Nesta quarta-feira (3) a bossa nova e o jazz tomam conta do palco do Teatro Carlos Gomes. É que o Trio Baobab e a cantora Ava Araújo se apresentarão no projeto Quartas no Theatro, que começa às 19h. A primeira atração da noite vem se destacando no cenário da música popular brasileira com performances em diversos festivais musicais. Criado em 2007, o Trio Baobab é formado pelo pianista Fabiano Araújo, pelo baterista/percussionista carioca radicado em Vitória, Edu Szajnbrum e o multi-instrumentista de cordas Wanderson Lopez. Para fechar a noite, a cantora e compositora Ava Araújo, dona de uma voz inconfundível, transmite emoção e sensibilidade nas canções que canta em seus shows. Com dois discos na carreira e um novo projeto de álbum para 2012, Ava está engajada em outros projetos musicais que estão em andamento. O Projeto Quartas no Theatro é uma realização da Secretaria de Estado da Cultura. Em 2012, essa iniciativa já possibilitou o acesso democrático a apresentações de dança, teatro e música a um público de aproximadamente quatro mil pessoas. Serviço Quartas no Theatro com o Trio Baobab e Ava Araújo acontece nesta quarta-feira (3), às 19h, no Teatro Carlos Gomes. Praça Costa Pereira, Centro, Vitória. Ingressos: R$ 2 (inteira) e R$ 1 (meia).
O peso dos Racionais MC???s em Vitória
Mais do que apenas um conjunto musical, o Racionais MC’s tem uma trajetória sólida e coerente com os princípios do rap. Sempre ligados a movimentos políticos e com aguda crítica social, o grupo denuncia em suas letras o racismo, a desigualdade e a violência. Mano Brown, Ice Blue, Edi Rock e Dj Kljay trazem suas canções irreverentes para Vitória, onde se apresentam no Ilha Shows nesta sexta-feira (5). O grupo traz no repertório a música vencedora do VMB 2012 na categoria Clipe do Ano: lançado em julho, Mil Faces de Um Homem Leal, baseada na história do guerrilheiro Carlos Marighella, que combateu a ditadura brasileira nos anos 1970. A canção faz parte de um documentário sobre o ativista, dirigido por Isa Ferraz, sobrinha de Marighella. Depois de assistir ao filme por três vezes, Mano Brown se encantou pela obra e não cobrou nada pelo trabalho. Mês passado foi lançado o vídeo de uma canção que já há algum tempo integra o repertório dos shows do Racionias: Mente do Vilão. O clipe virou hit na internet, depois que foi divulgado um frame onde os músicos aparecem armados e com trajes dos anos 1970, como um grupo de guerrilha. O vídeo marca o retorno do grupo que, depois de 10 anos sem músicas inéditas, está reunido para a produção de um novo disco que deve sair em breve. A demora se deve aos diversos projetos paralelos dos integrantes do grupo, envolvidos com música ou com movimentos políticos. Fundado em 1988 na cidade de São Paulo, os Racionais MC’s nunca fizeram uso de grandes mídias, mas com suas letras fortes, que contam histórias sobre a realidade das periferias, tornaram-se uma referência fundamental na música brasileira. Ano passado, o grupo de Mano Brown foi uma das atrações do festival internacional Lollapalooza, que pela primeira vez teve uma edição no Brasil. E este ano, para representar o rap brasileiro, Criolo foi convidado para compor o line up do Lollapalooza. O artista, junto com Emicida, Projota, Lurdez da Luz e outros fazem parte a nova geração do rap nacional. Com influências do samba, da música latina e do pop, esses novos rappers têm construído carreiras menos undergrounds e falando sobre temas mais diversificados e não apenas de crítica ao sistema. A premiação da MTV também contemplou o rapper Criolo, que venceu a categoria Artista do Ano. Sem deixar de lado a militância, ele dedicou a estatueta às autoridades que vão investigar os incêndios das favelas de São Paulo. Emicida, que também já participou de grandes festivais como o SWU, recebeu o prêmio Música do Ano por Dedo na Ferida, que fala sobre o massacre de Pinheirinho. Situação que ele próprio já sofreu quando criança. O rap dos anos 90 abriu caminho para que essa nova geração conquistasse um espaço no mainstream e para composições mais livres. As novas linguagens e influências do rap são consequência das mudanças no cenário musical, que vive um momento independente de gravadoras e mais ligado ao público jovem, que dá esse novo fôlego para que o rap nacional continue expandindo horizontes. Serviço Os Racionais MC’s se apresentam nesta sexta-feira (5), a partir das 22h, no Ilha Shows. Alameda Ponta Formosa, 350, Praia do Canto. Vitória. Ingressos: R$ 30 (primeiro lote/pista/meia), R$ 40 (segundo lote/pista/meia), R$ 60 (primeiro lote/camarote/meia) e R$ 80 (segundo lote/camarote/meia). Pontos de venda: Outlast (Shopping Praia da Costa), Surfland (Shopping Vitória), Lanches Minuano (Jardim da Penha), Players (Laranjeiras Shopping) e Blueticket. Classificação: 16 anos.
Índios intensificam cobrança por revogação da Portaria 303
A Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab) acusou a Advocacia Geral da União (AGU) de facilitar a usurpação do Patrimônio da União. A entidade voltou a exigir a revogação da Portaria 303 da AGU, que ameaças as terras indígenas em todo o país. “O advogado-geral da União, Luís Inácio Lucena Adams, com a publicação da Portaria 415, de 17/09/2012, determina que a Portaria 303 entre em vigor no dia seguinte ao da publicação do acórdão nos embargos declaratórios a ser proferido na Petição 3388-RR que tramita no Supremo Tribunal Federal, diz a entidade, apontando que a portaria se antecipou a decisões. A AGU admite, portanto, o seu equívoco em se antecipar a uma decisão do STF, em matéria da maior relevância para os povos indígenas”, diz o documento. Para a Coiab, a AGU se valeu de um ato oficial, a portaria, para impor a sua posição política e ideológica a seus subordinados, para que ataquem os direitos indígenas, passando assim à “vigilante facilitadora” da usurpação do Patrimônio da União, nos casos das terras indígenas. A entidade denunciou também que com a Portaria 415, a AGU tenta impor a sua posição também ao Supremo Tribunal Federal, pois independentemente da posição da Suprema Corte do país, no julgamento dos embargos declaratórios, a Portaria 303 entrará em vigor. “Como é possível que uma portaria prorrogue o prazo para entrar em vigor de outra portaria, dizendo que vai aguardar a decisão do julgamento do STF, e ao mesmo tempo diz que no dia seguinte ela passa a vigorar? Então quer dizer que o resultado do julgamento não importa?”, cobrou a Coiab. A insatisfação dos indígenas se deve, sobretudo, às alterações previstas pela Portaria 303 como: intervenções (obras prioritárias do governo federal e do agronegócio) no território indígena, sem consulta prévia das comunidades, a revisão de processos territoriais já concluídos e o impedimento de ampliar os territórios já homologados. Para uma das principais lideranças Guarani do país, o cacique Werá Kwaray, da aldeia Boa Esperança, em Aracruz (norte do Estado), a Portaria 303, da Advocacia Geral da União, é golpe do próprio Estado Brasileiro aos povos indígenas. “A AGU e os ruralistas se valeram de uma brecha no processo julgado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), para usarem contra os povos indígenas”, enfatizou. Pelas novas regras, também ficam proibidas a venda ou arrendamento de qualquer parte desses territórios, se isso significar a restrição do pleno usufruto e a posse direta da área pelas comunidades indígenas; o garimpo, a mineração e o aproveitamento hídrico da terra pelos índios, além da cobrança, pela comunidade indígena, de qualquer taxa ou exigência para utilização de estradas, linhas de transmissão e outros equipamentos de serviço público que estejam dentro das áreas demarcadas.
Edson Magalhães distribui panfleto e é repreendido pela Justiça
O juiz eleitoral de Guarapari Jerônimo Monteiro determinou, nessa segunda-feira (1), a busca e apreensão de um material distribuído na campanha do prefeito Edson Magalhães (PPS) à reeleição. Segundo a decisão, o grupo do prefeito estava distribuindo um panfleto que “reproduz documento público de forma fraudulenta”. O panfleto em questão diz que Edson Magalhães teve a candidatura liberada e reproduz uma decisão com a assinatura do próprio juiz Jerônimo Monteiro, dizendo que o prefeito está apto a disputar a eleição. Na verdade o documento foi forjado e Edson Magalhães continua impugnado por decisão do Tribunal Regional Eleitoral (TRE). O prefeito recorreu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mas enquanto não vem uma decisão de Brasília, sua candidatura ainda está indeferida. A ação pedindo a retirada do panfleto de circulação foi movida pela coligação “Guarapari com a Força de Todos”, do candidato Ricardo Conde (PSB). Nos meios políticos locais, a informação é de que Edson vai insistir na campanha, mesmo tendo a candidatura indeferida. Ele vem mantendo seu palanque e afirma ao eleitorado que está na disputa. Se Edson tiver maioria dos votos (somados aos brancos e nulos), o município deverá ter outra eleição. Como o prazo para a troca do nome do candidato já passou, o prefeito vai aparecer na urna eletrônica e é nisso que ele aposta para forçar uma nova eleição. Para tentar evitar que isso aconteça, o grupo de Ricardo Conde tem investido nesta reta final para tentar virar o jogo, para isso tenta conscientizar o eleitor de que a candidatura de Edson está inválida. Se Edson não tiver a maioria mais de 50% dos votos, o eleito deve ser o segundo colocado na corrida eleitoral, no caso, Ricardo Conde. Além dele também concorre à prefeitura Carlos Von (PSL). Nota de esclarecimento Na tarde desta terça-feira (2), o juiz eleitoral de Guarapari, Jerônimo Monteiro, foi quem distribuiu uma nota aos eleitores do município para esclarecer que não liberou Magalhães para a disputa deste ano. Na nota, o juiz informa que “devido à distribuição de carta aos eleitores da cidade de Guarapari, informa que o senhor Edson Magalhães teve sua candidatura não aprovada pela Justiça Eleitoral deste município, bem como pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE)”.
Ministério Público e Judiciário vão receber mais de R$ 1 bilhão no próximo ano
Mesmo com o cenário de perdas na arrecadação com a extinção do Fundo de Desenvolvimento das Atividades Portuárias (Fundap) a partir de janeiro, o governo do Estado vai destinar mais de R$ 1 bilhão para o custeio do Judiciário e Ministério Público no próximo ano. Os dados fazem parte do projeto da Lei Orçamentária para 2013, que começa a tramitar na Assembleia Legislativa esta semana. Somados os repasses para o Tribunal de Contas e a própria Assembleia, esse valor chega a R$ 1,43 bilhão. Pela primeira vez, o repasse para os órgãos ligados ao Judiciário supera a casa do bilhão. O orçamento prevê para o Tribunal de Justiça do Estado (TJES) R$ 823,57 milhões no próximo ano, uma alta próxima a 15% em relação ao valor previsto para este ano (R$ 716 milhões). Além das verbas repassadas pela Fazenda capixaba, o chamado duodécimo, o orçamento do TJES vai contar com mais R$ 96,65 milhões oriundos do Fundo Especial do Poder Judiciário (Funepj), criado originalmente para o aparelhamento do tribunal, mas que acaba funcionando como uma verba auxiliar ao orçamento. Com isso, a dotação orçamentária do TJES vai chegar à casa dos R$ 920 milhões. Na série histórica desde o orçamento do ano de 2003, quando o ex-governador Paulo Hartung (PMDB) tomou posse, as verbas do Judiciário cresceram 183,23% – saindo de R$ 290,77 milhões naquele ano para os R$ 823 milhões previstos para 2013. Na comparação com os demais órgãos da administração pública, o índice fica abaixo apenas dos repasses ao Ministério Público Estadual (MPES), de longe, a instituição mais beneficiada na última década. Segundo a previsão do Orçamento, o MPES vai contar com orçamento inicial de R$ 311,68 milhões no próximo ano, um salto de 16% aproximadamente em relação a 2012. No confronto com as verbas em 2003, o orçamento da instituição registrou uma elevação de 220,4% no período. Apenas no governo Hartung, o orçamento do MPES saiu de R$ 92,7 milhões, em 2003, para R$ 219 milhões no ano de 2010. No primeiro ano do governo Renato Casagrande, o orçamento do MPES entregue pelo antecessor foi de R$ 233,5 milhões, embora esses valores sejam apenas iniciais. Uma vez que as verbas sofrem alterações durante o decorrer do ano com a incorporação de créditos adicionais que disparam as receitas. Em 2012, o orçamento do MPES saltou de R$ 267 milhões previstos para os atuais R$ 285,4 milhões com o auxílio desses créditos. Enquanto alguns órgãos têm muito dinheiro à disposição, os órgãos do Legislativo só vieram a receber um tratamento igualitário nos últimos dois anos, coincidentemente, após a posse do atual governador. A Assembleia Legislativa vai receber R$ 173,3 milhões no próximo ano, uma variação de 16% em relação aos repasses neste ano (R$ 148,7 milhões), enquanto o Tribunal de Contas do Estado (TCE) terá um orçamento de R$ 125,72 milhões – cerca de 36% maior do que o atual (R$ 99,3 milhões). Mas apesar dos atuais índices de reajuste, chama atenção a disparidade de tratamento durante a última década, sobretudo nos oito anos do governo Hartung. Enquanto o TCE registrou uma variação de 141% entre 2003 e 2013, o orçamento da Assembleia cresceu 110% no mesmo período. Na comparação com os reajustes no governo anterior, o Tribunal registrou uma elevação de 58%, enquanto o Legislativo estadual recebeu pouco mais de 42% de reajuste. Números modestos no confronto com a elevação do orçamento dos órgãos do Poder Judiciário durante os oito anos de governo Paulo Hartung. Naquele período, o Poder Executivo praticamente dobrou os repasses ao Tribunal de Justiça (100,13% de variação), enquanto o Ministério Público – apontado pelo próprio ex-governador como importante parceiro – embolsou um aumento de 125% nas verbas disponíveis em caixa.
Mudança de estratégia altera cenário em Vitória na reta final
Na semana que antecede a eleição, o cenário em Vitória vive um momento de mudança devido à postura adotada pelos principais candidatos nos últimos dias de campanha. Essa mudança pode trazer surpresas para o resultado das urnas neste domingo (7). A principal mudança vem do palanque favorito. Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB) adotou uma estratégia personalista em sua campanha, destacando seu perfil técnico e as realizações nos oito anos que esteve à frente da prefeitura. A propaganda veiculada recentemente com o ex-governador Paulo Hartung (PMDB) destacando suas próprias realizações, reforçando sua vitrine, acabou não dando ao candidato o gás necessário na chegada e Luiz Paulo diminuiu o ritmo de crescimento. Evitando enfrentamento aos demais candidatos, o tucano não conseguiu evitar os desgastes na reta final. Nos últimos debates não se saiu bem, o que favorece o crescimento dos adversários. O candidato do PPS, Luciano Rezende, atuou de forma bem estratégica, apostou em uma campanha leve, mas no último mês também partiu para o ataque e vem sofrendo com uma investida do grupo do ex-governador Paulo Hartung na tentativa de diminuir seu capital. A estratégia tem sido por telefone, em que o eleitor é abordado sobre os apoios. No telefonema, o eleitor ouve que Luiz Paulo tem o apoio de Hartung e Luciano Rezende tem o apoio do senador Magno Malta (PR). O grupo do candidato do PPS, porém, não parece estar preocupado, dada a capacidade do senador em conquistar votos. Outro trunfo de Luciano que vem aparecendo mais nesta reta final é o vice, Waguinho Ito. Radialista e evangélico, ele tem conseguido levar a campanha de Luciano para um filão no qual o candidato não tinha tanta penetração. Hoje a maioria dos eleitores de Luciano Rezende é evangélica. Iriny Lopes foi a candidata que mais cresceu nesta reta final e isso também se deve à mudança na postura da candidata. Depois de passar boa parte da campanha tentando recuperar a imagem do prefeito João Coser, ela abandonou essa posição e passou a buscar o apoio do governo federal para impulsionar sua campanha. Vídeos de Dilma, Lula, ministros e outras lideranças nacionais do PT estão sendo veiculados na propaganda eleitoral, o que tem fortalecido o palanque da petista. Além disso, a candidata do PT tem se mostrado preparada nos debates, rebatendo as críticas e fazendo as provocações aos adversários, o que demonstra confiança para os eleitores. O cenário em Vitória hoje mostra que a eleição será decidida em dois turnos. Embora Luiz Paulo tenha tentado resolver a questão no dia 7 próximo, tudo indica que ele deve enfrentar novamente um de seus adversários. Luciano Rezende é o que está mais próximo do novo embate, mas o crescimento de Iriny é consistente. No segundo turno, Iriny e Luciano devem fechar acordo contra o palanque de Luiz Paulo, o que deixará o novo pleito indefinido na Capital.
Moeda de Troca: defesa de acusados tem prazo para alegações finais
O juiz da comarca de Santa Leopoldina (região serrana do Estado), Carlos Ernesto Campostrini Machado, determinou, nessa segunda-feira (1), a apresentação das alegações finais das 11 pessoas denunciadas na Operação Moeda de Troca. As defesas dos acusados de corrupção têm até 15 dias para se pronunciarem sobre o teor do processo. O Ministério Público Estadual (MPES) já pediu a condenação dos envolvidos em diversos crimes. No despacho publicado no Diário da Justiça, o magistrado estabeleceu que os autos do processo devem permanecer em cartório. Esse é a última fase antes da prolatação da sentença em relação às denúncias apresentadas em 2010. Ao todo, tramitam duas ações sobre as fraudes na comarca: uma ação penal voltada contra empresários e laranjas acusados de participação no esquema; e outra denúncia contra ex-agentes públicos que teriam atuado nas irregularidades. No último dia 20, o promotor de Justiça local, Jefferson Valente Muniz, responsável pela ação, também apresentou suas alegações finais no caso. O representante do MPES pediu a condenação das 11 pessoas denunciadas pelos crimes de formação de quadrilha, fraudes em licitações, corrupção passiva e até mesmo lavagem de dinheiro. Valente Muniz sustentou a ocorrência de fraudes na contratação de shows para o carnaval de 2009 e 2010, além de irregularidades na locação de veículos, aquisição de carteiras escolares e obras de engenharia no município. O promotor apontou que todos os envolvidos mantinham relações para o cometimento dos crimes. A quadrilha seria encabeçada pelos empresários Aldo Martins Prudêncio, Dennis Dazzi Gualandi, Paulo César Santana Andrade e Robson Souza Colombo (o Robson Rodeios). O quarteto teria o auxílio dos empresários laranja para a simulação de licitações, enquanto os servidores cuidariam da parte relacionada à prefeitura, como adulteração de documentos e até a retenção de editais de licitações para evitar a entrada de empresas que não fariam parte do bando. Além dos quatro empresários, o Ministério Público pediu a condenação dos servidores municipais Izidoro Storch, Paulo Calot, Romilson Coutinho Ramos (ex-secretário de Serviços Gerais da prefeitura), além dos supostos laranjas Patrícia Pereira Ornelas Andrade, Adailton Pereira dos Santos, Rozélia Barbosa Oliveira e Antônio Carlos Sena Filho.
Todo mundo leva
Quem joga pesado na candidatura a prefeito do socialista Audifax Barcelos na Serra é o primeiro suplente de deputado federal, o megaempresário Camilo Cola (PMDB). Por trás desse empenho, estão interesses mútuos. Embora não precisasse tirar licença de quatro meses para campanha, Audifax se antecipou, entregando a cadeira para Camilo Cola – prazo menor não exigiria convocação do suplente. Em troca, recebeu toda a infraestrutura de pessoal do peemedebista para atuar em seu favor na disputa. Camilo, que liderava articulações em seu reduto, Cachoeiro de Itapemirim (sul do Estado), em torno da candidatura do prefeito Carlos Casteglione (PT), já pisou no freio por lá, voltando seus olhos para a eleição na Serra, que é dura. O megaempresário aposta em uma vitória de Audifax em cima do prefeito Sérgio Vidigal (PDT) para, assim, concluir o mandato do socialista na Câmara, que só acaba daqui a mais dois anos. Sem dúvida, uma aliança ardilosa e inteligente, por parte dos dois. Em tempos de vacas magras, na certa, não faltaram recursos financeiros para Audifax. Mais amplo O almoço-reunião convocado pelo governador em exercício, Givaldo Vieira (PT), para tratar de eleição com diretores-proprietários de jornais do interior do Estado, não se limitou a Cachoeiro. Também estiveram presentes representantes de veículos de Linhares e São Mateus, no norte do Estado, e Vila Valério (noroeste). Mais amplo II A eles, o petista pediu que fosse feito um panorama das disputas nesses municípios, assumindo depois o comando da questão publicitária. Sobre Cachoeiro, porém, foi o próprio Givaldo que se pronunciou. Entre outras “cositas mais”, disse ter certeza de que o quadro por lá vai virar para o lado do prefeito Carlos Casteglione (PT), na briga contra Glauber Coelho (PR). Contra o tempo Na reta final da campanha, o presidente da Assembleia Legislativa, Theodorico Ferraço (DEM), corre atrás do prejuízo em Itapemirim (sul do Estado), onde sua mulher Norma Auyb (DEM) tenta fazer o sucessor. Parece que a barra pesou para o candidato do casal, Estevão Machado (PMDB), que enfrenta nas urnas Dr. Luciano, do PSB. Cenas da cidade O candidato a vereador em Vitória – onde dirige diretório do PSDB – Luiz Emanuel Zouain jura que não tem nada a ver com a frase “quem paga mais, leva”, atribuída a ele ao ser questionado sobre a blindagem de A Gazeta a Luiz Paulo Vellozo Lucas, que disputa a prefeitura pelo partido. Sugerindo a prática do mau jornalismo, o tucano levou a história para o campo da subjetividade, como algo plantado em tempos de eleição. Vamos então ao que é primordial para Século Diário: os fatos. Cenas da cidade II A conversa com eleitores citada por esta coluna ocorreu na sexta-feira (28), às 11 horas, numa barbearia em Jucutuquara, quando a eleição foi tema de debate com foco nas gestões do próprio Luiz Paulo e do prefeito João Coser (PT). Zouain apareceu no local logo após passar por lá, deixando panfletos, um cabo eleitoral da candidata Iriny Lopes (PT). Para disputar os votos, ele foi além da comparação entre mandatos, atribuindo a Iriny os seguintes adjetivos: incompetência e despreparo. Lista Por falar em Iriny, a candidata do PT continua à frente do Ranking dos Políticos (www.politicos.org.br). Em seguida, estão os vereadores Max da Mata (PSD), Serjão Magalhães (PSB) e Sérgio Sá (PSB). Segue… Interessante é que os três estão na coligação da petista, em uma perna disputadíssima. Fora Sérgio Sá, que estaria com a vaga garantida, Max, Serjão e outro socialista, Davi Esmael (PSB), vão ficar no voto a voto este ano. Sobra nome para o número de cadeiras. O mundo dá voltas Luciano Rezende, candidato a prefeito em Vitória pelo PPS, foi secretário de Estado de Esportes. Touro Moreno e os filhos campeões olímpicos, Esquiva e Yamaguchi, até antes das Olimpíadas deste ano, nunca haviam recebido apoio do poder público, mesmo já competindo há anos. Agora, estão todos juntos em propaganda eleitoral. Tá certo… 140 toques “Lula grava comercial nacional e pede votos às candidaturas petistas”. (Juventude do PT – no Twitter). PENSAMENTO: “A coisa que mais odeio é a hipocrisia. É a mentira da mentira”. Tim Maia
Pesou na disputa
Mais do que uma impressão de que Luiz Paulo Vellozo Lucas deixou escapar por entre os dedos uma vitória em primeiro turno na Capital, a pesquisa do Instituto Futura, que sempre tenta deixar o grupo do ex-governador bem na fita, mostrou que a disputa de poder estabelecida entre Hartung e o governador Renato Casagrande (PSB) hoje tem uma vantagem para o socialista. Luiz Paulo ainda está na frente, mas não conseguiu evitar o segundo turno. Para os aliados de Hartung, o ex-governador contava com a vitória de primeira para aumentar seu capital político por meio do apoio ao tucano. Isso não aconteceu e, pior, a queda de Luiz Paulo se acentuou após Hartung subir em seu palanque. Por outro lado, o governador Renato Casagrande vai chegar ao segundo turno em Vitória por meio de dois palanques e, apesar de Luiz Paulo terminar em primeiro na disputa, seu adversário é quem vai chegar em crescimento, um risco para uma disputa de segundo turno. Casagrande emplacou a vice no palanque de Iriny Lopes (PT), deixando sua marca na campanha da petista. Por outro lado, suas articulações reforçaram o palanque de Luciano Rezende, deixando também seu DNA na campanha dele. Essa articulação garantiu o apoio entre os dois candidatos no segundo turno, independentemente de quem passe para a nova etapa. Neste momento, Luciano Rezende é o que está mais próximo do segundo turno, e neste caso, a preocupação dos tucanos deve aumentar, já que a preparação foi para um enfrentamento ao PT e não a Luciano Rezende. Se houver uma virada no segundo turno, Casagrande sai vitorioso no colégio eleitoral mais importante do Estado. Já Hartung terá dificuldade para recompor seu grupo político se sofrer uma derrota com Luiz Paulo. Até porque o tucano iria bem sem ele. Se vencer, Luiz Paulo fortalece Hartung, mas se perder, o ex-governador terá que compartilhar também da derrota tucana. Fragmentos: 1 – Ao trazer Aécio Neves para reforçar seu palanque o PSDB corre um risco. O senador mineiro fez jogo de cena na questão do Fundo de Desenvolvimento Portuário (Fundap) e no final votou pelo fim do recurso. 2 – Como não trouxe Lula para a campanha. Iriny tenta compensar com um programa pesado, com depoimentos de várias lideranças nacionais, pedindo votos. O que será que pesa mais? 3 – “Paulo, Paulo por que me persegues?” É o texto que o candidato a vice de Luciano Rezende (PPS) vem disseminando na internet. Se isso vai pra rua, não sei, não…
Experiência
Paulo Hartung prefaciou seu livro com os seguintes dizeres, que acho de suma importância em qualquer organização: “A arte de liderar é também a estratégia de cercar-se de colaboradores que saibam mais de sua área de especialização do que o líder”. Baseado nessa premissa, quando fomos incumbidos de montar a FM Tribuna, nos anos 80, a primeira coisa que fizemos foi cercar-nos de três pessoas muito mais velhas e experientes nas áreas vitais da empresa. Portanto, a administração, o jornalismo e o comercial eram geridos por pessoas que tinham bagagem para isso. Não me importava em tê-los à minha frente. Achava que, inclusive, eram pára-raios. Por onde passei em missão de comando ou de orientador, sempre procurava mirar alguém mais experiente para poder extrair algo. A gente sempre consegue. A maioria procurar eliminar pessoas assim. É o medo de perder a posição ou o emprego. O curso de administração de empresas na Ufes me serviu muito. Tinha bons professores e esses tinham como guru mestres como Peter Drucker e isso teve influência. Podem reparar, quando existe uma administração onde o líder parece mais um amigo do que um chefe, o negócio flui. Já imaginou você no comando, deparando com um problema de difícil solução e um dos assessores chega e o resolve? É um alívio. Para que isso aconteça, uma série de detalhes têm de ocorrer sem mesmo que haja motivo para isso, como um elogio surpresa, um reconhecimento quando menos se espera, um bilhete escrito à mão agradecendo aquele esforço extra reconhecido, essas coisas. Fiz muito disso e sou feliz pelo reconhecimento de muitos, outros nem tanto. O que vale num trabalho é a liderança que você exerce sem mesmo você comandar nada. PARABÓLICAS Lucas Moreno continua de vento em popa com seu programa na TV Capixaba. Ele com sua esposa Letícia Waguinho Ito é o rádio nessa campanha para prefeito. Ah! Não vote em vereadores que querem se reeleger. Dê chance ao novo O rádio tem suas ingratidões. Jairo Maia deveria ter uma despedida condigna do que ele representou para todos nós. MENSAGEM FINAL Não vale a pena pensar na beleza; o importante é sua mente. Não se quer um penteado de dólares numa cabeça de 50 centavos. Garrison Keillor