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Século Diário

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Grupo independente leva vantagem na disputa da Câmara de Vitória

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A Câmara de Vitória passa por um impasse em relação à presidência da Casa, que será escolhida no ano que vem. O grupo de vereadores que defende a tese da conversa de poder para poder, que entre eles tem o atual presidente do Legislativo, Reinaldo Bolão (PT), pode acabar levando vantagem na disputa, por conta da falta de diálogo como prefeito Luciano Rezende (PPS). Na primeira eleição de Bolão, o prefeito João Coser (PT) teve que dialogar com os vereadores para emplacar o petista na presidência.  Essa tese vai de encontro com a do prefeito eleito de Vitória, Luciano Rezende (PPS), que diz que não discutirá com vereadores sobre o assunto porque defende a independência da Casa. Mas ao mesmo tempo, ele dá sinais para dentro da Câmara de que pretende eleger o correligionário Fabrício Gandini. Mas sem conversar com os vereadores não vai conseguir, já que o grupo independente tem cinco vereadores e só precisa de três. Essa movimentação de diálogo antecipado com o Executivo é uma experiência que vem se repetindo desde o período de Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB), quando os vereadores se reuniram e elegeram o vereador Ademar Rocha (PTdoB), que em sua gestão criou uma interlocução de poder para poder. No período de Coser, para garantir a interlocução, o prefeito teve que abrir espaço no governo. Daí o fortalecimento dessa tese, que tem à frente Bolão, que pode influenciar o conjunto dos outros 11 vereadores, que são de antemão governistas. Esses vereadores não fogem ao chamamento do prefeito, para eleger o candidato que o prefeito indicar. Se Rezende não conversar com o plenário e indicar o nome que deseja ver à frente da Câmara, esses vereadores ficarão liberados para votar na tese que interessa a todos, ao conjunto da Câmara.  

27/12/2012 / 0 Comments
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Polícia deflagra operação contra esquema de fraudes em prefeituras

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Equipes do Núcleo de Repressão às Organizações Criminosas e à Corrupção (Nurocc) da Polícia Civil deflagraram, na manhã desta quinta-feira (27), uma operação contra um esquema de fraudes na recuperação de créditos tributários em prefeituras capixabas. Estão sendo cumpridos 11 mandados de prisão e 20 de busca e apreensão em oito municípios no interior do Estado.  As investigações têm como principal alvo as atividades da empresa CMS Consultoria e Serviços SS Ltda, sediada em Vitória, que prestava os serviços de consultoria às prefeituras. Além da contratação sem licitação, a empresa é acusada de abastecer um esquema de pagamento de “gratificações” milionárias a servidores públicos a título de bônus pela suposta recuperação de créditos tributários pagos a mais.  Durante a operação, os policiais recolheram documentos nas prefeituras de Aracruz, Linhares e Jaguaré – todas na região norte do Estado. No município de Aracruz, foram cumpridos mandados de busca e apreensão nas secretarias de Administração e Fazenda, além do gabinete do prefeito Ademar Devens (PMDB). Também estão sendo investigados os contratos da empresa nas prefeituras de Anchieta, Guarapari, Itapemirim, Marataízes, Jaguaré e Piúma.  Todos os detidos foram levados para a Delegacia de Polícia de Aracruz, onde prestaram depoimento, e depois, encaminhados para a sede do Nurocc, em Vitória. Os nomes dos detidos ainda não foram revelados. De acordo com informações da assessoria da Polícia Civil, o delegado responsável pela operação deve conceder uma entrevista coletiva com maiores detalhes sobre os trabalhos na parte da tarde.  Os trabalhos da Policia Civil foram demandados pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE), que identificou indícios de irregularidades nos contratos das prefeituras com a CMS Consultoria. Em outubro, o plenário do tribunal determinou a suspensão dos pagamentos à empresa em Aracruz. No município, foi identificado o pagamento de gratificações de R$ 8,9 milhões, divididos entre servidores municipais. O valor teria sido descontado dos créditos supostamente recuperados, na ordem de R$ 33 milhões. O esquema de fraudes desmontado nesta operação remete a outro escândalo também envolvendo a suposta recuperação de créditos tributários, a Operação Camaro, deflagrada no último dia 10 de abril. Naquela oportunidade, as investigações apontaram irregularidades em contratos da empresa Urbis – Instituto de Gestão Pública.  Foi apurado que a maior parte dos supostos créditos havia sido recolhida corretamente e não era passível de recuperação. No entanto, a empresa cobrava um percentual que variava entre 15% e 20% pela recuperação irregular. A estimativa é de que o prejuízo com o golpe possa chegar a R$ 50 milhões. 

27/12/2012 / 0 Comments
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TVs preparam especiais de fim de ano

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O final de ano se aproxima e as emissoras de televisão contam com uma programação especial para a virada. A TV Brasil preparou uma retrospectiva que revê acontecimentos importantes no país e no mundo em termos de meio ambiente, política, economia e cultura. Temas como as eleições municipais, a Comissão da Verdade e as Paralimpíadas de Londres serão colocados em pauta.    Na noite de segunda-feira (31), às 22h, a TV Brasil exibi uma gravação inédita do Quinteto Violado, na Fundação Nacional de Artes (Funarte), no Rio de Janeiro. O repertório escolhido resume a trajetória musical de 40 anos do fundamental grupo pernambucano   Mais tarde, a partir das 23h, o réveillon será comandado pelo sambista Diogo Nogueira (foto capa). No show, o cantor interpreta sambas do seu repertório e recebe artistas da música popular brasileira, como Sandra de Sá, Zeca Baleiro, Paula Lima e Hamilton de Holanda.  A TV Cultura também investiu em música e arte para programação de fim de ano. Os especiais começam no sábado (29) com o documentário Theatro Municipal 100 Anos, às 15h. O filme mostra a história de arte do espaço com imagens de acervo e depoimentos de músicos, historiadores, pesquisadores e jornalistas que participaram de sua história. No mesmo dia, as 21h45, o canal exibe uma apresentação da Orquestra Filarmônica de Viena.    No domingo (30), a partir das 15h, a TV Cultura apresenta um documentário sobre a Pinacoteca de São Paulo e a história da arte no Brasil. O especial mostra a importância do museu no cenário nacional das artes e, sobretudo, seu conteúdo expositivo. Um pouco mais tarde, às 16h, mais música com o programa Cantadas de Bach, sob a regência do maestro Gardiner cuja especialidade é o repertório barroco.    Ainda no domingo (30), será exibido as 20h, o documentário Caravaggio – Mestre dos Pincéis e da Espada. Dirigido por Alexandre Handfest e Hélio Goldsztejn, o filme retrata a fascinante história de um dos maiores pintores da humanidade. À noite, a partir das 23h, o canal exibe o Festival Glastonbury 2011. Trata-se de vários shows que reúnem grandes nomes da música pop internacional. Na edição que a Cultura exibe, estão escalados Coldplay, U2, Beyoncé, entre outros artistas.   Para começar a noite da virada, A TV Cultura preparou um especial da jazzista norte-americana Maria Schneider e Big Band, que vai passar na segunda-feira (31), às 21h 45. E para fechar a noite, o programa Cultura Livre Especial, que começa às 23h. Apresentado por Roberta Martinelli, o “show da virada” conta com Filipe Catto, Karina Buhr, Pélico, Tata Aeroplano, Tulipa Ruiz e Kiko Dinucc. .   Para festejar 2013, a MTV também preparou uma programação especial. Nesta sexta-feira (28), às 23h30, será exibido o Show MTV – No Doubt, que aconteceu em novembro deste ano em Frankfurt, na Alemanha. A banda formada por Gwen Stefani, Tony Kanal, Adrian Young e Tom Dumont, já vendeu mais de 28 milhões de cópias, sendo Tragic Kingdom, com 16 milhões de cópias, o mais vendido. Após um grande hiato, a banda voltou em estúdio em 2010 e em 2012 lançou o álbum Push And Shove.   Hella Good, Don’t Speak, Just a Girl, Spiderwebs, It’s My Life, além de Looking Hot e Push And Shove do ultimo álbum da banda, são algumas das músicas que fizeram parte do repertório.   No domingo (30), às 21h30, a emissora reprisa o MTV ao Vivo – Tributo Legião Urbana (foto acima), o tributo que homenageou a banda brasiliense nos dias 29 e 30 de maio, quando Wagner Moura subiu ao palco junto com Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá num show exclusivo.   Será ainda exibida uma retrospectiva musical divertida e personalizada de todo o conteúdo que foi apresentado pelo canal durante o ano de 2012. Destaque para grandes entrevistados como Jack White, Arnaldo Baptista, Racionais MC's, Mark Lanegan, a Gal Costa. O programa também exibe shows inusitados como o Band of Horses e o Soja no pequeno estúdio do VJ Chuck.    E ainda, momentos marcantes de quadros exclusivos da MTV, como o Discoteca, que invade coleções de discos dos artistas (Fafá de Belém, Sérgio Britto, Pê Lanza, Edi Rock, Marcelo Jeneci e outros) e os “making-of” de clipes. A retrospectiva 2012 vai ao ar na terça (25), às 22h45. 

27/12/2012 / 0 Comments
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Música: o que 2012 nos legou

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Sem eleger primeiros ou últimos colocados, os cinco discos abaixo foram uma escolha pessoal, ainda que também baseada na relevância e originalidade dos artistas.   O ano de 2012 foi muito positivo para a música, boas estreias e muitos músicos lançando novos trabalhos depois de anos de hiato. Diante de álbuns de rock, MPB, indie, instrumental e tantos outros estilos foi difícil chegar a esta singela lista.    Supercordas | A Mágica Deriva dos Elefantes   O segundo álbum do quinteto psicodélico Supercordas mistura várias camadas sonoras feitas de guitarra distorcidas, microfonia, sintetizadores e batidas eletrônicas para criar imagens e sensações de um universo onírico. A Mágica Deriva dos Elefantes é um disco imersivo que provoca novas experiências a cada audição.   Com arranjos orquestrais e letras surrealistas, o novo trabalho da banda é de um estilo experimental que vai se revelando faixa a faixa.    Silva | Claridão   A simplicidade aparente das românticas canções de Silva esconde um trabalho elaboradíssimo. Claridão é o álbum de estreia desse multi-instrumentista que conquistou muitos fãs antes mesmo do lançamento do disco completo, com seu EP de 2011 e o show no Festival Sónar São Paulo em 2012.    Seu primeiro álbum é a reunião das faixas do EP mais outras canções lançadas no Myspace e no Youtube. Silva se mostra um compositor com uma carreira promissora e que sabe ousar dentro do universo da música pop, sem medo de revelar suas influências.    Tulipa Ruiz | Tudo Tanto   Com uma voz doce e impecável, Tulipa Ruiz se consolidou como um dos grandes nomes da nova MPB em seu segundo álbum Tudo Tanto. A cantora paulista equilibra seu estilo moderno com a sonoridade da mpb dos anos 1970 e criou um disco delicado, que mistura diversas batidas e instrumentos diferentes.   Uma proposta que ela vem desenvolvendo desde o primeiro disco, Efêmera (2010). Entretanto, Tudo Tanto apresenta canções mais trabalhadas e menos românticas.    Céu | Caravana Sereia Bloom   “O tema do álbum é uma viagem fictícia, mas se tivesse um roteiro com certeza passaria pela fronteira do Brasil do norte e do nordeste seguiria para a América Latina até o Caribe e terminaria na Jamaica”, disse a cantora Céu em entrevista a Século Diário. Caravana Sereia Bloom é o terceiro álbum de Céu, o disco está muito mais para o reggae, o bolero e o rock do que para o samba dos álbuns anteriores.   Além das diferentes influências musicais e culturais, o cinema de Fellini e de Pedro Almodóvar é muito presente nesse novo trabalho.    Metá Metá | MetaL MetaL   Os músicos Kiko Dinucci, Juçara Marçal e Thiago França se reuniram novamente para conceber o segundo disco do projeto Metá Metá. No irônico MetaL MetaL, o trio continua o resgata da cultura africana nas letras, mas o instrumental está mais pesado e elétrico.    A voz de Jussara está mais gritante, a guitarra de Kiko zumbe e faz até batucada, a bateria mescla cadência afrosamba com hardcore e os ruídos do saxofone de França quebram qualquer harmonia. O resultado é um álbum com a intensidade e a irreverência que estavam faltando no rock brasileiro.

27/12/2012 / 0 Comments
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Mais encarceramento e mais violência

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  Definitivamente o Brasil optou pelo encarceramento em massa em detrimento dos investimentos em políticas públicas que pudessem mudar a história de muitos jovens que ajudam a engrossas, como autores ou vítimas, as taxas de homicídios do País.    Os números mostram que a privação de liberdade para adolescentes e adultos no Brasil tornou-se uma tendência. Já temos hoje, em números absolutos, a quarta população carcerária mundial. O Brasil, com mais de 550 mil presos, só fica atrás dos Estados Unidos (2,2 milhões), China (1,6 milhão) e Rússia (740 mil).    Em média, temos 280 presos para cada grupo de 100 mil habitantes. Se a situação brasileira é grave a do Espírito Santo beira o caos. Números da Secretaria de Justiça de setembro deste ano indicam que a população carcerária no Estado é de 15,5 mil presos. Proporcionalmente, temos 414 presos por 100 mil habitantes, mais de 70% da média nacional.    A conta gasta anualmente pelo Estado para manter essa população carcerária gira em torno dos milhões de reais. São gastos com construção e reforma de presídios, pessoal, alimentação, higiene e limpeza, saúde, tecnologia, transporte, água, luz, combustível, lavanderia etc etc. A lista quase não tem fim.    Se os gastos milionários conseguissem cumprir o seu primordial objetivo, que é o de ressocializar, tudo bem. Diríamos, o sistema é caro, mas recupera. O problema é que o sistema já nasceu falido. Os internos que por um milagre voltam a viver em sociedade, não podem atribuir a vitória às “maravilhas” promovidas pelo sistema, mas muito mais a uma superação pessoal. Quase ninguém se recupera nas cadeias capixabas ou brasileiras.    O mais assustador nesse dado é que o número de presos no Espírito Santo vem subindo na mesma proporção dos índices de violência. De 2000 para cá, a população carcerária explodiu junto com os índices de homicídios. É só observamos que tínhamos no Brasil, em 1994, cerca de 129 mil presos ou 88 presos por 100 mil habitantes.    Esse mesmo salto brutal se repetiu no Espírito Santo. Tanto é que continuamos com um déficit mais de 2.700 vagas no sistema. Ou seja, o governo teria que construir mais cinco unidades semelhantes ao CDP da Serra, ao custo de R$ 22 milhões cada, para suprir o déficit atual. Se por acaso o governo tivesse disposto a gastar mais de R$ 110 milhões para a construção, quando estivesse chagando ao final da obra teria um novo déficit e assim sucessivamente.    Para a população, a sensação é que se está jogando dinheiro pelo ralo, pois a relação custo-benefício é nula. Reparem o despautério. O sistema não cumpre a sua função básica de ressocialização e ainda devolve à sociedade pessoas ainda mais violentas. Tudo isso a um custo exorbitante.    Pior. Se a conta não fecha do lado de fora dos muros, do lá de dentro, nem se fala. Atrás dos muros estão funcionários insatisfeitos, estressados e quase todos à beira de um ataque de nervos ou de pânico. Os presos? Esses se sentem em um verdadeiro purgatório. A superlotação é só um dos direitos humanos que é violado quase todos os dias. O detento que ainda não encarou uma cela superlotada, com toda certeza, passará por mais esse suplício. Faz parte do “processo educativo”. É só uma questão de tempo. 

26/12/2012 / 0 Comments
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Tem que ter peito

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  O futuro secretário de Meio Ambiente de Vitória, o engenheiro agrônomo Cleber Guerra, tem uma difícil missão pela frente: quebrar anos de omissão da prefeitura em relação à poluição do ar, o principal problema ambiental da Capital. Ele já entra no cargo ciente de um longo histórico de reivindicações, que são mais do que legítimas, e será cobrado a tomar frente na questão, o que significa mexer com os interesses da Vale e ArcelorMittal, principalmente. Resta saber: até que ponto vai a mudança pregada pelo prefeito eleito, Luciano Rezende (PPS)?    Na área ambiental, há muita expectativa dos capixabas em relação à poluição do ar, que afeta diretamente a saúde da população. Tema que foi inclusive demanda apontada durante as audiências públicas realizadas por Luciano, os Gabinetes Itinerantes. A motivação é clara: virou uma constante Vitória figurar em rankings nacionais, amargando lideranças em índices de emissões de poluentes em relação a outras capitais. E embora os sinais sejam cada vez mais evidentes, o poder público não atua para fechar o cerco às empresas. Nem a longo prazo, muito menos em caráter emergencial, como a situação exige.    Soma-se a esse clamor e preocupação, a frustração de o prefeito João Coser (PT) ter nomeado como sua secretária Sueli Passoni Tonini, que tem trajetória marcada por inúmeros episódios de benefícios e conluio com as poluidoras do Estado e os grandes projetos, durante sua passagem pela diretoria do Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema). Coser, assim, fechou as portas da prefeitura para as entidades ambientais. Não houve diálogo, nem compromisso. Pelo contrário.    Na conta do petista está ainda a não implementação do Programa Municipal de Controle de Poluição do ar, que virou lei em 2011, mas até hoje não “deu as caras”. O prefeito chegou a vetar o projeto do vereador Namy Chequer (PCdoB), mas os vereadores derrubaram. A medida previa a apresentação de um inventário pela prefeitura em 30 dias, além de exigir dos empreendimentos com potencial de emissão atmosférica acima de 100 toneladas de material particulado, a apresentação anual de seu inventário, com identificação de todas as fontes existentes em seus limites. É outra demanda vai cair no colo de Cleber Guerra e que precisa de respostas.    Por essas e outras, havia também muita expectativa de que o prefeito eleito escolhesse para a pasta um nome ligado à área ambiental. O novo secretário não é propriamente esta pessoa. Apesar de ser considerado um perfil técnico, sem manchas no currículo, ainda é um desconhecido para o setor. E o sistema é um adversário poderoso.   Lembro-me bem quando o atual secretário de Estado da Agricultura, Ênio Bergoli, tomou posse no cargo pela primeira vez – está na pasta desde 2009. Encheu o povo de esperança, porque era um quadro técnico, funcionário de carreira do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), e deu no que deu. Hoje advoga pelos ruralistas e faz muito é entregar trator Estado afora.    Que Cleber Guerra não seja mais um a nos frustrar. A lista é extensa. Manaira Medeiros é especialista em Educação e Gestão Ambiental

26/12/2012 / 0 Comments
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Congestionado

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Não faltam candidatos e impressão digital na nova disputa à prefeitura de Guarapari. Com destaque, é claro, para o dedo do governador Renato Casagrande e do presidente da Assembleia, Theodorico Ferraço (DEM/foto à esquerda). No caso de Casagrande, a presença dele nas articulações ficou clara quando o PSB resolver manter a candidatura de Ricardo Conde, que disputou em outubro contra o prefeito Edson Magalhães (PPS). Já Theodorico, padrinho político do prefeito, até conseguiu emplacar Orly Gomes (DEM), mas o jogo não andou conforme planejado. O PPS reagiu, vai ter candidatura própria, fora isso outros partidos já manifestaram suas intenções. Mas enquanto Casagrande segue numa boa na vida política do Estado, o cenário pode acabar mais uma vez desfavorável para Ferração. O presidente da Assembleia, em matéria de eleição, vem somando derrotas. Na conta estão duas chumbadas do pleito deste ano, principalmente em Itapemirim, onde não conseguiu eleger Estevão (PMDB), candidato à sucessão de sua mulher Norma Ayub (DEM), e em Cachoeiro de Itapemirim, município que por muito tempo comandou, e seu candidato Glauber Coelho (PR) perdeu de virada. Magalhães, “cria” de Ferraço, continua pra lá de enrolado na Justiça. Sobrou agora a outra “cria”, Orly Gomes: vai colar ou cair na conta?     Previsível O vereador de Vitória, Zezito Maio (PMDB), que sempre vai para o lado do governo, independentemente da situação, começou bem cedo a “ciscar” no galinheiro do prefeito eleito, Luciano Rezende (PPS). Já fala em apoiar o vereador Fabrício Gandini (PPS) à presidência da Câmara, e garantiu os aumentos ao prefeito, seu vice e secretários, como presidente da Comissão de Finanças da Câmara. Ele certamente espera algo em troca. E esse algo seria manter um diretor que tem na Casa.   Previsível II Esses comportamentos são típicos de Zezito. O mesmo ocorreu na gestão de Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB) e depois de João Coser (PT), quando conseguiu ser até líder do governo. Passo ano, entra ano, e o vereador traça o mesmo caminho.    A propósito… A tradicional moqueca de Zezito, que na verdade tem como cardápio principal muitas articulações políticas, sempre dá o que falar.    Ranking Só restou mesmo o deputado federal César Colnago para levantar a bola do PSDB no Estado. Ele apareceu mais uma vez bem cotado em levantamento realizado pela Veja/Uerj (Universidade do Estado do Rio de Janeiro), que aponta os melhores congressistas do País. Colnago ficou em sexto lugar entre os deputados federais. Os critérios para as escolhas, porém, são controversos. Só um exemplo: ganharam pontos os parlamentares que ajudaram a aprovar o novo Código Florestal.    Ranking II Quem também ficou entre os dez primeiros foi a vice-presidente da Câmara, Rose de Freitas (PMDB), com a oitava posição. Veja que interessante, Jorge Silva (PDT), de quem mal temos notícia, ficou em 17º lugar, empatado com Lelo Coimbra (PMDB). E Lauriete (PSC), outra que até hoje não disse a que veio, na 26ª posição, na frente de Carlos Manato (PDT), Paulo Foletto (PSB) e Iriny Lopes (PT). Oi?   Ranking III Dos senadores, aparecem Magno Malta (PR), em 27º lugar, e Ricardo Ferraço (PMDB) em 43º. Ana Rita (PT) ficou de fora.   Ninguém Já no prêmio Congresso em Foco deste ano, que convenhamos, é bem mais conceituado, nenhum parlamentar da bancada capixaba foi sequer indicado.    140 toques “Paradoxo: Jesus nasceu pobre num estábulo em Belém. E agora o Papa celebra seu nascimento com toda riqueza e suntuosidade em Roma!”. (Vereador de Vila Velha – João Batista Babá – PT – no Twitter).    PENSAMENTO: “Creio que a opinião política de um homem é o próprio homem”. George  Sand

26/12/2012 / 0 Comments
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Um passo atrás

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A cada nova movimentação da classe política capixaba na defesa dos recursos do petróleo para o Espírito Santo, mais nítido fica que se não fosse o Rio de Janeiro, capitaneando o movimento, estaríamos perdidos. O governador Renato Casagrande até que se movimenta bem, já os parlamentares… Se no Congresso Nacional pouco se viu por parte dos parlamentares do Estado ações mais incisivas para tentar obstacular a insana apreciação do veto 38/2012, na Assembleia Legislativa a coisa é ainda mais complicada. Falta não só união entre as bancadas, como também conhecimento do caso para se antecipar às movimentações dos representantes dos estados não produtores. Enquanto o governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), já tem em mãos  o projeto de lei que taxa a exploração de petróleo no Rio – um trunfo para a negociação do produto e uma forma de trazer para o debate os exploradores do petróleo –, os deputados estaduais vão para o feriadão, curtir as festas de fim de ano. Enquanto se concentravam em aprovar a toque de caixa as matérias vindas do governo do Estado, tiraram o olho do Deus-nos-acuda que estava acontecendo em Brasília. Agora, vão aguardar o ensejo da posse dos suplentes dos deputados que deixam a Casa para assumir as prefeituras, para protocolar o projeto, isso no dia 7 de janeiro. Se a movimentação em Brasília tivesse dado certo, o Espírito Santo arcaria com a perda de 2013. O Rio, não, já que o projeto já foi aprovado este ano. Está na hora de a classe política capixaba abri sua visão. Se tem bancada pequena,  aposte na união e na criatividade. Esperar que o Rio faça todo o trabalho e depois copiar, aí não dá. Fragmentos: 1 – Como se não bastasse o atraso na medida tomada pela Assembleia Legislativa capixaba, a impressão de quem lê apenas os jornais corporativos é de que há um ineditismo brilhante no caso.   2 – Esse apontamento do presidente da Câmara de Guarapari, José Raimundo Dantas (PRP), sobre o momento inadequado da eleição extemporânea no município é bastante sensato. 3 – Embora dificilmente se consiga reverter a definição do calendário eleitoral, realmente a mudança no perfil do eleitorado será grande. O balneário de Guarapari será invadido pelos turistas. Não há “clima” para uma eleição.

26/12/2012 / 0 Comments
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Inversão de ordem

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No início do movimento sindical combativo, a grande luta era pela autonomia. Isso porque, havia unidade entre as categorias representadas, mas não havia liberdade deliberativa. O Estado é quem direcionava as atividades e até intervenção se fazia nos sindicatos. Durante décadas a grande luta foi para  colocar na mão do movimento esse poder de decisão. Para que as categorias pudessem traçar suas próprias diretrizes e ter condições de cobrar do Estado ações que garantissem a igualdade no tratamento entre patrão e empregado. Conquistada a autonomia, o movimento se mostrou incapaz de lidar com ela. A luta pela unicidade, uma bandeira que é empunhada pela maioria dos dirigentes sindicais, ao longo dos anos foi sendo diluída e o discurso não se efetiva quando observamos as ações dos movimentos sindicais hoje. Basta ver o número de centrais atuando no País. No que se refere à autonomia propriamente dita, vemos que os dirigentes parecem abrir mão de sua condição deliberativa. Vejamos o exemplo da eleição no Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Estado (Sindiupes).  Para abrir duas urnas foi preciso a intervenção da Justiça do Trabalho. Parece que o movimento sindical brasileiro se pauta pelas movimentações no ABC paulista. Mas esse tempo já passou. O ABC tem seu foco em São Paulo e o Brasil é muito maior que isso. Cada Estado, cada sindicato e cada trabalhador têm que se sentir responsável pelas mudanças locais e não esperar pelos outros. Fica a impressão de que o movimento quer passar novamente para o Estado o poder de decisão sobre suas atividades. Incapaz de lidar com o contraditório, ele esvazia o movimento e intoxica a Justiça do Trabalho, enchendo-a de processos sobre assuntos que deveriam ser resolvidos no próprio sindicato. E não é só eleição que causa esse tipo de transferência de poder. As atividades mais inerentes dos sindicatos, como os acordos coletivos,  as greves e as discussões sobre os direitos trabalhistas queimam a etapa da negociação. Vão direto para a Justiça. Nesse sentido fica a reflexão: qual o papel do sindicato hoje? Por essas questões vemos o enfraquecimento galopante do movimento, não só no que se refere ao poder político, como ao poder de mobilização. Fica tudo à mercê do poder normativo da Justiça do Trabalho. Fica prejudicada também a formação das lideranças políticas. Sem conseguir convencer sequer sua categoria, como uma liderança vai convencer o restante da população de que tem condições de representá-la na política institucional? Final de ano é tempo de balanço. Talvez seja o momento do movimento repensar suas ações e metas para o futuro.

26/12/2012 / 0 Comments
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Trânsito levou mais de 3,5 mil pessoas para os hospitais capixabas no ano passado

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  Desde a última sexta-feira (21) passou a vigorar em todo o País a Lei 12.760, que torna mais rígida a chamada “Lei Seca”. A lei autoriza o uso de testemunhos, exame clínico, imagens e vídeos como meios de provas para confirmar a embriaguez do motorista. O Governa federal espera que lei mais rigorosa possa reduzir o número de acidentes de trânsito.   Segundo informações do Ministério da Saúde, 3.554 pessoas foram hospitalizadas no Estado em decorrência de acidentes de trânsito. As internações geraram um custo de R$ 4,5 milhões ao Sistema Único de Saúde (SUS), ou seja, uma média de R$ 1.266 por acidentado.    No Brasil, a violência no trânsito é uma das principais causas de mortalidade, tornando-se, portanto, uma questão de saúde pública. Em 2010, 42.844 pessoas perderam a vida nas ruas e estradas de todo País. No Espírito Santo, no mesmo período, foram 1.116 mortes por acidentes de trânsito.   “Apoiamos todas as medidas que puderem ser tomadas para que acidentes sejam evitados e vidas, salvas”, defende o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. A violência no trânsito reflete diretamente no SUS. Para se ter uma ideia desta realidade, em 2011 foram registradas 155 mil internações no SUS em todo Brasil relacionadas a acidentes de trânsito, o que representou um custo de mais de R$ 200 milhões.    Esse valor leva em conta apenas as internações na rede hospitalar pública, sem considerar os custos dos atendimentos imediatos às vítimas feitos pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgências (SAMU), nas Unidades de Pronto Socorro e Pronto Atendimento e na reabilitação do paciente com consultas, exames, fisioterapia, dentre outros. “Com os recursos investidos em todo Brasil nestas internações, poderíamos construir 140 Unidades de Pronto Atendimento (UPAs 24 horas) e melhorar o atendimento à população nas urgências e emergências do País”, alerta o ministro.   No Espírito Santo, o Batalhão de Trânsito da Polícia Militar intensificou as blitze nas estradas estaduais e na Região Metropolitana da Grande Vitória desde a última sexta-feira (21). As operações, que fazem parte do programa federal Vida no Trânsito, devem se estender, por todo o território nacional, até o final do carnaval.    Quem for pego dirigindo sob influência de álcool ou outra substância psicoativa terá a carteira de habilitação recolhida e o veículo, retido. O motorista estará sujeito, ainda, à multa que passa de R$ 957,70 para R$ 1.915,40 e à suspensão do direito de dirigir por 12 meses. O valor da multa dobrará em caso de reincidência.   De acordo com a Lei 12.760, as penalidades serão aplicadas quando a conduta do motorista for constatada por concentração igual ou superior a seis decigramas de álcool por litro de sangue ou igual ou superior a 0,3 miligrama de álcool por litro de ar alveolar. E, ainda, por sinais que indiquem alteração da capacidade psicomotora. A verificação da incapacidade do motorista de dirigir também poderá ser obtida por meio de teste de alcoolemia, exame clínico, perícia, vídeo, prova testemunhal ou outros meios de prova admitidos, observado o direito à contraprova.   No último mês de setembro, o Ministério da Saúde autorizou o repasse de mais R$ 12,8 milhões para os 26 estados e o Distrito Federal aplicarem no Vida no Trânsito. Desse montante, foi destinado o valor de R$ 425 mil para o Espírito Santo. No total, já foram liberados R$ 27,7 milhões para investimentos no projeto.

26/12/2012 / 0 Comments
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