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Século Diário

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Ecos no PT

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A entrevista do prefeito de Vitória, João Coser, publicada na última quarta-feira (7) no jornal A Gazeta, deixou transpirar o clima tenso que se estabeleceu entre ele a deputada federal Iriny Lopes dentro do PT, desde bem antes do início do processo eleitoral deste ano na Capital. Apesar de Iriny ter passado parte de sua campanha tentando resgatar a imagem desgastada da prefeitura, Coser não deu contrapartida. Aí Iriny deixou Coser para lá e ligou sua imagem ao governo federal na reta final da campanha. Uma coisa os dois devem concordar, quando Coser diz que apesar de ser do PT, Iriny na prefeitura não representaria continuidade, ele está certo e Iriny sabe disso. Os dois são de correntes distintas dentro do PT e suas visões de partido são bem diferentes, o que fatalmente se refletiria na administração. Coser atua no sentido amplo do jogo político, afastando-se dos ideais do partido em nome da conquista do poder, uma tendência, aliás, do próprio PT nacional. Iriny busca o fortalecimento com a militância, que vem raleando no Estado a cada eleição. O clima tenso entre Coser e Iriny deve se refletir no futuro. Em 2014, a expectativa é de que os dois se digladiem pela vaga que o PT vem ocupando na Câmara dos Deputados. Coser fala em disputar o Senado, mas sejamos sinceros, suas chances maiores estão na eleição proporcional. Iriny ganhou visibilidade com a disputa eleitoral deste ano. Mesmo perdendo ela foi notícia em todo o Estado e isso pode dar musculatura para disputar a reeleição para a cadeira que hoje ocupa, isso sem falar no fato de ter sido ministra do governo Dilma. Coser sai desgastado depois do segundo mandato à frente da prefeitura de Vitória e para se credenciar à disputa de 2014, contará com dois fatores. O primeiro de a maioria dos prefeitos eleitos do partido ser ligada a ele ou ter com ele uma boa relação. Além disso, o desempenho de seu sucessor pode contar para que ele se credencie. Antes do embate nas urnas do Estado, Coser e Iriny devem passar durante o próximo ano por um exercício de poder. É que em dezembro de 2013 acontece o PED, o processo de eleição do PT, que deve escolher o presidente regional do partido no Estado, presidente que comandará a sigla durante o processo eleitoral de 2014. Seja diretamente ou através de aliados, estarão em enfrentamento os grupos de Iriny, que deve ganhar a adesão da corrente lulista no Estado, e o grupo de Coser, que conta também com outras correntes do PT como aliadas. Durante esse processo, essas rusgas entre o prefeito de Vitória e deputada federal devem ser expostas e a briga deve esquentar entre os dois e a militância.

10/11/2012 / 0 Comments
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Como o diabo gosta

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  Esta reportagem foi originalmente publicada na edição número 26, Revista Século, em abril de 2002.   Texto: Rogério Medeiros Ilustrações: Wagner Veiga “Qual é o mais feroz dos animais?”, perguntou o poeta ao sábio. “O homem”. “Por quê ?” “Pergunte a ti mesmo. És também uma fera que tem em si mesmo outras feras e por desejo de poder quer tirar a vida de todas as outras feras”. (Diálogo extraído do romance Baudolino, de Umberto Eco)   Em matéria de mortes, ele só não superou o Coronel Bimbim (SÉCULO nº 21). Mas, em compensação, no que tange a execuções, nenhum outro bamba do gatilho ganhou dele. Não era do seu estilo encomendar mortes, como fazia Bimbim. Ele mesmo costumava fazer o serviço. E suas mortes tinham sempre uma marca inconfundível: um certeiro tiro na cabeça.   Esse matador implacável, que aterrorizou o sertão capixaba por quase três décadas, do final de 40 e mais 50 e 60, atendia pelo nome de tenente José Scárdua. Se o Coronel Bimbim, com o qual se juntou em muitos episódios de violência, era o rei do crime, certamente o tenente poderia até ter sido o seu príncipe regente.   Imperou por muito tempo pelo temor que infundia. Ficaram visíveis na sua história os relevantes serviços prestados à aristocracia rural, ajudando-a, inclusive, a manter-se no poder por muitos anos através de governos do PSD. Na região do rio Doce, principal cenário do crime no Espírito Santo, o governador Carlos Lindenberg, por exemplo, só ia lá na sua companhia.   Guilherme Ayres, companheiro político do governador Lindenberg e que em algumas ocasiões se fez até de seu motorista, presenciou uma dessas espetaculares execuções do tenente José Scárdua. Foi na cidade de Baixo Guandu, num dia bem chuvoso, levando o governador para inaugurar o prédio dos Correios e Telégrafos. Foram de jipe por causa da precariedade das estradas da época. Guilherme ao volante, o governador no banco do carona e o tenente José Scárdua no banco de trás.   O clima era tenso na cidade, estavam próximas as eleições. Quando o jipe se aproximou do prédio dos Correios e Telégrafos, o tenente ordenou ao Guilherme passar direto e fazer a chegada pela outra rua. Voltando pelo sentido contrário da chegada, ele só viu quando o tenente empurrou um pouquinho o governador para a frente e atirou num moço que estava parado montando um cavalo, de chapéu e capa gaúcha (como são conhecidas ainda hoje no interior essas capas grossas).   O cavaleiro caiu de cima do animal, mas ao se estatelar no chão uma carabina rolou debaixo da capa. O tenente e o governador trocaram olhares cúmplices e discretos sorrisos. Era mais um que o tenente abatia com um tiro certeiro na cabeça. Em seguida, o governador pôde inaugurar o prédio dos Correios e Telégrafos com a maior segurança e tranqüilidade.   Mas não era só esse tipo de serviço que o tenente José Scárdua prestava a Carlos Lindenberg e ao seu PSD. Nas eleições ele era também um fator de votos. Botou muito adversário do PSD para correr e mudou o rumo de muitos votos. Pesava mais do que muito chefe político do PSD. Era um período em que o grosso do eleitorado ainda se mantinha no interior. Na época, Vitória era apenas um aglomerado de funcionários públicos e empregados do comércio.   Concessões políticas, o tenente José Scárdua só fazia para o pessoal do Coronel Bimbim. Primeiro, porque era ajuizado o suficiente para não bater de frente com um homem que controlava a vida dos outros na região do rio Doce e norte do Estado. E depois o tenente tinha o hábito de executar sozinho as suas vítimas. Face a essas e outras circunstâncias, os dois se uniram, a tal ponto que viraram, inclusive, compadres.   Em matéria de patentes, é bom logo explicar que enquanto Scárdua tinha a sua por causa da carreira militar (pertencia aos quadros da Polícia Militar do Estado), o Bimbim era coronel de patente dada pelo povo da roça, pelo mandonismo que exercia na sua região de influência. E o tenente José Scárdua se fez seu parceiro e cobiçado pela aristocracia rural por conta de, ainda jovem, como soldado de polícia, haver abatido uns e outros com certeiros tiros. Depois, na perseguição a ladrões de cavalo, sua arma era a mais temida.   Pontarias à parte, a verdade é que essa relação entre Scárdua e Bimbim mudou o rumo político do Estado. Bimbim tinha no Espírito Santo, já que a sede dele era em Aymorés, MG, um sobrinho fazendo política contra o PSD, de Carlos Lindenberg: Sebastião Cypriano do Nascimento, o Totó, que foi deputado estadual pela UDN.   Apesar de o sobrinho do coronel Bimbim abusar algumas vezes do PSD em Afonso Cláudio, onde fazia política, o tenente José Scárdua não deixou que nada lhe acontecesse. Até a hora em que outros valentões, a serviço do seu principal inimigo de Afonso Cláudio, o ex-deputado Pedro Saleme, quiseram matá-lo. Ele evitou.   Debaixo da asa do tenente José Scárdua e do nome do tio, o Totó barbarizou o PSD em Afonso Cláudio, a ponto de botar o governador Carlos Lindenberg para correr num comício na sua terra. E Totó acabou influenciando na derrota que o PSD sofreu para a oposição no ano de 1954. Disputavam o governo Eurico de Aguiar Sales pelo PSD e Francisco Lacerda de Aguiar – o Chiquinho – pela oposição.   Nessa eleição, o tenente José Scárdua não se mexeu. Ficou neutro. E o fato dessa sua neutralidade correr no interior, deu campo para que o Coronel Bimbim, que nunca morreu de amores pelo governador Carlos Lindenberg, agisse em favor do candidato de oposição. A neutralidade de Scárdua nesse pleito, que veio a quebrar, inclusive, uma longa permanência do PSD no governo, atendeu a duas circunstâncias básicas: o interesse do Coronel Bimbim na derrota do PSD e o fato de estar disputando pelo PSD o governo uma figura que não via com bons olhos

10/11/2012 / 0 Comments
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Vereadores novatos lideram relação de menor custo por voto em Vitória

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  O custo do voto dos novatos eleitos para a Câmara de Vitória foi 5% menor, na média, do que os vereadores reeleitos no pleito deste ano. É o que revelam os números das prestações de contas entregues pelos candidatos à Justiça Eleitoral. Na média, cada voto dos vereadores reeleitos teve um custo de R$ 11,67 contra R$ 11,08 dos estreantes.   Segundo levantamento em dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o voto mais barato nas eleições para o Legislativo da Capital foi obtido pelo professor Vinicius Simões (PPS), que “custou” R$ 1,16. Mais de 18 vezes menos do que outro estreante, o pastor Devanir Ferreira (PRB), que gastou R$ 21,80 por voto.  No entanto, o custo dos votos do pastor acaba sendo uma exceção entre os novatos. Tanto que os próximos nomes na relação dos votos com maior custo são de vereadores reeleitos (veja tabela ao lado). A segunda posição desse ranking é ocupada pelo atual presidente da Casa, Reinaldo Bolão (PT), que gastou R$ 20,65 por voto.  Em termos absolutos, a campanha do petista foi apenas a quinta colocada em gastos declarados. A lista de despesas na campanha foi liderada pelos vereadores reeleitos, Zezito Maio (PMDB), que gastou R$ 87.775,00 (custo por voto de R$ 20,35), e Fabrício Gandini (PPS), candidato mais bem votado do pleito, com R$ 77.868,00 (R$ 8,70).  Figuram ainda no topo da relação, dois vereadores novatos: Luiz Emanuel Zouain (PSDB) e Marcelão, o Já Morreu (PT). A dupla foi impulsionada pelas siglas. Tamanho estímulo também se refletiu em maiores gastos de campanha. O tucano declarou R$ 73.498,58 (R$ 15,19) em gastos, enquanto o petista registrou despesas de campanha em R$ 72.270,77 (R$ 18,07).  A disparidade entre gastos entre os vereadores novatos e os reeleitos pode ser vista no prosseguimento da relação. A vereadora reeleita Neuzinha de Oliveira (PSDB) e o estreante, o pastor Devanir Ferreira (PRB), gastaram R$ 55 mil cada. Na relação do custo por voto, o voto de Neuzinha saiu mais em conta do que Devanir: R$ 13,85 contra R$ 21,80.  Em seguida, a relação de gastos declarados conta com os vereadores Serjão Magalhães (PSB), reeleito, que gastou R$ 45.711,20 (R$ 9,68), Davi Esmael (PSB), filho do ex-vereador e atual deputado estadual Esmael de Almeida (PMDB), que estreia no Legislativo, com gasto total de R$ 44.354,65 (R$ 8,94), além do atual vereador Max da Mata (PSD), que declarou despesas de R$ 37.084,00 (R$ 5,64).  No final da relação aparecem os vereadores estreantes, o taxista Rogerinho Pinheiro (PHS), que declarou R$ 24.760,20 (R$ 10,42) em despesas, Wanderson Marinho (PRP), R$ 6,6 mil (R$ 1,98), e Vinicius Simões, que declarou ter gastado apenas R$ 3.110,35 na campanha.  O vereador reeleito Luizinho Coutinho (PDT) também aparece entre os que menos gastaram R$ 10.302,96 (R$ 2,84), mas o valor é incompatível com a arrecadação – o pedetista arrecadou R$ 50.605,42, registrando um incomum superávit de quase 400%. De acordo com a legislação eleitoral, os valores não utilizados na campanha deverão ser recolhidos para a conta do diretório municipal do partido.  O único candidato eleito que não tinha registro de prestação de contas no sistema da Justiça Eleitoral, até o fechamento da reportagem, foi o vereador reeleito Namy Chequer (PC do B). 

10/11/2012 / 0 Comments
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Associação recorre ao MPES contra construções de prédios na Enseada Azul

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Continua o drama dos moradores da Enseada Azul, em Guarapari, que lutam contra a liberação, por parte da prefeitura, de arranha-céus nas praias de Macunã, Guaibura, Bacutia e Peracanga. Segundo eles, não consta no Plano Diretor Municipal (PDM) o zoneamento da região que determina quantos andares deve haver nas edificações, garantindo assim um descontrole na liberação de licenças de empreendimentos – seis já foram concedidas. A Associação de Moradores da Enseada Azul (Ameazul) recorreu ao Ministério Público do Estado (MPES) contra as contruções.    A intenção da entidade é a regulamentação do zoneamento. Além das sombras na praia, do adensamento urbano e do desrespeito aos padrões atuais das edificações, os moradores reclamam das falhas do PDM e cobram o retorno do antigo regimento da cidade.  Sem zoneamento, dizem eles, muitos prédios estão sendo liberados na Enseada Azul pela prefeitura de Guarapari.    Entre os contrariados com as mudanças está a Associação de Moradores da Enseada Azul (Ameazul), que aponta a liberação de edifícios de mais de 16 andares na região. “Não queremos brigar com a construção civil e também  não queremos os espigões porque não temos estrutura para isso. Queremos manter o padrão atual da região que proporciona respeito ao meio ambiente e à qualidade de vida dos moradores e visitantes da região”, ressaltou a presidente da entidade, Nanci Monteiro Lobato Lemos.   A Ameazul já entrou com uma Ação Civil Pública (nº 021.110.066.103)  contra o município de Guarapari e a empresa Onix Construtora e Incorporadora Ltda., requerendo a imediata suspensão de qualquer ato que importe na expedição de alvará de construção por parte do município.    Além desta, outras contestações contra a construção dos espigões estão em trâmite, mas segundo a Ameazul, é preciso mais firmeza do MPES em atender as demandas da sociedade e cobrar que a prefeitura pare de conceder licenças nesse sentido.    A entidade chegou a fazer uma denúncia no Ministério Público Estadual para garantir a supremacia do interesse público. Entre as reclamações apontadas pela Ameazul diante das construções está a alteração da característica arquitetônica atual que permite prédios de até cinco andares, além da sombra na praia e adensamento urbano na região.    A Ameazul também aponta que estudos realizados nos municípios da Serra, Vitória, Vila Velha e Guarapari demonstram que os espigões fazem sombra na praia a partir das 14 horas, deixando os frequentadores sem até seis horas de sol no horário de verão, quando as praias são frequentadas até às 20 horas.   Os frequentadores da região também criticam os espigões. Afirmam que as edificações desrespeitam o paisagismo original da região considerada bucólica, descaracterizando-a. Como exemplo eles citam a Praia do Morro, também em Guarapari, onde apontam o aumento de problemas ambientais e sociais depois que a região foi transformada em uma “selva de pedras”.   As modificações previstas pelo PDM, diz a Ameazul, são incompatíveis com o direito ao meio ambiente equilibrado garantido pela Constituição, considerando, inclusive, a largura e a altura dos prédios que pretendem abrigar número de pessoas incompatível com a infraestrutura da região.

10/11/2012 / 0 Comments
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Documentário mostra destruição das reservas de água pelos eucaliptais

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A destruição da água pelos plantios de eucalipto é tão intensa que nem as últimas chuvas poderão recompor imediatamente os reservatórios. Por esta razão, os registros para um documentário sobre o tema estão mantidos para estas segunda e terça-feiras (12 e 13). Os levantamentos de campo serão feitos em Domingos Martins (região serrana) e em pelo menos um município do norte capixaba. O documentário será produzido pelo Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA). Segundo Leomar Honorato Lírio, um dos coordenadores do MPA no Estado, o “foco é no eucalipto”, mas considera ainda a  destruição da mata nativa no Espírito Santo. Para ele, usando por amostragem o município de Domingos Martins, será possível ter ideia do tamanho da perda de água na região. Os agricultores dos municípios de montanha ligados ao MPA denunciam que os eucaliptais estão sendo plantados intensivamente na região, exatamente a que abastece de água a Região Metropolitana de Grande Vitória, através dos rios Jucu e Santa Maria da Vitória. “Já nos foram apontados reservatórios vazios. As chuvas não são capazes de recompor estes reservatórios em prazo tão curto”, assinala o dirigente do MPA. Também há grande destruição de nascentes, que secam, em função dos plantios de eucalipto e perda da vegetação da mata atlântica. O MPA não definiu como utilizará o documentário que produzirá sobre água.  Mas assinala que uma das possibilidades é que o material seja utilizado em campanhas educativas, tanto para os próprios agricultores, como para os moradores das cidades. Além de destruir a água, os eucaliptais contribuem para que os rios capixabas sejam poluídos por agrotóxicos, empregados pela Aracruz Celulose (Fibria) e por agricultores que plantam eucaliptos para a empresa. Esta etapa da destruição foi intensificada pela empresa com imensos eucaliptais na região de montanha. As  bacias, também  desmatadas, não retém a água das chuvas. E com isto os rios ficam assoreados pela terra retirada com as águas da chuva. Mesmo com pouca reserva de mata nativa, a destruição vegetal ainda ocorre nos fragmentos florestais. Contribuem ainda para poluir os rios capixabas os esgotamentos sanitários domésticos e industriais sem tratamento. Por estas razões, os rios do Espírito Santo são os mais poluídos do Brasil, como apontou pesquisa divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).    

10/11/2012 / 0 Comments
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Número de policiais militares no Estado é insuficiente

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O Anuário Brasileiro de Segurança Pública, lançado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) na última terça-feira (6), também lista o efetivo policial de todos os estados do País. No Espírito Santo, o número de policiais militares é insuficiente de acordo com parâmetros da Organização das Nações Unidas (ONU). De acordo com o levantamento, em 2011, o Estado tinha 7.917 policiais militares – que são os responsáveis pelo policiamento ostensivo –, sendo que o ideal seria cerca de 14 mil.  O parâmetro da ONU, considerado ideal, é de um policial a cada 250 habitantes. O número do Estado, de acordo com o número de habitantes apontado pelo Censo 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), é de 443 habitantes por policial.   Levando em conta que nem todos os 7.917 atuavam em policiamento ostensivo em 2011 e que a distribuição deles pelo Estado não segue a necessidade de cada município, a proporção população-policiais pode ser ainda mais desigual.    De acordo com o Anuário, em 2011 o Estado tinha 2.354 oficiais; 4.850 praças e agentes; 62 aspirantes a oficial, cadete e alunos-oficial, e 651 alunos soldado em curso. Nem todo o efetivo listado estava apto a realizar policiamento.    No ano de referência do levantamento realizado pelo FBSP, a divisão dos policiais militares não atendia às necessidades das regiões em que estavam lotados.  O município da Serra, por exemplo, é o mais violento do Estado de acordo com o Mapa da Violência 2012. No ano-base do Anuário, a média era de um PM para cada 1.000 habitantes.    O município de Pinheiros, no extremo norte do Estado, no fim de 2011 tinha apenas 18 policiais militares e fechou o ano com 129 homicídios por 100 mil habitantes, o que é um número de guerra civil. Naquele ano, a proporção de policiais militares por habitante era de 1.277 pessoas para cada policial.    A defasagem no número de policiais militares se dá principalmente pela falta de concursos públicos para a contratação de cabos e soldados. Durante todo o período do governo Paulo Hartung (PMDB), entre 2003 e 2010, só foram feitos cerca de 300 soldados. Além disso, aprovados em concurso para a PM aguardam nomeação desde 1996.     

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???Eu saí do cartório já programando a campanha e eles comemorando???

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Rogério Medeiros e Renata Oliveira   “Se fiz descobertas valiosas, foi mais por ter paciência do que qualquer outro talento” Isaac Newton   Fotos: Gustavo Louzado Uma das maiores surpresas da eleição deste ano aconteceu no município de Viana. O vereador em primeiro mandato Gilson Daniel (PV) venceu a disputa contra a deputada estadual e ex-prefeita Solange Lube (PMDB), quebrando a hegemonia do grupo dela na prefeitura. Formado em Finanças e disputando uma eleição com uma coligação pequena, Daniel venceu o forte palanque de Lube, que contava com o apoio, entre outras lideranças, do ex-governador Paulo Hartung (PMDB). Em entrevista a Século Diário, o prefeito eleito conta os bastidores da disputa e também sobre os desafios que o esperam à frente do município a partir do dia 1º de janeiro e das movimentações iniciais para conseguir inserir Viana no contexto da Região Metropolitana. Com uma estratégia baseada em seus conhecimentos de finanças, quer reduzir custos, atender às necessidades básicas da população e garantir investimentos. Gilson Daniel fala ainda sobre os apoios políticos, a busca de parcerias para garantir sua administração e o relacionamento com a Câmara de Vereadores. Século Diário – O senhor é vereador do município e tinha chances de se reeleger, mas preferiu disputar a eleição majoritária contra um palanque forte, da ex-prefeita Solange Lube (PMDB), que era tida como franca favorita ao cargo. O que fez com que mudasse seu caminho, disputando a prefeitura? Gilson Daniel – A disputa foi dentro do contexto do querer. Acho que todo vereador almeja ser prefeito da cidade. Eu tenho experiência em gestão pública, assessorando vários prefeitos, e isso me motivou a disputar o pleito, pois gostaria de ajudar a cidade em que eu moro. Mas achei que isso iria demorar um pouco mais de tempo. Olhava o horizonte político da minha cidade e via que havia muitas pessoas ainda na minha frente para disputar a eleição majoritária. Mas o que aconteceu na cidade, foi que Solange conseguiu retirar as outras candidaturas. Ela seria candidata única se não tivesse havido a minha candidatura. Eu sempre falava isso, que se Solange fosse candidata e não tivessem candidatos, eu estaria disposto a disputar com ela. O desejo do Partido Verde era construir uma candidatura de oposição. E o nosso candidato de oposição era o ex-prefeito João Batista Novaes [PR]. Até porque tínhamos uma coligação proporcional interessante para o PV. Mas quando Dr. João viu que Solange estava tirando todos os partidos, e que ficaríamos isolados, ele foi desanimando. Ficou PR, PDT e PV, e os maiores grupos políticos estavam do lado de Solange.  – E o senhor seria candidato à reeleição… – A última reunião foi até na minha casa e perguntamos se ele tinha disposição de disputar. Dr. João disse que teria que ouvir umas pessoas ainda, diante da dificuldade. E decidimos que se ele abrisse mão da candidatura, eu seria o candidato com Faustão [José dos Santos da Silva, do PDT] de vice, mas na minha cabeça, eu era candidato a vereador. No outro dia, o dia da homologação, quando deu 16 horas, nós estávamos com as atas prontas para registrar as candidaturas, eu como candidato a vereador, não conseguimos falar com João, então alteramos as atas e aí chegamos ao cartório faltando 15 minutos para acabar o prazo. Quando protocolamos encontramos no cartório o grupo de Solange. Chegamos com oito pessoas e eles tinham umas 80. Eles esperavam que o João Batista fosse candidato e não Gilson Daniel. O interesse de Solange era que o PV não fizesse nem vereador. O PV foi o único partido com o qual ela não conversou. – Porque o PV fez oposição a ela na Câmara… – Sim, porque o Fabrício [Machado], que é o presidente do partido, votou contra as contas dela lá atrás. Já havia esses atritos e também porque Solange sabia que era nosso interesse fazer uma candidatura de oposição. Acreditamos que a mudança era necessária. Então, eles saíram do cartório comemorando, e eu sou um vereador. Foi uma total falta de respeito. – Esse clima de já ganhou havia contaminado o período pré-eleitoral em Viana, embora eleição com dois candidatos seja sempre uma incógnita. Houve um salto alto? – Houve. Eu saí do cartório já programando a campanha do outro dia e eles saíram comemorando a eleição e esqueceram de fazer campanha. Fomos para a rua mesmo. Tudo nosso foi primeiro, nosso material foi para a rua primeiro, nossas placas. Solange disse que não iria caminhar, que iria fazer grandes reuniões nos bairros, e eu e Faustão caminhando rua por rua. Depois de 30 dias é que Solange acordou. Fizemos uma pesquisa no início, com seis dias de campanha, Solange apareceu com 40% das intenções de votos e eu com 29%. Uma diferença de 11 pontos. Eu, vereador, mas ainda desconhecido em muitos bairros, nos maiores colégios eleitorais dos municípios. Solange tinha 34% de rejeição e minha rejeição também era alta, com 29%. Então, pedi para fazer um teste de rejeição. A rejeição da Solange era irreversível, era o eleitor que não queria mais votar na família. E a minha rejeição era por desconhecimento. A minha rejeição era reversível. Aí eu mudei a rejeição indo para a rua. Na sede a minha rejeição era imensa. Eu fiz uma grande caminhada, e três dias depois minha rejeição praticamente desapareceu. – E como ficou o apoio do senador Magno Malta (PR) em sua campanha? Do outro lado, no palanque da ex-prefeita, havia várias lideranças de peso, como o ex-governador Paulo Hartung e o senador Ricardo Ferraço (PMDB), e no seu palanque a única liderança de peso era o senador. – Nós fomos sozinhos até pouco mais da metade da campanha. Nesse período já estávamos à frente da Solange. Quando passaram 50 dias de campanha, já estávamos com 12 pontos à frente de Solange, porque caminhávamos de manhã, à tarde e fazíamos reunião à noite. Fazíamos três comunidades por dia e uma campanha muito barulhenta, com trio elétrico, que chamou a atenção das

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Iriny Lopes faz reflexão sobre eleições de Vitória e do PT

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A deputada federal Iriny Lopes (PT), candidata derrotada à prefeitura de Vitória, postou nas redes sociais sua reflexão sobre o processo eleitoral deste ano e as expectativas para o Processo de Eleição Diretas (PED) que escolherá a nova direção regional do partido no próximo ano. Ela falou sobre a manutenção de seu nome na disputa municipal e a necessidade de mobilizar a militância na eleição interna para que seja mantida a essência do partido. Sobre as movimentações no período pré-eleitoral, que levaram o prefeito de Vitória, João Coser, a defender a candidatura de consenso em torno do palanque do ex-governador Paulo Hartung (PMDB), sem citar nomes, Iriny falou da importância da manutenção de sua candidatura. “Muito se falou recentemente de abrir mão de uma candidatura petista na capital capixaba sob o argumento de ‘alternância de poder’, como se fosse democrático decidir em gabinetes quais partidos disputam a eleição”. Para a deputada, que enfrentou muitos obstáculos internos para se manter na disputa, o conceito correto de alternância de poder é a garantia da diversidade de candidaturas e disputa de ideias e projetos. “Quem decide se determinado projeto continua ou muda é a sociedade. Só a ela – e a nenhuma liderança, cacique ou coronel – cabe o direito da escolha. A isso chamamos de democracia”, afirmou na nota. A deputada reconhece que a conjuntura política mudou a forma como o partido faz seus acordos e alianças, mas afirma que embora os tempos tenham mudando, a essência do partido não pode ser perdida. Nesse sentido, a deputada destaca a importância do envolvimento dos filiados no PED do partido, em 2013, que para ela é a oportunidade de recolocar a militância como protagonista. “O PT tem gente, militância que não é só chamada pra dizer sim ou não, mas para debater e decidir o futuro do partido e a construção da democracia na comunidade, cidade, estado e país”. A nota de Iriny reforça nos meios políticos a ideia de que ela vai tentar criar dentro do partido um sentimento de enfrentamento a forma como o PT capixaba vem construindo seu projeto político. O grupo que hoje domina o partido é ligado a Coser. Iriny deve integrar um grupo que tentará a retomada do poder.

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Armadilhas do desenvolvimento

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  No Espírito Santo, principalmente durante os dois governos de Paulo Hartung (2003 – 2010), a justificativa do desenvolvimento a qualquer custo permitiu que as grandes empresas conseguissem, com certa facilidade, as licenças ambientais necessárias para ampliar suas plantas poluidoras. É caso, por exemplo, das mineradoras, que trazem uma série de malefícios à saúde da população da Grande Vitória, que respira um ar de péssima qualidade.    A promessa de emprego é sempre o primeiro apelo usado pelos empresários para justificar os inevitáveis impactos ambientais e sociais que um empreendimento pode causar a uma determinada comunidade.    Quem não se recorda do que ocorreu em 2010, quando a Vale anunciou uma monumental parceria com Baosteel para instalar a Companhia Siderúrgica em Ubu (CSU)? À época, os impactos sociais e ambientais da megasiderúrgica foram ignorados. O discurso do poder público e dos empresários martelou na opinião pública que o empreendimento geraria emprego e renda e, consequentemente, desenvolvimento para o Estado.   Se o projeto com os chineses não tivesse naufragado em função da crise econômica mundial e da queda do valor do aço no mercado internacional, todas as licenças ambientais necessários para tirar o projeto do papel seriam concedidas facilmente. Afinal, era o futuro do Estado que estava em jogo. Não é verdade?   O projeto de expansão do Shopping Vitória também recorre ao apelo da geração de empregos como justificativa para promover as mudanças que forem necessárias no Plano Diretor Urbano (PDU), que hoje impediria a consecução do projeto.    Os dois principais jornais impressos do Estado (A Gazeta e A Tribuna) apresentaram o projeto de expansão do shopping como algo definitivo na edição desta sexta-feira (9). As manchetes dos dois jornais estampam a quantidade de empregos que serão gerados com o empreendimento, com data de conclusão prevista para 2014.    A hipocrisia está no fato de a prefeitura de Vitória e o grupo de empresários marcarem uma audiência pública para apresentar o projeto à comunidade, como se a opinião da população fosse valer alguma coisa. As matérias de página inteira com ilustrações gigantes das maquetes da Ala Marina – nome de batismo da área que será expandida -, induzem o cidadão a comprar o projeto como algo extremamente positivo para a cidade. Ninguém está interessado em discutir nada. Eles só querem mostrar o projeto para, no final, receberem os aplausos da população.   Do contrário, qual clima haveria na audiência pública do próximo dia 13, para que um dos participantes levantasse a mão e questionasse, por exemplo, os impactos urbanos que o empreendimento trará à região? Nenhum. A audiência pública, em vez de atender às demandas da população, terá o papel estratégico de legitimar o projeto, que terá o selo de aprovação popular.    Mais que isso, a aprovação do projeto de ampliação do Shopping Vitória tem também a função estratégica de ressuscitar um projeto maior, que é a construção de torres residenciais com pelo menos 32 metros de altura cada. O presidente do Grupo Buaiz, Américo Buaiz, já adianta que a segunda parte do projeto, as torres residenciais, não vai empatar a vista do Convento da Penha.    A deixa de Buaiz é um recado aos órgãos que embargaram há alguns anos o projeto Nova Cidade (Water Front), que previa a construção de 13 edifícios com 57 metros de altura cada na área adjacente ao Shopping.   Desta vez, com um projeto mais “humilde” – metade da altura do anterior -, e com a aprovação da população, ele pretende tirar o projeto de seus sonhos do papel.    A complexa discussão sobre os impactos do empreendimento à região, que será levada para a audiência pública, Buaiz resumiu à vista ao Convento da Penha. “De fato precisamos discutir, trata-se de uma das últimas áreas livres da Ilha, mas eu, como empreendedor, preciso saber qual filosofia seguir. A nossa proposta é essa”, declarou ao jornal A Gazeta.    A mensagem implícita é óbvia: “a nossa proposta é dar prosseguimento ao nosso projeto custe o que custar”. A audiência pública é só para inglês ver.   

09/11/2012 / 0 Comments
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Atacadão

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  As doações de campanha das poluidoras do Estado este ano, Aracruz Celulose (Fibria) e ArcelorMittal, mostram como ficou ainda mais lucrativo para as empresas “comprar” a classe política do Estado. Com apenas uma exceção, cada candidato a prefeito da lista custou no geral R$ 50 mil aos cofres da Aracruz e R$ 40 mil da Arcelor. Embora com o câmbio bem abaixo do que nos velhos tempos áureos, a Aracruz continua liderando os financiamentos. Mas a Arcelor desta vez se dispôs também a molhar a mão de candidatos a vereador na Serra e em Cariacica, que saíram bem mais baratinhos, no máximo R$ 5 mil. São com estes preços que os políticos do Estado ficam atrelados às poluidoras, o que custa um mandato inteiro de omissão e “rabo preso”. No caso das campanhas mais caras, nos principais municípios capixabas, que chegam à casa dos milhões, a situação é ainda pior – R$ 50 mil e R$ 40 mil a mais, ou a menos, que diferença faz, a não ser beneficiar as poluidoras? As empresas não destinam seus recursos de graça, a cobrança vem depois e a conta é alta. O ônus e o bônus são claros, é só colocar na balança. Os políticos têm muito mais a perder do que ganhar.    No topo Quem levou a maior quantia, ao todo R$ 80 mil, da Aracruz Celulose, foi o prefeito eleito do município de Aracruz, deputado estadual Marcelo Coelho (PMDB). Por razões óbvias.    Pinga-pinga Embora os candidatos do segundo turno ainda não tenham computado suas prestações de contas, a segunda parcial já indicava o comparecimento da Aracruz nas campanhas do prefeito eleito de Vitória, Luciano Rezende (PPS), e do candidato tucano, Luiz Paulo Vellozo Lucas. A empresa foi democrática e compareceu com R$ 50 mil. Esse número, porém, ainda pode subir.    Pinga-pinga O mesmo valor foi destinado para o prefeito eleito em Vila Velha, Rodney Miranda (DEM), e Max Filho (PSDB), terceiro colocado na disputa – levou mais R$ 30 mil da Arcelor. No caso do demista, também podem surgir surpresas.  Na Serra… A Arcelor também foi democrática, R$ 40 mil para o prefeito eleito Audifax Barcelos (PSB) e mais R$ 40 mil para o atual, Sérgio Vidigal (PDT). O socialista também levou da Aracruz R$ 50 mil.   Contraditório Se muitos candidatos não precisam do dinheiro das poluidoras, menos ainda a deputada federal Iriny Lopes (PT), que tem histórico de militância em favor dos índios e quilombolas. A petista recebeu R$ 50 mil da Aracruz e R$ 30 mil da Arcelor. Ela arrecadou R$ 2.201.500,00 para sua campanha. Compensa?   Contraditório II Merece registro ainda as doações do presidente da Comissão de Meio Ambiente da Assembleia, Sandro Locutor, que fora o detalhe da função que ocupa, é do PV. Recebeu dinheiro da Arcelor, R$ 12 mil, e ainda da CTA, uma espécie de herdeira da Cepemar no campo de licenciamentos ambientais do Estado, e da Fertilizantes Hering.  Segue… Não surpreende nem um pouco o caso de Locutor, basta considerar a atuação inexpressiva que ele tem à frente da Comissão, sem promover qualquer debate ou ação relevante para o Estado. O lema dele é muito discurso e nenhuma prática.    Camuflada No bolo de doadores, está difícil identificar a Vale, que só comparece por meio de suas subsidiárias. Mas certamente deve estar na área.    140 toques “Em Mantenópolis com o governador. Em Alto Rio Novo, entrego emenda parlamentar e participo de inauguração do CRAS com Casagrande”. (Deputada federal Iriny Lopes – PT – no Twitter).   PENSAMENTO: “Vamos comigo, para você dividir as vaias”. Itamar Franco 

09/11/2012 / 0 Comments
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