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Século Diário

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Dia Nacional de Combate ao Fumo: número de fumantes cai 40% em Vitória

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No Dia Nacional de Combate ao Fumo, lembrado nesta quinta-feira (29), a cidade de Vitória tem o que comemorar. Segundo o Ministério da Saúde, a Capital capixaba registrou uma queda de 40% no número de fumantes com mais de 18 anos. Apenas 9% continuam com o vício.    Segundo a pesquisa Vigitel 2012 (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico), do Ministério da Saúde, a queda de fumantes em Vitória foi registrada nos últimos seis anos, diminuindo para 15% da população em 2006 e para 9% em 2012.    Os fumantes passivos também foram pesquisados. De acordo com o Ministério da Saúde, em Vitória a frequência de fumantes passivos no domicílio é de 9%, sendo 8% em homens e 9% em mulheres. Além disso, a frequência entre pessoas que fumam 20 ou mais cigarros por dia em Vitória é de 2%: 4% homens e 0,7% mulheres.   Em todo o País, houve a redução do número de fumantes passivos no domicílio, que passou de 12% para 10% em 2012. Também houve diminuição de fumantes passivos no local de trabalho. O índice passou de 12% para 10%.    “A queda do número de fumantes no país comprova que o Ministério da Saúde, em parceria com a sociedade, está no caminho certo ao investir em ações de prevenção e controle e também na oferta de tratamento para os fumantes. Estamos investindo cada vez mais na formulação de políticas públicas que promovam, continuamente, a melhoria da qualidade de vida da população brasileira”, afirma o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.   De acordo com o Ministério da Saúde, a parcela da população acima de 18 anos que fuma em todo o País também caiu, desta vez, para 20% nos últimos seis anos. O levantamento revelou, ainda, que os homens continuam fumando mais. Em 2006, o índice era de 17%, passando para 12%, no ano passado. Já entre as mulheres, esse dado era de 13%, em 2006, reduzindo para 6%, em 2012.   Em relação ao número de adultos fumantes por cidade, o levantamento apontou que a capital com a maior concentração é Porto Alegre (RS) com 18,2%, que também detém a maior proporção de pessoas que fumam 20 cigarros ou mais por dia (7%). Já a capital com o menor índice é Salvador (BA), onde 6% da população adulta diz ser fumante.    O Dia Nacional do Combate ao Fumo foi criado com o intuito de incentivar a redução de consumo de tabaco no Brasil. Atualmente, o tabagismo é um grande problema de saúde pública no país, matando a cada ano aproximadamente 200 mil pessoas.   O levantamento monitorou 45,4 mil adultos residentes em domicílios com telefone fixo em todas as capitais do país.   Enfrentamento   Para combater o vício de cigarro entre a população o Ministério da Saúde desenvolveu o Programa Nacional de Controle do Tabagismo (PNCT) criado em 1996 no Sistema Único de Saúde (SUS).    Esse ano, a adesão ao programa para as equipes de Atenção Básica – feita pelo Programa Nacional de Melhoria do Acesso e da Qualidade da Atenção Básica (PMAQ) – contou com 24.515 equipes inscritas, em 4.371 municípios brasileiros. A meta é reduzir de 15% para 9% a proporção de fumantes na população adulta até 2022.

29/08/2013 / 0 Comments
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Juiz mantém processo contra Casteglione e Valadão em Cachoeiro

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O juiz da Vara da Fazenda Pública de Cachoeiro de Itapemirim (sul do Estado), Robson Louzada Lopes, manteve a tramitação de uma ação de improbidade contra o prefeito Carlos Casteglione (PMDB) e o ex-prefeito Roberto Valadão (PMDB) na comarca do município. Na decisão, o magistrado voltou atrás em sua própria determinação para declarar a inconstitucionalidade da Emenda 85, que modificou o foro de julgamento de processos de improbidade contra prefeitos e deputados estaduais para o Tribunal de Justiça do Estado (TJES). Na sentença da última semana, o juiz alega que o Estado não tem competência para instituir o foro por prerrogativa de função nas ações que possam acarretar suspensão de direitos políticos de determinados agentes políticos. “Este magistrado entende que esses fundamentos são suficientes para resolver a questão posta, de sorte que exercendo o controle difuso da legalidade das leis e atos de governo, declara a inconstitucionalidade da Emenda Constitucional 85/2012, afirmando a competência desta Vara para processar e julgar a presente ação de improbidade”, afirma. Na denúncia ajuizada em agosto de 2010, o prefeito Carlos Casteglione e o ex-prefeito Roberto Valadão são acusados pelo Ministério Público Estadual (MPE) da manter servidores comissionados em desconformidade com a lei. A promotoria narra que as funções foram criadas pelo peemedebista de forma irregular em 2005, já que os cargos previstos em quatro leis municipais não tinham os atributos de direção, chefia ou assessoramento – condições previstas na legislação para o preenchimento por cargos em comissão. Essas irregularidades teriam motivado o ajuizamento de outras ações, na esfera do Judiciário e da Justiça do Trabalho, nos anos anteriores. Em 2008, a prefeitura de Cachoeiro de Itapemirim realizou concurso público para o preenchimento das vagas, porém, o atual prefeito [empossado no ano seguinte] estaria mantendo um grande número de servidores temporários. A ação lista 1.279 cargos ocupados por funcionários que não foram aprovados em concurso público. “Contratar temporariamente para atender necessidade permanente é uma transgressão ao princípio da moralidade, já que não há acesso ao cargo público pelo meio democrático do concurso público, assim como aos ditames da Constituição que somente prevê contratação temporária para atender excepcional interesse público”, narra um dos trechos de denúncia, recebida pelo mesmo juiz Robson Louzada em abril de 2011. Na época, o magistrado vislumbrou a existência de indícios de prática de improbidade e criticou ainda a tentativa do atual prefeito em rebater a denúncia do MPE utilizando a mídia. “Os indícios de burla ao concurso público são mais que suficientes para desencadear o processo. Ressalte-se que em relação ao argumento de utilização ilegal de recursos públicos para publicação de manifesto pessoal contra a atuação do MP, tem-se que existem documentos nos autos que apontam para utilização de publicidade ilegal, merecendo igualmente aprofundamento processual”, afirmou. Mesmo com a manutenção do processo em 1ª instância, o julgamento do prefeito e do ex-prefeito de Cachoeiro ser deslocado para o Tribunal de Justiça. Tramita na 2ª Câmara Cível do TJES um recurso do MPE contra a primeira decisão do juiz, em março último, pela subida dos autos. Essa nova decisão também cabe recurso por parte dos denunciados. A Emenda 85 também é alvo de questionamentos no Pleno do TJES e do Supremo Tribunal Federal (STF).

29/08/2013 / 0 Comments
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Ministério Público ajuíza ação contra Unimed Vitória por cobrança de taxa para partos

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O Ministério Público do Estado (MPES) ajuizou Ação Civil Pública (ACP) nesta terça-feira (27) contra a Unimed Vitória Cooperativa de Trabalho Médico questionando a cobrança de taxa extra de obstetras credenciados ou cooperados a gestantes usuárias do plano de saúde.    A ACP, com pedido liminar, também requer direito de a gestante escolher o obstetra para a realização do parto sem o pagamento de qualquer taxa extra ou ônus além da mensalidade do plano de saúde. O MPES solicita que a empresa arque com o pagamento da taxa, sem que a despesa recaia sobre a gestante.    Além do fim da cobrança de taxa extra, o MP também requer o ressarcimento integral dos valores pagos por usuárias do plano de saúde a médicos obstetras cooperados ou credenciados da Unimed Vitória para acompanhamento presencial e realização de parto, acrescidos de juros e correção monetária.    Em março deste ano, o Ministério Público já havia enviado notificação recomendatória à Unimed Vitória e à SM Saúde (SMS) para que médicos obstetras cooperados e conveniados aos planos parassem de cobrar a taxa extra.    O Centro de Apoio Operacional da Defesa dos Direitos do Consumidor (CADC) do MPES entendeu que a cobrança é abusiva e que, caso seja aplicada, é o plano de saúde que deve arcar com os custos da taxa.    A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) já havia garantido que a cobrança é ilegal em janeiro deste ano, já que o procedimento está incluído nos contratos firmados com os planos de saúde.    No Estado a taxa cobrada por médicos para acompanhar os partos pode chegar a R$ 3 mil, sendo que em outros estados pode variar entre R$ 4 mil e R$ 6 mil, dependendo da complexidade do parto.   O MPES também considerou que a chamada “taxa de disponibilidade” constitui cobrança de valor extra, implicando limitação de cobertura contratada pela usuária de plano de saúde, afrontando a natureza do contrato do plano, que é garantia à saúde de forma integral e não parcial.   

29/08/2013 / 0 Comments
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Cala-boca

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A decisão judicial que impede o Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema) de renovar a Licença de Operação do terminal de Transpetro, subsidiária da Petrobras, em São Mateus, norte do Estado, é apenas mais um exemplo das inúmeras concessões que são feitas às poluidoras pelo governo. Nos processos de licenciamento ambiental, condicionantes e compensações são apenas para inglês ver. É desta forma que o Iema joga para plateia e tentar dar um cala-boca na população.   O órgão ambiental adora enumerar uma série de obrigações que serão impostas às empresas, como quem diz: “não vamos permitir o desenvolvimento econômico a qualquer custo”. Os empresários fingem que concordam e também passam sua mensagem: “queremos promover um desenvolvimento sustentável e com responsabilidade social’”. Muito bonito na teoria, na prática, são outros quinhentos.    No caminho que percorre cada empreendimento para obtenção do licenciamento, muitas são as promessas, que servem para fazer cena na imprensa corporativa. Mas depois, a população não sabe que fim levam. O Iema faz vista grossa e continua não só a renovar licenças, como a autorizar novas expansões e projetos.    O caso da Transpetro é apenas um, Vale, ArcelorMittal, Samarco, Jurong, Aracruz Celulose (Fibria), etc, etc e etc se valem do mesmo expediente. Não cumprem condicionantes ambientais e o dinheiro das compensações para unidades de conservação, como já tratado aqui, ninguém sabe, ninguém viu. A contar da situação de abandono que se encontra a maioria delas, não tem qualquer investimento sendo feito. Muito menos a criação de novas.    Muito bom o Ministério Público Federal no Estado (MPF-ES) ter atuado no caso da Transpetro, mas é preciso ampliar esse leque. No norte do Estado, trata-se de uma unidade que deveria ter sido criada há dez anos, para substituir uma anterior, extinta para a criação do terminal. Imagine quantas outras condicionantes não estão engavetadas no Iema? Essas empresas deveriam ter a obrigação de prestar conta. E o Iema, de fiscalizar. No caso de descumprimento, negar as licenças. Não soa óbvio?   Piora ainda mais a situação o fato de todos esses casos envolverem empresas que há anos são responsáveis por sérios impactos sociais, ambientais e econômicos nos municípios onde atuam. O que deveria ser considerado um agravante. Mas o governo lá está interessado em fechar o cerco? Quanto mais facilidades, melhor. Essa é a máxima.   Manaira Medeiros é mestre em Políticas Públicas e Desenvolvimento Local e especialista em Gestão e Educação Ambiental Fale com a autora: manaira@seculodiario.com  

28/08/2013 / 0 Comments
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Eu tenho um sonho

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Nesse 28 de agosto estamos comemorando os 50 anos da famosa Marcha sobre Washington, do Dr. Martin Luther King, que foi o começo do fim da segregação racial nos Estados Unidos. Não exatamente do racismo, bem sabemos, mas daí em diante as coisas começaram a mudar. Duzentas e cinquenta mil pessoas participaram do evento que, para espanto de muitos, reuniu muitos brancos acompanhados de crianças.   Alguém me pergunta o que achei do discurso na época, ou o que achei da marcha, ou se já tinha ouvido falar em Luther King. Em 1963 eu já morava em Vitoria, e embora a televisão já tivesse invadido nossos lares, a gente sabia das coisas acontecendo pelo mundo era mesmo pelos jornais. Todo mundo lia, pelo menos as manchetes do dia. Mas não acredito que essa marcha tenha tido grande repercussão internacional na época.   Existem fatos cuja relevância se mostra devagar, escoando feito café no coador pelo filtro do tempo. Não apenas os discursos de King, mas principalmente suas atitudes, mudaram a América.  Preso várias vezes, participando ativamente dos conflitos, indo ao foco dos problemas onde eles surgissem, defendendo os negros, apoiando os que se insurgiam, como Rosa Parks, a que não deu seu lugar no ônibus para um branco – enfim, foram atos de coragem que criaram a imagem do líder com estrutura para mover o mundo. Muito se discute hoje em dia sobre a família de King explorar o famoso discurso, cobrando direitos autorais por sua reprodução. Mas por que não? Por um determinado período de tempo, toda obra de arte tem dono, por que não um discurso?  King dedicou sua vida ao seu sonho sem visar lucros, e deu no que deu. Quem condena os herdeiros de outros artistas por explorarem o nome, a obra ou a imagem de seus predecessores?   Quanto à emancipação americana, muito foi feito desde os anos 60, mas muito ainda há por fazer. Um negro ocupa a mais alta posição do país, mas estudos recentes revelam que um negro sem um diploma tem mais chances de ir para a cadeia do que de conseguir um bom emprego. Há mais negros na prisão atualmente do que escravos nos país em 1850!   Para comemorar esse dia, aqui vão algumas frases de Luther King: “O que me preocupa não é o grito dos maus. É o silêncio dos bons…  Suba o primeiro degrau com fé. Não é necessário que você veja toda a escada. Apenas dê o primeiro passo… Aprendemos a voar como os pássaros, a nadar como os peixes; mas não aprendemos a simples arte de vivermos junto como irmãos.   Espero que os herdeiros não me mandem a conta: “… Todos os filhos de Deus, homens negros e homens brancos, judeus e cristãos, protestantes e católicos, poderão dar-se as mãos e cantar com as palavras do antigo espiritual negro: ‘ Livres, enfim. Livres, enfim. Agradecemos a Deus, todo poderoso, somos livres, enfim’”.  

28/08/2013 / 0 Comments
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Quem pode mais…

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No dia 18 de maio de 2011, as imagens do Batalhão de Missões Especiais (BME) retirando com violência cerca de 500 famílias que ocupavam uma área da Prefeitura de Aracruz, em Boa Esperança, distrito de Barra do Riacho, repercutiam na mídia nacional. Os noticiários davam ênfase à ação truculenta da polícia, que resultou na morte de uma pessoa e deixou dezenas de feridos. Mais de dois anos depois da desocupação, os desabrigados continuam sendo vítimas de violações, já que são expostos diariamente a situações humilhantes e vexatórias na luta por um novo teto. Praticamente todos os meses as famílias são obrigadas a “esmolar” o pagamento do aluguel social à Prefeitura de Aracruz. O aluguel não é um favor do poder público, mas uma das cláusulas previstas no Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado entre prefeitura e desabrigados. Na última semana, o drama das famílias de Boa Esperança ganhou mais um melancólico capítulo. Os desabrigados ficaram sabendo que a prefeitura havia barrado o projeto do programa “Minha Casa, Minha Vida”, do governo federal, que devolveria um teto às famílias. A Prefeitura de Aracruz alega que o projeto está em desacordo ao Art 450 do Plano Diretor Municipal (PDM). Segundo o artigo, “(…) os banheiros não poderão comunicar-se diretamente com a cozinha e sala de refeição (…)”. Ora, uma casa popular do programa tem entre 40 e 50 metros quadrados. Com essa metragem fica difícil cumprir as exigências do PDM de Aracruz. Outra coisa, para quem está morando dois anos em quadras esportivas, de favor em casa de parentes e amigos ou mesmo nas ruas, o detalhe do banheiro perto da cozinha é o que menos importa neste momento. Inconformada com a intransigência da prefeitura, a Defensoria Pública já entrou como uma ação civil pública com antecipação de tutela para liberar as obras das 547 casas. Na ação, a Defensoria Pública alega que o projeto de construção das unidades foi exaustivamente analisado pelos setores administrativos da Prefeitura de Aracruz, e aprovado, inclusive, pela Caixa Econômica Federal, financiadora do programa. Além disso, o TAC estipula que o projeto arquitetônico das unidades deverá atender o que é requerido na Lei Federal 11.797/2009 do Minha Casa, Minha Vida. O que é muito pertinente, caso contrário o programa teria que se adaptar aos PDMs de cada um dos 5.564 municípios brasileiros. Pesa ainda contra o “rigor” da prefeitura o histórico de “benevolência” do poder público com a Aracruz Celulose (Fibria). A empresa sempre conseguiu todas as licenças municipais possíveis e imagináveis sem precisar fazer esforço. Um dos casos mais emblemáticos foi a autorização concedida pela prefeitura para a empresa captar água do Rio Doce para suas atividades, pondo em risco a sustentabilidade do rio. Graças à liberação da prefeitura, a Aracruz Celulose passou a consumir cerca de 250 mil metros cúbicos de água por dia. Essa quantidade de água poderia abastecer uma população 2,5 milhões de habitantes. Esse é apenas um exemplo em meio a diversos outros flagrantes de favorecimento a grandes grupos econômicos, situação que se repete em outros municípios capixabas. De outro lado, quando estão em jogo os interesses dos cidadãos, sobretudo os dos mais desfavorecidos – caso dos sem teto –, a história muda de figura: as facilidades dão lugar à burocracia.

28/08/2013 / 0 Comments
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Boicote

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Não há como negar: a senadora Ana Rita (PT) fez um bom trabalho como relatora da CPMI que investigou a violência contra a mulher no país. Conseguiu finalizar o relatório com recomendações importantes, lançou luz ao problema que atinge em cheio o Espírito Santo, e entregou em mãos à presidente Dilma Rousseff o documento em sessão solene realizada nessa terça-feira (27) no Congresso Nacional – foi a terceira vez que a presidente esteve lá desde que assumiu o cargo. Antes disso, já havia apresentado o documento ao presidente do STF, ministro Joaquim Barbosa, e aos próprios deputados estaduais e autoridades do Estado. É uma senadora da terra e o assunto é extremamente relevante para nós, que amargamos o topo dos índices de homicídios contra as mulheres no ranking nacional. Mas desde o início dos trabalhos, lá atrás, as ações não têm qualquer destaque na imprensa corporativa. Nem mesmo agora, após a solenidade com a presidente. Em relação ao nome da senadora, então, nem se fala, quanto mais puder esconder, melhor. Bom, agora vamos lá: a quem interessa evitar que Ana Rita ganhe visibilidade? Ao ex-governador Paulo Hartung (PMDB) e ao ex-prefeito de Vitória João Coser (PT). A questão é exatamente esta: política. Não há outra explicação.    Boicote II Veja somente o exemplo desta quarta: o assassinato de mulheres no Estado é capa de A Gazeta, mas nada do relatório. Na única matéria que fala da ida da presidente ao Congresso, há uma linha sobre a entrega do documento, sem citar a senadora. Já A Tribuna fez uma foto-legenda, com informações bem resumidas. Como Ana Rita está em todas as imagens, ganhou uma linha, que se resume a dizer que ela fez a entrega do relatório. E ponto.    Boicote III Não é novidade que Coser se movimenta para tirar a senadora do páreo, já que ela seria a candidata natural do PT. Para isso, manobra para bloquear Ana Rita dentro do partido. Hartung, como sempre, fica nessa de “vou não vou”. Se for, a senadora incomoda. Se não, a senadora incomoda mais ainda, mas neste caso, o ex-prefeito.     Reaça O deputado estadual Eustáquio de Freitas (PSB) – sempre ele! – resolveu tentar mais uma vez. Na sessão desta quarta-feira (28) voltou ao assunto dos protestos para repetir a ladainha de sempre, de que é a favor das mobilizações, desde que sejam pacíficas – sei! Tudo isso para chegar ao ponto que queria: recriminar os “black boys”. Isso mesmo, ele  disse “boys”. Falar do que não conhece dá nisso. E olha que Freitas é o único deputado “socialista” da Assembleia.    Reaça II Interessante que o deputado veio com esse papo logo após a repercussão do evento em Aracruz, onde estavam manifestantes vestidos ao estilo “black bloc” – o nome é este viu, Freitas? – e que acabou rendendo uma tremenda saia-justa para o governador Renato Casagrande. Para o deputado, não passa de um movimento anarquista que não contribui em nada com a democracia. Está “certo”, quem contribuiu são pessoas como ele.    Reaça III Se Casagrande depender de Freitas para ajudar o governo em alguma coisa, hein, está frito. Não acerta uma.    Tudo anda Em tempos de campanha eleitoral, até a polêmica dos 11,98% dos servidores da Assembleia Legislativa enxergou uma luz no fim do túnel. Quero ver como irá terminar, de fato.    Nem disfarça Ah, sério que o presidente da Câmara de Vila Velha, Ivan Carlini (ex-PR), vai para o DEM, partido do prefeito Rodney Miranda? Está sempre do lado de quem governa.    140 toques “Tolerância zero com a violência contra mulher deve ser compromisso de toda sociedade” – presidenta Dilma. (Deputada federal Iriny Lopes – PT – no Twitter).   PENSAMENTO: “O mal do governo não é a falta de persistência, mas a persistência na falta”. Barão de Itararé

28/08/2013 / 0 Comments
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Insistir no erro

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A mídia corporativa continua dando todo o espaço que o senador Ricardo Ferraço (PMDB) precisa para tentar justificar sua participação na fuga do senador Roger Pinto Molina da Bolívia para o Brasil. E precisa mesmo, afinal, a essa altura o senador já deve ter entendido a magnitude do problema diplomático que pode ter causado, e por isso tem de se defender batendo o pé na questão, mesmo insistindo no erro.    Até porque o apoio que Ferraço vem da oposição. O senador Aécio Neves (PSDB-MG) saiu em defesa do que Ferraço vem chamando de “operação do último fim de semana”. Mas vamos combinar que Aécio e a oposição não têm essa força toda para sustentar essa posição. Além disso, Ferraço é do PMDB, partido do vice-presidente da República, Michel Temer, e principal aliado do governo Dilma, que, sim, ficou irritada com a situação.    Quem ouve Ricardo Ferraço falar que acima da presidente está a “Declaração Universal dos Direitos Humanos” e que o senador estava detido em “condições subumanas” e que Molina e o perseguido político, uma vítima dos “caprichos” do presidente Evo Morales , tem a impressão de que o senador sempre foi um militante da área e que é um profundo conhecedor da política boliviana.    Mas o próprio senador admite que só conversou com Molina duas vezes e já concluiu que se tratava de um caso de perseguição política e passou por cima da decisão do governo em negar o pedido de asilo político a um político acusado de corrupção e supostamente envolvido com o narcotráfico, além disso a aparência do boliviano não aponta para depressão ou situação de risco, como bem observou o líder do governo na Câmara, Arlindo Chinaglia.    Uma coisa perigosa para Ferraço é assumir essa bandeira de Direitos Humanos. No episódio da prisão dos corintianos – um deles aliás envolvido na confusão do último domingo no jogo contra o Vasco – ele veio com a mesma história de prisão em condições desumanas. Um discurso facilmente desconstruído, já que ele fez parte do “governo das masmorras”. Então é melhor procurar outra justificativa, porque essa, mais cedo ou mais tarde, pode se voltar contra ele.    Quanto ao discurso de que não foi movido por questões eleitorais, bom, isso é melhor nem comentar.    Fragmentos:   1 – O eterno presidente da Câmara de Vila Velha Ivan Carlini se filia ao partido do prefeito Rodney Miranda, o DEM. Até pouco tempo ele estava no PR, onde também estava o ex-prefeito Neucimar Fraga.    2 – Será que se o próximo prefeito for do PCdoB ou do PT ele vai junto? Seria o mais coerente. No início deste mandato disse que nunca iria contra o governo. Mas precisava ir pro mesmo partido?   3 – Curiosamente, Carlini, ao entrar no DEM, garante a representatividade do partido do prefeito na Câmara, já que o partido não elegeu nenhum vereador em 2012. 

28/08/2013 / 0 Comments
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Recontagem de votos confirma resultado de eleição da OAB-VV

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A Justiça Federal confirmou, nesta quarta-feira (28), o resultado da eleição na subseção da Ordem dos Advogados do Brasil no Estado (OAB-ES), em Vila Velha. A recontagem de votos aconteceu durante audiência do processo movido pelo advogado Gustavo Bassini Schwartz contra a entidade, na 3ª Vara Federal Cível de Vitória. Foram contabilizados os mesmos 928 votos para a chapa vencedora, encabeçada pelo advogado Ricardo Ferreira Pinto Holzmeister. De acordo com informações da OAB/ES, a única diferença identificada pela nova contagem ocorreu com os votos obtidos pela chapa derrotada, que contabilizou 614 novos – um a menos do que o registrado na totalização dos boletins de urna na época do pleito, realizado em novembro do ano passado. A recontagem dos votos havia sido determinado pelo juiz federal Roberto Gil Leal Faria, que examina uma ação ordinária movida pelo advogado Gustavo Bassini. No processo, o candidato derrotado levantou a suposta existência de fraudes nas eleições internas. O processo segue em fase de instrução, quando devem ser apuradas outras denúncias relacionadas ao pleito. No início do mês, o juiz federal havia indicado que as investigações vão elucidar as suspeita da prática de “boca de urna”; a suposta negativa de OAB-ES em fornecer cópia da ata eleitoral; eventuais ocorrências de crimes eleitorais; participação de servidores da Ordem em atividades de campanha eleitoral, bem como o suposto descumprimento de uma decisão judicial que vedava o candidato derrotado de enviar propaganda aos eleitores da subseção. O presidente da seccional capixaba da Ordem, Homero Mafra Junger, ratificou a lisura da entidade no pleito. “Suportamos calados ataques, insultos, despropósitos. Nós tínhamos, como temos, plena convicção da correição do nosso agir. A recontagem feita pela Justiça Federal demonstrou isso. Espero que agora os ‘detratores’ venham a público e reconheçam a lisura do pleito. De qualquer forma, a advocacia sabe que nós não nos afastamos da nossa forma de agir”, afirmou, em nota enviada à imprensa. Já o advogado Gustavo Bassini afirmou à reportagem que esperava um resultado da recontagem dos votos próximo aos números divulgados à época pela entidade. “Não esperava outro resultado após a sequência de acontecimentos dentro da ação. O processo tem várias etapas para acontecer e o pleito está longe de acabar”, garantiu, rechaçando a pecha de “detrator”. O advogado se diz confiante na apuração realizada pela Justiça Federal.

28/08/2013 / 0 Comments
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Projeto do Porto Central em Presidente Kennedy é alvo de polêmicas

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Depois das polêmicas relacionadas à aquisição de terrenos para a instalação da mineradora Ferrous Resources, o município de Presidente Kennedy (litoral sul do Estado) protagoniza uma nova controvérsia, desta vez ligada à instalação do Porto Central. Se antes as transações milionárias de compra e venda de áreas eram alvos de suspeição, a nova denúncia revela que o projeto do superporto foi anunciado mesmo sem a posse dos terrenos pelos responsáveis do empreendimento. Novamente, as negociações para a instalação do projeto estão sob comando de pessoas ligadas ao ex-governador Paulo Hartung (PMDB). O projeto do Porto Central está sendo anunciado pela empresa TPK Logística SA, criada especialmente para a ocasião, em 24 de novembro de 2011. Apesar de a empresa ZMM Empreendimentos e Participação Ltda – formalizada para dar vazão à compra de terrenos para a Ferrous, em 2008 – ter solicitado às licenças ambientais para a instalação do porto, os diretores da TPK (Terminal Presidente Kennedy) constam como responsáveis pelo projeto, de acordo com o governo estadual. Na época do início das atividades, o capital social informado da TPK era de módicos R$ 1 mil. Atualmente, o capital da companhia já é de R$ 155,5 milhões, conforme registro na Junta Comercial do Estado (Jucees). Consta ainda que a empresa está sediada em um prédio comercial, no bairro Praia do Canto, em Vitória.   Por conta da natureza jurídica do negócio, a divisão do capital não é informada pela autarquia. Entretanto, a ata da assembleia de constituição da TPK oferece indícios de sua composição societária. Participaram daquele ato os representantes de duas empresas que seguem até hoje com membros na direção da TPK: a Fiabe Participações Ltda (Polimix) e RV Empreendimentos Ltda. Essas duas empresas fazem parte de um consórcio que administra uma Pequena Central Hidroelétrica (PCH), no Estado do Mato Grosso do Sul. Em documento da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), datado de outubro de 2010, a empresa Polimix era formada por quatro empresas – além da RV Empreendimentos (de propriedade de Ronaldo Moreira Vieira, que surge como um dos majoritários no negócio), figuravam como sócias a LLV Empreendimentos Ltda (sociedade entre Larissa Reis Vieira e Luana Reis Vieira), RER Empreendimentos Ltda (sociedade entre Ricardo de Moraes Cipriano, Eduardo de Moraes Cipriano e Renato de Moraes Cipriano) e a Construtora Massa Ltda (de Gilberto Cipriano). A primeira diretoria da TPK era formada por Gilberto Cipriano (presidente do Conselho de Administração), Breno Leme Asprino Neto e Maria Auxiliadora de Assis Franco Gribel como diretores. Hoje a direção da companhia responsável pelo superporto em Presidente Kennedy é composta por Jose Maria Vieira de Novaes – sócio da ZMM Empreendimentos –, como diretor superintendente; Ricardo de Moraes Cipriano – sócio da RER Empreendimento – e o engenheiro José Salomão Fadlalah – ex-diretor da LLX Logística SA, do empresário Eike Batista – como os atuais diretores de operação. Velhos atores A presença de José Maria Novaes à frente dos negócios, seja na interlocução junto ao governo estadual ou na divulgação do empreendimento à mídia, expõe a relação do negócio com a operação da Ferrous – e, consequentemente, com os parceiros do ex-governador Paulo Hartung. Essa participação se revela nos bastidores de uma nova negociação de áreas no município, desta vez, para a instalação do superporto até mesmo com a anuência de autoridades ligadas ao atual governo do Estado.   Em novembro de 2010, o então governador Paulo Hartung visitou junto com uma comitiva às instalações do porto de Roterdã, na Holanda. Na época, o peemedebista foi um dos principais incentivadores da vinda de um porto de águas profundas para o Estado. Foi levantada a possibilidade de criação em três locais diferentes, nenhum delas era Presidente Kennedy. No entanto, essa proximidade com o porto holandês acabou levando o modelo de gestão para o projeto em Kennedy. O projeto do Porto Central prevê a construção de um complexo industrial e portuário em uma área de aproximadamente 6.800 hectares (equivalente a 68 milhões de metros quadrados). No entanto, a área portuária deve ser de 2.000 hectares (20 milhões de metros quadrados), sendo que a primeira fase pode ocupar 1.500 hectares (15 milhões de metros quadrados), segundo dados divulgados pela TPK. Contudo, a maior polêmica reside no fato de a empresa de negócios sequer constar como proprietária das áreas onde deve ser instalado o superporto em Presidente Kennedy. Diferentemente do caso da Ferrous – onde os terrenos foram adquiridos pela ZMM e repassados à mineradora –, as áreas do superporto continuam em nome de terceiros, que não tem qualquer relação com o negócio. A reportagem de Século Diário descobriu que, cerca de um terço das áreas do novo porto pertencem à empresa mineira Predial Itabirana Ltda, que é dona de um loteamento no local, batizado como Cidade Balneária Solimar. Ao todo, o loteamento abriga uma área de 4.681.761,84 metros quadrados, em torno de 468 hectares – ou seja, quase um terço do que foi previsto pelos responsáveis pelo empreendimento. Os empresários Lúcio Reis e Henrique Osvaldo Vivacqua Campos, donos de aproximadamente 7,5 mil dos dez mil lotes registrados, afirmam que chegaram a ser procurados pelo advogado Fabrício Cardoso Freitas – que participou da intermediação das transações com a Ferrous, juntamente com o ex-secretário da Fazenda, José Teófilo de Oliveira, atual sócio de Hartung, e o corretor imobiliário Paulo Sardenberg. Henrique Vivacqua, que é também primo de José Maria, relata que eles viajaram até o Estado para tratar com o advogado sobre as áreas pertencentes à Predial Itabirana. No entanto, o encontro sequer foi realizado sob justificativa de que o projeto não seria localizado na região do loteamento. No entanto, a confusão sobre a real localização do porto levou os empresários a procurarem o governo do Estado, que figura como um dos principais incentivadores do projeto do Porto Central. Nos primeiros meses deste ano, os empresários se reuniram duas vezes com o secretário de Desenvolvimento, Nery Vicente Milani de Rossi, para tratar do assunto, após encaminhamento do secretário-chefe da Casa Civil, Luiz Carlos Ciciliotti, que teria ficado

28/08/2013 / 0 Comments
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