Arquiteto Genildo Coelho fala sobre planos de novo instituto do patrimônio cultural no sul do Estado O Instituto de Preservação do Patrimônio Cultural Ádapo foi lançado neste mês de dezembro, em Marataízes, no sul do Estado, cidade que será a sede da nova organização sem fins lucrativos. O objetivo de seus associados é realizar ações direcionadas a salvaguardar o patrimônio material e imaterial, sobretudo nos municípios sul-capixabas.“O Instituto Ádapo [‘aliança’ e ‘união’, em iorubá] surge da necessidade de preservação da cultura como um todo. Na nossa região, já temos organizações importantes, como a Associação de Salvaguarda do Patrimônio Imaterial Cachoeirense, da qual eu faço parte, mas que é mais voltada para um segmento específico”, explica o arquiteto e urbanista Genildo Coelho, um dos integrantes da organização. Os associados incluem profissionais de diferentes segmentos, e que desenvolvem projetos conjuntos na área cultural há vários, o que inclui, além de Genildo: Maria Elvira Tavares, escritora, psicopedagoga e contadora de histórias; Diego Scarparo, ilustrador e diretor cinematográfico; Luan Faitanin Volpato, publicitário, fotógrafo e designer gráfico; Maria Laurinda Adão, mestra de caxambu reconhecida como patrimônio imaterial; Fátima Buzatto Moura, turismóloga e produtora cultural; e Rosinez Machado Lima, assistente social e líder comunitária. Luan Volpato Genildo Coelho afirma que a principal meta de 2024 é organizar juridicamente a entidade, antes de pensar em qualquer projeto, mas já adianta como pretendem atuar. Na parte de patrimônio material, a intenção é elaborar projetos para a manutenção e recuperação de edificações históricas. No quesito patrimônio imaterial, a intenção é viabilizar recursos para eventos tradicionais, além de providenciar o registro em fotos e vídeos desses eventos. A proposta é também entrar no debate sobre políticas públicas para a área. “A política estadual de preservação do patrimônio é frágil, porque só está baseada no financiamento, principalmente em editais. O Espírito Santo é um dos poucos estados brasileiros que não têm um instituto de preservação”, critica. Ele cita como exemplo a tradicional festa Raiar da Liberdade, realizada há 135 anos na comunidade Quilombola de Monte Alegre, em Cachoeiro de Itapemirim. Apesar da importância e longevidade, todo ano os organizadores precisam correr atrás de editais e leis de incentivo. “Edital é insuficiente, tem que haver reconhecimento e recurso anual garantido no orçamento do governo”, comenta. Luan Volpato O arquiteto critica ainda a tendência de se pensar as ações direcionadas ao patrimônio histórico apenas em termos de recuperação, e não manutenção. “É preciso fazer intervenções nos edifícios logo nos primeiros sinais, quando começa a dar goteira. A restauração do Teatro Carlos Gomes (de Vitória), por exemplo, está custando R$ 20 milhões. Se não tivesse ficado tanto tempo fechado, talvez não fosse necessário todo esse investimento”, argumenta. Demandas O integrante do Instituto Ádapo afirma que há metas ambiciosas de expandir suas atividades para o Espírito Santo como um todo e até para outros lugares de fora. Apesar disso, ele enumera algumas demandas específicas da região sul que necessitam de intervenções relacionadas à preservação patrimonial. Uma delas diz respeito ao município de Muqui, que, apesar de compor o maior sítio histórico do Espírito Santo, ainda não possui um Plano Diretor Municipal (PDM) e nem arquitetos e urbanistas dedicados à questão patrimonial na gestão pública. Já Mimoso do Sul, cidade vizinha, possui PDM, mas o entorno do sítio histórico de São Pedro de Itabapoana, distrito de Mimoso, tem sofrido descaracterizações. Genildo cita, ainda, festas e manifestações populares importantes, como Folia de Reis e Bate Flechas, que ainda não foram contempladas com políticas públicas adequadas. “Que ações e que legislações precisamos fazer para dar conta dessas demandas? É nisso que pretendemos focar nossos esforços”, completa. Conselho aprova tramitação do processo de registro do Raiar da Liberdade – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/cultura/conselho-aprova-tramitacao-do-processo-de-registro-do-raiar-da-liberdade
Armandinho aguarda recursos na Justiça e tenta se livrar de remédios
Vereador de Vitória passou mais de um ano preso acusado de integrar grupo de milícia digital O vereador de Vitória Armandinho Fontoura (Podemos), cinco dias depois de ser libertado da prisão, por ordem do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, “não é mais o mesmo”, segundo pessoas que convivem em seu entorno. Ele perdeu o rompante que o caracterizava e busca sair da “dependência medicamentosa” adquirida como forma de suportar um ano e três dias de cadeia, na Penitenciária de Segurança Média de Viana, de 15 de dezembro de 2022 a 19 de dezembro deste ano. Armandinho, acusado de atuar em uma milícia eletrônica contrária à democracia e responsável pela divulgação de fake news, foi preso na mesma operação da Polícia Federal que envolveu também o jornalista Jackson Rangel e Fabiano Oliveira, o Pastor Fabiano, soltos no mesmo dia. Paralelamente, mantém contato com seu advogado, Carlos Zaganelli, que evita falar sobre o processo. No entanto, pessoas do seu relacionamento afirmam: “Armandinho agora está cuidando da saúde e tenta se livrar de remédios”, reforçando que ele está proibido de dar entrevistas, usar redes sociais, se ausentar da Grande Vitória, e precisa usar tornozeleira eletrônica. O vereador está na casa dos pais, em Santa Lúcia, Vitória, bairro situado na região da Praia do Canto, local para o qual ele idealizou uma ciclovia – na avenida Rio Branco -, inaugurada quando estava preso. Instado a comentar sobre seu cliente, Zaganelli divulgou nota na qual relata que “após 369 dias de absoluto cárcere, privado de exercer suas relações pessoais (…), Armandinho, dadas suas características de amabilidade e presença nas comunidades, está feliz com a decisão, pois ela resguarda seus direitos como cidadão, apesar das medidas restritivas impostas pela Justiça”. “Durante este ano em que cumpriu a pena de forma injusta e em um ambiente lúgubre onde sua fé foi provada diversas vezes, não esmoreceu. Ao contrário: continua confiando na Justiça de Deus e dos homens; acredita que a verdade será restabelecida e que o senso de Justiça prevalecerá nos corações das autoridades”, prossegue a nota. O vereador aguarda o resultado de dois recursos na Justiça, um por divulgar notícias falsas, com ataques a instituições e autoridades estaduais e federais, que poderá resultar em cassação do mandato, e outro por atentar contra a democracia, na esteira do movimento bolsonarista durante a campanha política de 2022, por meio de contestação do processo eleitoral. Nessa terça-feira (19), o advogado no processo que trata da cassação do mandato de vereador de Armandinho na Câmara de Vitória, Fernando Dilen, apresentou as alegações finais, pedindo o arquivamento do processo. Armandinho sai da prisão, mas não reassume mandato na Câmara de Vitória – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/politica/armandinho-sai-da-prisao-mas-nao-reassume-mandato-na-camara-de-vitoria Armandinho, pastor e jornalista deixam a prisão por decisão de Moraes – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/politica/armandinho-pastor-e-jornalista-deixam-aprisao-por-decisao-de-alexandre-de-moraes
‘Falta de diálogo com as comunidades gerou bastante problema’
Imposição do integral em Vitória foi destacada durante prestação de contas de Juliana Roshner Um dos assuntos retomados durante a prestação de contas da secretária municipal de Educação de Vitória, Juliana Roshner, nessa sexta-feira (22), na Câmara Municipal, foi a implantação da educação em tempo integral, marcada por calorosos debates no segundo semestre deste ano. “A falta de diálogo com as comunidades gerou bastante polêmica”, destacou o vereador André Moreira (Psol), apontando, inclusive, desrespeito ao Plano Nacional de Educação (PNE). André apontou que a meta 6 do PNE determina que os sistemas de educação devem garantir de forma qualitativa no mínimo 50% das escolas públicas funcionando em tempo integral de forma a atender pelo menos 25% dos estudantes da educação básica. Prevê, ainda, a ampliação progressiva da jornada dos professores. Apesar disso, recordou, muitos professores tiveram que ser deslocados, pois foi imposta a adesão ao trabalho em tempo integral de forma imediata. A situação dos professores, inclusive, conforme apontou o vereador, foi uma das motivações para que a comunidade escolar do Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) Sinclair Philips, em Caratoíra, se mobilizasse contra a implantação do tempo integral. O vereador acredita que comunidades que não aderiram ao modelo poderiam ter feito caso a gestão de Lorenzo Pazolini (Republicanos) tivesse dialogado com elas, já que uma das reclamações foi que a iniciativa estava sendo tomada de maneira impositiva. Redes Sociais Já Juliana afirmou que a não implantação do modelo integral nessa unidade de ensino “é uma das dores que leva dessa gestão”. “Queria ter sido autoritária e enfiar goela abaixo porque sei que iriam gostar muito [do tempo integral]”, disse. Sua fala, segundo a gestora, se baseia no fato de que a comunidade sofre com a violência a ponto de a placa do CMEI ter sido trocada duas vezes por ter sido alvejada por tiros. De acordo com ela, o modelo integral poderia ajudar a romper com “um ciclo de violência”. A gestora afirmou que, para implantar o modelo integral, a Secretaria Municipal de Educação (Seme) primeiro faz um mapeamento das escolas para saber em quais é possível fazer a implementação, já que é necessário reduzir as vagas em 50% e, para isso, averigua se há outras unidades de ensino próximas para onde destinar os alunos que optaram pelo tempo parcial. Posteriormente, disse, são feitas discussões com as comunidades, que “tinham inflamação político partidária”, mas não entrou em detalhes quanto à afirmação feita. A comunidade do Sinclair Philips foi a primeira a levar a público sua insatisfação com a implantação do modelo integral, anunciada em agosto deste ano. Foi apontada uma série de problemas que impossibilitavam a mudança, como precariedade na infraestrutura; horário de término das aulas, que seria às 16h, quando os responsáveis pelas crianças estão no trabalho; redução do número de vagas em cerca de 50%; e extinção de turmas para estudantes de seis meses a um ano. Outro argumento foi a violência, já que os responsáveis teriam que matricular os estudantes em CMEIs de bairros vizinhos, como Santo Antônio e Morro do Quadro, o que a comunidade considera temeroso, já que a circulação de pessoas nessas áreas não é bem vista pelo tráfico, independentemente de estarem envolvidas com essa prática ilícita. No final das contas, foi feita uma consulta pública em que a comunidade optou pela manutenção da jornada ampliada na unidade de ensino. Essa opção contou com 124 votos. Havia, ainda, outras duas. Uma eram um processo de transição de dois anos para que se tornasse um CMEI de tempo integral, que obteve sete votos. A outra, a implantação do integral de forma imediata, que recebeu 15 votos. Um voto foi anulado por não ter marcado nenhuma das três opções. A comunidade do CMEI Jacy Alves Fraga, em Tabuazeiro, também se opôs à forma como o modelo integral estava sendo implantada, mas conseguiu reverter parcialmente a situação. A Seme, em novembro, anunciou que os estudantes terão a opção de se matricular no modelo parcial, em horário matutino. A iniciativa, embora não atenda plenamente o pleito da comunidade, foi considerada uma conquista, já que a gestão de Lorenzo Pazolini (Republicanos) estava decidida a deixar como opção somente o integral. PMV Tanto o integral quanto o parcial funcionarão no novo prédio construído para abrigar a unidade de ensino. Será adotada uma transição, ou seja, novos alunos não poderão se matricular no parcial, somente os que já estudam no CMEI. Assim, com o passar do tempo, as turmas irão diminuindo, restando somente a opção pelo período integral. A reivindicação era de que houvesse a opção pelo parcial também no vespertino e que não precisasse passar por uma transição, mantendo permanente os dois modelos. A explicação dada para a comunidade sobre o porquê de não haver turma parcial à tarde foi de que as aulas do integral terminam às 16h, portanto, a escola fechará nesse horário. O Jacy Alves Fraga é o único CMEI do bairro. A defesa pela permanência do modelo parcial se deu porque, na impossibilidade de matricular as crianças no tempo integral, a única saída seria procurar unidades de ensino de bairros vizinhos. No entanto, a violência acaba sendo também um impeditivo, assim como o término das aulas às 16h. Outro problema é a imposição aos docentes da atuação em tempo integral, portanto, quem tem cadeira em outros municípios ou na rede estadual de ensino, teria que optar por uma delas. A tendência, neste caso, é que os profissionais saiam de Vitória, já que a cidade com menor salário para o magistério na região metropolitana. Além dos CMEIs de Tabuazeiro e Caratoíra, outras unidades de ensino se posicionaram contra a implantação do modelo integral, mas ao contrário dessas duas, não tiveram êxito em seus pleitos. As comunidades são as do CMEIs Valdivia da Penha Antunes Rodrigues, em Santos Dumont; Magnólia Dias Miranda Cunha, na Ilha das Caieiras; e da Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) José Áureo Monjardim, em Fradinhos. A escola de Fradinhos, segundo a comunidade, não tem infraestrutura para adotar o modelo integral. Para que a criança possa continuar frequentando a unidade, os responsáveis terão que retirá-las
Campanha de arrecadação busca manter centro cultural de portas abertas
Mais na coluna: presidenta de honra; balaio de Iemanjá; Noite Árabe; Maktub; imigração italiana; oficinas A Associação Cultural Cadoz, organização não governamental de Baixo Guandu, noroeste do Estado, realiza uma campanha que busca arrecadar cerca de R$ 50 mil para manter de portas abertas o Centro Cultural de Artes Integradas (Cecarti). Durante três anos, o espaço funcionou com diversas atividades culturais gratuitas, mas após a decisão da mineradora Vale de não manter o patrocínio, o Cecarti fechou momentaneamente. Igor Bafica As doações podem ser feitas neste link até 31 de janeiro, para garantir o pagamento de aluguel, luz, água e internet. A presidente da Cadoz, Merivan Báfica, informa que o Cecarti funcionava com uma sala de cinema que comportava até 30 pessoas, biblioteca comunitária, espaço para exposições, aulas de teatro, violão e fotografia, tudo totalmente gratuito. Arte que salva vidas Merivan reforça que a adesão da população à campanha é essencial para que não se feche um centro cultural no interior, “um lugar que não tem nada”. Ela destaca que a juventude guanduense é “sem perspectiva”, o que faz com que muitos se entreguem ao vício, como do álcool, ou até mesmo cometam suicídio. De acordo com Merivan, muitos pais afirmam que as atividades do Cecarti “ajudam a salvar muitas vidas”. Agora sim, presidenta de honra! Facebook Na coluna do último sábado (16), foi informado que, por ter saído da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo de Viana para assumir o gerenciamento cultural da Rede Sesc Espírito Santo, Renata Wextler não poderá mais estar na presidência do Fórum de Secretários e Dirigentes Municipais de Cultura do Espírito Santo (Forcult-ES), mas que foi proposto a ela ser presidenta de honra, o que foi oficializado em reunião realizada nessa quinta-feira (21). “Estou imensamente feliz pela homenagem e pelo reconhecimento do trabalho realizado em lateralidade com os municípios capixabas durante esses quatro anos! Gratidão!”, comemorou nas redes sociais. É lei! Maresia Em 9 de dezembro, a coluna lembrou que o prazo para o prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini (Republicanos), sancionar o PL de autoria do vereador André Moreira (Psol) que inclui no calendário de festas da Capital o Dia da Entrega do Balaio para Iemanjá estava acabando. O gestor tinha até 15 de dezembro para isso. Uma das possibilidades apontadas pela coluna foi de que o prefeito poderia não responder à demanda, o que acarretaria na sanção automática, portanto, uma boa alternativa para o prefeito, que sairia pela tangente. E foi exatamente isso que aconteceu. Agora virou lei sem que Pazolini desagradasse o público evangélico sancionando e sem reforçar argumentos dos opositores de que sua gestão não preza pela diversidade ao não sancionar. Noite Árabe Redes Sociais Na última terça-feira (19), a bailaria Manoela Jácome realizou a Noite Árabe, no Centro Cultural Frei Civitella Del Tronto, em Campo Grande, Cariacica. À coluna, Manoela confidenciou que a ideia de fazer o evento foi de última hora, o que chama bastante atenção, pois mesmo com pouco tempo para organizar, a Noite Árabe foi realmente um espetáculo. Foram muitas apresentações com dançarinas profissionais e estudantes do estúdio de dança de Manoela e outras bailarinas. Destaque Destaque para a própria Manoela e seu grupo de dança cigana Rubra Rosa e para Carol Miranda, do Grupo Madá, também de dança cigana. Ambas dançaram com suas alunas. Pela beleza das apresentações, percebe-se que as alunas estão aprendendo direitinho. Destaque também para Tainara Alves, com sua presença de palco incrível; para Luana Vieira no Tribal, Janine Muzzi dançando said, e para Godô Sambista, na mistura do samba com dança do ventre ao dividir o palco com duas bailarinas. Maktub De acordo com Manoela, a Noite Árabe acabou sendo um esquenta para a 6ª edição do Festival Maktub de Danças Orientais, que já está marcado para 6 de novembro de 2024, na Casa da Cultura Sônia Cabral, Centro de Vitória. A última edição do Festival, que chegou trazer grandes nomes da dança árabe no Brasil, como os bailarinos Tarik e Teo Versiani, foi em 2019. Depois sua realização ficou impossibilitada pela pandemia da Covid-19. Imigração Italiana Na última terça-feira (19), também foi lançado o Calendário dos 150 anos da Imigração Italiana, em cerimônia realizada na Casa do Turismo Capixaba, em Vitória. O calendário traz uma série de ações que ocorrerão no decorrer de todo o ano de 2024. As atividades envolvem músicas, danças, religiosidade, comidas típicas, artes visuais e encontro de lideranças. Elas serão realizadas em diferentes municípios do Espírito Santo. Atrações Conforme consta no calendário, a abertura das comemorações será em 17 de fevereiro. Ao longo do ano, serão 47 festas e eventos entre os já tradicionais, como a Festa da Polenta, de Venda Nova do Imigrante; Caminhada do Imigrante, em Santa Leopoldina; Festival da Uva e do Vinho, em Santa Teresa; e outras pensadas para a comemoração dos 150 anos, como o Festival da Cultura e da Gastronomia Italiana na Praça do Papa, em Vitória, previsto para o final de maio. Oficinas nas aldeias Jovens das 12 aldeias indígenas de Aracruz, norte do Estado, têm até 5 de janeiro para se inscreverem gratuitamente nas oficinas de quadrinhos do Projeto Narrativas Periféricas, que acontecerão na Associação Indígena Tupinikim e Guarani (AITG), na aldeia Caieiras Velha. Serão 20 vagas voltadas para quem gosta de desenhar e tem, no mínimo, 12 anos. As inscrições podem ser feitas por meio deste link, no qual o candidato deve preencher um formulário e enviar um desenho de sua autoria, cujo tamanho não pode ultrapassar 10 MB. Oficinas nas aldeias II Os interessados em participar da oficina passarão por uma seleção, cujo resultado será divulgado dia 11 de janeiro no Instagram do projeto @narraperifa. Os adolescentes de 12 a 14 anos que forem selecionados deverão participar das aulas acompanhados de um responsável e os de 15 a 17 anos, por meio de uma autorização por escrito. Todos os participantes ganharão material para as aulas, lanche e, caso cumpram a carga horária mínima de 75%, um certificado digital. As oficinas acontecerão nos dias 16, 17, 18 e 19 de janeiro, das 13h às 16h, com conteúdos relacionados à construção de narrativas indígenas e à prática sobre quadrinhos.
Auditores federais entregam chefias e mantêm greve, que já dura mais de um mês
Categoria está em greve pelo pagamento do bônus de eficiência, conforme acordado pelo governo federal em 2016 Auditores-fiscais federais da 7ª Região Fiscal, com jurisdição no Espírito Santo e Rio de Janeiro, entregaram os cargos de chefia nessa quinta-feira (21), em prosseguimento à greve que já dura mais de um mês, desde 20 de novembro, visando o cumprimento integral do Plano de Aplicação do Fundaf e alterações no texto do Decreto 11.545/2023 para pagamento do bônus de eficiência, conforme acordado pelo governo federal em 2016. No Espírito Santo, a adesão ao movimento de entrega de chefias foi de quase 100%, segundo o delegado sindical do Espírito Santo, José Henrique Mauri, com tendência de haver ampliação do movimento.Esses profissionais são responsáveis pela gestão intermediária do órgão, nos estados da Federação, e conduzem o trabalho de equipes de fiscalização, gestão do crédito, arrecadação e aduana. No dia 15, houve ato público em Vitória em protesto contra as atividades da Receita Federal programadas pela administração do órgão, “numa demonstração de total desalinhamento com a greve da categoria”. A decisão foi formalizada após reunião integrando as ações de greve da semana. Na dia 27 de novembro, auditores-fiscais da 8ª Região Fiscal que ocupam cargo de chefia de equipe ou substituto pediram dispensa e entregaram suas funções, em forte demonstração de indignação, como destaca o Sindifisco. O “bônus de eficiência” é um adendo salarial por produtividade aprovado ainda na gestão de Dilma Rousseff, hoje no valor de R$ 3 mil. O benefício foi aprovado com valores inferiores aos de outras categorias. Com a saída de Dilma, o governo de Michel Temer (MDB) apenas referendou a medida, e depois, no mandato de Jair Bolsonaro (PL), o assunto estagnou. De acordo com o integrante do Comando Local de Mobilização do Rio de Janeiro e do Comando Regional de Mobilização da 7ª Região Fiscal, auditor-fiscal Alex Figueiredo, mais de 45 auditores-fiscais, que ocupam cargo de delegado e delegado-adjunto da Receita Federal em todo o país devem se integrar ao movimento. A organização e a unidade são as principais formas para que a greve da categoria seja cada vez mais forte, ressalta o Sindifisco. “Todo o desconto remuneratório referente à adesão ao movimento paredista será ressarcido pelo Fundo de Corte de Ponto, de forma célere, para garantir que os filiados não tenham prejuízos financeiros. Após a assinatura do contrato de mútuo e a apresentação da documentação exigida, o pagamento é feito em três dias”, informa. Ainda dentro da programação de greve, nessa quinta, os auditores fiscais de Porto Alegre reforçaram a operação-padrão no aeroporto local, dando seguimento às ações de intensificação da operação-padrão nas Aduanas de todo o país, semelhante à que ocorreu em Vitória. Auditores federais retomam operação-padrão para garantir bônus de eficiência – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/economia/auditores-federais-fazem-operacao-padraopara-garantir-bonus-de-eficiencia
Papo de Repórter: o pó preto e a Lei de Qualidade do Ar em Vitória
Autor do projeto, vereador André Moreira é o convidado do programa, que apresenta também notícias e dicas culturais O programa semanal recebe o vereador André Moreira (Psol), convidado para comentar o Assunto da Semana: a lei de sua proposição sancionada pelo prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini (Republicanos), que define parâmetros de qualidade do ar na Capital capixaba, impactada pela Vale e Arcelor Mittal. Ele fala como foi possível articular e aprovar esse projeto que contraria interesses de poderosos e quais os impactos da nova lei. O Papo de Repórter também apresenta o Giro de Notícias com os principais acontecimentos da semana sob o olhar crítico do Século Diário, além do bloco De Rolê, com dicas de cultura no fim de semana no Espírito Santo. —- * Inscreva-se no canal do Século Diário no YouTube e ative o sininho para acompanhar as novidades. ** Se quiser ouvir este e outros programas em podcast, siga os canais do Século Diário no Spotify e Google Podcasts.
Números de pessoas pretas, pardas e indígenas aumentam no Estado
Censo 2022 do IBGE aponta que Conceição da Barra é o município capixaba com maior população preta Em 2022, os números de pessoas que se autodeclararam como pretas, pardas e indígenas cresceram no Espírito Santo em relação a 2020. Em contraponto, o percentual da população que se declara branca ou amarela caiu. No Estado como um todo, quase metade dos residentes se autodeclararam como pardos. Os dados são do “Censo Demográfico 2022: Identificação étnico-racial da população, por sexo e idade: resultados do universo”, divulgado nessa sexta-feira (22) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No Brasil, o contingente de pardos superou o da população branca pela primeira vez desde 1991. Segundo o levantamento, o número de pardos no Espírito Santo passou de 1,7 milhão (48,6% da população), no Censo 2010, para 1,9 milhão (49,8%), em 2022, um aumento de 11,7%. No mesmo período, a de brancos caiu 0,2%, passando de 1,48 milhão (42,2% dos residentes) para 1,47% (38,6%). A população preta, por sua vez, aumentou 46,5%, passando de 293,3 mil (8,3% do total da população residente) para 429,6 mil (11,2% do total da população). Houve também aumento de 50,3% da população indígena, de 9,5 mil (0,3%) para 14,4 mil (0,4%). Com um número ainda mais reduzido, a população amarela caiu 80,6%, de 21,9 mil (0,6%) para 4,2 mil (0,1%). De acordo com o IBGE, em 2022, a população parda era predominante em 43 municípios do Estado, enquanto a população branca predominava em 35 cidades. O município capixaba com maior proporção de pessoas pardas era Ecoporanga (70,2%), no noroeste, seguido de Ponto Belo (66,1%) e Pinheiros (66,0%), ambos no norte do Estado. Os três municípios capixabas com maior percentual de população branca eram da região serrana: Santa Maria de Jetibá, com 75,7%; Laranja da Terra, com 67,4%; e Domingos Martins com 65,7%. Já as três cidades capixabas com maior população preta eram: Conceição da Barra (21,3%) e São Mateus (18,2%), no norte do Estado; e Apiacá (15,8%), no extremo sul. Indígenas, por sua vez, foram identificados em maior proporção em Aracruz (7,8%), no litoral norte. A maioria dos municípios tinha menos de 0,2% de população amarela. O peso relativo mais elevado foi identificado em Apiacá (0,3%) e Divino de São Lourenço, ambos no sul do Estado; e na Capital Vitória (0,2%). Em Vila Valério, não houve declaração de população amarela. Idade e gênero Em uma análise da média de idade, a população branca apresentava em 2022 a idade mediana mais elevada no Espírito Santo (38 anos), seguida pela população amarela (37 anos) e população preta (36 anos). Brancos predominavam entre as pessoas com 60 anos ou mais de idade, enquanto pardos estavam em maior número entre as pessoas abaixo de 60 anos. No Espírito Santo, de 2010 para 2022, a idade mediana subiu de 29 anos para 36 anos, evidenciando o envelhecimento da população. Comparando a idade mediana dos grupos, o IBGE aponta aumento de idade mediana em todos, com destaque para a população amarela, que passa de 27 para 37 anos; parda, que passa de 27 para 34 anos; e branca, que passa de 32 para 38 anos. Em relação ao gênero, o número de homens é maior do que o de mulheres na população negra, e a situação se inverte nos demais grupos étnico-raciais. Nesse quesito, o IBGE adotou um “cálculo de razão”, em que, quanto maior o número em relação a referência de 100, maior a quantidade de homens. Comparativos Na região Sudeste, o Espírito Santo é o que tem a menor proporção de pessoas brancas e a maior de pessoas pardas. Em relação à população preta, o percentual é menor do que o de Minas Gerais (11,8%) e Rio de Janeiro (16,2%). Em todo o Brasil, foi o 16º estado com maior proporção de população parda. O Espírito Santo também ficou acima da média nacional em porcentagem de pessoas pardas (45,3%) e pretas (10,3%) e abaixo na população branca (43,5%). A população parda foi o grupo com maior percentual na população da região Norte (67,2%), assim como a indígena (4,3%). A região Sul teve a maior concentração de população branca (72,6%), e o Nordeste de população preta (13%). O Sudeste teve a maior proporção de população amarela (0,7%). Segundo o IBGE, a diminuição desse grupo está relacionada a um procedimento adotado no Censo 2022: o entrevistador passou a adicionar a informação de que “considera-se como cor ou raça amarela a pessoa de origem oriental: japonesa, chinesa, coreana”. “Desde o Censo Demográfico de 1991, percebe-se mudanças na distribuição percentual por cor ou raça da população, com o aumento de declaração por cor ou raça parda, preta e indígena, decréscimo para a população branca”, explicou Leonardo Athias, analista do IBGE, em comunicado à imprensa.
Memória de Padre Gabriel será celebrada a partir dos sonhos de criança
Celebração será neste sábado em Cobi de Cima, onde o corpo do sacerdote foi encontrado há 34 anos “Profeta Gabriel, sua luta não foi em vão, seu sangue é semente de vida e haverá o dia da libertação”. O refrão da música Profeta Gabriel, interpretada pela cantora Raquel Passos, fala da ânsia por uma libertação que, 34 anos após o assassinato do sacerdote, ainda não foi alcançada. Basta acompanhar os noticiários e ver conflitos entre os povos, principalmente o genocídio de crianças na Faixa de Gaza, o que motivou o grupo Ecos de Gaby a celebrar a memória de Padre Gabriel a partir dos sonhos de criança. A tradicional celebração em memória de Padre Gabriel e tantos outros mártires, ocorrida anualmente todo dia 23 dezembro, em Cobi de Cima, onde o corpo do sacerdote foi encontrado, começará às 6h. A integrante do Ecos de Gaby, Penha Dalva do Nascimento, afirma que apesar de a motivação do tema deste ano ter sido o genocídio na Faixa de Gaza, o grupo também trará à tona as crianças que, ao contrário das que estão sendo dizimadas na guerra, “estão invisíveis aos olhos do mundo”. Ecos de Gaby “A vida de nossas crianças está ameaçada, elas estão em situação de abandono”, diz, destacando a falta de investimento em educação, tirando oportunidades de crescimento profissional, além da transferência, por parte de muitos pais, da educação de seus filhos para a escola. Penha Dalva acredita que toda criança nasce com bondade e tem um sonho, “o que falta é oportunidade para realizar”. Ela recorda uma situação ocorrida na infância do próprio Gabriel que mostra um ato de solidariedade dele com outras crianças. “Quando menino, no colégio interno na França, seu país, Gabriel recebia muitos alimentos da família, mas tinha crianças que não recebiam. Ele, então, criou a caixa comum, um local no qual quem recebia comida deixava ali parte de seus alimentos para serem doados para quem não tinha”, narra. Essa estória, afirma Penha Dalva, será relatada, junto com muitas outras, em um livro sobre a infância, adolescência e juventude do sacerdote, que será lançado em 2024 como parte da programação dos 35 anos do assassinato. A integrante do Ecos de Gaby afirma que serão celebradas também as memórias de outros mártires. Um deles, inclusive, é uma criança. Chamava-se Jean Alves da Cunha, assassinado aos 14 anos, em Vitória, no ano de 1992. Jean era menino de rua e foi morto após ser selecionado para participar do Encontro Nacional de Meninos e Meninas de rua, em Brasília. O promotor que atuou no caso relatou ao Memorial do Ministério Público que o menino foi morto por policiais militares, mas a autoria do crime não foi comprovada O processo foi arquivado. O processo a respeito do assassinato de Gabriel também foi arquivado. O crime chegou a ser considerado latrocínio, mas nunca houve indício disso, uma vez que absolutamente nada foi roubado. O corpo foi encontrado dentro de um fusca de propriedade do sacerdote, na avenida Carlos Lindemberg. Padre Gabriel, o Gaby, chegou ao Brasil em 1980. Sua atuação no Espírito Santo, principalmente no município de Cariacica, foi marcada pela intensa participação nas Comunidades Eclesiais de Base (Cebs) da Igreja Católica. Gabriel incentivava a organização popular, sendo um dos impulsionadores da criação de movimentos de mulheres, culminando na atual Associação de Mulheres de Cariacica Buscando Libertação (Amucabuli). Foi essencial nos movimentos de moradia e em meio aos grupos de juventude, como a Juventude Operária Católica (JOC).
Deputados revogam lei que aumentava alíquota do ICMS a partir de 2024
Sessão extraordinária virtual tornou sem efeito lei que elevou a alíquota de 17% para 19,5% Em sessão extraordinária virtual nesta sexta-feira (22), os deputados estaduais aprovaram o Projeto de Lei (PL) 1.032/2023, revogando a Lei 11.981, de 6 de dezembro de 2023, que tinha fixado em 19,5% a alíquota do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), a partir de 1º de abril de 2024. A medida, já anunciada pelo governo nessa terça-feira (19), mantém a alíquota em 17%. O aumento tinha sido adotado em decorrência da aprovação da reforma tributária. O governador Renato Casagrande (PSB) explicou que o recuo para alterar a lei está relacionado a um movimento de estados das regiões Sul e Sudeste, para ampliação das alíquotas modais do ICMS, haja vista a necessidade de recompor suas receitas e prevenir maiores danos decorrentes da aprovação da reforma tributária. Pela regra que era prevista, a distribuição da arrecadação do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), durante o período de transição, tinha por base a receita estadual arrecadada durante o período de 2024 a 2028. A regra que fixava a distribuição do IBS com base na arrecadação realizada no período de 2024 a 2028 foi excluída do texto final provado pelo Senado Federal, ficando definido que os critérios serão fixados em lei complementar federal. “Essa alteração no texto da reforma levou o governo do Estado a abandonar sua estratégia de aumento imediato das receitas mediante ampliação da alíquota modal, de modo a levitar uma maior oneração da atividade econômica e da população capixaba. Desse modo, faz-se necessário revogar a Lei n° 11.981, de 2023, mantendo a alíquota modal do ICMS em 17%”, explicou Casagrande. Pela lei agora revogada, o governo visava reduzir o impacto de R$ 20 bilhões no período de transição do regime atual, com duração prevista de 50 anos. Adotaram a mesma medida, além do Espírito Santo, os estados do Rio Grande do Sul e São Paulo. Já Minas Gerais, Paraná e Rio de Janeiro, até agora, mantêm o aumento.
Verão em Guarapari começa com greve dos salva-vidas
Trabalhadores reivindicam aumento do efetivo, criação de postos de salvamento nas praias e EPIs Nesta sexta-feira (22) começou o verão e, junto com ele, a partir do meio-dia, a greve dos guarda-vidas de Guarapari, na Grande Vitória, um dos balneários capixabas mais procurados pelos banhistas durante a estação. Os trabalhadores estavam em indicativo de greve desde outubro, pleiteando à gestão de Edson Magalhães (PSDB) aumento do efetivo, criação de postos de salvamento nas praias da cidade e disponibilização de Equipamentos de Proteção Individual (EPI). A prefeitura havia assumido com os trabalhadores o compromisso de entregar, até o último dia 30 de novembro, os EPIs, como pé de pato, uniforme, protetor labial, protetor solar e life belt (pequena prancha utilizada no resgate da vítima de afogamento). O protetor solar, segundo o diretor do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Guarapari (Sintrag), Vagner Basílio, foi disponibilizado, mas a qualidade era ruim, pois “é oleoso, sai na água, parece uma manteiga”. Os postos de salvamento, reivindicados pelos trabalhadores, são espaços nos quais podem utilizar banheiro, ter água potável à disposição, se proteger do sol e da chuva. Vagner afirma que a gestão municipal informou que na Praia do Morro é preciso aguardar a conclusão da obra de alargamento, de responsabilidade do Governo do Estado, assim como nas praias de Santa Mônica e Setiba, que também serão revitalizadas. Contudo, o dirigente sindical aponta que há praias como a dos Namorados e da Areia Preta, que não passarão por obras, portanto, é possível criar os postos. A gestão de Edson Magalhães (PSDB) lançou edital em novembro para contratação de 100 guarda-vidas, que atuarão em Designação Temporária (DT), com contrato de seis meses prorrogável por mais seis. A publicação do edital foi um dos compromissos assumidos pela prefeitura para que fosse cessada a greve deflagrada em outubro e que durou três dias. No edital constou a garantia de pagamento do 13º salário e férias, de acordo com os meses trabalhados. Essa garantia foi considerada um avanço pelo Sintrag, uma vez que isso não era um direito estendido aos trabalhadores em Designação Temporária. Além disso, na ocasião, a prefeitura assumiu o compromisso de chamar, em janeiro, os 35 profissionais que estão no cadastro de reserva do último concurso público realizado pelo município. “Esperamos que, de fato, sejam convocados”, cobra Vagner. Guarda-vidas de Guarapari entram em greve na próxima terça-feira Trabalhadores reivindicam melhores condições de trabalho, como EPIs e aumento do efetivo https://www.seculodiario.com.br/direitos/guarda-vidas-de-guarapari-entram-em-greve-a-partir-desta-terca Após greve da categoria, Prefeitura de Guarapari abre seleção para guarda-vidas Gestão de Edson Magalhães também se comprometeu a construir postos de salvamento e disponibilizar EPIs https://www.seculodiario.com.br/direitos/apos-greve-da-categoria-prefeitura-de-guarapari-abre-selecao-para-guarda-vidas