Skip to content

Século Diário

Portal de Notícias

MP capixaba lidera índice de denúncias criminais na região Sudeste

Sem categoria

Os promotores de Justiça capixabas ofereceram uma denúncia a cada quatro inquéritos criminais recebidos ou instaurados no ano de 2011. Os dados foram revelados no anuário “Ministério Público – Um Retrato”, divulgado nessa segunda-feira (3) pelo Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP). Esse índice é quase o dobro do apurado nos outros MPs de estados da região Sudeste. Ao todo, o MP capixaba recebeu 237 mil processos criminais no 1º grau.  De acordo com a publicação, o Ministério Público Estadual (MPES) registrou 128.347 inquéritos recebidos ou instaurados no ano passado. Deste total, foram oferecidas denúncias em 32.425 casos. No mesmo período, foram arquivados 12.394 inquéritos. Dados que resultaram no maior índice de denúncias em relação aos recebidos de 25,3% – superior aos MPs de São Paulo (13,7%), Minas Gerais (13,6%) e Rio de Janeiro (6,7%). A média da região foi de 12,5%, enquanto a maior índice acontece na região Nordeste com 42%.  No ano passado, o MPES também recebeu 98.790 termos circunstanciados, que resultou em 1.566 transações penais – nos casos com menor potencial lesivo. Também na área criminal, o anuário indicou a instauração de 11.369 processos no 2º grau e a suspensão condicional de 3.767 processos efetivados no período.  Na área cível, o MP capixaba figura no mesmo patamar da instituição no estado de São Paulo. O excesso de procedimentos pode ser analisado no número de inquéritos instaurados. Foram 18.586 no MPES contra 18.981 no MP paulista. Já o índice de arquivamento foi bem inferior: 5.665 inquéritos cíveis arquivados no Estado contra 16.587 em São Paulo.  De acordo com a conselheira Claudia Chagas, presidente da Comissão de Planejamento Estratégico do CNMP e coordenadora do trabalho, a publicação é “uma conquista para a sociedade brasileira e para o Ministério Público”. Segundo ela, o relatório representa a primeiro resultado de um esforço de compilação de dados nacionais confiáveis sobre a atuação do Ministério Público.  Segundo informações do CNMP, os números foram fornecidos pelas unidades até agosto deste ano e compilados pelo órgão de controle. A segunda edição do relatório será lançada em junho de 2013, com dados relativos a 2012. A previsão é que o documento seja anual.

04/12/2012 / 0 Comments
read more

Sociedade volta a cobrar medidas de combate à violência após crimes de repercussão

Sem categoria

A sociedade capixaba foi surpreendida neste domingo (2) com a morte do empresário Ademar Cunha, que foi vítima de um assalto seguido de morte (latrocínio). A morte de Ademar, que era um expoente no esporte do Estado, causou muito mais que revolta, mas também cobrança de medidas por parte do poder público para combater a violência.   A coordenadora do Centro de Defesa dos Direitos Humanos da Serra (CDDH-Serra), Marta Falqueto, diz que a violência é vista nos diferentes setores da sociedade de maneira diferente. Ela afirma que enquanto a violência atinge a população que está marginalizada, é ignorada, mas se ela atinge uma pessoa que tem mais visibilidade ou proximidade com a parcela dominante da população a sociedade cobra o aumento nas penas dos infratores. “A discussão deve ser sobre como vamos tratar a violência para que ela não comece”, pondera.   A militante lembra que ao mesmo tempo em que o Estado é uma das maiores rendas per capita do País, a saúde e a educação têm os menores índices e as políticas públicas de garantia da dignidade estão aquém do necessário. Ela ressalta que o Estado tem a atribuído à droga o aumento da violência, mas esse não é o único fator que leva ao aumento dos índices. “A droga tem parcela de responsabilidade nesse aumento, mas também passamos por um longo período em que a segurança pública foi deixada de lado”.   Marta também destaca que a intolerância e a falta de perspectivas também contribuem para o aumento da violência e precisam ser combatidas com políticas públicas.   Ela ressalta a importância da intersetorialidade na construção das políticas públicas, além do fortalecimento de projetos de participação cidadã na construção de políticas públicas. A militante afirma que ainda falta ouvir a sociedade e respeitar as diferenças de cada região que devem ser tratadas individualmente, mas integradas com o universo de ações. Marta questiona ainda a falta de organização popular para encontrar saídas não violentas para a falta de perspectiva e para a construção de políticas públicas de promoção da dignidade da população.   Embora os rompantes de indignação da sociedade sejam legítimos, eles acontecem pontualmente. No dia a dia da violência, a sociedade se cala e parece conformada com a “guerra civil”. Apesar da repercussão e revolta causada pelo morte do empresário, a violência no Estado é crônica e se mantém em níveis alarmantes há mais de uma década. De 2000 a 2010, o taxa de homicídios – e nessa taxa estão incluídos os latrocínios – se manteve acima de 45 mortes violentas por 100 mil habitantes, chegando a bater a marca de 57 por 100 mil em 2009, de acordo com o Mapa da Violência 2012.     Se nada for feito para reverter essa situação, a violência seguirá fazendo novas vítimas. Entre elas, pessoas que deixaram um rico legado à sociedade, como foi o caso de Ademar Cunha, e tantas outras que são simplesmente anônimas, mas também querem viver. 

04/12/2012 / 0 Comments
read more
04122012_theodorico_ferraco_nerter.jpg

Ales aprova PEC e abre caminho para a reeleição de Ferraço

Sem categoria

Após mais de três meses de idas e vindas, o plenário da Assembleia Legislativa aprovou, na sessão desta terça-feira (3), em segundo turno, a Proposta de Emenda Constitucional que trata da reeleição de membro da Mesa Direta. A “PEC da Reeleição”, como foi batizada, vai permitir a recondução do deputado estadual Theodorico Ferraço (DEM) à presidência da Casa. A matéria foi aprovada com 25 votos e apenas uma abstenção.   A proposta de autoria do deputado José Carlos Elias (PTB) havia sido aprovada na última terça-feira (27), em primeiro turno, com 23 votos favoráveis e uma abstenção. A aprovação do texto põe fim a um cabo de guerra que envolvia o Legislativo e o governo do Estado. A disputa vinha desde agosto, quando o petebista colheu assinatura de colegas para assegurar a reeleição de Ferraço, que assumiu a presidência após a renúncia do deputado Rodrigo Chamoun. que foi para o Tribunal de Contas do Estado (TCE). No primeiro momento, o governador Renato Casagrande se opôs à votação da PEC. Em seguida se reuniu com Ferraço e pediu para que o deputado adiasse a discussão para depois das eleições. Ferraço cedeu e deu início a trégua entre os chefes do Executivo e Legislativo estadual. Passadas as eleições municipais, o assunto voltou à pauta e as lideranças firmaram um acordo entre Ferraço e Casagrande com a aprovação de um segundo texto, que permite a reeleição apenas em caráter excepcional.  Segundo o deputado Cláudio Vereza (PT), o texto aprovado é diferente do que havia sido apresentado inicialmente por José Carlos Elias. Logo após a votação, o petista disparou contra a abordagem da mídia sobre o assunto e negou qualquer abertura para o retrocesso: “Fica a impressão que a velha reeleição voltou, mas não se trata disso”, explicou.  Defensor de primeira hora da reeleição de Ferraço, o deputado José Esmeraldo (PR) também discursou a favor da aprovação: “O governo do Estado foi muito feliz quando caminhou com essa PEC. Fico feliz que toda essa Casa votou pela permanência do nosso presidente”. O republicano lembrou do compromisso do provável reeleito com o pagamento do 11,98% aos servidores do Legislativo. “Por que mudar o que está certo?”, bradou.  Antes da votação da PEC, os deputados inverteram a pauta da sessão com a supressão da fase das comunicações. Desta vez, não houve qualquer resistência dos parlamentares, como ocorreu na sessão dessa segunda-feira (3).

04/12/2012 / 0 Comments
read more

Mudança na demarcação de terras gera protesto na Câmara

Sem categoria

Esta terça-feira (4) foi mais um dia de protesto contra a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 215/00, que tira do poder Executivo a responsabilidade do reconhecimento de terras indígenas e de outros povos tradicionais, transferindo a prerrogativa ao Congresso Nacional. Deputados federais e representantes de Organizações Não Governamentais (ONGs) se juntaram a lideranças indígenas em um ato público na Câmara dos Deputados contra a aprovação da proposta.   A PEC, de autoria do deputado Almir Sá (PPB-RR), em discussão na Câmara desde 2000, representa forte ameaça à luta por territórios das comunidades tradicionais de todo o País. Caso ela seja aprovada, a grande bancada ruralista do Congresso, responsável dentre outras coisas por implementar as recentes mudanças no Código Florestal, estaria disposta a fazer pressão para barrar os processos de demarcação das terras.    Para o secretário executivo do Conselho Indigenista Missionário (Cimi), Cleber Buzatto, a PEC 215/00 pode impedir que 700 territórios indígenas sejam demarcados, inclusive os processos que já estão em andamento. O mesmo se estende aos outros povos tradicionais do Brasil, como os quilombolas. No Espírito Santo, encontram-se ameaçados pela proposta os territórios negros do Sapê do Norte, que congrega diversas comunidades remanescentes de quilombos.   A PEC já foi aprovada, em março, pela Comissão de Constituição e Justiça – inclusive com voto do deputado federal César Colnago (PSDB), da bancada capixaba. Antes de ir para o plenário, a proposta precisa ser analisada por uma comissão especial. Os manifestantes, no entanto, afirmam que vão lutar contra a criação da comissão especial.   Para o deputado e coordenador da Frente Parlamentar de Defesa dos Povos Indígenas, Padre Ton (PT-RO), não se pode mudar a Constituição por simples ambição, para tirar os indígenas e colocar bois no lugar, referindo-se à maior influência que empresários rurais terão se a PEC for aprovada na Câmara.   Portaria 303   Outra grande ameaça aos povos indígenas é a Portaria 303, da Advocacia-Geral da União (AGU), que autoriza o governo a construir rodovias, hidrelétricas, linhas de transmissão de energia e instalações militares dentro das aldeias sem autorização das comunidades indígenas. O texto também veta a ampliação de terras demarcadas. Os protestantes também pediram a revogação da portaria.   A portaria é considerada um golpe por lideranças indígenas, como o cacique Werá Kwaray, da aldeia Boa Esperança, no Norte do Estado. Para ele, a nova regra fere a Constituição e a dignidade dos povos indígenas. O cacique ressalta ser inconstitucional o que propõe a Portaria, principalmente no item que permite intervenções (obras prioritárias do governo federal e do agronegócio) no território indígena sem consulta prévia.

04/12/2012 / 0 Comments
read more
13102012_ricardo_ferraco_s_20200308-071615_1.jpg

Aproximação entre Ferraço e Casagrande mina pretensões de Ricardo para 2014

Sem categoria

O apoio declarado do deputado estadual Theodorico Ferraço (DEM) à reeleição do governador Renato Casagrande, em 2014, mina as pretensões do senador Ricardo Ferraço (PMDB), que até então vinha sendo tratado como a “carta na manga” do grupo do ex-governador Paulo Hartung para a disputa ao governo em 2014. A paz selada entre Casagrande e Ferraço, no entanto – com direito a juras de amor e tudo o mais -, muda completamente o cenário político de 2014 para Ricardo Ferraço. Durante a campanha eleitoral deste ano, Ferraço foi visto várias vezes caminhando com o filho e com lideranças do grupo de Hartung, como o deputado federal Lelo Coimbra (PMDB) e companhia, dando a entender que o grupo estava reunindo forças com vistas às eleições de 2014. Naquele momento, a relação entre Casagrande e Ferraço fora azedada pelo impasse em torno da PEC da reeleição, que permitiria a recondução de demista à presidência da Assembleia. Prontamente, Hartung estendeu a mão e puxou Ferraço para o seu lado, o identificando como um aliado em potencial, no caso de Ricardo se consolidar como candidato da legenda na disputa para o governo. Na entrevista que deu a Gazeta nesse domingo (2), porém, o próprio Ferraço sucumbiu o projeto do filho, ao afirmar que Ricardo era mais útil no Senado que disputando o governo. E frisou, para que não houvesse mais dúvidas, que seu candidato para 2014 era Renato Casagrande. Mesmo com o apoio explícito e bem-vindo, Casagrande, preocupado em assegurar o equilíbrio de forças – como fez durante todo o processo eleitoral deste ano -, vem se empenhando para manter o PMDB na mão do grupo de Hartung. Ele trabalha alinhado com o plano de reeleger Lelo presidente estadual da legenda, o que já é praticamente dado como certo. O virtual adversário de Lelo, no PMDB, seria o deputado Sérgio Borges, que tem nas mãos os chamados históricos do partido, que são contra a recondução do candidato de Hartung para o comando da sigla. Borges também já sinalizou que não vai obstruir os planos de Hartung de assegurar o controle do PMDB até as eleições de 2014, deixando o caminho livre para Lelo. Fechado, porém, fica o caminho para Ricardo disputar o governo em 2014. Com o golpe de Ferraço, Hartung, por enquanto, trabalha com o foco na vaga do Senado, mas sem um nome próprio, já que a deputada federal Rose de Freitas (PMDB), que almeja a vaga, está riscada dos planos do ex-governador. Não será surpresa se Hartung decidir buscar um nome de fora do partido para apoiar. Como Ferraço se aproximou de Casagrande, depois de atravessarem um período de turbulência, não seria difícil que Hartung voltasse também às boas com o prefeito João Coser (PT), que poderia se tornar o candidato do ex-governador para frear as pretensões de Rose.

04/12/2012 / 0 Comments
read more

Famílias de sem-teto de Aracruz aguardam promessa de casas há quase dois anos

Sem categoria

Quase dois anos após serem desalojadas pelo Batalhão de Missões Especiais (BME) da Polícia Militar da localidade de Nova Esperança, em Aracruz, as 313 famílias que aguardam por uma moradia popular continuam desamparadas. Segundo os sem-teto, o caso caiu no esquecimento do poder público. Eles avisam que se o novo prazo dado para assinatura da ordem de serviço (14 de dezembro) não for cumprido, a cobrança será “endurecida”.   As famílias foram desalojadas de uma área de 102 mil  m², reintegrada pela Justiça à prefeitura de Aracruz. Segundo o  coordenador estadual do Movimento Nacional da Moradia, Valdinei Tavares, as casas deveriam ser entregue em novembro deste ano, o que não ocorreu.    Acampadas em frente à Secretaria de Obras de Aracruz, eles conseguiram se reunir com representantes da prefeitura de Aracruz  nessa segunda-feira (3). A prefeitura garantia o prazo de 11 dias para a assinatura da ordem de serviço.    “Se não cumprirem o acordo, ocuparemos a área de novo como já fizemos. Muitos prazos já foram desrespeitados, inclusive, o do Termo de Ajustamento de Conduta [TAC]. O nosso caso caiu no esquecimento do poder público, mas não caiu no nosso esquecimento”, disse Valdinei Tavares.    As obras das casas do novo loteamento Nova Esperança, no distrito de Barra do Riacho, em Aracruz, no norte do Estado, deveriam ter começado em junho deste ano, após a conclusão do imbróglio entre a Estrutural Construtora e Incorporadora Ltda e a Construtora Arpa e Serviços Ltda, que venceu a licitação para a construção das casas.    Em maio deste ano, a Estrutural Construtora e Incorporadora Ltda, que contestava a vitória da Construtora Arpa se retirou da disputa judicial, deixando livre o caminho para que a vencedora do certame iniciasse as obras.    Mas, segundo os desalojados, os prazos não foram cumpridos e as famílias continuam sem moradia.  Eles informaram que irão limpar a área destinada a construção das casas e se o prazo das obras não for cumprido, poderão se mobilizar para construírem suas próprias casas no terreno.    Segundo a prefeitura de Aracruz, o atraso nas obras ocorreu devido à dificuldade da empresa ganhadora em atender algumas exigências da Caixa Econômica Federal.    O loteamento Nova Esperança foi demolido no dia 18 de maio de 2011 em uma operação truculenta executada pelo Batalhão de Missões Especiais (BME). Após a demolição das casas, as famílias desalojadas se dividiram entre a quadra de esportes do distrito e casas de parentes, até que a prefeitura se comprometesse a arcar com os alugueis sociais.   Atualmente, algumas famílias cadastradas para receber as casas moram em locais alugados pela prefeitura, em condições ainda precárias. Outras estão alojadas nas casas de parentes e amigos, esperando a conclusão das obras.

04/12/2012 / 0 Comments
read more
23112012_foto_capa_sedegarra.jpg

Relatório da CPI do Cachoeira pode avançar sobre laranjas da Delta no Espírito Santo

Sem categoria

O relatório final da CPI do Cachoeira pode avançar sobre as relações das empresas fantasmas utilizadas para lavagem de dinheiro da Delta Construções. A medida seria a última tentativa do relator dos trabalhos, deputados Odair Cunha (PT-MG), para salvar o texto – alvo de críticas pelo indiciamento de jornalistas e a suspeição lançada sobre o procurador-geral da República, Roberto Gurgel. As informações são do jornal Estado de Minas, que aborda as negociações do relator com o grupo considerado independente da CPI.  De acordo com a publicação, o deputado poderá incluir o texto completo sobre as 21 empresas que receberam dinheiro da empreiteira carioca Delta, entre elas, a Garra Transportadora – empresa de fachada registrada em nomes de laranjas, com suposta sede no município de Viana (região Metropolitana da Grande Vitória). O documento oficial, lido na última quarta-feira (28), pede apenas que o Ministério Público Federal (MPF) investigue as empresas, mas não faz nenhum tipo de detalhamento.  Caso o relator faça a inclusão das novas informações, o relatório final das investigações deve explicitar as relações da empreiteira no Espírito Santo, uma vez que os repasses abasteceriam um esquema de propina a agentes políticos, financiamento de campanhas e desvio de dinheiro para a organização criminosa chefiada pelo contraventor Carlinhos Cachoeira.  Segundo as informações divulgadas no relatório inicial, a Garra Transportadora seria a terceira empresa que mais recebeu dinheiro oriundo da Delta. Apenas nos anos de 2011 e 2012, a empresa registrada no dia 25 de outubro de 2010 teria ficado com 25% dos repasses da empreiteira carioca, somando R$ 23,507 milhões no período.  A inclusão das empresas que formariam o esquema de lavagem de dinheiro da Delta Nacional é uma das demandas do grupo independente, que chegou a se movimentar para apresentar um relatório paralelo ao MPF. Nos bastidores, não há definição sobre a votação do texto. A leitura do texto foi adiada pela terceira vez no final da noite dessa terça-feira (4). A sessão da CPI estava marcada para esta esta quarta-feira (5), mas foi adiada para o próximo dia 11. A reportagem cita a costura de um acordo entre parlamentares da CPI para derrubarem o relatório de Cunha com o objetivo de evitar o indiciamento do dono da Delta, Fernando Cavendish e promover a blindagem do governador do estado do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB). O encerramento dos trabalhos da comissão está marcado para o próximo dia 22. Empresa de fachada  Mesmo sem o detalhamento das operações, a primeira versão do relatório final da CPI aponta que a Garra Transportadora foi uma das principais companhias que receberam dinheiro vindo das contas da Delta. A movimentação demais de  R$ 23 milhões parece não ter chamado atenção dos vizinhos do local onde está registrada a suposta empresa, na rua Coronel Laurentino Pimentel, número 170, no Centro de Viana.  Nos últimos meses, a reportagem de Século Diário visitou o local apontado como a sede da empresa que recebeu o dinheiro da Delta. No endereço, ao em vez  de um prédio comercial ou galpão de uma transportadora, a suposta sede da Garra se resume a uma residência com dois pavimentos, espaçosa garagem no térreo, em uma rua pouco movimentada, com calçamento de paralelepípedos – ao lado da rua que dá acesso à Igreja Matriz do município.  De acordo com o relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) – órgão ligado ao Ministério da Fazenda –, publicado pelo jornal Folha de S. Paulo, a empresa enviou R$ 7,27 milhões, no período de 01/02 a 30/04/2012, para a Conta Corrente nº 176905, na agência 525 do banco HSBC, na cidade do Rio de Janeiro, titulada pela empresa Garra Transp. e Loc. Logística de Veículos.   Segundo o registro na Junta Comercial do Espírito Santo (Jucees), a Garra iniciou suas atividades no dia 25 de outubro de 2010, com um capital social de apenas R$ 10 mil. Na divisão das cotas, os laranjas Eliandro Paula da Conceição aparece com R$ 9,9 mil do capital, enquanto Gláucio Barcelos fica com R$ 100 para compor o restante da “sociedade”.  O objetivo social lista como atividades: transporte rodoviário de carga, exceto produtos perigosos e mudanças; intermunicipal, interestadual e internacional; locação de automóveis sem condutor, e locação de veículos com equipamentos de movimentação de carga com operador. Mas os vizinhos do local desconhecem a existência de qualquer empresa, assim como não conhecem os supostos sócios da empresas – localizados pela Folha no subúrbio do Rio de Janeiro.

04/12/2012 / 0 Comments
read more

Justiça absolve gestores do IPAJM em ação de improbidade

Sem categoria

O juiz da 3ª Vara dos Feitos da Fazenda Pública Estadual, Jorge Henrique Valle dos Santos, rejeitou uma denúncia de improbidade contra gestores do Instituto de Previdência e Assistência Jerônimo Monteiro (Ipajm). O ex-presidente do órgão, Rômulo Augusto Penina, e mais três pessoas foram acusados pelo Ministério Público Estadual (MPES) de cometerem irregularidades na aquisição de computadores. O juiz entendeu que não houve direcionamento ou superfaturamento na compra feita no ano de 2006.  Na sentença, o juiz analisou as alegações trazidas pela promotoria, mas considerou que não houve qualquer infração à legislação. “Não restou demonstrada a presença do elemento subjetivo necessário à caracterização de ato de improbidade administrativo lesivo ao erário”, afirmou Valle dos Santos, ao considerar improcedente o pedido ministerial e declarou o processo extinto com a resolução de mérito.  Nos autos, o Ministério Público narrava supostas irregularidades na compra de equipamentos de informática para o órgão. Durante a análise do mérito, o juiz saneou todas as controvérsias lançadas pela acusação. Valle dos Santos constatou que não houve irregularidades na contratação, uma vez que as exigências feitas pelo Ipajm – como certificações, como a ISO 9000 – não comprometeram ao caráter competitivo da licitação.  Um outro abordado pelo magistrado foi a análise da conduta dos outros requeridos, entre eles, o então gerente do Núcleo de Tecnologia e Informação do órgão, Mário Marques Alcofra Neto – também absolvido na ação. Mesmo atuando em mais de uma fase da licitação, o servidor não teria infringindo a legislação ao afastar de forma justificada algumas recomendações da Auditoria Geral do Estado, segundo o juiz.   Também foram absolvidos os sócios da empresa Proad Informática Ltda (Marcos Valadares Nader e Beatriz Amaral e Silva Nader). “Não obstante, esta [empresa] sagrou-se vencedora, tendo em vista que, das licitantes que apresentaram propostas economicamente mais vantajosas para a Administração Pública, uma desistiu de fornecer os equipamentos, enquanto as outras foram desclassificadas. Nesse contexto, não está afastada a irregularidade em referência”, narra um dos trechos da decisão.  Durante o processo, a Justiça chegou a determinar a indisponibilidade dos bens dos requeridos até o montante de R$ 620,79 mil na eventualidade de se comprovar as irregularidades. A sentença foi publicada na última quinta-feira (28). O Ministério Público, autor da ação, já está recorrendo da decisão.

04/12/2012 / 0 Comments
read more
13082012_herkenhoff_rabelo.jpg

Violência pode ser adversária de Casagrande em 2014

Sem categoria

Se os índices de homicídios e latrocínios continuarem em alta, a violência pode ser a principal adversária para o projeto de reeleição do governador Renato Casagrande em 2014. O assassinato do empresário Ademar Cunha, no último domingo (2), trouxe o tema novamente à tona e, como não podia ser diferente, Casagrande voltou a ouvir críticas mais contundentes ao trabalho do secretário de Segurança Pública Henrique Herkenhoff. Na iminência de anunciar os novos nomes que devem compor a sua equipe de governo em 2013, Casagrande passou a sofrer pressão para aproveitar a “janela de mudanças” e incluir o nome do secretário no pacote. Mas essa decisão não é tão simples como possa parecer para alguns observadores. Se olhar para as estatísticas e para os crimes de repercussão social, como o do empresário Ademar Cunha, Casagrande despacha o secretário ontem. Mas se o governador resolver pôr na balança o convite que fez há dois anos, quando convenceu Herkenhoff a trocar a carreira estável de desembargador no Tribunal Regional Federal em São Paulo por um vespeiro chamado Segurança Pública do Espírito Santo, Casagrande tende a reconsiderar. É verdade que se Casagrande analisar friamente, pensando inclusive no seu projeto de reeleição, a medida mais estratégica parece ser a troca. Por mais que o governo fale que tem investido muito dinheiro em Segurança, que está fazendo concursos sistemáticos para aumentar o efetivo de policiais e que lançou programas como o Estado Presente para enfrentar preventivamente a criminalidade, para a população, nada disso importa. Principalmente quando a sensação de violência bate mais forte que as ações do Estado. Isso pode pesar politicamente para Casagrande, se lembrarmos que o então candidato a governador prometeu, durante a campanha de 2010, que cuidaria pessoalmente do problema, transmitindo ao eleitor que as páginas de violência que escreveram a história do Estado até então, fariam parte do passado. Já se foram dois anos de governo e Casagrande ainda não conseguiu cumprir a sua promessa, que poderá ser novamente cobrada pelo eleitor, com juros e correção, em 2014. O prazo está se esgotando, mas o impasse continua martelando a cabeça do governador. Casagrande não sabe se salva a sua pele e despede logo Herkenhoff ou se segue o exemplo do ex-governador Paulo Hartung, que conseguiu tirar leite de pedra ao salvar a imagem do ex-secretário Rodney Miranda, que mesmo após fazer uma gestão pífia na Segurança, se tornou deputado estadual e se elegeu prefeito de Vila Velha. Prova de que o eleitor não levou o descontentamento com a Segurança para as urnas.

04/12/2012 / 0 Comments
read more
09112012_operacao_leeoswald_lucMa_20200308-071615_1.jpg

Presidente Kennedy: royalties não resolvem pior desempenho estadual na Educação

Sem categoria

Todos os recursos dos royalties de petróleo para investimentos na Educação. Essa foi a sinalização feita pela presidente da República, Dilma Rousseff, após os vetos ao projeto que estabeleceu as novas regras de distribuição do dinheiro. Apesar da intenção do governo federal utilizar os recursos – findáveis – como uma “poupança para o futuro”, nem todos os administradores públicos sabem lidar com esse legado – não renovável, é bom que se repita.  Um dos principais exemplos de que os ganhos com royalties não significam necessariamente uma melhora de vida da população acontece em Presidente Kennedy, no litoral sul capixaba. O município surge como o primeiro colocado na lista de receitas com a compensação pela exploração do petróleo. Só neste ano, recebeu R$ 116 milhões em repasses. No entanto, os indicadores sociais caminham na outra ponta da tabela, inversamente proporcional aos episódios de corrupção na prefeitura.  De acordo com dados do Índice de Desenvolvimento Municipal, da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), o rico município de Kennedy é o último colocado (78º lugar) no ranking estadual e apenas na 3106º posição nacional em desenvolvimento da Educação. O estudo publicado nessa segunda-feira (3) leva em consideração os dados do ano de 2010, quando o município ainda era administrado pelo hoje ex-prefeito Reginaldo Quinta (PTB), cassado após ser flagrado em episódios de desvio de dinheiro público na sua gestão.  No período, o índice de Educação no município teve uma leva melhora em relação ao ano anterior – saltando de 0,7076 para 0,7281 –, insuficiente para retirar os “Emirados Árabes capixaba” da última colocação estadual. Os municípios imediatamente acima na lista foram: Ibitirama (0,7431), Divino de São Lourenço (0,7541), Mimoso do Sul (0,7553) e Apiacá (0,7580). No topo da lista, surgem os municípios de Itaguaçú (0,9497), Venda Nova do Imigrante (0,9383) e Marilândia (0,9259).  No grupo de municípios com pior desempenho na Educação, Presidente Kennedy se destaca pelo abismo entre os indicadores econômicos e sociais. Em 2010, a arrecadação municipal foi de R$ 141,09 milhões – o que garantiu a maior receita per capita do Estado naquele ano (R$ 13.670,00), mais do que o dobro do segundo colocado, Anchieta (R$ 6.770,00), que foi o 19º colocado nos índices da Firjan.  Na comparação, as receitas de Kennedy representam quase o dobro da arrecadação dos quatro municípios imediatamente acima no ranking. Além de cinco vezes mais do que arrecadou a prefeitura de Itaguaçú, que teve uma receita total de R$ 27,95 milhões naquele ano. Outro dado é que o município no topo do ranking registrou uma população de 14.134 habitantes contra 10.315 pessoas no município então comandado pelo petebista Reginaldo Quinta.  No índice de desenvolvimento geral, o município de Presidente Kennedy fechou na 65º colocação entre as cidades do Espírito Santo (2497ª no ranking nacional). A pesquisa também revelou indicadores de desenvolvimento moderado na área de saúde (0,7583) e regular no quesito de emprego e renda (0,5020). Nessas áreas, o município foi 72º colocado e 19º colocado, respectivamente, no Estado.  Esse desempenho da administração kennedense aquém das expectativas pela grande arrecadação foi motivo de críticas por todo País. No auge da campanha para manutenção dos royalties aos estados e municípios produtores – bandeira levantada pelo governo do Estado –, a falta de gestão no município era vista como um “ponto contra” a manutenção do atual critério de distribuição.  Na época, o senador Ricardo Ferraço (PMDB) comentou que o município atrapalhava a imagem do Espírito Santo no debate. Tanto que o jornal Folha de S. Paulo destacou o mau uso das verbas dos royalties em Presidente Kennedy. Enquanto isso, a prefeitura ganhou as manchetes da imprensa local e nacional após a deflagração da Operação Lee Oswald, que revelou um expediente de fraudes em contratos que podem chegar a R$ 55 milhões.  O escândalo provocou a cassação do prefeito Reginaldo Quinta, o afastamento de quatro vereadores – que eram membros da Mesa Diretora da Câmara municipal – e a aprovação judicial de uma intervenção estadual. A gestão do interventor, promotor aposentado, Lourival Lima do Nascimento, dura até o próximo dia 31.  No dia 1ª de janeiro, a prefeitura será assumida por Amanda Quinta Rangel (PTB), ex-secretária municipal e sobrinha do prefeito cassado. Formada em enfermagem e com apenas 23 anos, Amanda foi eleita com 5.238 votos (57,65% dos votos válidos) em substituição ao tio, que teve o registro de candidatura indeferido pela Justiça Eleitoral – mas ainda sim teve o nome inseminado nas urnas, ou seja, quem votou para Amanda, acabou votando na foto do ex-prefeito cassado. 

04/12/2012 / 0 Comments
read more

Paginação dos conteúdos

Anterior 1 … 4.649 4.650 4.651 … 4.870 Seguinte
Royal Elementor Kit Theme by WP Royal.