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Idaf: laudo deve apontar causas do incêndio em Jacarenema

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Um laudo técnico sobre o incêndio que ocorreu no último sábado (5) na Reserva Ecológica de Jacarenema, em Vila Velha, será feito pelo Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Espírito Santo (Idaf), junto com a prefeitura do município. Assim, o instituto espera constatar as causas do surgimento do fogo, bem como o tamanho do estrago provocado. O incêndio destruiu uma área de mais de 10 hectares (equivalente ao mesmo número de campos de futebol, em medidas oficiais).   Na manhã desta sexta-feira (11) – apenas cinco dias após o incêndio –, uma equipe do Idaf foi ao local para fazer a verificação. Após isso, os técnicos foram à prefeitura de Vila Velha no intuito de se reunir com os representantes da Secretaria de Meio Ambiente, para já começar a formação do laudo. Porém, não encontraram ninguém no local.   Segundo o técnico responsável por esta parte no instituto, a primeira impressão da equipe é que não foi queimada a “vegetação exuberante” do local – as maiores árvores, por exemplo. Porém, o Idaf afirma que ainda não é possível saber exatamente qual era o tamanho das árvores. A única possibilidade para tanto é se basear na vegetação próxima.   No entanto, Mac Scárdua, do Conselho Gestor da Reserva, que acompanhou de perto o incêndio e inclusive ajudou a controlá-lo, contesta a impressão dos técnicos. Ele afirma que árvores de até 5 metros de altura foram completamente destruídas pelo fogo.   Como ainda não é possível saber as causas do fogo, o incêndio é considerado uma “queimada clandestina” pelo Idaf. Além disso, o local é de domínio do poder público. Em princípio, ninguém deverá ser punido pelo ocorrido, já que não há beneficiados diretos pelo local – ao contrário do que acontece quando é propriedade particular. Da mesma forma, diz o Idaf, não faria sentido embargar o local.   O incêndio começou por volta de 15h30 do sábado (5), e foi contido graças ao voluntarismo de moradores e membros do Conselho Gestor, como Scárdua, e por quatro bombeiros que foram enviados ao local. A falta de estrutura do Corpo de Bombeiros, no entanto, prejudicou a contenção do fogo: o único caminhão-pipa de Vila Velha encontra-se quebrado na sede da instituição.   Durante a semana, foi possível constatar novos focos de incêndio no local, que acabaram não se espalhando.

12/01/2013 / 0 Comments
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Novos prefeitos criticam gestão anterior e comprometem futuro político dos antecessores

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Com a chegada dos novos prefeitos ao poder no dia 1º de janeiro, uma caça às bruxas se estabeleceu em alguns municípios do Estado, o que pode prejudicar as pretensões eleitorais dos ex-prefeitos que almejam entrar na disputa de 2014. Entre as lideranças com maior risco eleitoral está o ex-prefeito da Serra, Sérgio Vidigal (PDT). O sucessor, Audifax Barcelos (PSB), não tem aliviado o tom das críticas à gestão do seu antecessor. Entre as queixas de Audifax está a dívida de mais R$ 200 milhões que Vidigal teria deixado para trás. Vidigal, que teve uma derrota significativa na eleição contra Audifax, tem seu futuro comprometido diante da imagem de mau gestor que vem se pintando em relação a ele. Em um dos pontos mais polêmicos dessa transição, Vidigal veio a público para tentar explicar o controverso contrato prorrogado por mais 20 anos com a empresa de coleta de lixo, argumentando que se trata de um acordo judicial, devido a dívida de mais de R$ 50 milhões que a prefeitura tem com a empresa. Mas depois que se diz uma coisa e os jornais replicam, fica difícil desconstruir a história. O mesmo aconteceu em Vila Velha, com o novo prefeito Rodney Miranda (DEM). Ele também reclamou da dívida deixado pelo ex-prefeito Neucimar Fraga (PR). Para mostrar que a prefeitura está sendo mal administrado, Rodney fez questão de anunciar medidas populistas logo na primeira semana de mandato. O chamado “choque de gestão” de Rodney incluiu cortes no cafezinho e a exoneração de 1,2 mil servidores ligados ao ex-prefeito numa só canetada.  Depois disso, Rodney anunciou a contratação de 900 servidores, mas aí já tinha espalhado a imagem de mau gestor contra Neucimar Fraga. Mas a situação do ex-prefeito de Vila Velha é diferente da de Sérgio Vidigal. O republicano teve uma votação significativa na eleição de outubro e tem capilaridade para a disputa de 2014, apesar do ataque de seu sucessor. No processo de recuperação política, Neucimar ainda pode anunciar a troca de legenda, o que lhe daria mais oxigenação para a disputa de 2014. Quem saiu-se bem nesse período de transição foram os prefeitos do PT, que conseguiram uma costura com seus sucessores, evitando desgastes futuros. Pelo tom das críticas ao prefeito João Coser, em Vitória, durante a campanha, esperava-se uma enxurrada de críticas, mas o novo prefeito Luciano Rezende (PPS) faz um início de gestão sem conflitos com o seu antecessor, para a sorte de Coser, que está podendo construir seu projeto político para 2014 com toda a tranquilidade. O prefeito de Cariacica, Geraldo Luzia, o Juninho (PPS), que no período pré-eleitoral, na condição de vice, chegou a romper relação com o então prefeito Helder Salomão (PT) ,  também conseguiu no frigir dos ovos um acordo com o petista , que segue ileso sem sofrer ataques já de olho nas eleições de 2014, na qual ele deverá disputar uma vaga na Câmara dos Deputados. 

12/01/2013 / 0 Comments
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O suplício como punição

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  Após levar o Espírito Santo e, por tabela, o Estado brasileiro às cortes internacionais com o escândalo das masmorras, o ex-governador Paulo Hartung e seu fiel secretário de Justiça Ângelo Roncalli tentaram convencer a opinião pública de que a construção de novas unidades prisionais, modelo high tech, sepultavam as violações ocorridas na gestão da dupla.    Entretanto, as recorrentes violações no sistema prisional deixam patente que a cultura da tortura não se desfaz com a construção de novas unidades prisionais. Primeiramente, é preciso haver uma mudança de concepção no desafio de ressocializar presos. Algo que ainda está distante de acontecer no Espírito Santo.   O fato de Roncalli, remanescente do governo Hartung, ter continuado à frente da Sejus no atual governo até outro dia e, pior, ter sido substituído por outro quadro do governo anterior, André Garcia, manteve a situação praticamente inalterada.    Na verdade, além das unidades high tech, o que mudou mesmo foi ação de algumas instituições, no caso o Tribunal de Justiça, que passou a denunciar as violações no sistema prisional.    O desembargador Pedro Valls Feu Rosa, antes mesmo de assumir a presidência do TJES, já se mostrava intolerante com as violações que ocorriam no sistema. À frente da Corte estadual uma das primeiras providências do desembargador foi criar o torturômetro – contador de torturas que passou a incomodar primeiro Roncalli e agora Garcia.    Para dar ressonância às denúncias que chegavam ao Tribunal, o presidente instituiu também a Comissão de Combate e Enfrentamento à Tortura, que passou a exigir a apuração rigorosa dos casos de violações no sistema prisional.   Nessa quinta-feira (11) ficou evidente a importância de termos no Estado uma instituição do peso do Tribunal denunciando casos de torturas contra presos.    O caso denunciado, como retratado em matéria publicada em Século Diário, envolve o castigo imposto a 55 presos da Penitenciaria Estadual de Vila Velha II (PEVV II), no complexo de Xuri, que receberam o castigo, também conhecido como “procedimento”, que consistiu em obrigá-los a sentar-se por horas, nus, em pleno sol do meio-dia, no cimento fervendo do pátio. Resultado: os presos ficaram com terríveis queimaduras nas nádegas, como exibem as fotos, que fizemos questão de publicar na matéria.    No governo Hartung, para quem não se lembra, foram inúmeros os casos de violações, muitos, inclusive, acabaram em mortes ou deixaram os presos sequelados para o resto de suas vidas.    Mas parte da imprensa “segurou” até o último momento a informação. Quem não se lembra da censura ao artigo do jornalista Élio Gaspari? As violações só ganharam espaço no noticiário local quando as denúncias romperam as divisas do Estado, cruzaram o Atlântico e foram parar na ONU, em Genebra, na Suíça. A partir daí, as masmorras de Hartung ganharam as páginas da mídia nacional e até internacional, e já não havia mais como a imprensa caseira “segurar” o escândalo.    Hoje, não precisamos mais que as denúncias cheguem à ONU para ocupar as páginas dos jornais. Graças ao trabalho do TJES, a Secretaria de Justiça não tem como omitir os fatos, e olha que nesse episódio do Xuri eles até que tentaram.    Apesar do secretário de Justiça André Garcia ter divulgado uma nota hoje (11) alegando que não concorda com tortura e que vai abrir um procedimento administrativo para apurar as responsabilidades, além de anunciar a exoneração do diretor da unidade, é importante registrar que sessão de suplício ocorreu no segundo dia do ano e só nessa quinta (10), oito dias depois, é que a denúncia chegou ao TJES e veio à tona. Só agora também que os presos receberam cuidados, depois das feridas ficarem na carne viva.    Será que o secretário de Justiça realmente não sabia de nada ou estava tentando abafar o caso? Se a primeira hipótese é verdadeira, o secretário está mal assessorado ou, como já disseram, não está dando conta de administrar duas secretarias (Justiça e Ação Estratégica). Quanto à segunda, não seria surpreendente, ainda mais porque Garcia vem da escola de Rodney Miranda e Hartung.   Dificilmente saberemos a verdade. Mas o que importa agora é saber que casos bizarros como esse não são mais abafados. O tempo de proibir o acesso das entidades de defesa de direitos aos presídios acabou junto com a Era Hartung.    No caso de Xuri, os responsáveis pela barbárie terão que ser exemplarmente punidos no rigor da lei. Eles precisam entender, de uma vez por todas, que a punição do preso se restringe à privação de liberdade. Praticas de suplícios, castigos e torturas não fazem parte da pena arbitrada pela Justiça. 

11/01/2013 / 0 Comments
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Censurado

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  Nesta semana, o jornal eletrônico Congresso em Foco publicou matéria sobre um caso que, infelizmente, se tornou corriqueiro no Brasil: o uso de meios legais para sufocar a liberdade de expressão. O texto mostra como o trabalho de blogs e sites têm sucumbido a ações na Justiça. Um dos casos lembrados ocorreu no Espírito Santo, com o blog Direito da Família, caso repercutido por um jornal que entende do assunto “censura”; este que vos fala, Século Diário. No momento, estamos com três ações na Justiça de censura de conteúdo, um exemplo clássico da utilização de caminhos legais, via processo judicial, para contradizer a Constituição e sua garantia de liberdade de expressão Por essas é que o Brasil ocupa a quinta posição no ranking de piores países para o trabalho jornalístico, segundo estudo da organização internacional Repórteres sem Fronteiras (RSF). O Espírito Santo tem seu quinhão de culpa no cartório.   Holofotes   Concluídas as quase primeiras duas semanas de novos mandatos municipais, uma coisa é certa: o prefeito de Vila Velha Rodney Miranda (DEM) é o campeão dos holofotes. Ganha de lavada dos demais prefeitos a Grande Vitória, incluindo Luciano Rezende (PPS), prefeito da capital.   Mas…   O prefeito de Cariacica Juninho (PPS) vem logo atrás. Essa de jogar o Campeonato Municipal de Vitória de futebol de areia pela Desportiva é – perdoem o batido trocadilho – uma bela jogada.   Mistério   E o gasto de R$ 302 mil em cota parlamentar do deputado federal Lelo Coimbra (PMDB)? E o de R$ 290 mil de Jorge Silva (PDT)? E o de R$ 203 mil da Lauriete (PSC)? Os números são do Portal da Transparência da Câmara. O que eles tanto fazem para gastar assim?    No pé   O presidente municipal do PSOL, Gustavo de Biase, protocolou ação para barrar o reajuste salarial do prefeito de Vitória Luciano Rezende (PPS), do vice Waguinho Ito (PR) e do secretariado. Gustavo continua no encalço de Luciano. Nas eleições, então candidato, denunciou que foi assediado pelo prefeito eleito Luciano para atacar Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB).   Boemia   Veja como a cidade produz suas próprias necessidades. Na terça (8) e na quarta-feira (9) à noite, o trecho boêmio da Rua Sete de Setembro em frente à Praça Ubaldo Ramalhete, no Centro de Vitória, estava apinhado de gente. Mesas e cadeiras se estendiam por toda a via. Na terça, teve quem chegou e teve de esperar desocupação de mesa. O verão não deixa ninguém se trancar em casa.   Boemia II   Mas há uma conclusão a se tirar disso tudo. Há cada vez menos a necessidade de sair de certos lugares para desfrutar de nichos boêmios tradicionais, como o Triângulo das Bermudas, na Praia do Canto. E, claro, pelo menos no ramo do, digamos, entretenimento etílico, o Centro de Vitoria se firma enquanto tal. Que continue assim. Só não vale dirigir depois.   Rubem, 100 anos   Desde metade do século passado, o Porto de São Mateus concentrava os lupanares da cidade. Mas nos anos 80 nasceu um movimento pela restauração da histórica edificação, liderado pelo escritor Maciel de Aguiar. Ao telefone, este costumava informar nosso Rubem Braga das novidades. A principal era que setores da sociedade mateense defendiam a destruição do porto e a expulsão das respeitáveis damas da cidade. Mas a cada telefonema, Rubem só queria saber de uma coisa: “E as putas? Tem puta bonita?”.     140 toques “Peço desculpas aos turistas, mas rezamos e torcemos para uma boa chuva. Se vier de mansinho e à noite, será bom para todos e para a vida!”. O Secretário de Estado de Agricultura Enio Bergoli mandando um recado para São Pedro via twitter.   Pensamento “Realismo, na política, sempre acaba por ser realismo de direita”. Enzo Faletto

11/01/2013 / 0 Comments
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Choque midiático

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Desde a posse dos novos prefeitos, quem vem se destacando na imprensa com uma massificação de manchetes é o novo prefeito de Vila Velha, Rodney Miranda (DEM). O demista traçou uma estratégia que segue a linha da gestão Paulo Hartung e vem conseguindo emplacar diariamente matérias positivas sobre sua gestão. Mas os fatores que garantem sua visibilidade vão além do que ele chama de choque de gestão. Começa pela indisposição da mídia com o ex-prefeito Neucimar Fraga (PR). Mesmo fazendo medidas questionáveis, como a redução de cinco secretarias e a avaliação de que havia cargos demais na prefeitura, mesmo prometendo recontratar quase o mesmo contingente, suas ações são vistas como a salvação da lavoura. Ao mesmo tempo, a prefeitura da Capital, comandada por Luciano Rezende (PPS) não tem conseguido a mesma visibilidade. O prefeito de Vitória adotou uma postura mais cautelosa, menos midiática, o que vem fazendo com que sua administração não ganhe tanto espaço na mídia. Essa postura também pode ser explicada pela indisposição dos veículos de comunicação com prefeito, quando ele ainda era candidato. Tanto na disputa de 2012 quanto na de 2008 a tessitura dos textos de parte da imprensa estava impregnada da tentativa de desidratação ao então candidato. Como Rodney sempre foi o queridinho dessa parte da imprensa, ganha muito mais visibilidade que o prefeito da Capital. Com uma linha bastante populista, Juninho ganha visibilidade não exatamente pela gestão, mas pela forma como se movimenta bem com o eleitorado de Cariacica. Seja na página de política, visitando hospital ou na página de Esportes, como jogador de futebol, ele consegue garantir os holofotes com o carisma, enquanto isso, resta a dúvida sobre como está sendo comandada a administração.   Mas é preciso ficar atento a algumas exposições excessivas, essa estratégia de vender o que se quer vender e esconder o que não se quer mostrar foi que manteve ileso o governo Paulo Hartung em seus dois mandatos. Mas se há um produto para se vender e um vendedor, é preciso também que haja o comprador. E esse tem sido o papel de parte da imprensa capixaba, infelizmente.   Fragmentos: 1 – Em Guarapari, a eleição tem propaganda eleitoral na TV e o efeito disso na curta disputa extemporânea divide opiniões. Há quem defenda que mesmo com baixa audiência a TV influi e pode ser decisiva para o resultado da eleição. 2 – Outros defendem que nada vai mudar o fato de que o eleitor está mais preocupado com o verão do que com a nova disputa. Realmente parece estar difícil abordar o eleitor e apresentar propostas. 3 – A nova disputa em Guarapari tem tudo que uma eleição tem direito, impugnação, denúncia, disputa acirrada. Parece que acontece tudo em tempo recorde.

11/01/2013 / 0 Comments
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Presidente do TJES se diz envergonhado com casos de tortura no sistema prisional

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A ocorrência de mais um caso de tortura no sistema penitenciário do Estado levou o presidente do Tribunal de Justiça do Estado (TJES), desembargador Pedro Valls Feu Rosa, a tomar uma medida drástica, anunciada em entrevista coletiva nesta sexta-feira (11). Com a persistência de práticas de maus tratos no sistema, o Tribunal passa, a partir de segunda-feira (14), a disponibilizar no seu site os casos de tortura, assim como todos os acompanhamentos. Pedro Valls vai também pedir a instituições de fora do Estado que acompanhem as denúncias de violações.   Se dizendo envergonhado com a situação encontrada na Penitenciaria Estadual de Vila Velha II (PEVV II), no complexo de Xuri, o desembargador afirmou que toda a sociedade vai ter acesso a todas as peças dos inquéritos que apuram tortura. “Hoje chegou ao Tribunal um caso dantesco em que 55 presos foram despidos e levados para uma quadra em que tiveram de ficar sentados no cimento, embaixo do sol e estão com as nádegas em carne viva. Esse ato foi praticado contra 55 seres humanos”, lamentou.   Ele vai pedir que órgãos como o Ministério Público Federal (MPF), o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SEDH), além de organismos e entidades de proteção e defesa dos direitos humanos, que acompanhem os casos.   Fotos: Divulgação/TJES   Apesar de o fato ter ocorrido no dia 2 de janeiro, a denúncia só chegou ao TJES nessa quinta-feira (10). Em uma semana os presos feridos não tiveram qualquer atendimento médico, não fizeram exame de corpo de delito e não houve comunicação dos casos a qualquer órgão. Omissão total. Além disso, depois de ocorrida a sessão de tortura, que provocou as queimaduras nos detentos, as visitas foram suspensas, ou seja, o caso ficou restrito à PEVV II e os presos ficaram “escondidos”, sem que ninguém de fora do Complexo soubesse do caso. Deixando evidente que a ideia era esconder as violações.   As fotos das nádegas dos presos tiradas nesta quinta-feira, oito dias depois do procedimento, mostram a gravidade dos ferimentos. Mesmo depois de uma semana da agressão, as feridas continuam em carne viva.    A Secretaria de Estado de Justiça (Sejus) só se pronunciou sobre o caso na tarde desta sexta-feira (11), dizendo que o diretor da unidade foi afastado e que procedimentos serão abertos para apurar o caso. É importante frisar que o secretário de Estado de Justiça, André Garcia, ainda responde pela pasta de Ações Estratégicas e que já deu declarações de que desconhece que casos de tortura ainda aconteçam no sistema penitenciário do Estado, embora o Torturômetro – instrumento criado pelo TJES para monitorar casos de violações no Estado – seja zerado frequentemente.    O desembargador também lembrou, na coletiva, que os casos de tortura e violação de direitos humanos comprometem a imagem do Estado e do País – que tenta um assento fixo no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) –,  já que o Brasil já responde a dois procedimentos internacionais por casos ocorridos no Estado, um pela ONU e outro pela Organização dos Estados Americanos (OEA).  “Existe a necessidade de que se faça algo além do Poder Executivo, isso está nos envergonhando”, lastimou.   Pedro Valls ainda lembrou que não existe a conscientização do agente público, lembrando de casos de tortura ocorridos em Aracruz, no norte do Estado, e em Colatina, na região noroeste, que foram destaques na mídia nacional recentemente. “Nota-se que o Espírito Santo está precisando de ajuda. Em um ato de desespero estamos buscando ajuda externa”. Ele afirmou também que a punição já é a prisão, a privação de direitos e não a tortura e os maus tratos. 

11/01/2013 / 0 Comments
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DER-ES proíbe duas empreiteiras de licitar com o órgão

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  A diretora-geral do Departamento de Estradas e Rodagens do Estado (DER-ES), Tereza Maria Sepulcri Netto Casotti, determinou, nessa quinta-feira (10), a aplicação de sanções a duas empresas de construção civil: a Blokos Engenharia e Reis Magos Construtora e Incorporadora.   As duas empresas foram proibidas de contratar e até mesmo participar de licitações com o DER-ES. As punições foram publicadas no Diário Oficial do Estado. De acordo com as publicações, o prazo do “gancho” às empresas varia de um a dois anos.    A punição mais grave foi imposta à empresa Blokos Engenharia, que teve o contrato rescindido para a construção do novo Estádio Kleber Andrade, em Cariacica, em junho do ano passado. O pedido das sanções partiu da própria direção do DER-ES dentro do processo administrativo de número 60303697.   A empresa teve o contrato rescindido, de forma unilateral, pelo governo do Estado após o descumprimento de várias cláusulas do Contrato de Empreitada nº 016/2010 – assinado junto ao Instituto de Obras Públicas do Espírito Santo (Iopes). Durante a execução das obras, os trabalhos foram interrompidos em função de constantes paralisações de operários por supostos atrasos de salários e outros direitos trabalhistas.   Já a empresa Reis Magos Construtora, sediada em Vila Velha, foi punido após pedir a rescisão contratual em obras de pavimentação de uma avenida no município de Laranja da Terra, na região sudoeste serrana do Estado. Na ocasião, a direção da empresa alegou problemas financeiras para a desistência da empreitada.   De acordo com dados do Portal da Transparência do governo do Estado, as duas empresas receberam juntas quase R$ 16 milhões em verbas públicas no ano de 2012. A principal fatia ficou com a Blokos Engenharia, que recebeu R$ 13,64 milhões. Já a empresa Reis Magas teve uma receita mais modesta, no valor de R$ 2,18 milhões no período.   Agora, as duas empresas vão fazer parte do rol de empresas – junto com a Estrutural Construtora – que estão impedidas de participar de licitações ou contratar com o órgão públicos.

11/01/2013 / 0 Comments
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Apesar das regras, bicicletas, skates e pedestres se misturam no calçadão

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Desde sábado (12), por determinação da prefeitura de Vitória, passaram a valer as novas regras para uso do calçadão da Praia de Camburi. De acordo com as novas regras, divulgadas na última sexta-feira (11) pelo prefeito Luciano Rezende (PPS), bicicletas, patins e skates deveriam usar a ciclovia; já o calçadão, fica restrito aos pedestres.   o prefeito também garantiu que a partir deste sábado a prefeitura, em parceria com a Guarda Municipal, iniciaria uma campanha de conscientização para orientar os usuários. Ele fez questão de frisar que a abordagem seria feita com educação, simpatia e cortesia, mas se houve de fato a abordagem foi muito discreta ou não surtiu efeito. A reportagem de Século Diário, no sábado e domingo, se deparou com bicicletas, skates e patins invadindo o calçadão, assim como pedestres, sobretudo corredores, na ciclovia. Os triciclos, que segundo o prefeito só poderiam circular na avenida de lazer aos domingos, andaram normalmente na tarde deste sábado no calçadão.    Na tarde deste domingo (13), a reportagem ficou em frente o posto da Guarda Municipal na Praia de Camburi, entre as avenidas Adalberto Simão Nader e Norte-Sul, observando o trabalho dos agentes, que simplesmente ignoravam as irregularidades. No caso mais agudo, uma senhora passeava com o bebê no carrinho dividindo perigosamente o espaço da ciclovia com as bicicletas e skates. Ela passou em frente a três agentes municipais, mas eles não a orientaram sobre as regras.    Com a chegada do verão, o fluxo de moradores e turistas no calçadão aumentou consideravelmente e junto com ele os conflitos entre as diversas tribos urbanas que dividem o espaço. Segundo o prefeito, sua equipe levantou informações sobre os principais problemas e propôs medidas emergenciais para este período de maior movimento.     Na coletiva de sexta-feira, o prefeito disse que a sua equipe chegou a cogitar a criação de uma faixa exclusiva de cerca de dois metros no calçadão para abrigar os skatistas e patinadores, mas a mudança se tornou inviável neste momento. Ele explicou que o calçadão tem 5,6 metros de largura em alguns pontos, mas 4,6 metros em outros, o que inviabiliza a criação de mais um corredor.    Ele acrescentou também que a prefeitura irá fazer uma operação emergencial para fechar rachaduras no calçadão, que podem provocar acidentes. Luciano afirmou que o piso utilizado apresenta fissuras porque não é adequado para esta finalidade. 

11/01/2013 / 0 Comments
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Supremo vai analisar regras para utilização de créditos de ICMS

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O Plenário Virtual do Supremo Tribunal Federal (STF) reconheceu, no final do ano passado, a existência de repercussão geral na discussão sobre a possibilidade de aproveitamento de créditos do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS). Os ministros vão discutir sobre a legalidade ou não da utilização dos créditos de ICMS no abatimento sobre os tributos devidos na aquisição de bens destinados ao ativo das empresas.  O imbróglio jurídico teve início após um recurso interposto pelo Estado Rio Grande do Sul contra decisão do Tribunal de Justiça local, que beneficiou uma indústria do ramo de utilidades domésticas. Apesar do caso concreto não envolver uma empresa do Espírito Santo, a decisão vai repercutir em todo sistema jurídico nacional, uma vez que a decisão terá efeito em outros processos desta natureza.  A decisão questionada garantiu à empresa o direito de aproveitar os créditos originados na aquisição bens duráveis usados na indústria, máquinas e equipamentos. Em teoria, a compra deveria ser tributada pela Fazenda estadual do Rio Grande do Sul, porém, a empresa se valeu da interpretação de um dispositivo da Constituição Federal, que garantiria o aproveitamento dos créditos.  Segundo o relator do processo, ministro Luiz Fux, o debate sobre a matéria “transcende o interesse subjetivo das partes e possuiu grande densidade constitucional, na medida em que discute a exata interpretação do conceito de operações que destinem mercadorias para o exterior para fins de incidência da regra de imunidade, bem como o critério adotado pelo legislador para a definição dos créditos dessa natureza”.  Para o magistrado, o Supremo deve definir o alcance do princípio da não-cumulatividade em hipóteses de tributação de ICMS, assim como a fixação do critério de definição do crédito acumulado nas operações anteriores já tributadas. No entendimento do Estado do Rio Grande do Sul, a concessão dos créditos de ICMS está relacionada à destinação das mercadorias, uma vez que se os bens foram adquiridos a título de ativo e não se integram à mercadoria final comercializada não haveria a incidência da imunidade prevista.  Apesar do julgamento não ter uma data definida, o debate pode jogar luzes sobre a atual política de créditos tributários no Espírito Santo. Ao contrário do estado do Sul, o governo capixaba permite a livre utilização dos créditos, seja na compensação de tributos devidos pelas empresas ou até mesmo na venda para terceiros dos papeis, utilizados por devedores do Fisco Estadual.  No caso capixaba, os créditos de ICMS correspondem a uma parcela mais substancial da produção. Já que a maior parte das grandes indústrias do Estado é ligada à área de exportação de commodities e produtos semielaborados, contemplados pela Lei Kandir. A legislação desonera a exportação desses produtos e ainda garante a acumulação dos créditos tributários.

11/01/2013 / 0 Comments
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Casos de tortura no sistema prisional prosseguem na gestão de André Garcia

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    Mesmo depois da saída do secretário Ângelo Roncalli da Secretaria de Justiça (Sejus), as denúncias de torturas no sistema prisional prosseguem na gestão do seu sucessor, André Garcia.    Nessa quinta-feira (10), o Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES) zerou o torturômetro novamente ao receber mais uma denúncia de violações de direitos no Complexo Penitenciário do Xuri, do município de Vila velha.   De acordo com a denúncia, que está sendo apurada pela Comissão de Prevenção e Enfrentamento à Tortura do Tribunal, no último dia 2, 60 presos foram retirados das celas e levados até o pátio, onde permaneceram por cerca de duas horas sentados nus no chão da quadra, que estava muito quente por causa do forte sol.    O castigo causou queimaduras nas nádegas dos 60 internos. Ainda ontem (10), por determinação do Tribunal de Justiça, os presos passaram por exame de corpo de delito para atestar as queimaduras. A Comissão de Combate à Tortura encaminhou a denúncia para a Polícia Civil responsável pela apuração dos fatos e providências.   Nesta sexta-feira (11) a Comissão de Combate à Tortura do TJES apresenta um balanço dos casos de violações no sistema prisional capixaba. 

11/01/2013 / 0 Comments
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