ação popular cobrando transparência na concessão de incentivos, contra a decisão liminar no caso, de março deste ano. Na época, a obrigatoriedade da publicação também foi suspensa pelo desembargador Fábio Clem sob alegação de que este tipo de ação não seria a via adequada para a cobrança da divulgação que, segundo o magistrado, estaria sendo respeitada.   Apesar da análise sobre a liminar do caso, fontes jurídicas ouvidas pela reportagem de Século Diário apontam que o colegiado pode avançar sobre o mérito da ação popular, uma vez que já foi prolatada sentença definitiva no processo de 1º grau.    No último dia 15 de julho, o juiz Manoel Cruz Doval, da 3ª Vara da Fazenda Pública Estadual, confirmou a primeira decisão e determinou a publicação das informações referentes aos incentivos concedidos nos anos de 2010 e 2011 em até 15 dias. Entretanto, o cumprimento da decisão foi suspenso por intervenção de Fábio Clem.   Nos recursos, o governo estadual defende a tese de existência do sigilo fiscal nas informações sobre incentivos. Esse mesmo entendimento já havia sido rechaçado pelo juiz Manoel Doval, que considerou a omissão na divulgação dos benefícios como motivo de prejuízo ao erário. “Justamente por subtrair a fiscalização popular, pelos demais órgãos públicos deste Estado e de outros membros da Federação, inclusive. Especialmente no presente caso, em que as normas de direito tributário são interligadas e a concessão de incentivos ou benefícios não pode ser realizado unilateralmente pelo Estado”, afirmou.   Na sentença de mérito, o juiz também observou a ilegalidade dos incentivos fiscais concedidos durante a Era Hartung e no início do atual governo: “Dessa maneira, resta clara a exigência constitucional de realização de convênio por meio do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) para a concessão de qualquer benefício referente ao ICMS. Nesse sentido, a omissão na publicação das informações viola os princípios da moralidade e da publicidade e, ainda as normas do Conselho, que exigem a celebração de convênio entre os Estados”.   A posição do juiz da 3ª Vara não é isolada dentro do Judiciário capixaba. O atual presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Pedro Valls Feu Rosa, também se manifestou contra a manutenção do sigilo das informações sobre benefícios fiscais. Em decisão nos autos da Operação Lee Oswald, deflagrada em abril do ano passado, o desembargador classificou que a alegação de “sigilo fiscal protegia a bandalheira”. Na ocasião, Pedro Valls solicitou informações à Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz) sobre os incentivos concedidos nos últimos dez anos a empresas.   No texto, o chefe do Poder Judiciário local narrou uma série de denúncias envolvendo a atual política de incentivos, iniciada pelo ex-governador Paulo Hartung (PMDB). Ele citou que o Estado concedeu 560 benefícios fiscais entre os anos de 2007 e 2010, medida que teria contribuído para a queda de quase 18% na arrecadação de impostos estaduais.   “Não tenho, evidentemente, como afirmar verdadeira cada fato narrado. Porém, chama a atenção a farta documentação encaminhada e a gravíssima natureza das denúncias. […] Urge, sim, uma apuração rigorosa. A serem verdadeiros as denúncias, estaríamos falando de um prejuízo para a economia deste Estado da ordem de centenas de milhões de reais, ou mesmo de mais de um bilhão de reais”, estimou.   A ação popular foi ajuizada no final do ano passado pelo profissional liberal Álvaro Luiz Souza Santos, que pediu o cumprimento do artigo 145 da Constituição Estadual. A norma prevê que os poderes públicos estadual e municipais têm o prazo de 180 dias após o encerramento do exercício financeiro para a divulgação das informações sobre incentivos fiscais. Essas informações, segundo o autor da ação, estariam sendo sonegadas ao público desde o governo passado.   “Nada justifica o descumprimento da Constituição Estadual. Sendo que o governador é o primeiro quem deve dar o exemplo. A mesma lei que o governo exige do cidadão que pague o tributo, ou não cometa o ilícito, é aquela que determina ao governo que tenha conduta dentro da moralidade. A divulgação das informações é o que separa o joio do trigo. Quem tem a temer com divulgação das informações são os desonestos”, diz a ação.   Nos autos do processo, o profissional liberal citou ainda dados da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), que calculava o “custo” da renúncia fiscal ao Estado, em torno de R$ 2,5 bilhões até 2015. Atualmente, os dados atualizados indicam que o Estado vai deixar de arrecadar cerca de R$ 2,7 bilhões entre este ano e 2016.  “Quem é que está ganhando incentivos fiscais e benefícios, enquanto que nós, o povo, pagamos os impostos regularmente?”, questionou.

26/09/2013 / 0 Comments
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Para Sindiupes, eleição direta para diretor de escola é exercício de democracia para alunos

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A eleição direta para diretores de escolas é demanda antiga de professores e da comunidade escolar. Uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 11/2013, de autoria do deputado estadual Rodrigo Coelho (PT), que pretende revogar a emenda constitucional 19/99 e restaurar o texto original do artigo 177 da Constituição Estadual, prevê a eleição direta para as funções de direção nas instituições públicas estaduais de ensino fundamental, médio e superior, com a participação de todos os segmentos de sua comunidade escolar.    A proposta voltou à tramitação normal na Assembleia Legislativa nessa terça-feira (24), após o parecer da Comissão de Justiça pela inconstitucionalidade da matéria ter sido derrubado numa votação apertada: 9 votos a 8.   O diretor do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Estado (Sindiupes), Christovam Mendonça, ressalta que a eleição direta para diretores é demanda antiga da categoria e está em consonância com Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB). O sindicato considera a adoção da eleição direta em alguns municípios um avanço.    Na Grande Vitória, os municípios de Vitória, Serra, Cariacica e Viana têm eleição direta, sendo que em Cariacica a Justiça considerou o pleito inconstitucional.    Christovam salienta que a eleição nas escolas é elemento fundamental na gestão democrática das unidades. “O governo tenta justificar que há gestão democrática nas escolas, mas essa não passa de uma forma de enganar a sociedade”, diz ele, acrescentando que existem diretores há mais de 10 anos à frente de escolas. “Não há problema em permanecer na função por tanto tempo, desde que a comunidade escolar queira”.    Ele também lembra que a eleição é uma forma de os estudantes terem a noção do que é democracia. “Ao observarmos as escolas atualmente, constatamos que há unidades em que o conselho escolar não funciona, assim como as caixas escolares. Também não há grêmios estudantis, os alunos não se organizam mais para lutar por melhorias”, afirma ele.    Os conselhos escolares são colegiados formados por alunos, pais de alunos, funcionários e professores das escolas e tem a responsabilidade da gestão a escola, em conjunto com a direção, representado pelos segmentos da comunidade escolar. Já a caixa escolar tem como função básica administrar os recursos financeiros da escola, oriundos da União, estados e municípios, e aqueles arrecadados pelas unidades escolares. Ou seja, são unidades financeiras executoras, na expressão genérica definida pelo Ministério da Educação. Os recursos recolhidos por ela destinam-se à aquisição de bens e serviços necessários à melhoria das condições de funcionamento da escola, incluídos no seu plano de desenvolvimento.   Christovam lamenta que o espírito democrático não seja praticado nas escolas. “Se tivéssemos  cultura democrática, obviamente teríamos grêmios e conselhos de escola mais atuantes que poderiam ter condições de fiscalizar melhor a atuação do gestor”, conclui.    Na sessão ordinária de terça-feira (24), o deputado Rodrigo Coelho ressaltou que o processo de eleição de diretores de escolas é educativo e torna a gestão mais transparente. Atualmente a função de diretor escolar é um cargo comissionado, ou seja, é feito por indicação política, não cabendo eleição direta. 

26/09/2013 / 0 Comments
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PT capixaba segue tendência da nacional e permanece no governo do PSB

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Assim como a decisão da cúpula socialista não afetou a aliança no Estado entre o PT e o governo Renato Casagrande, a sinalização do ex-prefeito João Coser de se colocar à disposição da nacional para a disputar o governo do Estado também não deve afastar os petistas da equipe do socialista no Espírito Santo.   Nesta quinta-feira (26), o presidente do partido, José Roberto Dudé, que é aliado de Coser no PT, reafirmou ao jornal A Tribuna a intenção do partido em permanecer no arco de aliança de Casagrande em 2014. Além de Pernambuco e Espírito Santo, o PSB governa outros quatro Estados no País: Ceará, Piauí, Amapá e Paraíba. Em todos eles a parceria segue como se não houvesse ruptura em nível nacional.   Até mesmo em Pernambuco, terra do presidenciável socialista Eduardo Campos, o PT permanece no governo ocupando as secretarias de Transportes e Cultura. Foi o presidente nacional do PT, quem orientou as lideranças daquele estado a continuarem em seus espaços políticos.    No Espírito Santo, a definição do PT foi no dia seguinte à decisão do PSB de entregar os cargos à presidente Dilma. O governador Renato Casagrande reafirmou sua intenção em permanecer no grupo da presidente, criticou a antecipação da discussão do ano que vem e reafirmou e manifestou sua vontade de manter a aliança com o PT.    Dudé também se manifestou sobre a posição de apoio ao governo socialista e sobre a facilitação que a postura de neutralidade de Casagrande em 2014 traz para a articulação eleitoral. Ele afirmou também que a parceria como PSB que se estende desde 1989 vai além da questão eleitoral. O PT ocupa duas secretarias no governo Casagrande – Turismo e Assistência Social –, além de ter o vice-governador.    No âmbito nacional, o PT considera a possibilidade de Casagrande abrigar o palanque petista com a postura de neutralidade. Já a discussão sobre a eleição própria do PT ao governo do Estado em 2014, as lideranças entendem que a fala de João Coser foi mais para dentro do partido.   Ele procura acalmar os ânimos com vistas na disputa interna para a presidência do partido, em que Coser concorre pela corrente Alternativa Socialista. As movimentações nacionais influenciam na discussão interna  sobre o comando da sigla no Estado também.    O entendimento no partido é de que a prioridade é a reeleição da presidente Dilma Rousseff e, neste sentido, a acomodação no palanque de Casagrande é mais eficiente do que apostar no ex-prefeito de Vitória, que deixou a prefeitura em viés de baixa, após dois mandatos.

26/09/2013 / 0 Comments
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CNMP vai discutir ampliação na fiscalização do expediente em promotorias

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O Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) iniciou, nesta semana, uma discussão sobre a ampliação dos mecanismos de fiscalização do cumprimento do expediente forense em promotorias de todo País. O órgão de controle discute uma proposta de resolução, que visa disciplinar a residência na comarca pelos membros do Ministério Público. A expectativa é de acabar com os casos de promotores e procuradores de Justiça que não atuam de segunda a sexta-feira, durante todo expediente forense, nos locais onde estão lotados. De acordo com informações do CNMP, a proposta de resolução será relatada pelo conselheiro Walter Agra, que apresentou um texto base na sessão plenário do órgão dessa segunda-feira (23). Para o conselheiro, a criação de normas mais rígidas para o controle de frequência dos membros do MP segue uma cobrança que já vem sendo realizada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em relação a juízes e desembargadores. No ano passado, os dois órgãos de controle chegaram a assinar um termo de cooperação técnica, que deve permitir uma fiscalização conjunta sobre a frequência dos juízes e dos representantes do Ministério Público de segunda-feira a sexta-feira, durante todo o horário de expediente forense, na comarca ou sede do tribunal onde esteja designado para exercer as suas funções. O conselheiro Esdras Dantas, que também participou da elaboração da proposta, afirma que o órgão de controle “não quer estabelecer 'ponto' para os membros do Ministério Público, mas apenas fazer com que alguns poucos, em vários rincões, venham a ter assiduidade nos locais em que devem prestar o seu labor público”. Segundo ele, a forma de fiscalização deverá ser adotada pelas corregedorias locais. A partir de agora, o projeto de resolução seguirá a tramitação normal prevista no Regimento Interno do CNMP, com abertura de prazo de 30 dias para o recebimento de emendas e sugestões pela população. Somente depois desta fase que o plenário voltará a deliberar sobre a proposta. 

26/09/2013 / 0 Comments
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Associação vai organizar estudo sobre distribuição de recursos humanos no TJES

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A Associação de Magistrados do Espírito Santo (Amages) criou nesta quinta-feira (26) uma comissão de juízes que vai organizar um estudo sobre a força de trabalho no Judiciário capixaba. Ao final dos trabalhos, o grupo deve apresentar uma proposta de redistribuição de recursos humanos aos desembargadores do Tribunal de Justiça do Estado (TJES) para adoção nos próximos biênios. A entidade não descarta a sugestão de desinstalação (fechamento) de varas com menor demanda de processo e o pedido de realização de novos concursos públicos. De acordo com a Portaria nº 021, reproduzida no Diário da Justiça, a comissão será formada pelos juízes Cláudio Ferreira de Souza, Giselle Onigket e Adriano Corrêa de Mello. Eles terão um prazo de 45 dias para a conclusão dos trabalhos, que devem ser submetidos ao crivo da assembleia geral da entidade de magistrados. Somente depois do aval de juízes e desembargadores que os resultados serão levados ao conhecimento dos membros do tribunal. Segundo o presidente da Amages, juiz Sérgio Ricardo de Souza, que assina o ato, o atual cenário nas comarcas do Estado indica uma “abissal discrepância” do número de varas instaladas e da força de trabalho dos servidores em atividade. Ele também indica a necessidade de a classe se posicionar sobre a carência de funcionários em unidades do Judiciário, incluindo, nos gabinetes dos próprios juízes. A portaria que cria a comissão estabelece ainda que o levantamento deve levar em consideração o número de analistas em cada vara, bem como o número de assessores de juízes, seguindo os critérios quantitativo (volume de processos distribuídos e em tramitação nos últimos três anos) e qualitativos (complexidade das atividades e o limite de demanda para cada servidor). Os problemas relacionados à falta de recursos humanos não são uma novidade no Poder Judiciário local. O atual presidente do TJES, desembargador Pedro Valls Feu Rosa, já reconheceu a situação ao inserir a falta de servidores e juízes como um dos principais desafios de sua gestão – que foram compilados na área “Nossos Problemas”, veiculada no site do próprio tribunal. No início deste ano, novos servidores tomaram posse após concurso público, porém, o contingente não atenderia a crescente demanda. “São centenas de vagas aguardando preenchimento. Este quadro sacrifica juízes, servidores e a população. […] Neste momento, pedimos desculpas aos magistrados, servidores, advogados e à própria população pelos inconvenientes decorrentes deste sério problema, cuja solução começa a ser finalizada”, garante a atual administração do tribunal.

26/09/2013 / 0 Comments
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Deputados do PMDB na Ales vão se unir para manter bancada em 2014

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Os sete deputados estaduais do PMDB se reuniram nessa quarta-feira (26) e definiram por unanimidade formar um pacto de autodefesa para a eleição do próximo ano. Como a bancada é muito grande, os deputados estão preocupados com a costura que a cúpula do partido vem fazendo para disputar o governo do Estado. Essa movimentação, temem os parlamentares, podem desconsiderar as coligações proporcionais para 2014.   Os deputados querem um novo encontro com o deputado federal Lelo Coimbra, presidente regional do partido, para discutir o assunto. O grupo tende a buscar acomodação com um candidato a governador que se mostre disposto em discutir o imbróglio das coligações.   O grupo entende também que há uma discussão a ser colocada sobre o peso da disputa. Se o deputado Sérgio Borges (PMDB) for escolhido conselheiro do Tribunal de Contas, a bancada ficaria com seis deputados – considerando apenas a situação atual, já que o suplente dele também é do PMDB, o ex-deputado Esmael Almeida –, mas há situações locais que também devem ser consideradas.    Isso porque todos os parlamentares terão disputas em suas bases. O deputado Paulo Roberto, por exemplo, buscará votos na região norte do Estado, onde também transitará o deputado estadual Freitas (PSB) . Outro risco é o ex-prefeito de São Mateus, Lauriano Zancanela, que estaria de saída do PMDB de olho na disputa de deputado estadual em 2014.    Outra preocupação dos deputados peemedebistas é o fato de haver uma redução de 30 para 27 no número de cadeiras na Assembleia. Mesmo com a medida de autoproteção dos deputados, a redução da bancada para o próximo mandato é inevitável. O melhor dos cenários é de que o partido conquiste três cadeiras.

26/09/2013 / 0 Comments
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Mais de 144 mil meninas devem ser imunizadas contra HPV a partir de 2014

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Depois de ter a faixa etária ampliada pelo Ministério da Saúde, a vacinação contra o papilomavírus humano (HPV) deve contemplar mais de 144 mil meninas no Espírito Santo. A imunização entra no calendário de vacinação de 2014, com vacinação de meninas com idade entre 11 e 13 anos; em 2015, a faixa etária entre 9 e 11 deve ser vacinada; e em 2016, somente as meninas de 9 anos devem ser beneficiadas.    A vacina protege contra quatro tipos de HPV, o que evita o surgimento em até 90% do câncer de colo de útero, que é uma das doenças mais comuns provocadas pelo HPV. Além do câncer de colo de útero, o HPV também é responsável pelo câncer de vagina, ânus, vulva, além de verrugas genitais.   O esquema vacinal utilizado na rede pública vai ser diferente do da rede particular. No Estado, a vacina vai ser aplicada em três doses, sendo a segunda aplicada seis meses depois da primeira. Cinco anos após a aplicação da primeira dose deve ser aplicada a terceira.    O HPV é, na maioria das vezes, sexualmente transmissível e de fácil transmissão. A estimativa é que 80% da população brasileira já tinha tido contato com o vírus, mas não o desenvolveu. Por isso, o Ministério da Saúde escolheu a faixa etária de 9 a 11 anos, já que o ideal é que seja aplicada antes do início da vida sexual.    Em todo o País, o público-alvo para imunização contra o HPV é estimado em 5,2 milhões de pessoas. As três doses serão aplicadas nas pré-adolescentes com autorização dos pais ou responsáveis. A estratégia de imunização será mista, ocorrendo tanto nas unidades de saúde quanto nas escolas públicas e privadas. A incorporação da vacina complementa as demais ações preventivas do câncer de colo do útero, como a realização rotineira do exame preventivo (Papanicolau) e o uso de camisinha em todas as relações sexuais.   A inclusão da vacina no SUS foi possível graças ao acordo de parceria para o desenvolvimento produtivo (PDP), com transferência de tecnologia entre o laboratório internacional Merck Sharp & Dohme (MSD) e o Instituto Butantan, que passará a fabricar o produto no Brasil. A economia estimada na compra da vacina durante o período de transferência de tecnologia é de R$ 154 milhões. Além disso, a produção do imunobiológico contará com investimento de R$ 300 milhões para a construção de uma fábrica de alta tecnologia pelo Instituto Butantan, baseada em engenharia genética.  

26/09/2013 / 0 Comments
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Mudas de orquídeas em risco no Parque Goiapaba-açu

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Mudas de orquídeas nativas da Mata Atlântica capixaba estão abandonadas no Laboratório de Reprodução Vegetal do Parque Municipal do Goiapaba-açu, localizado no distrito de Irundi, em Fundão. Segundo moradores locais, desde a entrada da nova gestão desta prefeitura, que administra o parque, as estruturas estão em estado total de abandono. O único funcionário do parque é um zelador.   Devido à falta de investimentos na pesquisa e manutenção do acervo de mudas, a maioria dessas plantas está sendo perdida. O engenheiro agrônomo Fernando Pratti, que participou do desenvolvimento de pesquisas no parque, relatou que as últimas mudas haviam sido produzidas em 2009, quando foi iniciado o último trabalho no local.   Ele relatou que os exemplares criados em frascos – que podem dar origem a até mil mudas – levam um tempo estimado de um ano e meio para poderem ser transferidos à natureza ou repassado a agricultores da região – tempo esse que não foi completado enquanto os pesquisadores ainda trabalhavam no local. Fernando estima que a perda seja de mais de 10 mil mudas de orquídeas nativas, sendo que a capacidade de produção do Laboratório de Reprodução Vegetal era de cerca de 10 milhões de mudas por ano.   O engenheiro agrônomo disse que o parque foi criado pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) na primeira metade dos anos 2000, com a intenção de fornecer mudas de orquídeas para manutenção da Área de Proteção Ambiental (APA) de Goiapaba-Açu, que circunda o parque e é aministrada pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Seama). As mudas também seriam oferecidas para os agricultores para uso comercial. Eles chegaram a participar de cursos de reflorestamento e de aproveitamento comercial das orquídeas. Ainda não tinham sido feitos trabalhos de recuperação de espécies em extinção, mas havia a intenção de realizá-los. Segundo Fernando, os programas estaduais, como o Caminhos do Campo, não chegam à APA. Os moradores pontuam que o MMA não prestou assistência além da implantação da sede do parque.

26/09/2013 / 0 Comments
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Mulheres capixabas em risco

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O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgou nesta quarta-feira (25) o estudo “Violência contra a mulher: feminicídios no Brasil”. Como já está se tornando corriqueiro, o Espírito Santo, que detém há mais de uma década a vice-liderança nacional do ranking geral de homicídios, é líder absoluto quando a vítima é a mulher.    Segundo o Ipea, a taxa média de feminicídio no Espírito Santo entre 2009 e 2011 (período estudado) foi de 11,24 assassinatos para cada grupo de 100 mil mulheres. Para se ter uma ideia da gravidade desse índice, a média nacional ficou 5,82/100 mil, metade da capixaba.    São Paulo, Santa Catarina e Piauí tiveram taxa abaixo de 4/100 mil – três vezes inferior à do Espírito Santo. Os números confirmam uma tendência bastante lógica. Estados que detêm taxas elevadas de homicídios no geral também costumam liderar os índices nos segmentos de mulheres e de jovens negros.    Alagoas, por exemplo, que lidera a taxa geral de homicídios, é terceiro colocado nas mortes de mulheres. Já São Paulo, que ostenta uma das taxas mais baixas de homicídios gerais do país, é o terceiro onde menos se mata mulheres: taxa de 3,7/100 mil.   A pesquisa traça o perfil da vítima: mais da metade (54%) das mulheres assassinadas eram jovens  (20 a 39 anos); 61% negras; a maioria tinha baixa escolaridade –  48% daquelas com 15 ou mais anos de idade tinham até 8 anos de estudo. A arma de fogo (50%) foi o instrumento preferido dos assassinos para eliminar as mulheres, outros 34% preferiram instrumentos perfurantes ou cortantes. O estudo revela ainda que 29% dos feminicídios ocorreram em casa e 31% em vias públicas. Chama a atenção também que 36% das mortes ocorreram nos finais de semana.   Os dados da pesquisa cruzados com o noticiário dos jornais diários trazem uma constatação estarrecedora : a maioria das mulheres morre por motivos banais. Geralmente, o autor dessa violência é o próprio parceiro ou mesmo ex da vítima. Isso mostra que a cultura patriarcal, machista e sexista ainda está na raiz das causas da violência.   Essa lógica retrograda, de acordo com a pesquisa, é mais presente nos estados nordestinos, culturalmente mais atrasados. Espírito Santo é exceção. Embora geograficamente na Região Sudeste, o Estado capixaba apresenta as mesmas características dos estado nordestinos, onde a mulher ainda ocupa uma posição secundária na sociedade.   Outro dado alarmante revelado pela pesquisa é que a Lei Maria da Penha não conseguiu coibir a violência contra a mulher. Os comparativos antes e depois da lei mostram que em alguns estados os índices subiram. Esse dado deixa patente que a impunidade, como nos casos dos homicídios em geral, é um dos principais fatores que contribuem para o feminicídio. 

25/09/2013 / 0 Comments
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