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Século Diário

Portal de Notícias

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Comparação de pesquisas mostra que Luiz Paulo caiu sete pontos

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Apesar de liderar a corrida eleitoral em Vitória, os números da pesquisa Futura divulgada nesse domingo pelo Jornal A Gazeta são preocupantes para o candidato do PSDB, Luiz Paulo Vellozo Lucas. O jornal fez uma comparação com a última pesquisa do próprio instituto, de 22 de julho, mostrando uma queda mínima de 37,8% para 36%. Mas se comparados aos números do Ibope, de 22 de setembro, a queda do tucano é de sete pontos percentuais. A margem de erro da pesquisa futura, de 4%, também deve acender o sinal de alerta no ninho tucano. Se comparada esse margem, o segundo colocado na pesquisa, Luciano Rezende (PPS), encosta no primeiro colocado, apontado para um segundo turno complicado na Capital. O crescimento de Iriny Lopes (PT), de 13,2% para 17% (comparado com a pesquisa de 22 de julho) do instituto, aponta para uma perspectiva de que a petista possa crescer mais na última semana de campanha, dividindo ainda mais os votos do eleitorado.   Outros dados preocupantes para o ninho tucano passam despercebidos na reportagem sobre a pesquisa. Um deles é o fato de a maioria do eleitorado de Luciano Rezende ser evangélica, com a investida do candidato a vice, Waguinho Ito, nessa reta final, isso pode fortalecer o candidato popular-socialista. Outra vantagem é o índice de rejeição muito baixo. Para os meios políticos, a situação é favorável a Luciano se ele for o adversário de Luiz Paulo no segundo turno. Isso porque está em crescimento, enquanto o tucano está em queda. Além disso, Luciano receberia o apoio de Iriny Lopes, levando o eleitorado contrário ao tucano para o palanque do candidato do PPS. O mesmo não acontecerá se Iriny superar Luciano e chegar ao segundo turno. A transferência dele para a petista não tem o mesmo fluxo. Peso no palanque Outro dado que ficou evidente na comparação das pesquisas é que o apoio do ex-governador Paulo Hartung (PMDB) ao candidato Luiz Paulo prejudicou sua campanha. Hartung entrou na campanha de Luiz Paulo no início de setembro e esse apoio se refletiu na pesquisa do Ibope divulgada no dia 22 passado, mostrando a queda de três pontos em relação à pesquisa anterior de 15 de agosto. A nova pesquisa Futura revela uma queda ainda maior. Foram 10 pontos em 45 dias. Isso aconteceu, segundo observadores, porque os eleitores simpáticos a Hartung que apoiam Luiz Paulo, já haviam entrado em seu palanque ainda no início do processo eleitoral. No momento de sua entrada na campanha do tucano, Hartung não transferiu votos e espantou os eleitores que não se alinham com Hartung. A expectativa do ninho tucano era a de que a entrada de Hartung na campanha fortalecesse ainda mais o palanque do candidato tucano, forçando uma eleição dele em primeiro turno. Essa expectativa, porém, não foi concretizada.

01/10/2012 / 0 Comments
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Percepções de Aldous Huxley

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  “Se as portas da percepção estivessem limpas, tudo apareceria para o homem tal como é: infinito.” (William Blake)     Aldous Huxley foi um escritor inglês, tendo se mudado de seu país para os Estados Unidos, mais exatamente Los Angeles, em 1937, no auge de sua fama. Ele era de uma linhagem de conhecidos intelectuais, se destacando, dentre eles, seu avô, o biólogo Thomas Huxley, que fora defensor das ideias evolucionistas de Charles Darwin, além de criador do conceito de agnosticismo.   Huxley se destacou como romancista e um de seus romances mais conhecidos foi Admirável Mundo Novo, em que, imaginando uma sociedade do futuro, traça um destino sombrio em que o Estado controla os indivíduos através de substâncias psicoativas numa simulação de felicidade, reflexo da época em que a obra fora escrita, nos anos 30 do século passado, período de expansão dos totalitarismos fascista e nazista, o que decerto guiou a ideia deste romance.   Mas, por outro lado, Aldous Huxley se destacou também como ensaísta, deixando, em relação às experiências com drogas, dois ensaios emblemáticos: As Portas da Percepção de 1954, e sua continuação, Céu e Inferno, de 1956. Nestes dois ensaios, Huxley faz um relato de suas experiências com a mescalina, alcaloide extraído de um cacto mexicano, muito usado pelos xamãs, chamado peiote.   As experiências de Huxley com a mescalina foram realizadas sob rigoroso controle médico, lhe causando o que ele chamou de “visão sacramental da realidade”. Huxley parte, em seu relato, de uma dicotomia entre duas realidades, a que temos no cotidiano e uma, diferente e pouco conhecida, que está, para ele, na onisciência, uma região subconsciente inexplorada pelo homem ordinário. Tal região mental onisciente, de que fala Huxley, estaria ocultada pelo filtro da consciência ordinária e cotidiana, o uso da mescalina e de outras substâncias poderia, segundo ele, transpor a barreira desta redução consciente, que ela designa como biológica, apresentando para aquele que ingere uma dessas substâncias, percepções deste mundo da Onisciência, um estado que ele também diz que pode ser   atingido pelo hipnotismo ou por mera falta de vitaminas no corpo. É bom lembar que Huxley não encara tais experiências de forma mística ou espiritual, mas sim como algo do campo da pura percepção, nada além disso.   Quando Huxley ingere a mescalina e começam os seus efeitos, ele descreve uma indiferença em relação ao espaço e ao tempo, e relaciona isto na sua dicotomia entre a realidade da mescalina e o mundo ordinário, no qual as impressões são pouco detalhadas no último, e o ambiente circundante e as percepções de simples objetos são profundas no primeiro, isentos de sua banalidade e se tornando verdadeiras epifanias. Mas Huxley não nos diz nada sobre alucinações visuais ou auditivas, mas sim de uma percepção sempre voltada aos aspectos mais banais da realidade ordinária, os quais ganham brilho e um status existencial fundamental.   Huxley relata, que em função de sua obsessão com objetos sob o efeito da mescalina, ele com isso se desligara de aspectos importantes da vigília como as relações sociais, ele afirma que na viagem da mescalina só existe um brilho sobre objetos e detalhes ínfimos e uma indiferença espacial que também se consuma num desaparecimento do tempo, ele nos diz que suas percepções em relação a certos objetos de arte foram profundamente transformadas depois de sua experiência com a mescalina. Nos ensaios As Portas da Percepção e na continuação Céu e Inferno ele discorre longamente sobre pinturas, e cita as que viu durante o efeito da mescalina.   Huxley, então, não nos apresenta, com a mescalina, um mundo maravilhoso, não nos mostra anjos ou demônios, nem harmonias celestiais, o que ele relata é mais um detalhismo da percepção em sua qualidade existencial, o que significa ver o mundo objetivo livre da consciência ordinária do filtro biológico do cérebro em seu aprisionamento espaço-temporal, numa minúcia que se torna a existência em sua plenitude, onde um objeto banal se reveste de valor ontológico.   Dos dois ensaios citados, o mais importante foi As Portas da Percepção, que num título oriundo de um verso do poeta e pintor William Blake, influenciou a cultura hippie nos anos 60 do século passado, e que também deu nome à famosa banda The Doors, onde Jim Morrison, juntando Huxley com Rimbaud, mais rituais xamânicos no palco, divulgou o nome de Huxley, cuja imagem também aparece no álbum histórico dos Beatles, Sgt. Peppers Lonely Hearts Club Band de 1967.   Huxley, nos últimos dias de sua vida, já sem poder falar, pediu por escrito à sua esposa, uma aplicação intramuscular de 100 microgramas de LSD. Huxley morreu no mesmo dia do assassinato de John F.Kennedy, em 22 de novembro de 1963, aos 69 anos.   Gustavo Bastos, filósofo e escritor

30/09/2012 / 0 Comments
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Ao pó voltarás?

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   Foto: Gustavo Louzada/SD   Lá vamos nós de novo. Numa reportagem publicada em março, perguntamos: “Quem vai ousar sair da mesmice e denunciar a poluição das transnacionais nas eleições deste ano?”. Seria injusto afirmar que ninguém, nenhum candidato, apresentou propostas sobre-a-questão-do-pó-preto. Sim, apresentaram. Justo, no entanto, é afirmar que o fizeram pisando em ovos.   Usualmente, o tema, espinhoso, sempre foi solenemente ignorado. Compreensível: o financiamento de campanha que o diga. ArcelorMittal e Vale sempre foram generosas com aspirantes a prefeito, governador, deputado, senador.   Mas em 2012 a chave do cofre sumiu, razão pela qual seria presumível que os candidatos fossem mais a fundo no tema. Nada disso. Iriny Lopes (PT), Luciano Rezende (PPS) e Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB), os três principais candidatos à Prefeitura de Vitória, trocaram o silêncio pela cautela.   Há muito os pulmões de Vitória estão a perigo. Segundo a entidade Pó Preto Vix, a emissão das Partículas Totais em Suspensão (PTS) e as Partículas Inaláveis (PM10) e (PM2,5), na Grande Vitória, supera o padrão da Organização Mundial de Saúde (OMS) de 50,20 e10 microgramas por metro cúbico, respectivamente.   Em 2008, só em Vitória, as máximas anuais do PTS atingiram 717 mg/m³ e da PM10 669mg/m³. O padrão do Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama) prevê de 240 e 150 mg/m³, respectivamente. As PM2,5 permanecem sem aferição no Estado.   No entanto, entidades ambientais consideram ultrapassado o modelo do Conama, razão pela qual o padrão da OMS é o mais recomendável. O aumento de 70% nos casos de doenças respiratórias – rinite, bronquite, asma, sinusite – na Grande Vitória explica por quê. Em Vitória, as internações por doenças respiratórias correspondem atualmente a 15% do total de internações no município.   Em 2000, as mortes por doenças respiratórias representavam 6% dos óbitos na Grande Vitória ; hoje, representam 9%. Ainda na Grande Vitória, em 2009, houve 505 casos de bronquite; em 2010, 478; em 2011, 742. Já em relação à Bronquite NE, foram registrados 67 casos em 2009; em 2010, 88; e em 2011, 114 casos.   O programa de governo da candidata Iriny Lopes (foto) tem 39 páginas e apenas no último parágrafo encontramos o que se segue:   Desenvolver ações para melhorar substancialmente a qualidade do ar (pó preto), segundo os padrões da Organização Mundial da Saúde (OMS-ONU), através do monitoramento do ar, e apoio aos estudos científicos, para definir parâmetros de monitoramento e articulá-los com os indicadores epidemiológicos de saúde.   Apesar disso, é o único que considera os padrões da OMS para aferição das emissões de poluentes. E é o único que propõe o exame da relação poluição x saúde. É importantíssimo: hoje a rede pública de saúde, municipal ou estadual, não dispõe de dados sobre os efeitos do pó preto sobre a saúde dos capixabas.   Vamos dividir o programa de Luiz Paulo Vellozo Lucas em dois pontos:   1 – Manter intenso programa de fiscalização das indústrias instaladas em Vitória, de forma a proporcionar a contínua verificação de atendimento dos limites de emissões de poluentes licenciados para cada empreendimento, bem como a redução contínua dessas emissões, observando as melhores tecnologias disponíveis em nível mundial.   2 – Restabelecer, em nível municipal, a Central de Monitoramento da Qualidade do Ar e Condições Meteorológicas, proporcionando o contínuo acompanhamento das condições atmosféricas da cidade, com informações repassadas “on line”, via internet, à comunidade, para que a PMV possa atuar de forma a minimizar os impactos dos agentes emissores de poluição e garantir o desenvolvimento de forma sustentável.   O primeiro desliza em generalidades. A fiscalização proposta já existe: é justamente o papel do Instituto Estadual de Meio Ambiente (Iema). Quanto ao segundo ponto, da mesma forma, o Iema já tem sistema de monitoramento do ar.   O órgão contratou a empresa Ecosoft Consultoria e Softwares Ambientais Ltda. para realizar a manutenção e operação da Rede Automática de Monitoramento de Qualidade do Ar da Grande Vitória (Ramqar).   A divulgação via internet das condições atmosféricas da cidade merece elogios. Tal ação é cobrada há anos por militantes ambientais.   A econômica proposta de Luciano Rezende (foto) diz:   Mapear cientificamente os pontos de emissão de partículas no ar, identificando as fontes geradoras e estabelecer cronograma de redução, monitorando-os sistematicamente.   Isso já foi feito pelo Iema, no Inventário de Fontes da Grande Vitória realizado pela Ecosoft e apresentado no primeiro semestre deste ano. Segundo o documento, a poluição veicular é a maior responsável pela poluição na Grande Vitória.   Tal conclusão, no entanto, suscitou dúvidas e recebeu críticas. Divulgadas em junho, avaliações feitas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2008 e 2009 a Grande Vitória apresentou maior poluição atmosférica que São Paulo, ainda que a nossa frota nem de longe se equipare à paulistana.   Dúvidas e críticas à parte, o inventário ressalta a imprecisão da proposta do candidato. A expectativa, agora, é que o Iema cumpra a promessa de apresentar um estudo sobre o DNA do pó preto, mais grosso e encontrado em abundância nos lares da Grande Vitória. O DNA vai mostrar a qualidade e quantidade da poeira que vaga pelos ares da região.   Mais contundência encontramos nas propostas do candidato Gustavo De Biase (Psol/foto):   Para acabar com o pó preto no ar da cidade, agiremos com a independência que nossos adversários, financiados pelas grandes poluidoras, infelizmente não têm: fiscalizaremos intensamente a qualidade do ar na cidade, especialmente nos arredores das empresas poluidoras e aplicaremos multas sempre que violados os limites permitidos em lei (1).   Junto a isso, manteremos no site da prefeitura, como é feito com a qualidade das praias, o monitoramento da qualidade do ar (2). Assim como o cidadão sabe o local próprio ou impróprio para banho, saberá também o local próprio ou impróprio para se respirar ar puro.   Apesar disso, contundência não significa precisão e a proposta cai na mesma “vala da imprecisão” já aqui destacada: não fica claro como a fiscalização será empreendida, já que tal

30/09/2012 / 0 Comments
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Leitores de Século entram no debate sobre privatização do SAAE de São Mateus

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  A continuidade do avanço do mar em Conceição da Barra (norte do Estado), colocando em risco imóveis situados na área de risco, também colocaram os leitores de Século Diário em alerta. A obra de contenção da Bugia, que custou R$ 50 milhões, foi entregue em 2010, ainda na gestão do ex-governador Paulo Hartung (PMDB) e está sucumbindo, o que preocupa os moradores e proprietários da rede hoteleira da região.   Nos comentários da matéria publicada na segunda-feira (24), os leitores lembraram o histórico de aterros e obras de contenção realizadas no Estado.     Ainda na segunda-feira, Século Diário informou que as negociações entre o Instituto de Atendimento Socioeducativo (Iases) e os servidores da autarquia foram retomadas com a mudança de gestão avanços foram alcançados.    Os leitores também reconheceram o avanço nas negociações, mas acrescentaram que ainda há muito trabalho a ser feito para garantir o aspecto mais humanizado da socioeducação do Estado.     O jornal também alertou que membros do Judiciário recebem vencimentos por mais de um órgão. O levantamento da reportagem em dados do Portal da Transparência das instituições apontou a existência de pelo menos seis membros ativos de órgãos ligados ao Judiciário nesta situação.    Em alguns casos, somados os vencimentos, ultrapassam o limite máximo de ganhos. Na comparação com a folha de pagamentos em agosto, pelo menos cinco magistrados e um procurador de Justiça receberam os vencimentos por um órgão e tiveram acesso a vantagens por outro.   Nos comentários, alguns leitores repudiaram a ideia, outros defenderam o direito do recebimento de resíduos de outros órgãos.     Na quarta-feira (26), Século Diário expôs a tentativa de privatização do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE) de São Mateus, norte do Estado, pelo prefeito Amadeu Boroto (PSB), candidato à reeleição. Além do debate entre os candidatos no pleito, a intenção do socialista recebe pesadas críticas também de representantes do Ministério Público Estadual (MPES).    Os leitores, moradores do município, rechaçaram a ideia de privatização do SAAE nos comentários, citando exemplos de outras iniciativas que não deram certo.   

30/09/2012 / 0 Comments
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Sindipol convoca assembleia para votar indicativo de greve

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O Sindicato dos Servidores Policiais Civis do Estado (Sindipol) convocou uma assembleia geral extraordinária para a próxima terça-feira (2), com o objetivo de discutir a continuidade do processo de negociação com o governo do Estado, bem como a mobilização dos policiais civis, com votação de indicativo de protesto ou de greve geral.   Os policiais civis vêm tentando há décadas garantir o direito à aposentadoria com 30 anos de atividade policial. O Sindipol remeteu uma “Carta de Exposição de Motivos” ao governador Renato Casagrande e no documento é sugerida uma paralisação de advertência e indicativo de greve.    O sindicato pretende integrar as categorias da Polícia Civil para a construção de uma pauta de reivindicações unificada e consensual. No entanto, o acordo chancelado com o governo foi alterado e outro foi pactuado em separado com os delegados.    O Sindipol foi recentemente ratificado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) como o único sindicato da Polícia Civil do Estado, em uma decisão do ministro Dias Toffoli, que negou seguimento a um recurso extraordinário impetrado pelo Sindicato dos Delegados de Polícia Civil do Estado (Sindelpo).   A carta encaminhada ao governador relata todo o histórico de negociações do pleito da Polícia Civil. No documento, o sindicato expõe que não fora convidado para discutir o projeto de promoção automática de iniciativa da Secretaria de Estado de Gestão e Recursos Humanos (Seger) e, ainda assim, o Sindipol buscou as associações de classe da Polícia Civil para a construção da pauta unificada.    O documento relata ainda que a Seger informou que não negociaria com nenhuma categoria de maneira diferenciada, por determinação do próprio governador, já que o projeto seria da Polícia Civil como um todo. No entanto, houve uma reunião com os delegados em separado, descumprindo o que fora previamente combinado, e com eles foi finalizado um projeto em que todos os delegados seriam alcançados e beneficiados pelo projeto.

30/09/2012 / 0 Comments
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Campanha quer impedir venda da CSA no RJ

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No próximo dia 28, a Companhia Siderúrgica do Atlântico (TKCSA), no Rio de Janeiro, receberá as propostas de compra da sua planta em Santa Cruz, mas uma campanha quer impedir a venda da siderúrgica. A empresa, que serve de inspiração para a construção da Companhia Siderúrgica de Ubu (CSU), em Anchieta, sul do Estado, é objeto de duas ações penais pelo  Ministério Público, mas apesar dos impactos, recebeu montantes significativos de recursos públicos.    Somente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) foram R$ 2,36 bilhões em financiamento, antes mesmo de a siderúrgica obter a Licença de Operação (LO).   Organizadores da campanha apontam que, ao liberar os recursos para o empreendimento, responsável por graves violações de direitos e que não possui até hoje LO, o BNDES torna-se corresponsável pelas violações. “Nesse sentido, instamos que o BNDES aproveite essa oportunidade e que reveja o contrato da CSA e que, em conjunto com a população atingida e organizações da sociedade, elabore um modelo de estudo de impacto prévio, de caráter decisório, a ser futuramente considerado no processo de análise de novos pedidos de financiamento”.   Segundo o relatório do Grupo de Apoio Técnico Especializado do Ministério Público Estadual (Gate), a empresa, desde o início, conduziu as obras sem respeitar o Estudo de Impacto Ambiental (EIA) aprovado pelas autoridades ambientais. Em virtude dessas ilegalidades, atualmente, ela é objeto de duas ações penais do MPRJ que a acusam de crimes ambientais e pedem a condenação de quatro dos executivos que estavam à frente da empresa.   A Campanha “Pare TKCSA” é composta por organizações da sociedade civil e movimentos nacionais e internacionais, bem como moradores e pescadores da Baía de Sepetiba, que têm acompanhado e denunciado as violações da empresa desde 2007.      Um dossiê relatando as irregularidades e violações geradas pelo empreendimento foi entregue, em 2009, à presidência do BNDES.  Desde então, os organizadores reportam constantemente novas denúncias à instituição.    “Demandamos que o banco não se posicione sobre a venda do empreendimento sem antes abrir um processo de consulta ampla com os moradores, pescadores e trabalhadores da Baía de Sepetiba e Santa Cruz, que atualmente têm sido os principais prejudicados com a operação da planta, e que faça valer a legislação ambiental brasileira, segundo a qual a licença de instalação do empreendimento já deveria ter sido suspensa”.   A Companhia Siderúrgica do Atlântico é uma parceria entre a Vale e a ThyssenKrupp, e chegou a ser adotada como modelo industrial para a construção da  Companhia Siderúrgica de Ubu, da Vale, em Anchieta. Assim como é previsto para CSU, a CSA tem a capacidade de produzir 5 milhões de toneladas por ano, porém, no momento, a CSA está autorizada a produzir o equivalente a 3,3 mil toneladas por ano, até que finalize os reparos na indústria.   Já no Espírito Santo, calcula-se que só a CSU, que está em processo de licenciamento,  produzirá 28,3% dos gases estufa de todas as siderúrgicas existentes no País, seguindo o Inventário Nacional dos Gases do Efeito Estufa.

30/09/2012 / 0 Comments
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Estado comemora Semana de Conscientização dos Direitos dos Animais

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Nesta semana se comemora no Estado a Semana de Conscientização dos Direitos dos Animais, instituída por conta da Lei Estadual 9.476/2010. O deputado estadual Hércules Silveira (PMDB), autor do projeto de lei que deu origem à norma que instituiu a semana, propôs a realização da sessão especial de abertura da semana temática, nesta segunda-feira (1), na Assembleia Legislativa.   O parlamentar também é autor do Projeto de Lei 461/2009, que deu origem à Lei 9.399/2010, que proíbe a utilização de qualquer animal em espetáculos circenses no Estado.   Também é de autoria de Hércules Silveira o projeto que declarou a utilidade pública da Associação dos Amigos dos Animais do Espírito Santo (Amaes), que promove feiras de adoção e promove campanhas de combate contra o bem-estar dos animais, sejam eles domésticos, silvestres ou exóticos.    A defesa dos direitos dos animais vai além do combate ao tráfico, mas também passa por campanhas de conscientização sobre a castração, por exemplo, que se torna uma questão de saúde pública, à medida que combate a superpopulação de animais de rua.    A castração impede que animais se reproduzam indiscriminadamente, aumentando em progressão geométrica a população de animais de rua. Em consequência da superpopulação, muitos dos animais recolhidos em Centros de Constrole de Zoonoses (CCZs), que não são adotados, são sacrificados. 

30/09/2012 / 0 Comments
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Debates na reta final podem definir eleição

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Desde o início de agosto, o eleitor espera que os pleitos nos principais colégios eleitorais esquentem, para se definir em relação aos candidatos. Com a maioria dos postulantes a prefeito já conhecidos, a pouca novidade nos nomes e nas propostas tornou a disputa pouco atrativa.    Os primeiros encontros entre os candidatos já serviram para esquentar o clima e mostrar ao eleitor como estão as movimentações e as estratégias dos candidatos. Um exemplo disso foi o encontro entre os candidatos a prefeito da Serra, em que o clima ficou visivelmente tenso entre o prefeito Sérgio Vidigal (PDT) e o deputado federal Audifax Barcelos (PSB).    Embora se soubesse nos meios políticos como a situação estava complicada no município, a falta do programa na TV deixava a coisa restrita aos programas de rádio e ao clima na rua. No debate, essa rivalidade ficou exposta.    Nos debates de Vila Velha, fica cada vez mais evidente o motivo de a disputa eleitoral no município estar tão equilibrada. Os candidatos Neucimar Fraga (PR), Rodney Miranda (DEM) e Max Filho (PSDB) travaram uma disputa que teve como foco os apoios de cada palanque. Mais do que as propostas e as avaliações colocadas para a cidade, a disputa política dá a linha de condução nos encontros entre os candidatos.    Estratégia da ausência   Para alguns candidatos, o momento é de seleção da exposição. Alguns deles, principalmente os que lideram corridas eleitorais, adotaram a estratégia de não comparecer a debates, para evitar desgastes políticos. O candidato do PSDB, Luiz Paulo Vellozo Lucas, tem evitado alguns encontros com os adversários em debates setoriais.    Mas nem sempre a ausência no debate é uma boa estratégia, caso do candidato Nozinho Correia (PDT). A falta dele ao debate da Rede Gazeta essa semana, por exemplo, mais atrapalhou do que ajudou. O fato de não estar no encontro abriu espaço para que a disputa ficasse polarizada entre o prefeito Guerino Zanon (PMDB) e o deputado estadual Zé Carlos Elias (PTB).    Com a chegada da reta final da disputa, os debates devem se intensificar nesta última semana, e o foco deve se voltar para os ataques diretos, tentando minar, sobretudo, quem está na frente das disputas. 

30/09/2012 / 0 Comments
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Papo de RepórterPor que Paulo Hartung tem tanto medo de Magno Malta?

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  Renata Oliveira e Rogério Medeiros Os aliados do ex-governador Paulo Hartung (PMDB) em Vitória e Vila Velha passaram a atacar o senador Magno Malta (PR/foto), já visando o risco que corre o sistema político dele para 2014. Papo de Repórter analisa o desempenho dessas duas lideranças na eleição deste ano.    Renata – Rogério, tem uma coisas que ficam claras nesta reta final de eleição no Estado, com mais força em Vitória e Vila Velha, que é o discurso dos candidatos do Hartung contra o senador Magno Malta. Há poucos dias Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB) fez referência ao fato de que o senador no palanque de Luciano Rezende (PPS) prejudicava o candidato, e nessa quinta-feira (27) Rodney Miranda (DEM) disse que Neucimar Fraga (PR) estaria escondendo o senador de sua campanha. Por que Hartung tem tanto medo de Magno Malta?   Rogério – Primeiro porque o Magno Malta não tem papas na língua. Ele não se alinhou à classe política do Espírito Santo e aos oito anos de seu governo, o Paulo Hartung morreu de medo dele. Depois, ele sempre falou o que quis sobre o Paulo. É importante assinalar que nesses oito anos Hartung dirigiu sua metralhadora para cima dos Mauro, que agora cometem um êxito porque fizeram uma meia composição na eleição e sobrou o Magno. É complicado porque ele é um encantador de serpentes, com o microfone na mão convence a baixa renda. Ele fez tudo para evitar que Magno se elegesse senador e ele se elegeu. Esse é o que sobrou para o Paulo…   Renata – Acho que a coisa se intensificou depois  que Magno parou de dizer que não será candidato ao governo. O grupo de Hartung, no período pré-eleitoral, para tentar afastar o governador Renato Casagrande do senador, veio com essa história de que ele era uma ameaça à reeleição do Casagrande em 2014. Paulo chegou a ir ao gabinete do governador para “alertá-lo”, que se ele deixasse o Magno solto, ia ser um adversário dele no governo. O governador não mordeu essa isca e não fez nenhum movimento contrário ao Magno. O senador, por sua vez, que sempre disse ter um perfil parlamentar, surpreendeu recentemente em entrevista a Século Diário, dizendo que pode, sim, vir a disputar o governo do Estado.    Rogério – Temos que sinalizar que Paulo é brilhante nas articulações dele, principalmente nas perseguições que consegue mascarar, não deixando transparecer que é perseguição, e está se utilizando muito bem das principais vitrines para ir para cima do Magno Malta: Vila Velha e Vitória. Ele quer criar uma sensação de que é preciso esconder, porque a classe média não votaria no candidato. Que Magno prejudica o candidato. Estamos acostumados na política do Espírito Santo que as elites decidem as eleições e o Paulo sabe conduzir essas elites, mas não conseguiu evitar uma pessoa com perfil popular e com o eleitorado na mão. Esse é o grande pavor, não do Paulo, mas da elite capixaba, quem está conduzindo o voto da pobreza, como no passado, essa elite se assustou com Solon Borges, que ganhou o que quis. Foi prefeito, deputado e não foi senador porque roubaram o mandato dele. Magno precisa ser combatido porque ele ameaça a manutenção das elites no poder.   Renata – Magno Malta não agrada à elite. E vamos falar a verdade, o discurso dele não agrada quem tem um pouco mais de esclarecimento. Nós mesmos, aqui do jornal, somos contrários a quase tudo que ele defende. É um discurso ultra-reacionário. Mas o eleitorado capixaba é conservador e essa faixa em que ele navega é mais conservadora ainda, sobretudo, pela influência de boa parte das igrejas evangélicas, parte essa que vem crescendo a cada ano no Espírito Santo. Com um cenário de degradação de determinados costumes e o aumento galopante da violência, Malta consegue introduzir um discurso de fácil assimilação no público despolitizado. Só que esse discurso é conduzido com uma oratória incrível, ele é um grande orador. Tanto que quando ele chega nesses bairros pobres, é abraçado como ídolo, principalmente na periferia da Grande Vitória. Enquanto a classe política se volta para o discurso da elite, que é uma fatia cada vez menor da população, com a defesa do Fundap (Fundo de Desenvolvimento das Atividades Portuárias) e royalties, o campo fica aberto para Mágno discursar sobre a família, os valores e tal…   Rogério –  A verdade é que o Paulo Hartung deve ter como companhia noturna em seus delírios de poder o Magno Malta. Ele conseguiu em oito anos aglomerar um arranjo institucional, colocando sob sua bota Assembleia, Judiciário, Ministério Público, e não conseguiu segurar o Magno Malta. Imagine o que deve ser isso para ele? Os pesadelos que ele passa com a possibilidade desse Magno continuar encantando serpentes e ele sem a caneta na mão.    Renata – E mais. A dinâmica do senador não só nas ruas, mas na condução de seu partido, abre um precedente complicado para o Paulo. Ele não entra em palanque favorito, ele cria novos personagens, como fez em Viana, com o candidato do PV, Gilson Daniel, que reverteu uma eleição dada como certa para Solange Lube (PMDB), que é aliada do Hartung. Ele é também o principal trunfo de Marcelo Santos, em Cariacica. Ao contrário de Hartung, ele transfere voto. Em 2008, Magno foi para os bairros de Cachoeiro e virou a eleição de Casteglione para cima do Theodorico Ferraço. Ao mesmo tempo em que fortalece as lideranças, ele aumenta sua musculatura. Já Hartung vem perdendo prestígio político desde que deixou o governo. Basta ver o desempenho de um e de outro na eleição. Hartung precisa de toda uma estrutura para entrar em campo, Magno faz isso com naturalidade. Ele é um político de rua, Hartung é de gabinete e de produção de fórmulas eleitorais.    Rogério – Ele esteve presente na disputa de 2002 entre Max Mauro e Hartung, que tinha a maioria dos 78 prefeitos e Max tinha três. Além disso, ele vinha de uma eleição para

30/09/2012 / 0 Comments
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O Dragão Chinês

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  No final dos anos 70 e início dos 80, a China iniciou seu ambicioso projeto para tornar-se uma das principais economias mundiais, sob o comando de Deng Xiaoping.  Sua reforma iniciou-se na agricultura, seguida da abertura para empresas estrangeiras se estabelecerem em seu território. Para o sucesso de suas ideias, antes de morrer ele afastou a ala conservadora, conduzindo Jiang Zemim e Zhu Rongii ao centro das decisões.   Como é típico da natureza humana, porém, denúncias de corrupção contra o governo chinês motivou uma onda de protestos, intensificados durante a visita do primeiro ministro soviético Mikhail Gorbachev, no dia 16 de maio de 1986. O dia 4 de junho ficou conhecido como o Dia do Massacre da Praça Tiananmen, quando centenas de civis, segundo os números oficiais, foram executados durante um protesto.    Poucos fotógrafos foram autorizados a cobrir o evento, entre eles Jeff Widener, da Agência Associated Press, que produziu uma das mais conhecidas imagens do protesto. A foto foi tirada da varanda de seu quarto, no sexto andar do Hotel Beijing, a uma distância aproximada de 800 metros da cena, utilizando uma Nikon FE2, Fujifilm 100, equipado com uma objetiva 400 mm, foco 5.6, e um teleconverter TC-301.    Um andar abaixo no mesmo hotel estavam os fotógrafos Charlie Cole, da Newsweek, e Stuart Franklin, da Magnum. Franklin produziu uma imagem mais aberta da cena, mostrando uma quantidade maior de tanques e o “Homem Tanque”, como ficou conhecido o anônimo que desafiou os tanques chineses.    Franklin usou um estudante francês para mandar seu filme escondido em uma caixa de chá para fora da China, para ser publicada nos jornais de todo o mundo. Cole ganhou o World Press Award, e sua imagem foi considerada pela Revista Life em 2003, uma das 100 imagens que mudaram o mundo.    A imagem da semana é “O Homem-Tanque”, do fotógrafo Inglês Stuart Franklin, da Agência Magnum, tirada no dia 4 de junho de 1989.       Glauco Frizzera é fotógrafo, com mestrado em Fotografia pela Barry University. Mestrando em Business and Administration, e vencedor do prestigiado prêmio Photoshop Guru Award. Visite o site www.glaucofrizzera.com. Para entrar em contato com a coluna, envie email para: contact@glaucofrizzera.com

29/09/2012 / 0 Comments
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