Como dizia Gonzaguinha: “O copo tá cheio já não dá pra engolir”. Simples assim! Chega um momento, um dia, uma hora que começamos achar tudo chato, saturado. A começar pelo negócio que fazemos, ou seja, a comunicação. A televisão esta repetitiva, o esporte está comum, os noticiários mostram o mesmo estilo de conteúdo, na política é o mesmo fato, na economia a mesma conversa. Nada de novo. Os programas de TV continuam sendo as novelas. Todos os canais no mesmo esquema. No rádio, os mesmos: Roberto, Yvete, Thiaguinho, Anitta (com dois tês) etc. Não aparece nada bombástico na música contemporânea. Na esfera internacional as revoltas e a queda da economia. Nada de novo. Reparem só. Caindo na realidade, ano que vem chega mais uma campanha política e ela promete ser uma das mais acirradas dos últimos anos, porque o PT vai querer assumir o governo estadual talvez, e mesmo assim, cairemos na mesmice dos programas políticos na TV e no rádio. Isso tem de acabar. Ninguém aguenta, ainda mais agora que a classe política esta mais que desgastada. Até no esporte as coisas não mudam. No futebol, a mesma lenga-lenga. Os times perdem e trocam de técnico. Ninguém ainda experimentou trocar os dirigentes. No vôlei as meninas e os meninos ganham, mas estão aquém do que já fora. Temos de nos contentar com Usain Bolt. Nas novelas então, nada de novo. As mesmas caras, as mesmas interpretações, os mesmos roteiros. E a sociedade, esta mais à mercê da violência, em todas as camadas, fora os que teimam aparecer nas colunas sociais. Vivem em outro mundo. Ou seremos nós que vivemos? Agora, tem duas coisas boas por ai, sendo que uma pode mudar e outra não. A que muda é o crescimento do meu neto Enrico. É bom vê-lo crescer. E o que não pode mudar é a rotina de caminhadas na ida e vinda ao trabalho. É oxigênio na cabeça para aturar melhor. PARABÓLICAS (perguntas) Maely entrando com força no ramo das comunicações em áudio e vídeo. Outdoors em papel vão ser superados? Marcelo Penido, repórter esportivo da Rádio Globo do Rio, seria sobrinho de Penido o narrador? Por anda Fernando Melosquencia, o magnânimo? Fernando trabalhou nos tempos áureos da Rádio Capixaba. Será que o pessoal das rádios deu um tempo no Ibope. Não vejo nenhuma pesquisa por ai. Ou chegaram à conclusão que Ibope é balela? MENSAGEM FINAL Nós todos somos alegres se só conhecemos isso. Dostoievsk
Advogados se reúnem com manifestantes presos em julho para avaliar medidas cautelares
Nesta terça-feira (20), advogados se reúnem com as 36 pessoas presas no protesto do último dia 19 de julho. Segundo o advogado Jassildo Reis, assessor do Centro de Defesa de Direitos Humanos da Serra (CDDH), as prisões foram arbitrárias e as medidas cautelares aplicadas pela Justiça são inconstitucionais. “Não se pode impedir o cidadão de participar de manifestação. Isso fere a Constituição”, afirmou o advogado. O Advogado André Moreira, que representa dois manifestantes, também repudiou as prisões e a imposição das medidas cautelares, que serão discutidas na reunião desta terça, às 14 horas, na Casa de Direitos, na Ilha de Santa Maria, em Vitória. Reis foi um dos advogados que acompanharam os manifestantes presos no protesto ocorrido há um mês. Das mais de 90 pessoas detidas, 11 adolescentes foram apreendidos e 36 pessoas presas. O advogado explica que as prisões foram arbitrárias. Ele destacou duas prisões em especial, a de um jovem que foi flagrado com seis rojões na mochila e de uma senhora que trazia pedras portuguesas na bolsa. “No flagrante, os rojões 'viraram' morteiros. Morteiro é outro artefato. Rojão vende na loja. Qualquer um pode comprar”, esclareceu. Quando à mulher, Reis explicou que ela havia passado por uma cirurgia para retirar um tumor cancerígeno na garganta dois dias antes da prisão. “Mesmos esses dois casos, só resultariam em prisão se o juiz fosse induzido ao erro. As prisões, de maneira geral, foram arbitrárias”. Ele disse que nesses dois casos havia alguma materialidade, mas mesmo assim frágeis para justificar as prisões. O advogado também comentou o caso da vendedora que trabalhava numa loja no Centro de Vitória e foi detida quando tentava voltar para casa, pois havia sido liberada mais cedo devido aos protestos. “Essa moça acabou sendo demitida. Hoje ela está desempregada por causa da ação arbitrária da polícia”. Nuroc Algumas das pessoas presas estão sendo intimadas pelo Núcleo de Repressão às Organizações Criminosas (NUROC) da Polícia Civil, que abriu um inquérito para investigar os manifestantes. Reis explicou que a investigação foi aberta por ordem da Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (Sesp). “No dia 19, o secretário de Segurança André Garcia, em entrevista à Rádio CBN-Vitória, deu declarações que davam a entender que houve crime de formação de quadrilha, por isso a investigação deve ter ido parar no Nuroc. Isso é um absurdo. O Nuroc tem de investigar o crime organizado, não a ação de manifestantes”. Ele acrescentou que essa é uma estratégia da Secretaria de Segurança para intimidar os manifestantes. Além das pessoas que foram presas, outras que participaram dos protestos também estão sendo intimadas pelo Nuroc. André Moreira também defende a tese do “terrorismo” da polícia. “Estão agindo igual à KGB”, ironizou o advogado, fazendo alusão a um dos mais temíveis órgãos de espionagem da ex-União Soviética. Reis relatou que na semana passada acompanhou um dos manifestantes, preso no dia 19, em depoimento aos delegados do Nuroc. “Eles não explicaram com clareza os motivos da investigação. O delegado fez perguntas sobre outros 'suspeitos'. Eles exibiam imagens e fotos e queriam que o interrogado identificasse outros manifestantes. Acho que a intenção da polícia é identificar as lideranças, os 'cabeças' do movimento”, deduziu. O advogado do CDDH da Serra disse que está esperando o Ministério Público Estadual liberar o inquérito para poder entender o teor da denúncia. “Não sei por que o MP está demorando tanto para liberar o acesso ao inquérito”, estranhou.
TRE-ES avaliza saída de Vandinho Leite e Glauber Coelho do PR
O Tribunal Regional Eleitoral (TRE-ES) aprovou, nesta segunda-feira (19), o pedido de desfiliação dos deputados estaduais Vandinho Leite e Glauber Coelho, além do vice-prefeito de Vitória, Waguinho Ito, dos quadros do Partido da República (PR). Com o reconhecimento da justa causa para a saída do trio, eles poderão trocar de sigla sem a possibilidade de perda do mandato por infidelidade partidária. De acordo com informações do TRE-ES, os três alegaram atritos com a direção do partido para pedir a declaração da justa causa. Segundo eles, as diferenças teriam sido iniciadas no período das eleições de 2012, quando o PR reformulava seus quadros por motivos de conflitos internos e que a direção do partido tomou decisões sem a anuência dos três. Vandinho, Glauber e Waguinho afirmam que a situação ficou insustentável e que o próprio presidente estadual da sigla, o senador Magno Malta, se manifestou pela liberação dos insatisfeitos. O relator do caso, o jurista Gustavo César de Mello Calmon Holiday entendeu que algumas reportagens publicadas na imprensa destacavam que os três haviam sido destituídos de suas funções no partido de forma truculenta. Por conta disso, ele concluiu que “isso significa que as alegações dos autores têm presunção de veracidade visto que, efetivamente, não houve qualquer manifestação contrária à saída dos autores da aludida agremiação partidária”. A Procuradoria Regional Eleitoral também deu parecer favorável à desfiliação por justa causa. Chama atenção que os três políticos eram considerados como “afilhados políticos” do senador, como o deputado licenciado Vandinho – que atualmente é secretário estadual de Esportes –, que começou a carreira como vereador na Serra impulsionado por Magno; Glauber, que tem reduto em Cachoeiro de Itapemirim e recebeu apoio do senador em suas disputas eleitorais, e de Waguinho Ito, que debutou na política com a indicação do partido para chapa do prefeito eleito Luciano Rezende (PPS). Essa é a segunda decisão do plenário do TRE/ES sobre o bloco de insatisfeitos no PR. Antes, a corte já havia liberado a desfiliação do deputado estadual José Esmeraldo, que também alegou um mal-estar entre ele e a direção do partido. A crise teria sido iniciada após as declarações de Magno a favor de uma eventual candidatura própria ao governo do Estado. Durante a discussão, que saiu dos meios políticos e chegou à mídia, o bloco criticou o que chamou de gestão centralizada do partido por parte do senador. Dos quatro políticos do bloco dos insatisfeitos, pelo menos o destino de um deles é conhecido. O deputado Vandinho Leite já anunciou que vai se filiar ao PSB, partido do governador Renato Casagrande. Provável destino também do colega Glauber Coelho, que tenta contornar divergências em torno de sua filiação no diretório municipal em Cachoeiro de Itapemirim (sul do Estado), seu reduto eleitoral. Já o futuro de José Esmeraldo, que deve ser candidato à reeleição, e de Waguinho Ito ainda não foi divulgado.
Justiça Eleitoral mantém reprovação das contas de Gildevan nas eleições 2012
O Tribunal Regional Eleitoral (TRE-ES) manteve, na sessão desta segunda-feira (19), a reprovação das contas de campanha do deputado estadual Gildevan Fernandes (PV) ao cargo de prefeito do município de Pinheiros (norte do Estado) em 2012. O relator do caso, juiz Julio César Costa de Oliveira, considerou a gravidade na realização de despesas de R$ 34,7 mil antes mesmo da abertura da conta bancária específica para a disputa. O voto foi seguido à unanimidade pelos demais membros da corte. De acordo com informações do TRE-ES, o parlamentar teve as contas de campanha desaprovadas pelo juiz de 1º grau. Gildevan recorreu ao tribunal sob alegação de que não houve irregularidades, porém, a área técnica da corte se manifestou pela desaprovação das contas em função de duas irregularidades, a ausência de comprovantes de uma doação de R$ 2 mil feita pelo PV do município e a realização de despesas antes da abertura da conta bancária específica de campanha. Durante o julgamento, o juiz Júlio César Costa entendeu que a primeira irregularidade não trouxe prejuízo à prestação de contas, já que representou apenas 3,73% do total das despesas efetuadas. No entanto, o magistrado considerou que a segunda irregularidade levaria à desaprovação, uma vez que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) exige a abertura de conta para a arrecadação de recursos. No caso de Gildevan, ele apresentou três notas fiscais, no valor total de R$ 34.744,00, emitidas antes da abertura da conta. Para o relator do caso, a irregularidade relativa à realização de despesas antes da abertura compromete a regularidade das contas, uma vez que representam 46% do total das despesas efetuadas. A decisão ainda cabe recurso ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Ministério Público entrou com ação para barrar obras de EDP Escelsa em Vila Velha
Além de uma ação popular movida por moradores dos sete bairros de Vila Velha atingidos pelas obras da EDP Escelsa em Vila Velha, o Ministério Público Estadual (MPE) ingressou com uma ação civil pública contra a construção da subestação de Itapoã e redes de alta tensão no município. No processo, a promotoria pediu a suspensão das obras em função de supostas irregularidades no processo de licenciamento da obra, que não teria atendido a obrigatoriedade como a realização de estudos de impactos de vizinhança (EIV). O processo (035.10.101021-9) tramita na Vara da Fazenda Pública Estadual do município desde o dia 21 de janeiro de 2010. Figuram como réus no processo, além da empresa, o Estado do Espírito Santo e o município de Vila Velha. A audiência de instrução e processo da ação civil pública está marcada para o dia 2 de setembro. Antes disso, os promotores de Justiça do município vão se reunir, nesta quarta-feira (21), com moradores dos sete bairros atingidos pelo empreendimento para debater os rumos do processo. No curso do processo, a Justiça estadual chegou a determinar liminarmente a suspensão das licenças concedidas pelo Instituto Estadual do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema) e pela prefeitura de Vila Velha à empresa, porém, a construção da subestação e a ligação com as redes de alta tensão – principal alvo da crítica dos moradores – acabou sendo autorizada pelo Tribunal de Justiça do Estado (TJES), que derrubou os efeitos da decisão de 1º grau. Em janeiro de 2011, o juiz Gustavo Zago Rabelo negou inicialmente o pedido de liminar, mas a decisão acabou sendo revista pela desembargadora substituta Maria do Céu Pitanga que concedeu efeito suspensivo para determinar a suspensão da obra. Em março seguinte, o juiz de 1º grau voltou atrás e suspendeu a construção das linhas de alta tensão sob argumento de que a obra não atendia a reserva de uma faixa não-edificável de 15 metros em cada lado da rede, prevista no artigo 4º, inciso III, da Lei Federal nº 6.766/79 (Lei do Parcelamento do Solo Urbano). No entanto, a decisão liminar acabou sendo novamente modificada, em maio daquele ano, por decisão da própria desembargadora substituta. Em julgamento na 2ª Câmara Cível do TJES, a magistrada entendeu que não havia “provas suficientes” nos autos para amparar o pedido de suspensão sob alegação de nova análise do projeto das obras das linhas de alta tensão – que foi aprovado originalmente no ano de 1999. Mesmo com a marcação da audiência de instrução e julgamento, não há uma expectativa quanto à análise final de mérito do caso. Atualmente, as redes de alta tensão já estão em funcionamento, razão do protesto de moradores dos bairros de Novo México, Guaranhuns, Jockey de Itaparica, Praia de Itaparica, Praia das Gaivotas, Coqueiral de Itaparica, Santa Mônica e Boa Vista – atingidos diretamente pelos 4,47 quilômetros de extensão da fiação. No mérito da ação, a promotoria pede a declaração da nulidade das licenças e a proibição de realização das obras até a seleção de novo local com menor interferência na população, a utilização da tecnologia de redes subterrâneas e, caso seja inviável o aterramento dos fios, a desapropriação das residências situadas dentro da faixa não-edificável. Apesar da relação com o assunto exposto na ação popular movida por três cidadãos, as ações não têm mais conexão – uma vez que tramitam até mesmo em comarcas diferentes. A ação popular (035.10.096809-4) corre na 3ª Vara dos Feitos da Fazenda Pública Estadual, que está instalada na sede do TJES em Vitória. A denúncia do MPE chegou a tramitar na 3ª Vara, entre os meses de fevereiro de 2012 e 2013, mas acabou sendo separada novamente por não se enquadrar como ação popular ou de improbidade. Outra diferença entre os processos está no direcionamento dado pela Justiça estadual. Enquanto a ação movida pelo Ministério Público ganhou um caráter eminentemente ambiental. A ação popular deve apurar também a legalidade da operação de alienação de uma área de cinco mil metros quadrados no bairro Boa Vista, entre o Estado do Espírito Santo e a ex-estatal EDP Escelsa, durante o governo Paulo Hartung (PMDB). No último dia 28 de maio, o juiz da 3ª Vara, Manoel Cruz Doval, determinou a realização de uma perícia no imóvel para levantar a ocorrência de eventual prejuízo aos cofres públicos em decorrência da transação, feita pelo ex-governador com o intermédio da Assembleia Legislativa após a manifestação contrária da Procuradoria-Geral do Estado (PGE). No processo, os cidadãos fazem questão de ressaltar que os moradores locais já teriam se manifestado “inúmeras vezes” contra as obras. As discussões sobre as obras de construção da subestação e das linhas de alta tensão foram iniciadas em 2009, mas o caso ganhou recentemente novos contornos após a indicação de Hartung para o conselho do grupo EDP – Energias do Brasil SA, dono da antiga estatal. A nomeação aconteceu em abril de 2012, logo após o ex-governador ter concedido uma série de benefícios à empresa, como a venda da área por um valor quase cinco vezes inferior ao valor de mercado do terreno e a concessão de quase R$ 290 milhões em renúncias fiscais no último mês de seu governo.
Aparecida e Euclério divergem por causa da violência no Estado
Os deputados Aparecida Denadai e Euclério Sampaio, ambos do PDT, bateram boca no horário das comunicações na sessão desta segunda-feira (19) na Assembleia Legislativa. O motivo foi divergências da bancada sobre a segurança no Estado. A deputada Aparecida Denadai ocupou a tribuna da Casa para comentar questão, afirmando que anda pelas regiões mais pobres e entende que em relação ao governo passado, a situação melhorou, embora ainda seja muito precária. Ela mesma admitiu que faz parte da base do governo e passou a defender o governo Casagrande. O deputado Euclerio Sampaio aparteou a colega de bancada para criticar a situação da segurança. O deputado disse que a parlamentar não estava caminhando pelas ruas da Grande Vitória, porque ele não vê diferença na segurança. O deputado disse que era oposição no governo de Paulo Hartung e que não pode ser favorável ao governo Casagrande, que vem dando continuidade a situação crítica do setor. Os dois deputados travaram uma pequena discussão sobre o tema. Aparecida, que foi eleita com a bandeira da segurança em seu primeiro mandato, reagiu às afirmações do colega, dizendo que vem andando pelos bairros carentes sim, e que não disse que a situação está ótima. A deputada vem fazendo um papel de defesa do governo do Estado na Casa. Na semana passada, ela criticou a afirmação de colegas de plenário que dispararam contra o governo, alegando que vem sofrendo represálias na hora do atendimento a emendas por causa das posições em plenário. Aparecida afirmou que havia um movimento de bastidores na Assembleia para descredenciar o governador Renato Casagrande. As declarações da deputada não agradaram aos colegas de plenário. Élcio Alvares (DEM) foi um dos que voltaram a atacar o governo após a fala de defesa de Aparecida.
Servidores do IPAJM aprovam greve após assembleia geral
Os servidores do Instituto de Previdência e Assistência Jerônimo Monteiro (IPAJM) decidiram pela greve na autarquia do governo em assembleia realizada nesta sexta-feira (16). A paralisação dos trabalhadores tem início nesta quinta-feira (22) e não deve afetar o atendimento aos segurados, já que 30% dos serviços vão ser mantidos. A lista de reivindicações dos servidores do IPAJM é extensa e nenhum ponto da pauta foi contemplado na resposta dada pelo secretário de Gestão e Recursos Humanos, Aminthas Loureiro Júnior, na resposta ao documento enviado pelo Sindicato dos Servidores Públicos do Estado. Os servidores pleiteiam melhores condições de trabalho para atender os segurados; reajuste no valor do auxílio alimentação; criação da gratificação previdenciária; promoção de todos os servidores abrangidos pela lei complementar 501/2009; reposição das perdas salariais do período de 2007 a 2012; realização de concurso público; implantação do plano de cargos e salários; e carga horária de 30 horas semanais para assistentes sociais. O sindicato considera que a autarquia está praticamente abandonada, com gestão ineficiente dos recursos, infraestrutura precária para o trabalho dos servidores e para o atendimento aos segurados. O IPAJM foi criado para administrar a previdência dos servidores do Estado e abrange os trabalhadores dos poderes legislativo, executivo e judiciário, além do Ministério Público Estadual (MPES). A sede da autarquia, no entanto, está em situação precária, colocando em risco as vidas de servidores e segurados. O prédio da autarquia sequer tem alvará para funcionamento do Corpo de Bombeiros. No dia 20 de fevereiro deste ano parte da marquise do prédio do IPAM caiu causando um rasgo na cobertura feita de zinco, anexa à sala da presidência. O Sindipúblicos desde 2007 alerta às autoridades para que tomem providências. Em 20 de setembro de 2012, um novo ofício foi enviado ao Comando Geral do Corpo de Bombeiros Militar do Espírito Santo reforçando as denúncias anteriores.
Vaga no TCES vai à pauta do Colégio de Líderes da Assembleia nesta terça
A escolha do novo conselheiro do Tribunal de Contas do Estado será um dos temas da reunião do Colégio de Líderes da Assembleia. A reunião, convocada na sessão ordinária desta segunda-feira (19) pelo presidente da Casa Theodorico Ferraço (DEM), acontecerá nesta terça (20), a partir das 12 horas na sala da presidência da Casa. Como o deputado Sérgio Borges (PMDB) é um dos candidatos a conselheiro, o deputado Atayde Armani (DEM) assumiu a presidência da Comissão de Finanças no lugar do peemedebista nesta segunda. Apesar de dar início ao processo de escolha, tudo indica que o assunto andará a passos lentos na Assembleia, já que serão 22 candidatos ao cargo e caberá à Comissão analisar todos os documentos e realizar sabatinas com todos os candidatos inscritos. Ao falar sobre a reunião do Colégio de Líderes, que debaterá o assunto, Ferraço sugeriu que a Comissão faça reuniões extraordinárias para dar celeridade aos trabalhos. Já o deputado Gilsinho Lopes (PR) propões a distribuição dos processos entre os sete membros da comissão para acelerar a análise da documentação. Além de Sérgio Borges, também disputam a vaga os deputados Claudio Vereza (PT), Paulo Roberto (PMDB) e Dary Pagung (PRP). Eles vão disputar a vaga com 18 candidatos de fora da Assembleia. Concorrem à vaga de conselheiro além dos deputados Tânia Maria Pires e Pinho, advogada; Carlos Roberto Bianchi, contador e auditor de Controle Externo do Tribunal de Contas; Deusvaldo Resplande de Carvalho, contador e perito criminal federal; Rodrigo da Rocha Rodrigues, advogado e procurador do IPAJM-ES; Ivan de Almeida Ferreira Junior, procurador Federal; João Luiz Cota Lovati, auditor do Tribunal de Contas –ES; Marilene Alves Ferreira, advogada; Luiz Guilherme Vieira, advogado e controlador de Recursos Públicos do TC-ES; Renato Ferraz Martins, advogado e auditor de Controle Externo do TC-ES; João Alfredo de Souza Ramos, contador; Alba Soares de Aguiar, advogada; Walcir Gonçalves da Silva, contador; Márcia Jaccoud Freitas, auditora do TC-ES; Walter Conde Filho, economista; Fernandes Almeida, auditor da Receita Estadual, Jeferson Luiz Alves, contador; Luiz Renato Azevedo da Silveira, promotor de Justiça e Marco Antonio da Silva, auditor do Tribunal de Contas-ES. Os requisitos para concorrer à vaga decorrente da aposentadoria do conselheiro Marcos Miranda Madureira, que completou 70 anos no último dia 29 de maio, estão previstos nos termos do artigo 74, § 1º da Constituição Estadual. O candidato apto à vaga de conselheiro do Tribunal de Contas será sabatinado pela Comissão de Finanças, Economia, Orçamento, Fiscalização, Controle e Tomada de Contas da Ales. Após a sabatina, o Plenário, que é soberano, decidirá quem fica com a vaga do TCE. Também estão na pauta do encontro do Colégio de Líderes as placas dos carros oficiais dos deputados e o projeto de criação do Fundo de Desenvolvimento dos Municípios, que foi baixado de pauta no plenário. Nessa segunda, o governador se reúne com os deputados para explicar o projeto, já que para alguns a proposta do Executivo visa a retirar o poder de barganha dos deputados entre a base e o governo.
Próximo ato do movimento ‘Não é por 20’ será em frente à Vale
Os manifestantes do movimento “Não é por 20 centavos, é por direitos ES” voltarão às ruas de Vitória no próximo dia 9 de setembro. A decisão foi tomada em assembleia popular. De acordo com os manifestantes, o ato será realizado em frente à Vale, em Jardim Camburi, Vitória. A nova manifestação foi deliberada após assembleia realizada no domingo (18), em frente ao Cine Metrópolis, na Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes). A escolha de levar a manifestação para a porta da Vale não é casual. A poluição causada pela mineradora na Grande Vitória é um dos itens da pauta do movimento. Eles também protestam contra as espionagens da empresa que monitorava os passos dos movimentos sociais, como MST e Justiça nos Trilhos. A pauta completa, entretanto, ainda não foi divulgada pelo movimento. O ato será o oitavo de uma série de manifestações realizadas pelo movimento. “Não é por 20”, em Vitória, ganhou projeção com os protestos que pediam o fim da cobrança de pedágio na Terceira Ponte.
Estado inicia elaboração de plano para conservação dos Muriquis
O Espírito Santo iniciou o processo de elaboração do Plano de Ação Estadual para a Conservação dos Muriquis, com o objetivo de garantir a proteção dos Muriquis-do-norte, primatas que habitam a região serrana do Estado, nas cidades de Santa Teresa, Santa Maria de Jetibá e Santa Leopoldina, e no Parque Nacional do Caparaó. Segundo o professor de zoologia da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) e também membro do comitê de elaboração do plano, Sérgio Lucena, o documento local pretende ainda aumentar as chances de vida dos animais, retirando-os da lista de espécies em extinção. Atualmente, explicou Lucena, os Muriquis estão “criticamente em perigo de extinção”, a classificação mais grave das espécies ameaçadas. São os primatas em maior risco do Estado e estão entre os mais ameaçados do Brasil e até do mundo. O plano estadual é o primeiro do País e dialoga com o Plano de Ação Nacional para a Conservação dos Muriquis e tem ainda como objetivos assegurar e ampliar a conectividade entre as áreas em que vivem as diferentes populações de Muriquis; implantar, nessas regiões, programas de educação científica e ambiental que beneficiem a espécie; ampliar a fiscalização, realizar monitoramento e quantificação das populações, e fazer um plano de manejo e planos de pesquisa de longo prazo que beneficiem os primatas. Os Muriquis são a maior espécie de primata das Américas. Eles se alimentam de frutas e são de uma subdivisão conhecida como espécie-bandeira ou espécie-guarda-chuva, nas quais são agrupados os animais dispersores de sementes. Lucena aponta que essa dispersão contribui para a manutenção das florestas e pode até promover o enriquecimento dos corredores ecológicos que serão reconstruídos para a sua própria preservação. Por habitarem regiões diferentes, o professor aponta que será necessário construir corredores ecológicos entre os pequenos remanescentes de Mata Atlântica habitados pelos Muriquis. Esses corredores, lembra, acabarão beneficiando outras espécies que habitam as mesmas regiões. Lucena aponta ainda que as principais ameaças aos animais em território nacional são o desmatamento, que afeta o seu habitat natural, a caça e a contaminação biológica, que ocorre quando há proximidade com animais domésticos e seres humanos. Nesse contato, são transmitidas doenças estranhas à espécie, que acabam por dizimar populações. Além do Espírito Santo, os Muriquis-do-norte também habitam regiões de Minas Gerais. Para que haja integração entre ações, pesquisadores e membros da comissão do estado vizinho também participaram das reuniões do plano capixaba. Os trabalhos para elaboração do plano contaram ainda com a participação de membros da academia e pesquisadores, e representantes do Instituto de Pesquisas da Mata Atlântica (Ipema), do Instituto Estadual de Meio Ambiente (Iema), da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Seama), do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), do Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Espírito Santo (Idaf), da Polícia Ambiental, das prefeituras de Santa Maria de Jetibá, Santa Teresa e Santa Leopoldina, do projeto Corredores Ecológicos e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). “Entendemos que esse plano só será realmente viável se esses órgãos que se comprometem e são essenciais para a questão ambiental no Estado participarem das ações estabelecidas”, finaliza Lucena.