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Século Diário

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Preços dos ovos de Páscoa podem variar até 83% na GV, alerta Procon

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Os preços dos ovos de Páscoa nos municípios da Grande Vitória podem variar até 83%. A constatação foi feita pelo Procon-ES a partir de levantamento realizado entre os dias 21 e 26 de março em seis estabelecimentos comerciais. Segundo o órgão, o objetivo é orientar o consumidor e ajudá-lo a economizar.    Segundo o Procon-ES, o consumidor deve ficar atento com as variações de preço no caso do ovo Disney Princesas, da Nestlé. No Supermercado Carone o valor do ovo é de R$ 17,40, enquanto no Supermercado Epa ele sai por R$ 31,90. Outra grande diferença foi flagrada no valor cobrado pelo ovo Bis Laka, da Lacta, que atinge uma variação de 56% entre o valor máximo e o mínimo.   Outro exemplo significante é o chocolate ouro branco da marca Garoto, de 375 gramas, que pode ser encontrado com preços variando entre R$ 29,89 a R$ 34,99; a caixa de bombom serenata de amor, também da Garoto, de 240 gramas, varia entre R$ 17,80 a R$ 23, 90. O bombom Laka, da marca Lacta, 730g, pode ser encontrado com preços entre R$ 46,90 e R$ 59,89.   Dos seis estabelecimentos em que foram pesquisados os preços dos ovos de Páscoa, o Supermercado Calvi (lojas em Cariacica e Vila Velha) obteve o maior número de itens com os menores preços. Já o Supermercado Epa registrou os preços mais altos.   Segundo o órgão, se o consumidor optar por comprar os ovos de chocolate após a Páscoa, pode encontrar preços melhores, mas também corre o risco de não encontrar alguns modelos e marcas. Há ainda os ovos amassados ou quebrados. Os supermercados podem vendê-los, mas o consumidor tem que observar se a embalagem não está danificada e também reivindicar preços mais em conta.   O diretor-presidente do Procon Estadual, Ademir Cardoso, afirmou que pesquisar os preços dos produtos antes das compras é fundamental para quem quer economizar.    Para a pesquisa, os fiscais observam o preço, a qualidade do produto, a data de vencimento e se os produtos expostos estão violados. Foram coletados preços de 113 itens das marcas Garoto, Nestlé, Lacta, Arcor e Ferrero Rocher.    A lista completa dos preços pesquisados pode ser encontrado na íntegra no site do órgão www.procon.es.gov.br   Recomendação   Segundo o Procon-ES, antes de comprar ovos de Páscoa, é preciso verificar a data de validade e os seus ingredientes. É importante levar em consideração o peso do ovo e não a numeração, já que essa relação peso/número varia de acordo com o fabricante.   O consumidor que optar por versões diet ou light dos ovos de Páscoa deve ficar atento. As nomenclaturas diet e light não significam necessariamente que esses produtos são isentos ou tenham percentual reduzido de açúcar ou energia.   Segundo definição apresentada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), alimentos diet apresentam na sua composição quantidades insignificantes ou são totalmente isentos de algum nutriente, enquanto os light são aqueles que apresentam a quantidade de algum nutriente ou valor energético reduzido quando comparado a um alimento convencional.    Sobre chocolates sem açúcar, a Anvisa afirma que, embora estes produtos não tenham açúcar como ingrediente, eles apresentam mais gordura do que os chocolates convencionais e, por isso, o consumo deve ser moderado.

29/03/2013 / 0 Comments
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Ministério da Saúde libera R$ 57 milhões para novo hospital

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Inaugurado há um mês, o Hospital Estadual Dr. Jayme Santos Neves, na Serra, vai receber R$ 57 milhões para o custeio de procedimentos de média e alta complexidade. Parte dos recursos será destinada à estruturação da Rede de Urgência e Emergência, da qual o Hospital faz parte   O repasse, que será feito anualmente foi assinado pelo Ministério da Saúde. O montante será um reforço para o Estado, que desembolsará R$ 109 milhões para a manutenção da unidade nos primeiros 15 meses.   O Fundo Nacional de Saúde o Ministério tem até 120 dias para ser repassar a verba que  ajudará no custeio de internações e consultas especializadas, além de serviços de urgência e emergência clínicas e cirúrgicas, cirurgia cardíaca, traumato-ortopedia, gestação de alto risco e Centro de Tratamento de Queimados – CTQ.   O Hospital Estadual Dr. Jayme Santos Neves é o maior do Espírito Santo, com 424 leitos. Devido ao seu tamanho (são 31,6 m² de área construída), um cronograma para abertura dos serviços foi elaborado. Hoje, ele conta com 160 leitos em funcionamento, sendo 40 de Unidade de Tratamento Intensivo (UTI).   O hospital também possui especialidades em cirurgia cardíaca, vascular, cabeça e pescoço, bucomaxilofacial, aparelho digestivo (exceto oncologia), urologia, ortopedia, ginecologia obstetrícia, neurocirurgia, oftalmologia, plástica reparadora e geral (não estética, para casos de queimaduras graves, por exemplo).    

29/03/2013 / 0 Comments
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Era Gratz: dez anos depois, ex-deputados viram réus em ação penal

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Depois de dez anos do fim da chamada Era Gratz, a Justiça Estadual continua a dar sinais de letargia. Nessa terça-feira (26), o juiz da 8ª Vara Criminal de Vitória, Ronaldo Domingues de Almeida, acolheu uma denúncia contra seis ex-deputados estaduais, entre eles, o ex-presidente da Assembleia Legislativa José Carlos Gratz, e mais nove pessoas, acusadas do desvio de repasses de subvenções sociais, conhecido como “esquema das associações”. Na sentença, o magistrado rejeitou as preliminares (defesa processual prévia) lançadas pela defesa dos réus, que terão dez dias para responder às acusações feitas pelo Ministério Público Estadual (MPE). “A denúncia ofertada pelo Ministério Público funda-se, a princípio, em prova suficientemente e apta a viabilizar o recebimento da mesma, trazendo em seu bojo exposição do fato criminoso, com todas as suas circunstâncias, bem como a classificação do crime”, avaliou Ronaldo Domingues. Apesar das denúncias versarem sobre o mesmo expediente, o Ministério Público optou pela divisão dos processos – medida que acabou provocando a excessiva demora no exame das denúncias, já que cada procedimento administrativo da Assembleia acabou se transformando em uma ação diferente na Justiça. Chama a atenção o número de réus neste processo (15 ao todo), o que deve implicar numa demora ainda maior até a prolatação da sentença final. A denúncia narra supostas irregularidades na concessão de três patrocínios da Assembleia para o custeio de eventos. Ao todo, a Casa teria repassado cerca de R$ 300 mil para o esquema. Segundo o MPE, o dinheiro teria sido desviado em favor de empresas dos redutos eleitorais dos ex-parlamentares denunciados (Juca Gama, Nasser Youssef, Luiz Pereira, Fátima Couzi e Wilson Venturim, o Japonês). Foram denunciados ainda o ex-diretor-geral da Assembleia André Luiz Cruz Nogueira, além dos empresários que teriam se aproveitado do esquema: Marlene Alves da Silva, Moises Alves da Silva, Claudemir Fernando Zini Moreira, Ítalo Leonardo do Amaral Moreira, Marlene Pereira Moura, Rosa Helena da Silva, José Miguel Vicente, Marlene Alves Ferreira e Genílson Rainha da Costa. De acordo com informações do TJES, a denúncia foi ajuizada no dia 22 de abril de 2010, mas teve o seu primeiro despacho apenas no dia 30 de setembro de 2011, quase um ano e meio depois. Por conta do foro privilegiado do ex-deputado Wilson Japonês, então prefeito de Nova Venécia (região noroeste do Estado), o caso passou a ser apreciado a partir do início deste ano. A demora no julgamento dos processos relacionados à Era Gratz, que deixou a presidência da Assembleia em janeiro de 2002, deve ser alvo de uma queixa no Conselho Nacional de Justiça (CNJ). No mês passado, Gratz anunciou que prepara uma representação contra a demora no julgamento de seus processos. O ex-parlamentar e seu ex-diretor André Nogueira respondem a mais de uma centena de denúncias pelo suposto desvio de verbas públicas.

29/03/2013 / 0 Comments
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Região da Grande São Pedro vai receber programa da ONU

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O representante-residente do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), Jorge Chediek, vai assinar nesta segunda-feira (1), em Vitória, o protocolo de entendimento Papo Reto, que tem o objetivo de promover o estreitamento das relações entre a comunidade – neste caso a região de São Pedro – e as polícias Militar, Civil, a Guarda Municipal e a prefeitura do município.    O Papo Reto, da Organização das Nações Unidas (ONU), é a continuidade do “Conjunto Interagencial – Segurança com Cidadania: prevenindo a violência e fortalecendo a cidadania com foco em crianças, adolescentes e jovens em condições vulneráveis em comunidades brasileiras”, que já está em andamento na Grande São Pedro desde 2011.    Chediek também vai entregar ao prefeito de Vitória, Luciano Rezende (PPS), o Plano Integral e Participativo de Convivência e Segurança Cidadã de São Pedro, que tem o objetivo de reduzir a taxa de homicídios de jovens com idades entre 15 e 24 anos em 25% na região até 2016. De acordo com o Mapa da Violência, o Espírito Santo é o segundo estado brasileiro onde mais se mata jovens.   O programa da ONU é pioneiro em promover essa aproximação entre a comunidade e as forças policiais. Ele também vai contar com a participação das secretarias municipais de Cidadania e Direitos Humanos, Educação e Cultura.    O Papo Reto vai promover rodas de conversa entre as forças policiais, os moradores, técnicos da prefeitura e alunos das 7ª e 8ª séries do ensino fundamental e do 1º ano do ensino médio da Grande São Pedro.

29/03/2013 / 0 Comments
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CPI do ???posto fantasma??? esbarra no medo de represália à Assembleia Legislativa

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Depois da denúncia do Ministério Público Estadual (MPE) sobre suspeita de irregularidades na construção do posto fiscal de Mimoso do Sul, que foi extinto em 2009, após terem sido gastos R$ 25 milhões em obras que não saíram da fase de terraplanagem, o deputado estadual Gilsinho Lopes (PR), que já havia denunciado no ano passado a situação, tenta emplacar uma CPI na Assembleia.    Para isso, o deputado tenta conseguir as 10 assinaturas mínimas para protocolar o requerimento de abertura dos trabalhos da Comissão, mas vem encontrando resistência e tentativas de impedimento de que a CPI saia do papel.    Em entrevista a Século Diário que vai ao ar neste sábado (30), o parlamentar fala sobre os motivos de criar a CPI e as dificuldades de colher as assinaturas para dar início ao trabalho. O deputado fala da abordagem que vem fazendo aos colegas e o temor de represália que se instalou no plenário.    Apesar das dificuldades, Gilsinho está confiante de que vai conseguir emplacar a CPI na Assembleia. Para isso, vem lembrando aos colegas que a o pleito eleitoral está próximo e a omissão da Casa em um caso grave como este pode custar caro na disputa pela permanência no plenário.    O deputado também fala sobre a postura da Casa, que evita embates com o Executivo, deixando de cumprir a função de fiscalizar o governo. E ainda sobre a atuação do governo no combate à violência. Presidente da Comissão de Segurança da Assembleia, Gilsinho, que é delegado de polícia, afirma que falta planejamento de ações e efetivo policial, tanto na Polícia Militar quanto na Civil. 

29/03/2013 / 0 Comments
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AMJAP divulga novo calendário eleitoral para coordenação

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Após uma denúncia de irregularidade na eleição interna de coordenador geral da Associação de Moradores de Jardim da Penha, as partes chegaram a um acordo e foi juntado ao processo o novo calendário eleitoral da Amjap. A escolha do novo coordenador será no dia 29 de junho, mas já provoca movimentações de bastidores e têm influência não só no bairro de 30.571 mil habitantes, mas também no cenário político do município. Este ano, além da tradicional disputa entre PT e PSDB, o PPS busca espaço político na coordenação da Associação. A crise na AMJAP aconteceu no final do ano passado, na eleição interna para coordenador-geral da associação, que funciona em um modelo de revezamento, mudando o comando a cada seis meses. O diretor de Comunicação da entidade, Glauber Teixeira, foi eleito pela chapa majoritária, mas teria sido considerado pelo grupo petista como “oposição” ao se filiar ao PPS. Glauber denunciou na época que, na primeira reunião convocada para eleger o coordenador, colocou o seu nome à disposição.      O grupo do PT, ao ver que perderia a eleição se a chapa minoritária votasse nele, teria saído do espaço, quebrando o quorum mínimo. Após isso, em outro encontro para enfim definir a questão, o grupo majoritário teria “ressuscitado” um diretor que se ausentou por  nove meses da AMJAP, o que, segundo o estatuto da entidade, acarretaria na expulsão do membro da diretoria. Com ele, o grupo petista venceu a eleição interna e garantiu a coordenação-geral para si.   Marcos Paulo Lacerda, que era o coordenador-geral antes do imbróglio, rechaçou a denúncia, afirmando que o diretor estava em licença médica durante o período e diz que todos que compõem a gestão sabiam do fato. Segundo ele, o que prova isso é a ausência de pedidos de substituição do diretor, que seria um procedimento natural se houvesse um abandono por parte de alguém.   Uma chapa esperada é a ligada ao vereador Marcelão Freitas e ao Secretário de Turismo do Estado Alexandre Passos, ambos do PT.  Do outro lado, a chapa ligada ao vereador Luiz Emanuel Zouain, do PSDB, deve polarizar a disputa com a chapa petista. Mas o presidente da Câmara, Fabrício Gandini, do PPS, aliado de Glauber Teixeria, deve embolar a disputa.   O PT sempre teve muita força na Associação, mas a fadiga de material acabou desgastando o capital político de seu principal agente, Alexandre Passos. Hoje o grupo não é tão forte quanto antes. Já os aliados do PMDB tiveram um crescimento no bairro. Mas diante das movimentações políticas de Gandini e do fortalecimento do PPS na Capital, o grupo ligado ao vereador também pode surpreender, acirrando ainda mais a disputa.

29/03/2013 / 0 Comments
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Comunidade de São Mateus é receptiva ao modelo humanizado de privação de liberdade

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Os moradores de São Mateus (norte do Estado) que compareceram, na última segunda-feira (25), à audiência pública promovida pelo Tribunal de Justiça do Estado (TJES) para conhecer o projeto da Associação de Proteção e Assistência aos Condenados (Apac), aprovaram o modelo humanizado de encarceramento adotado em 36 municípios de Minas Gerais.  As dúvidas sobre o modelo foram tiradas pelo presidente próprio presidente do TJES, desembargador Pedro Valls Feu Rosa, um dos defensores do modelo. O supervisor das Varas de Execuções Penais, desembargador José Paulo Calmon Nogueira da Gama, avaliou como excepcional a audiência pública. “A presença marcante das pessoas na audiência pública demonstra que a população se preocupa com o assunto, que é a implantação do modelo em São Mateus. Vimos que todos os segmentos da sociedade mateense e até de outros municípios participaram da reunião”.    É de fato veio gente de longe. Uma liderança comunitária de Atílio Vivácqua viajou 400 km para participar do debate. Após a audiência pública, ele solicitou ao desembargador José Paulo a implantação de uma unidade feminina da Apac no município que fica no sul do Estado.   Durante o encontro, os moradores presentes ressaltaram o modelo requer o envolvimento dos familiares dos apenados e de toda a sociedade. O modelo da Apac é exemplo em ressocialização de presos dentro e fora do País. A rede de 36 unidades está prestes a ser ampliada em Minas Gerais. A taxa de reincidência nas unidades é de 8,2%, enquanto no resto do País chega a 80%.    O modelo adotado pela Apac preza pela ressocialização do apenado e para a profissionalização dele através da realização de trabalhos e capacitação. No método da Apac, o próprio reeducando é responsável pela recuperação e recebe assistência médica, psicológica, espiritual e jurídica.    Os detentos em regime fechado da unidade de Itaúna (MG) que não terminaram o ensino médio são obrigados a estudar, além de participar de cursos profissionalizantes. Ao serem beneficiados pelo regime semi-aberto, eles colocam em prática o que aprenderam, seja dentro do sistema ou em empresas parceiras.    Nas unidades que utilizam o método há mais regras de disciplina do que qualquer outro presídio – com horários para trabalho e estudo – mas os próprios detentos ficam em poder das chaves das celas e são eles que escoltam os outros até o Fórum para audiências.    São também eles que preparam a própria alimentação, e fazem as refeições com talheres normais.    Os detentos também executam trabalhos nas unidades da Apac. Eles produzem peças para carros – que são vendidas para montadoras e artigos de vestuário como sandálias e roupas. 

29/03/2013 / 0 Comments
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Fundação internacional cobra esclarecimento de crimes contra movimentos sociais

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Uma delegação internacional da Fundação Right Livelihood Award (RLA), organização parceira dos movimentos sociais do Brasil, chega na próxima segunda-feira (1) ao País para cobrar o esclarecimento de crimes contra integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e da Comissão Pastoral da Terra (CPT). Eles ficam no Brasil até o dia 4.   A “visita” vem em um momento emblemático: somente no último ano, o número de militantes ameaçados no país aumentou 177,6%. Em resposta, a RLA resolveu enviar a delegação, que deve ficar na cidade de Marabá, no Pará, região conhecida pelos altos índices de crimes contra movimentos sociais.   Em janeiro, Cícero Guedes, líder do MST, foi assassinado a tiros por pistoleiros ainda não identificados, no Rio de Janeiro. O caso, porém, é apenas um entre o sempre crescente índice de ataques contra ativistas brasileiros envolvidos na luta por reforma agrária.   Segundo a Comissão Pastoral da Terra, o número de militantes ameaçados no País aumentou de 125, em 2010, para 347, em 2011. Os números baseiam-se em dados do relatório Conflitos no Campo Brasil.   A CPT e o MST receberam, em 1991, o prêmio Right Livelihood Award, considerado o “Prêmio Nobel Alternativo”, por conta do trabalho a favor da justiça social e do respeito aos direitos humanos dos camponeses do Brasil.   Dentro da programação da visita, a Fundação RLA vai participar de um debate sobre a impunidade dos violadores dos direitos humanos e de um Júri Popular sobre o assassinato de um casal de extrativistas de Nova Ipixuna, no Pará.

29/03/2013 / 0 Comments
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Secretário da Fazenda pode ser ???primeiro alvo??? da Lei da Ficha Limpa em Guarapari

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A nova Lei da Ficha Limpa em Guarapari, em vigor desde o início do mês, pode fazer a sua primeira vítima. Apesar das especulações em torno da possível nomeação do ex-prefeito Edson Magalhães (sem partido), o alvo de vez é o atual secretário da Fazenda, Tolúnio Fernando Romanelli. Em janeiro de 2012, ele foi condenado em uma ação de improbidade administrativa por ter se negado a prestar informações ao Ministério Público Estadual (MPE), quando também era titular da pasta em 2006. Apesar do texto da Lei Complementar nº 43/2013 enquadrar como “fichas sujas” apenas os condenados por órgão colegiado, a situação do atual secretário – condenado na primeira instância – se agravou depois da rejeição de uma apelação pela 4ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado (TJES). Em agosto do mesmo ano, o desembargador Telêmaco Antunes de Abreu Filho sequer conheceu o recurso do ex-secretário pela falta de preparo – termo jurídico utilizado para descrever quando o advogado não cumpriu alguma das formalidades no processo. Em função da rejeição do recurso, a sentença condenatória contra Tolúnio Romanelli teve o trânsito em julgado. Na decisão prolatada no juízo de 1º grau, o magistrado condenou o secretário ao pagamento de multa civil em cinco vezes o valor da última remuneração recebida, medida que poderia ser enquadrada à luz da Lei da Ficha Limpa como crime contra a administração pública, mesmo sem a necessidade de ressarcir os cofres públicos. De acordo com a denúncia do MPE, o então secretário deixou de prestar informações à instituição sobre a efetivação ou não do pagamento de um Documento de Arrecadação Municipal (DAM) no valor de R$ 670,00. A promotoria identificou dados divergentes sobre o documento fiscal e pediu informações ao então secretário, que teria excedido o prazo legal, motivo para que fosse ajuizada a denúncia, por não ter demonstrado interesse em apurar o fato lesivo aos cofres públicos. Na época da sentença, o juiz Gustavo Marçal da Silva e Silva considerou que o então secretário teria infringido a Lei de Improbidade Administrativa no que se refere ao “retardamento na prática de ato de ofício” (artigo 11 da Lei 8.429/92). Por conta da conduta não ter sido considerada gravíssima, o magistrado negou o pedido de condenação à suspensão dos direitos políticos ou ressarcimento do dano ao erário. No entanto, a falha técnica no recurso ao Tribunal pode custara cadeira do hoje secretário. A Lei da Ficha Limpa municipal veda a nomeação dos condenados em cargos comissionados ou funções gratificadas – tanto no Poder Executivo quanto no Legislativo – e prevê que todos os atos efetuados em desobediência às vedações serão considerados nulos, entre eles, em tese, a nomeação de Tolúnio Romanelli. A legislação municipal permite ainda que qualquer cidadão possa formular uma denúncia sobre o descumprimento da norma. No caso da autoridade comunicada da possível infração não tomar providências, ela poderá ser penalizada na forma da lei – sendo que o processo administrativo não afasta a possibilidade de fiscalização pelos órgãos de controle e pelo Ministério Público.

29/03/2013 / 0 Comments
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Os esqueletos de Hartung

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  A cada semana aparece um ou dois esqueletos enterrados por Paulo Hartung e seus aliados mais fiéis. Depois do Posto Fiscal Fantasma e do esquema de incentivos do Instituto Sincades, foi a vez dos contratos suspeitos da Secretaria de Justiça apresentarem irregularidades.    No início da semana, Século Diário noticiou que o Tribunal de Justiça manteve a decisão do juiz a 3ª Vara dos Feitos da Fazenda Pública Estadual e ratificou o bloqueio dos bens do ex-secretário estadual de Justiça, Ângelo Roncalli, e das irmãs e sócias Marli e Mariza dos Santos Quintino, donas da empresa que fornecia “quentinhas” para boa parte das unidades prisionais do Estado. Motivo: irregularidades nos contratos, muitos deles sem licitação.    Nesta sexta-feira (28), outro esquema da Sejus veio à tona. Após auditoria da Secretaria de Estado de Controle e Transparência (Secont), a atual gestão da Sejus decidiu rescindir os contratos de prestação de serviços de manutenção preventiva de rede de dados e dos equipamentos de informática das unidades prisionais com a empresa 7 Lan, que entre 2009 e 2012 faturou mais de R$ 11 milhões em contratos com a pasta comandada por Ronacalli até setembro do ano passado.   Motivo: a Secont achou irregularidades no processo licitatório, na execução dos contratos, no pagamento das faturas e nas renovações contratuais.    O caso da 7 Lan merece mais algumas linhas para que o leitor compreenda melhor como funcionavam os “esquemas” na Secretaria chefiada por Roncalli.    Desde 2011, o Tribunal de Contas do Estado já havia apontado irregularidades nos contratos com a empresa. A mais gritante informava a Roncalli que o proprietário da 7 Lan era também funcionário da Sejus, especificamente o gerente de Tecnologia, que ocupava cargo em comissão.    Apesar da ilegalidade, Roncalli ignorou o aviso do TCE, reforçado pela Procuradoria-Geral do Estado (PGE), que também apontou a “anomalia”. Mas Roncalli, na condição de remanescente do governo Hartung, não se importou com as recomendações.    A exoneração do funcionário só ocorreu cerca de um mês após Roncalli deixar a Sejus por causa de outro escândalo, apurado pela Operação Pixote, que desvelou um desvio de cerca de R$ 30 milhões entre o Iases (autarquia subordinada à Sejus) e a Ong Acadis.    Recapitulando, em pouco mais de dois anos, só da Sejus, por enquanto, saíram três esqueletos: Operação Pixote, esquema das quentinhas e os contratos com a 7 Lan.    Não se pode esquecer que Ronacalli, eterno carcereiro das masmorras e um dos integrantes do núcleo duro de Hartung, movimentou, só na construção de unidades prisionais – a maioria sem licitação (assim como quase tudo que se fez na Sejus), mais de meio bilhão de reais.    Ficam fora dessa conta astronômica os contratos para distribuição de marmitex, lavanderia, kit de higiene e limpeza, equipamentos de segurança, prestação de serviços (7 Lan, por exemplo) e até o fornecimento de água para as unidades prisionais. Só para citar os que vieram de imediato na memória.    Se as coisas continuarem nesse ritmo, a tendência é que novos esqueletos apareçam. E olha que na Sejus deve ter muita coisa enterrada. 

28/03/2013 / 0 Comments
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