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Não basta beber água para garantir a hidratação no verão, alerta especialista

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  Os médicos, geralmente, costumam recomendar a ingestão de “muita água” para todos os pacientes. Nas estações mais quentes do ano, o conselho costuma ser redobrado: “beba água à vontade”.    A nutricionista do Conselho Regional de Nutricionistas do Rio de Janeiro, Vânia Barberan, alerta, porém, que beber água não é suficiente para repor os sais minerais expelidos pelo suor   Em entrevista ao site da Agência Brasil a especialista reconhece que o calor estimula o consumo de água, mas outros líquidos devem ser ingeridos para garantir o bom funcionamento do organismo.   A população, segundo a nutricionista, deve ter o hábito de beber sucos da fruta em vez de refrigerantes, como muitas pessoas acabam fazendo “Água é bom, hidrata, mas não é o suficiente. Trocar a água pelo refrigerante também não é bom, porque os refrigerantes ou as bebidas artificiais não oferecem nutrientes”. Segundo Vânia, o ideal é trocar a água pelo suco de fruta, aqueles que a pessoa faz em casa, como uma limonada, ou o de caixinha.   Outro alerta feito pela nutricionista é com relação aos sucos à base de soja. Vânia explicou que esses produtos são uma nova categoria de alimentos e não contêm os mesmos nutrientes encontrados nos sucos de frutas. “Existe uma série de estudos com relação a essa bebida, o ideal é que elas sejam ingeridas com moderação. A gente não toma leite na mesma proporção que o suco de fruta, então é melhor compará-lo [o suco à base de soja] a um leite, embora ele não tenha os ingredientes do leite”, disse.   Segundo a nutricionista, um adulto precisa tomar, em média, dois litros de líquido por dia, diversificando entre a água e outras bebidas saudáveis para que os nutrientes sejam renovados em seu corpo.   Água X desidratação   Uma pesquisa da União Europeia concluiu que não há qualquer evidência de que a ingestão de água seja capaz de prevenir a desidratação. Na Europa, os produtores de água mineral em garrafa estão proibidos por lei de divulgar que seu produto previne a desidratação.    Em fevereiro deste ano, um grupo de pesquisadores, a pedido da Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos (EFSA), concluiu que o nível reduzido de água no corpo é um sintoma de desidratação, mas o mal não pode ser combatido simplesmente com consumo de água mineral.    O resultado do polêmico estudo deu origem a um decreto, já em vigor no Reino Unido, que impede os fabricantes a fazerem propaganda da água como bebida que assegura hidratação ao corpo humano. A desobediência ao decreto prevê pena de até dois anos de prisão. 

27/12/2012 / 0 Comments
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Euclério é o primeiro suplente a tomar posse na Assembleia

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Euclério Sampaio (PDT) assumiu a vaga do prefeito eleito de Aracruz Marcelo Coelho, do mesmo partido. Para a posse o deputado, que se destacou durante o governo passado por ser a única voz destoante da Assembleia Legislativa em relação ao Executivo, escolheu um terno verde para simbolizar a esperança. Para o novo mandato, Euclério Sampaio não quer ser oposição, mas afirma que continuara “vigilante”. Quer ter a liberdade de tomar posturas sobre os temas tratados pelo legislativo estadual sem que sofra repressão, como ocorreu no governo Paulo Hartung. Para os meios políticos, o retorno de Euclério Sampaio à Assembleia pode ser uma oportunidade para que a classe política discuta o governo passado, que com uma visão desenvolvimentista e com o apoio da elite econômica do Estado, não atendeu a várias áreas, sobretudo, a social. O deputado questionou em vários momentos os problemas do governo passado, mas suas críticas eram descreditadas pela imprensa corporativa, para evitar que a imagem do ex-governador fosse maculada. Na verdade, Euclério já poderia ter retornado à Assembleia antes. Durante boa parte do ano, o deputado Luiz Durão (PDT), em tratamento de saúde, teve que se ausentar da Assembleia. Mas uma manobra orquestrada pelo presidente da Casa, Theodorico Ferraço (DEM), evitou que o suplente fosse convocado. A manobra consistiu em não deixar que o prazo de três meses de licença fosse ultrapassado. Quando a licença de Durão estava prestes a vencer, o parlamentar retornava por um ou dois dias, e protocolava novo pedido de afastamento, abrindo assim novo prazo. Euclerio, porém, não tinha a intenção assumir um papel de crítico voraz, o que não justificava o excesso de preocupação de Ferraço e do restante do plenário da Assembleia. Além de Euclério, que assume a vaga no lugar de Marcelo Coelho, outros quatro suplentes vão tomar posse no próximo dia 7 de janeiro, nas vagas de Luciano Pereira (DEM), Luciano Rezende (PPS), Henrique Vargas (PRP) e Rodney Miranda (DEM). Em seus lugares tomarão posse Marcus Mansur (PSDB), Janete de Sá (PMN), Paulo Roberto (PMDB ) – que na época disputou a eleição pelo PMN; e Jamir Malini (PTN).  

27/12/2012 / 0 Comments
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Vitória apresenta queda de homicídios, mas Região Metropolitana continua violenta

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A prefeitura de Vitória divulgou nesta quinta-feira (27) o balanço parcial dos homicídios registrados entre 2006 e 2012. O levantamento, feito com dados da Gerência de Estatística e Análise Criminal do governo do Estado (GEAC), em parceria com as secretarias municipais de Cidadania e Direitos Humanos (Semcid), por meio da Gerência do Observatório de Direitos Humanos e Segurança Cidadã, e de Segurança Urbana (Semsu), mostra queda de 44,5% no número de homicídios na Capital em seis anos.   Os números, no entanto, não contextualizam a realidade da Região Metropolitana da Grande Vitória (RMGV), que enfrenta uma explosão de homicídios, principalmente nos municípios de Serra,Cariacica e Vila Velha.     A Capital registrou até o dia 19 de dezembro 105 homicídios, o que deixa Vitória com taxa projetada de homicídios para 2012 de 33 mortes por grupo de 100 mil habitantes.    A queda no número absoluto de homicídios usado no recorte feito mostra que houve uma constância na queda, demonstrando a consolidação dessa redução na Capital. O mesmo não se pode dizer dos municípios vizinhos de Vitória, que continuam com índices de guerra civil.    Segundo dados da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp), no mesmo período de 2012, Vila Velha registrou 208 homicídios, contra 189 em 2011; Cariacica registrou 280 em 2012 contra 260 em 2011. A Serra foi o único que registrou queda no período, com 323 mortes violentas em 2012 contra 363 em 2011.    A redução acentuada e constante no número de homicídios em Vitória também é um sintoma de onde o aparelho repressor do Estado e também o de defesa social é mais presente, em uma estratégia de segurança mais política do que de diagnóstico técnico. Por ser a Capital, a sensação de segurança precisa ser mais alta, já que é a vitrine do Estado para o País.    Para que as altas taxas de homicídios sejam acentuadas em todo o Estado, a ocupação do aparato do Estado deve ser multidisciplinar e generalizada. A concentração em determinada localidade acaba por desguarnecer outras.    As altas taxas de homicídios no Estado acabaram por manter a queda da região Sudeste menos acentuada. De acordo com estudos do Núcleo de Estudos da Violência (Nevi) da Universidade de São Paulo (USP), o Sudeste teve queda de 4% na media de homicídios entre 2000 e 2009, puxada por Rio de Janeiro e São Paulo, sem interferência de Minas Gerais. O Espírito Santo não acompanhou a queda dos outros Estados e se manteve na segunda posição no ranking nacional de homicídios no período.    Em 2000, os Estados mais violentos eram, em ordem, Pernambuco, Espírito Santo e Rio de Janeiro. Quase uma década depois, o primeiro Estado mais violento passou a ser Alagoas, o Espírito Santo se manteve na segunda posição e foi seguido por Pernambuco. 

27/12/2012 / 0 Comments
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Cadastro Ambiental Rural pode favorecer grandes proprietários

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Juntamente com outros 17 Estados, o Espírito Santo aderiu neste ano a um acordo de cooperação com o governo federal para implementar o Cadastro Ambiental Rural (CAR), instrumento de regularização ambiental de propriedades rurais que foi um dos temas das recentes mudanças no Código Florestal, aprovadas no Congresso Nacional neste ano.   Ainda em fase de estruturação pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) junto com os Estados, o CAR consiste, segundo o Ministério do Meio Ambiente (MMA), no levantamento de informações geográficas do imóvel, com delimitação das Áreas de Proteção Permanente (APP), Reserva Legal (RL) e remanescentes de vegetação nativa, com o objetivo de traçar um mapa a partir do qual são calculados os valores da área para diagnóstico ambiental.   O cadastro é considerado o primeiro passo para a adesão aos programas de regularização ambiental, que devem ser construídos até 2014 no Brasil, segundo as recentes mudanças.   A regulação, porém, levanta dúvidas quanto à sua eficácia no que tange à preservação ao meio ambiente. Nas alterações ao Código Florestal, as regras para a recuperação de áreas degradadas foram baseadas no tamanho das propriedades. Imóveis com mais de 4 módulos fiscais, por exemplo, devem recuperar áreas de preservação permanente (APPs) desmatadas às margens de rios em índices que variam entre 20 e 100 metros, conforme o tamanho do curso d'água.   Os proprietários de pequenas terras, por sua vez, devem recompor as matas ciliares em índices que vão de 5 a 15 metros, dependendo da extensão da propriedade e independentemente da largura do rio.   O deputado Bohn Gass (PT-RS), que presidiu a comissão especial do Código Florestal, comparou a regulação à justiça tributária. “Quem tem muito paga muito e quem tem pouco paga pouco. O pequeno agricultor vai recompor menos, o médio mais e o maior ainda mais”, afirmou.   A preocupação surgiu porque não há, na regulamentação do cadastro, algo que proíba o chamado cadastramento fracionado de imóveis – quando uma grande propriedade é registrada no cartório como se fosse várias propriedades menores. Assim, uma grande propriedade poderia ser registrada como várias pequenas.    O advogado Raul do Valle, do Instituto Socioambiental, registrou a sua preocupação sobre o fato em entrevista à Agência Brasil. “Há um risco sério de que, se não houver no decreto uma proibição do cadastramento fracionado de imóveis, a anistia que foi direcionada para os pequenos tende a se espraiar para médios e grandes”, alertou.   Ele lembrou, também, que as regras mais brandas vão atingir, principalmente, as regiões mais carentes de vegetação nativa e, por isso, mais sujeitas a problemas de água e fertilidade do solo. “Essa lei criou duas categorias de cidadãos. Cidadãos que respeitaram a lei terão obrigação de preservação muito maior do que os que não preservaram”, disse Valle.   Código Florestal   A aprovação do Código Florestal foi provavelmente o maior tema na área do meio ambiente no Brasil, em 2012. Fruto de grandes embates entre ambientalistas e ruralistas, o texto aprovado no Congresso Nacional ainda recebeu 12 vetos da presidente Dilma em pontos críticos, mas mesmo assim não é considerado ideal por ambientalistas.   Estes não acreditam que o novo Código Florestal será capaz de proteger o meio ambiente e cobram rigidez nas regras relativas às Áreas de Proteção Ambiental (APA), Áreas de Preservação Permanente (APP) e na regularização dos produtores rurais.    Pela nova lei, dizem eles, os grandes proprietários saíram ganhando ao serem beneficiados com a anistia para quem desmatou área ambiental sem autorização legal. Além disso, matas ciliares, mangues e reservas foram mantidas com a proteção mínima, reduzindo a proteção ambiental.    O Comitê Brasil em Defesa das Florestas e do Desenvolvimento Sustentável, que reúne 163 entidades, classificou como “retrocesso ambiental” a sanção do novo Código Florestal, com os vetos e a edição de uma Medida Provisória.    De acordo com Mario Mantovani, diretor de Políticas Públicas da Fundação SOS Mata Atlântica, “o governo não correspondeu ao que se esperava e rasgou não só a Constituição Federal brasileira, prejudicando a função social da terra, como também os acordos firmados nas convenções internacionais de clima e de biodiversidade”.

27/12/2012 / 0 Comments
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TJES mantém anulação de julgamento de vereador em Nova Venécia

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A 2ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado (TJES) manteve, na última semana, a anulação da sessão da Câmara de Vereadores de Nova Venécia (noroeste do Estado) que iria votar o pedido de cassação do ex-presidente da Casa, Moacyr Selia Filho, o Moa (PR). O vereador reeleito é acusado de eventual prática de improbidade administrativa e quebra de decoro parlamentar.  Na decisão, os desembargadores entenderam pela procedência em parte de um mandado de segurança impetrado pela defesa de Moa. Apesar da manutenção da decisão de 1º grau, que suspendeu os efeitos da convocação da sessão, a Câmara Municipal poderá continuar com o processo de cassação contra o republicano.  De acordo com informações do TJES, o vereador Moa entrou com ação contra o atual presidente da Câmara, vereador Flamínio Grillo (PSDC) e os vereadores Sebastião Raimundo (PP) e José de Menezes (PDB), presidente e relator, respectivamente, da comissão processante. O republicano alegou irregularidades na condução da sindicância pelo suposto cometimento de improbidade e de quebra de decoro durante a passagem pela presidência da Casa.  Durante o julgamento do mandado em 1º grau, no final de junho, o juiz da 1ª Cível de Nova Venécia, Maxon Wander Monteiro, deferiu a liminar pleiteada e determinou a suspensão da sessão marcada para o dia 28 daquele mês até posterior decisão. A Câmara Municipal recorreu da decisão, que foi julgado pelos desembargadores da 2ª Câmara Cível na sessão do último dia 18 deste mês.

27/12/2012 / 0 Comments
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Lei de Controle da Poluição do Ar vira pendência para Luciano Rezende

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A Lei nº 8.103, de autoria do vereador de Vitória Namy Chequer (PCdoB), foi promulgada pela Câmara Municipal no longínquo mês de maio de 2011. A norma regulamenta o Programa Municipal de Controle da Poluição do Ar, prevendo fiscalização às empresas Vale e ArcelorMittal, e seria um importante instrumento para a população da capital estar sempre a par dos índices de emissões de poluentes.   O programa determina que os empreendimentos que possuam potencial de emissão atmosférica acima de 100 toneladas de material particulado por ano devem apresentar anualmente as estimativas de suas emissões em um Inventário de Emissões Atmosféricas (IEA), com identificação de todas as fontes existentes em seus limites.   O projeto, após ser aprovado pelos vereadores, foi vetado pelo prefeito João Coser (PT), sob o parecer de que a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semmam) não teria condições estruturais de se adequar à legislação proposta. Após isso, a CMV derrubou o veto e, mesmo sem o aval do prefeito, promulgou a lei.   Mas, mesmo com a sua promulgação, a regulação não deu as caras até agora, no fim da administração de Coser à frente do executivo municipal de Vitória. O texto previa, por exemplo, em seu artigo 8º, que fosse feito o primeiro Inventário de Emissões Atmosféricas 30 dias após a sua aprovação. Após um ano, sete meses e 24 dias da promulgação, nada foi feito.   Para o autor da lei, Namy Chequer, não houve empenho da atual administração para colocar a legislação em prática. “A prefeitura não deu importância para o programa”, critica. “Em nosso Estado, o lobby empresarial e o poder econômico são sempre mais fortes que os órgãos ambientais”, afirma o vereador, referindo-se à pressão contrária imprimida pelas grandes empresas quando o assunto é fiscalização.   Assim, o que fica é a expectativa para que a próxima administração, comandada por Luciano Rezende (PPS), dê mais ênfase à área ambiental. O prefeito eleito anunciou recentemente o presidente municipal do PSB em Vitória, o engenheiro agrônomo Cléber Guerra, como mandatário da pasta de meio ambiente. Apesar de sua inexistência estar na conta de Coser, o Programa de Controle da Poluição do Ar virou uma pendência à qual a nova administração terá que dar mais importância.   Hoje, segundo Namy Chequer, a Semmam alega os mesmos motivos operacionais que Coser: não há condições estruturais e quadro de técnicos suficientes para a realização do previsto na lei. O que traz uma nova questão para Cléber Guerra: se não há estrutura em sua pasta, como o novo secretário vai conseguir lidar com os problemas ambientais da cidade?   “A secretaria precisa de técnicos especializados para aplicar uma lei como esta”, afirma Namy. A falta de estrutura, afinal, também é um problema que deve ser resolvido na nova administração. Porém, segundo o projeto da lei, a prefeitura não precisará de um batalhão de funcionários para cumprir a demanda da sociedade, mas sim de apenas um engenheiro industrial/químico e um engenheiro civil especializado na área de controle da poluição atmosférica. Será preciso, ainda, capacitação laboratorial.   A fiscalização às poluidoras é reivindicação antiga de movimentos populares da capital. Em Vitória, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os índices de partículas totais em suspensão (PTS) e partículas inaláveis (PM10) nocivas à saúde humana e ao meio ambiente, em 2008, atingiram 717 mg/m³ de PTS e 669 mg/m³ de PM10, quando o padrão do Conama prevê de 240 e 150 mg/m³, respectivamente. Dados como estes levaram Vitória a ocupar o título de cidade mais poluída que São Paulo, também segundo o IBGE.    Denunciada há anos, a falta de controle é constantemente justificada ou por índices dentro dos padrões apresentados pelas empresas ou pela justificativa dos órgãos públicos de que não há tecnologia nem técnicos gabaritados para exercer tal controle.

27/12/2012 / 0 Comments
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Manobra tenta aprovar construção de prédios em desacordo com o PDM em Guarapari

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A quatro dias do fim do mandato do atual prefeito de Guarapari, Edson Magalhães (PPS), a população do balneário ainda não sabe quem governará a cidade a partir de 2013. A reeleição de Magalhães continua nas mãos da Justiça, que não descarta a realização de novas eleições no município. Apesar do imbróglio, a prefeitura tem se desdobrado para aprovar os projetos polêmicos no apagar das luzes.    Um desses projetos se refere à construção de um condomínio de prédio em Nova Guarapari, à beira da lagoa de mesmo nome. Para desenrolar o projeto, que tem sido questionado pela Associação de Moradores da Enseada Azul (Ameazul), a prefeitura acelerou o processo de aprovação do empreendimento.    No dia 17 último, os representantes do Conselho do Plano Diretor Municipal (PDM) se reuniram para aprovar o projeto. Cinco dias depois, na véspera do Natal, o Conselho publicou nos dois principais jornais do Estado a convocação para a audiência pública que irá apreciar o Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV).    Os representantes da Ameazul reclamam que o edital foi publicado praticamente em pleno Natal e a audiência pública foi agendada para o segundo dia útil do ano (3). Eles desconfiam que essa seja mais uma manobra da prefeitura e dos empreendedores para aprovar um projeto que está em desacordo com o PDM.    A Ameazul alerta que o projeto prevê a construção de quatro torres, cada uma com 22 andares, quando o permitido pelo PDM são prédios de no máximo quatro andares mais cobertura, totalizando cinco pavimentos. Os representantes do empreendimento, que segundo a Ameazul seria a construtora Cyrela e a Capixaba Soliddo Construtora e Incorporadora, confirmam que estão previstas quatro torres, mas não informam o número de andares. Avisam apenas que os detalhes do projeto serão apresentados na audiência pública do dia 3.    Os representantes da Ameazul reclamam que o processo para a realização da audiência pública está sendo conduzido intencionalmente para desmobilizar a comunidade da Enseada Azul, que seria contrária à instalação do projeto na região em desacordo com o PDM.    Além das datas de convocação e da audiência terem sido estrategicamente marcadas no “sanduíche” entre os feriados de Natal e Ano Novo, os representantes da Associação alertam que o próprio local da audiência (Hotel Porto do Sol, na Praia do Morro) é questionável, pois há outros locais próximos à comunidade que poderiam abrigar a discussão e levar um número maior de participantes para a audiência.   A atuação combativa da Ameazul já impediu na Justiça a construção de outros seis empreendimentos no município, que também desrespeitavam o PDM. Os representantes da Associação afirmam que o atual PDM de Guarapari é inconstitucional. A Associação alega que o PDM foi feito em 2007, mas a definição do zoneamento urbano da cidade só foi publicada há cerca de dois meses.    A denúncia, segundo a Ameazul, está sendo analisada pelo Ministério Público Estadual, que estaria prestes a pedir a inconstitucionalidade do PDM. 

27/12/2012 / 0 Comments
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Receitas do Fundo do Poder Judiciário tiveram queda de 16% este ano

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O Fundo Especial do Poder Judiciário (Funepj) deve terminar o ano de 2012 com R$ 15 milhões a menos de receitas na comparação com 2011. A estimativa faz parte do balanço do fundo, que serve como um complemento ao vultoso orçamento do Tribunal de Justiça do Estado (TJES). Até o mês de novembro deste ano, o Funepj arrecadou R$ 76,66 milhões contra R$ 91,27 milhões até o mesmo período do ano passado, uma queda de 16% nas receitas.  Segundo dados do Portal da Transparência do TJES, a diminuição da arrecadação se deve à queda nas receitas oriundas de recursos previstos em leis específicas, como a norma que destina 10% dos emolumentos que são cobrados em cartórios para fundo. Em todo ano de 2011, o total das receitas com esta origem foi de R$ 50,48 milhões. Até novembro, a arrecadação havia sido de R$ 47 milhões. Este ano, as receitas foram de pouco menos de R$ 24 milhões, o que representa uma diminuição de quase 50%.  Já as demais fontes de recursos oriundas de contribuições no pagamento de custas judiciais, taxas judiciárias e serviços extrajudiciários registraram uma tímida elevação, insuficiente para cobrir as quedas na principal origem de recursos. Até o final de novembro deste ano, os recursos oriundos das custas de processos somaram R$ 22,39 milhões, enquanto a contribuição de taxas foi de R$ 8,69 milhões e de serviços extrajudiciário ficou em R$ 21,64 milhões.  Na comparação com as receitas dos dois anos anteriores, a arrecadação do Funepj baseada nessas contribuições variou entre R$ 19,1 milhões e R$ 20,9 milhões (com as receitas de custas); R$ 7,5 milhões (taxas judiciárias); e R$ 14,9 milhões e R$ 18,7 milhões (serviços extrajudiciários).  Essa diferença interrompe um ciclo de sucessivas altas nos recursos do Fundo, que é administrado livremente pelo presidente do Tribunal, desembargador Pedro Valls Feu Rosa. Nos anos de 2009 e 2010, as receitas totais do Funepj foram de R$ 61,39 milhões e R$ 70,57 milhões, respectivamente. No ano de 2011, o Fundo registrou o maior orçamento de sua história com R$ 98,06 milhões. Para 2012, a estimativa é de que as receitas girem em torno de R$ 80 milhões até o final do ano.  De acordo com a Lei estadual nº 219/2001, que criou o fundo, as verbas são destinadas para a modernização e reaparelhamento do Poder Judiciário. No entanto, os recursos acabam sendo utilizados para garantir a utilização do orçamento próprio do TJES – repassado pelo Poder Executivo na forma de duodécimo – para o pagamento de pessoal, além do custeio de regalias a magistrados e servidores do tribunal.  Apesar de não ter sido oficializada no Espírito Santo, uma manobra deflagrada pelo Tribunal de Justiça de São Paulo deve permitir a utilização direta dos recursos para o pagamento de pessoal. Uma norma que foi aprovada pela Assembleia Legislativa paulista este mês deve assegurar a flexibilidade na utilização das verbas. No caso capixaba, o orçamento do Funepj superou as receitas de 64 das 78 prefeituras do Estado.  Somados os municípios com menor arrecadação no Espírito Santo, as receitas do Funepj foram superiores aos números registrados em Bom Jesus do Norte, Apiacá, Alto Rio Novo, Dores do Rio Preto e Divino de São Lourenço – os cinco municípios com menor receita em 2011. A população total destes municípios era de 26.253 habitantes, segundo o mais recente censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).  Para o próximo ano, o orçamento estimado para o Fundo especial é de R$ 96,65 milhões. Ao todo, o Tribunal de Justiça deve contar com R$ 920 milhões em caixa. Deste total, as despesas com pagamento de pessoal e encargos devem responder por R$ 724 milhões das verbas.

27/12/2012 / 0 Comments
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Entidades se reúnem em ato público para lembrar das faltas de Casagrande com os direitos humanos

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Entidades de proteção e defesa dos direitos humanos realizaram um ato público nesta quinta-feira (27), em frente ao Palácio Anchieta, para lembrar ao governador Renato Casagrande (PSB) dos sete “sacos vazios” deixados em 2012, ou seja, de sete faltas do chefe do Executivo com os movimentos sociais durante este ano.    Participaram do movimento representantes de entidades como o Fórum Memória e Verdade (FMV), Conselho Estadual de Direitos Humanos (CEDH) e Levante Popular da Juventude.    Os “sacos vazios” que as entidades fazem referência são o vazio na assinatura do Programa de Educação em Direitos Humanos (PeDH) e do Plano Estadual de Educação em Direitos Humanos (PeEDH); o vazio da lei de pedido de perdão e indenização aos perseguidos da ditadura; o vazio da constituição da Comissão da Verdade ouvindo o FMV; o vazio do respeito aos sem-teto; o vazio do diálogo com a juventude; o vazio das políticas para impedir o extermínio de jovens, negros, pobres e mulheres, e o vazio de respeito humano nas prisões do Estado.    O FMV solicitou audiência com o governador para debater a lei de pedido de perdão e indenização há um ano, mas nunca teve resposta do governo.   A assinatura do PeDH e do PeEDH deveria ter sido realizada no dia 10 de dezembro deste ano, em cerimônia realizada no Palácio Anchieta. No entanto, além de os documentos não terem sido assinados, o governador não compareceu à cerimônia, sendo representado pelo vice-governador, Givaldo Vieira.    Os documentos começaram a ser construídos em janeiro deste ano, com a formação de um Grupo de Trabalho (GT) responsável por determinar as diretrizes do Plano e do Programa. A construção dos documentos também teve ampla participação popular por meio de audiências públicas realizadas em todo o Estado.    Enquanto o Estado protela a implementação do PeDH e do PeEDH, os jovens negros e de periferia vêm sendo exterminados. De acordo com o Mapa da Violência 2012 – a Cor dos Homicídios do Brasil, o número de homicídios de brancos no Estado caiu 8,7% entre 2002 e 2010. Já as mortes violentas de negros subiram 61,1%. A taxa de homicídios de brancos é de 17,7 mortes por 100 mil habitantes e a de negros é de 65 por 100 mil. Em média, para cada quatro negros assassinatos no Espírito Santo, morre um branco.  Entre jovens esta taxa é ainda maior, evidenciando o extermínio da juventude nega no Estado. A taxa de homicídios juvenis de negros no Estado é de 140,2 por 100 mil, enquanto a de brancos é de 29,1.

27/12/2012 / 0 Comments
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Em pouco mais de duas décadas, PIB da Grande Vitória cresce 50%

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A Grande Vitória apresentou um aumento de 50% em seu Produto Interno Bruto (PIB) de 1990 até 2012. Ela é uma das 13 principais regiões metropolitanas do mundo para os investidores internacionais. O levantamento foi realizado pela Brookings Institution, em conjunto com o famoso – nem sempre por boas razões – banco americano JP Morgan Chase. As 13 regiões brasileiras que aparecem na pesquisa tiveram aumentos de 33% do PIB, mas Grande Vitória, Recife, Curitiba e Baixada Santista apresentaram um aumento que supera os 50%. O aumento do PIB passa pela fase conhecida como terceiro ciclo de desenvolvimento do Estado, com a vinda de grandes empreendimentos, sobretudo a partir do governo Paulo Hartung (PMDB). O primeiro ciclo foi o do café e o segundo do início da industrialização de semi-elaborados, na década de 1970. O aumento do PIB, porém, deve ser visto com cautela, já que não representa um aumento da renda per capita. Os números criam uma aparência de riqueza na região, que na verdade não se sustenta. A qualidade de vida em Vitória é um fator de destaque, é verdade, mas nas cidades vizinhas, a desigualdade social mostra que há uma grande disparidade econômica a ser resolvida, desafio, aliás, dos prefeitos eleitos em outubro passado. Esta não é uma realidade só do Espírito Santo, já que o estudo mostra também que a maioria das regiões metropolitanas brasileiras tem uma renda per capita inferior à das regiões metropolitanas de países desenvolvidos, com exceção de Brasília. O abismo na distribuição da renda entre os capixabas pode ser observado em um dado que também faz parte do levantamento da Brookings Institution, que mostra a taxa de emigração da região. O levantamento da entidade americana, com base em dados censo de 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostra que 5,7 em cada mil  habitantes deixaram a localidade, sendo que 30% desses emigrantes foram para Portugal, outros 30% para os Estados Unidos, e 13% para a Itália.  

27/12/2012 / 0 Comments
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