Metade dos candidatos que vão às urnas no segundo turno das eleições municipais neste domingo (28) responde a processos na Justiça. O ex-prefeito de Vitória e ex-deputado federal Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB) lidera a relação de casos, com seis ações ao todo. Em Vila Velha e Cariacica, o deputado estadual Rodney Miranda (DEM) e o atual vice-prefeito Geraldo Luzia, o Juninho (PPS), respectivamente, também constam em processos, mas que não têm relação com a trajetória na política. De acordo com levantamento da reportagem, o ex-prefeito Luiz Paulo responde a cinco ações de improbidade e uma ação civil pública por supostas irregularidades cometidas durante a gestão entre 1997 e 2003. As denúncias feitas pelo Ministério Público Estadual (MPES) tratam de supostas irregularidades em convênios firmados pela prefeitura e até a contratação sem licitação de um escritório de consultoria. De um total de nove processos, seis denúncias foram recebidas por juízes de 1º grau. O candidato adversário no pleito, o deputado estadual Luciano Rezende (PPS), não responde a nenhuma ação de improbidade na Justiça estadual. O parlamentar chegou a ser denunciado por eventuais irregularidades em convênios, mas a denúncia do MPES foi rejeitada na primeira instância. No Tribunal de Justiça, os desembargadores confirmaram a rejeição da ação contra Luciano. Em Vila Velha, os dois candidatos – o atual prefeito Neucimar Fraga (PR) e o deputado Rodney Miranda – estão empatados quando o assunto é a ficha limpa. Nenhum dos dois responde a qualquer denúncia feita pelo Ministério Público. No caso de Rodney, ele responde a uma interpelação judicial em referência ao livro Espírito Santo, de autoria do parlamentar e mais duas pessoas. Rodney também aparece como parte numa ação indenizatória movida por ele e mais duas pessoas, a delegada Fabiana Maioral e o promotor de Justiça, Marcelo Barbosa de Castro Zenkner, contra a operadora Telest Celular (atual Vivo), pelo suposto erro no episódio de grampo na Rede Gazeta, em 2003. A Justiça reconheceu o erro da operadora e determinou a indenização do trio, porém, a Vivo recorre da decisão. Em Cariacica, o deputado estadual Marcelo Santos (PMDB) foi absolvido em uma denúncia do Ministério Público. No juízo de 1 grau, a ação de improbidade sequer foi recebida. A decisão foi mantida pelos desembargadores do Tribunal de Justiça do Estado (TJES). O adversário do peemedebista, o vice-prefeito do município, Juninho, é alvo de apenas uma ação de execução fiscal movida pela prefeitura de Vila Velha.
Virada e disputas acirradas no ES seguem tendência nacional
O segundo turno das eleições municipais disputado em 50 cidades brasileiras apresenta um fenômeno em comum: é o mais acirrado dos últimos 20 anos. Segundo levantamento do jornal Valor Econômico, desde 1992 os primeiros colocados não terminam o primeiro turno com uma votação tão baixa e em nenhum dos últimos seis pleitos nas capitais a média de votação do segundo colocado foi tão alta. Ainda segundo o Valor, se confirmadas as pesquisas, a taxa de candidatos que lideraram a primeira etapa, mas foram ultrapassados na reta final, deve superar uma média histórica de 12%. No Espírito Santo, as disputas em Vila Velha e Vitória estão acirradas na reta final do segundo turno. Na Capital, a tão esperada virada aconteceu ainda na primeira etapa da eleição. Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB) iniciou o processo eleitoral em vantagem e era apontado como favorito, com possibilidade de liquidar a fatura ainda no primeiro turno. Mas o candidato do PPS, Luciano Rezende, terminou a disputa em primeiro lugar e agora quem tenta uma virada no segundo turno é o tucano. Para isso, acirrou o debate e atacou os acordos políticos do adversário. Apesar da investida, a diferença entre Luiz Paulo e o agora líder na corrida eleitoral Luciano Rezende ainda é grande. Em Cariacica, a disputa do primeiro turno mostrou uma virada ainda mais emblemática. Apesar de o deputado estadual Marcelo Santos (PMDB) ter sido apontado durante todo o período da campanha como líder da corrida eleitoral, o candidato do PPS, Geraldo Luzia, o Juninho, saiu das urnas com quase o dobro da votação do peemedebista. Juninho agora vem consolidando a vantagem na disputa do segundo turno. Das cidades com segundo turno, a disputa mais acirrada do ponto de vista da intenção de votos está no maior colégio eleitoral do Estado: Vila Velha. O prefeito Neucimar Fraga (PR) vinha com um bom posicionamento eleitoral em um cenário em que se esperava um acirramento com o ex-prefeito Max Filho (PSDB). Mas o deputado estadual Rodney Miranda (DEM) foi quem virou a disputa na frente, desbancando o tucano e colocando o prefeito na disputa em segundo na corrida eleitoral. Na véspera da eleição, Rodney e Neucimar estão tecnicamente empatados, com diferença de dois pontos entre si, e disputam uma eleição dura, recheada de acusações, e com um resultado imprevisível.
Com eleição, PSDB pode ganhar vaga na Assembleia
A depender do resultado das urnas neste domingo (28), o PSDB pode ganhar duas vagas na Assembleia Legislativa. Em sua coligação formada em 2010 para a eleição dos deputados estaduais, o partido está junto com PPS, DEM e PMN e tem as duas primeiras suplências da chapa, que ocupa cinco vagas na Casa. Hoje, os tucanos não têm nenhum deputado. Assim, se Rodney Miranda (DEM), em Vila Velha, e Luciano Rezende (PPS), em Vitória, saírem vitoriosos no pleito, os tucanos podem sair fortalecidos em âmbito estadual. Nestes casos, assumem as vagas os vereadores Marcos Mansor, de Cachoeiro de Itapemirim (sul do Estado), e Omir Castiglioni, de Colatina (noroeste do Estado). O primeiro obteve mais de 14.500 votos em 2010. Já o seu correligionário 11.242. A chapa já iria substituir no próximo ano um de seus deputados, Luciano Pereira (DEM), que foi eleito prefeito em Barra de São Francisco (noroeste do Estado) nestas eleições. Em seu lugar, entra Janete de Sá (PMN). O segundo suplente da chapa era Paulo Roberto, mas no ano passado ele se desfiliou do PMN para entrar no PMDB, abrindo a brecha para os tucanos na coligação. Além dos três já citados, também ocupam as cinco vagas da coligação na Ales os também demistas Theodorico Ferraço, presidente da Casa, e Atayde Armani. A apenas dois dias da eleição, são grandes as chances de o PSDB conseguir pelo menos uma dessas vagas. Em Vitória, as últimas pesquisas indicam uma diferença de no mínimo 11 pontos percentuais entre Luciano Rezende e Luiz Paulo – por coincidência, tucano. Ou seja: mesmo se perder as eleições na Capital, o que representaria dura derrota para o partido, o PSDB pode sair com algum espaço a mais no âmbito estadual. Em Vila Velha, as pesquisas também indicam um cenário favorável aos tucanos. Apesar do grande crescimento de seu adversário no pleito, o atual prefeito Neucimar Fraga (PR), nesta reta final, o demista Rodney Miranda ainda aparece à frente e pode confirmar a liderança neste domingo (28). O resultado poderia trazer ganhos reais para o partido, que até agora diminuiu em 50% o número de prefeituras no Estado: de 12, em 2008, caiu para apenas seis este ano. Ainda há a distante possibilidade de Luiz Paulo virar o jogo na capital, o que mudaria o dado e também a força do partido no âmbito estadual, já que controlaria o principal foco político do Estado e poderia trabalhar se cacifando para 2014. Apesar disso, não seria má idéia para os tucanos ter duas novas vagas na Assembleia, ainda mais com representantes de duas cidades com tamanha importância no jogo político do Estado, como Cachoeiro de Itapemirim e Colatina. Novos deputados? Olmir Castiglioni (foto à esquerda), que é soldado da Polícia Militar, foi eleito vereador de Colatina pela primeira vez em 2000. Durante os anos de 2007 e 2008, o tucano foi presidente da Câmara Municipal da cidade. Obteve 11.242 votos em 2010, quando concorreu para deputado estadual. Marcos Mansor é professor de ensino superior em Cachoeiro de Itapemirim e foi eleito vereador do município com 1.751 votos, o segundo mais votado na cidade. Na eleição para deputado estadual, recebeu 14.562 votos.
Novo estudo: evidências aumentam chances de agrotóxicos acabarem com abelhas
É cada vez maior a evidência de que pesticidas comuns podem ser parcialmente responsáveis pelo declínio do número de abelhas. Além de vários impactos ao longo do prazo em colônias de abelhas, um novo estudo apontou que abelhas expostas há mais de um agrotóxico, ficam ainda mais vulneráveis. O novo estudo feito na Universidade de Londres e divulgado pelo site Mercado Ético, expõe que um tipo de veneno as abelhas, inclusive as rainhas, sofrem forte impacto que podem levar inclusive a um colapso total da colméia. E, sobre o efeito de dois pesticidas diferentes esse impacto pode ser ainda maior. De acordo com o levantamento dos pesquisadores londrinos, os pesticidas não são pulverizados em um ambiente controlado, e insetos como abelhas podem ficar expostos não apenas a um tipo de pesticida, mas a todo um coquetel deles. Após estudos relacionados ao problema foi constatado que o número de abelhas reduziu em várias partes do mundo. Para a pesquisa, os cientistas dividiram 40 colônias de abelhas em quatro grupos. Um grupo foi exposto ao imidacloprida, um pesticida da família dos neonicotinoides; um segundo grupo foi exposto ao gama-cialotrina, um piretroide; um terceiro grupo foi exposto a ambos os químicos; e o último grupo não foi exposto a nenhum. Todas as doses utilizadas, segundo o estudo, são semelhantes às encontradas no campo. Segundo o resultado, as abelhas expostas a imidacloprida perderam 41% de suas operárias em quatro semanas. No geral a produtividade das operárias também diminuiu significando menos comida para a colméia e menos abelhas se desenvolvendo. As abelhas expostas apenas ao gama-cialotrina apresentaram um índice de mortalidade de 51% e as abelhas expostas a ambos, 69% das abelhas operárias morreram. Até o momento, os estudos têm sido convincentes motivando inclusive o banimento do uso de pesticidas neonicotinoides na França. Já no Brasil, o debate está mais lento. Só em julho deste ano o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) anunciou uma reavaliação de agrotóxicos, com o objetivo de proteger as abelhas no País, mas nenhum resultado foi apresentado até o momento. No Brasil, estão sendo reavaliados os venenos que utilizam Imidacloprido, Tiametoxam, Clotianidina e Fipronil, o Imidacloprido está entre os mais críticos. No Espírito Santo, a iniciativa do Ibama foi comemorada devido à proibição de aplicação por aviões desses agrotóxicos.. Segundo eles, a pulverização aérea diminui consideravelmente a presença de abelhas e até de pássaros nas propriedades rurais. Ao final do processo de reavaliação, o Ibama poderá manter a decisão de suspensão da aplicação por aviões desses produtos, ou revê-la, podendo adotar outras medidas de restrição ou controle dessas substâncias. O declínio das abelhas é preocupante, dizem eles, sobretudo, porque a abelha é a espécie polinizadora mais importante do mundo, tanto para colheitas agrícolas quanto para plantas selvagens e para os pesquisadores, não há dúvida sobre os impactos dos pesticidas sobre as abelhas.
Em busca de posição no ranking do café, municípios do ES utilizam mais agrotóxicos
Na corrida para consolidar os municípios capixabas como campeões mundiais na produção de café, o governo do Estado tem oferecido até prêmios para quem produzir mais café por hectare. A denúncia foi feita pelo Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), que alertou sobre os problemas que o incentivo vem causando no campo. Ansiosos por grandes colheitas, os municípios estão triplicando seu consumo de agrotóxico. Atualmente, o líder é o município de Jaguaré. Segundo o MPA, o município do norte do Estado produz 160 sacas de café de 60 kg por hectare e já ocupou o topo do ranking da produção mundial de café, posição hoje ocupada pelo município vizinho, Vila Valério. “Na ânsia por retomar o seu lugar, o que se vê é o incentivo do poder público local, de fazendeiros e comerciantes de agrotóxicos. Vendem a imagem de que cultivar alimento é um atraso e que não faz o município crescer. Quem não entra na lógica desenvolvimentista é considerado ultrapassado”. A entidade afirma que tal lógica é baseada praticamente em monocultivo e uso intensivo de venenos agrícolas, sobretudo, pela pulverização aérea, considerada de alto impacto pelos camponeses. Localizado a 202 km de Vitória, Jaguaré, que tem como a principal atividade econômica a cafeicultura, é palco também de graves contaminações por agrotóxicos. Foi na região que, em 2008, um avião pulverizou o pátio de uma escola, praças e pedestres. O MPA ressalta que Jaguaré é conhecido pelo maior índice de pulverização aérea no Estado. “Só no centro da cidade, os agricultores podem encontrar oito lojas que comercializam agrotóxicos”, diz o MPA. Adalto Togenere, que trabalha com café, mas busca diversificar a produção com outros cultivos, foge da lógica da produção local e reclama da situação. “Antigamente o município praticava uma agricultura com café, milho, feijão, arroz, isso aos poucos foi mudando e se tornando praticamente só café”, lamentou. O MPA destaca que a lógica do agronegócio, além de prejudicar a agricultura camponesa, atrai milhares de famílias camponesas do sul da Bahia, norte de Minas e de outras partes do Estado para trabalhar na colheita do café, porém, nem todos regressam ao seu lugar de origem, engrossando os bolsões de miséria e gerando o êxodo rural.
Na hora H, Malta leva os louros
Quem poderia imaginar? No último programa eleitoral de Luiz Paulo, o papel de protagonista ficou com Magno Malta. O republicano acabou roubando a cena e foi o personagem político mais comentado no último dia de propaganda eleitoral na TV. O direito de resposta que o senador conquistou na Justiça Eleitoral, veiculado nesta sexta-feira (26), antevéspera das eleições, foi um golpe duro no tucano, que ainda sonha com uma virada espetacular para cima do rival Luciano Rezende (PPS) nesta reta final das eleições. Se a situação de Luiz Paulo já não era das mais confortáveis, conforme mostram as últimas pesquisas, a resposta do senador, com certeza, não ajudou o tucano. Ao contrário, deve ter causado uma dor de cabeça terrível nos estrategistas do PSDB. Malta, que já havia dado uma entrevista-resposta aos seus desafetos de página inteira ao jornal A Gazeta, publicada nesta sexta-feira (26), conseguiu “desfazer a mentira”, segundo ele, armada por Luiz Paulo, no vídeo de apenas um minuto. No vídeo, Magno Malta diz que Luiz Paulo o procurou suplicando apoio por duas vezes, alegando que fora traído por seu grupo político, leia-se Hartung e companhia. Em seguida, o republicano pergunta: “Que crime eu cometi”, se referindo à perseguição que vem sofrendo do candidato tucano. E lista suas principais bandeiras: combate à pedofilia, à legalização da maconha, ao aborto etc. Discurso conservador à parte, ninguém pode negar que a mensagem do senador é convincente. Independente de suas posições, Magno Malta deve ter convencido boa parte dos telespectadores, que a perseguição imposta por Luiz Paulo, Hartung e companhia fora injusta. Como o clima é de eleições, Magno Malta pediu, nos segundos finais do vídeo, para que seus mais de 100 mil eleitores de Vitória usem o voto para dar uma resposta a Luiz Paulo: “Você que tem o instrumento do voto na sua mão, domingo, dia 28, responda para esse rapaz”. O contra-ataque de Malta lhe dá, por hora, uma vitória parcial sobre Luiz Paulo. A segunda parte dessa jogada poderá ser concluída no próximo domingo, caso o candidato do PSDB sofra um revés nas urnas. Se isso acontecer, essa pode ser considerada a primeira grande jogada de Malta no xadrez eleitoral de 2014, pois, num único movimento, o senador do PR já derrubou um cavalo e ainda pode levar, de quebra, uma rainha. Duas peças de alto valor estratégico para qualquer enxadrista.
Dois pesos
Quem agrega mais, o senador Magno Malta (PR) ou o presidente do Banco de Desenvolvimento do Estado (Bandes), Guerino Balestrassi? Os dois aparecem nos últimos movimentos de campanha em Vitória, respectivamente em favor de Luciano Rezende (PPS) e Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB). Magno obteve direito de resposta na propaganda eleitoral tucana e usou o espaço para se defender de acusações, além de pedir para que seus eleitores não votem em Luiz Paulo. Já Guerino assina mensagem espalhada por email de apoio ao tucano, dizendo que é a “hora da virada”. Agrade ou não, Magno é bom de votos, senador em segundo mandato, e convocou os 105 mil eleitores da Capital que o elegeram a darem uma resposta a Luiz Paulo neste domingo (28). Enquanto Guerino é um político municipalista, de Colatina, que passou a se fortalecer nesta eleição, devido à função estratégica de injetar recursos em candidaturas abraçadas pelo ex-governador Paulo Hartung (PMDB), tapando o buraco deixado pelas transnacionais. Mas se o que faz diferença em eleição são exatamente os votos, está respondida a pergunta. Não tem pra Guerino neste quesito. Ai não… Ainda sobre Guerino, logo de cara, no assunto da mensagem, já é vinculado seu nome ao cargo que ocupa, o que é no mínimo antiético. Uma coisa é ser cabo eleitoral de candidatos como cidadão, outra bem diferente é usar a questão institucional para isso. Pior ainda quando se trata de um banco que distribui crédito. Me ajuda, que eu te ajudo? Toma lá, da cá No final das contas, cutucaram tanto a onça com a vara curta, que Magno Malta, que até agora não tinha pedido votos para Luciano, nem aparecido ao lado do candidato do PPS, resolveu entrar na campanha em um momento crucial da disputa. Sem citar o nome de Luciano, deu seu recado. Além do tom dele no programa eleitoral, reação em A Gazeta, nesta sexta-feira (26), mostra que o sangue esquentou. Esse confronto, certamente, não se encerra por aqui. Finalização Fazendo uma alusão ao famoso jogo Mortal Kombat, essa entrada de Magno Malta para rebater o candidato do PSDB estaria mais para um Fatality. Família A guerra em Vitória domina também as redes sociais, principalmente o Twitter. Dos embates entre candidatos e apoiadores, chamam atenção as manifestações da ex-deputada Mariazinha Vellozo Lucas – algumas com excessos, vale o registro – e do deputado estadual Cláudio Vereza (PT) – respectivamente mãe de Luiz Paulo e sogro de Luciano Rezende (PPS). Apagado A eleição chega ao fim e o senador Ricardo Ferraço (PMDB) não disse ao que veio. Furada Não me consta ser uma boa estratégia atribuir como grande feito do candidato a prefeito do DEM em Vila Velha, Rodney Miranda, à época que ocupava a Secretaria de Estado de Segurança, a implantação do Ciodes. A exemplo do que fez o atual ocupante da pasta, André Garcia, na última propaganda eleitoral do demista, nesta sexta-feira (26). O programa é alvo constante de críticas. Ajuda O prefeito reeleito de Colatina (noroeste do Estado), Leonardo Deptulski (PT), tenta em Brasília solução para um dos principais problemas de sua administração, o saneamento básico. Junto com o monopólio do serviço de transporte, o setor foi o ponto mais explorado na campanha adversária, encabeçado pelo deputado estadual Da Vitória (PDT). Segue… Mas apesar das fragilidades da gestão petista, Da Vitória não conseguiu fazer frente na disputa, permanecendo toda a campanha bem atrás nas intenções de votos. É que o histórico do deputado era ainda pior. Que diga o escândalo do Iases-Acadis. 140 toques “A ‘Esquerda Democrática’ está sendo tão citada que acho que incomodou muita gente, ou seja, acho que fez a diferença nessa eleição”. (Ex-secretário de Educação de Vila Velha – Roberto Belling – no Twitter). Nota da coluna: menos, Belling, menos! PENSAMENTO: “Alienado é o poder, não o jovem”. Marcelo Rubens Paiva
Sobre cinema
Tenho algumas coisas a falar da Sétima Arte. Não é nada novo, mas é relevante para quem gosta de cinema. São coisas que eu observei num fim de semana olhando com calma todos os canais da TV por assinatura. Tem uma atriz brasileira fazendo sucesso em Hollywood, mas que pouca gente se liga na dita cuja, já que ela não foi produto da Globo. Venceu na marra. Seu nome é Alice Braga. Mesmo sendo sobrinha de Sonia Braga, ela tem mais projeção. Já trabalhou ao lado de Will Smith em Eu Sou A Lenda. Fez Repo Man, ao lado de Jude Law; depois fez os Predadores, de Robert Rodrigues; e O Ritual, ao lado de Anthony Hopkins. Demais, não? Outra coisa a se destacar são as aparições do ator Jason Statham. Cada fim de semana tem dois ou três filmes com o ator na TV a cabo ou na aberta. Todos de ação. O ator, que é mergulhador profissional e campeão de artes marciais, dispensa os dublês. Recentemente, usou seus dois dotes em Os Mercenários, de Sylvester Stallone, dentre outros. O que iniciou tudo isso foi o filme Efeito Dominó, de 2008. Além de Os Mercenários, seu filme recentemente como ator principal é O Código. É bom vê-lo em ação, com sinceridade. Na realidade, os canais de filmes estão bem fracos de exibição. Salvo um filme ou outro na semana ou nos fins de semana. De vez em quando passa uma reprise das boas, que somos obrigados a rever. Mas assim mesmo dá para quebrar o galho de quem quer ficar em casa e ver televisão e não ficar na Internet… que às vezes satura PARABÓLICAS Fernando Santana cotado para secretário de Turismo de Vila Velha, na possível gestão de Rodney Miranda Miguel Roldan planeja outra viagem à Europa, mais precisamente para a sua Espanha querida. O horário eleitoral no rádio e na TV termina nesta sexta-feira (26). Vai deixar saudade… Nicolau Depes e Belga Carone planejando algo no campo da comunicação. Vamos aguardar para saber. MENSAGEM FINAL O verdadeiro amor é aquele que nem seu espelho sabe que existe. Kety Rosa de Barros
Ainda ele
Mesmo sem disputar qualquer cargo este ano, o senador Magno Malta (PR) já computa uma vitória. Independentemente do resultado das urnas, mais uma vez, ele ganhou um canal para reforçar sua imagem com o eleitorado. Na tentativa de diminuir o capital dos candidatos coligados com o PR, deram a Malta um destaque que nenhum senador tem no Espírito Santo, aliás, nenhuma liderança. Só para se ter uma ideia, o reaparecimento do ex-governador Paulo Hartung (PMDB) no programa do tucano Luiz Paulo Vellozo Lucas não teve a mesma atenção da imprensa. Mexeu mais no cenário as polêmicas de bastidores causadas pela ausência do senador nos palanques municipais. Outro senador que está atuando na disputa é Ricardo Ferraço (PMDB). Não causou polêmica, não teve questionamentos da mídia, mas qual foi a projeção que ele ganhou nessa campanha? O mercado deu a Malta um tamanho que talvez ele não tenha. Está se criando um cenário em que Malta, mesmo não tendo se colocado na disputa, dispute a eleição estadual. Mas Ricardo Ferraço também é um candidato em potencial, poderia ter criado, agora, condições para se credenciar. Atuando como coadjuvante nos palanques, porém, não saiu exatamente do tamanho que se esperava. A expectativa de desgastar Magno Malta não funcionou, até porque o caminho utilizado não foi correto. O eleitorado do senador não identifica nele a pecha de corrupção, que tentaram lhe imputar. Não vai ser por aí. Enfrentar suas ideias conservadoras não seria uma boa ideia diante da necessidade de captação de votos e isso ele tem muito. Magno Malta, apesar de ser o presidente de um partido, não tem uma desenvoltura nos meios políticos que garanta uma articulação forte. Ricardo Ferraço, antes de ser tirado da disputa ao governo do Estado, tinha o contrário, boa articulação política, falta-lhe popularidade. Na disputa ao Senado, Ricardo Ferraço posou ao lado de Malta e conseguiu unir as duas coisas. Depois de uma campanha eleitoral em que figurou como personagem principal, Magno Malta saiu fortalecido e vai influir na eleição de 2014. A coluna aposta que isso fortalece, na verdade, o governador Renato Casagrande, que não cometeu o erro de subestimar o poder de fogo do senador e não o colocou na cota de inimigo. Fragmentos: 1 – Os candidatos a prefeito evitam Magno Malta (PR) no palanque não porque acham que vão perder votos, mas porque temem o julgamento de uma parte da imprensa que rejeita o senador. 2 – É que a classe política ainda acha que essa parte da imprensa é a grande influenciadora da população. É melhor circular pelas ruas e acompanhar as redes sociais, porque a coisa está mudando. Quer agradar o eleitor, agrade o eleitor, diretamente. 3 – Atenção candidatos: o passado passou. O eleitor não quer saber o que você fez e sim o que vai fazer.
Manobra da defesa de acusados adia julgamento da Operação Moeda de Troca
O juiz da comarca de Santa Leopoldina, Carlos Ernesto Campostrini Machado, determinou, nessa quinta-feira (25), a intimação pessoal de oito dos 11 acusados de participação no esquema de fraudes em licitação, revelados na Operação Moeda de Troca. Os réus terão 15 dias para a nomeação de novos advogados e apresentação das alegações finais no processo. Caso contrário, o juiz poderá nomear um defensor dativo para atuar nas duas ações penais relativas ao escândalo. No despacho, o magistrado já promove a indicação de um defensor público para atuar no processo se for constatado o “silêncio das partes”. Alegando a economia processual, Carlos Ernesto concedeu um novo prazo de 15 dias para apresentação das alegações finais, no caso de participação do defensor no processo. Essa é a última fase antes do julgamento das ações contra servidores públicos, empresários e laranjas flagrados na operação policial. A expectativa era de que o juiz prolatasse a sentença do escândalo logo depois das eleições. No entanto, a manobra procrastinatória pode levar o julgamento apenas para o próximo ano, uma vez que o Judiciário entra em recesso forense na segunda quinzena de dezembro. No último dia 20 de setembro, o Ministério Público Estadual (MPES) pediu a condenação de 11 pessoas acusadas de participação em fraudes na prefeitura de Santa Leopoldina, apuradas na Operação Moeda de Troca. O promotor de Justiça da comarca, Jefferson Valente Muniz, confirmou a existência de irregularidades em licitações que contavam com empresários, laranjas e até servidores municipais. Entre os crimes estão: formação de quadrilha, fraudes em licitações, corrupção passiva e lavagem de dinheiro. A quadrilha seria encabeçada pelos empresários Aldo Martins Prudêncio, Dennis Dazzi Gualandi, Paulo César Santana Andrade e Robson Souza Colombo (o Robson Rodeios). Constam ainda na ação, os servidores municipais Izidoro Storch, Paulo Calot, Romilson Coutinho Ramos (ex-secretário de Serviços Gerais da prefeitura), além dos supostos laranjas Patrícia Pereira Ornelas Andrade, Adailton Pereira dos Santos, Rozélia Barbosa Oliveira e Antônio Carlos Sena Filho. A operação foi deflagrada no dia 16 de setembro de 2009 com o objetivo de apurar indícios da formação de “caixa dois” eleitoral pela quadrilha. O bando criminoso aparece relacionado a onze contratos sob suspeita, no total de R$ 28 milhões nas prefeituras de Santa Leopoldina – onde começaram as investigações –, Viana, Cachoeiro de Itapemirim, Serra e Presidente Kennedy. Por conta das apurações, foram deflagradas as operações Tsunami, em Fundão; e Lee Oswald, em Kennedy.