Na última semana do segundo turno, a disputa em Vitória gira em torno de três pontos: a possibilidade de a base do PT votar nulo; o esforço do candidato tucano Luiz Paulo Vellozo Lucas de criar um fato novo que o permita arrancar na reta final, e a necessidade de o até agora líder nas pesquisas, Luciano Rezende (PPS), se afirmar. Qual seria o alcance de cada perna desta no eleitorado? No caso do PT, é uma decisão geralmente acompanhada por blocos, portanto, tem efeito. Já a questão que envolve os candidatos, está na seguinte avaliação: o que representa a saída do tucano do jogo político para o emocional, e o impacto disso na campanha de Luciano. E, do outro lado, a capacidade do candidato do PPS de sair ileso desse processo e conseguir mostrar que tem perfil para administrar a cidade. Resta saber se algum movimento pesa mais no balanço final, ou se não chega a ter força para alterar o cenário. O perde e ganha passam por ai. Teste de força II Já há quem diga que a distância entre Luiz Paulo e Luciano encurtou ainda mais. A conferir. Representou O antigo e vazio discurso do retrocesso e crime organizado, que tanto foi explorado durante o governo Paulo Hartung (PMDB), permanece vivo na boca dos hartunguetes de carteirinha. Que o diga Haroldo Correa, candidato a vice-prefeito na chapa de Luiz Paulo Vellozo. Sabatina da CBN Vitória, nesta segunda-feira (22), não deixa dúvida da digital de Hartung. Já vi esse filme Interessante é que Haroldo tratou do problema de loteamento de cargos. Mas não precisa puxar muito na memória para lembrar que a prática não é de agora. Luiz Paulo, quando sucedeu Hartung, herdou boa parte do secretariado do então prefeito, mantendo-o até sua reeleição. Faça o que eu falo… Constatação Tem núcleo de esquerda com posições bem contraditórias nesta eleição, apoiando Luiz Paulo em Vitória e Rodney Miranda (DEM) em Vila Velha. No mínimo esquisito. Somou O marqueteiro Sandro Pena, que amargou derrota em Cachoeiro de Itapemirim (sul do Estado), com a candidatura de Glauber Coelho (PR), reforça no segundo turno a campanha à reeleição do prefeito Neucimar Fraga (PR), em Vila Velha. Por falar nisso… Rodney não compareceu ao debate da Rádio América, nesta segunda-feira (22). O demista havia confirmado presença. Meta Passada a ressaca da eleição, o prefeito eleito na Serra, Audifax Barcelos (PSB), enfatiza seu desejo de fazer o secretário de Estado de Esportes, Vandinho Leite, deputado federal em 2014. Desejo, para ele, é a tradução de compromisso. Meta II Na mesma pegada, o socialista pretende trabalhar para reeleger Roberto Carlos (PT) deputado estadual, sem deixar de ajudar também o deputado federal Carlos Manato (PDT). São três lideranças políticas da Serra que estiveram com Audifax durante todo o processo eleitoral. Registro Vez ou outra, algum leitor questiona a coluna e Século Diário pela falta de abordagem ao caso do mensalão. Explicação: somos um jornal regional. 140 toques “Os petistas não conhecem esse tal sindicalista que apareceu no programa do LP: só pode ser do Rio! Hihihi”. (Deputado estadual Cláudio Vereza – PT – no Twitter). PENSAMENTO: “Todo bom político é dissimulado. Eu, por exemplo, sou péssimo porque digo o que penso”. Cláudio Lembo
Sem lenço e sem documento
Estão redondamente enganados aqueles que pensam que Rodney Miranda (DEM) é um novo Cabo Camata. Longe de ser. Pois enquanto Cabo Camata atraía para si a ira das elites, Rodney criou corpos de segurança para tomar conta da situação. São bem distintas as formas de controle político idealizadas pelos dois. A do Cabo era tão estabanada e precária, que mal começou, naufragou. A do Rodney é veloz e ascendente. Sem limites. Equivale até se prever que não ficará somente pela prefeitura de Vila Velha. Em matéria de distinção entre um e outro, enquanto o Cabo fazia o gênero do bravo de rua, em cenas abertas, mas sem nenhum poder de intimidação, Rodney primou pela estratégia de intimidação e pelo controle. Cabo Camata foi objeto dos preconceitos das elites, e Rodney tomado como o seu próprio protetor. O Cabo se foi cedo, como um autêntico fora da lei; Rodney, pelos métodos empregados, não deixa também de ser um autêntico fora da lei, safou-se pelo conjunto da estrutura de poder policial que criou. A começar pelo Guardião, grampeando Deus e todo mundo no Espírito Santo. E de um sistema de Segurança inseguro e perverso para a população, mas eficiente para as elites capixabas. O ex-governador Paulo Hartung (PMDB), que via nele o instrumento de opressão necessário para tocar os seus governos de exceção, não cogitava que viria a ser – como realmente veio com o tempo – submisso a ele. Pois ninguém, melhor do que PH, sabe do potencial de destruição de Rodney. Uma autêntica figura saída de um pesadelo político. O poder de destruição do demista está fora de qualquer controle. Caso vença as eleições em Vila Velha, vamos assistir a uma gestão policialesca na prefeitura. No que tange à imagem objetivada, intimidatória, nos moldes de PH , com a história do crime organizado. Apesar de o governo estadual encontrar-se atualmente em outras mãos (do Renato Casagrande), a secretaria de Segurança permanece com os homens de Rodney, a exemplo do pernambucano André Garcia, que acumula esta pasta e a subsecretária de Ações Estratégicas. Os poderes de Rodney fazem com que PH não queira ficar distante dele, pois seria abandonado a própria sorte. Daí sua contribuição para elegê-lo deputado estadual e sua presença agora na conquista da prefeitura de Vila Velha. Rodney é um refinado conspirador e um policial bem equipado que sabe, quando necessário, parecer-se com o Rambo ou com um Gladiador, quando da conveniência . Um risco constante. A prefeitura de Vila Velha está, portanto, fora em poder representar o fim de uma breve carreira política. Ao contrário. Pois vai tocá-la, a exemplo de PH no governo, sob tensão, para que os olhares do Estado se voltem para sua administração. Em um Estado carente de lideranças, com uma imprensa controlada, ele pode, perfeitamente, em 2014, aprontar uma conquista bem mais temerária.
Complicado
Dirigir empresa de comunicação é complicado. Ela funciona só se tiver estrutura, mas para conseguir essa estrutura, leva-se muito tempo. Uma empresa de comunicação, seja ela apenas um veículo ou um conglomerado, é um complexo de conhecimento. Para começar, tem que ter noção das leis que regem as comunicações no Brasil. Depois ter uma noção técnica, pois sem ela a situação fica travada ao dirigir, depois tem de saber lidar com as pessoas que fazem a comunicação. Não é preciso ser um super-homem, mas uma pessoa dura sem perder a ternura, como já dizia Che. Outro detalhe importantíssimo é aquele que administra, quem dirige tem de dar o exemplo, ou seja, saber como fazer para poder ensinar ou até mesmo se respeitar. Por que falamos isso? Pelo simples fato de as empresas da moda terem um corpo diretivo muito jovem, e com isso pecam no atendimento, pecam nas operações, e por ai vai. Os grandes ícones das empresas mundiais, como Google, Facebook, Twitter, que são a comunicação moderna, fazem sucesso por terem começado apenas com um fundador e esse fez com amor. Por isso que hoje são potências. Ninguém aprendeu nada em faculdade para implementar essas empresas. Portanto, antes do conhecimento, antes do “insight”, antes da segurança, está o amor pelo que faz, pelo o que quer fazer, ou seja, saber aonde vai. Já dizia o pensador que o mundo abre alas para aquele que sabe aonde vai. Mas antes de tudo, do projeto, da execução, da previsão de faturamento, tem que se pensar no amor. Ele está acima de toda administração possível. PARABÓLICAS Aquele clipe da TV Gazeta, em que aparecem todos cantando um samba, terá sido imposição da Rede Globo, que teve um? Já não se ouve a Tropical FM nas ruas, como se ouvia antigamente. Será o que houve? Quem diria? Dizer que Jair Batista já é chefe e mentor de Amaro Neto, a bola da vez da TV brasileira. Será que Monica Camilo estaria com muitas, mas muitas saudades de trabalhar em rádio? MENSAGEM FINAL Com organização e tempo, acha-se o segredo de fazer tudo e de fazê-lo bem feito. Pitágoras
Vale admite mudança de cronograma em obras de siderúrgica em Ubu
Pela primeira vez, a mineradora Vale – que é responsável pelo projeto da Companhia Siderúrgica de Ubu (CSU) – admitiu a possibilidade de revisão no cronograma de instalação da usina, prevista para o município de Anchieta (sul do Estado). Em reportagem do jornal O Globo desta segunda-feira (22), a direção da mineradora reafirmou a dificuldade na viabilização econômica do negócio, que aguarda um sócio majoritário para tocar as obras. A falta de investidores no projeto estaria sendo motivada pela forte crise que passa o setor do aço no mundo. Atualmente, o produto sofre um excesso de oferta, resultando em baixos preços e com o risco de uma diminuição ainda maior da demanda, em função das perspectivas de redução no crescimento da economia chinesa para os próximos anos. A reportagem informa que a direção da mineradora já comunicou as autoridades de que o projeto da CSU não estaria mais entre as prioridades da companhia. Entre observadores, a medida abre a possibilidade de uma nova desistência da implantação de uma siderúrgica no litoral sul capixaba, como ocorreu nas conversas frustradas com a chinesa Baosteel, no ano de 2007. A possibilidade acende a luz de alerta em importantes grupos capixabas que já fizeram investimentos no município, sobretudo com a compra de terrenos na área do futuro empreendimento. Mesmo sem a CSU ter obtido as licenças necessárias para o início das obras – único movimento da mineradora até o momento –, o grupo Águia Branca aparece como o principal proprietário de terras no local do projeto. Durante a primeira fase da desapropriação das terras, na época para a chinesa Baosteel, a empresa da família Chieppe, que já tinha terras na região, aparecia como dona de mais de três milhões de metros quadrados de terra cercando o futuro polo industrial de Ubu. Nesta operação, o governo compraria as terras e depois repassaria a um preço módico para os realizadores do projeto. Uma forte sinalização dos problemas com o projeto é a falta de interesse na aprovação do projeto pelo Conselho de Administração da mineradora, que possui forte influência do governo federal. A reportagem de O Globo revela que a pressão oficial diminuiu e a presidente da República, Dilma Rouseff, admite uma maior compreensão diante da conjuntura internacional, pouco favorável a este tipo de negócio em curto e médio prazo;
Pixote: dados contábeis preliminares indicam rombo de no mínimo R$ 32 milhões
O delegado Rodolpho Laterza, que comandou a Operação Pixote, responsável pelas denúncias de fraudes em contratos do Instituto de Atendimento Socioeducativo do Espírito Santo (Iases), divulgou nesta segunda-feita (22) dados preliminares do relatório contábil do caso. Só em danos ao erário, o rombo é de no mínimo R$ 32 milhões, valores referentes ao período de 2008 a 2011. A soma é resultado, segundo Laterza, de vários fatores, entre eles contratos superfaturados com empresas prestadoras de serviços, como um bufê, o Grupo Capixaba de Segurança e Vigilância – que recebeu sozinho cerca de R$ 1,5 milhão em superfaturamento – e a Top Clean, que teve valores em torno de 150% de lucro acima do devido e é ligada ao diretor da Associação Capixaba de Desenvolvimento e Inclusão Social (Acadis), Gerardo Mondragón, um dos principais pivôs do escândalo. Além disso, o dano também vem de outros gastos indevidos do dinheiro, como em pagamentos de passagens de diretores e outros funcionários da Acadis, incluindo Mondrágon, gastos com cinema, pilates etc. Os números são referentes a cerca de 300 documentos apreendidos durante a Operação Pixote em 16 de agosto deste ano que, até agora, foram submetidos a uma análise preliminar do delegado e sua equipe. Segundo Laterza, os documentos contêm registros de depósitos realizados pela Acadis, instituições ligadas a Mondragón e contas pessoais do diretor, assim como cheques e recibos das movimentações financeiras dos grupos. O delegado preferiu não estimar os números referentes a desvio de dinheiro público que devem ser encontrados durante a análise dos documentos. Os papéis ainda serão submetidos à perícia e servirão de provas técnicas para a ação penal do caso, assim como para as acusações de improbidade administrativa. “O laudo pericial contábil terá precisão científica e, assim, será o alicerce das ações”, afirmou Laterza. Com o resultado da perícia, que ainda não tem previsão para sair, o juiz do caso terá novas provas para formar o seu veredicto. O delegado afirma que há possibilidades de que o dinheiro referente ao rombo seja rastreado e, assim, devolvido aos cofres públicos, mas isso depende de intervenção posterior do Ministério Público (MPES) e da Justiça.
Contratos com empresas da família de Da Vitória foram acima do mercado
A auditoria realizada nos contratos firmados entre o Instituto de Atendimento Socioeducativo (Iases) e a Associação Capixaba de Desenvolvimento e Inclusão Social (Acadis) pela Secretaria de Estado de Controle e Transparência (Secont) revela os indícios de favorecimento às empresas da família do deputado estadual Josias Da Vitória (PDT) em contratos com a Acadis Norte. Como forma de contextualizar o suposto envolvimento do parlamentar com a contratação das empresas registradas em nome da irmã dele, Delza Auxiliadora Da Vitória, é preciso rememorar como o deputado atuou para que o diretor executivo da Acadis, Gerardo Bohórquez Mondragón – preso por força da Operação Pixote, que revelou esquema de corrupção nos contratos entre Iases e Acadis – se estabelecesse no Estado como perito em ressocialização de adolescentes em conflito com a lei. Logo após a chegada de Mondragón ao Estado, em 2006, Da Vitória, que exercia o primeiro mandato na Assembleia Legislativa naquela época, passou a ser o principal divulgador do colombiano enquanto criador do Modelo Pedagógico Contextualizado (MPC) – método plagiado dos Religiosos Terciários Capuchinhos Amigonianos. O deputado promoveu eventos, audiências públicas, seminários e debates para divulgar o MPC. Conseguiu também espaço na imprensa corporativa capixaba para divulgar o nome de Mondragón. O lobby em favor do diretor-executivo da Acadis se intensificou entre os anos de 2010 e 2011, às vésperas do fechamento de mais um contrato entre o Iases e a Acadis, que assumiria a gestão da recém-inaugurada Unidade Socioeducativa de Linhares. Após assinado o contrato de gestão da unidade de Linhares, a Acadis firmou contrato com a Capixaba Assessoria Empresarial Ltda – empresa da irmã do deputado Da Vitória – no valor de R$ 38.820 mensais, perfazendo total de R$ 495.843,12 pela vigência de 12 meses. Segundo o relatório de auditoria da Secont, este contrato deveria ter sido submetido à aprovação do Conselho de Administração da Acadis, que estabelece que para a aquisição de bens ou serviços com valor acima de R$ 80 mil são necessárias no mínimo três e no máximo cinco coletas de preço, além da prévia aprovação do Conselho de Administração da Acadis. A mesma empresa também figura no relatório da Secont pelo contrato de prestação de serviços com valores acima do preço referencial do Estado. Em julho de 2011 a Acadis firmou contrato com a Capixaba Assessoria Empresarial para a prestação de serviços de artífice, jardineiro, auxiliar de serviços gerais e encarregado. A auditoria identificou, após consulta aos preços referenciais vigentes à época, que o preço contratado é superior ao preço de referência do Estado. O valor contratado para a contratação de auxiliar de serviços gerais foi de R$ 2.076,22, com sete postos de trabalho perfazendo total de R$ 14.533,54. No entanto, o valor referencial para a prestação deste serviço em julho de 2011 era 1.1765,83. A Acadis também firmou contrato com outra empresa registrada em nome da irmã de Da Vitória, Delza Auxiliadora da Vitória, a Capixaba Vigilância e Segurança Ltda., em maio de 2011. Esta empresa contava com Luciana Tozato Da Vitória, mulher do deputado, como sócia até 2006 – época em que Mondragón se estabeleceu no Estado. O valor total do contrato era de R$ 939.859,20 para a prestação de serviços de vigilância armada e desarmada. Todos os valores contratados estão acima do referencial da época. A maior diferença encontrada entre os valores cobrados pela Capixaba Vigilância e os referenciais do período é o do cargo de vigilância desarmada noturna. Enquanto a Capixaba cobrava 6.083,61 por um posto de trabalho, sendo total de 24.334,44 para os quatro postos de trabalho contratados, o valor referencial da época era 4.749,13, perfazendo total de 18.996,52, uma diferença mensal de R$ 5.337,92 entre os preços praticados pela empresa e pelo mercado na época. O deputado estadual foi incluído no rol de investigados da Operação Pixote pelo delegado Rodolpho Laterza, que comanda a força-tarefa que investiga o esquema de corrupção entre Iases e Acadis. O Ministério Público do Estado (MPES), no entanto, não ofereceu denúncia contra o deputado, apesar dos indícios de favorecimento às empresas da família dele.
PT/ES comemora vitórias, mas saiu menor na disputa de 2012
O PT publicou em seu site na internet a comemoração do resultado da eleição deste ano. Mas para os meios políticos, apesar de ter mantido o mesmo número de prefeituras de 2008, perdeu a disputa na Capital e em Cariacica. Essas derrotas, segundo alguns observadores, deveram-se justamente aos problemas internos no partido no período pré-eleitoral. No caso de Vitória, o prejuízo está ligado à insistência do prefeito João Coser e de seu grupo em apoiar uma virtual candidatura do ex-governador Paulo Hartung (PMDB), tentando minar a candidatura própria da ex-ministra Iriny Lopes. Em Cariacica, a situação é contrária. Em vez de buscar o apoio a um nome de consenso dentro do PT ou entre os aliados, o prefeito Helder Salomão insistiu em apoiar a candidatura da deputada estadual Lúcia Dornellas. O partido manteve o número de prefeituras que administra, com a reeleição de Carlos Casteglione em Cachoeiro de Itapemirim e de Leonardo Deptulski em Colatina, e as eleições de Ademar Schneider em Itarana, Luizmar Mielke (Maca) em Vila Valério, Romero Gobbo em João Neiva, e Pedro Costa em Ecoporanga, sendo que este último está retorna para mais um mandato. Mas para os meios políticos, as eleições em Cachoeiro e Colatina seguiram um caminho diferente do projeto da militância do PT. Isso porque em Cachoeiro, Casteglione fez aliança com o deputado federal Camilo Cola (PMDB). Já em Colatina, Leonardo Deptulski é uma liderança ligada ao ex-prefeito Guerino Balestrassi. No caso de Cachoeiro, apesar de ter Camilo Cola no palanque, o presidente do PT no Estado, José Roberto Dudé, afirmou ao site do PT que as forças conservadoras estavam no palanque do adversário. Além dos prefeitos, o PT capixaba também comemora a eleição de nove vice-prefeitos nos municípios de Serra, Afonso Cláudio, Guarapari, Laranja da Terra, Nova Venécia, Marataízes, Pedro Canário, Pinheiros e Santa Teresa. Também conseguiu ampliar em 63% a representação nas câmaras municipais, elegendo 75 vereadores em 49 municípios. O partido ainda ajudou a eleger diversos prefeitos/as dos partidos da base aliada do governo Dilma, como PSB, PMDB e PDT.
ES: número de cheques sem fundo fica acima da média nacional
O número de cheques devolvidos no Espírito Santo cresceu 11,6% no mês de setembro em relação ao mesmo período do ano passado. Apesar do índice, o Estado aparece na parte de cima da tabela dos melhores pagadores em relação aos demais estados da Federação. De acordo com o indicador da Serasa Experian, o Espírito Santo fica apenas na oitava posição, com uma média de 20 cheques devolvidos a cada mil compensados (2,06%). Esse índice fica um pouco acima da média nacional (2,03%), porém, a distância do Espírito Santo e os vizinhos da região Sudeste é mais expressiva: São Paulo teve o menor índice (1,49%), seguido do Rio de Janeiro (1,59%) e Minas Gerais, que ficou na sétima colocação (1,88%). No acumulado, o índice da região foi de 1,61%. Os estados piores colocados no estudo foram Roraima (12,03%), Acre (10,48%) e Amapá (10,22%) – isto é, a cada dez cheques emitidos nestes estados – todos na região Norte – , um deles volta sem fundos. No contexto nacional, o número de cheques devolvidos registrou a terceira queda mensal consecutiva. Para os economistas da Serasa Experian, o recuo dos cheques sem fundos ante os compensados em setembro é justificado pelo fato do consumidor estar priorizando a quitação de dívidas e, assim, evitando novos parcelamentos no pré-datado. No acumulado do ano – entre janeiro a setembro –, a devolução de cheques por falta de fundos é superior à verificada em igual período de 2011. Pesou neste resultado o forte crescimento dos cheques não honrados no primeiro semestre deste ano, de acordo com informe da empresa.
UCs da Serra serão beneficiadas com condicionante ambiental
O Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema) publicou, nesta segunda-feira (22), o resumo do primeiro termo aditivo ao convênio celebrado entre o município da Serra e a mineradora Vale sobre as condicionantes ambientais que deverão ser cumpridas pela empresa. Ao todo, segundo o aditivo, deverão ser investidos R$ 2,154 milhões. Serão beneficiadas pelo aditivo o Parque Natural Municipal de Bicanga (R$734 mil), a Unidade de Conservação do Mestre Álvaro (R$ 970.571 mil) e a Área de Preservação Ambiental (APA) da Lagoa Jacuném (R$ 450 mil). Segundo o aditivo, a conta bancária específicas e vinculadas ao presente Termo de Aditivo no caso da APA da lagoa Jacuném só tem a movimentação permitida de seus recursos mediante cheque nominativo ao credor ou ordem bancária para o pagamento de despesas previstas no plano de trabalho aprovado pela Câmara de Compensação ou para aplicação no mercado financeiro. Para movimentação dos recursos destinados à APA fica o conveniente obrigado a efetuar transferência dos recursos para a conta específica e vinculado ao termo aditivo. Também é exigido relatórios semestrais para análise da Comissão de Acompanhamento. A liberação de recursos para convênios em que haja condicionantes ambientais está condicionada à existência da licença prévia e aos impactos ambientais, sociais e econômicos gerados pelo empreendimento.
Juiz absolve ex-diretor do DER-ES em processo de improbidade
O juiz da 3ª Vara dos Feitos da Fazenda Pública Estadual, Jaime Ferreira Abreu, absolveu o ex-diretor-geral do Departamento de Estradas e Rodagens do Estado (DER-ES), Eduardo Antônio Mannato Gimenes, da acusação de improbidade na contratação de obras emergenciais em ponte no sul do Estado. O magistrado avaliou que não houve superfaturamento no valor da empreitada. O Ministério Público Estadual (MPES), autor da denúncia, já recorreu da decisão. A decisão foi prolatada no dia 14 de setembro, mas foi publicada apenas nesta segunda-feira (22). Para o juiz, a instrução do processo não comprovou a participação de Eduardo Mannato e de mais duas pessoas, os empresários Ricardo Luiz Rodrigues Monteiro e Maria Lilia Mesquita Monteiro (sócios da Construtora R Monteiro Ltda, também denunciada) nas supostas irregularidades. “Além de estar afastada a ocorrência de lesão ao erário, também não restou configurada a violação a princípio da legalidade, e, tampouco, o elemento subjetivo (dolo ou culpa, no caso de lesão ao erário, e dolo, em se tratando de violação aos princípios) necessário à configuração dos atos de improbidade administrativa”, narra um dos trechos da decisão. Nos autos do processo, o Ministério Público questionava a contratação emergencial das obras e serviços de reabilitação da Ponte Variante Pacotuba, na Rodovia ES-482, entre Cachoeiro do Itapemirim e Alegre (sul do Estado), no ano de 2007. Entre os pontos questionados estava a escolha da empresa Construtora R Monteiro para tocar a empreitada e o valor contratado das obras (R$ 2.576.485,72). Durante a fase de oitiva de testemunhas, representantes do DER-ES e da Defesa Civil confirmaram a possibilidade de risco à integridade física das pessoas que transitavam pelo local. Sobre a escolha da empresa, o próprio Eduardo Mannato afirmou que a escolha se baseou no histórico de contratados da Construtora R Monteiro no órgão e pelo fato da empresa trabalhar à época em obras nas proximidades da região. O ex-diretor-geral do DER-ES alegou ainda que o valor gasto com as obras emergências ficou R$ 400 mil abaixo do inicialmente previsto. “Nessa linha, não prospera a alegação de superfaturamento do objeto do contrato. Da mesma forma, não prospera a alegação de dano ao patrimônio público”, afirmou o magistrado. O Ministério Público apresentou, no último dia 4, o recurso contra a decisão. A apelação será encaminhada para o Tribunal de Justiça do Estado (TJES).