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Esse cara sou eu

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Volta e meia o deputado estadual Roberto Carlos (PT), que também é Braga, faz referência ao xará cachoeirense. Mas desta vez, sem citar o cantor, ele conseguiu emplacar a semelhança em sua movimentação para a eleição da Mesa Diretora, em fevereiro, com a nova música do rei: “Esse cara sou eu”. De fato, nos bastidores da articulação entre o governo do Estado e a Assembleia Legislativa, Roberto Carlos se destacou como interlocutor. Apesar de Elcio Alvares (DEM) ter posado para a foto como o articulador da PEC da reeleição de Theodorico Ferraço (DEM), quem sentou à mesa com o secretário da Casa Civil, Luiz Ciciliotti, e acertou as arestas com o governador Renato Casagrande, “esse cara” foi Roberto Carlos. Com isso, o deputado se fortaleceu e já ventila-se no Palácio Anchieta que ele pode ser a solução encontrada por Casagrande para solucionar dois problemas: acomodar Esmael Almeida na Assembleia, puxando Roberto Carlos para o secretariado, além disso, substituir Ciciliotti na Casa Civil, já que a relação com o secretário está bastante desgastada com os deputados. Roberto Carlos resolve um problema para Casagrande. Suas pretensões para 2014 se limitam à reeleição para a Assembleia, o que já estaria assegurado com a parceria com o prefeito eleito da Serra, Audifax Barcelos (PSB). Essa, aliás, foi mais uma manobra de sucesso do xará do rei. Ele que sempre foi Vidigal (PDT) de carteirinha, pulou para o palanque do socialista na eleição deste ano. Apostou bem. Por outro lado, o governador precisa de um articulador que tenha trejeito político, já que o próximo ano será importante para que o governador balize sua candidatura à reeleição. Os deputados podem ajudar nesse processo. Roberto Carlos mostrou destreza na arte de dialogar com o governo e com os deputados. Tem futuro. Fragmentos: 1 – Depois de dificultar o acesso da equipe de Nozinho Correa (PDT) aos documentos da prefeitura, o prefeito Guerino Zanon (PMDB) estaria preparando uma surpresinha nada agradável para seu sucessor: a articulação da convocação de todos que fizeram concurso para a prefeitura de Linhares. 2 – Não que os concursados não devessem ser chamados, mas por que não fez isso durante sua gestão? A ideia é criar gastos permanentes para o sucessor. Nozinho é rico, mas será que a prefeitura comporta os gastos extras? 3 – Aliás, quem voltou à Assembleia foi o grande aliado político do prefeito eleito, o deputado estadual Luiz Durão (PDT). Seu problema de saúde foi uma lacuna na campanha do pedetista.

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A História soterrada

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Quatro livros recém-lançados sobre fatos e personagens da época da ditadura militar – a caçada urbana ao chefe da ALN Carlos Marighella (1969), o sumiço de Carlos Alberto Soares de Freitas, preso na Casa da Morte de Petrópolis em 1971, o papel do Major Curió na guerrilha rural do Araguaia (1972/73) e a morte sob tortura do jornalista Vlado Herzog  em 25/10/1975 numa prisão militar em São Paulo – não deixam dúvida de que há voluntários engrossando o caldo preparado pela Comissão da Verdade em sua missão de levantar casos de violações dos direitos humanos durante o regime autoritário implantado em abril de 1964. Se a morte de Marighella se enquadra no âmbito da luta armada em São Paulo e a guerra do Araguaia fez parte do mesmo processo em pleno sertão, os livros As Duas Guerras de Vlado Herzog, do jornalista Audálio Dantas, e Seu Amigo Esteve Aqui, de Cristina Chacel, recolocam no ar uma pergunta nunca assaz respondida: quantos “suicídios”, mortes “acidentais” e/ou desaparecimentos premeditados pesam sobre os ombros estrelados da ditadura? A resposta definitiva talvez nunca seja encontrada, como até agora não se definiu a duração do regime autoritário. Para uns, terminou com a anistia de agosto de 1979; para outros, foi prorrogado por dez anos até a eleição presidencial direta de novembro de 1989; mas há quem diga que ele ainda está vivo e atuando nos porões da democracia.   A tarefa do momento é levantar e apontar os malfeitos. Seu conhecimento e divulgação sem dúvida contribuição para suprir uma lacuna até agora não preenchida. Desde o pioneiro Em Câmara Lenta,  de Renato Tapajós (Alfa Omega, 1977), ninguém conseguiu até agora dar uma geral nessa história  sem fim. Quase todo mundo concorda, quem chegou mais fundo foi o jornalista Elio Gaspari. Escorado em relatos de auxiliares da ditadura, ele mostrou como os militares exerceram o poder. À direita ou à esquerda, cada autor se preocupou em contar sua participação no jogo do poder, deixando de dar uma visão global dos acontecimentos. Em consequência, a maioria da população ignora que a ditadura militar desencadeou um amplo movimento de resistência que reuniu (e frequentemente pôs em atrito) o movimento estudantil, o sindicalismo, a igreja católica, a imprensa, a academia, a sociedade civil organizada (OAB, ABI), alguns partidos políticos e, também, os grupos de luta armada. Evidentemente, todos esses movimentos de oposição tiveram seu contrário do lado governamental. À imprensa burguesa, hoje chamada A Mídia, se antepôs a imprensa alternativa. Para combater o pessoal da luta armada, a ditadura aperfeiçoou seus instrumentos de espionagem e vigilância, fez alianças internas (com empresários) e externas (com ditaduras vizinhas e a CIA), baixou decretos secretos (secretos até hoje) e deixou soltos os “crazy dogs” dos serviços secretos, até hoje protegidos pelas altas patentes.  Foi aí nos porões que se deram  os piores crimes. Em 2014 vai fazer 50 anos que tudo isso começou. O que sobrou dessa luta desigual? Muitos livros, alguns filmes e um resquício de medo à passagem de veículos identificados com a repressão.  Como dizia Millor Fernandes, o preço da liberdade é a eterna vigilância.   Olho vivo, quem nos governa por força do voto é uma ex-guerrilheira chamada Dilma Rousseff, a terceira mandatária presidencial oriunda da resistência à ditadura (os outros foram Lula e FHC). J Olho vivíssimo, o maior partido originário de movimento de resistência, nascido há 30 anos de uma coalizão de exilados, sindicalistas e professores/intelectuais, virou uma sigla mais ou menos conservadora cujo principal bordão é sustentar o projeto de expansão da economia brasileira que os militares não conseguiram levar adiante. Nesse processo de desenvolvimento capitalista neoliberal, a diferença é a inclusão social imposta por Lula e aprofundada por Dilma, que não disfarça seu gosto pelo exercício pleno do poder. Tanto que, desafiando o pensamento da hierarquia militar, criou a Comissão da Verdade, dando-lhe dois anos para apresentar sua versão da história. É o que veremos em maio de 2014.    Bem antes do prazo final, vê-se que a Comissão da Verdade não opera sozinha no levantamento das violações da ditadura. A cada feira do livro cresce a estante de livros sobre episódios, fatos e figuras da resistência democrática à prepotência militar. Há também filmes e documentários. Quando a CV encerrar seu trabalho, o Brasil conhecerá uma história até agora parcialmente soterrada.   LEMBRETE DE OCASIÃO  “Esta é a história dos vencidos. É importante que seja contada. Para isso está aí a Comissão da Verdade. Nada de sigilo. Tudo precisa ser divulgado”. Cristina Chacel, jornalista, autora de Seu Amigo Esteve Aqui

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Hermila Guedes se entrega a personagem em Era Uma Vez Eu, Verônica

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Escrito especialmente para a atriz Hermila Guedes, Era Uma Vez Eu, Verônica é um projeto antigo do diretor e roteirista Marcelo Gomes que retorna a trabalhar com a atriz que dirigiu em Cinema, Aspirinas e Urubus (2005). O longa foi filmado em Recife, cidade natal de Marcelo, e terá sua pré-estreia  no Cine Jardins neste sábado (17).     Recém-formada em medicina, Verônica (Hermila Guedes) é uma jovem que ainda mora com o pai (W. J. Solha) e está começando o período de residência em um hospital público. Entretanto, as condições precárias do local e o drama dos pacientes humildes acabam abalando seu equilíbrio emocional. A moça começa a se questionar se essa é realmente a profissão que quer seguir.   Somado a isso, seu pai começa a ter sérios problemas de saúde, que também passam a preocupá-la. Cansada e confusa, Verônica começa um diário íntimo, ela conta para um gravador todos os seus medos, desejos e tristezas. A autoterapia a ajuda a lidar com os problemas, mas sua verdadeira válvula de escape é o sexo.   Contrastando com a imagem de médica e de boa moça que cuida do pai, Verônica se envolve com diversos homens e relacionamentos fugazes. Era Uma Vez Eu, Verônica é um filme ousado que faz um retrato da vida dessa jovem, que só foi possível graças à entrega total de Hermila ao papel.     Serviço   Era Uma Vez  Eu ,Veronica (Idem, Brasil, 2012, 100 min, 18 anos)  Shopping Jardins – cine Jardins: Sala 2. 21h15 (apenas sábado)

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Tropicália faz panorama da revolução cultural do final dos anos 1960

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  Surgido em meio a repressão e a violência que cresciam no Brasil dos anos 1960, o Tropicalismo foi uma revolução musical que pedia liberdade. O filme Tropicália, que estreia este final de semana, vem mostrar o movimento para além da música e investigar sua importância em diversos contextos.   Dirigido por Marcelo Machado, o documentário mostra as origens do Tropicalismo nas instalações do artista plástico Hélio Oiticica, na poesia concreta, no cinema de Glauber Rocha, no teatro Oficina de Zé Celso, entre outras linguagens artísticas que contribuíram com a revolução cultural daquela época.     Caetano Veloso, Gilberto Gil, Rogério Duprat, Tom Zé, Gal Costa, os Mutantes, entre outros, beberam dessa fontes e misturaram desde velhas tradições populares do Brasil a novidades artísticas de fora do país, como a guitarra elétrica e o rock’n roll. Tropicália vai contando essa história com depoimentos recentes e antigos e raras imagens de arquivos, tudo embalado pelas canções que marcaram a época.   Marcelo Machado, que também assina o roteiro do filme, levou cinco anos de pesquisa para concluir a obra. Ele mostra o começo do tropicalismo no Festival da Record, em 1967, onde Gilbert Gil e Caetano Veloso cantam as emblemáticas Domingo no Parque e Alegria, Alegria, respectivamente, até seu final quando os dois artistas são presos, confinados em Salvador e depois exilados fora do país.   Serviço   Tropicália (Idem, Brasil, 2012, 89 min, livre) Cine Metrópolis: 19h – 20h40 Shopping Jardins. Cine Jardins: Sala 2. 19h15

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Vereador defende mais debates sobre projeto de expansão do Shopping Vitória

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  O vereador de Vitória Serjão Magalhães (PSB) considera o projeto de expansão do Shopping Vitória, na Enseada do Suá, interessante, mas para ele falta um diálogo mais amplo com a sociedade. O socialista acompanhou os debates da audiência pública que apresentou o Plano de Uso e Ocupação da Enseada do Suá, nessa terça-feira (13).   Ele ressaltou a necessidade de apresentação dos pareceres técnicos de impactos pela prefeitura de Vitória e do laudo do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), para que o debate seja continuado. “É importante que seja levado em conta a vizinhança da região e para isso é preciso fornecer mais informação, como é o caso da análise do Iphan, fundamental na proteção dos patrimônios históricos”, pontuou.    Presente na audiência, o secretário de Desenvolvimento de Vitoria Kleber Frizzera, não conseguiu responder os questionamentos da população sobre os impactos do projeto. Faltaram números sobre o inchaço populacional e projeções sobre o impacto que será gerado na mobilidade urbana na região.    Também não foi apresentado pelo empreendedor nem pela prefeitura de Vitória o laudo do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). O órgão só recebeu o projeto para conhecimento seis dias antes da audiência impossibilitando os técnicos de analisarem criteriosamente o projeto.    Segundo o secretário, a área onde o Shopping Vitória pretende expandir e construir outras edificações multidisciplinares é uma Zona Especial e, assim como outras oito áreas na Capital, deve ter seu zoneamento definido pelo proprietário, no caso o Grupo Buaiz. E, para isso, já foram exigidos os estudos necessários para debater o projeto.     “A proposta é que no mínimo a nova administração discuta o projeto, porque é dentro do futuro que a população deseja que deve ser enquadrado todo e qualquer projeto nesta cidade”, alertou Arlindo Villaschi.    Audiência Pública   Os comentários dos participantes da audiência pública na matéria Projetos previstos para a Enseada do Suá são rejeitados pela população demonstram a insatisfação dos cidadãos com a condução feita pela prefeitura da audiência pública.    “Muito estranho o fato dos Secretários de Transporte e de Desenvolvimento estarem presentes para defender um projeto particular, que obviamente inchará ainda mais o município, dificultando a mobilidade urbana de todos na Grande Vitória”, disse o leitor Nestor Cinelli.    Já o leitor Antonio Carlos Mosquito questionou a legitimidade da discussão sobre os projetos futuros. “Sinto que o poder público errou em levar para a audiência para a casa do empreendedor”, disse ele.    Enquanto as críticas ao empreendimento não cessam é cada vez maior o cumprimento da cidadania entre a poopulação.     “É também importante frisar que ficou muito óbvio que 90% das pessoas presentes (sendo que os outros eram 10% funcionários do Shopping Vitória” disseram não ao projeto inteiro”, disse  Alessandro Chakal.    Em outro comentário foi frisado pela leitora Viviane Vervloet M.Chaia a presença do Ministério Público Federal que em sua manifestação oral afirmou que antes de alterar o zoneamento da ZEE8 para atender aos interesses do Grupo Buaiz, deverão ser realizadas quantas audiências se fizerem necessárias até o completo esclarecimento da população de Vitória.           

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Projeto de lei que beneficia Mata Atlântica não anda na Câmara

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“Não deliberado”.  Esta é  informação que a Comissão da Amazônia, Integração Nacional e de Desenvolvimento Regional (CAINDR) divulgou sobre a reunião desta quarta-feira (14) sobre o projeto que permite a transferência do Museu de Biologia Professor Mello Leitão para o Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT). Este novo adiamento é mais um golpe no bioma mata atlântica. O Projeto de Lei nº 7.437/10 permite a transferência do instituição, que atualmente integra a estrutura do Instituto Brasileiro de Museus (IBRAM), “para a estrutura básica do Ministério da Ciência e Tecnologia, atribuindo-lhe nova denominação, qual seja, Instituto Nacional da Mata Atlântica”. A tramitação na CAINDR é conclusiva. No seu parecer, o relator Valtenir Pereira reconhece que o Museu de Biologia Professor Mello Leitão é “uma das principais instituições ligadas ao patrimônio natural do País, sediado no Estado do Espírito Santo”. E que a sua transferência para o Ministério da Ciência e Tecnologia  “é reivindicação antiga de ambientalistas e cientistas, haja vista se tratar de verdadeira solução para enfrentar as dificuldades financeiras e a falta de recursos humanos necessários ao seu funcionamento”. Analisa outras proposições contidas no projeto e por considerar o projeto “meritório”, vota por sua aprovação. Esta posição favorável do relator e o fato de ter sido encaminhado pelo governo federal, não têm sido suficiente para que o projeto seja votado na CAINDR. A cada omissão da comissão, como agora, os apoiadores do projeto se manifestam. Entre estes, a Associação de Amigos do Museu de Biologia Professor  Mello Leitão (Sambio), entidade que monitora as deliberações da comissão. O projeto já foi aprovado pelas comissões de Ciência e Tecnologia, (CCTCI ) e de Trabalho e de Administração (CTASP). Mas foi retirado de pauta em 23 de maio deste ano, quando seria analisado parecer favorável do deputado Audifax Barcelos (PSB) na Comissão de Finanças e Tributação (CFT). Sua tramitação então foi modificada, passando para a CAINDR. O Museu Mello Leitão foi fundado em 1949 pelo naturalista Augusto Ruschi (1915-1986). É uma das principais instituições ligadas ao patrimônio natural do País. Com sede no município de Santa Teresa, região serrana capixaba, controla as  estações biológicas de Santa Lúcia e Caixa D'água, localizadas no mesmo município. Mesmo com restrições orçamentárias e carência de recursos humanos, o Museu Mello Leitão se mantém como uma referência nacional e internacional no apoio à pesquisa e conservação da mata atlântica.  

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Trabalhadores da construção pesada pleiteiam melhores salários e benefícios

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Os trabalhadores da construção pesada estão em negociação com as empresas para formulação do acordo coletivo. A categoria é representada pelo Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil do Estado (Sintraconst), já que a Justiça do Trabalho ratificou a representação dos trabalhadores pela entidade.    Até o início deste ano, os trabalhadores da construção pesada – que são aqueles que trabalham em grades obras como a construção de estradas e obras públicas – eram representados pelo Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Construção Pesada (Sindopen), criado na base do Sintraconst, que negociava pelos trabalhadores com o Sindicato da Indústria da Construção Pesada (Sindicopes), a entidade patronal.   No entanto, a Justiça entendeu que as atividades dos trabalhos da construção civil e da construção pesada são afins, determinando a representação ao Sintraconst.    A negociação foi iniciada concomitante à dos trabalhadores da construção, entre maio e junho deste ano, mas ainda não foi concluída. A remuneração dos trabalhadores da construção pesada ainda é defasada em relação aos da construção civil. A estratégia do Sintraconst é equiparar o reajuste desses trabalhadores com os da construção civil e ir avançando nos anos seguintes.    De acordo com o presidente do Sintraconst, Paulo César Borba, o Carioca o patronato investe em equipamentos e máquinas em detrimento dos salários dos trabalhadores. “Eles não consideram um trabalhador como uma uma peça do negocio”.    Os trabalhadores da construção pesada não têm hora-extra e sim um banco de horas, em que o período excedido trabalhado fica contabilizado. Também estão defasados nos benefícios de plano de saúde e Participação nos Lucros e Resultados (PLR).    Na última quinta-feira (8) o Sintraconst chegou a deflagrar uma greve, mas ela foi interrompida, já que o Sindicopes chamou a entidade para negociar. 

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Metade das comarcas do Estado precisa de grandes reformas ou novos fóruns

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Um total de 47 das 78 comarcas do Judiciário capixaba necessita de grandes reformas ou a construção de novos fóruns. O levantamento faz parte do “Plano de Obras”, publicado nessa quarta-feira (14) pelo presidente do Tribunal de Justiça do Estado (TJES), desembargador Pedro Valls Feu Rosa. Ao todo, o Estado tem 53 fóruns de comarcas que precisam de adequações para melhor atender à população.   De acordo com o estudo baseada em critérios fixados pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), 23 comarcas do Estado registram o índice de atendimento da necessidade dos juízos abaixo de 50%. As piores condições estão nos municípios de Mimoso do Sul, Ibitirama, Bom Jesus do Norte, Rio Novo do Sul, Fundão, Guaçuí e Laranja da Terra, cujos índices sequer chegam a 35% (sendo 100% a condição ideal para a realidade das comarcas), demandando a construção de novos fóruns.  O texto recomenda também a construção de novos fóruns nas comarcas de Santa Leopoldina, Castelo, João Neiva, Domingos Martins, Anchieta, Alegre, São Gabriel da Palha, Mantenópolis, Viana, Piúma, Marechal Floriano e Vitória. A construção de um novo fórum na Capital foi um dos 18 protocolos de intenção assinados pelo desembargador Pedro Valls durante a posse, em dezembro do ano passado.  O levantamento aponta que o atual Fórum de Vitória atende menos da metade (44,41%) da atual demanda de processos na comarca. A estrutura física do imóvel, localizado na Cidade Alta, também está bem aquém da necessária – com índice de 46,39% em um ideal de 100%. Apesar disso, o estudo aponta que a adequação do imóvel à prestação jurisdicional é a terceira melhor entre as 53 comarcas que necessitam de obras (17,10% para um índice ideal de 0%).  A proposta de Pedro Valls é transferir o fórum para a região de São Pedro, no local onde funciona a faculdade Faesa. No entanto, o projeto depende da viabilização de uma parceria com o governo do Estado. No dia 16 de dezembro do ano passado, o TJES enviou um ofício ao governador Renato Casagrande demonstrando interesse em uma transferência do imóvel, porém, não há mais notícias sobre o transcorrer das negociações.  O Plano de Obras engloba até mesmo a atual sede do Tribunal de Justiça, localizado na Enseada do Suá, em Vitória. Pelo estudo, o prédio inaugurado em 1995 atende a 65% da situação da comarca. Já a estrutura física teve uma boa classificação (73,93%), enquanto o índice de adequação do imóvel à prestação jurisdicional ficou na metade do ideal.  De acordo com o TJES, a necessidade de reforma geral acontece em função da aprovação do plano de reestruturação e modernização do Judiciário, em vigor desde o ano de 2010.

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PMDB realiza eleição de diretórios municipais no Estado

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Na próxima sexta-feira (23), o PMDB de Vitória realiza eleição para a escolha de seus membros. A eleição será na sede do partido, que fica na Praia do Canto. Serão eleitos os 45 membros e 15 suplentes, além da Executiva e dos membros da comissão de ética. A eleição acontecerá em todos os diretórios municipais do partido até o próximo dia 25 deste mês, por determinação da Nacional. As escolhas dos novos diretórios municipais são uma preparação para a escolha do diretório e da Executiva Estadual, que acontecerá no próximo ano. Por isso, além da composição das municipais, serão escolhidos delegados e suplentes, que participarão da eleição da Regional no próximo ano. Em 2010, o atual presidente regional do partido, o deputado federal Lelo Coimbra, teve o controle do partido garantido pelo vice-presidente da República, Michel Temer, em visita ao Estado para o encontro estadual do PMDB. Lelo comandou o partido na eleição daquele ano e também nas movimentações municipais deste ano. Mas não deve estar à frente do partido na disputa estadual de 2014. As incompatibilidades internas com lideranças históricas e o desempenho do PMDB na disputa municipal de outubro devem complicar uma recondução do parlamentar à presidência do partido. No comando do PMDB Estadual, Lelo tem privilegiado os interesses do ex-governador Paulo Hartung, o que prejudica o crescimento do partido. O resultado desse movimento é a queda do número de prefeituras que o partido conquistou na eleição de 2008.  

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Casagrande demonstra força e controle da Assembleia

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O processo que culminou com o início da tramitação de uma nova PEC para garantir a reeleição do deputado Theodorico Ferraço (DEM) fortaleceu o governador Renato Casagrande na articulação com os deputados estaduais. Ficou evidente que houve uma transigência da Assembleia em favor de seu presidente, em uma movimentação que teve muita negociação, e não uma pressão que colocou o governador contra a parede. Para que Ferraço fosse reeleito, houve condições colocadas pelo governador, o que garantirá a Casagrande um período de tranquilidade no trato com os deputados. Evidentemente, algumas incompatibilidades devem ficar, mas sem prejudicar a estabilidade da harmonia que o governador precisa para pavimentar sua candidatura à reeleição em 2014. Na manhã dessa quarta-feira (14) ainda havia alguns focos de incêndio no plenário, mas no final da sessão já havia se consolidado toda a articulação para garantir um termo que atenda aos dois lados de forma satisfatória. Ferraço assume a Assembleia por mais dois anos, porém, o controle da Casa volta a ser do governador. Esse sentimento ficou implícito na fala de dois candidatos em potencial em favor de Theodorico Ferraço durante a sessão.  O primeiro a falar foi o deputado Roberto Carlos (PT), apontado como o grande interlocutor do processo. Embora Elcio Alvares (DEM) tenha assumido a autoria, os meios políticos acreditam que ele não tenha a capacidade de articulação para comandar toda a movimentação. O petista vinha sendo apontado como o candidato da preferência do Palácio Anchieta para a sucessão de Theodorico. Depois dele, falou a deputada estadual Luzia Toledo (PMDB), que também vinha sendo apontada como uma possível candidata. O colega dela de bancada, o deputado Sérgio Borges, foi quem teria lançado o nome da parlamentar ao cargo. Luzia agradeceu a gentileza do colega, mas afirmou que seu candidato sempre foi Ferraço. Para os meios políticos a postura de Ferraço de avanços e recuos foi domada pelo governador. Ao presidente, depois de aprovada a reeleição, caberá cuidar para que a harmonia com o Palácio Anchieta seja mantida.

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