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Século Diário

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O turno depois da eleição

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  Fui assaltado.   Calma, gente.   Fui assaltado por uma dúvida atroz (êpa!) sobre a coluna, não a cervical, mas a que vocês me dão o prazer de estar lendo.   Havia me preparado para falar das eleições, assunto que tenho evitado por haver mais incertezas que certezas. Por mais que eu evite, porém, meu “homus politicus” pulula para muito além do que possa imaginar. É que nasci numa casa onde se falava de política, por culpa de minha mãe, que vai fazer 90 anos em janeiro e que o Roberto Martins, a pessoa mais apaixonada pela profissão de polícia que jamais encontrei, ameaça tornar público que não visito há três meses por conta disso mesmo.   Pronto, Roberto, não precisa mais. Já falei. E mais: a “culpa sem culpa” é dela mesma, porque com 12 anos de idade eu vivia pelos comícios do Dr. Oscar como atração no palanque por causa dos versos que eu fazia juntando o nome dele e os dos candidatos a vereador dos distritos, inventando o meu marketing político. E, naquela época, um menino de 12 anos não frequentava esses ambientes, se não fosse em companhia da mãe ou do pai.   Divirto-me muito mais com as eleições no interior do que na Região Metropolitana. No interior, vira festa.  As pessoas se envolvem, talvez porque se conheçam melhor e, por isso mesmo, sintam o momento eleitoral com a alma. É algo que se parece que a democracia das antigas cidades gregas, que somente podiam crescer até o limite em que todos se conhecessem. A partir daí, criavam-se outras cidades.   O mundo dominado pelas ideologias contemporâneas, entretanto, vive culturas de massa e a massa não pensa, quem pensa é o indivíduo. Conscientemente, uma minoria controla o pensamento da massa. Não sei se, inconscientemente, um outro grupo de pessoas em posição de liderança, que age como feitores de fazenda, sobrecarrega mentes brilhantes com trabalho para que não consigam pensar. E assim se perpetua o poder. As mentes humanas, para que cumpram sua missão transformadora, necessitam do que Domenico de Masi chama de “ócio criativo”. A filosofia só existe por causa disso.   Então, a dúvida que me surgiu, como disse no começo, era se deveria continuar com minhas elucubrações sobre o momento eleitoral, que o cidadão sente com a alma e até visceralmente, quando as vísceras de muitos candidatos são expostas com todo seu fétido conteúdo, ou se caminhava pela inspiração que me ocorre com a história do Renê, o “repórter do Alemão”.   A história do Renê, e sua dedicação ao jornal da comunidade, chamou minha atenção porque remeteu-me, de novo, de volta à infância e adolescência em Alegre e me fez perceber que o ser humano não mudou, e que, como não mudou, pode mudar a sociedade a partir de seu próprio mundo individual,  que vai se juntar a outros mundos semelhantes por atração e fazer a transformação necessária – o que alguns amigos meus, por razões de sua própria história de vida, chamam de revolução.   Lembrei-me da irmã Inês de Castro e seu trabalho com os jovens do Guararema e como aquilo foi importante para um bom número de adolescentes de meu canto de rua. Éramos poucos no começo, menos de 10, mas em pouco tempo éramos uma centena por uma coisa muito simples: o poder da mobilização.   Mas, para não ficar cansativo, vou entrar nesse tema nas próximas semanas. Nesta, fica a expectativa do redesenho político do Estado, com as eleições municipais, que se avizinham, e algumas incógnitas, como o embate do senador Magno Malta e o ex-governador Paulo Hartung e a estranha postura do governador Renato Casagrande.   Fica também a certeza de que, em muitos municípios, as eleições vão continuar, porque há uma disposição muito grande dos membros do Poder Judiciário de fazer valer a Lei da Ficha Limpa, não como um intervencionismo, mas como consciência de que a Justiça é a âncora de uma sociedade de direitos. E o poder político foi tomado de assalto e precisa passar por uma depuração.  Rolarão as pedras e muita gente, que está se achando, vai ter que se encontrar depois.       José Caldas da Costa é jornalista, escritor, licenciado em Geografia. Contatos: caldasjornalista@gmail.com

29/09/2012 / 0 Comments
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Na encolha

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  Alvoroço no mercado político de Cachoeiro de Itapemirim, no sul do Estado. O motivo seria um almoço convocado pelo governador em exercício Givaldo Vieira (PT/foto), com os diretores-proprietários dos dois principais jornais do município, Folha do Caparaó e Espírito Santo de Fato. Comenta-se por lá que, na ocasião, Givaldo fez uma apreciação do processo político municipal, enfatizando a importância da disputa para o seu partido e ainda o papel dos jornais no contexto. No centro da conversa, obviamente, a necessidade de garantir a reeleição do prefeito Carlos Casteglione. Para finalizar, Givaldo teria questionado sobre as carências publicitárias dos jornais, indicando uma espécie de compensação. Um encontro desta natureza, já sentado na cadeira de governador, levanta questionamentos. Afinal, o governador Renato Casagrande está na chapa de oposição, do deputado estadual Glauber Coelho (PR), e inclusive já fez aparições públicas em favor do republicano. Fica a pergunta: Givaldo é um político desastrado ou muito corajoso?     Falta punho A estratégia adotada pelo candidato do PPS em Vitória, Luciano Rezende, de sempre ficar à margem nos debates, deixa a impressão de que é barca furada. Permite, assim, o avanço dos adversários, como ocorreu nessa sexta-feira (28), quando abriu espaço de sobra para a petista Iriny Lopes rivalizar com o líder na disputa, Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB).   Sei não… A propósito, o que o secretário de Estado de Planejamento, Robson Leite, faz na campanha de Luciano Rezende? Todo mundo está careca de saber que Robinho é fiel ao ex-governador Paulo Hartung (PMDB), o dono da candidatura de Luiz Paulo. Ai tem.    Pouco caso Ainda em Vitória, a sabatina deste domingo (30), iniciativa da Associação dos Amigos da Praia de Camburi, sobre “Meio Ambiente, Saúde e Qualidade de Vida”, só contará mesmo com a presença do candidato do PPS. Luiz Paulo alegou problemas de agenda e Iriny nem respondeu. O assunto nunca foi prioridade em eleição. Não seria diferente agora.    Cenas da cidade O candidato a vereador na Capital, Luiz Emanuel Zouain, em conversa com eleitores sobre a disputa deste ano, ao ser questionado sobre a blindagem feita pelo jornal A Gazeta ao candidato do partido a prefeito, Luiz Paulo Vellozo Lucas, saiu-se com essa: “Quem paga mais, leva!”. Dispensa comentários.    Discurso Além de espalhar a história do pai traído – em referência a Audifax Barcelos (PSB ) – em seus atos de campanha, o prefeito da Serra, Sérgio Vidigal, tem dito que os três deputados federais do município passaram por suas mãos. O próprio Audifax, sua mulher Sueli Vidigal (PDT) e Carlos Manato (PDT).    Na ativa O ex-prefeito de Guaçui Luiz Ferraz Moulin (PSDB) teve sua candidatura barrada este ano, mas não está à toa no processo eleitoral. O tucano encontra-se em plena atividade na campanha de Zé Luis Caversan (PMDB), que tenta combater a vereadora Vera Costa (PDT). É Moulin quem dá as cartas.    Legado Em Baixo Guandu (noroeste do Estado), eternizou-se a figura do padre Alonso Benício Leite, que faleceu em 1991, aos 76 anos, tendo como principais características a agilidade, forte influência em eleições e convivência harmônica com a bandidagem no município. Hoje consideradas marcas presentes no secretário de Estado de Esportes, Vandinho Leite. Que vem a ser sobrinho do padre e leva o mesmo nome no batismo. É Vanderson Alonso Leite.    Mais um O candidato a prefeito em Fundão (norte do Estado), Claydson Pimentel Rodrigues (PSB), reclama da destruição de faixas de sua campanha distribuídas pela cidade.     140 toques “Se o Senado errou em não recolher o Imposto de Renda devido, nós, senadores, fomos, mesmo que involuntariamente, beneficiados”. (Senador Ricardo Ferraço – PMDB – no Twitter).   PENSAMENTO: “Não espere que a solução venha do governo. O governo é o problema”. Ronald Reagan

29/09/2012 / 0 Comments
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Reta final

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A próxima semana será decisiva para os candidatos a prefeito e vereador nos 78 municípios do Estado. Depois das 22 horas do domingo (7), a população vai conhecer a composição das Câmaras Municipais, a partir do dia 1º de janeiro de 2013, e a grande maioria dos novos prefeitos. Também serão conhecidos quais os candidatos que irão para o segundo turno das disputas nos maiores colégios eleitorais do Estado.   Para os candidatos que estão próximos do segundo turno, além de intensificar a  campanha, já será o momento de repensar as estratégias para a nova etapa. Esperar para conhecer os adversários pode ser uma perda de tempo valioso. Na nova eleição, o tempo de TV será de 10 minutos para cada um.    Outra preocupação nesse período é com o vale-tudo de quem não está na liderança e que vai fazer de tudo para ganhar fôlego na reta final. Neste momento, acabaram as propostas, as novidades de plano de governo e as mensagens bonitinhas.    Os ataques aos líderes serão a tônica das campanhas daqui para frente, até porque, se o segundo e terceiro colocados começarem a se atacar entre si, correm o risco de morrerem abraçados. Batendo no líder, têm a possibilidade de tentar diminuir sua votação e crescer na disputa. No segundo pelotão, quem for mais convincente, conseguirá passar para o segundo turno.    Nesse contexto ganham destaque também os que estão em posições mais distantes dos líderes. Em uma eleição disputada, qualquer percentual dos pequenos pode ajudar a embolar o jogo. Trabalhar o voto de protesto pode ser fundamental para aqueles que dizem que entraram na disputa para garantir a democracia.   Em alguns lugares o clima deve ficar mais tenso porque o cenário esta indefinido, mesmo faltando pouco tempo para a disputa. Este é o momento que deságuam os votos dos indecisos e aí todo cuidado é pouco. Deixando a coisa ainda mais quente, a pesquisa Futura deixará o ponto de interrogação na cabeça do mercado político cada vez maior.    É tempo de ânimos alterados, ataques e contra-ataques. Como dizem as raposas políticas: é hora de ver quem tem garrafa vazia para vender. 

29/09/2012 / 0 Comments
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O testamento

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  Os avanços da tecnologia vão alterando nossos hábitos e reformulando a cultura. Se as mudanças são para melhor ou pior, só as futuras gerações irão julgar, mesmo quando não somos os responsáveis, mas sujeitos passivos da modernidade.  Com  o prolongamento da expectativa de vida dos humanos, nem sempre acompanhado pelo prolongamento da qualidade de vida, a moda agora é o Testamento Vital, ou Declaração Antecipada de Vontade, esse ano aprovada no Brasil.   Não se trata de testamento dos bens materiais,  mas da escolha do modo de morrer. Dito assim pode parecer cruel, mas é um direito que toda pessoa deve ter de determinar se quer morrer em paz ou vegetar em um hospital,  acarretando gastos para a família ou para o governo. O Testamento Vital é um documento passado em cartório, mas não precisa de advogado.   Moderno e antenado, Torquato Nobreza se preocupa com a sogra, já na casa dos 80. Se ainda ativa lhe dá trabalho e despesas, imagina se cai doente. Sendo ele o rico da família, é claro que vai sobrar pra ele. Torquato reúne a família em torno de um bacalhau ao Zé do Pipo, e expõe a necessidade de Dona Ergulina fazer um testamento vital.   Sensíveis e religiosas, as cunhadas levam um choque. Eutanásia é pecado! gritam em uníssono. Torquato explica as diferenças, Ligar o paciente aos aparelhos é distanásia, a inútil prolongação da morte. Desligar os aparelhos pode ser considerado eutanásia, a abreviação da morte, mesmo se não há mais esperanças. Estou falando de ortotanásia, a morte natural, sem ajuda de artifícios tecnológicos que não ressuscitam ninguém.   O assunto acaba em briga – umas acham que o cunhado está certo, outras acham que ele pode estar mal intencionado. A sogra, lépida e lúcida apesar da idade,  nem quer ouvir falar no assunto, tem medo que usem seu livre arbítrio de hoje para lhe acabar com a vida amanhã, quando talvez ainda haja esperanças de cura para o mal que possa sofrer, Deus a guarde.   Acertando nas probabilidades, aos 90 anos a sogra cai doente e não tem médico ou remédio que dê jeito. Graças aos esforços de Torquato, porém, ela fez um testamento vital, manifestando o desejo de morrer com dignidade, sem máquinas que a mantenham respirando em morte. O documento foi trancado no cofre pessoal do genro, ao qual ninguém mais tem acesso. Uma questão de segurança, claro.   Errando, porém, nas probabilidades,  a sogra que nada tinha agora recebe uma gorda aposentadoria, quando ganha uma questão que se arrastava há tanto tempo na nossa rápida justiça que até já tinham esquecido que existia. Nem Deus sonhava ver o fim do tal processo! Enquanto isso a empresa de Torquato, que ia de vento em popa, requer falência, e a família perde tudo. Mas vão muito bem, graças aos proventos da Ergulina.   Ligando-se a pobre senhora aos aparelhos que lhe esticam o viver vegetativo, o dinheiro continua caindo na conta e pagando as despesas. A decisão é da família – distanásia, e os médicos a atam às máquinas;  ou ortotanásia, e a deixam morrer no tempo que Deus determinar. Mas é Torquato que, com o poder de um imperador romano no Coliseu, deve baixar ou levantar o polegar, tirando o testamento do cofre ou negando que tenha existido.

29/09/2012 / 0 Comments
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A uma semana das eleições, onze candidatos a vereador já conquistaram a quinta estrela

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  A uma semana das eleições, a corrida pelas câmaras nos quatro maiores colégios eleitorais da Grande Vitória começa a se definir. Na atualização deste sábado (29), o quadro de estrelinhas de Século Diário “elege” 11 candidatos. Serra lidera o maior número de definições, quatro candidatos tem cinco estrelas; Vitória tem três; Vila Velha dois e Cariacica um.   Na Serra, Cézar Nunes e Nacib, ambos do PDT, já conquistaram a quinta estrela. A coligação PDT/PMDB ainda tem outros candidatos na briga. Os pedetistas Auredir e Fábio Duarte, além dos peemedebistas Luiz Carlos Moreira e Dório Pantanal, disputam outras três vagas, caso a coligação faça cinco. Se fizer seis, passam os quatro.    Mas eles ainda não podem comemorar antes da hora, José Luiz Teixeira (PDT), com três estrelas, corre por fora e pode estragar a festa do quarteto.    Na coligação PT/PSB, que deve fazer de quatro a cinco cadeiras na Câmara da Serra, os socialistas Brunos Lamas e Antonio Boy do INSS, pelas previsões de Século Diário, já estão reeleitos. Caso a coligação faça cinco, os petistas Gilmar e Aécio Leite e o socialista Gildo Gomes são os mais cotados para ocupar as três vagas restantes.   Todos três estão bem cacifados e fazem campanhas fortes. Gilmar é o candidato do deputado estadual Roberto Carlos (PT), que tem um importante reduto eleitoral na Serra; Aécio Leite tem por trás de sua candidatura o Sindicato da Construção Civil; Gildo Gomes, por sua vez, conta com o apoio do irmão, o delegado Gilson Gomes, e da cunhada, a vereadora Sandra Gomes.    Em Vila Velha, dois candidatos já estão eleitos. O quadro de estrelinhas confirmou cinco estrelas para João Artem (PSB) e Ivan Carlini (PR). A briga no andar de baixo, na maioria das coligações, continua duríssima. Há também a inclusão de novos candidatos que despontaram nas últimas semanas e agora aparecem com chances.   Na coligação Vila Velha de Todos Nós (PPS/PSB), Glauber do Esquadrão Resgate e Fabiano Pereira, ambos do PSB, entram no páreo com três estrelas. Ainda na coligação puxada por Artem, que deve fazer de duas a três cadeiras, outros dois socialistas – Antonio Marcos e Joel Rangel – disputam palmo a palmo a segunda colocação.    A disputa também é apertada na coligação formada entre o PTB e PTdoB. Heliossandro (PTB), Tenório Merlo (PTdoB) e Valdir do Restaurante (PTdoB) estão em busca das duas ou três cadeiras que a coligação tem chances de fazer. Destaque para Valdir, que leva uma ligeira vantagem sobre os outros dois concorrentes. Por fora, ainda aparece Fabiano Oliveira (PTB), que está encostado nos favoritos.   Na coligação PRB/PMDB, que deve fazer duas cadeiras, Andinho e Chica Chiclete (entrevista em destaque), ambos do PMDB, seguem como favoritos. Destaque para Zezinho Taxista (PRB), que vem crescendo e foi incluído no quadro com três estrelinhas nesta última atualização.    Na avaliação do quadro de estrelinhas, há dúvidas se PT e PSDB conseguirão ao menos uma vaga na Câmara de Vila Velha. Para o petista Zé Nilton entrar, que é o favorito, o PT precisará contar com os votos de legenda do partido. Entretanto, o isolamento do candidato do PT, João Batista Babá, poderá tirar votos do partido e dificultar as coisas para Zé Nilton.   Dificuldade semelhante enfrenta o PSDB. O partido, que também não coligou, depende que o candidato a prefeito Max Filho puxe pelo menos cinco mil votos para a legenda. Com esse reforço e com as votações dos tucanos, o partido teria chances de eleger Rogério Cardoso, que é o candidato mais forte.    Na Capital, Zezito Maio (PMDB), Sérgio Sá (PSB) e Fabrício Gandini (PPS) já foram coroados com a quinta estrela e agora assistem de camarote a briga no andar de andar de baixo.    A disputa mais intensa está na chapa puxada por Sérgio Sá. Serjão Magalhães, Davi Esmael (ambos do PSB) e Max da Mata (PSD) continuam disputando voto a voto a segunda posição. Se a coligação fizer três vagas, dois deles ficam de fora. Se fizer uma, além da de Sérgio Sá, consequentemente, só um entra.   Na coligação formada por PDT/PSDB/PMDB a disputa também segue ferrenha. Os tucanos Neuzinha e Luiz Emanuel estão um degrau acima dos demais, mas, fora Zezito Maio, ninguém está eleito.    Nesse embate, se observa uma pequena perda de musculatura do candidato Luiz Emanuel, que agora disputa votos mais acirradamente com o candidato do PT, Marcelão, que cresceu nas últimas semanas. O candidato recebe o apoio do prefeito João Coser e do secretário de Turismo Alexandre Passos. Marcelão e Luiz Emanuel tentam conquistar votos no mesmo reduto eleitoral: Jardim Camburi.   Ainda na coligação puxada por Zezito Maio, Aloísio Varejão (PSDB), Dermival Galvão, Maurício Leite (ambos do PMDB) e Fábio Lube (PDT), na melhor das hipóteses, brigam por duas vagas, caso a coligação faça cinco cadeiras. Se fizer só quatro, três deles ficam de fora.   Em Cariacica, o candidato do PT, José Geraldo Gabrieli, o Capim, é o único que alcançou a quinta estrela. Nas demais coligações o quadro segue indefinido. Na atualização da próxima quarta-feira (3), Século Diário irá definir algumas disputas no município.

29/09/2012 / 0 Comments
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Sem acordo entre estados, prazo de novo ICMS unificado será mantido

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Terminou sem acordo a reunião dos secretários estaduais da Fazenda de todo País, realizada nessa quinta-feira (27), em Campo Grande (MS), que discutia o possível adiamento do prazo para unificação da alíquota do ICMS de importação. Com isso, a manutenção do Fundo de Desenvolvimento das Atividades Portuárias (Fundap) no Espírito Santo está com os dias contados. As novas regras serão válidas a partir de janeiro de 2013.  Segundo reportagem do jornal Valor Econômico, o tema chegou a ser debatido no encontro, mas ficou acordado que o colegiado vai acelerar a agenda para estabelecer uma proposta conjunta de regulamentação. O principal impasse está nos vários interesses em disputa. De um lado, os estados de São Paulo e Rio Grande do Sul são favoráveis às novas regras, enquanto Espírito Santo e Santa Catarina – principais prejudicados, em teoria – tentam flexibilizar os efeitos do ICMS unificado.  Uma das preocupações expostas pelo presidente do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), Cláudio Trinchão, está relacionada a declarações falsas de que pode se aproveitar a alíquota de ICMS mais baixo – de 4% para a importação, enquanto o tributo para as operações interestaduais varia entre 7% e 12%.  O combate à simulação de transferência a outros estados dependerá da fiscalização, avaliou o coordenador da administração da Fazenda de São Paulo, Cláudio Cabrera, em entrevista para mesma publicação. O secretário da Fazenda capixaba, Maurício Duque, também alertou que a falta de uma regulamentação pode causar insegurança, mas afasta qualquer possibilidade de rediscussão sobre a alíquota.  As mudanças devem ter impacto direto na existência do Fundap, uma vez que o incentivo permite a redução da alíquota de importação ao mesmo patamar das novas regras. Em função da extinção do fundo, o governo já anunciou medidas para incentivar a atração de investimentos. O Programa de Desenvolvimento Sustentável do Espírito Santo (Proedes) inclui leis e decretos que ampliam o leque de benefícios fiscais do Estado. Entre as medidas está a livre utilização de créditos de ICMS, gerados a partir da Lei Kandir.

29/09/2012 / 0 Comments
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Deputados ignoram compromisso com Mello Leitão

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Na Comissão da Amazônia, Integração Nacional e de Desenvolvimento Regional da Câmara dos Deputados, há mais de três meses, o Projeto de Lei (PL) 7437/2010 que transfere o Museu de Biologia Mello Leitão (MBML) do Ministério da Cultura para o Ministério da Ciência e Tecnologia está praticamente travado. Com um número de reuniões baixo e pouco empenho dos parlamentares capixabas, o projeto vem sendo deixado de escanteio em Brasília.      Os apoiadores do museu apontam que a Comissão tira sistematicamente a matéria de pauta, atrasando ainda mais a transferência aguardada há anos pela comunidade científica.    Os parlamentares que inicialmente defenderam o PL, como é o caso dos deputados federais socialistas Paulo Foletto e Audifax Barcelos – licenciado para a campanha -, pouco fizeram desde que o mesmo foi enviado para a Comissão da Amazônia. E hoje sequer respondem às reivindicações.    A Associação de Amigos do Museu de Biologia Mello Leitão (Sambio) busca apoio e enviou nesta semana uma carta à vice-presidente da Casa, Rose de Freitas (PMDB). A expectativa é que a deputada consiga a votação do PL e o seu retorno à Comissão de Finanças e Tributo (CFT), de onde saiu em junho, após um equívoco.   Na ocasião, a promessa feita por Audifax é que após a retirada repentina do projeto da CFT, o mesmo retornaria em três semanas para ser votado, o que não aconteceu.    Mesmo com o parecer favorável do deputado e relator da Comissão da Amazônia, Valtenir Pereira (PSB-MT), o andamento do PL na Câmara vem  sendo protelado, impedindo a criação do Instituto de Ciências e Tecnologia para a Mata Atlântica do Brasil, que colocaria o Espírito Santo no centro dos principais debates sobre sustentabilidade ambiental.   Sem a transferência, é cada vez mais frágil a situação do museu, localizado em Santa Teresa (região serrana do Estado), que enfrenta dificuldades financeiras e a falta de recursos humanos para seu funcionamento. A mudança da administração já recebeu parecer favorável da Casa Civil, em 2009, mas a assinatura do decreto pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, previsto para dezembro do mesmo ano, não ocorreu. Fundado em 1949, pelo naturalista Augusto Ruschi (1915-1986), o Museu Mello Leitão é uma das principais instituições ligadas ao patrimônio natural do País. Foi incorporado ao Ministério da Cultura em 1983 e mesmo com restrições orçamentárias e carência de recursos humanos, se mantém como uma referência nacional e internacional no apoio à pesquisa e conservação da mata atlântica, um dos cinco biomas prioritários em todo o mundo em termos de conservação da biodiversidade.

29/09/2012 / 0 Comments
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Lideranças nacionais ficam longe da disputa eleitoral no Estado

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O ninho tucano espera ansiosamente a vinda do senador Aécio Neves esta semana para reforçar a campanha dos candidatos do partido no Estado, sobretudo em Vitória e Vila Velha. Mas nos meios políticos, já estava sendo descartada. A demora de Aécio em vir ao Estado chamou a atenção para a ausência das lideranças nacionais na campanha dos capixabas.   Uma das mais sentidas está no palanque do PT. O partido governa a Capital e corre o risco de perdê-la, mesmo assim, o grupo não conseguiu, até agora, trazer as lideranças de maior peso para a campanha de Iriny Lopes. É verdade que mesmo no período pré-eleitoral, houve um desfile de ministros no Estado, mas as grandes lideranças ainda não desembarcaram na capital capixaba.    Um dos nomes aguardados pelos eleitores era o do ex-presidente Lula, houve uma expectativa de que ele viesse para reforçar a campanha dos petistas no Estado, mas o apoio de Lula ficou restrito à gravação de vídeos de apoios.    O presidente do PPS, deputado federal Roberto Freire, também era aguardado para reforçar o palanque dos candidatos a prefeito do partido, principalmente o de Luciano Rezende, em Vitória, e do vice-prefeito de Cariacica, Geraldo Luzia, o Juninho.    Mas próximo do pleito, ainda não há sinais de que ele desembarque no Estado. Até o deputado federal Tiririca (PR) pensou em desistir de aceitar o convite do senador Magno Malta para subir no palanque de Sérgio Vidigal (PDT), na Serra.    A falta de lideranças nacionais prejudica ainda mais o cenário eleitoral no Estado, que se resume à indecisão do eleitorado e na falta de atrativo para os candidatos buscarem os votos. Para alguns observadores, ao não trazerem suas estrelas, os candidatos evitam que os adversários também tragam os seus líderes nacionais. Mas a impressão geral, é que o Estado não está no mapa de importância das nacionais dos partidos. 

29/09/2012 / 0 Comments
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???Em 2008, brincando, eu tive 1.545 votos???

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  “O sucesso reside em três coisas: decisão, justiça e tolerância” Goethe       Fotos: Gustavo Louzada O programa eleitoral da chapa proporcional de Vila Velha está repleto dos chamados candidatos bizarros. Os nomes são os mais diferentes e chamam a atenção, deixando a disputa pejorativamente engraçada. Mas um dos candidatos a vereador, que geralmente é incluído nesse bolo, não tem nada de bizarro.    Francisco Spala Neto é paulista, mas se radicou no Espírito Santo, onde montou um bar gay, no início da década de 1980. Isso foi mais ou menos na mesma época em que ele se apaixonou pela política. Movido pelo movimento das Diretas, ingressou no PMDB, partido ao qual é filiado até hoje.    No Espírito Santo, Francisco Spala se transformou em um ícone do movimento gay. A drag queen Chica Chiclete. Em 2008, ele se candidatou a vereador em Vila Velha e teve mais de 1.500 votos, ficando na suplência da chapa da qual seu partido faz parte. Este ano, com uma campanha colorida e alegre, tenta mostrar o político por trás da caricatura. Confira a entrevista.   Século Diário – Quem é Chica Chiclete?   Chica Chiclete – Chica Chiclete é um personagem criado há 25 anos, quando estávamos no final da ditadura, com muita dificuldade, com uma perseguição muito grande. Hoje Chica Chiclete é um ícone do mundo gay, não só no Espírito Santo, mas no Brasil todo. E é a válvula de escape do Francisco. É uma pessoa alegre, bem humorada, sempre feliz.    – Você está falando em ditadura, perseguição, então percebe-se uma ligação forte com a política, mas em que momento Chica Chiclete entra na política?   – Eu me apaixonei por política quando tinha 16 anos, quando começou o movimento Diretas Já. Ali eu me apaixonei, entrei no PMDB…   – Foi seu primeiro partido?   – Primeiro e único. Nunca saí e isso já vai para 25 anos. Mas você me perguntou como que Chica Chiclete entra na política. Foi na campanha de deputado federal de Lelo Coimbra, que pediu ajuda, e como ele sabia que eu tinha uma influência grande no movimento gay, que no Espírito Santo estava começando, tanto ele quanto o irmão dele, que era vereador, o Zé Coimbra, e eu tenho uma afinidade muito grande com Zé Coimbra. Ali começou o trabalho de Chica Chiclete com Zé Coimbra e Lelo. Mas eu sempre gostei de política, já fui líder comunitário.    – Você é de que região de Vila Velha?   – De Coqueiral de Itaparica.    – Você é canela-verde?   – Não, na verdade eu não sou nem capixaba, eu sou paulista, mas adotei o Espírito Santo. Minha família é do interior, de Guaçui. Mas eu fui líder comunitário, fui presidente de escola de samba e sempre envolvido com essa coisa de liderança, tanto do lado do movimento gay, como do movimento social como um todo, até porque faz parte da atividade de um político. Acho que quando a pessoa quer entrar na política, ela tem que nascer com essa coisa. Você não pode chegar e dizer: “amanhã vou ser vereador”, não é assim. Você precisa ter um know how. Seria interessante que todo candidato a vereador antes fosse líder comunitário, para conhecer a luta comunitária, porque você não ganha nada com isso e trabalha muito. Eu costumo brincar que pobre é um bicho tão miserável que filho de pobre só nasce três horas da manhã e o líder comunitário é quem leva, quem traz… Então, a gente tem uma ligação direta com o povo e isso me ajudou muito, fora essa questão de ser liderança no movimento gay aqui do Estado.    – E a política de Vila Velha, como você avalia?   – Acho que o que acontece não só na política de Vila Velha, mas de todo Brasil, poxa, são candidatos que estão há 20 anos no poder, são vereadores que estão indo para o quinto mandato. E as pessoas ficam reclamando, porque a cidade não tem isso, não tem aquilo, mas continuam votando nas mesmas pessoas. As pessoas pensam que dinheiro não compra votos… compra. Eu não digo que no geral, estou dando exemplo de Vila Velha, você pode ver que na Praia da Costa, Itapoã, Coqueiral de Itaparica não tem tanta boca de urna. Agora, vai em Santa Rita, Vila Garrido, Terra Vermelha. É uma briga, tem pessoas que chegam com um pacote de dinheiro. Foi o que  a gente viu na eleição passada. Você trabalha, trabalha e chega no dia, o cara vai lá e compra o voto pro R$ 40,00. Então, tem gente que fala: “não ia votar em ninguém mesmo, vou votar nesse aqui que me deu R$ 40,00”. Às  vezes ficam com medo de o candidato descobrir que ele não votou.    – Falta conhecimento por parte do eleitorado, também.    – As pessoas ainda são leigas no assunto. Me perguntam: “Eu queria votar na Chica, mas eu sou obrigado a votar no Rodney?”. As pessoas ainda não estão instruídas politicamente. Tem gente que acha que o voto não é secreto, por mais que você diga, ela acha que o candidato que deu os R$ 40,00 vai descobrir se ela não votar. Hoje em dia até que mudou um pouquinho, bem pouco. Não sei se é porque as pessoas estão percebendo que se colocar um bom político as coisas mudam. Mas a maioria ainda vota pela boca de urna.   – Por isso não há tanta renovação na Câmara?   – Por isso não existe renovação na Câmara. Não estou dizendo que é uma Câmara ruim, mas eu acredito que as pessoas deviam olhar para candidatos novos, com outra visão, com outra política, que realmente vá cuidar não só do município, mas de sua comunidade, porque a comunidade precisa. Eu sei que todo mundo que entra na Câmara acha que vai mudar o mundo, não vai mudar. Existem regras, existem os tubarões, a gente sabe disso. Mas eu acredito que vereador deveria

29/09/2012 / 0 Comments
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Estrutural garante nova prorrogação de prazos em obras

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Mesmo proibida de licitar com o poder público, a Estrutural Construtora e Incorporadora Ltda tem conseguido uma “mãozinha” para concluir obras pendentes com o governo do Estado. Nessa sexta-feira (28), a diretora-presidente do Instituto de Desenvolvimento Urbano e Habitação do Estado (Idurb), Helena Zorzal Nodari, publicou aditivos em cinco contratos para construção de casas populares no interior tocados pela empresa de Braulino Gomes, primo do ex-governador Paulo Hartung (PMDB). De acordo com atos do Diário Oficial do Estado, o prazo para entrega das obras foi prorrogado em noventa dias. Com isso, a vigência dos contratos foi estendida de 48 meses para 51 meses, com prazo de conclusão no próximo dia 29 de dezembro. Ao todo, a empresas é responsável pela construção de 710 unidades habitacionais em 16 municípios de norte a sul do Estado. O número de aditivos que já foram assinados desde o início das obras varia em cada contrato. No caso do contrato 015/2008, a prorrogação do prazo mais recente é a oitava mudança no acordo. Em um deles, o contrato 019/2008, já foram assinadas dez aditivos desde a alteração do prazo de entrega até os valores envolvidos. Somados, o valor dos contratos ultrapassa R$ 25 milhões. Essa não é a primeira vez que a empresa do primo do ex-governador tem problemas com a entrega de obras. Por conta de várias infrações na reconstrução de uma escola no norte do Estado, o Instituto de Obras Públicas do Estado (Iopes) proibiu, na última semana, a Estrutural de contratar com o órgão pelo prazo de dois anos. A empresa também está suspensa temporariamente de participar de qualquer licitação pública. Na semana passada, a empresa foi desclassificada em duas licitações que participava no Departamento de Estradas de Rodagens do Estado (DER-ES). Em ambos os casos, a Estrutural não atingiu o índice mínimo na fase de qualificação técnica. Também contribui para o momento delicado vivido pela empresa as suspeitas de irregularidades em contratos nos municípios. Em Anchieta, a Câmara de Vereadores discute a abertura de uma CPI para apurar os valores dos contratos de recolhimento de lixo, executado pela Estrutural.

29/09/2012 / 0 Comments
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