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Ordem é demonizar Magno Malta

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  Pelo menos dois candidatos fiéis ao ex-governador Paulo Hartung passaram a associar a ligação de seus adversários com o senador Magno Malta (PR) como algo negativo, vergonhoso, aviltante.    O candidato a prefeito de Vitória, Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB), foi o primeiro a usar a ligação de Malta com os seus adversários como munição para atacá-los. Luiz Paulo disse que o candidato do PPS à prefeitura de Vitória, Luciano Rezende, estava recebendo o apoio do senador, mas evitava assumir essa ligação.   No discurso bem ensaiado por Paulo Hartung, o candidato tucano tenta mostrar ao eleitor que o seu adversário é ligado a um mau político e, por esse motivo, tem receio de colar a sua imagem à do senador.   No debate desta quinta-feira (27) entre os candidatos a prefeito de Vila Velha promovido pela Rádio Vitória, o afilhado mais querido de Hartung, o deputado estadual Rodney Miranda (DEM), também usou o mesmo discurso de Luiz Paulo para atacar o candidato do PR, Neucimar Fraga.    Com o texto na ponta da língua, Rodney lembrou que Magno estava no palanque de Neucimar, como se isso fosse motivo de vergonha para o prefeito republicano.    Tanto Luiz Paulo como Rodney apenas soltaram o veneno no ar, mas não deram detalhes do que estavam tentando insinuar. Mesmo porque, não há nada que sustente essas insinuações. Sem argumentos para atacar o senador, eles foram orientados a deixar a provocação solta. A interpretação fica a critério do eleitor que, com as seguidas repetições, passará a acreditar, sem saber exatamente por que motivo, que os candidatos apoiados por Malta devem ser evitados.    Ora, está mais do que evidente que a manobra para demonizar Magno e transformá-lo numa “força do mal” é ideia plantada por Hartung. De olho no campo de 2014, Hartung sabe que Malta é uma enorme pedra no seu caminho, exatamente do tamanho de mais de 1,3 milhão de votos. É por isso que o ex-governador está disposto a fazer de tudo para enfraquecê-lo.    Hartung sabe que Magno Malta é um das raras lideranças políticas de peso no Estado que não se curvou a ele. O histórico do ex-governador mostra que as situações que fogem ao seu controle o incomodam.    A disputa por território entre Hartung e Malta nas eleições municipais confirma que ambos estão com os olhos voltados para 2014. A manobra de Hartung em usar seus escudeiros para atacar Malta é uma constatação insofismável de que o ex-governador identificou um inimigo em potencial que pode atrapalhar o seu projeto político.   A trajetória política recente de Hartung mostra que quando isso acontece seus recursos para minar o adversário passam longe da ética. Ou alguém ainda duvida que a ordem para demonizar o senador como uma perigosa “força do mal” não foi dada?

27/09/2012 / 0 Comments
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Um tiro no pé dos generais

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      Já se passaram 27 anos desde o fim da ditadura militar que se prolongou por 21 anos e aqui estamos a ver cidadãos que eram crianças em 1964 chegarem ao posto máximo da hierarquia militar. O tempo passou num instante, como disse Chico Buarque nunca canção dos anos 60, mas até hoje pouco sabemos sobre o que pensa um desses jovens generais sobre aquele tempo que tanto pesou sobre o país.     Ainda tateamos no escuro para identificar heróis e vítimas daquele tempo sombrio. Trabalhando em silêncio, a Comissão da Verdade não diz claramente se está encontrando facilidades ou dificuldades em sua tarefa de descobrir malfeitos nos subterrâneos do regime autoritário implantado em 1964 pelos militares com o apoio da maioria dos empresários e da classe média.   Ninguém ignora que há um mal estar no ar, mas tampouco se pode negar que seja preciso passar a limpo essa história. “Nenhum país pode andar pra frente com uma mitologia falsa”, disse Flavio Koutzii, defensor dos direitos humanos no Rio Grande do Sul. Fichado pelo SNI e o DOPS,  ele precisou refugiar-se na Argentina, pois não se sentia seguro no Brasil, isso lá nos idos de 1970.   Há generais insistindo que não houve tortura. Outros dizem que havia uma guerra para valer e que voltar ao assunto é provocação, revanchismo. Ou, então, que seria preciso investigar também os crimes dos esquerdistas que fizeram “justiçamentos” de gente que estava do outro lado.   A verdade é que houve uma meia dúzia de chefes militares que mandariam castigar até matar seus prisioneiros. E  não duvidariam em censurar os jornais que ousassem publicar alguma coisa sobre violações de direitos humanos. Mas a hierarquia militar preserva os nomes dos comandantes que ordenaram a execução de prisioneiros.     Nós que vivemos aquele tempo de medo e privação da liberdade não podemos deixar que o silêncio da omissão nos cale quando se fala dos presos, torturados, mortos, fuzilados, desaparecidos ou enterrados em cemitérios clandestinos. Isso não é ficção. Impossível que milhares de pessoas tenham inventado que perderam seus parentes na guerra suja.      Isso vai se descobrindo aos poucos. Aqui e ali afloram documentos como o livro Memórias de uma Guerra Suja em que o ex-policial Cláudio Guerra conta ao repórter Rogério Medeiros coisas terríveis sobre o extermínio de opositores nos tempos da ditadura militar.   Aos poucos chegamos ao ponto de não ter qualquer dúvida de que uma minoria de militares da linha dura, em parceria com policiais civis e atuando em conluio com forças de segurança de países vizinhos, praticou, incentivou e fez vista grossa a uma política de extermínio de opositores políticos.   Esse exercício de baixa política, a mais baixa política, fica claro após a leitura de Operação Condor: O Sequestro dos Uruguaios, de Luiz Cláudio Cunha, que conta a história de um crime ocorrido em Porto Alegre em 1978, quando policiais gaúchos deram cobertura ao seqüestro de dois subversivos uruguaios refugiados no Brasil.   “Subversivo” é uma palavra daquele tempo. Também era muito usado o termo “terrorista”. Os guerrilheiros urbanos e rurais que ousaram afrontar a ditadura podem ser acusados de ingênuos, equivocados e mal informados; ou até de manipulados no seu idealismo e na sua justa revolta contra a injustiça, mas eles exerciam o direito da rebelião diante de um governo que violou a Constituição inúmeras vezes.   Os que escaparam vivos foram julgados pela Justiça Militar. A presidenta Dilma pegou três anos de cadeia. No seu discurso de posse ela disse que não pensava em vingança. Ela agiu como estadista ao instituir uma comissão com o objetivo de passar o tema a limpo.   Por isso, o acobertamento de violações dos direitos humanos por chefes militares é um tiro no próprio pé. Os militares que tentam proteger “criminosos de guerra” retardam a implantação de uma verdadeira democracia entre nós.   Uma democracia começa pelo respeito à verdade. A verdade se constrói com o respeito à memória dos fatos. Uma democracia que se preze não se sustenta em cima de mentiras.   Um militar que torture ou que proteja torturadores é tão indigno quanto um padre pedófilo, um policial achacador, um juiz que venda sentenças ou um médico traficante de órgãos. Todo mundo sabe que existem esses desvios praticados por uns poucos. No caso militar, foi coisa de alguns celerados que se escondiam atrás da farda, sujando a barra da instituição militar.      Como em toda atitude humana, existe aí um problema ético a ser resolvido. Espera-se que nos próximos dias um militar estrelado reconheça os malfeitos e ponha as coisas em pratos limpos. A História do Brasil saberá reconhecer seu feito.      LEMBRETE DE OCASIÃO   “Nosotros somos derechos y humanos”   Eslogan da direita argentina, que usou aviões militares para jogar presos políticos no Atlântico

27/09/2012 / 0 Comments
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Perdeu

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Perdeu O clima esquentou para o lado do tucano Luiz Paulo Vellozo Lucas (foto), candidato a prefeito em Vitória. A vice-presidente da Câmara dos Deputados, Rose de Freitas (PMDB), a primeira que apareceu em público para anunciar apoio e dar direção ao ex-prefeito, mesmo quando o cenário era totalmente incerto e seu partido ainda cogitava lançar candidatura própria, ao ser indagada sobre a quantas anda a campanha dele, saiu-se com esta: “pergunta para o ex-governador Paulo Hartung (PMDB), é só ele quem sabe”. A reação da deputada reforça a constatação dos efeitos da entrada do ex-governador na candidatura do PSDB, que também gerou conflito interno entre hartunguetes e tucanos, além de marcar a necessidade de o ex-governador  sair vitorioso no pleito deste ano, para se fortalecer em 2014. Hartung assumiu de tal forma a campanha, que a não ser ele próprio, ninguém mais foi convidado a gravar propaganda eleitoral com Luiz Paulo. Para quem nem precisava colar no ex-governador, o tucano deu muita brecha, criando situações como estas. Hartung é o dono da candidatura tucana e ninguém tasca. Vale o registro Hartung passou oito anos tentando eliminar Rose da vida pública. E só não conseguiu, por conta do apoio consolidado por ela nos municípios capixabas. A deputada tem a maioria dos prefeitos do Estado ao seu lado. Devagar quase parando A Lei da Ficha Limpa, que prometia ser uma revolução na eleição deste ano, funciona muito bem na teoria, mas na prática não para ninguém. Temos vários exemplos no Estado de prefeitos-candidatos que respondem a processos “cabeludos” e estão livre, leves e soltos para a disputa deste ano. Uma contradição e tanta. Ficha suja Guerino Zanon (PMDB), que acaba de ser liberado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), é um exemplo gritante desses casos. Colecionador de processos, muitos de improbidade, e já com um afastamento nas costas, é arriscado ainda ganhar a eleição no município. Mais uma da série coisas que não se explicam. Ficha suja II Quem também pode ter o mesmo destino é o prefeito de Guarapari, Edson Magalhães (PPS). A diferença é que enquanto aguarda o julgamento do TSE, outros processos correm com decisões desfavoráveis a ele. Mas Magalhães continua em plena campanha e, assim como Guerino, tem processos a perder de vista. E pensar que mesmo com esse currículo, muita gente bate no peito para apoiá-lo…é brincadeira. Tem mais Não podemos esquecer também do prefeito de Conceição da Barra (norte do Estado), Jorginho Donati (PSDB). Embora responda pela acusação de mando em três assassinatos, o tucano recebeu sinal vermelho do Tribunal Eleitoral por propaganda disfarçada, entrou com recurso e segue pedindo votos. Se for liberado, mesmo com tudo que o envolve, conquistará a reeleição. Por último… Completa a lista o prefeito de Presidente Kennedy (litoral sul do Estado), Reginaldo Quinta (PTB), que envolvido em escândalos de fraudes, ficou preso por 82 dias, foi cassado pela Câmara de Vereadores, e também entrou com recurso para não colocar substituto na chapa. É outro que será campeão, caso a Justiça faça vista grossa. Sem saída Voltando a Donati, se o vento continuar soprando contra, o prefeito terá dificuldades de escolher outro nome para encabeçar a chapa. Ele teria como opção um dos seus secretários, mas ninguém se desincompatibilizou a tempo. A vice, Adélia Marchiori (PPS), fecha juntinho de Donati e tem até bom trânsito no município, mas também fica impedida de assumir a candidatura principal. Hora de queimar fosfato.   Nem aí Da bancada capixaba, ficaram de fora da votação da versão piorada do Código Florestal, concluída esta semana no Congresso Nacional, os deputados federais Iriny Lopes (PT) – licenciada para campanha –, Paulo Foletto (PSB) e Sueli Vidigal (PDT). A petista tinha desculpa para não participar, mas e os outros? Segue… No Senado, como foi votação simbólica, os parlamentares não tinham nada o que fazer. Ana Rita Esgário (PT) disse que só votou a favor por conta disso. Se fosse nominal, seria contra. Tudo bem, mas em outras oportunidades, quando podia, também não fez diferente.   140 toques “Mais uma obra (virtual) para o ES em discussão: agora o Superporto”. (Ex-deputada estadual Mariazinha Vellozo Lucas – no Twitter). PENSAMENTO “Vencer na política não é tudo: é a única coisa.” Richard Nixon

27/09/2012 / 0 Comments
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PT na berlinda

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Esta semana a candidata do PT em Vitória, Iriny Lopes, divulgou o vídeo da presidente Dilma Rousseff pedindo apoio para sua ex-ministra. Um reforço de peso, depois de ter mostrado também Lula em seu programa. A estratégia de Iriny deixa claro que o caminho que o PT vem buscando é o de vincular sua imagem com a do PT nacional. Iriny pode não levar a disputa para o segundo turno, mas conseguiu dar uma demonstração de força política ao disputar a eleição, mesmo com o desgaste que o partido dela vinha sofrendo na Capital. Primeiro enfrentou a manobra de Paulo Hartung dentro do PT, levada pelo prefeito João Coser, de fazê-la desistir da disputa em favor do tal palanque de consenso. Se Iriny se fortalece, o mesmo não se pode dizer de Coser. A deputada federal até tentou durante sua campanha fazer um resgate da gestão de Coser. Mas ao descobrir que estava sendo traída, Iriny deixou o prefeito de lado e focou sua campanha no apoio do PT nacional. A amarração de Coser ao grupo de Hartung é ainda mais prejudicial do que o iminente risco de o partido perder a prefeitura da Capital. Por hora, a vitória mais palpável é de Colatina, onde Leonardo Deptulski, não chegou à prefeitura por um projeto do partido e sim por ser parte do projeto do ex-prefeito Guerino Balestrassi. Após a eleição de outubro, a configuração do cenário político do Estado vai apontar o futuro dessas lideranças, o reflexo de suas atuações na disputa deste ano vai estar na disputa eleitoral de 2014. Neste cenário, Hartung que tenta manter o controle político do Estado e para isso precisa evitar o crescimento de lideranças que venham a trazer qualquer risco para esse projeto, já conseguiu tirar Coser do jogo. Quem será o próximo? Fragmentos: 1 – Com a maioria dos municípios em disputas com apenas dois candidatos. O clima está quente no interior do Estado ainda mais com a proximidade da eleição de sete de outubro. 2 – Tem se tornado uma prática do candidato Nozinho Correia (PDT) de não enfrentar seus adversários em debates. Evita desgastes, mas abre caminho para o crescimento dos outros. É uma aposta arriscada. 3 – Tem muito candidato se perdendo em números. Diante da falta de confiança na Futura, os candidatos acabaram entrando em enrascadas ainda maiores.

27/09/2012 / 0 Comments
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Futura retorna a Nova Venécia após episódio de fraudes nas eleições passadas

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Depois de realizar pesquisas eleitorais fraudulentas nas últimas eleições municipais, o Instituto Futura retorna a Nova Venécia (noroeste do Estado) para realização de um novo levantamento sobre intenções de voto na disputa pela prefeitura. A pesquisa foi realizada nessa terça-feira (25) e os resultados devem ser divulgados na próxima segunda-feira (1). À semelhança do que ocorreu em 2008, o atual levantamento traz suspeição de uma nova tentativa de manipulação dos resultados.   Na época das denúncias de fraudes, as suspeitas foram investigadas pela Polícia Federal (PF), que confirmou a manipulação dos resultados nas pesquisas eleitorais de 2008. O levantamento deixava em desvantagem o então candidato a prefeito Wilson Luiz Venturim, o Japonês (PP), que hoje disputa a reeleição. Neste clima, a Futura volta ao município em uma fase considerada decisiva na disputa, que hoje está polarizada entre Japonês e o candidato Lubiana Barrigueira (PSB).  Em 2008, logo após identificar as irregularidades, a PF indiciou os diretores do instituto (João Gualberto Moreira Vasconcelos e José Luiz Soares Orrico), que respondem até hoje pelo crime na Justiça Eleitoral. Além da condenação ao pagamento de multa de R$ 100 mil em processo que tramitou na zona eleitoral do município naquele ano. Os diretores do Futura aparecem como réus em uma ação penal movida pelo Ministério Público Federal (MPF) em função da divulgação de pesquisa eleitoral fraudulenta.  O processo (número 348.2011.608.0030), iniciado em março de 2011, tramita de forma lenta na Justiça Eleitoral. Após sucessivos pedidos de impedimento dos magistrados, o atual juiz eleitoral do município, Marcelo Faria Fernandes, recebeu a denúncia criminal contra João Gualberto e José Luiz Orrico, em abril deste ano.  Apesar de os diretores terem negado a ocorrência de fraudes , o magistrado levou em conta os relatos de testemunhas que confirmaram a presença do então candidato, o ex-prefeito Valter De Pra, durante os trabalhos de coleta dos dados.  Também pesou na decisão do juiz, o resultado do inquérito policial que apontou possíveis irregularidades na ocasião da divulgação da pesquisa, bem como a manipulação dos dados coletados pelos pesquisadores. “Ante a tudo o que foi colhido na fase investigatória, observo que há indícios mínimos que viabilizam a instauração da ação penal”, concluiu o juiz que analisou a denúncia. Desde o recebimento da ação, a Justiça Eleitoral está encontrando dificuldades para ouvir os diretores do Futura, que alegam uma série de motivos para dificultar a realização dos interrogatórios. A primeira audiência do caso foi marcada para o dia 17 de maio deste ano, porém, a defesa dos diretores do Futura alegou que um dos sócios estava em viagem ao exterior.  Duas outras datas foram marcadas para a realização das audiências, mas nenhuma acabou sendo realizada. Na sessão marcada para o dia 28 de junho último, a defesa dos diretores do Futura alegou que já tinha audiência marcada para o horário. Na última tentativa, no último dia 06 de setembro, o interrogatório foi adiado por conta de uma nova viagem, desta vez, do advogado para tratamento de saúde. 

27/09/2012 / 0 Comments
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Clima esquenta no debate entre prefeitáveis de Vila Velha

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  O debate realizado entre os candidatos a prefeito de Vila Velha promovido pela Rede Vitória na tarde desta quinta-feira (27) começou ameno, mas esquentou quando os candidatos começaram a fazer perguntas entre si. A partir daí, a discussão sobre os problemas da cidade ficou em segundo plano e os candidatos passaram a trocar farpas sobre apoios políticos e questões pessoais.  Sobre os apoios políticos, o ex-prefeito Max Filho (PSDB) foi um dos alvos dessa discussão. Ele foi questionado sobre a possibilidade de ter o apoio do ex-governador Paulo Hartung em sua campanha caso consiga passar para o segundo turno. Mesmo após Vila Velha ter sofrido um duro embargo do então governador Paulo Hartung durante o período em que Max Filho esteve à frente da prefeitura.   Max disse que está olhando para o futuro e que todo o apoio neste momento é bem-vindo. Disse também que não quer governar a cidade olhando para o passado e sim para o futuro. O tucano também tentou apagar a imagem de isolamento, dizendo que não tem problemas de relacionamento com o governador Renato Casagrande.    A disputa mais destemperada, porém, ficou entre o prefeito Neucimar Fraga (PR) e o deputado estadual Rodney Miranda (DEM). Repetindo o discurso que vem sendo aplicado em Vitória pelo candidato Luiz Paulo, também apoiado por Hartung, Rodney disparou contra o apoio de Magno Malta ao palanque de Neucimar.    O prefeito bateu em um ponto fraco do candidato. Dizendo que o prefeito é ele e que o eleitorado o conhece, fazendo menção ao fato de Rodney ter ancorado sua campanha à imagem do ex-governador. O embate entre os dois se prolongou sobre esse tema polarizando parte do debate entre os dois candidatos.    Outro ponto tenso do debate se deu entre Neucimar e Max Filho, quando o ex-prefeito questionou a origem do patrimônio do prefeito, que rebateu listando os bens do candidato tucano.    Os outros dois candidatos, Babá (PT) e Alan Cláudio (Psol) tiveram o espaço reduzido por conta da polarização dos três candidatos a prefeito que aparecem como favoritos nas pesquisas. O clima do debate refletiu o cenário de indecisão e interferência política externa na disputa.   Vila Velha é o maior colégio eleitoral do Estado e de olho na disputa estão as três maiores lideranças políticas do Estado, o governador Casagrande, o ex-governador Paulo Hartung e o senador Magno Malta. As definições no município, assim como em Vitória, vão dar o tom da disputa eleitoral em 2014.   A situação fica ainda mais complicada porque o cenário está indefinido sobre o posicionamento dos candidatos que irão para o segundo turno. A pouco mais de uma semana para a eleição, os candidatos vão para o tudo ou nada.

27/09/2012 / 0 Comments
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Em ruínas: situação de prédio do IPAJM preocupa servidores

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    Desde o ano de 2007, as péssimas condições do prédio do Instituto de Previdência dos Servidores do Estado do Espírito Santo (IPAJM) têm sido uma ameaça à vida dos servidores que trabalham no local. A estrutura do prédio apresenta diversas rachaduras, fiações expostas, infiltrações e vazamentos, trazendo riscos reais para funcionários e usuários do IPAJM.   O prédio tem sua situação denunciada pelo Sindicato dos Trabalhadores e Servidores Públicos do Estado do Espírito Santo (Sindipúblicos) há muitos anos, mas nada foi feito. Durante esta semana, finalmente surgiu um fio de esperança para os servidores, que, após mobilização da categoria, chegaram a indicar uma paralisação para esta sexta-feira (28), que depois foi cancelada pelo sindicato.   Nesta quinta-feira (27), os trabalhadores se reuniram com a Secretaria de Estado de Gestão e Recursos Humanos (Seger) e receberam o compromisso de que, até esta sexta, receberão o resultado de uma análise sobre um novo prédio para abrigar a autarquia. Além disso, o governo do Estado se comprometeu a analisar a pauta de reivindicação da categoria, que abrange, além da situação do IPAJM, a promoção de servidores e a incidência das vantagens pessoais sobre extensão da carga horária, como pontos principais.   O Sindipúblicos espera que a situação seja resolvida o mais rápido possível. Segundo Rodrigo Rodrigues, da diretoria do sindicato e advogado no IPAJM, já duram dois anos as promessas de transferência dos serviços. “O prédio está ruindo”, alerta. Os trabalhadores dizem que o risco de incêndio, por exemplo, é sempre iminente. Além disso, quando chove, o local invariavelmente alaga. Segundo o advogado, a categoria tem a esperança de que a situação melhore com a entrada direta da Seger no processo de negociação.   Além das falhas estruturais, os equipamentos do local estão defasados e não possui acessibilidade adequada. “Cadeirantes, por exemplo, não têm acesso ao local”, afirma Rodrigues. A situação é crítica exatamente porque o IPAJM recebe muitas visitas de cadeirantes, além de aposentados e idosos, prejudicando em muito o funcionamento pleno das atividades. 

27/09/2012 / 0 Comments
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Presidente do CEDH protocola requerimentos sobre grampo

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o presidente do Conselho Estadual de Direitos Humanos (CEDH), Gilmar Ferreira, protocolou requerimentos no Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana (CDDPH) – órgão colegiado à Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SEDH) – de informações sobre o andamento de dois procedimentos abertos para apurar as interceptações telefônicas à Rede Gazeta ocorridos em 2003 e que vieram a público em 2005.     Um deles foi solicitado a partir de uma representação feita ao conselheiro pelo Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado (Sindijornalistas) e o segundo por iniciativa do CEDH, para que possa agir.    No ofício encaminhado ao presidente do CEDH o sindicato relembra que o grampo do principal grupo empresarial de comunicação do Estado teve ampla repercussão na mídia, até mesmo fora do país.    A ministra Maria do Rosário, que também preside o CDDPH, pode pautar os requerimentos para a próxima reunião, que deve acontecer em outubro, e reabrir os casos ou responder formalmente ao presidente do CEDH.    Para Gilmar, a atitude de grampear sem autorização é uma violência contra aquele que trabalha, além de ser uma violação aos direitos humanos. Ele ressalta que, depois do advento da Lei de Acesso à Informação Pública, é direito do cidadão saber do andamento dos processos.    Ele lembra ainda que a realização de audiências públicas pode ser uma das possibilidades a serem apontadas para que os atingidos pelos grampos ilegais possam se manifestar.    Em 2006, após ter sido revelado o evento dos grampos à Rede Gazeta, a Assembleia Legislativa instaurou a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Grampo. O objetivo era apurar as escutas em ligações feitas pelos jornalistas logo após a morte do juiz Alexandre Martins de Castro Filho, ocorrida em março de 2003. Na época, os trabalhos da CPI levantaram uma série de irregularidades nas interceptações feitas no Estado.    Apesar da promessa de um relatório bombástico contra o então secretário de Segurança Pública, o atual deputado estadual e candidato a prefeito de Vila Velha, Rodney Miranda (DEM), a CPI do Grampo terminou sem a leitura do relatório final. Na Justiça, o grampo na Rede Gazeta terminou com a condenação da operadora de telefonia Vivo (antiga Telest Celular), com o pagamento de indenização aos agentes públicos que comandavam as investigações. A empresa recorre da sentença.

27/09/2012 / 0 Comments
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Novo terminal marítimo deve impactar comunidades pesqueiras no sul do Estado

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  O Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema) tornou público que recebeu da empresa Itaoca Terminal Marítimo S.A o Estudo de Impacto Ambiental e o Relatório de Impacto Ambiental (EIA/Rima), relativo aos portos e terminais portuários com ou sem armazenamento e movimentação de granéis em Itapemirim, no sul do Estado. O terminal ficará próximo do maior porto pesqueiro artesanal do País, o Terminal Pesqueiro de Itaipava. Durante os debates que nortearam o Estudo de Impacto Ambiental (EIA), os pescadores da região demonstraram insatisfação com as intervenções que serão feitas na região. Na ocasião, a reclamação eram sobre as modificações nas correntes marítimas, que obrigariam os barcos a utilizar terminais de desembarque em outros municípios, entre eles Piúma e Guarapari, gerando novos custos e sobrecarga em outros terminais do Estado. Entre a população o receio do empreendimento está relacionado ao assoreamento da faixa litorânea em Itaipava, que chegou a levar o município a decretar situação de emergência na região. Na ocasião, a área afetada corresponde ao local onde está hoje a obra do píer de Itaipava, que permanece inacabada há cerca de três anos. O empreendimento, entretanto, justifica a sua implantação com base no apoio às atividades de exploração e produção de petróleo e gás,com o fim de eliminar os gargalos operacionais e suprir a deficiência de instalações especializadas na região. Os impactos diretos e indiretos estão descritos no Rima. O documento está exposto na sede do Iema, em Cariacica. O relatório também deveria estar exposto desde está segunda-feira (24), no site do órgão, mas isso não aconteceu.

27/09/2012 / 0 Comments
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Não há mais caranguejo no tamanho adequado à cata na Grande Vitória

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O defeso do Caranguejo-uça, que começa no Estado na próxima segunda (1), trouxe à tona a necessidade de preservação da espécie. Atingida pela doença do caranguejo letárgico em 2005, a espécie é cada vez mais difícil de ser encontrada em sua fase adulta, e segundo o diretor de projetos do Instituto Goiamum, Iberê Sassi, as larvas de caranguejos também estão diminuindo nos mangues capixabas. “A situação está muito ruim porque desde que houve a doença em 2005 a espécie não teve tempo para se recuperar completamente”, alertou ele. Na Grande Vitória, praticamente não há mais caranguejos no tamanho adequado pela cata e há uma quantidade cada vez menor de larvas nos manguezais. O problema, segundo ele, não diz respeito apenas à doença, mas também a diversas crises econômicas, ao desemprego e à facilidade de um cidadão conseguir a carteira de pescador, que implica em um aumento de 800 catadores na Grande Vitória em 2005, para aproximadamente dois mil este ano. Para combater o problema, segundo o especialista, uma série de debates entre o Ministério da Pesca, Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema), Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e entidades envolvidas vem ocorrendo com o fim de garantir a preservação da espécie. Entre as propostas citadas por Iberê, por exemplo, estão o aumento do tamanho permitido para a cata de seis para dez centímetros; aumento da fiscalização, e até mesmo uma moratória de três anos para garantir a recomposição do estoque, o que implicaria na criação de alternativas econômicas para os catadores. Ambientalistas apontam que a preservação da espécie vai além da questão ambiental e passa também pela preservação da cultura capixaba e dos catadores tradicionais que vivem da atividade nos mangues capixabas. O defeso que começa na próxima segunda-feira (1) vai até o dia 30 de novembro, e é para o caranguejo-uçá macho. Até 30 de dezembro, para as fêmeas.  No período serão proibidos a captura, manutenção em cativeiro, transporte, beneficiamento, armazenamento e comercialização do crustáceo.

27/09/2012 / 0 Comments
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