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Século Diário

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Promotor licenciado ganhou mais no exterior do que colegas trabalhando

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Alvo de críticas do deputado estadual Sérgio Borges (PMDB), pelo fato de ter sido “premiado” pelo Ministério Público do Estado (MPES) com uma licença para estudar no exterior, o promotor de Justiça, Marcelo Barbosa de Castro Zenkner, ganhou no mês de agosto mais do que colegas na ativa. Dados do Portal da Transparência do MPES revelam que o promotor licenciado recebeu quase R$ 24 mil líquidos – com a ajuda de  penduricalhos –, vencimento superior ao de 14 promotores que também atuam na Promotoria de Justiça de Vitória.  Consta na folha de pagamento do MPES que, além do subsídio padrão do cargo de promotor de Entrância Especial (R$ 22.911,74), o promotor licenciado para realizar um curso de doutoramento em Portugal também recebeu indenizações e quantias retroativas. Com os descontos legais, Zenkner recebeu um total de R$ 15.393,00 líquidos. No entanto, os vencimentos foram engrossados com mais R$ 8.577,58 pagos sem qualquer desconto em folha.  Dentro destes pagamentos, Zenkner recebeu R$ 7 mil a título de restituição de valores – como também ocorre com demais membros, entre ativos, aposentados e até exonerados. Também compôs o contracheque do promotor o pagamento de R$ 1.577,58 pagos sobre a forma de indenizações. Chama a atenção que a própria listagem do MPES faz observações sobre os tipos de benefícios que são enquadrados dentro desta categoria, como o auxílio-alimentação, ajuda de custo, auxílio-saúde e outros desta natureza (com exceção de diárias).  No caso dos colegas de promotor que continuam trabalhando, 14 deles tiveram um vencimento liquido inferior ao de Zenkner. Na maior parte dos casos, a diferença ocorre nos valores dos penduricalhos em função do menor tempo de serviço. Uma vez que o subsídio da categoria vale para todos os promotores de Entrância Especial – mais alto posto entre os promotores de Justiça.  Em relação às quantias retroativas, as parcelas variam de acordo com o período – R$ 4 mil relativo a setembro de 1994 e setembro de 1998, e de R$ 3 mil relativo a janeiro de 2005 e junho de 2006, conforme explicação do MPES em nota enviada à imprensa.  Entre os promotores da Capital que receberam menos aparecem: Almiro Rocha, Andréa Teixeira, Carla Mendonça, Cássio Souza, Dilton Depes, Flávia Varejão, Ivan Soares Filho, Jucélia Marchiori, Larissa Muniz Abdelnor, Letícia Lemgruber, Letícia Rosa, Marcelo Lemos Soares, Renata Lordelo Colnago e Sabrina Coelho Fajardo.

05/09/2012 / 0 Comments
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Delegado defende tese de tiro acidental em morte de jovem em Linhares

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O assassinato da jovem Arielle Martins Pardinho, ocorrido na noite de segunda-feira (3) no apartamento do namorado, Marcos Rogério Amorim dos Santos Junior, em Linhares (norte do Estado), é mais um caso que envolve controvérsias entre famílias com relativo poder no interior do Estado. O delegado que preside o inquérito, Fabrício Lucindo Lima, em declarações para a imprensa nessa terça-feira (4), afirmou que acreditou na versão dada pelo acusado do crime, que declarou que puxou o gatilho durante o ato sexual, por acreditar que não havia munição na arma.    A família da jovem, que chegou do estado de São Paulo a Linhares há cerca de um ano, declarou que duvida da versão do acusado, já que a relação entre os namorados seria marcada por ciúmes e brigas. Os parentes de Adrielle acreditam que a cena do crime tenha sido adulterada e está certa de que o acusado será inocentado justamente por isso.    Embora o estudante tenha se apresentado e confessado que disparou a arma – pela qual não tinha porte – e que ligou para o pai, Marcos Rogério Amorim dos Santos, e foi retirado da cena do crime por ele, Marcos Rogério não ficou detido pelo crime, já que se apresentou espontaneamente. O pai do acusado – que em primeiro depoimento afirmara que não havia dado fuga ao filho – voltou atrás e assumiu que violou a cena do crime e ainda deu fuga ao acusado. Pai e filho entraram e saíram pela porta da frente do Departamento de Polícia Judiciária (DPJ) de Linhares, como se eles fossem as vítimas.   Até aqui o que se apresenta é uma trama que levaria o cidadão de periferia e sem recursos a arcar com a defesa na prisão: um assassinato, cometido com uma arma sem registro, por uma pessoa sem porte, que é retirada da cena do crime (violada para que isso aconteça) e se apresenta no dia seguinte, admitindo que cometeu tal crime. A vítima, nesse caso, também foi responsabilizada pelo acusado, em tese propagada pelo delegado Fabrício Lucindo.    Em entrevista exibida pelo telejornal ESTV 2ª Edição, o delegado presidente do inquérito afirmou que o acusado declarou que foi um pedido da vítima que a arma fosse colocada em sua boca durante o ato sexual. A tentativa de culpar a vítima é prática comum entre acusados de crimes que têm vítima fatal.    O fato de o pai do acusado ter mentido em primeiro depoimento, dizendo que não havia retirado o filho da cena do crime e depois de confrontado com as evidências de perícia, que constatou sangue no carro da família, ter admitido que violou a cena do crime para dar fuga ao filho, não pesou para que nenhum deles permanecesse preso.    Outros casos   Culpabilizar e desmoralizar vítimas de crimes de repercussão já foi expediente adotado por outros acusados em casos apurados pelo delegado Fabrício Lucindo. Na ocasião do assassinato de Mateus Ribeiro dos Santos, o Mateusão, ocorrido no dia 5 de abril deste ano, que era testemunha no crime do sindicalista Edson José dos Santos Barcellos, antes mesmo da prisão do acusado da execução, Vitor dos Santos Ferreira, conhecido como Vitinho, o delegado já havia afirmado que a tese mais forte para o crime seria o crime de vingança, já que a testemunha teria assassinado o pai e o primo do executor há 20 anos.   No entanto, “Mateusão” havia denunciado estar ameaçado de morte pelo prefeito de Conceição da Barra (norte do Estado) e acusado do mando na morte do sindicalista, Jorge Donati (PSDB) 23 dias antes da execução, à presidência do Tribunal de Justiça do Estado (TJES).   Outro caso envolvendo a morte do sindicalista, em julho de 2010, e apurado pelo mesmo delegado, não foi relacionado ao crime. Oito dias depois do assassinato do sindicalista, o piloto de fuga (e enteado de Mateusão), Diones dos Santos, conhecido como Porquinho, foi morto em Linhares. O inquérito também correu na Delegacia de Crimes contra a Vida (DCCV) de Linhares e foi apurado por Fabrício Lucindo, que concluiu que Porquinho havia sido vítima de guerra de gangues no município. No caso de Diones, assumiu a responsabilidade pela morte um traficante conhecido na região como Dirlei.   Questionado por Século Diário em abril deste ano, o delegado Fabrício Lucindo disse desconhecer a participação de Diones. “Não tenho a informação que o Porquinho tenha participado do crime do sindicalista, e sim que ele havia sido convidado”.    Ao ser informado pela reportagem que o inquérito policial aponta que Porquinho era piloto do carro que levou os sequestradores ao encontro do sindicalista e que ele deu fuga aos criminosos, o delegado afirmou ser essa uma nova informação para ele, embora conste no inquérito que apurou a morte do sindicalista Edson Barcellos.    Mateusão havia entendido a dinâmica do crime que vitimara seu enteado e, no momento em que recebeu a informação que estaria ameaçado de morte por Jorge Donati, por meio de um colega ex-policial militar, amigo de outro que esteve preso com o prefeito no início do ano, entre 31 de janeiro e 15 de fevereiro deste ano, se apressou em denunciar a ameaça ao TJES, perante o assessor especial da Presidência do Tribunal, o juiz Paulino José Lourenço, e o procurador de Justiça Sócrates de Souza. A execução de Mateus ocorreu em 5 de abril, mas neste caso houve quem assumisse a responsabilidade, o executor Vitinho.

05/09/2012 / 0 Comments
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Movimentação em Cachoeiro busca fechar espaços de Magno Malta

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O mercado político de Cachoeiro de Itapemirim, sul do Estado, ainda tenta entender como será a movimentação eleitoral envolvendo o ex-governador Paulo Hartung e o senador Ricardo Ferraço – ambos do PMDB – e o pai do parlamentar, o deputado estadual Theodorico Ferraço (DEM), na disputa deste ano. Mas, nos bastidores, já começam a surgir as leituras sobre essa dinâmica, que se expande para o município de Itapemirim, também sob a influência do grupo de Ferraço. Esta semana, o ex-governador assumiu o apoio à candidatura à reeleição do prefeito de Cachoeiro, Carlos Casteglione (PT), criando uma polêmica sobre o posicionamento do senador Ricardo Ferraço no cenário eleitoral. Isso porque, Theodorico apoia a candidatura do deputado estadual Glauber Coelho (PR). A aparente incompatibilidade, porém, não se efetiva. Haveria uma costura entre essas lideranças para fechar o espaço político do senador Magno Malta, correligionário de Glauber, no município. Hartung e Malta travam uma disputa de poder nos bastidores da eleição, visando a um melhor posicionamento para a disputa estadual, em 2014. Nesse sentido, Hartung vai para o palanque de Casteglione, mas Theodorico e Ricardo Ferraço permanecem no palanque do republicando, colocando na candidatura de Glauber o DNA do grupo de Hartung, já que a eleição está indefinida no município e não é possível fazer apostas definitivas. Assim, independentemente do resultado, o grupo ocupará o espaço político como vencedor, impondo uma derrota a Malta. Para convencer Theodorico a entrar no jogo, os comentários na região são de que além de Cachoeiro, a costura envolve o município de Itapemirim, que hoje é administrado pela mulher de Ferraço, a prefeita Norma Ayub (DEM). Ela tenta fazer o sucessor Estevão Machado (PMDB), mas encontra dificuldade. Ganharia então o reforço do PT em sua chapa para garantir a eleição do peemedebista. Glauber Coelho conta em seu palanque com os apoios de Ferraço, Magno Malta, do ex-prefeito Roberto Valadão (PMDB) e do ex-deputado estadual José Tasso (PMDB). Ele largou na frente na corrida eleitoral, mas durante o processo houve um crescimento de Carlos Casteglione, que hoje supera o republicano na disputa. Mesmo assim, a eleição está indefinida no município, que tem uma disputa polarizada este ano.

05/09/2012 / 0 Comments
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MP do Código Florestal entra na pauta da Câmara dos Deputados

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A Medida Provisória 571/12, do Código Florestal, será mantida na pauta da Câmara dos Deputados mesmo sem acordo para a votação. A garantia é do presidente da Casa, Marco Maia (PT-RS). Segundo ele, caberá ao Plenário decidir. A matéria pode ser votada entre esta quarta e quinta (5 e 6), no chamado esforço concentrado de votações, por conta do período eleitoral.   A bancada ruralista, porém, já expôs sua estratégia. Os defensores do agronegócio indicam que irão obstruir a apreciação da MP caso o governo Dilma não cumpra o acordo feito na comissão mista na última semana. O governo federal reclamou de não ter participado das negociações e defende o texto original da matéria.   O acordo entre parlamentares, alterou, sobretudo, a recomposição de áreas degradadas, desagradando a presidente Dilma Rousseff e a bancada ambientalista. Onde antes seriam recompostos 20 metros de área degradada (no caso de propriedades de 4 a 15 módulos), após o acordo, reduziu para 15 metros.    Se houver vetos, os ruralistas trabalham com a possibilidade da MP ser invalidada, enquanto ambientalistas e governo pressionam pela votação na Casa. A MP 571 precisa ser votada no Plenário da Câmara e do Senado até o dia 6 de outubro, quando perde a validade. Por parte do governo, a presidente já deixou claro que quer a votação o mais breve possível.    Marco Maia reconhece que esta será a última tentativa de evitar que a MP perca a validade por decurso de prazo. Caso isso aconteça, vários pontos do novo código vetados pela presidente Dilma Rousseff ficarão sem previsão legal, já que a MP preenche essas lacunas.

05/09/2012 / 0 Comments
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Assembleia reage aos supersalários no MPES e anuncia fiscalização

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Depois do anúncio do Tribunal de Contas do Estado (TCE) de ações contra os supersalários no poder público, a Assembleia Legislativa também decidiu assumir a briga pela devolução de pagamentos acima do teto constitucional. Nesta quarta-feira (5), o presidente da Comissão de Finanças, deputado Sérgio Borges (PMDB), criticou o grande número de “furões do teto” no Ministério Público Estadual (MPES) e prometeu medidas do Legislativo para acionar os promotores e procuradores de Justiça que receberam salários acima da lei.  Para o deputado, não há necessidade de uma legislação específica para combater os supersalários na administração, como sugeriu o conselheiro do TCE, Sérgio Aboudib. “A lei já existe, é só cumprir. Temos a obrigação de apurar isso. Ninguém pode ganhar mais do que a lei. Quem recebeu a mais tem que devolver e pode ser alvo de ações de improbidade”, observou, em clara alusão a escândalos denunciados pelo MPES que envolviam diárias de parlamentares.  No pronunciamento, Borges anunciou que vai propor uma reunião do Colégio de Líderes para discutir os supersalários na administração pública e negou que a iniciativa seja motivada por revanchismo. “Não tiro o Ministério Público pela injustiça de alguns promotores. Mas eles vão atrás de deputados sem prova, fazem um processo xerocado, escolhem até quem vão punir, apenas para tentar colocar o Legislativo de quatro”, criticou o parlamentar, que foi condenado recentemente no Tribunal de Justiça pelo desvio de diárias no valor de R$ 6,9 mil.  O peemedebista também criticou a política dos “dois pesos e duas medidas” em relação ao tratamento do Legislativo e os demais poderes. “Ninguém pode mexer com quem tem caneta vitalícia. Todos aqui recebem os salários dentro da lei. É preciso que se faça justiça ao Legislativo, a ‘Geni dos poderes’. Não podemos ficar calados, enquanto dão uma viagem ao exterior como prêmio para o promotor [responsável pelas denúncias]”, criticou.  Segundo levantamento nos dados fornecidos pelo MPES, mais de 300 servidores da instituição receberam acima do teto no mês de agosto. A própria cúpula do Ministério Público admite o pagamento dos chamados “penduricalhos legais”, que tratam de quantias retroativas nas quais os membros da instituição têm direito. Elas variam entre R$ 3 mil e R$ 7 mil, pagos mensalmente sem qualquer desconto não apenas ao pessoal da ativa, mas também a aposentados e até mesmo a servidores exonerados.  Um dos servidores que recebeu vencimentos acima do teto foi o próprio chefe da instituição, o promotor Eder Pontes da Silva. Em agosto, ele recebeu R$ 22.911,74 como subsídio, mais R$ 6.873,52 como verba remuneratória. Os valores sofreram um desconto R$ 7.799,20, porém, ele recebeu R$ 9.014,27 a título de indenizações e outras remunerações, sem qualquer tipo de desconto.

05/09/2012 / 0 Comments
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Fazenda ocupada pela Aracruz Celulose no Sapê do Norte é desapropriada

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A área denominada Fazenda Sapê do Norte, em São Mateus, que abrange os córregos das Piabas, do Sapato,do Juquita e do Aimirim, ocupada pela Aracruz Celulose (Fibria) na década de 70, foi declarada de utilidade pública, para fins de desapropriação, pelo prefeito municipal em exercício, Mauro Jorge Peruchi. Segundo as famílias descendentes de quilombos, que pleiteiam a área há anos, esta é tradicionalmente quilombola e foi invadida pela transnacional.    O Decreto nº 6.435/12 informa que área em questão tem 822 mil metros quadrados, de um todo de mais de 10 milhões de metros quadrados, que se limita ao norte, ao sul, leste e a oeste com a empresa. A fazenda foi avaliada em R$ 2 milhões pela Comissão de Avaliação de Imóveis designada pela Portaria n° 1.311/12 e a documentação visando à legalização da desapropriação será providenciada pela Secretaria Municipal de Administração.     A região do Sapê do Norte, que abrange os municípios de São Mateus e Conceição da Barra, é a mesma que viu nascer o processo violento de criminalização das comunidades quilombolas que resistiam na região em meio a conflitos agrários gerados pela ocupação de terras pelos monocultivos de eucalipto, iniciados e mantidos há mais de 40 anos pela Aracruz Celulose (Fibria).   Segundo o relatório “Impactos do monocultivo em direitos humanos de grandes projetos”, havia uma lógica antes de a Aracruz Celulose chegar nestas terras, que era a lógica das terras livres. Estas terras foram ocupadas com o fim da escravidão, estes negros não estavam lá por acaso. São a prova da resistência. Mas a empresa e o governo arranjaram um jeito de expulsar os quilombolas e defender que ali não era terra de ninguém”.   Em resumo, estas comunidades foram submetidas a ameaças; força policial; parcialidade da Justiça local e estadual – chegaram a mover 130 policiais munidos e apoiados por cachorros, cavalos e micro-ônibus para coagir os negros –, sob a justificativa de que a área ocupada pela Aracruz era e sempre foi terra particular da empresa.   As histórias de requerimento de terras do Estado por funcionários da Aracruz Celulose estão relatadas ponto a ponto no relatório, demonstrando inclusive a venda posterior das mesmas terras à transnacional, por preços muito acima do mercado.    

05/09/2012 / 0 Comments
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Governo inicia contra-ataque à reeleição de Theodorico Ferraço

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Recentemente, o presidente da Assembeia, deputado Theodorico Ferraço (DEM), fez uma brincadeira durante a sessão, dizendo que gostaria de ver o primeiro secretário da Mesa Diretora, deputado Roberto Carlos (PT), na presidência da Casa. Mal sabia o demista que a coisa ficaria séria. Nos bastidores da discussão sobre o processo, o governo estaria articulando um contra-ataque à permanência de Ferraço à frente do Legislativo, se movimentando em favor do petista. O governador Renato Casagrande já teria consultado interlocutores sobre ideia, que vem sendo bem vinda nos meios políticos. Roberto Carlos é deputado de primeiro mandato, mas construiu nesse tempo um trânsito bom no plenário e fora da Assembleia. Na primeira secretaria da Mesa, o parlamentar ganhou liberdade e teve participação em situações de visibilidade, como na coordenação do concurso da Casa e na divulgação dos salários da Assembleia, com o portal da transparência. Fora isso, o perfil de Roberto Carlos vai ao encontro da necessidade do governo para manter a unidade com o Legislativo, o que não seria garantido com a personalidade explosiva de Ferraço. No plenário, o nome do petista é palatável para os demais deputados, o que pode facilitar a manobra palaciana. Os parlamentares tendem hoje a aceitar a reeleição de Ferraço, devido ao fortalecimento que ele empregou na Casa. Mas o perfil da Assembleia nas últimas legislaturas, de acatar os nomes indicados pelo Palácio Anchieta para a presidência do Legislativo, é um fator que vai pesar na eleição de fevereiro do próximo ano, até porque o ambiente político será outro. Um acordo entre o Executivo e o Legislativo, conquistado depois de muito embate entre os Poderes, teve uma deliberação para que a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que permite a reeleição à presidência da Casa seja votada apenas depois da eleição de outubro próximo. Como a Casa tem 13 deputados concorrendo a prefeituras Estado afora, quem sair vitorioso do processo eleitoral pode eleger o governo como uma prioridade, já que diante das dificuldades financeiras previstas para as prefeituras no próximo ano, uma parceria com o governo do Estado pode se tornar essencial.

05/09/2012 / 0 Comments
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MST realiza marcha para denunciar pulverização de famílias por fazendeiro

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    O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) fez uma marcha de protesto na manhã desta quarta-feira (5) em Cachoeiro de Itapemirim (sul do Estado). Apoiaram a marcha estudantes, sindicalistas e representantes de igrejas. Os manifestantes foram às ruas com o objetivo de denunciar a contaminação de famílias assentadas, que foram literalmente pulverizadas pelo fazendeiro Martim Adalmo Venturim, que continua impune.    Segundo o MST, em junho deste ano, 75 famílias foram vítimas da pulverização no assentamento José Marco de Araujo dos Santos, situado dentro da Fazenda Santa Maria, em Presidente Kennedy. O fazendeiro Marim Adalmo Venturim teria ordenado aos seus funcionários que se aproximassem do assentamento com o trator carregado de agrotóxico.    Na ocasião, 18 pessoas foram hospitalizadas, entre elas, crianças e uma grávida de seis meses, que acabou perdendo o seu bebê.    Segundo o MST, a reação do fazendeiro se deve a insatisfação com a decisão do Incra, em 2009, que destinou 14 hectares da área para a construção do assentamento. Atualmente, a questão está sob análise do Superior Tribunal de Justiça (STF).   Porém, diante da impunidade das ações do fazendeiro a pressão sofrida pelas famílias é cada vez maior. As famílias denunciaram, na última semana, a contaminação da água utilizada para beber.     “Eles soltaram o gado para cá e uma vaca atolou onde nós tiramos a água pra beber. Ela se machucou muito e não tinha condições de ser removida sem ser sacrificada. Pedimos ao fazendeiro, mas isso não ocorreu a tempo de evitar a contaminação. Ao todo, a vaca ficou lá uma semana adoecendo e contaminando a água”, contou um dos assentados que  preferiu não se identificar, temendo represálias.   Circula entre os assentados que a pressão se dá também sob o meio ambiente, visto que os venenos jogados nas famílias também são despejados indiscriminadamente próximos às áreas de floresta na região, poluindo o solo e a água.     Segundo o MST, o movimento está mobilizado para pedir a agilidade da Justiça e denunciar à sociedade os crimes cometidos pelo fazendeiro.   Para o coordenador do MST, Marco Carolino, o movimento cobra o respeito ao direito dos assentados já estabelecido pela emissão de posse da área.    A pulverização das famílias já foi denunciada ao Incra e à Ouvidoria Agrária Nacional, que vem acompanhando o processo por meio do trabalho do desembargador Gercino José da Silva. 

05/09/2012 / 0 Comments
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Custo versus benefício

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  Acuado pelo Conselho Superior do Ministério Público Federal (CSMPF) e pela sociedade civil, o Ministério Público Estadual (MPES) foi obrigado a, finalmente, abrir sua “caixa-preta”, conforme determina a Lei de Acesso à Informação. O órgão, na figura do seu procurador-chefe, Eder Pontes, vinha tentando de todas as maneiras driblar a legislação para manter os contracheques de seus membros em sigilo. Não deu mais para represar os dados.    A esperada divulgação dos ganhos de promotores e procuradores do MP capixaba não trouxe surpresas. Revelou altos salários atrelados a penduricalhos (legais) generosos. Os ganhos extras engordam os contracheques e fazem inveja a maioria dos trabalhadores, que no final do mês, em vez de penduricalhos, veem seus salários serem engolidos por infindáveis descontos. Por ironia do destino, parte desses descontos é destinada justamente para pagar os salários de promotores e procuradores.    Para se ter uma ideia da conta que pagamos, um dos procuradores chegou a receber no mês de agosto mais de R$ 75 mil. No item que vem identificado como outras remunerações, o procurador recebeu mais de R$ 43 mil, ou seja, o valor dos agregados é maior que o salário.   Quando o assunto é penduricalhos o atual chefe do MP, Eder Pontes, e o seu antecessor, Fernando Zardini, também não ficam atrás. Entre salário e “agregados” Pontes recebeu quase R$ 40 mil no mês passado. Já Zardini, com os descontos, recebeu um pouco menos, cerca de R$ 31 mil.    Pelo menos 81 membros do MPES, só em agosto – único mês que teve os dados abertos -, receberam acima do teto constitucional, que é de R$ 26,7 mil.    A própria assessoria do MPES admitiu que os dados estavam prontos há cerca de três meses. Esperaram, provavelmente, até o último momento para divulgá-los. Quando não deu mais para segurar, soltaram.    Mas liberaram os dados pela metade. Ora, se os dados estavam prontos há mais de três meses, por que o MP não liberou de uma vez os ganhos dos meses anteriores? Será que era para não chocar a população num supetão? Além de ser a instituição retardatária do Estado a abrir seus dados, o MPES permitiu o acesso apenas parcial às informações.    Independente dos altos ganhos dos membros do MPES, que vão se apressar para dizer que os penduricalhos são todos legais, as informações (parciais) reveladas deixam uma pergunta: o trabalho desenvolvido por procuradores e promotores do Ministério Público Estadual vale cada centavo do dinheiro do contribuinte? Será que a chamada relação custo-benefício, nesse caso, se justifica?

04/09/2012 / 0 Comments
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Pelas beiradas

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O ex-governador Paulo Hartung (PMDB/foto) demonstra desenvoltura em aproveitar a brecha deixada por Renato Casagrande na eleição deste ano, diante da dificuldade do socialista de assumir candidatos – tanto para preservar o leque de apoio de 16 partidos, quanto pelo fato de o PSB ter o maior número de candidatos a prefeito. No momento em que Hartung deveria estar recolhido, por conta das graves denúncias que atingem seu governo, consegue convergir holofotes em seu favor, com movimentações em municípios estratégicos. Como é o caso de Vitória, onde entra em barca premiada, com a candidatura de Luiz Paulo Vellozo Lucas, e agora em Cachoeiro de Itapemirim (sul do Estado), pegando carona na subida do prefeito Carlos Casteglione (PT) na disputa. Ambos com chances de Vitória. A estratégia bem feita utilizada por Hartung tem garantido a ele visibilidade, enquanto Casagrande, embora muito cobiçado e com palanques de peso na mão, ainda ensaia tímidos e poucos apoios, entrando até agora, mesmo assim devagar, apenas na eleição em Vila Velha. Pelo andar da carruagem, se Casagrande não souber aproveitar a vantagem, será engolido pela astúcia de Hartung. O tempo corre.      Duas medidas A propósito, o apoio de Hartung ao prefeito petista, se de fato renderá lucros, só saberemos depois do resultado das urnas, em 7 de outubro. O que é diferente no caso do deputado federal Camilo Cola (PMDB). Embora conhecido por se utilizar de seu poder econômico para levar mandatos em Brasília, em Cachoeiro, Camilo representa votos. Esses certamente serão contabilizados para Casteglione.    Ops! Ainda no município, chamou atenção na festança realizada na noite dessa segunda-feira (3) por lá, com mais de mil pessoas, o discurso do vice-governador, Givaldo Vieira (PT). Disse que estava no evento representando Casagrande, que apoia Casteglione. Detalhe: o PSB do governador está com Glauber Coelho (PR). Por que será que Givaldo nunca fala por si só? Não tem expressão?   Ops II! Por falar nisso, virou moda anunciar apoios em nome do governador Renato Casagrande. A lista de episódios semelhantes já é extensa.    Opostos A eleição em Vitória, aliás, mostra bem a diferença entre o ex-governador Paulo Hartung (PMDB) e o senador Magno Malta (PR) na escolha de palanques eleitoral. Um só entra candidatura moleza. Já o outro não considera favoritismo fator determinante para selar apoio. São dois extremos.    Opostos II Hartung está com Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB), candidato forte na eleição e que lidera as pesquisas divulgadas até agora. Enquanto Magno Malta abraça uma situação difícil, que é alavancar a disputa em favor de Luciano Rezende (PPS), no esforço de levar a disputa para o segundo turno. Nesse caso, entre o tucano e o deputado estadual.    Não sustentou A queda nas pesquisas do tucano José Serra na disputa pela prefeitura em São Paula deixa o PSDB em alerta. Serra saiu na frente, mas já foi ultrapassado pelo candidato do PRB, Celso Russomanno, e alcançado por Fernando Haddad (PT) – o petista e Serra estão agora empatados tecnicamente. Não significa, porém, que o resultado tenha efeito dominó nas demais capitais, mas vale o registro.    Rápida no gatilho A deputada federal Rose de Freitas (PMDB) veio rapidamente ao Estado, para apagar incêndio na eleição de Santa Maria de Jetibá (região serrana). Conhecida por emplacar emendas federais e melhorias no município, se valerá de seu prestígio para levantar a candidatura de Lorival Berger (PSB), que aparecia em desvantagem na disputa. Ao que parece, já surtiu efeito.  Bola fora O governo Renato Casagrande está muito mal nessa história do Museu ÁfricaBrasil, em São Mateus (norte do Estado), idealizado pelo jornalista e historiador Maciel de Aguiar. Enquanto o Estado não se empenha em manter o espaço em solo capixaba, o Ministério da Educação faz de tudo para levar o museu para Salvador. O governador da Bahia Jacques Vagner, ao contrário, não quer perder tamanha oportunidade. Ainda dá tempo de reverte o jogo, Casagrande!   140 toques “A velha prática do autoritarismo de cercear a liberdade de expressão vem à tona nestas eleições com Luiz Paulo”. (Candidata do PT, Iriny Lopes, no Twitter).   PENSAMENTO: “A política não se faz com discursos, festas populares e canções; ela faz-se apenas com sangue e ferro”. Otto Bismarck

04/09/2012 / 0 Comments
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