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Servidores de Itapemirim começarão 2024 com abono de R$ 4 mil

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Projeto do prefeito Doutor Antônio foi aprovado na Câmara; gasto total é de R$ 11,82 milhões A Câmara de Vereadores de Itapemirim, no sul do Espírito Santo, aprovou, por unanimidade e em regime de urgência, projeto de lei da gestão do prefeito Doutor Antônio (PP) para conceder abono especial de R$ 4 mil a servidores do Poder Executivo e conselheiros tutelares. A proposta foi votada em sessão extraordinária realizada na última quinta-feira (11), tendo em vista o recesso parlamentar neste mês de janeiro. Defendida pelos servidores, a proposta dividiu opiniões no município, tendo em vista os problemas recentes na administração municipal, que levaram o prefeito a assinar um decreto de contingenciamento geral de despesas na prefeitura, em 10 de março deste ano. Segundo a Prefeitura de Itapemirim, o gasto total com o benefício ficará em R$ 11,82 milhões, o que representaria 2,62% da receita prevista para 2024, de R$ 409,7 milhões. Também de acordo com anexo do projeto, serão beneficiadas 4.122 pessoas, entre servidores efetivos, comissionados, contratos, cedidos e inativos, além dos conselheiros tutelares. Segundo o presidente da Câmara, o vereador Paulinho da Graúna (PSDB), havia ansiedade no funcionalismo para que fosse marcada a sessão para apreciar a proposta, encaminhada pelo prefeito no último dia 27 de dezembro, mas foi necessário pedir alterações no projeto do Poder Executivo antes de votá-lo. Uma das alterações diz respeito a uma exigência para que o Poder Executivo apresentasse a origem dos recursos para o abono – em sua grande maioria, cerca de R$ 10 milhões, do orçamento das próprias secretarias onde os servidores estão lotados, e outra parte de crédito suplementar ao orçamento de 2024. Outro ponto foi a necessidade de contemplar os servidores que estavam ativos até 31 de dezembro de 2023. O mesmo vale para os conselheiros tutelares, ou seja, terão direito aqueles que estavam no mandato passado, tendo em vista que um novo mandato se iniciou em 10 de janeiro de 2024. Durante a sessão, o vereador Estevão Machado (PSDB) saudou o prefeito Doutor Antônio pela iniciativa, e lembrou que o seu mandato é mais curto, de dois ano e meio, tendo em vista que chegou ao poder por conta de uma eleição suplementar, após cassação da chapa de Thiago Peçanha (PSD). “Queria parabenizar o prefeito Doutor Antônio, que, depois de vários anos, garantiu ao servidor receber abono, que nada mais é do que uma forma de agradecer aos nossos funcionários pelo trabalho prestado, e também um incentivo a continuar”, discursou. Zé lima (PDT), por sua vez, argumentou que o servidor merece “mais do que R$ 4 mil”, e que não pode pagar pelo que qualificou como má gestão da prefeitura. “Hoje, a gente vê o Executivo abandonando a população. Então, aí a gente chama a atenção para a má gestão”, afirmou. Já o vereador Cesinha de Bado (Repuplicanos) comentou que o projeto deveria ser aprovado por “pelo menos 95% da população”, mas que na verdade estava dividindo opiniões por conta dos problemas nas contas públicas. Ele lembrou que a própria Câmara de Itapemirim deu abono aos seus servidores (R$ 1,5 mil, junto a mais R$ 2 mil na forma de auxílio-alimentação), sem que isso representasse um problema, e criticou Doutor Antônio por oferecer o abono no começo do ano, e não no final, o que significaria tirar dinheiro do orçamento do ano em curso. “Quem pede para votar contra é contra o servidor? Eu não vejo isso. Eu vejo pessoas que em partes têm muita razão de que, como alguns já falaram, a administração se mostrou sem dinheiro para nada, deixando muitos serviços a desejar, e serviços básicos”, argumentou. Já o Paulinho da Graúna defendeu que o problema na Prefeitura de Itapemirim “nunca esteve relacionado com baixa arrecadação e sim com gestão”, e lamentou o fato de servidores mandados embora no meio do ano não terem direito ao abono – como é o caso de professores e agentes de saúde e endemias. Abono no sul do Estado No sul do Estado, a Câmara de São José do Calçado foi a que concedeu o maior valor de abono: R$ 12 mil. O projeto de lei para a concessão do benefício a servidores do Poder Legislativo, assinado pelo presidente da Câmara, vereador Roberto João Mozelli (Cidadania), apresenta um parecer contábil favorável à medida. A proposta foi aprovada durante sessão extraordinária de dezembro. Em Marataízes, o prefeito Tininho Batista (PSB) autorizou a Câmara Municipal a conceder abono de R$ 7 mil aos seus servidores efetivos e contratados. O benefício, a ser pago até 31 de dezembro, só será aplicado a quem esteve integrado nos quadros da Câmara durante os 12 meses de 2023. Em Cachoeiro de Itapemirim, maior cidade sul-capixaba, a Câmara de Vereadores também concedeu abono de R$ 4 mil aos seus servidores e concedeu R$ 450 a mais no tíquete-alimentação dos servidores da Prefeitura de Cachoeiro, uma medida indicada pela própria Câmara – que é presidida pelo vereador Brás Zagotto (Podemos), da base do prefeito Victor Coelho (PSB). Em Presidente Kennedy, município bastante beneficiado pelos royalties da exploração de petróleo, a Câmara de Vereadores concedeu R$ 3,2 mil de abono aos seus servidores ativos. O prefeito Dorlei Fontão (PSD) também anunciou abono aos servidores da prefeitura de até R$ 3 mil – para quem regressou ao trabalho entre maio e agosto, o valor foi de R$ 2 mil, e para quem voltou a partir de setembro, R$ 1 mil. Em Castelo, o abono de R$ 1,2 mil foi concedido a servidores da Câmara e da Prefeitura, incluindo aposentados e pensionistas. Também houve uma parcela especial de R$ 1,2 mil no auxílio-alimentação dos servidores públicos ativos, sejam eles efetivos, comissionados ou contratados por designação temporária. Na pequena cidade de Iúna, no Caparaó, servidores da Câmara Municipal também receberam abono de R$ 3 mil. Em Alegre, o abono para os servidores da Câmara foi de R$ 2 mil, e para os da Prefeitura, de R$ 420. Em Anchieta, por sua vez, os servidores efetivos e comissionados da Câmara receberam R$ 1,2

15/01/2024 / 0 Comments
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Cariacica cria comissão para elaboração de minuta de edital da Lei Paulo Gustavo

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Nova minuta será apresentada ao Conselho Municipal de Política Cultural nesta terça-feira (16) A Secretaria Municipal de Cultura de Cariacica (Semcult) criou uma comissão para elaboração da minuta dos editais da Lei Paulo Gustavo, a ser submetida ao Conselho Municipal de Política Cultural. Algumas propostas sobre a reabertura das inscrições também foram apresentadas à vice-presidente do Colegiado, Maria Zalem Ramiro, em reunião da qual participaram . A nova minuta será apresentada devido à anulação dos editais nº 002/2023 e nº 003/2023 por causa de “ausência de critério objetivo de pontuação”. Foram apresentadas duas propostas de prazo para encaminhamento dos projetos após a reabertura 10 dias e 15 dias. Em enquete realizada junto aos artistas de Cariacica, foi escolhido o primeiro prazo. Entre as demais propostas, a serem discutidas junto ao Conselho, está a participação dos pareceristas nessa nova etapa. Esses profissionais já haviam sido selecionados e, inclusive, avaliado os projetos inscritos. Com a mudança, a ideia é fazer uma complementação na dotação orçamentária do Edital de Pareceristas anterior para pagar o trabalho a ser feito por eles nessa nova fase de análise. Um dos pontos mais polêmicos na execução da Lei Paulo Gustavo em Cariacica foi a plataforma por meio da qual as inscrições foram feitas, o Portal de Parcerias da Prefeitura de Cariacica, que apresentou diversos problemas, como a ausência de espaços para anexar arquivos, o que impossibilitaria, por exemplo, o envio de portfólios e cartas de anuência. O problema foi parcialmente resolvido, pois o portal foi reformulado, mas, ainda assim, apesar de terem enviado suas documentações pessoais, alguns inscritos foram contatados pela Semcult, que solicitou o reenvio dos documentos, pois havia sumido do site. Apesar disso, a proposta é que essa plataforma seja mantida para dar celeridade ao processo, uma vez que ela já tem os projetos anteriormente inscritos e avaliados, o que implica em menos tempo para as inscrições e para as novas avaliações. Portanto, a plataforma será reaberta, possibilitando aos inscritos alterar seus projetos e a quem não se inscreveu, fazer isso agora. No caso dos que se inscreveram anteriormente, independentemente de fazerem mudanças ou não nas propostas, todos terão que entrar no sistema para reenviar. Maria Zalem avalia positivamente as propostas. “A secretaria foi atenciosa. Percebe-se que estão preocupados com a celeridade do processo ao apresentar as propostas”, diz. A gestão municipal também apresentou um novo cronograma de execução. Está marcada esta terça-feira (16) a entrega da minuta de edital para avaliação do Conselho. A partir dessa data, até quarta-feira (17), será feita avaliação da proposta pelo Conselho e os artistas por meio de uma consulta junto a eles para possíveis sugestões. A aprovação da versão final será nesta quinta-feira (18) na reunião do Conselho. Na segunda-feira (22) o edital será publicado, havendo dois dias para impugnação, avaliação e republicação, se for o caso. As inscrições reabrem no dia 25 de janeiro e encerram no dia 3. O período de análise dos projetos será de 4 a 13 de fevereiro. Haverá um dia para publicação do resultado; 3 para recurso, análise e republicação, se for o caso; 5 dias para apresentação de documentos e assinatura do Termo de Compromisso; 15 dias para empenho e pagamento; 6 meses para execução dos projetos aprovados pelos proponentes. Anulação Os motivos que levaram à anulação dos editais nº 002/2023 e nº 003/2023, da Lei Paulo Gustavo foram esclarecidos pela gestão de Euclério Sampaio (MDB) em reunião com os artistas, ocorrida no dia 10 de janeiro. De acordo com a Procuradoria do Município, foi constatada “ausência de critério objetivo de pontuação”. Ambos os editais previam um bônus de até 5 pontos para pessoas físicas e jurídicas. No primeiro caso, para artistas do gênero feminino, negros, indígenas e pessoas com deficiência. No caso de pessoas jurídicas ou grupos/ coletivos sem Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ), o bônus seria para pessoa jurídica formada majoritariamente por negros ou indígenas e mulheres, além de ser destinado, ainda, para pessoas jurídicas ou grupos/coletivos com notória atuação em temáticas relacionadas a pessoas negras; indígenas; com deficiência; mulheres; LGBTQIA+; idosos e crianças. Contudo, conforme consta no parecer jurídico da Procuradoria, para aplicação do bônus, nem o edital nº 002/2023, nem o nº 003/2023, “prevê, taxativamente, como será analisada e quais os critérios para se chegar à pontuação máxima de 5 (cinco) pontos, o que, ao nosso sentimento, ferem os princípios que regem os atos da administração pública”. Essa situação, prossegue o documento, “deixa a análise da pontuação extra sujeita ao subjetivismo, em flagrante violação aos princípios da legalidade, moralidade e impessoalidade da Administração Pública”.

15/01/2024 / 0 Comments
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O que não fiz ou deixei de fazer

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Sobrevivi, mas ali morreu mais um sonho glorioso No jogo do bicho, 24 era um número malvisto. Em 2024 muitas coisas mudaram, embora muito precise ainda ser mudado. O termo gay – alegre – trouxe mais compreensão aos que outrora eram identificados com nomes feios. Nomes feios, pra mim, são guerra, fome, perseguição sob qualquer pretexto, enfim, atos de violência que abundam por toda parte. Adentramos, pois, 2024 desejando paz, seja no Oriente do meio, da direita ou da esquerda ou em qualquer outra região do conturbado planeta terra. * Duas coisas são necessárias quando mudamos de ano: listar as intenções do que queremos realizar no ano que nasce, e avaliar o que deixamos de fazer no ano que morre. Não falo de regimes de emagrecimento e mudanças de emprego, e sim algo mais profundo, radical, como parar de roer unhas e esvaziar os armários. Aquele chapéu acumulando poeira no cabide, quantas vezes foi usado? * A sempre adiada viagem ao Egito… Quando criança eu sonhava ser arqueóloga. Isso em Alegre, que não tinha sequer faculdade. Era então vidrada nos faraós, nas múmias, nas pirâmides gradativamente saqueadas ao longo dos séculos. Várias gerações de uma família podiam viver do que tiravam de uma única pirâmide. Os egípcios tinham uma cultura mais voltada para a morte do que para a vida. “Por que vocês se entregaram à morte, tendo poder para participar da imortalidade?” Provérbio do antigo Egito. * Escalar o Himalaia,,, de neves eternas e ventos capazes de destruir uma cidade. Devo acrescentar, não escalei sequer o Pico da Bandeira, ali ao lado. O cume do Everest é o local onde mais venta na Terra, com velocidades de até 175 mph, equivalentes a um furacão de categoria 5. O furacão Ian, de 2022, um dos piores que já abalaram a Flórida, atingiu a categoria 5. Eu, hein! * Atravessar a nado a Baía de Vitória. Ideia de girico, como se dizia nos tempos das tropas de burro. O termo veio do nordeste, onde girico ou jirico é o animal que usualmente chamamos burro. Portanto, ideia burra, que bem se aplica a mais um dos meus sonhos nunca realizados, uma vez que nem mesmo aprendi a nadar. Na minha primeira investida nas ondas de uma praia, em Icaraí, levei um caldo. Sobrevivi, mas ali morreu mais um sonho glorioso. * Se hoje muitos sonham ser artistas de televisão, antigamente o sonho era ser artista de circo, sendo trapezista a profissão mais aplaudida, portanto, a mais cobiçada. Quanto ao burro, diz a ciência que é um animal muito inteligente, e embora não jogue, até já ganhei no jogo do bicho. O tempo passa, o tempo voa e os sonhos voam também, dando lugar a outros que, com a idade, se tornam mais razoáveis. Talvez em 2024 eu suba o Machu Pichu.

14/01/2024 / 0 Comments
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Cineasta capixaba ganhou o mundo com filmes de terror

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No Pocando pelo Mundo, Rodrigo Aragão fala de sua trajetória, sucesso internacional e novos trabalhos a serem lançados Um dos mais conhecidos diretores de terror e cinema fantástico no Brasil, Rodrigo Aragão é o entrevista do Pocando pelo Mundo. Natural de Guarapari, ele conta como começou seu interesse pela área e seu trabalho com maquiagem e efeitos especiais. Fala do primeiro filme feito de forma independente até o último realizado, o mais caro filme capixaba até hoje.  Também comenta sobre o longa-metragem que está finalizando, O Prédio Vazio, inspirado em sua cidade natal e sua primeira obra ambientada em meio urbano, e o filme seguinte, em pré-produção, uma animação com bonecos que terá como foco o público infantil, algo inédito em sua carreira. Ele aborda ainda os desafios de se fazer e distribuir filmes no Brasil e conta quais são os países em que sua obra tem maior repercussão. —- * Inscreva-se no canal do Século Diário no YouTube e ative o sininho para acompanhar as novidades. ** Se quiser ouvir este e outros programas em podcast, siga os canais do Século Diário no Spotify e Google Podcasts.

14/01/2024 / 1 Comment
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Atingidos do ES e MG discutem saúde e territórios à luz do relatório da Aecom

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Impactos da cheia do Rio Doce sobre a Lagoa Juparanã e o ponto de captação do SAAE Linhares é uma das pautas Reprodução Um grande encontro de atingidos pelo crime da Samarco/Vale-BHP de 2015, vindos de cidades e comunidades do Espírito Santo e Minas Gerais, será realizado nesta segunda-feira (15) em Nova Almeida, na Serra, região da Grande Vitória, para discutir questões de saúde e reconhecimento de territórios atingidos, à luz dos relatórios 58 e 59 da Aecom, divulgados com exclusividade em Século Diário, que confirmaram a grave contaminação do pescado e dos produtos agropecuários produzido na Bacia do Rio Doce, bem como o nexo causal entre a toxidade dos metais encontrados nos alimentos e os rejeitos que vazaram do Barragem de Fundão, em Mariana/MG. A necessidade de implementação da Deliberação 58/2017 do Comitê Interfederativo (CIF), que amplia a área atingida pelo crime para dezenas de comunidades em Serra, São Mateus e Conceição da Barra, também integra as pautas prioritárias, além de categorias de atingidos ainda não reconhecidas, como os surfistas de Regência. O objetivo, afirma o convite para a atividade, é a “elaboração de uma pauta única das demandas de todos atingidos da Calha do Rio Doce”. Os impactos da cheia do Rio Doce, com as chuvas dos últimos dias, trouxeram preocupação extra aos atingidos de Linhares, que também levarão o tema para o encontro. Imagens aéreas divulgadas na terça-feira (9) pelo vereador Roninho Passos (DC) mostram o tom barrento das águas do rio Doce, contaminadas com os rejeitos de mineração, chegando à Lagoa Juparanã, a maior do Brasil em volume de água e importante ponto turístico do município. Complementando as imagens, relatos de pescadores e moradores que conhecem bem a região, compartilhados nas redes sociais, ressaltam que, para chegar à Juparanã, as águas contaminadas do Doce passam pelo rio Pequeno, que faz a ligação natural entre os dois grandes recursos hídricos do município. “É onde o SAAE [Serviço Autônomo de Água e Esgoto] faz a captação de água que abastece a cidade”, alerta Luciana Souza, integrante da Comissão de Atingidos de Regência e Entre Rios e representante da Bacia do Rio Doce no Coletivo Vozes Negras pelo Clima. Ela ressalta a importância do encontro em Nova Almeida, para que pautas invisibilizadas sejam melhor apropriadas e recebam os devidos esclarecimentos e encaminhamentos por parte das entidades responsáveis por prestar assistência aos atingidos, como os governos, a Justiça, as assessorias técnicas e a Fundação Renova. “A gente está pedindo ajuda de técnicos parceiros, para explicarem os laudos da Aecom. A gente sabe que é tudo muito grave, mas não conseguimos ver qualquer ação concreta acontecer. Quando reivindicamos, a Renova menospreza a nossa voz, usando termos técnicos e jurídicos para nos calar”, relata. O caso da cheia do Rio Doce é mais um exemplo. “É muito sério isso. Mas é sério para os atingidos que estão na luta, para quem entende o quão tóxico são os metais que contaminam os alimentos e a água. A população urbana de Linhares está tranquila, porque não acompanha, acha que é alarmismo da gente aqui na Foz. Essa pauta não está se popularizado, não há interesse da Renova e das mineradoras para que seja divulgado e explicado. Mesmo com as recomendações da Aecom e da Nota Técnica do Ministério da Saúde. Por isso estamos nas mobilizações”. Histórico de sucessivas judicializações O acesso do Rio Doce à Lagoa Juparanã e, consequentemente ao rio Pequeno, foi liberado pela justiça em setembro passado, quando o juiz da 4ª Vara Federal de Belo Horizonte, Vinícius Cobucci, negou recurso da Procuradoria Municipal de Linhares e autorizou a retirada das “ensecadeiras” instaladas pela Fundação Renova para impedir que as águas do Doce chegassem à Lagoa. A sentença revoltou moradores de Linhares, que protestaram, incluindo com fechamento da BR 101, mas a decisão foi mantida. A obra foi feita em dezembro de 2019, também por determinação judicial, para substituir um barramento provisório que havia sido feito ainda em novembro de 2015, que ameaçava desabar e causava alagamentos em uma ampla área no entorno, provocando insegurança e prejuízos para famílias moradoras de diversos bairros e áreas rurais. Nesse meio tempo, houve também movimentação no âmbito da Justiça Estadual, incluindo um conjunto de multas que totalizaram R$ 10 milhões, aplicado em setembro de 2018 pelo juiz Thiago Albani Oliveira Galvêas, da Vara da Fazenda Pública Municipal e Estadual de Linhares, o maior valor de punições judiciais até então deferido contra a Samarco em solo capixaba. A mineradora, no entanto, nunca cumpriu as decisões de primeira instância da Justiça Estadual, recorrendo ao Tribunal de Justiça (TJES), que decidiu por transferir o caso para a 12ª Vara, em Belo Horizonte. Na tentativa de encontrar uma solução prática mais ágil, o Ministério Público Estadual empreendeu um Termo de Compromisso Ambiental (TCA), firmado também em 2018, quando a Aecom, perita judicial do caso, foi contratada para elaborar os estudos técnicos para as obras definitivas, que finalmente iriam substituir as provisórias, de 2015. Em seguida, o acompanhamento das obras passou a ser feito pela 12ª Vara Federal, para onde as mineradoras e a Fundação Renova sempre buscam levar todas as ações. Em 2022, a 12ª foi substituída pela atual 4ª Vara Federal, também em Belo Horizonte, como responsável pelos processos relativos ao caso.  Poluidor-pagador Na decisão de setembro passado, o magistrado ignorou o recurso da Prefeitura de Linhares que alegava que “o SAAE não tem condição de ampliar a medição de rotina dos parâmetros da água bruta”, em caso de entrada das águas do Rio Doce nos pontos de captação. O juiz, no entanto, alegou que os últimos pareceres da Aecom indicavam o contrário e afirmou que o restabelecimento da ligação entre o Rio Doce e a Lagoa Juparanã não configura risco “grave e irreversível”. Em nota, a Prefeitura de Linhares informou à reportagem, neta sexta-feira (12), que “tão logo tomou conhecimento [da abertura da barragem], entrou com recursos judiciais para reverter essa decisão e aguarda o parecer final, que cabe a Justiça Federal”.  Afirma ainda que “acompanha de perto e

14/01/2024 / 0 Comments
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Vereadores apresentarão projeto que regulariza carnaval de blocos de Vitória

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André Moreira e Karla Coser querem construir a proposta coletivamente com os blocos O começo das atividades da Câmara de Vitória no ano de 2024 será marcado pelo debate a respeito do carnaval de blocos de rua da Capital. Os vereadores Karla Coser (PT) e André Moreira (Psol) irão apresentar um projeto no qual buscam regularizar a festa popular, traçando as regras e critérios, já que o que tem regularizado os blocos são decretos da gestão municipal, que podem mudar a cada ano ou até mesmo durante o carnaval, de acordo com os interesses da Administração. A ideia do Projeto de Lei surgiu em 2023, quando a gestão do prefeito Lorenzo Pazolini (Republicanos) acatou uma recomendação do Ministério Público do Espírito Santo (MPES) de não permitir que blocos que vão às ruas no final de semana após o carnaval desfilassem. A Prefeitura também impôs restrições aos que sairiam durante o carnaval, como cessar desfile antes das 18h. Contudo, a discussão coletiva sobre a proposta dos vereadores não seguiu adiante, o que deve ser retomado com o decreto da Prefeitura para o carnaval deste ano, que é considerado ainda mais cerceador do que o de 2023. “Queremos dar segurança ao carnaval. É uma festa que tem potencial para ser um dos maiores eventos da cidade. Mesmo com todo potencial, tem bloco, como o BatuQDelas, que acabou por falta de capacidade econômica. Tem bloco desmotivado, que pensa em não sair. Algo que é uma potencialidade está se reduzindo”, diz André. A ideia do Projeto de Lei foi reapresentada aos blocos em reunião com seus organizadores nessa sexta-feira (12), no Triplex Vermelho, Centro de Vitória. Na ocasião os participantes leram o decreto que dita as regras para os blocos de rua no Carnaval 2024. Segundo o vereador, chegaram à conclusão de que é “pior do que se pensava quando foi feita a leitura inicial, quando foi divulgado”. Um dos pontos polêmicos é a não autorização para que os blocos que desfilam antes ou depois do período carnavalesco, que este ano compreendem os dias 10, 11, 12 e 13 de fevereiro, de sábado a segunda, saiam às ruas. Contudo, na quarta antes do sábado de carnaval é costume o desfile do PelaDonas do Centro. Na sexta, o Maluco Beleza. No primeiro final de semana após o carnaval, tem blocos como o Esquerda Festiva e o Prakabá. Esse último, uma espécie de encerramento do carnaval de rua do Centro de Vitória, reunindo todos os blocos. Outro ponto polêmico é a proibição de blocos parados, o que impossibilitaria, por exemplo, que o tradicional Vai que Gama, na rua Gama Rosa, fizesse a alegria dos foliões em 2024. Decreto impõe restrições aos blocos de rua do Carnaval de Vitória Limite de blocos por dia, horário máximo até às 19h e proibição de blocos parados estão entre as mudanças https://www.seculodiario.com.br/cultura/decreto-impoe-restricoes-aos-blocos-de-rua-do-carnaval-de-vitoria Prefeitura acata recomendação do MPES e suspende blocos do Centro Promotor alegou problemas em relação à poluição ambiental e sonora e segurança. Ato nesta sexta protesta contra a medida https://www.seculodiario.com.br/cultura/prefeitura-acata-recomendacao-do-mpes-e-suspende-blocos-deste-final-de-semana

14/01/2024 / 2 Comments
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Oficina de bioinsumos capacitará pequenos agricultores capixabas

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Atividade online é direcionada às famílias atendidas pela Rede Bem Viver no Estado Redes Sociais Na próxima quinta-feira (18), às 19h, a Rede Bem Viver, Organização Não Governamental (ONG) ligada ao Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA) no Espírito Santo, realizará uma oficina online de bioinsumos. A capacitação será voltada para as famílias atendidas pelo MPA no Estado. A atividade será ministrada pelo agricultor e agrônomo Adelan Alcântara, que residente na localidade de Córrego Pipoca, em Água Doce do Norte, no noroeste do Espírito Santo, e que, como militante do MPA, presta assessoria a agricultores de todo o Estado. Os bioinsumos são os produtos, processos e tecnologias de origem animal ou vegetal utilizados para o beneficiamento da produção agrícola, atuando nos processos biológicos, como o controle de pragas. Eles têm um papel fundamental no tipo de produção agroecológica pautada pelo MPA. Segundo Adelan Alcântara, desde 2015 que a utilização de bioinsumos tem sido incentivada no trabalho dos pequenos agricultores do Espírito Santo, sobretudo produtores de café que atuam em cidades das regiões serrana, noroeste e norte. A partir de 2020, essa atuação junto a esses produtores se intensificou, com três aplicações por ano, e tem dado resultados. “O objetivo da oficina é mostrar para os agricultores os resultados do trabalho, incentivando mais famílias a aderirem a essas técnicas. A cada ano que passa, com a não utilização de agrotóxicos, as plantações estão mais fortes e resistentes a fungos, insetos e pragas”, afirma. Além da aplicação dos bioinsumos, os agricultores são orientados quanto à adubação a partir de análises químicas do solo. Adelan afirma que o trabalho tem permitido manter a produção em cerca de 70 a 90 sacas por hectare. “Produzir muito não quer dizer produzir bem, porque a produção muito volumosa muitas vezes não tem qualidade”, ressalta. Entre os bioinsumos utilizados estão o biofermentado, calda sufocálcica, hidróxido de cobre e calda bordalesa, muitos deles de fabricação caseira, além de alguns produtos industriais alternativos. Também é utilizado o óleo de andiroba, um produto natural, extraído da andiroba, uma planta muito encontrada na Amazônia. Adelan comenta, ainda, que a inscrição dos agricultores será feita a partir de links encaminhados nos grupos de WhatsApp da Rede Bem Viver, bem como outros canais de divulgação junto às famílias. Ele também explica que a escolha por uma oficina online se deve ao menor custo e maior alcance dessa modalidade. “Mais à frente, talvez podemos pensar em outras atividades presenciais com os agricultores, em que a gente consegue observar a aplicação dessas técnicas”, completa. ‘Alimentação saudável precisa ser prioridade no Espírito Santo’ – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/meio-ambiente/alimentacao-saudavel-precisa-ser-prioridade-no-es-avalia-presidente-da-assin ‘Enquanto negam a importância da Agroecologia, alimentamos o povo com ela’ – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/meio-ambiente/enquanto-negam-a-importancia-da-agroecologia-alimentamos-o-povo-com-ela Camponeses criam primeira certificadora participativa de orgânicos do ES – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/cidades/camponeses-criam-primeira-certificadora-participativa-de-organicos-do-es

14/01/2024 / 0 Comments
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Comissão Provisória do MDB no Estado deverá ser mantida por mais 90 dias

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Ricardo Ferraço, que lidera o partido, se reuniu com o ex-presidente Lelo Coimbra Leonardo Sá Por ter ultrapassado 10 dias anteriores à data, obrigatório para publicação do edital convocatório, o mandato da atual comissão provisória do MDB no Espírito Santo deverá ser renovado para um novo período. O prazo regimental de 90 dias termina na próxima quinta-feira (18), data em que a comissão provisória deveria ter adotado as medidas cabíveis a fim de eleger a Executiva Estadual, como ficou acertado quando o vice-governador, Ricardo Ferraço, foi investido no cargo, em 16 de novembro de 2023. Repete-se, dessa forma, o mesmo processo da antecessora de Ricardo, a ex-senadora Rose de Freitas, alvo de críticas dos quadros do partido e motivo de desavenças entre o grupo de Rose e o do ex-deputado federal Lelo Coimbra, que provocou a interferência do deputado federal Baleia Rossi, presidente nacional da legenda. Para acalmar a situação, a presidência foi entregue a Ricardo, com a aquiescência do governador Ricardo Casagrande (PSB). Um cenário que começa a movimentar emedebistas no Estado, principalmente os pretendentes a concorrer nas eleições municipais de outubro aos cargos de prefeito e vereador. As articulações conduzidas por Ricardo tendem a dificultar o lançamento de pré-candidaturas, gerando impacto negativo também nas eleições gerais de 2026, comentam membros do partido. Na última quarta-feira (10), estiveram reunidos na sede do partido, em Vitória, Ricardo Ferraço, o prefeito de Colatina, Guerino Balestrassi, secretário-geral, o ex-deputado federal e ex-presidente Lelo Coimbra, o prefeito de São Mateus, Daniel da Açaí, e a então presidente do partido no município. Marília Silveira. Depois do encontro, ela deixou o cargo, como Século Diário divulgou nesta sexta-feira. Ainda não se sabe quem assumirá o posto, apesar dos rumores apontando o ex-prefeito do município Amadeu Boroto. Nesta sexta-feira (12), quadros antigos do MDB iniciaram uma movimentação a fim de motivar a atual direção a adotar providências para tentar recolocar o partido na posição perdida no final da última gestão do governador Paulo Hartung, em 2018. De lá até os dias atuais, o MDB vem sofrendo desgastes, agravado pelas divergências entre o grupos da ex-presidente da comissão provisória, Rose de Freitas, e o ex-deputado federal Lelo Coimbra. Secretária de Educação de São Mateus não é mais presidente do MDB – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/politica/secretaria-de-educacao-de-sao-mateusnao-e-mais-presidente-do-mdb

13/01/2024 / 0 Comments
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Palhaços pedem justiça e relembram trajetória de Julieta Hernández

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Pelas ruas de Vitória, manifestantes pediram o fim da violência contra a mulher e destacaram o legado de Julieta Em 2020, Julieta Hernández, a palhaça Miss Jujuba, junto a um grupo de amigos, confeccionou cartazes para um protesto contra o extermínio de jovens no Morro da Piedade, região do Centro de Vitória. Quase quatro anos depois, esses mesmos amigos confeccionaram cartazes para ir às ruas da Capital pedir justiça para Julieta, nessa sexta-feira (12). Juntaram-se a eles tantas outras pessoas que, tendo convivido com ela ou não em suas passagens pelo Espírito Santo, se indignam com o assassinato brutal da artista e reivindicam o direito de ir e vir de todas mulheres e, também, seu direito de viver. Leonardo Sá A manifestação saiu da Praça Costa Pereira, no Centro de Vitória, local, inclusive, em que Julieta já fez apresentações, e seguiu rumo à Praça do Papa, na Enseada do Suá. No trajeto, além dos cartazes, gritos de “Julieta, presente!”; canções latinoamericanas, já que a artista, venezuelana, defendia a cultura latina, a unidade dos povos e, no Brasil, fazia o trabalho educador de descolonização ao dizer para os brasileiros “sim, vocês são latinoamericanos”. O trajeto também foi marcado por músicas feitas em homenagem a ela após a descoberta de sua morte e, para quem nunca havia escutado, e para aqueles que foram privados de ouvi-la novamente, a sua voz falando sobre o destino. Mas não esse destino determinado pela providência, e sim, o de sua próxima viagem. “Para quem me pergunta, e aí, qual é o destino da sua viagem? Eu responderia: o meu destino realmente está prestes a me alcançar. Está por ir, por vir, por me achar, por se perder. O meu lugar de chegada nessa viagem é Venezuela, sim. Venezuela é um dos meus destinos, mas também tem outro, outros, vários, inomináveis, invisíveis, pequenos, grandes, surpreendentes, paisagem, bicho, mato, gente, cheiro de manga rosa com cheiro de mar no meu pé descalço, uma nuvem, uma música, uma ideia”, diz o áudio em um português bastante claro, mas com um leve sotaque que denuncia que se tratava de uma hermana nossa. Leonardo Sá Foi durante uma de suas viagens, a bordo de sua bicicleta, que Julieta foi assassinada em 23 de dezembro. Seu corpo foi descoberto no dia 7 de janeiro, após mobilização nacional de mulheres palhaças que a monitoravam em sua viagem. Após não conseguirem mais contatá-la, começaram uma busca, até conseguirem enviar duas palhaças para Manaus, último ponto de contato com Julieta e acionar a polícia, que encontrou seu corpo. Seu último destino foi a cidade amazonense de Presidente Figueiredo, rumo ao seu país, para finalmente, depois de nove anos, rever sua mãe e sua irmã. Contudo, o reencontro, que estava tão próximo, foi impossibilitado eternamente pela violência contra a mulher, que no Brasil tem índices assustadores. A Julieta que levava em sua bagagem seus objetos pessoais, portava também solidariedade e afeto por onde passava. A Julieta que se indignou com o extermínio da juventude no Morro da Piedade, foi a mesma que avistou na estrada um grupo de crianças que passavam fome e utilizou os poucos recursos financeiros que tinha para alimentá-las. A partir daí, conheceu seus pais, hospedou-se na residência do casal, e foi brutalmente assassinada por causa de um celular que, inclusive, havia sido comprado por meio de uma vakinha para que ela divulgasse seu trabalho, mantivesse contato com amigos de várias partes do mundo, e, generosamente, compartilhasse com as pessoas as experiências vividas em seus percursos. Leonardo Sá As viagens, os destinos, também estiveram presentes em alguns espetáculos dos quais Julieta participou. “Durante a pandemia, ela ficou oito meses na minha casa, montamos espetáculos, número de palhaços. Um deles foi América 2, que traz duas mulheres, que são as palhaças Miss Jujuba e Xexa, ambas latinas, que se encontram e viajam por todos países da América Latina. Falamos um pouco de cada país, de cada cultura”, recorda Vanessa Darmani, a palhaça Xexa, do Grupo Árvore Casa das Artes.  Leonardo Sá Atendendo a um pedido de Sophia Hernández, irmã de Julieta, Amora Gasparini, a palhaça Chabeli, do Grupo Lacarta, durante a manifestação foi a Miss Chabeli, com direito a faixa e tudo. O pedido para que as mulheres comparecessem assim foi para lembrar uma outra bandeira de luta de Julieta. Natural de um país no qual os concursos de miss têm uma grande popularidade, Julieta se opunha à imposição de padrões de beleza. “Em 2018, no Sesc Glória, Julieta apresentou um número onde se maqueia, come alface, para denunciar o sofrimento pelo qual as mulheres passam para alcançar esses padrões”, diz Amora. O palhaço, que muitos conhecem como o artista que faz rir, não fala só de alegria, e foi isso que Julieta ensinou para inúmeros artistas do Espírito Santo. “Ela abriu meus olhos e o meu coração. Descobri que palhaço é cidadão, é agente da sociedade, é responsável pela reconstituição do tecido emocional dela. O palhaço não é alegre o tempo todo. O palhaço faz rir, o palhaço faz chorar, o palhaço ri, o palhaço chora. O palhaço está em meio à sociedade, não é só arte de entretenimento, é arte política”, diz Carlitos Cachoeira, o palhaço Cachoeira, do Grupo Lacarta. Leonardo Sá Já na Praça do Papa, a repórter avistou um palhaço que abordava as pessoas com um pão caseiro, convidando para que se servissem com um pedaço. Quando o ofereceu, silenciosamente, à repórter, houve o seguinte diálogo: – O que é isso?– É o pãolhaço!– E o que significa?– Imaginemos! Com base na trajetória de Julieta e nos relatos de sua visão sobre o que é ser palhaço, é possível imaginar muita coisa a partir desse gesto de partilha, de divisão. Julieta presente! Ato em Vitória pede justiça para Julieta Hernandez, palhaça assassinada Ato sairá da Praça Costa Pereira rumo à Praça do Papa, trajeto que a artista gostava de fazer quando estava em Vitória https://www.seculodiario.com.br/seguranca/ato-em-vitoria-pede-justica-para-julieta-hernandez-palhaca-assassinada

13/01/2024 / 0 Comments
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Sem luz, insegurança cresce na área externa da Basílica de Santo Antônio

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Padre Marcos encaminhou vídeo ao prefeito Lorenzo Pazolini, pedindo providências para normalizar a situação Divulgação Tombada como patrimônio histórico municipal e uma das atrações do turismo religioso no Espírito Santo, a Basílica de Santo Antônio, em Vitória, está com a área externas totalmente às escuras, aumentando o risco de assaltos e de se transformar em ponto de comércio de drogas, segundo frequentadores do local. Nesta sexta-feira (12), o padre Marcos, responsável pelo templo, encaminhou um vídeo ao prefeito Lorenzo Pazolini (Republicanos) pedindo providências. No vídeo, o padre informa ao prefeito que desde o dia 3 de janeiro “o santuário vem apresentando dificuldades com a iluminação, pública, por ser um monumento tombado. Recentemente, a prefeitura fez um sistema de iluminação aqui, mas, infelizmente, não está funcionando como devia”. Ele alerta para a insegurança, causando impacto negativo não só para os frequentadores, mas para a beleza do santuário. Mais à frente, o padre diz: “Eu já mandei vídeos para o secretário Alex Mariano [de Transportes e Desenvolvimento Urbano] e as pessoas encarregadas lá na Secretaria, mas nenhum deles está dando nenhuma resposta. Eu pedirei encarecidamente ao senhor que olhasse com carinho, como gestor maior da prefeitura”. História A basílica foi tombada como patrimônio histórico municipal, em processo do Conselho do Plano Diretor Urbano de Vitória, que reconheceu o valor histórico e social da edificação para a cidade. Sua construção começou em 1956, porque a paróquia de Santo Antônio já não comportava o número de fiéis. O padre pavoniano Mateus Pizzani coordenou um mutirão de moradores e devotos para erguer o templo com mão de obra e doações. Os trabalhos só foram concluídos em 1976. A base da igreja foi feita em forma de cruz grega. A basílica ainda possui uma imponente cúpula central e quatro semicúpulas. Ela é inspirada na arquitetura renascentista da igreja de Nossa Senhora da Consolação, em Todi, Itália, construída no século XVI. No entanto, a basílica é bem menor. O mestre italiano Alberto Bogani foi convidado para fazer os afrescos no interior do templo. Já o famoso artista Carlos Crépaz ficou com os vitrais e a expressiva escultura do “Cristo Moribundo”.

13/01/2024 / 0 Comments
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