Um aterro de uma área 329 metros quadrados às margens do Córrego da Areia, que corta o município de São José do Calçado, sul do Estado, foi confirmado pela Polícia Militar Ambiental. No local, está sendo construído um prédio comercial com área de 192 metros quadrados. Mais grave: embora a área seja protegida por lei, os proprietários dos empreendimentos mostraram um alvará de construção dado pela prefeitura. “Os proprietários dos empreendimentos apresentaram alvará de construção expedido pelo município, porém não apresentaram a devida licença ambiental. Sendo assim, o serviço de aterro foi paralisado e a obra embargada”, diz nota da Polícia Ambiental. À polícia, um dos proprietários procurou justificar a ação criminosa afirmando que “no local do aterro e da obra, havia cinco pequenas casas destelhadas que foram demolidas”. A polícia não informou os nomes dos proprietários. O prédio comercial está em fase final de construção. O proprietário que danificou a área junto à margem do curso de água que corta a cidade, não respeitou nem mesmo o limite mínimo de margem para vazão das águas em tempos de cheia, como observa a Polícia Ambiental. A ação da Polícia foi realizada após várias denúncias anônimas sobre a destruição da área. O boletim de ocorrência ambiental foi lavrado e protocolado na Unidade de Polícia Judiciária de São José do Calçado, onde os responsáveis serão intimados a prestar declarações, segundo determina a lei. Segundo lembrou a Polícia Ambiental, para cursos de água com largura de até dez metros, como é o caso do Córrego da Areia, a faixa de proteção das margens é de 30 metros, mesmo em área urbana. A multa por instalar obra ou serviços em Área de Preservação Permanente sem a devida licença varia de R$ 500,00 a R$ 10.000.000,00. A Lei Federal 9.605/98 (Lei de Crimes Ambientais), no seu artigo 60, prevê detenção de um a seis meses como pena para este crime. Ainda como esclarecimento, a Polícia Ambiental lembrou que a proteção da área é definida pelo artigo 4º do novo Código Florestal, Lei nº 12.651, de 25 de maio de 2012.
Mãos à obra
A pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que traça o “Perfil dos Municípios Brasileiros no ano 2011”, pode se transformar numa importante ferramenta de gestão para os prefeitos eleitos. O estudo traz informações que servem de subsídios para os novos gestores orientarem suas políticas públicas para os próximos quatro anos. Ao mesmo tempo em que o levantamento pode se tornar uma “mão na roda” para os prefeitos eleitos, pode ser também prenúncio de muita dor de cabeça, uma vez que os dados analisados em boa parte dos 78 municípios capixabas não são muito encorajadores. O estudo do IBGE analisou dados dos municípios relacionados à composição dos recursos humanos; às articulações institucionais das administrações municipais; à educação; à saúde; à habitação; aos direitos humanos e ao saneamento básico. Um material muito completo, que pode ser vital para aqueles que pretendem fazer uma gestão planejada e técnica. A notícia ruim do estudo, é que os dados referentes aos municípios capixabas não são nada animadores. O primeiro dado que preocupa é a grande quantidade de cargos comissionados que infestam a administração pública direta e indireta. No comparativo com outros estados da Região Sudeste, o ES é o segundo que mais emprega comissionados na administração direta; na indireta, é o primeiro. Esse dado indica que os atuais gestores continuam tratando a administração pública como um “balcão de negócios”, ou seja, prevalece a prática de usar os cargos como “moeda de troca” para a paga de favores políticos. Quase 10% dos funcionários das prefeituras (administração direta) são comissionados. Estados como São Paulo, Minas Gerais Santa Catarina e Paraná, ou seja, mais ao Sul, mantêm esse percentual entre 6 e 7%. O Espírito Santo, embora no Sudeste, tem dados semelhantes aos das regiões Norte e Nordeste, onde, historicamente, prevalece o clientelismo. As deficiências dos municípios capixabas na área de saneamento básico, além da ausência de planos para redução de riscos de deslizamentos, são dois pontos que também podem tirar os sonos dos novos gestores. As chuvas de verão devem recepcionar os prefeitos nos primeiros dias de governo. O problema, que se repete todo início de ano, continua sem solução na maioria dos municípios. O governador Renato Casagrande que o diga. Logo que assumiu o governo em 2011, Casagrande passou as primeiras duas semanas percorrendo os municípios capixabas arrasados pelas chuvas. A tragédia levou vidas e trouxe prejuízos financeiros a milhares de capixabas. Entretanto, segundo o estudo, os prefeitos quase nada fizeram para se preparar para novas tragédias. Os dados dizem tudo: apenas quatro municípios têm um plano de redução de risco de deslizamentos, embora a Defesa Civil estadual tenha mapeado áreas de riscos em pelo menos 30 cidades. Saneamento básico, de acordo com o estudo do IBGE, é outro problema crônico na maioria dos municípios capixabas. Acreditem, 74 dos 78 municípios não têm estrutura organizacional na área de saneamento. Pior, somente três municípios possuem um Fundo Municipal de Saneamento básico. O preocupante nesse dado é que a falta de saneamento básico gera uma série de doenças graves à população, desdobrando o problema para a área de saúde. Os problemas encontrados nos municípios capixabas, é verdade, se repetem em boa parte das 5.565 cidades brasileiras. Entretanto, caberá a cada um dos 78 prefeitos eleitos no Estado, transformar as promessas de mudanças em bons projetos de gestão. Graças ao estudo do IBGE, informações para trabalhar não faltam. Portanto, mãos à obra.
Requisitos
Dentro das contingências políticas entre o governo do Estado e a Assembleia Legislativa, um nome apontado como capaz de preencher as necessidades dos dois poderes é o do petista Roberto Carlos (foto). Há inclusive conversas que cogitam uma possível nomeação do deputado estadual para a pasta hoje ocupada por Luiz Ciciliotti no governo do Estado, a chefia da Casa Civil. Por ter um perfil conciliador e jogo de cintura, Roberto Carlos reúne as condições que a função exige, capaz de intermediar interesses e conflitos. Diferente de Cicillioti, que embora seja da absoluta confiança do governador Renato Casagrande, não tem traquejo parlamentar, o que acaba resultando em constantes berros dos deputados em relação às demandas levadas ao Executivo. Com o mandato de Casagrande chegando à metade e uma reeleição pela frente em 2014, a mudança atenderia à necessidade de garantir um cenário tranquilo até lá. Resta saber para onde Ciciliotti poderá ser remanejado. É a dança das cadeiras. Aderiu Por falar em Roberto Carlos, durante a fala do deputado na sessão desta quarta-feira (14) sobre a PEC da reeleição, chamou a atenção o discurso adotado por ele, o mesmo usado à exaustão no governo Paulo Hartung (PMDB). O primeiro secretário da Mesa ressaltou que o PT sempre esteve presente nas grandes causas do Estado, junto com aqueles que combateram o crime organizado. Também como nos velhos tempos, pecou pela generalização. Aderiu II Interessante na utilização dessas duas palavrinhas mágicas que a classe política adora explorar, é que ninguém nunca toma posição de nada quando necessário, nem atribui nomes aos bois e fatos que remetem à questão. O lance mesmo é ficar no blá,blá,blá.. A propósito Acabou o crime organizado no Espírito Santo? Recuou Pelo visto, a repercussão da entrada da vice-presidente da Câmara dos Deputados, Rose de Freitas (PMDB), na disputa à presidência da Casa rendeu dor de cabeça a ela ou foi precipitada. Rose não só apareceu na imprensa logo depois para dizer que não era bem assim, como deletou o post publicado no Twitter no último sábado (10), que fazia o anúncio oficial. Segue…. Caso prossiga com sua intenção, Rose será uma candidatura de oposição ao deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), o que certamente causará rachas dentro do partido. Enquanto isso, Henrique segue com suas articulações e já recebeu apoio do PT e PCdoB para suceder Marco Maia (PT-RS). Seca O prefeito cassado de Presidente Kennedy, Reginaldo Quinta (PTB), vai continuar governando o município a partir do próximo ano, pelas mãos da sobrinha Amanda Rangel, do mesmo partido. Mas caso o Estado não consiga reverter a situação das perdas financeiras, terá que se acostumar a não farrear tanto com o dinheiro dos royalties, a marca de seu mandato. Vai sobrar novamente para Amanda. Constatação O site da Câmara de Vila Velha não serve para absolutamente nada. Melhor tirar do ar. Circulando Desde essa terça-feira (13), o Centro Cultural Câmara dos Deputados, no Congresso Nacional, expõe 60 peças criadas entre os séculos XVII e XX, que pertencem ao acervo do ÁfricaBrasil Museu Intercontinental, localizado em São Mateus, um projeto do historiador Maciel de Aguiar. A cerimônia de abertura da exposição será no próximo dia 20 e as obras podem ser vistas até 16 de dezembro. 140 toques “A ministra do STJ [Superior Tribunal de Justiça] Eliana Calmon, uma das pessoas mais sérias do Judiciário, recebeu prêmio da Mesa Diretora da Câmara. Uma justa homenagem”. (Deputada federal Iriny Lopes – PT – no Twitter). PENSAMENTO: “Não é possível mudar abanando moscas. Tem de remover o lixo”. Aloizio Mercadante
Sem rumo
Nessa terça-feira (13), o deputado estadual Cláudio Vereza (PT) recorreu à ironia para tentar amenizar o clima tenso que se estabeleceu durante a sessão ordinária. Ele disse que a troca de “gentileza” entre os deputados deveria ser uma referência ao Dia da Gentileza. Os nervos estão à flor da pele na Casa. No afã de defender a reeleição do presidente Theodorico Ferraço (DEM), alguns parlamentares deliberadamente passaram a atacar o candidato em potencial à presidência, Roberto Carlos (PT). Sem necessidade e grosseiro. O governo do Estado começa a se preocupar com o tom das falas de alguns deputados, sobretudo, dos republicanos Gilsinho Lopes e José Esmeraldo, que criam instabilidade na relação entre governo e Assembleia. O diálogo fica cada dia mais difícil. Ao mudar o plano de conversa entre o governo e Assembleia, que antes era vertical, de cima para baixo e sem questionamentos, para um plano horizontal, os deputados parecem estar perdidos. As demandas levadas à Casa Civil são ouvidas, anotadas, mas as respostas não vêm e os deputados querem cobrar, mas às vezes fica a impressão que perdem o ponto. Há quem diga que as insatisfações de Esmeraldo e Lopes servem como caixa de ressonância da Assembleia, mas não é bem assim. No plenário, cada deputado defende o seu e as demandas são as mais diversas. Quem ganha com a falta de comunhão de ideias é o governo, que vê uma tentativa de pressão atabalhoada. Mas isso não é bom para o cenário político, nem para os deputados, nem para o governo. Para acalmar os ânimos, Casagrande deu aval para se iniciar a discussão da PEC da reeleição, mas isso não basta, a Casa tem movimentos em outros sentidos também. Basta ver o número de adesão, de 22 assinaturas no primeiro documento, agora são 11, a metade. Não que Theodorico terá dificuldades em construir sua candidatura, mas diante das incertezas futuras, a Casa está mais cautelosa e não deve tomar nenhuma decisão sem ouvir o governo e não será o chiado de um ou outro deputado que vai dar o tom da conversa. Em cada cabeça, uma sentença. Caberá ao governador a capacidade de mostrar que, se reeleito, Ferraço não vai dar as cartas como pretendia antes. Não será chutando a porta, mas com tudo muito bem conversadinho. Fragmentos: 1 – Tudo indica que a nova eleição para a prefeitura de Guarapari deve ser um novo ringue de disputa entre o governador Renato Casagrande e o ex-governador Paulo Hartung (PMDB). 2 – Aparentemente Hartung leva vantagem nesse embate de bastidores, não por conta de seu prestígio político, mas porque está do lado do prefeito Edson Magalhães (PPS), que apesar de tudo, ainda é muito forte no município. 3 – Em Linhares o comentário é de que uma rádio ligada ao prefeito Guerino Zanon (PMDB) tem elevado o tom contra o prefeito eleito Nozinho Correa (PDT), mesmo depois da eleição.
Uso correto da cadeirinha de proteção pode evitar acidentes
O feriado prolongado da Proclamação da República deve levar milhares de veículos às estradas em todo o País. No Espírito Santo, as BRs 262 e 101 devem responder por grande parte do tráfego de veículos. Com o aumento do fluxo de veículos nas estradas, aumentam também os índices de acidentes. Por isso, além de cuidar da manutenção do veículo antes de colocá-lo na estrada, o motorista deve tomar precauções com relação aos equipamentos de segurança, o assento especial para crianças é um deles. Para evitar acidentes e promover a segurança de bebês e crianças, o uso correto das cadeirinhas de segurança, obrigatório desde setembro de 2012, deve ser observado. Atualmente, os modelos de cadeirinha, assento de elevação ou bebê-conforto – importados ou nacionais – devem ser regulamentados pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro). De acordo com as exigências do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), os recém-nascidos com até um ano de idade devem ser transportados no bebê-conforto. Entre um e quatro anos, as crianças devem ser levadas em cadeirinhas. Entre quatro e sete anos e meio, o correto é utilizar o assento elevatório, mais conhecido como booster. A ausência do equipamento em veículos que transportam crianças prevê multa gravíssima no valor de R$ 191,54, perda de sete pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e retenção do veículo até que o assento seja colocado. (Com informações da Agência de Notícias CNT)
Senador defende veto parcial ao projeto de partilha dos royalties
O senador Lindbergh Farias (PT-RJ) defendeu, nesta quarta-feira (14), o veto parcial da presidente Dilma Rousseff ao substitutivo do senador Vital do Rego (PMDB-PB), que inclui propõe um novo sistema de partilha para a distribuição dos royalties do petróleo, passando a favorecer os estados não produtores. O projeto foi aprovado na semana passada pela Câmara dos Deputados. Ele disse que a presidenta Dilma tem um caminho, que é fazer o veto parcial do substitutivo. Veto parcial. Não é o que seria ideal para nós. “Nós defendíamos, desde o início, o que foi acordado com o presidente Lula”, afirmou. Lindbergh disse que, se forem vetados alguns pontos, em especial o artigo 3º, o artigo 4º e os parágrafos 1º e 2º do artigo 2º do projeto, a presidente Dilma estará dizendo: “Estou vetando tudo aquilo que já foi contratado sob o regime de concessão, o para atrás que foi contratado sob o regime de concessão”. No acordo feito com Lula, explicou Lindbergh, os estados produtores na partilha receberiam 25%. Agora, afirmou, ficariam com apenas 22% no mar e 20% na terra. Já o fundo especial para estados e municípios não produtores aumentaria de 44% para 50%. Ele acredita que a presidenta tem como vetar, preservando os contratos que foram feitos sob o regime de concessão, mas deixando as regras estabelecidas pelo Congresso Nacional em relação à partilha, o que aumenta o peso dos Estados não produtores. O senador petista defendeu uma solução para a dívida dos estados e defendeu a união de todas as unidades da federação para um debate de alto nível com o Executivo sobre os royalties do petróleo. Ele alertou que é preciso fugir do conflito federativo. (Com informações da Agência Senado)
Acusados da morte do sindicalista João Nato vão a júri popular
Mais de 15 anos depois do crime, os acusados pelo assassinato do sindicalista João Nato Juliana vão a júri popular. O julgamento do coronel da reserva da Polícia Militar Walter Gomes Ferreira, do cabo da PM Manoel Prado Neto, conhecido como “cabo Prado”, e de Orceni Vieira Costa será realizado na segunda-feira (19), às 8h30, no Fórum de Cariacica. O júri deve durar pelo menos dois dias. Três promotores de Justiça do Grupo Especial de Trabalho em Persecução Penal dos Crimes Dolosos Contra a Vida e de Auxílio aos Promotores de Justiça das Varas Criminais do Tribunal do Júri (GETPEJ), do Ministério Público do Estado do Espírito Santo (MPES), vão atuar no caso, em um processo que conta com trinta volumes. O crime, praticado em 06 de junho de 1997 no bairro São Geraldo, em Cariacica, teria sido encomendado pelo Coronel Ferreira. Segundo a denúncia feita pelo MPES, João Nato, que na época tinha acabado de assumir a presidência do Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviários (Sindrodoviários), teria se negado a dar continuidade a um pagamento feito ao coronel da Polícia Militar, cobrado em troca de serviços de segurança indicados por ele. De acordo com as provas arroladas no inquérito policial, o “cabo Prado” teria atuado como motorista dos executores Orceni e José Luiz Generoso, vulgo “titio”. Os criminosos teriam utilizado um carro roubado, cedido por Renato Garcia Ferreira, que exercia a função de segurança do sindicalista. “Titio” foi assassinado a tiros em 13 de agosto de 1997, na estrada que liga Santa Leopoldina a Cariacica. Renato foi morto, também a tiros, em 29 de junho de 2004, no bairro Boa Sorte, em Cariacica. Os réus foram indiciados por homicídio duplamente qualificado, por motivo torpe e com utilização de recurso que dificultou a defesa da vítima. João Nato foi morto com quatro tiros na cabeça, dentro do carro dele, no momento em que chegava em casa. As investigações dão conta que o sindicalista já sofrera um atentado, quatro meses antes de ser morto.
Após ameaça de greve, servidores do IPAJM conquistam pautas
Os trabalhadores do Instituto de Previdência dos Servidores do Estado do Espírito Santo (IPAJM), após mobilização da categoria que chegou a ameaçar a deflagração de greve, conquistaram vários de seus pontos de pauta junto à Secretaria de Estado de Gestão e Recursos Humanos (Seger). Em reunião com a secretaria nesta quarta-feira (14), várias das reivindicações foram definidas. Uma das principais é a promoção de carreira de servidores, que estava prevista para junho deste ano pela lei 501/2009, não foi feita e agora será realizada em duas parcelas: metade em dezembro e os outros 50% em junho de 2013. Segundo o Sindicato dos Trabalhadores e Servidores Públicos do Estado do Espírito Santo (Sindipúblicos), os critérios para a promoção estão sendo definidos com a Seger. Outra reivindicação conquistada, essa muito antiga, é a incidência das vantagens pessoais sobre a extensão de carga horária, que prevê a incorporação do que antes era uma gratificação de 50% ao salário de servidores que optaram por cumprirem jornada de 40 horas semanais, ao contrário das 30 normais. Além delas, a grave situação do prédio do instituto, que hoje se encontra completamente deteriorado, com rachaduras e infiltrações, trazendo risco real a quem o utiliza, se encaminha para um desfecho. Segundo Rodrigo Rodrigues, diretor jurídico do Sindipúblicos, um novo prédio deve ser alugado até o início de 2013 – mesmo prazo para começar a demolição do antigo e a construção de uma nova acomodação do instituto. O edifício também não tem vias de acesso a deficientes físicos, mesmo que o IPAJM atenda a várias pessoas nessa situação, e o novo deve atender a este requisito. Fora estes pontos, os servidores receberam também a promessa da Seger do pagamento de um adicional de insalubridade e de auxílio-alimentação até o fim de 2012. O primeiro é previsto em lei, mas nunca foi regulamentado. No caso destes adicionais, a conquista não diz respeito apenas aos servidores do IPAJM, mas sim aos trabalhadores de todo o Estado. “Por isso, aceitamos um prazo maior, para que sejam feitos os estudos necessários para a implementação”, afirma Rodrigues. Para o servidor, a avaliação do processo, até agora, é positiva. “Após a mobilização da categoria, houve avanços concretos”, anima-se Rodrigues. “A partir de agora, nós vamos ficar em cima da Seger para que os prazos sejam cumpridos”. Além dos pontos em que já houve conquistas, a pauta dos servidores do IPAJM ainda compreende a reposição de perdas inflacionárias de 2007 a 2012 e a criação de uma gratificação previdenciária.
Congresso instala comissão que vai analisar compensações da Lei Kandir
Depois das perdas financeiras iminentes com a mudança na distribuição de royalties de petróleo e a possibilidade de modificação nos fundos de participação, a economia capixaba teve uma boa notícia em Brasília. Nesta terça-feira (13), o Congresso Nacional instalou uma comissão mista que vai examinar a Medida Provisória 585/12, que libera R$ 1,95 bilhão para compensações pelas perdas de arrecadação geradas pela Lei Kandir. Mesmo o Espírito Santo sendo um dos principais estados afetados pela lei, que isenta as exportações da cobrança de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), nenhum parlamentar capixaba foi eleito para compor a comissão. Foram eleitos o senador Eduardo Amorim (PSC-SE) e o deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), respectivamente, como presidente e vice-presidente do grupo. Pela proposta da MP 585/2012, os recursos serão rateados entre os estados – que ficarão com 75% do total – e os municípios, que dividirão o restante. A divisão deve levar em conta a proporção de cada um deles na participação do bolo de ICMS estadual. A previsão, segundo informações da Agência Câmara, é que os estados de Minas Gerais, Mato Grosso e Pará fiquem com a maior parcela dos recursos. Por outro lado, o Ministério da Fazenda também vai apertar o cerco aos beneficiários dos incentivos fiscais. A fiscalização deve atingir o aproveitamento dos créditos de ICMS pelas empresas exportadoras, para saber se os benefícios estão realmente sendo aplicados.
ArcelorMittal e Vale pioram posição do Brasil como poluidor
O Brasil deve alcançar um novo patamar como emissor de gás carbônico, com o funcionamento da VIII usina de pelotização da Vale e da nova planta da ArcelorMittal, ambas em construção no Planalto de Carapina, na Grande Vitória. Atualmente a ArcelorMittal lidera as emissões deste gás na região. As novas unidades vão piorar, e muito, a qualidade do ar na Grande Vitória, região das mais poluídas do Brasil. Este ano, após incontáveis denúncias da sociedade civil, o próprio Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema) admitiu que a poluição do ar na Grande Vitória está acima do limite estabelecido pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Os dados para a constatação do elevado índice de poluição são do inventário de fontes realizado na Grande Vitória, nos anos base 2009/2010. Apontaram que o total de partículas inaláveis emitido era de 2.749 quilos por hora. Já o total de dióxido de enxofre emitido no ar da Grande Vitória era de 3.358 quilos por hora. Hoje os números são ainda maiores. Estes agentes estão entre os que causam doenças aos moradores da Grande Vitoria. Segundo cálculos do Instituto de Energia Renovável da Alemanha (IWR), o Brasil é o 12º país em emissão de gás carbônico (CO²). Em 2011, o Brasil liberou 488 milhões de toneladas de dióxido de carbono na atmosfera, superando o México (464 milhões), Indonésia (453 milhões) e África do Sul (452 milhões). As emissões do CO², um dos que provocam o aquecimento global, crescem no mundo. As emissões globais de dióxido de carbono em 2011 atingiram novo recorde e subiram para 34 bilhões de toneladas, 2,5% a mais do registrado em 2010, informou na terça-feira (13) o IWR. As emissões mundiais de CO² estão 50% acima do nível de 1990, ano tomado como base pelo Protocolo de Kyoto sobre o clima. O primeiro período de duração do protocolo termina em 31 de dezembro. Espírito Santo – A ArcelorMittal dá a maior contribuição para a poluição do ar na Grande Vitória. Empregando dados dos Cálculos do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC) é estimado que, sozinha, a ArcelorMittal emitirá no ar da Grande Vitória 19 milhões de toneladas de CO² a partir de 2014. Hoje a empresa emite 11,2 milhões de toneladas de CO². Em 2014 a ArcelorMittal aumentará sua produção de 5,6 milhões de toneladas por ano para 9,5 milhões. No total, com a VIII usina de pelotização da Vale , em fase de conclusão, a produção da Vale aumentará a produção em 45% (para 39,3 milhões de toneladas/ano). Com as outras unidades programadas para o Estado, as siderúrgicas vão aumentar suas emissões de gás carbônico em 17,8 milhões de toneladas no Estado. Os capixabas do sul do Estado também pagarão a conta. Com a construção da Companhia Siderúrgica de Ubu (CSU), da Vale, a empresa produzirá inicialmente 5 milhões de toneladas de pelotas de ferro. Na região, a CSU, da Vale, irá emitir 10 milhões de toneladas de gás carbônico por ano. O índice de poluição permitido por lei já foi ultrapassado na região. Hoje, a maior poluidora da região é a Samarco (50% das ações são da Vale). Na Grande Vitória, as usinas da ArcelorMittal (que também tem uma usina em Cariacica) e da Vale afetam a saúde da maioria dos moradores da região. A ArcelorMittal Tubarão (ainda como CST) tinha obrigação legal de implantar uma unidade de dessulfuração para suas usinas desde 1983, quando começou a operar, e não adotou a medida até hoje por economia. Com isto, o enxofre é lançado no ar sem tratamento. O enxofre, em contato com a água produz, entre outros, chuva ácida que já foi registrada no entorno da usina da ArcelorMittal Tubarão. A Vale também produz poluentes gasosos, além de ser a maior produtora de poluentes particulados. Juntas, ArcelorMittal e Vale exigem de cada morador da Grande Vitória um gasto médio de R$ 100,00 por ano com saúde. E muitas doenças causadas pela poluição não têm cura, como alguns tipos de câncer. Ao todo, são 59 os tipos de gases lançados, sendo 28 altamente nocivos, que podem causar ainda doenças que destroem o sistema imunológico, alérgicas, respiratórias e genéticas. Antes de expandir suas atividades, a ArcelorMittal Tubarão (CST e Belgo) e a Vale provocavam 50% da poluição do ar na Grande Vitória, segundo dados apurados pelo Instituto de Física Aplicada da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes). Juntas, eram responsáveis por lançar 264 toneladas/dia de poluentes, chegando a 96.360 toneladas/ano. Na região norte do Estado o ar é poluído pela usina da Aracruz Celulose (Fibria), e pelas usinas de álcool. Além das suas fábricas, as empresas colocam fogo em suas plantações de cana para facilitar a colheita.