A central de produção da campanha do candidato a prefeito de Vitória Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB), em Bento Ferreira, foi assaltada na manhã desta sexta-feira (14). Por volta das 6h30, três homens armados chegaram ao local e renderam o vigia. Do local os bandidos levaram 11 computadores, equipamentos utilizados na produção dos programas do horário eleitoral na TV, rádio e impressos do candidato. Também foram levados R$ 850,00 da produtora. A ocorrência é investigada pelas polícias Civil e Federal. O candidato tucano informou o fato ao governador Renato Casagrande e ao secretário de Segurança, Henrique Herkenhoff. Em nota divulgada na tarde desta sexta, a coordenação da campanha tucana disse que “a campanha de Luiz Paulo foi mais uma vítima em uma cidade que convive diariamente com a insegurança e o medo”. Coincidentemente, o programa eleitoral do candidato, que foi ao ar nesta sexta, trata justamente da questão da Segurança Pública.
Frequentadores da Praia de Camburi querem sabatinar candidatos a prefeito de Vitória
A Associação de Amigos da Praia de Camburi (AAPC) convidou três dos seis candidatos à prefeitura de Vitória, Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB), Luciano Resende (PPS) e Iriny Lopes (PT) – que segundo a entidade, são os favoritos na disputa – para participar da primeira sabatina que vai discutir os problemas ambientais da Praia de Camburi . O debate, segundo a AAPC, tem o objetivo de aproximar o candidato da população, assim como permitir que dúvidas sejam sanadas. “Não haverá pergunta de candidato para candidato, somente de moradores aos candidatos, e todos responderão em um tempo pré-determinado”, explicou o presidente da entidade, Paulo Pedrosa. Até esta sexta-feira (14), o convite foi respondido apenas pela assessoria do candidato Luiz Paulo, que informou que no momento não encontrou espaço na agenda para participar do evento. Os outros candidatos ainda não responderam ao convite enviado nessa quinta-feira (13). Segundo Pedrosa, é importante que os candidatos se proponham ao diálogar com a comunidade que está preocupada com a nova gestão, sobretudo, ao que diz respeito à Praia de Camburi, fortemente impactada pela Ponta de Tubarão. Os moradores do bairro denunciam a poluição da água e da areia da praia. A AAPC é conhecida na Praia de Camburi por promover caminhadas educativas nas regiões menos frequentadas pelos banhistas, como dos recifes, no final da praia. Lá, segundo a entidade, é possível constatar o que já foi degradado e o que ainda precisa ser protegido na região. Além disso, a AAPC encabeça as denúncias relativas ao pó de minério na areia da Praia de Camburi e irregularidades no processo de extração de areia da região. A sabatina está marcada para o dia 30 deste mês, às 10h30. E deve acontecer in natura na Praia de Camburi, em frente à Ilha do Socó.
Casagrande institucionaliza balcão de negócios com créditos de ICMS
Depois de abrir brechas para a utilização dos créditos de ICMS, o governo do Estado vai garantir a institucionalização do “balcão de negócios” com os benefícios fiscais. Nessa quinta-feira (13), o governador Renato Casagrande sancionou a Lei nº 9.908, que vai garantir não só a utilização de créditos pelas empresas exportadoras – que acumulam os créditos em função da Lei Kandir – como a realização de leilões para a venda livre dos créditos no mercado. O assunto foi tema de uma reportagem na edição desta sexta-feira (14) no jornal Valor Econômico. Pela norma, as empresas exportadoras poderão se desfazer do estoque de créditos não utilizados em transações de compra e venda com terceiros. Os leilões serão regidos pelo Banco de Desenvolvimento do Estado (Bandes), que vai dar preferência às ofertas que apresentarem o maior deságio – diferença entre o valor utilizado na troca e o valor de face do crédito – e aos devedores do Fisco que oferecerem o maior pagamento em dinheiro no percentual do imposto devido. A nova legislação permite também a utilização dos créditos em até 90% do imposto relativo à importação de mercadorias ou bens de consumo, que devem ser pagas em dinheiro na entrada dos produtos. Com isso, o governo capixaba vai abrir um novo campo dentro da chamada “guerra fiscal”, que é a competição entre estados por melhores condições na entrada de mercadorias importadas. Será a primeira vez no governo Renato Casagrande que os empresários terão liberdade para negociar esses valores, que acabam repercutindo em prejuízos ao Estado, na visão de economistas. Uma vez que os créditos de ICMS são gerados mesmo sem a existência de débito. Com a possibilidade de negociação, as empresas exportadoras de matérias-primas, base industrial local, acumulam os créditos e podem transferi-los livremente, ampliado o lucro das atividades. Por conta dos dispositivos da Lei Kandir, as exportações não são tributadas, o que torna desnecessária a utilização dos benefícios. Desde o governo passado, a Fazenda capixaba não divulga dados sobre o quantitativo do estoque dos créditos de ICMS em poder das empresas. No entanto, fontes ligadas ao setor dão conta da existência de um acúmulo que supera a casa dos bilhões de reais.
Após pedido de reintegração de posse, sem terras mantêm ocupação em Montanha
As famílias do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), que ocuparam a Fazenda Palmeiras, em Montanha (extremo norte do Estado), nessa segunda (10), foram notificadas sobre a reintegração de posse em favor da família Simão, mas não deixaram a área. Segundo o MST, o prazo de 24 horas já se encerrou, mas as famílias não sairão. Segundo Edivaldo Bento, da coordenação estadual do MST, o assentamento que já existia no local abriga 73 famílias, mas 150 famílias ocupam a área, e muitos não têm para onde ir. “Sabemos que o juiz pedirá para sermos retirados pela polícia, mas também conhecemos as leis e, antes disso, os órgãos competentes devem ser informados, sobretudo os direitos humanos, para que acompanhem o processo”, ressaltou. Ele afirmou que a ocupação é uma das ações mais importantes do MST, por expor as contradições da questão agropecuária. O MST ressalta que a família Simão detém outras áreas para pecuária extensiva no Estado e na Fazenda Palmeiras, assim como outras propriedades na região, o latifúndio estaria dando lugar à plantação de eucalipto, principalmente para fornecer à Aracruz Celulose (Fibria), e ao plantio de cana-de-açúcar, o que promove o êxodo rural no norte e noroeste do Estado. O movimento explica que o extremo norte capixaba está entre as regiões com maior índice de concentração fundiária no Espírito Santo e, consequentemente, é uma região que concentra um grande número de famílias sem terra. Segundo o procurador da Defensoria Pública, Bruno Pereira Nascimento, a Justiça ainda deverá determinar a ação policial para realizar a desocupação, que deverá ser feita pela Batalhão de Missões Especiais (BME), devido ao número de pessoas. A expectativa dos sem terras é que a Justiça não permita exageros por parte da polícia.
Debate revela disputa de poder na Serra dentro do mesmo projeto
O debate realizado nesta sexta-feira (14) pela TV Tribuna entre os candidatos a prefeito da Serra confirmou um sentimento do eleitorado em relação à disputa: apesar da rixa entre os dois favoritos, seus projetos são semelhantes. O prefeito Sérgio Vidigal (PDT) e o deputado federal Audifax Barcelos (PSB) travaram uma dura batalha durante o debate sobre a atuação de cada um à frente da prefeitura, mas não houve apresentação de propostas novas. Enquanto Vidigal se defendia de acusações de que a prefeitura deixou de investir em determinadas áreas, Audifax cobrava uma continuidade de projetos que ele promoveu à frente da prefeitura. Seus projetos, porém, também representaram continuidade, já que foi sucessor de Vidigal, apoiado pelo prefeito. O debate mostrou também o clima tenso entre os dois candidatos por conta das questões políticas. O candidato do Psol, Professor Renato, foi quem desencadeou o processo de acusações mútuas por conta dos acontecimentos que antecederam a eleição de Vidigal em 2008. Audifax destacou que foi o único prefeito do País que não teve o direito à reeleição, enquanto Vidigal tentava colocar no adversário o rótulo de traidor raivoso, que havia abandonado o PDT. No que diz respeito às propostas para a cidade, os dois falaram dos projetos já existentes na prefeitura, iniciado por um ou por outro, mas que apresentavam o mesmo conceito de origem. Apesar de Audifax se colocar como alternativa à administração de Vidigal, sua plataforma de campanha segue o discurso de retomada do projeto que desenvolvia no município como prefeito, o que, por sua vez, representava a continuidade do trabalho de Vidigal, que o antecedeu. Ao todo, esse projeto tem 16 anos de vigência na Serra. O conteúdo do debate refletiu o processo que desenrola na Serra. A campanha é muito acirrada, com uma disputa territorial muito forte entre os dois candidatos. A eleição, porém, é baseada na disputa de poder. Já o candidato do Psol tentou apresentar um projeto de gestão popular, mas como o debate ficou mais focalizado entre os dois favoritos, teve pouco espaço para apresentar propostas. Na Serra, a eleição é prevista para dois turnos, assim como nos demais municípios da Grande Vitória. O cenário atual aponta uma vantagem para o prefeito na corrida eleitoral, mas nada que garanta, até o momento, a vitória no primeiro turno. A pouco mais de 20 dias da eleição, a expectativa é de que o clima fique ainda mais acirrado no município depois do debate desta sexta.
Desembargador nega pagamento de salários a ex-PM envolvido em crimes
O desembargador Arnaldo Santos Souza negou o pedido do soldado da Polícia Militar Geraldo Antônio Piedade Elias, do recebimento dos salários no período em que esteve preso. O ex-militar, acusado de participação em vários crimes, tentava reverter a decisão de 1º grau que negou o pagamento. No início deste ano, o ex-militar foi condenado à perda da patente em uma ação de improbidade. Na decisão, o magistrado considerou que o soldado Piedade já estava preso desde setembro de 1997, período anterior ao de recebimento dos salários pretendidos entre 28/12/2000 a 11/02/2010. Entretanto, Arnaldo Souza reverteu a condenação ao pagamento de multa por litigância de má-fé contra o ex-militar. “O simples fato de defesa ter deixado passar em claro que [soldado Piedade] permaneceu preso por outras circunstâncias durante o período que busca receber os vencimentos não configura, sob qualquer aspecto, a existência de litigância de má-fé, ou seja, não caracteriza deliberada alteração da verdade ou deslealdade processual”, avaliou. No último dia 24 de abril, a 2ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado (TJES) manteve a condenação à perda da patente do soldado Piedade. Ele foi condenado em fevereiro deste ano em uma ação de improbidade administrativa pela acumulação de cargos. Entre 1995 e 1997, o policial acumulou as funções de militar e o cargo de motorista na prefeitura da Serra. Geraldo da Piedade já foi condenado pelo assassinato do advogado Carlos Batista de Freitas (foto) e pelo sequestro, latrocínio e ocultação de cadáver de Célia Normanha, e seu filho, Paulo Roberto Normanha, herdeiros de uma das famílias mais tradicionais do Estado.
Tadeu Marino volta a defender a descentralização da saúde em artigo
O secretário de Estado da Saúde, José Tadeu Marino, voltou a salientar a necessidade de descentralização do atendimento na saúde e da atenção primária nos municípios. Em artigo publicado nesta sexta-feira (14) no jornal A Gazeta, o secretário ressaltou a importância do atendimento básico da saúde, que é prestado nos municípios e pode reduzir em 80% os problemas de saúde, além de desonerar os hospitais do Estado. No artigo, o gestor lembrou que o Estado investiu R$ 75 milhões na compra de leitos da rede privada em 2011 e deve aumentar o número de leitos comprados neste ano. Além disso, o secretário pontuou que o Estado abriu 155 leitos em hospitais da rede própria e em filantrópicos desde 2011. Na ocasião da audiência pública, ocorrida em 31 de agosto, que discutiu os desafios para a saúde pública do Estado, o secretário disse que é necessária a descentralização do atendimento à saúde, para que os moradores do interior do Estado não precisem se deslocar à Grande Vitória em busca de atendimento médico e internações. Ele lembrou que no ano passado foram abertos dez leitos em Guaçuí, no sul do Estado, e outros 26 em Barra de São Francisco, na região noroeste. Além disso, o secretário acrescenta que foram ampliados os leitos em hospitais filantrópicos como a Santa Casa de Cachoeiro de Itapemirim, no sul do Estado. Neste artigo, o secretário lembrou da responsabilidade dos municípios, que é prestar a atenção básica à saúde, podendo resolver até 80% dos problemas de saúde. Por isso, pontuou que a construção dos hospitais não é a solução, e sim a prevenção aos problemas de saúde nos próprios municípios. Tadeu Marino lembrou, ainda, que o governo do Estado financia 73 Unidades Saúde da Família (USF) em 47 municípios do Estado.
Sem papas na língua
Depois de engolir um papagaio, o gato de um rabino começou a falar e a questionar os dogmas da religião de seu dono. A história inusitada é o enredo da animação O Gato do Rabino, do diretor e ilustrador Joann Sfar, que adaptou os próprios quadrinhos para o cinema. A obra entra em cartaz no Cine Metropolis. O gato sem nome, mas de muita personalidade, é apaixonada pela filha do dono, a bela Zlabya. Os dois se divertem lendo grandes obras da literatura como O Vermelho e o Negro (1830), de Stendhal. Mas com medo do gato falante ser uma má influencia para a filha, o rabino tenta de toda maneira afastá-los. Para não se separar de sua amada, o felino aceita a condição de seu dono e começa a aprender mais sobre o judaísmo, mas sem deixar de contestar tudo que lhe é ensinado. Quando o rabino diz que o mundo foi criado por Deus há 5.700 anos, o gato responde que isso é um absurdo, pois o Caborno 14 prova que o mundo tem bilhões de anos. Com diálogos interessantes como esse, a animação francesa é uma obra sobre religião que não visa à conversão e sim à educação. O Gato do Rabino venceu o César da categoria em 2011, além do Grand Prix de la Ville d'Angoulême, prêmio máximo do maior festival de quadrinhos da Europa. Serviço O Gato do Rabino (Le chat du rabbin, França, 2011, 100 minutos, 12 anos) Cine Metropolis: 17h e 19h.
Governo abre crédito suplementar para gastos com pessoal no Tribunal de Justiça
O governador Renato Casagrande baixou decreto, nesta sexta-feira (14), abrindo crédito suplementar de R$ 54 milhões ao Tribunal de Justiça do Estado (TJES), para custear despesas com obrigações patronais. As verbas extras sairão do superávit do Judiciário e também do caixa do Poder Executivo. Com o auxílio da suplementação, o orçamento do TJES já supera R$ 900 milhões apenas este ano. De acordo com o texto, a maior parte dos recursos sairá dos recursos ordinários do Executivo (R$ 28,37 milhões). O restante das verbas terá origem no superávit financeiro do TJES no passado (R$ 25,63 milhões). O decreto governamental entra em vigência logo após a publicação no Diário Oficial do Estado. As novas verbas serão encaminhadas para a rubrica de contribuição previdenciária complementar. Até o mês de agosto, o tribunal não havia utilizado nenhuma das verbas previstas para este fim – cerca de R$ 11,13 milhões no orçamento original, de acordo com dados do Portal da Transparência do Judiciário. No início do ano, as verbas repassadas para o Judiciário eram de R$ 723 milhões. Com o auxílio de suplementações, a dotação orçamentária do Poder saltou mais de R$ 100 milhões e alcança R$ 937,8 milhões, maior patamar na história.
A ordem e a moral
No ano de 1988, na Ilha da Nova Caledônia, 30 policias foram mantidos reféns por um grupo que lutava pela independência. Uma tropa de soldados franceses é enviada ao local para restaurar a ordem e evitar uma tragédia. A princípio, eles tentam resolver o conflito sem violência, mas os interesses políticos se colocam acima de qualquer acordo pacífico. O fato verídico é retratado no filme A Rebelião, que estreia este final de semana no Cine Jardins. Mathieu Kassovitz, ator que protagonizou O Fabuloso Destino de Amelie Poulain (2001), é o francês que escreveu, dirigiu e estrelou o drama. Ele interpreta Philippe Legorjus, um militar especializado em negociação. Liderados por Dianou Alphonse (Iabe Lapacas), os separatistas são tratados como sequestradores pelo governo, num momento as vésperas da eleição política. O filme assume alguns aspectos de documentário e debates políticos entre o presidente socialista François Mitterand e o primeiro-ministro conservador Jacques Chirac são exibidos. Entre seguir a negociação ou ceder aos interesses políticos e provocar uma tragédia, Philippe Legorjus se coloca em um dilema e não sabe em quem confiar. Esse não é o primeiro filme de Mathieu Kassovitz como diretor: ele trabalhou em O Ódio (1995) e nos suspenses Rios Vermelhos (2000) e Na Companhia do Medo (2004). De forma crítica e pessoal o diretor revela os bastidores desse acontecimento polêmico e bastante distorcido pelo noticiário da época. O estrago feito em Nova Caledônia é sentido até hoje na ilha, que permanece sob o domínio francês. Antigos militares que estiveram envolvidos no episódio também participaram do filme. Serviço A Rebelião (L’ordre et la morale, França, 2011, 136 minutos, 14 anos) Cine Jardins – Shopping Jardins: Sala 1. 16h45 e 21h05.