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Século Diário

Portal de Notícias

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Manifestação leva mais de 100 mil às ruas de Vitória

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Nem as previsões mais otimistas poderiam estimar que a manifestação desta quinta-feira (20) fosse capaz de levar mais de 100 mil pessoas às ruas da Capital capixaba. O número impressiona e comprova a capacidade de mobilização das redes sociais. Os manifestantes, na sua maioria estudantes, se concentraram na Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) às 17 horas. Por volta das 18h30, uma descomunal massa humana, que representa praticamente um terço da população de Vitória, se movia pela Reta da Penha com destino ao Tribunal de Justiça do Estado, onde, mais tarde, aconteceria um grande tumulto com atos de vandalismo.     No início da marcha, ainda na Reta da Penha, o clima era de paz. Jovens, na sua maioria, mas também pessoas de todas idades e até famílias inteiras, exibiam um semblante que misturava alegria e orgulho. Orgulho de fazer parte de um movimento que entra para a história da jovem democracia brasileira.   Quem não estava na marcha, acenava das janelas dos prédios em apoio aos manifestantes, que gritavam palavras de ordens e exibiam cartazes com os principais pontos da pauta e mensagens bem-humoradas de protesto.    Por volta das 19 horas, os manifestantes se dividiram. Um grupo se dirigiu para a Assembleia Legislativa e outro, maior, rumou para a praça de pedágio da Terceira Ponte, que liga Vitória a Vila Velha. Neste momento, as ações isoladas de vândalos começaram a destoar da proposta pacífica que dominava o protesto até àquele momento.   Na frente da Assembleia, os manifestantes suplicavam para que o pequeno grupo de baderneiros parasse com a ação violenta. Os vândalos, ensandecidos, ignoravam os apelos e lançavam pedras e rojões contra a fachada do prédio da Assembleia..     Uma multidão, cumprindo o trajeto combinado do protesto, seguiu para o Tribunal de Justiça do Estado, local em que o grupo faria a concentração final da manifestação e entregaria uma pauta de reivindicações ao presidente do TJES, desembargador Pedro Valls Feu Rosa, que já havia se comprometido, previamente, em receber uma comissão do movimento.    Por volta das 20 horas, o presidente do Tribunal recebeu a pauta dos manifestantes e em seguida deixou o prédio já sob um clima de tensão. Vândalos já faziam ataques a fachada do prédio do Tribunal e chegaram a atirar garrafas contra o desembargador, que teve que deixar o local às pressas. Os manifestantes voltaram a pedir paz. Alguns, preocupados com a ação violenta dos desordeiros, chegaram a tentar conter os vândalos, mas pararam para não gerar mais violência.   A partir desse momento, a situação saiu do controle. O pequeno grupo de baderneiros iniciou uma ação violenta que deixou a fachada do prédio do TJES danificada. A polícia foi acionada e, com certa demora, começou, aos poucos, controlar a situação. Os baderneiros ainda destruíram e saquearam lojas comerciais e restaurantes no centro comercial do Pelourinho, nas imediações do TJES, na Enseada do Suá.   Depois dos ataques ao prédio do Tribunal, os vândalos iniciaram um novo ato violento na praça de pedágio da Terceira Ponte. As cabines do pedágio foram completamente destruídas e a tropa de choque do Batalhão da PM teve trabalho para conter a ação truculenta dos depredadores.    Somente por volta das 22h30 o BME conseguiu dominar a situação na praça de pedágio. Logo em seguida, a manifestação começou a se dispersar.    Os manifestantes, satisfeitos com o histórico movimento que levou mais de 100 mil às ruas, não conseguiram esconder o desolamento. Muitos lamentavam os atos violentos do pequeno grupo que tentou macular o caráter pacífico do protesto. 

20/06/2013 / 3 Comments
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Espírito Santo não tem tentativa de partidarização dos protestos

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Pelo Twitter, os manifestantes parabenizam os protestos que transcorrem em Vitória, já que não houve tentativa de partidarização do movimento no Estado nesta quinta-feira (20). Havia uma preocupação de que pudesse haver confrontos entre os participantes do movimento,  devido à expectativa de lideranças políticas se infiltrarem no movimento. Essa apreensão aconteceu porque desde o protesto de segunda-feira (17) há uma tentativa dos partidos políticos e de lideranças políticas ou assessores de políticos de canalizar os protestos para um ou outro partido. Em São Paulo e Santa Catarina houve confronto entre os manifestantes por conta da tentativa de partidos de esquerda e da Central Única dos Trabalhadores (CUT) tentarem entrar na marcha. Além das siglas, organizações sociais também não são aceitas no protesto. No início desta noite (20), os sites nacionais do PT, PSDB e PMDB chegaram a ser invadidos por hackers e ficaram fora do ar por algum tempo. No Estado isso também não aconteceu. O site do PSDB capixaba já está inacessível há alguns dias.  

20/06/2013 / 0 Comments
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STF libera votação no Senado e criação da Rede corre risco

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A presidenciável Marina Silva, que venceu a disputa contra a presidente Dilma Rousseff no Estado no primeiro turno de 2010, corre o risco de ficar sem recursos do fundo partidário e sem tempo de TV na disputa do próximo ano. O pleno do Supremo Tribunal Federal (STF) concluiu nesta quinta-feira (20) o julgamento do mandado de segurança que tentava impedir a tramitação do projeto que cria restrições na criação de novos partidos no País. Com a liberação do Supremo, o Projeto de Lei Complementar 14/2013 poderá voltar a ser discutido no Senado. Sete ministros votaram a favor da continuidade do debate no Congresso. O PLC 14/2013 foi enviado pela Câmara ao Senado no fim de abril. Os senadores chegaram a discutir em Plenário um requerimento para a tramitação da proposta em regime de urgência, mas logo em seguida liminar concedida pelo ministro Gilmar Mendes, em mandado de segurança impetrado pelo senador Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), suspendeu a tramitação. Ao conceder a liminar, Gilmar Mendes mencionou, entre outros fundamentos, aparente casuísmo na proposta, em prejuízo das minorias políticas. Críticos da decisão questionaram o controle preventivo de constitucionalidade. No julgamento do mérito no STF, iniciado há duas semanas, prevaleceu a divergência iniciada pelo ministro Teori Zavascki, que considerou impróprio o Supremo julgar a constitucionalidade de meras propostas legislativas, sendo a análise possível apenas depois de sua eventual transformação em leis. Além de Teori, votaram pela liberação da tramitação Rosa Weber, Luiz Fux, Ricardo Lewandowski, Marco Aurélio, Cármen Lúcia e Joaquim Barbosa. Pela interrupção da discussão do projeto no Congresso se manifestaram Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Celso de Mello. No Espírito Santo, a decisão pode complicar a acomodação dos apoiadores para a disputa de 2014 e espantar lideranças de outros partidos que queiram ingressar na Rede. O surgimento do partido, a princípio, foi visto por parte da classe política no Estado como uma possibilidade de mudar de sigla para a disputa do próximo ano sem infringir a lei de fidelidade partidária. Mas sem recursos do fundo partidário e sem tempo de televisão, a Rede deixará de ser interessante para as lideranças.

20/06/2013 / 0 Comments
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Delegacia de Alfredo Chaves funciona em condições precárias

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O Sindicato dos Policiais Civis do Estado (Sindipol), em parceria com a Associação dos Escrivães de Polícia Civil (Aepes), continua a fazer diligências nas delegacias do interior do Estado para registrar as condições de funcionamento dos locais. Nesta terça-feira (18) os representantes das entidades visitaram a delegacia de Alfredo Chaves (sul do Estado) e constataram a precariedade do local.   O imóvel em que está instalada a delegacia é antigo e aparenta nunca ter passado por uma reforma. Além de rachaduras, também verificaram a fiação exposta, infiltrações e mofo.   No local atuam um delegado, um agente e dois investigadores de Polícia Civil, sendo que o agente trabalha como escrivão ad-hoc (por ofício) há três anos. Atualmente, tramitam no cartório cerca de 60 inquéritos, 80 boletins de ocorrência para a instauração de inquérito policial.   Depois de vistoria, o Corpo de Bombeiros expediu um Termo de Interdição, datado de 7 de junho e válido até a correção, por conta das rachaduras e do risco de desmoronamento. O termo, no entanto, ainda não foi cumprido pela Polícia Civil.      Outros casos   O Sindipol já realizou outras inspeções em delegacias do sul do Estado desde o começo de 2013 e na maioria delas o estado era de abandono. A delegacia de Piúma foi interditada depois da inspeção. No local, os representantes das entidades constataram instalações inadequadas para o trabalho e o atendimento. As paredes que não estavam com a pintura descascada, tinham mofo e fiação expostos. Também existiam rachaduras no prédio e infiltrações.   Em Rio Novo do Sul e em Iconha, a situação não é diferente.  Nestes municípios a situação das delegacias também é precária, sendo que em Iconha o edifício corre o risco de desabar por conta da proximidade com a BR-101 onde há intenso tráfego de veículos pesados.

20/06/2013 / 0 Comments
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Comunidade da Barra do Riacho protesta por melhorias na escola Caboclo Bernardo

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Os estudantes e funcionários, além da comunidade de Barra do Riacho, localizada em Aracruz (norte do Estado), protestam nesta quinta-feira (20) por melhores condições na Escola Estadual Caboclo Bernardo. Nesta quinta não houve aulas na unidade e o movimento deve continuar até que a Secretaria de Estado da Educação (Sedu) envie representante para dar uma posição oficial sobre as demandas dos pais e estudantes.    Os problemas na unidade de ensino vão desde a iluminação até o quadro de funcionários. A iluminação do local é tão precária que as aulas do período noturno ficam seriamente prejudicadas, já que algumas salas não têm luz. Até mesmo as aulas do turno vespertino ficam comprometidas porque no fim de tarde, no inverno, as salas ficam escuras mais cedo.    Os estudantes, com o apoio da comunidade do entorno, fizeram um abaixo-assinado por melhorias na escola que reuniu 440 assinaturas e foi entregue à Sedu, mas a secretaria não reconhece o documento.   A falta de funcionários na escola também é apontada como preocupante pelos estudantes. Eles alegam que atualmente a escola tem dois coordenadores à tarde, mas a Sedu quer reduzir para um, o que é apontado como insuficiente pelos alunos.    O número reduzido de merendeiras também é preocupante, já que eram três merendeiras por turnos, mas o quadro foi reduzido para uma profissional por turno, prejudicando o serviço. As merendeiras têm de ser ajudadas por outros funcionários da administração da escola para dar conta das merendas dos alunos.    Caso antigo    Esta não é a primeira vez que a comunidade de Barra do Riacho protesta por melhores condições na Escola Caboclo Bernardo. Em março de 2011     os moradores fizeram uma manifestação contra as péssimas condições da unidade, temendo que o auditório desabasse sobre os alunos.    Uma Certidão de Vistoria de Levantamento de Risco do Corpo de Bombeiros Militar e da Coordenação Estadual de Defesa Civil havia apontado vários problemas que comprometiam a estrutura. O mais grave era o do auditório no segundo piso do prédio, que ameaçava desabar a qualquer momento.          

20/06/2013 / 0 Comments
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Focado em disputa interna, PT se afasta de conversa com a base de Dilma

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A cerca de cinco meses de sua eleição interna, o PT capixaba parece muito focado na disputa pela presidência do partido no Estado e deixando de lado a conversa com os aliados, o que pode complicar a acomodação da sigla na disputa do próximo ano, sobretudo, na composição proporcional.    Para o candidato da corrente Construindo um Novo Brasil (CNB), o subsecretário de Direitos Humanos do Estado, Perly Cipriano, o partido precisa retomar as discussões com a base e elaborar um projeto partidário para o Estado ou corre o risco de ficar sem espaço em 2014.   Segundo Perly, o debate não deve se limitar ao cargo que o partido irá disputar na majoritária e que dois pontos devem ser discutidos com os partidos que fazem parte da base da presidente Dilma Rousseff. O primeiro é justamente como erguer um palanque de reeleição para a presidente no Espírito Santo.    O outro ponto que deve ser discutido com os aliados é justamente sobre a chapa proporcional. O partido, lembrou Perly, tem uma chapa forte para a disputa à Assembleia Legislativa e também conta com nomes de peso para a disputa de deputado federal.    O PT, acrescenta o subsecretário, não pode deixar essa discussão para o ano que vem, já que todos os partidos estão discutindo esse tema de forma adiantada. Ele alerta que se o PT deixar a discussão para 2014 pode ficar em uma posição desconfortável para a disputa proporcional.    Essa discussão, porém, deve ser feita de forma crítica, seguindo a orientação de um programa de governo em que o partido possa colocar aos aliados suas propostas para o Estado. Essa discussão ainda não foi levada para dentro do partido.    O Processo de Eleição Direta do PT (PED) acontecerá em novembro e quatro nomes foram colocados para a disputa representando tendências diferentes do partido: Perly Cipriano, disputa pela CNB; o presidente da CUT, José Carlos Nunes, é o candidato do campo majoritário nacional. Mas para os petistas sua candidatura faria dobradinha com o ex-prefeito de Vitória João Coser, da Alternativa Socialista. A senadora Ana Rita fecha o quadro de candidaturas pela Articulação de Esquerda. 

20/06/2013 / 0 Comments
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Ministério Público institui Comissão de Direito à Diversidade Sexual no órgão

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O Ministério Público do Estado (MPES) instituiu nesta quinta-feira (20) a Comissão de Direito à Diversidade Sexual no órgão com o objetivo de incentivar e acompanhar as políticas de garantia ao respeito à igualdade e à liberdade de orientação sexual e identidade de gênero.    O ato normativo que cria a comissão considera que é dever do MPES zelar pelos interesses sociais e pelo efetivo respeito aos direitos assegurados pela Constituição Federal.    A portaria também considera os dados do “Relatório sobre Violência Homofóbica no Brasil: o ano de 2011”, da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR) que aponta que foram reportadas 6.809 denúncias de violações de direitos humanos de caráter homofóbico ao poder público federal em 2011, o que significa taxa de 3,46 denúncias por grupo de 100 mil habitantes.    No Estado, naquele ano, foram 130 violações denunciadas, o que representa taxa de 3,7 denúncias por 100 mil, o que coloca o Espírito Santo acima da média nacional.    Dentre as atribuições da comissão do MPES está a de propor e acompanhar a execução das políticas institucionais relacionadas à promoção dos direitos às liberdades de gênero; propor à Procuradoria Geral de Justiça a celebração de convênios de cooperação técnica sobre a temática de liberdade de orientação sexual e identidade de gênero; e produzir, organizar e disseminar dados de estudos, pesquisas, publicações e seminários dentro do assunto.    A comissão deve apresentar, em prazo de 30 dias, um plano de ação e eleger o coordenador semestralmente.      

20/06/2013 / 0 Comments
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Músicas para protestar

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Isso aí. Um esquenta sonoro para mais tarde. Vamo que vamo.   Sobrevoe num vôo o zôo onde você sobrevive   From Hell do Céu – Black Alien Black Alien e sua lírica bereta. Na mosca, como sempre. Rápido a violência tenta se justificar / Lento se percebe aonde tudo isso vai chegar   O Processo – BNegão e Os Seletores de Frequência Mudança exige uma dose grande de paciência e uma maior ainda de labuta. Não vai pensando que é fácil. Que é bom desconfiar dos “bons” elementos     Sonâmbulo – Céu Céu dá o alerta neste ragga esperto. Desconfie sempre.   Quem quer manter a ordem? / Quem quer criar desordem?     Desordem – Titãs Os Titãs dos bons tempos lançam a questão ainda hoje – ou sobretudo hoje – para lá de pertinente: quem quer criar desordem, o governo ou as ruas? Eles pegam em armas e usam a força para executar suas leis   Já Basta – Mukeka di Rato Mukeka di Rato e a América Latina em barulheira de inspiração zapatista. Seu lastro, o meu trabalho   Tupamaru – Dead Fish Dead Fish e a América Latina em gritaria de inspiração uruguaia. O Tupamaros foi uma guerrilha urbana que combateu a ditadura militar uruguaia (1973-1985). A simpatia do José Mujica, atual presidente do país, também foi um tupamaro. Mais vale uma filha na mão / Do que dois pais voando   Jorge Maravilha – Chico Buarque Um recado fino e elegante, próprio do Chico. Roncou, roncou / Roncou de raiva a cuíca / Roncou de fome   O Ronco da Cuíca – João Bosco A fome desconhece as fronteiras da raiva. Mas eu sumi na poeira das ruas   Sinal Fechado – Paulinho da Viola Outro mestre que dá seus recados com galhardia, mesmo em tom tenso e sombrio. … quase brancos quase pretos de tão pobres   Haiti – Caetano Veloso e Gilberto Gil Caetano e Gil cravam a eterna e angustiante dubiedade deste país. O Brasil é e não é o Haiti. O Brasil se divide entre brancos e pretos ou ricos e pobres?   Vendo rolar o suor no rosto brasileiro   Chiclete com Banana – Fé Brasileira Somos chicleteiros. A axé music oitentista tinha uma sensibilidade social aflorada, antes de descambar para o puro baticum na década seguinte. A música integra o disco homônimo de 1988.   E o motivo todo mundo já conhece / É que o de cima sobe e o de baixo desce     As Meninas – Xibom Bombom Única coisa que um dos grupos-ícone dos anos 90 produziu de bom. Filia-se ao discurso social da axé oitentista. Disse a verdade em linguagem simples e num balanço cativante. Querem que você lute e se mate pra viver   Muito Querer – Mato Seco Uma ode contra a resignação.    O interesse dos grandes é imposto de forma sutil   Ditadura da Televisão – Ponto de Equilíbrio O ativismo das ruas e do feice (& do twitter & do instagram etc…) se conjugaram perfeitamente. E nunca a mídia tradicional tupiniquim ficou tão exposta e frágil.    Porque a rua é a maior arquibancada do Brasil   Vem Pra Rua (Sátira) Óbvio, né. Valeu, Fiat!   

20/06/2013 / 0 Comments
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Sindicatos indicam nome para concorrer a vaga no TCE

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Mesmo com a liberação da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa para a participação de nomes externos à Casa para concorrer a vaga de conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCES), a tendência nos bastidores da Casa é de que o plenário mantenha o corporativismo, elegendo para o cargo um deputado estadual. As inscrições terminam  nesta sexta-feira (21). Cerca de 10 nomes devem ser colocados para a apreciação dos deputados estaduais. Mas a disputa continua tendo um favorito entre os parlamentares: o deputado estadual Sérgio Borges (PMDB).    Apesar da preferência por nomes da Casa, as candidaturas dos chamados conselheiros-cidadãos podem provocar o debate sobre o processo de seleção nas próximas escolhas. Embora haja nomes de fora da Casa, a representatividade da sociedade civil também traz discussões. O Sindicato dos Servidores Públicos do Estado (Sindipublicos) considera que os nomes apresentados até aqui têm baixa representatividade. Por isso, diante das candidaturas cogitadas para assumir uma vaga no TCES, o Sindipúblicos, junto com diversos outros sindicatos e entidades populares, já se articula pela indicação do nome do advogado Rodrigo da Rocha Rodrigues para a vaga.   Rodrigo, representante dos sindicatos, é bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais (PUC-RS), pós-graduando em Direito Público (Uniderp), aluno especial do mestrado em Direito Processual (Ufes); diretor do Sindipúblicos, procurador concursado do IPAJM, membro do Conselho Estadual de Saúde do Espírito Santo, Membro Titular do Conselho Fiscal do IPAJM; diretor da Associação Brasileira de Advogados Públicos (Abrap); presidente (2009/2011) e atual diretor da Associação Espírito-Santense dos Advogados Públicos (Aesap); membro  da Comissão de Precatório da OAB – ES.   Além de Rodrigo, há pelo menos seis nomes interessados em disputar a vaga de conselheiro-cidadão: Marilene Ferreira, servidora do TCES; Ivan de Almeida, procurador federal; Desvaldo de Carvalho, perito da Polícia Federal; além dos auditores do TCES, João Luiz Cotta Lovatti, Renato Martins e Luiz Guilherme Vieira. Os outros três nomes seriam da Assembleia: Sérgio Borges (PMDB); Cláudio Vereza (PT) e Dary Pagung (PRP).   Para o presidente do Sindipúblicos, Gerson Correa de Jesus, os sindicatos avaliam que a forma de escolha do conselheiro do Tribunal de Contas, atualmente por indicação parlamentar, precisa ser democrática e transparente. “Não podemos continuar sem uma verdadeira representação da sociedade num órgão tão importante. O que notamos hoje é a falta de atuação em defesa do efetivo controle das contas públicas. Exemplo disso é a farra dos comissionados que custam milhões ao Estado em detrimento aos efetivos e nada é feito pelo Tribunal de Contas. Precisamos que a sociedade eleja realmente seu representante” avaliou.   Ao indicar um nome que preenche todas os requisitos para o cargo,  caso o sindicato não logre êxito na disputa, vai mostrar como o processo é eminentemente político e não técnico, o que compromete a transparência do tribunal.   Além de chamar a atenção para a preferência pelos parlamentares, o sindicato também questiona a legitimidade da Ong Transparência Capixaba em representar a sociedade civil no pleito pela abertura do processo de escolha, afirmando que a entidade se omitiu diante de escândalos recentes de corrupção no Estado.    “Onde estavam os membros da Transparência durante a luta da sociedade que denunciou os políticos envolvidos em corrupção que geraram inclusive diversas prisões como na Operação Derrama, Lee Osvald, entre outras? E sobre o rombo de mais de R$ 25 milhões que o governo Hartung gastou em um posto fantasma [Mimoso do Sul] que é só mato? E os R$ 20 bilhões em renúncias fiscais [se referindo aos incentivos concedidos pelo governo Paulo Hartung ao Sincades]? Gostaríamos de conhecer o posicionamento e as ações que a Transparência já tomou quanto a esses escândalos”, questionou Gerson.   A Transparência e a OAB-ES levaram à Assembleia o projeto Conselheiro-Cidadão, que foi protocolado e vem sendo defendido na Assembleia pelo deputado Hércules Silveira (PMDB), no plenário. Mas para o sindicato, a entidade não teria legitimidade para falar em nome dos que realmente combatem a corrupção e desmandos do governo.

20/06/2013 / 0 Comments
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De portas abertas

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A manifestação da última segunda-feira (17), que levou mais de 20 mil às ruas de Vitória, deixou desnorteados o governador, representantes das instituições e a classe política de maneira geral.    Ao anunciarem um novo protesto para está quinta-feira (20), que promete levar uma massa humana ainda maior para as ruas, os manifestantes deixaram muita gente apreensiva. De cabelo em pé mesmo.   Durante as últimas horas, corria nas redes sociais uma espécie de enquete para decidir qual seria o destino da nova manifestação. Assembleia Legislativa, Tribunal de Justiça do Estado e a residência oficial do governador – alvo do último protesto – eram os locais cogitados pelo núcleo organizador do protesto.    Os manifestantes acabaram escolhendo o Tribunal. A reação do presidente da Corte estadual, no entanto, foi serena. Enquanto governador, secretários de Estado e políticos em geral seguem falando bobagem na esteira da repercussão dos protestos, o presidente do Tribunal deu um baile em todos eles, que tiveram a oportunidade de falar primeiro, mas erraram a mão. Muito provavelmente porque não sabem lidar com o fenômeno.    O governador Renato Casagrande foi um dos que deram bola fora. Ao repercutir o frenesi das ruas, o socialista fez questão de salientar que seu governo é democrático. Em seguida, se colocou à disposição para diálogo, caso os líderes do movimento fossem identificados é uma pauta sistematizada. Em outras palavras, o recado pode ser interpretado mais ou menos assim: “Se vocês conseguirem se organizar e construir uma pauta [o que eu acho difícil], estarei aqui no conforto do Palácio sentadinho esperando”.    O presidente Pedro Valls foi muito mais perspicaz. Primeiro, destacou que o direito de se manifestar é legítimo e está em sintonia com as diretrizes do TJ. Em seguida, ressaltou que a obrigação da Justiça é se aproximar do povão.    Por meio de nota, ele avisou que as portas da Justiça estarão abertas para os manifestantes. Nessa hábil manobra, Pedro Valls evitou todo o desgaste que poderia decorrer de uma ação truculenta e desastrada da polícia para tentar impedir que os manifestantes se aproximassem do Tribunal.    Com o recado dado, cabe apenas aos manifestantes organizarem uma comissão para sentar com o presidente do Tribunal e abrir uma pauta de negociação em torno dos assuntos do Judiciário.    Claro que não podemos antecipar o que acontecerá exatamente na hora “H”. Mas, por enquanto, podemos arriscar dizer que o presidente do TJ acertou. Mostrou que conhece as regras da democracia e está preparado para jogar, coisa que muita gente não sabe ou já se esqueceu. 

19/06/2013 / 0 Comments
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