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Século Diário

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No tapetão

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    O prefeito de Nova Venécia, Wilson Luiz Venturim, o Japonês (PP), tem sido alvo de manobras que tentam minar sua reeleição à prefeitura. Com vantagem sobre o candidato do PSB, Lubiana Barrigueira, Japonês sofreu dois reveses esta semana, que certamente não podem ser interpretados como corriqueiras coincidências.    Primeiro houve uma movimentação do Instituto Futura, que voltou ao município depois de fraudar as pesquisas eleitorais de 2008, quando Japonês disputava a prefeitura com o candidato Valter De Prá. A manobra do Futura rendeu aos diretores do instituto uma ação penal na Justiça Eleitoral, que continua em andamento.   Temendo a reedição do esquema de 2008, Japonês conseguiu brecar na Justiça a divulgação de uma pesquisa que seria publicada nessa segunda (1). O juiz eleitoral, depois de tomar conhecimento do histórico de fraudes do instituto no município, decidiu suspender os resultados da pesquisa.   A segunda tentativa ocorreu nesta terça-feira (2), quando os desafetos de Japonês conseguiram desferir um novo golpe contra a candidatura do prefeito. Desta vez a ajuda partiu do Ministério Público Estadual, que resolveu minar a candidatura do prefeito veneciano a menos de uma semana do pleito.   O órgão “desenterrou” uma denúncia de improbidade administrativa contra o prefeito. É claro que a esta altura do campeonato qualquer denúncia contra um candidato tem efeito devastador no resultado das urnas. O MPES rapidamente estampou no seu sítio institucional a notícia em destaque: “Prefeito de Nova Venécia é acusado de improbidade”.   Não vamos aqui entrar no mérito da denúncia, que acusa o prefeito de comprar uma casa em um loteamento e, em seguida, realizar obras públicas de infraestrutura para beneficiar o local que abriga o empreendimento.    Ora, não é novidade para ninguém que diversas denúncias de autoria do MPES acabam dando com os burros n'água. Quanto à denúncia contra o prefeito, o MPES deveria movimentar-se no início do ano, quando tomou conhecimento dos fatos, ou esperar prudentemente o desfecho das eleições.    Da maneira como a denúncia foi trazida à tona, somos obrigados a dar razão ao prefeito, que a classificou como uma manobra “eleitoreira e oportunista” para desestabilizar sua candidatura. Mesmo porque, o candidato acusado pelo MPES não terá oportunidade de se explicar ao eleitor. Para todos os efeitos, a denúncia, que ainda precisa ser apurada, já se investe de caráter condenatório.    Mas uma ressalva, não vamos jogar no mesmo balaio o episódio envolvendo Japonês e outros candidatos que vêm sofrendo reveses na Justiça também às vésperas das eleições, como os casos dos candidatos Jorge Donati (PSDB) e Edson Magalhães (PPS), que disputam ou disputavam, respectivamente, as prefeituras de Conceição da Barra e Guarapari.    Os casos dos dois prefeitos são bem distinto do de Japonês. Donati e Magalhães tiveram seus registros de candidatura cassados pela Justiça Eleitoral por irregularidades. Eles tiveram oportunidade de recorrer das decisões e foram derrotados no TRE-ES por um colegiado que analisou exaustivamente o teor das denúncias. Agora ambos tentam reverter as decisões de segunda instância no TSE.    Japonês, pelo histórico dos acontecimentos em Nova Venécia, é o adversário a ser batido. Como a disputa nas urnas é favorável ao atual prefeito, seus desafetos,  para tirá-lo do caminho, recorreram ao chamado “tapetão”.

02/10/2012 / 0 Comments
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Desvantagem

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A vice-presidente da Câmara dos Deputados, Rose de Freitas (PMDB/foto), passou tanto tempo se defendendo das investidas do ex-governador Paulo Hartung (PMDB) para tentar diminuir seu capital político e impedir  conquistas de novos mandatos, que na primeira eleição em que ficou solta, deixou o barco correr e pode ter problemas. Conhecida por ser uma líder municipalista, com controle da maioria dos prefeitos capixabas, campo que sempre garantiu a ela passar ilesa à perseguição de Hartung, a expectativa no pleito deste ano era de que, sem as mãos do ex-governador atuando em sentido contrário, Rose fosse aumentar o número de prefeituras em seu arco de apoio. Mas a poucos dias do pleito, não é isso que o cenário indica. Alguns roteiros políticos da peemedebista vão mal e será necessário contar com a sorte para segurar os apoios já consolidados. Ao invés de aumentar, Rose corre risco de perder prefeituras. Para quem tem pretensões de disputar uma vaga ao Senado, sair da disputa deste ano amargando perdas não será nada animador. Entregou o ouro.    No encalço Por falar nisso, os candidatos que representam o novo na política têm dado dor de cabeça a muitos peixes grandes Estado afora. Exemplos disso são as cidades de Marechal Floriano e Santa Teresa, na região serrana, e de Viana. Nos três casos os estreantes são bem acolhidos, batendo de frente com velhos conhecidos de guerra na política. Podem até não levar o pleito, mas já mostram ao que vieram.    No encalço II Em Marechal, a prefeita Eliane Lorenzoni (PP), mulher do deputado estadual Cacau Lorenzoni (PP), passa sufoco com seu adversário Lidiney Bobbio (PSB). Claumir Zamprogno (PSB) também disputa de igual para igual em Santa Teresa, com a candidata do prefeito Gilson Amaro (PMDB), Evanir Vieira (PMDB). Já em Viana, o vereador verde Gilson Daniel dá trabalho para a deputada estadual Solange Lube (PMDB).   Atrás do bônus Ainda no interior, Hartung passou pelo município de Santa Maria de Jetibá (região serrana), onde rodou ao lado do candidato Eduardo Sthur (PDT). É mais uma aposta do ex-governador em candidatura que tem possibilidade de sair vitoriosa do pleito.    Palpite errado Hartung, aliás, vendeu o peixe de que Luiz Paulo levaria a eleição em Vitória já no primeiro turno, mas não é isso que parece. Cantou vitória antes da hora e o tucano, ao invés de subir, está em queda livre.    Receio Os telefonemas recebidos por moradores da Capital – a colunista também teve essa “honra” -, questionando se o eleitor sabe que o ex-governador apoia Luiz Paulo e o senador Magno Malta (PR) o candidato do PPS, Luciano Rezende, é uma estratégia um tanto apelativa. Mostra receio do candidato que lidera a pesquisa de ir para o segundo turno, quando o jogo é outro.    Elite O ninho tucano tanto fez para o senador Aécio Neves (PSDB/MG) vir ao Estado – ele já estava até desistindo da missão -, para enfurná-lo dentro de um local fechado, no Hortomercado, na Praia do Suá. Aécio está correndo do sol?    Enquanto isso… Tiririca (PR/SP) vai caminhar ao lado de Marcelos Santos (PMDB) em Cariacica e de Gilson Daniel (PV) em Viana. Mas se livrou de passar pela Serra. O palhaço campeão de votos disse em Brasília que ficou com medo dos elevados índices de homicídios no município comandado por Sérgio Vidigal (PDT). Ausências Em Vila Velha, debate realizado pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Estado (Sindiupes) com os candidatos a prefeito, nesta terça-feira (2), não contou com as ilustres presenças do prefeito Neucimar Fraga (PR) e do candidato pelo DEM, o deputado estadual Rodney Miranda. Bom para o ex-prefeito Max Filho (PSDB), que estava lá e aproveitou a deixa.    Não agradou Quem participou da caminhada em favor da candidata do PT em Vitória, Iriny Lopes, nesse final de semana, torceu o nariz para a secretária municipal de Comunicação, Bethe Kfuri. Dizem que ela passou entre os militantes em uma bicicleta com bandeira de Luiz Paulo.    140 toques “César Colnago (PSDB) atenção para o adversário desta eleição, não é o PT. Não gaste energia”. (Deputado federal Lelo Coimbra – PMDB – no Twitter).   PENSAMENTO: “O melhor governo é aquele em que há o menor número de homens inúteis”. Voltaire

02/10/2012 / 0 Comments
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Baixou a guarda

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Na reta final da eleição, a candidata do PT à prefeitura de Vitória, Iriny Lopes, e o candidato do PPS, Luciano Rezende (PPS), partiram para uma movimentação de dois contra um para cima do ex-prefeito Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB). Depois de perceber a fragilidade do palanque tucano, os dois começaram a atacá-lo de forma muito dura e constante e Luiz Paulo não tem respondido com a mesma agilidade. Para os meios políticos, o ex-prefeito vinha com uma confortável liderança quando cometeu um erro político, deixando que o ex-governador Paulo Hartung (PMDB) tomasse conta de sua campanha. A artificialidade do prestígio político de Hartung já havia sido demonstrada em pesquisa no início do ano, quando ele tentava emplacar um palanque único, com a justificativa de que nenhum candidato teria condições de alcançá-lo na corrida eleitoral. Na época, uma pesquisa da Enquet, publicada no jornal A Tribuna, mostrou que Hartung não era essa unanimidade que pregava, o que fez com que os candidatos a prefeito investissem em suas campanhas, já certos de que não havia espaço para o ex-governador. Mesmo assim, Luiz Paulo, que já havia entrado em um perigoso jogo de “já ganhou”, adotou Hartung no início de setembro e aí começou a cair. Ao mesmo tempo, Luciano Rezende e Iriny Lopes entraram em campo de forma mais efetiva, mudando suas estratégias e ganhando espaço. Luciano se manteve e Iriny cresceu. Agora os adversários partem para cima, a poucos dias da eleição, numa demonstração de que o segundo turno não vai ser nada fácil para o tucano. E aí não vai ter mais a justificativa de que é ataque de candidato nanico que entrou na disputa só para bater nele. Vai ser briga de cachorro grande. Se baixar a guarda novamente, corre o risco de essa não ser uma disputa por pontos e sim por nocaute. Fragmentos: 1 – Nas redes sociais, o grupo da candidata Iriny Lopes (PT) partiu para guerra contra o candidato Luiz Paulo Vellozo Lucas, relembrando a CPI da Lama, um ponto delicado da administração tucana na prefeitura de Vitória. 2 – A lembrança é um sinal de que o assunto deve vir à tona com força no segundo turno. Para piorar a situação no palanque tucano, o julgamento de Sebastião Pagotto, como mandante do assassinato do advogado Marcelo Denadai, está marcado para 10 de outubro. 3 – A CPI da Lama, que foi barrada pela Justiça na administração Luiz Paulo, investigava contratos de Pagotto com a prefeitura de Vitória para a limpeza de galerias.

02/10/2012 / 0 Comments
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Uma eleição sem favoritos

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    Apesar da proximidade do pleito, a disputa eleitoral para prefeito segue indefinida na maioria dos municípios capixabas. Pelos menos esta é a avaliação da equipe de Século Diário que faz o tradicional quadro de estrelinhas do jornal há mais de uma década.    A menos de uma semana das eleições, só foi possível cravar um prognóstico, digamos, certeiro, em sete municípios. E olhe lá. Um levantamento da disputa nos 78 municípios capixabas mostrou que em pelo menos 59 cidades ainda não dá para falar em favorito e muito menos em vencedor.    Situação análoga àqueles clássicos do futebol cujo resultado é sempre imprevisível. O comentarista esportivo, ao receber a incômoda pergunta: “qual o placar que você arrisca para o jogo tal?”, costuma parar, coçar a cabeça, alisar o queixo e, depois de muito mistério, solta: “Esse é difícil…” Em seguida, encurralado pelo interlocutor, é obrigado a arriscar. Na dúvida, acaba optando pelo empate. Sempre o palpite mais sensato e menos comprometedor.   No nosso caso a situação é parecida. Tanto é que 14 disputas estão rigorosamente empatadas. A diferença das previsões do quadro de estrelinhas para os palpites do futebol é que, até a próxima sexta (5), teremos que apontar um vencedor. E, nesse caso, o leitor não aceita o empate como resposta.    A missão é desafiadora. Em mais de quatro dezenas de municípios o placar favorável a um dos candidatos também não é sinal de que a fatura já está liquidada. Não tem jogo ganho. Longe disso. Aqui também vale a comparação com os clássicos do futebol. Na disputa eleitoral, assim como na bola, o jogo pode ser decidido nos detalhes, segundos antes do juiz apitar o final da partida. Muitas vezes nos descontos.    O torcedor mais precavidos sabe que, em clássico, este clima de “já ganhou” costuma derrubar muito time forte e estragar muita festa. Quantos times já estiveram com o jogo na mão e tomaram viradas históricas. Após o apito final do juiz, embasbacados com o resultado, os derrotados olham para o vazio tentando encontrar uma reposta para o infortúnio.   Na eleição também é assim. Veja o exemplo de Vitória. Há cerca de um mês, o candidato do PSDB Luiz Paulo Vellozo Lucas já dava como certa a vitória no primeiro turno. O tucano, como se diz na gíria futebolística, ficou de salto alto cedo demais, o que é sempre arriscado, pois a queda costuma ser feia. Dito e feito. As últimas pesquisas mostraram uma queda vertiginosa de Luiz Paulo e uma reação tenaz dos seus dois principais adversários – Luciano Rezende (PPS) e Iriny Lopes (PT). A reação fez o tucano descer rapidamente do salto. Ele deve ter percebido que nesta eleição cada disputa é um derby, com todos os ingredientes de um grande clássico.   Audifax Barcelos (PSB), candidato a prefeito da Serra, de acordo com o quadro de estrelinhas, abriu ligeira vantagem sobre Sérgio Vidigal (PDT). Mesmo estando a menos de uma semana das eleições alguém arriscaria um palpite seco no socialista? Difícil, não é verdade?    Vidigal é aquele adversário que honra a camisa e não se entrega até o fim. Às vezes, transparece para o adversário que já está batido, entregue. Quando, de repente, tira forças, não se sabe de onde, para armar um contra-ataque desconcertante. São situações inusitadas como essa que muitas vezes viram uma partida considerada ganha. É isso, a imprevisibilidade, no entanto, que torna a disputa emocionante. Quem sai ganhando é o eleitor.           

02/10/2012 / 0 Comments
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Delegados alegam que não tiveram tratamento diferenciado do governo

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    Os delegados de Polícia Civil remeteram manifestação ao governador Renato Casagrande defendendo o resultado da negociação feita entre a categoria e o governo do Estado, que está sendo contestada pelo Sindicato dos Servidores Policiais Civis do Estado (Sindipol).    Na última semana, o Sindipol enviou uma Carta de Exposição de Motivos ao governador alegando que não fora convidado a participar das negociações para discutir o projeto de promoção automática de iniciativa da Secretaria de Estado de Gestão e Recursos Humanos (Seger) A carta encaminhada ao governador relata todo o histórico de negociações do pleito da Polícia Civil.    Já os delegados, na manifestação enviada à equipe de governo, relatam que a contraproposta apresentada pela Secretaria de Estado de Gestão e Recursos Humanos (Seger) contempla a promoção automática, institui quinze anos para se chegar ao ápice da carreira, com promoção de cinco em cinco anos e com regra de transição que, a curto, médio e longo prazo, beneficia a todos os delegados.    A categoria alega que questionaram a Seger sobre como ficaria a situação dos demais policiais e tiveram a resposta do secretário de Gestão, Alcio de Araújo de que os pontos contemplados na contraproposta apresentada aos delegados seriam aqueles apresentados ao Sindipol.    Os delegados expõem, ainda, que antes da aceitação da contraproposta da Seger estiveram reunidos com a diretoria do Sindipol e, na ocasião, o assunto foi debatido sendo fornecidas todas as informações e cópia integral da proposta sob negociação aos diretores do Sindipol.    Os representantes dos delegados afirmam na carta que não tiveram tratamento diferenciado e que a contraproposta aprovada pela categoria não os beneficia em detrimento dos demais policiais civis. 

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Na reta final, partidos trazem reforços nacionais para a eleição

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  A apenas cinco dias das eleições, enfim chegou a cavalaria eleitoral dos partidos para tentar angariar os votos dos poucos eleitores indecisos na Grande Vitória. O reforço visa, também, dar um último suspiro para algumas candidaturas que vinham decaindo. Nesta terça-feira (2), com diferença de menos de duas horas, o deputado federal Tiririca (PR/SP) e o senador Aécio Neves (PSDB/MG) pousaram em Vitória.   Visivelmente mais aguardado que o seu “companheiro”, o senador veio para inflar as candidaturas dos colegas tucanos Luiz Paulo Vellozo Lucas, em Vitória, e Max Filho, em Vila Velha. Quanto ao primeiro, Aécio fez questão de repetir o discurso já muito gasto do “gestor público completo”, caracterizando a campanha de Luiz Paulo como “limpa e cristalina”.    O senador chegou depois de semanas de muita expectativa pela sua vinda, tanto pela quase ausência até agora de representantes nacionais dos partidos que estão disputando as eleições quanto pela projeção nacional que seu nome vem tendo ultimamente em todo o País. Aécio passou por 21 Estados durante esse processo eleitoral, tentando se consolidar como principal força nacional do PSDB.   Sobre Max Filho, o tucano disse apenas que a intenção é garantir o segundo turno, não dando ao candidato canela-verde a mesma atenção dispensada a Luiz Paulo. Ainda estavam presentes na recepção de Aécio o deputado federal César Colnago (PSDB) e Nilton Basilio, candidato a vice-prefeito de Cariacica na chapa do deputado estadual Marcelo Santos (PMDB).   Com o discurso que indica a preparação de terreno para 2014, o senador criticou duramente o PT em âmbito nacional, acusando o partido da presidente Dilma de usar a máquina pública a serviço de seus aliados nas eleições. Segundo ele, o PSDB “vai apresentar o projeto alternativo para o Brasil”. Perguntado se será o candidato tucano à Presidência da República daqui a dois anos, preferiu sair com o bom e velho “se eu tiver que ser, serei”. Ele também afirmou que o partido nunca teve escassez de quadros políticos no País e que passa por uma renovação nacional.   Aécio disse estar feliz com o rendimento tucano nos pleitos deste ano até agora, citando o fato de o partido estar com possibilidades de vitória em oito capitais País afora. “Não imaginávamos que íamos chegar desta maneira”, disse ele.    De para-quedas   A chegada de Tiririca (PR) a Vitória, também nesta terça (2), não teve nem de longe a mesma repercussão da do senador tucano. Escondido, o fenômeno de votos da eleição de 2010 passou rápido pela imprensa e, em suas poucas palavras, não soube dizer para quem estava vindo pedir votos. Afirmou apenas que está em Vitória “para ajudar o pessoal do partido”.   Sobre o fato de o candidato de seu partido a prefeito de Vila Velha, Neucimar Fraga (PR), ter insinuado que não queria o seu apoio, Tiririca disse apenas não saber do ocorrido. O único político presente em sua recepção foi Marcelo Santos (PMDB), candidato favorito a prefeito de Cariacica. Questionado, o deputado estadual respondeu que Tiririca vem para agregar valor à sua campanha. “A questão de terem negado a presença dele é problema apenas de quem negou”, afirmou Marcelo Santos.

02/10/2012 / 0 Comments
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Falta de investimento dificulta combate à impunidade

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O Espírito Santo fechou o mês de setembro deste ano com 1.259 homicídios, contra 1.292 do mesmo período do ano passado. Embora tenha havido uma ligeira queda nos números absolutos, a taxa de homicídios por grupo de 100 mil habitantes projetada para este ano ainda permanece alta. Calculando com o número registrado da taxa aproximada para 2012, o índice chega a 48,02 mortes violentas por grupo de 100 mil.    No Mapa da Violência 2012, que traz dados consolidados em relação ao ano de 2010, a taxa de homicídios do Estado é de 50,1 homicídios por 100 mil, apenas dois pontos a mais que a taxa projetada para este ano.    Os números absolutos mostram relativa queda no número de homicídios, que ainda não deve ser tratada como tendência, uma vez que as taxas permanecem altas, refletindo números de violência epidêmica. Esses índices permanecem altos por conta da sensação de impunidade que ainda persiste na sociedade.    O promotor de Justiça Paulo Panaro Figueira Filho, coordenador do Grupo Especial de Trabalho em Persecução Penal dos Crimes Dolosos Contra a Vida e de Auxílio aos Promotores de Justiça das Varas Criminais do Tribunal do Júri (Getpej) explica que, a legislação brasileira permite que uma pessoa que cometa um homicídio permaneça em liberdade até o trânsito em julgado do processo a que responde, o que pode durar décadas. “Enquanto o brasileiro tiver a certeza que vai ser processado ad eternum vai continuar cometendo crimes”.   O promotor, que atua há 41 anos na área de segurança pública – primeiro como perito criminal, depois como advogado há 21 anos como membro do Ministério Público Estadual (MPES) – aponta para a necessidade de investigação dos crimes, não somente até a confissão do autor, mas também após a confissão para a materialização das provas, para que no momento do júri não haja dúvidas a respeito da culpabilidade ou não do agente. “Para ter um Estado forte, não precisa de muitas cadeias, mas que o cidadão saiba que a lei vai ser cumprida”.   Ele acrescenta que não se pode deixar de reconhecer os investimentos feitos na atual administração do governador Renato Casagrande na Segurança Pública do Estado. Paulo Hartung, na administração anterior, só fez investimentos pontuais a partir de 2005, quando se viu obrigado a construir presídios por pressão de organismos nacionais e internacionais de direitos humanos.    O que se viu durante o governo Paulo Hartung – entre 2003 e 2010 – era a compra de equipamentos com verbas da Secretaria Nacional de Segurança Pública do Ministério da Justiça (Senasp/MJ), ou seja, os investimentos com verbas do Estado foram ínfimos.   O promotor lembra que nos 41 anos que atua na segurança pública pouco viu o investimento em segurança além da compra de armas e viaturas e pondera que investigação não se faz apenas com esses dois artifícios. Durante muito tempo a investigação ficou estagnada, havendo somente três concursos públicos para recomposição de efetivo em um intervalo de 30 anos.   Força-tarefa   O promotor Paulo Panaro foi coordenador dos trabalhos da força tarefa do MPES encarregada de dar conta da Meta 2 da Estratégia Nacional de Justiça e Segurança Pública (Enasp). A força-tarefa é responsável pela revisão de 16.148 inquéritos inconclusos até 2007, além de 1,7 mil do ano de 2008 e, segundo dados do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), 14,8% da meta 2 foi cumprida.   Ele diz que a revisão desses inquéritos ficou prejudicada por causa da falta de investigação. Em muitos deles só existia o laudo cadavérico, depoimento de um membro da família da vítima, perícia do local do crime e não se sabia das circunstâncias que levaram aos homicídios.    Panaro frisa que uma coisa foi possível perceber. Em alguns municípios há indícios de que crimes tenham sido praticados por agentes públicos. Ele consta que observou que a investigação de certos crimes começou bem, mas em determinado trecho havia informações que visavam atrapalhar o trabalho dos investigadores ou até mesmo encobrir atos de agentes públicos.    Getpej   O Getpej foi instituído em maio deste ano, com a publicação do Ato Nomativo 001/2012. O grupo desenvolve um trabalho especializado em casos de grande complexidade visando a persecução penal. Segundo Paulo Panaro o grupo de cinco promotores coordenados por ele atua desde o boletim de ocorrência até o Tribunal do Júri.    Ele salienta que o objetivo do Getpej é trabalhar na materialização de provas em casos complexos de homicídios que não possam ser questionadas no Tribunal do Júri. “Ainda existe a cultura de que basta o sujeito confessar o crime para que a investigação se encerre, mas é preciso buscar a prova daquela confissão”. O promotor frisa que a confissão pode ser facilmente desmentida pelo acusado no decorrer do processo, mas as provas podem subsidiar tal confissão.    Como exemplo ele cita o caso do assassinato da jovem Thais Lyrio, ocorrido em Marechal Floriano, na região serrana do Estado em junho deste anos e que está sendo apurado pelo Getpej. O promotor conta que na ocasião da confissão do taxista Deonésio Geik, foi até a delegacia e conversou com o acusado. Perguntou sobre a arma do crime, como havia transportada a vítima e pediu para que o acusado mostrasse como havia cometido o crime.   A equipe foi ao local do crime, acompanhada do acusado e ele mostrou onde estava o fio usado para estrangular a jovem, que foi recolhido. Além disso, o promotor determinou que o táxi do acusado fosse periciado, para que os indícios da presença de Thais no veiculo fossem detectados. Desta forma, ele explica, mesmo que o acusado volte atrás nas declarações dadas, a materialidade do crime já está justificada pelas provas colhidas.        

02/10/2012 / 0 Comments
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Denúncia às vésperas das eleições tenta tomar liderança de Japonês em Nova Venécia

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Uma denúncia de improbidade administrativa contra o atual prefeito de Nova Venécia (norte do Estado), Wilson Luiz Venturim, o Japonês (PP), candidato à reeleição, pode interferir no rumo da disputa. Apesar de os fatos relatados terem sido alvo de uma outra ação em  janeiro deste ano, o Ministério Público Estadual (MPES) acionou o prefeito na Justiça, a cinco dias do pleito. Japonês classificou a denúncia do MPES como “oportunista, eleitoreira e caluniosa. O Ministério Público fez isso para minar a minha candidatura rumo à reeleição”, protestou o prefeito. Curiosamente, a notícia do ajuizamento da denúncia foi publicada com destaque no site da instituição no início da tarde desta terça-feira (2). O prefeito Wilson Japonês é acusado de ter construído uma casa em um loteamento que recebeu benfeitorias da administração pública. O local havia sido denunciado no início deste ano, mas o caso só alcançou o prefeito mais de nove meses depois.   Japonês reforçou que a denúncia é oportunista e tem claro viés eleitoreiro. “O Ministério Público sempre me viu como desafeto, não sei por que”, queixou-se o prefeito. Em janeiro deste ano, o Ministério Público denunciou o empresário Fausto Afonso Cremasco – que também é alvo da nova ação – por irregularidades na venda do loteamento denominado Jardim Ângela. Naquela época, a instituição denunciou que o loteamento para fins urbanos não havia recebido a autorização do órgão público competente para comercialização. Ao todo, 23 lotes haviam sido vendidos ou reservados, conforme a denúncia assinada pela promotoria local.  Na denúncia anunciada nesta terça, o prefeito de Nova Venécia consta como um dos compradores dos lotes. A ação sustenta que Japonês teria comprado uma dos lotes e construído uma casa no loteamento Jardim Ângela. No entanto, a suposta irregularidade não está na aquisição do imóvel, mas na utilização de recursos do município para a realização de benfeitorias na área.  Entre os pedidos da ação, o Ministério Público requer a decretação da indisponibilidade dos acusados, para que seja assegurado o ressarcimento aos cofres públicos.  O prefeito disse ainda que sua campanha segue firme e não será afetada por essa manobra que tenta desestabilizar sua candidatura. 

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Falta de transparência engrossa críticas ao setor de transporte coletivo em Colatina

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O debate sobre o transporte coletivo em Colatina (noroeste do Estado) levantou a falta de transparência sobre a definição dos valores das tarifas de ônibus no município. Mesmo com a criação do Conselho Municipal de Transporte, as decisões que envolvem o monopólio das empresas do setor não envolvem a sociedade. No site da prefeitura, não há informações a respeito da atuação, tampouco das decisões do colegiado que deveria discutir, entro outros temas, as tarifas dos ônibus na cidade.  Atualmente, o setor de transportes é dirigido pelo secretário municipal, Renan Bragatto Gon. No organograma da pasta, todas as atividades, desde a fiscalização e educação no trânsito, operação da guarda municipal e o sistema de transporte coletivo, são subordinadas ao secretário. Neste último setor, as decisões passam pelo superintendente de Transporte Coletivo e Individual de Passageiros, José Carlos Diniz Lourenço.  Pelo mesmo organograma, o Conselho Tarifário está inserido como um órgão auxiliar dentro da estrutura da Subsecretaria. Na página institucional, não há qualquer menção à realização de reuniões do colegiado, bem como do Conselho. A falta de transparência nas ações da gestão do prefeito Leonardo Deptulski, o Batata (PDT), é um dos pontos de críticas da oposição neste pleito.  O adversário do prefeito, o deputado estadual Josias Da Vitória (PDT), critica na campanha a falta de informações à população sobre o aumento na passagem. O pedetista afirma que o índice de passageiros por quilômetro (IPK) é elevado, fato que poderia resultar na diminuição no preço das tarifas. Hoje, o preço da passagem no município é um dos mais caros do Estado. Desde janeiro deste ano, o usuário paga R$ 2,00 em dinheiro na roleta ou R$ 1,80 pelo cartão eletrônico por viagem. Por exemplo, se o usuário pegar um outro ônibus em menos de 30 minutos, a nova viagem vai sair por R$ 0,24.  Na época da implantação da integração da bilhetagem eletrônica, em 2005, o então prefeito Guerino Balestrassi sequer consultou o Conselho sobre o novo sistema. Ele foi apresentado ao colegiado apenas duas semanas da inauguração. Há mais de uma década, apenas duas empresas controlam o transporte  público em Colatina: Joana D’Arc e São Roque, que custearam, inclusive, os investimentos no sistema. Atualmente, o sistema transporta hoje cerca de um milhão de usuários por mês. 

02/10/2012 / 0 Comments
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Sem Donati, eleição fica polarizada entre Pé de Boi e Geralda

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O Tribunal Regional Eleitoral (TRE-ES) confirmou, nessa segunda-feira (1), a cassação do registro de candidatura do prefeito de Conceição da Barra (norte do Estado) Jorge Donati (PSDB), que tentava a reeleição. A decisão do TRE foi unânime. Os juízes entenderam que o tucano fez propaganda antecipada. A defesa de Donati já avisou que vai recorrer da decisão ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O advogado do prefeito chegou a dizer que a decisão contra o seu cliente é inédita no País, dando a entender que o candidato é vítima de perseguição.    Polêmica à parte, o fato é que a decisão tira Jorge Donati da disputa e abre espaço para o crescimento das candidaturas dos seus dois adversários: o ex-prefeito Manoel Pé de Boi (PSB) e a candidata do Psol Maria Geralda Adão. Nesta reta final, ambos estão empenhados em convencer o eleitor barrense que o tucano está fora e o mais sensato é fazer a escolha entre os dois que restaram no páreo.   Mesmo com Donati barrado pela Justiça Eleitoral, Pé de Boi e Geralda sabem que  o eleitor fiel ao candidato do PSDB aguarda uma sinalização do prefeito para decidir o que fará com o seu voto no próximo domingo (7).   Nas ruas da cidade, o comentário é que Donati estuda a possibilidade de indicar um substituto até sexta-feira (2), que ainda teria a candidatura submetida ao TRE. O nome cogitado é do ex-diretor do Banestes Sebastião Bussular Júnior. Diretor da Donati Agrícola, Bussular cuida dos negócios pessoais do prefeito.    Caso o tucano confirme Bussular como seu substituto, no dia 7, o eleitor que pretende votar no candidato indicado por Donati, verá na urna o nome e a foto do atual prefeito, mas estará votando no substituto.    Correndo por fora, Pé de Boi se esforça para mostrar ao eleitor que é a melhor opção. Caso não houvesse essa reviravolta jurídica, o ex-prefeito do PSB, provavelmente, amargaria uma derrota nas urnas para o atual prefeito, mas, agora, diante de um novo cenário,  ele anda pelas ruas esbanjando otimismo.    A partir do momento em que a candidatura de Donati começou a enroscar na Justiça, a representante do Psol também vem crescendo. Comenta-se na cidade que os eleitores de Donati estariam dispostos a votar em Geralda em protesto à decisão da Justiça. Os defensores da candidatura do prefeito afirmam que quem vota em Donati não vota em Pé de Boi. Ou seja, na ausência de Donati, ou os eleitores votariam em Geralda ou no candidato indicado pelo prefeito.    Os apoiadores de Pé de Boi ponderam o nome de Geralda como uma terceira via. Eles lembram que a candidata a vice do Psol, a também professora Elisângela Bonelá dos Santos, é muito ligada à família do prefeito. Inclusive, o marido da candidata a vice é o coordenador da campanha de Donati no distrito de Itaúnas, 22 km de Conceição da Barra.

02/10/2012 / 0 Comments
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