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Século Diário

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Pelo menos três deputados não devem voltar à Assembleia

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  Dos 13 deputados estaduais que disputam as eleições municipais deste ano, três deles terão vida fácil na disputa e não devem retornar ao plenário em 2013, se tudo correr como eles esperam. Solange Lube (PMDB), em Viana, está em uma disputa fácil. Liberada pela Justiça Eleitoral, ela agora só administra a vantagem. Outros dois candidatos favoritos vão depender da Justiça, mas por motivos diferentes. Em Aracruz (norte do Estado), se o deputado estadual Marcelo Coelho (PDT) conseguir reverter a decisão em primeira instância que impugnou sua candidatura, não terá problemas para vencer a eleição. A situação dele na Justiça, porém, é complicada. Além de duas condenações na Vara dos Feitos da Fazenda do município – uma por receber diárias irregulares como vereador e outra por convocação irregular da Câmara municipal como prefeito –, o deputado também teria problemas com o Tribunal de Contas. Outro que está de olho nas decisões judiciais é o deputado estadual Henrique Vargas (PRP). A candidatura dele está liberada e seu principal adversário, Luiz Pereira (PP), pode ter confirmada a impugnação de sua candidatura. Mas se a Justiça liberar o ex-prefeito para a disputa, a situação de Vargas ficará mais complicada. Os demais deputados-candidatos têm disputas duras pela frente e suas   eleições não estão nada garantidas. Marcelo Santos (PMDB), Lúcia Dornellas (PT) e Sandro Locutor (PV) disputam em Cariacica. O peemedebista lidera a corrida eleitoral, mas o grande número de indecisos dificulta a garantia de vitória. Luciano Rezende (PPS) está em segundo na corrida eleitoral pela Capital e tem chances de ir para o segundo turno. Luciano Pereira (DEM) terá uma dura disputa eleitoral contra o ex-conselheiro do Tribunal de Contas, Enivaldo dos Anjos (PSD). Em Cachoeiro de Itapemirim (sul do Estado), Glauber Coelho (PR) travará uma batalha com o atual prefeito Carlos Casteglione (PT), que vem recuperando capital político. Já em Colatina, o deputado Josias Da Vitória (PDT) ainda não conseguiu captar na oposição os votos de seu aliado político, o deputado federal Paulo Foletto (PSB), e está em desvantagem em relação ao prefeito Leonardo Deptulski (PT). Rodney Miranda (DEM) está estacionado em terceiro na corrida pela prefeitura de Vila Velha, atrás do prefeito Neucimar Fraga (PR) e do ex-prefeito Max Filho (PSDB). Gildevan Fernandes (PV) também precisa resolver os problemas na Justiça disputar a eleição em Pinheiros, assim como o deputado José Carlos Elias (PTB), em Linhares. Ambos municípios do norte do Estado.

05/08/2012 / 0 Comments
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Papo de Repórter

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  JOSÉ RABELO e RENATA OLIVEIRA       O ex-governador Paulo Hartung (PMDB) mexeu com o mercado político esta semana, com suas movimentações em direção a aliados e ex-adversários políticos. Em meio a isso, mais uma traição partidária. Papo de Repórter analisa o tabuleiro eleitoral na disputa de poder entre Hartung e Renato Casagrande.     Renata – O que chamou mais atenção no cenário político esta semana foi sem dúvida as movimentações do ex-governador Paulo Hartung com aliados e até com antigos desafetos. Essas movimentações deixam exposta a necessidade do ex-governador buscar espaço político no embate contra o governador Renato Casagrande, visando um equilíbrio de forças que será colocado em prova em 2014. Pelo jeito, Hartung está perdendo terreno, porque ele tem andado muito no Estado, não acha? José Rabelo – É verdade. Pelo jeito, ele deve ter percebido que as bases que Casagrande construiu no período pré-eleitoral são bastante sólidas e ele precisa correr atrás do prejuízo. Prova disso foi a declaração de apoio ao prefeito de Guarapari, Edson Magalhães (PPS), que além de estar em um arco de alianças oposto ao do candidato natural do partido, o socialista Ricardo Conde, também tem problemas, e sérios, na Justiça. Neste sentido, Hartung vai de encontro a posições que ele defendeu em pleitos passados, quando chegou a pedir publicamente ao eleitor que não votasse em candidato com condenação. Magalhães tem várias, duas delas, inclusive, pedem a cassação de seus direitos políticos.   Renata – Nessa movimentação de Hartung, procurando palanques favoritos para se fortalecer, dividindo a vitória com os prefeitáveis que devem vencer os pleitos, ele passou por cima de muita coisa. Primeiro, por cima do PMDB e depois por cima de suas posições. Quanto ao PMDB, não é nenhuma surpresa. Basta ver o longo histórico de entra e sai de partido que marca a trajetória política do ex-governador. Tanto, que ele evita como pode disputar uma eleição nacional, porque sabe que é persona non grata na maioria das Executivas Nacionais. José Rabelo – Esse descompromisso do ex-governador com o PMDB está ligado ao fato de que ele e seus aliados estão de malas prontas para o ninho tucano. Como ele não tem mandato, não teme o risco de se enquadrar na questão da infidelidade partidária. Até porque o presidente regional do PMDB, deputado federal Lelo Coimbra, também é apadrinhado dele, aliás, só chegou a essa posição por conta da ligação com o então governador Paulo Hartung. Por isso, ele vem a público dizer que está “livre, leve e solto”. Quem vai questioná-lo? Renata – Isso só reforça uma ideia antiga de que Hartung é um político de grupo e não tem qualquer coloração partidária. Seus aliados já estão trabalhando na campanha do tucano Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB) em Vitória. Uma espécie de preparação para a chegada de Hartung ao ninho tucano. E por falar em ninho tucano, Hartung também trabalha em um outro caminho no sentido de se fortalecer para 2014. Ainda no ano passado, comentávamos aqui no Papo de Repórter, o fato de que Hartung estaria tentando se aproximar de seus antigos desafetos. Isso agora se concretiza com essa aproximação que estaria acontecendo com o ex-prefeito de Vila Velha, Max Filho (PSDB).   José Rabelo – Na sabatina da Rádio CBN Vitória, dessa sexta-feira (3), deu para perceber claramente qual é a orientação de Hartung para o seu principal candidato, o deputado estadual Rodney Miranda (DEM). Durante quase toda a entrevista, ele sempre que apareceu a oportunidade criticou o prefeito Neucimar Fraga (PR) e exaltou a gestão do ex-governador. Mas não falou um pio do Max Filho (PSDB).   Renata – A estratégia adotada por Hartung na Grande Vitória, onde os pleitos estão indefinidos demais para que ele possa cravar apoio a um ou outro nome, é a de trabalhar nos bastidores para tentar diminuir o capital político dos candidatos ligados ao governador Renato Casagrande. Quando o campo clarear, se é que vai, ele pulará no palanque que estiver assegurado. No Caso de Vila Velha, a impressão que se tem é que Hartung trabalhará com duas cabeças: apoiará a candidatura de Rodney e vai se aproximar de Max, colocando seu DNA no palanque tucano, mas sem se aproximar muito. Em Vitória Casagrande fez algo parecido, colocando o PSB na chapa de Iriny Lopes (PT) e o PR, do senador Magno Malta, no palanque de Luciano Rezende (PPS). Parece que Hartung quer dar o troco em Vila Velha.   José Rabelo – Agora, os votos do deputado estadual Hércules Silveira (PMDB), continuam “sem dono”. Rodney chegou a declarar na sabatina que ainda tem esperanças de caminhar com o peemedebista. Mas, eu acho pouco provável que Hércules suba no palanque de Rodney. Pesa também o fato dos votos de Hércules serem dele. Apesar de ter um grande filão do eleitorado, seu voto é do tipo emocional. O perfil popular do deputado faz com que o eleitor tenha um compromisso com ele, dificilmente transferirá votos seja para quem for. Renata – Parece impreterível para o projeto do ex-governador Paulo Hartung que ele saia vitorioso no maior número de colégios eleitorais do Estado na disputa deste ano. Hartung vem sofrendo com os desgastes políticos, que podem se agravar na segunda metade deste ano. Daqui a 2014, será difícil sobreviver na planície. Até agora ele vem buscando sair na foto do lado de candidatos que estão com a prefeitura praticamente na mão, para poder dizer depois que o sujeito foi eleito graças ao seu apoio e aí, retoma aquela dinâmica de moeda de troca. Terá o apoio da classe política para retomar o comando do Estado. José Rabelo – Mas parece que a estratégia montada por Renato Casagrande também é forte e dependendo do resultado das eleições deste ano, o governador sairá muito fortalecido para a disputa à reeleição em 2014. Embora Hartung também faça parte do projeto de Casagrande, ele sairá em uma posição muito diferente da que ele esperava.

05/08/2012 / 0 Comments
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Francês lança serviço Bike Anjo em Vitória

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  O francês Emmanuel Favre-Nicolin vem chamando a atenção em Vitória por sua luta em defesa dos direitos dos ciclistas. Além de fomentar o debate sobre ciclovias e bicicletários, ele acaba de lançar o serviço ‘Bike Anjo’. O objetivo da iniciativa é trazer segurança para quem quer adotar a bicicleta como meio de transporte no seu dia a dia, mas ainda está precisando de um empurrãozinho para começar a pedalar.   Segundo o ciclista, que é um dos anjos do novo serviço, muitas pessoas não se sentem a vontade para andar de bicicleta na cidade de Vitória. Neste contexto, ele traça em seu blog (http://vitoria-sustentavel.blogspot.com.br) a rota mais segura para o ciclista. O Bike Anjo também pode acompanhar o ciclista no trajeto para o trabalho.    A informação de Emmanuel é que futuramente haverá também a atividade de iniciação à bicicleta e mecânica, para tornar o ciclista ainda mais seguro.   O ciclista francês que vai de Vitória a Cariacica diariamente de bicicleta garante que é possível mudar hábitos e conceitos a partir da pedalada. Segundo ele, o serviço tem o objetivo de ajudar as pessoas que querem utilizar a bicicleta como transporte em uma cidade com o trânsito um pouco mais agressivo e perigoso.   Ao todo, os bike anjos já atuam em 13 estados brasileiros. No Espírito Santo, além de Vitória, os “anjos” atuam também em Cachoeiro de Itapemirim, no sul do Estado.   Para quem ainda não conta com o serviço em sua cidade, no blog do ciclista é possível encontrar dicas de como se manter seguro no trânsito, orientação sobre a mão em que o ciclista deve pedalar, o posicionamento nas ruas e o que prevê o Código Nacional de Transito para os ciclistas.   No blog também é possível encontrar mapas sobre rotas alternativas, localização de ciclovias e bicicletários.

05/08/2012 / 0 Comments
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Um paraíso para todos

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      Lívia Corbellari   O Céu dos Suicidas (2012) é um livro que tem insônia, que desperta em você mesmo quando a leitura acaba. O solitário personagem Ricardo Lísias, batizado com o mesmo nome do autor, narra tudo em primeira pessoa com capítulos curtos e fragmentados em pequenas tramas. Sua prosa é uma enxurrada de sentimentos, devaneios e medos.   “Sou especialista em coleções, mas doei os meus selos há mais de dez anos”, define-se Ricardo no começo do livro. Ele conta alguns episódios esdrúxulos da sua infância até o momento em que se livrou de todas as suas coleções. Tornando-se um adulto repleto de manias e rituais, sua vida começa a desmoronar depois que seu melhor amigo, André, comete suicídio.    O ex-colecionador fica tomado pela culpa e pelo remorso, pensa que poderia ter sido mais compreensivo e assim ajudado o amigo durante suas crises. Para Ricardo a saudade significa arrependimento e ele fica a todo o momento lembrando-se de André, chega a visitar as clínicas psiquiátricas que ele se internou voluntariamente e o último dia que o amigo o visitou não lhe sai da memória.   Ele começa a desenvolver os mesmo sintomas de André, ansiedade, perda de memória e insônia, sempre atormentado pela dúvida “os suicidas vão para o céu?”. A fim de encontrar a resposta que precisa, Ricardo viaja para Beirut para conhecer parentes distantes e saber mais sobre o tio-avô, que quando jovem lhe doou alguns misteriosos selos libaneses. Ricardo conta sua história a todos que encontra, mas ninguém diz o que ele quer ouvir.   Ele não descobre nada de importante nas clínicas que o amigo frequentava e nem em sua viagem ao Líbano. A intolerância das pessoas só vai lhe deixando mais agressivo e ansioso, ele discute com um padre, com um grupo de espíritas e com o psiquiatra, “você não tem o direito de medir a minha dor! vai tomar no cu, seu filho da puta, psiquiatra de merda”, grita.   Não há um amadurecimento do personagem, apenas a busca pela paz e algumas descobertas nos picos de suas crises quando sai gritando e chorando na rua. “Quando a gente grita na rua, ninguém repara”, diz o narrador, ele vê na apatia das pessoas a sua própria indiferença frente à angústia de André.    Ricardo Lísias – o escritor – é paulista e em 2008, quando lançava seu romance O Livro dos Mandarins, um amigo próximo, chamado André, cometeu suicídio. A dor de perder o amigo e a culpa por não ter percebido os sintomas antes da tragédia foi a razão de escrever O Céu dos Suicidas e encontrar um pouco de conforto.   Serviço O Céu dos Suicidas Ricardo Lísias Alfaguara 186 páginas R$ 35 em média

05/08/2012 / 0 Comments
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Nada será como antes

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A dívida de R$ 400 mil com gastos de campanha do candidato a prefeito de Vitória Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB) não é má gestão. A de quase R$ 200 mil de Luciano Rezende (PPS), idem. As cifras são da primeira parcial da prestação de contas apresentada na quarta-feira (1) à Justiça Eleitoral e confirmam algo que já estava no ar. Nesta segunda-feira (6) completa-se um mês de campanhas liberadas. Nem parece. Nos últimos 30 dias, vimos um carro adesivado aqui, uma perua barulhenta ali, e só. As movimentações ainda estão tímidas na disputa por prefeituras e câmaras. O pandemônio característico da festa da democracia ainda não deu o ar da graça.   A timidez tem explicação. Falta ele: o dinheiro. Ok, os candidatos estão aí, caminhando nos bairros, visitando feiras, presenciando cultos, beijando crianças. Mas por ora não podem ir muito além disso, faltam personagens fundamentais nesse enredo. Raciocinem: se falamos em campanha, falamos em dinheiro. Se falamos em dinheiro, falamos em financiamento de campanha. Se falamos em financiamento de campanha, falamos em… grandes empresas. Bingo.   Nas eleições da última década (as estaduais de 2002, 2006 e 2010 e as municipais de 2004 e 2008) estabeleceu-se uma estreita relação entre o governo estadual e as transnacionais fixadas em solo capixaba. Estas são sempre as mesmas: Vale, ArcelorMittal, a ex-Aracruz Celulose (atual Fíbria) e Samarco.   Nossas respeitáveis poluidoras foram mães benevolentes para os candidatos. Não todos, claro; apenas a uns poucos eleitos. As isenções do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), em que entram os créditos fiscais, explicam tanta bondade. A Lei Kandir desonerou a atividade exportadora, mas manteve os créditos inerentes a ela. A empresa não paga ICMS, mas tem direito aos créditos que ela gera (uma espécie de assalto aos cofres capixabas).   Aos créditos fiscais somam-se os benefícios impublicáveis na área ambiental – vejam-se a substituição de áreas agricultáveis planas por extensas plantações de eucalipto, a emissão mais que tolerada de gases poluentes, o pó de minério que invade os pulmões e varandas de Vitória.   Quando a mecânica dos créditos fiscais se juntou à dos agrados ambientais, o que foi concebido? Alívio e despreocupação. Dinheiro não era problema. O ex-governador Paulo Hartung trocou mimos fiscais e ambientais por financiamentos de campanha. Daí vinham os recursos com que Hartung adubava suas mais diletas candidaturas, seja para prefeito, seja para deputado.   Assim PH traçava um mapa eleitoral com os principais municípios e fazia valer sua geopolítica. O estratagema foi seu grande trunfo. Lá todos queriam ser amigo rei: ele detinha as chaves do cofre.   Exemplo. O tédio e a falta de grana também marcaram os primeiros dias das campanhas de 2008. Contudo, diferente de hoje, havia uma esperança: uma prometida ajuda do então governador. Os candidatos mais afinados ao Palácio Anchieta aguardavam a intercessão de Hartung junto aos grandes empreendimentos.   E assim deu-se. Em 2008, foram irrigadas as principais campanhas: em Vitória, João Coser recebeu R$ 140 mil (Aracruz Celulose, R$ 80 mil; ArcelorMittal, R$ 60 mil; Flexibras, R$ 50 mil); em Vila Velha, Neucimar Fraga recebeu R$ 120 mil (Aracruz Celulose, R$ 50 mil; Arcelor Mittal, R$ 30 mil; Cepemar, R$ 40 mil); na Serra, Sérgio Vidigal recebeu R$ 60 mil (Arcelor Mittal); em Linhares, Guerino Zanon recebeu R$ 110 (Aracruz Celulose); em São Mateus, Amadeu Boroto recebeu R$ 40 mil (Aracruz Celulose). No mesmo ano, só a ex-Aracruz Celulose desembolsou R$ 600 mil: elegeu 17 prefeitos.   Saltando para 2010, isso também ocorreu com o atual governador Renato Casagrande, cuja campanha recebeu R$ 250 mil da ex-Aracruz Celulose. Essa cota também tem a mão do antecessor de Casagrande.   O momento agora é outro. A desaceleração da economia mundial explica em parte a relutância das empresas em, por assim dizer, participar destas eleições. O que ocorreu, principalmente, foi um redesenho da geografia político-empresarial que redundou de certa forma numa fuga de cérebros: nossas transnacionais levaram suas cabeças para os grandes centros político-financeiros do país. Ao Espírito Santo sobraram os membros.   Quando a anglo-indiana ArcelorMittal comprou a Companhia Siderúrgica de Tubarão (CST), a nova empresa sai do Espírito Santo e deixa apenas seu parque industrial. A sede foi para Belo Horizonte (MG). A Aracruz Celulose foi adquirida pela Votorantim e a sede transferiu-se para São Paulo (SP), onde faz sua vida política e financeira.   A cabeça da Samarco também zarpou para a capital mineira. A Vale fixou-se há muito no Rio de Janeiro (RJ). Há aqui um detalhe: as relações entre a empresa e Espírito Santo eram mais próximas quando Roger Agnelli presidia a mineradora. Até o Grupo Coimex, que lida com comércio exterior, entrou na onda: virou Cisa Trading e agora opera em São Paulo (SP).   E assim lateja e fustiga uma dúvida nos corações e mentes: quem vai bancar as campanhas? A falta de dinheiro era de se prever.   Hoje o poder empresarial no Espírito Santo concentra-se na Petrobrás. A suntuosa sede erigida às margens da Avenida Nossa Senhora da Penha, em Vitória, não se limita a uma demonstração de arrojo arquitetônico. É antes uma manifestação de força e poder. A gigante brasileira do petróleo depende de muitos parceiros para tocar suas atividades, razão pela qual ostenta dezenas de empresas em seu entorno, lhe prestando serviços.   Quem pode sair ganhando com isso é a candidata à Prefeitura de Vitória Iriny Lopes (PT). O comando da Petrobrás com o PT abre maior probabilidade de receita para ela. A preocupação de passar o pires em outros estados fica para os concorrentes, como o deputado estadual Luciano Rezende, cujo marqueteiro, o premiado jornalista Jorge Oliveira, veio de Brasília.   Luiz Paulo Vellozo Lucas também terá de cruzar as fronteiras capixabas em busca de verbas. E já se movimentou para tal: o coordenador da campanha tucana veio de São Paulo. Isso mostra que Luiz Paulo está colando sua imagem a tucanos de nobre plumagem como o governador paulista Geraldo Alckmin e o candidato ao governo José Serra.

05/08/2012 / 0 Comments
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A turma da Sedu

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    Foto: Secom O que fez o conselheiro do Tribunal de Contas Estadual José Antônio Pimentel (foto) pedir vista intempestivamente do processo de Lelo Coimbra (PMDB)? O julgamento recai sobre as contas do deputado federal no exercício de 2005 da Secretaria Estadual de Educação (Sedu). Lelo e Pimentel são amiguinhos, todos sabem: ambos são da mesma origem política. Lelo ainda se deu bem, porque o relator da matéria, o conselheiro-substituto João Luiz Cotta Lovatti, rejeitou a denúncia do Ministério Público Eleitoral (MPE) por sua inelegibilidade durante cinco anos e só acatou o parecer técnico. O Pimentel quer livrar mais o quê? Depois ainda faz o discurso, tão hartunguete, de que temos um “novo” Tribunal de Contas, etc… Mas o que Lelo aprontou na Sedu não está no gibi.     Pai é pai   Por falar em Lelo, ele pegou a linda casa que tem sob a Pedra do Lagarto, em Pedra Azul, e passou para o filho em preços módicos e bem parcelados. Esse Lelo é um artista. Tanto que sua declaração de bens nas eleições de 2010 ficou bem capenga. Faltou patrimônio.   Sem caneta    O ex-governador Paulo Hartung segue experimentando a planície. Neste fim de semana, foi apoiar candidato em Santa Leopoldina, o Fernando Rocha (PMDB). No fim de semana passado, ele aportou em Santa Teresa, para dar uma mão à Dra. Evanir (PMDB), e em Guarapari, em apoio ao atual prefeito Edson Magalhães (PPS). Ee está habituado ao conforto dos gabinetes. Mas agora o momento é outro.   Alguém errou   Ficou feio e tomara que não se repita a substancial diferença entre as pesquisas do Instituto Futura e da Enquet sobre a eleição em Vila Velha. Na Futura, Neucimar Fraga (PR) aparece com 31,3% e Max Filho (PSDB) com 29,2%; Na Enquet, Neucimar tem 22,7% e Max, 36,4%. Muito feio.   Evolução humana   Aberta em 30 de março, a exposição Evolução Humana, em cartaz no Museu de Biologia Mello Leitão, em Santa Teresa, foi prorrogada até 14 de setembro. Motivo: sucesso. Neste período, o museu recebeu quase 40 mil visitantes.    O que é isso?    Surpreendente essa semana foi ver o presidente do Bandes, Guerino Balestrassi, dentro da campanha de Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB), em Vitória e especialmente de Max Filho (PSDB), em Vila Velha. O que ele esta aprontando na Grande Vitória, se seu domicílio político está em Colatina? O mais surpreendente é que ele atua estando dentro do governo Renato Casagrande, dando as mãos a candidatos que têm o apoio do ex-governador Paulo Hartung. Lembremos que os palanques tucanos de Vitória e Vila Velha são adversários do governo.   Nau vascaína   O vereador de Vila Velha Heliossandro Mattos, presidente do PTB de Vila Velha, lança sua candidatura dia 7 de agosto, no cerimonial Villa Spazio, no Centro de Vila Velha. O evento terá a presença do presidente do Vasco da Gama, Roberto Dinamite. Isso mostra a eficiência de Geovani Silva no partido.    Nau vascaína II   O ídolo vascaíno está na moda: é vice do candidato a prefeito canela-verde João Batista Babá e aparece com regularidade na imprensa nacional por ter integrado a seleção brasileira de futebol nas Olimpíadas de Seul, em 1988, quando ganhamos a medalha de prata. Foi um dos melhores momentos do futebol olímpico tupiniquim.   E aí, Detran?   A máquina governamental guarda coisas inexplicáveis. Saiu no Diário Oficial desta sexta-feira (3) que o Detran está estendendo contrato com uma empresa para ministrar cerca de 13 cursos. Deve ser uma boa grana, mas não registraram o valor. Na mesma página, vemos o Detran contratando outra empresa, para outro serviço sob o valor de R$ 509,40. Quando o valor é módico, eles registram.  O Tribunal de Contas não vê isso, não?    Vai um suquinho?   A Coca-Cola vai abrir uma fábrica da Sucos Mais no Nordeste, num investimento da ordem de R$ 500 milhões. Pobre dos nossos amigos nordestinos. A Sucos Mais de Linhares maltrata o meio ambiente com o despejo de efluentes industriais no Córrego Rio das Pedras. Centenas de peixes morreram e, credo!, a água borbulha. O Nordeste já tem problemas demais. Não merece mais um.   140 toques   “Toda olimpíada é a mesma coisa, o Brasil ganha 1 ou 2 medalhas d ouro, empolga a torcida e depois ficamos esperando um ou outro se destacar”. O deputado estadual José Esmeraldo (PR) mandando a real no twitter.     Pensamento “Se és homem, admira aqueles que tentam coisas grandiosas, ainda que fracassem”. Sêneca

04/08/2012 / 0 Comments
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Democracia plena?

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Há pouco menos de duas décadas – depois de muita luta, que deixou muitas vítimas pelo caminho –, o Brasil orgulhava-se por ter conquistado, enfim, a abertura democrática. Com ela, a classe política conseguiu escrever a Carta Magna do País e política deixou de ser um jogo de cartas marcadas, com o surgimento do pluripartidarismo. Mas, será que a tão festejada participação popular, através do sufrágio universal, realmente se concretiza nos dias atuais?   Nacionalmente, a política gira em torno de dois polos muito bem definidos. De um lado está o PT, que se instalou no governo na última década com uma política assistencialista, que conta com a aprovação popular e conquistou o poder deixando de lado muito de seus ideais e adotando uma política de coalizão nem sempre bem digerida por aqueles que fundaram o partido.    Do outro lado está o PSDB, com poucos aliados, que vive em uma interminável e pouco produtiva política saudosista dos oito anos em que os tucanos estiveram à frente do País. Enquanto tentam minar, sem sucesso por enquanto, o prestígio do PT, juntam forças para tentar retomar o poder. Mas com pouca empatia e um ranço elitista evidente, vai ficar difícil.   Não há que se falar em direita ou esquerda, afinal, a dinâmica que move as siglas não é mais essa dialética e sim a batalha pela permanência no poder. Orbitando em torno dessas duas forças estão os demais 28 partidos em atividade no País.   Se nacionalmente, a política está dividida entre a dicotomia PT-PSDB, no Espírito Santo é a política personalista que vale. As lideranças políticas agrupam em torno de seus projetos todos os partidos e demais lideranças em um projeto uníssono. Há muito não se ouve a palavra oposição.   É verdade que a chegada de Renato Casagrande ao governo mudou um pouco essa dinâmica. Com uma postura mais flexível ao diálogo, ele conseguiu estabelecer uma convivência com a classe política que ainda tenta buscar acomodamento em uma espécie de abertura democrática vivida no pós-Hartung.   Este, por sua vez, tenta restabelecer seu domínio na classe política, mas sem os mecanismos que tinha a seu favor quando era governador do Estado, tem dificuldades em retomar esse controle.    Assistindo quase que passivamente a todas essas movimentações está o eleitor, com o voto na mão esperando pelo direito de escolher os candidatos que considere mais adequados aos seus anseios. Mas entra na fila, há uma pré-seleção dos candidatos que vão atender aos interesses do grupo no poder ou que quer dominar o poder. Com tanta energia gasta em articulações e propostas para o eleitor analisar, que paga os custos dessa guerra pelo poder é o povo. O capixaba ainda espera sua vez de finalmente poder dizer que vive em uma democracia.

04/08/2012 / 0 Comments
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ONG protesta contra agressões ambientais à Praia de Camburi

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É cada vez maior a mobilização da população para salvar a Praia de Camburi das agressões ambientais. As ações, articuladas pela Associação de Amigos da Praia de Camburi (AAPC), querem atrair toda a comunidade. Na atividade deste domingo (5), os ativistas planejam nadar até a Ilha de Socó, na Praia de Camburi, em Vitória, e aproveitar para fazer uma limpeza na ilha. Quem não tiver disposição ou fôlego para dar algumas boas braçadas, também está convidada a apoiar a ação.  “Nosso objetivo é integração de todos os que gostam de nadar no mar e especialmente na Praia de Camburi”, ressaltou Paulo Pedrosa, da AAPC.   A iniciativa é também uma tentativa de alertar para as belezas e práticas saudáveis que ainda podem ser desenvolvida na região e, desta forma, fomentar a preservação da região, ameaçada por empreendimentos como a Vale e ArcelorMittal, que ficam na Ponta de Tubarão.    Conhecida por lutar pela preservação da Praia de Camburi, a AAPC foi responsável pela denúncia de contaminação da região por minério de ferro da Ponta de Tubarão.    Além da natação, a associação também desenvolve a caminhada na região próxima às siderúrgicas para ressaltar áreas prioritárias para a preservação.   Segundo Paulo Pedrosa, as atividades das siderúrgicas prejudicam a praia, mas é preciso atrair as pessoas para a região para que a conservação da praia seja fomentada neste sentido.   A participação da atividade é de graça e pode ser confirmada por email aapcamburi@hotmail.com.    Serviço  A atividade será iniciada às 9h deste domingo (5), em frente à Ilha de Socó, na Praia de Camburi.

04/08/2012 / 0 Comments
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Termina neste domingo prazo para julgamento de impugnações

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Termina neste domingo (5) o prazo para a Justiça Eleitoral julgar todos os pedidos de impugnação de candidaturas dos postulantes aos cargos de prefeito e vereador na eleição deste ano. Nos comitês eleitorais, o prazo marca também o início efetivo das campanhas eleitorais. Com o quadro mais definido poderá ser acelerado o processo de busca de recursos para as campanhas e para produção do material casado dos candidatos majoritários com os proporcionais.   Na proporcional ficará mais fácil também averiguar as disputas nas Câmaras municipais, já que alguns partidos foram rearranjados em coligações ou em alguns casos, impedidos de se coligarem. Foi o que aconteceu em São Mateus, norte do Estado, onde sete partidos da coligação que apoiava a reeleição do prefeito Amadeu Boroto (PSB) foram retirados do grupo, o que obrigou os candidatos a fazerem os registros individuais.   Já com relação aos majoritários ficará mais fácil buscar recursos de campanha com a liberação das candidaturas. Quanto aos impugnados, eles poderão recorrer das decisões iniciais em instâncias superiores, mas ficará mais complicado convencer os financiadores de campanha, que devem resistir em colocar dinheiro em candidatos com o futuro duvidoso.   A campanha eleitoral estava liberada desde o dia 06 de agosto, mas os partidos e candidatos iniciaram o processo em um ritmo morno, aguardando justamente o fim do prazo para os julgamentos de candidatura. A expectativa é de que o mês de agosto seja mais movimentado nas ruas e nos comitês dos candidatos.   Os pedidos de impugnação, na sua maioria,  tomaram como base a rejeição das contas dos agentes políticos. Mas como a questão não é pacificada no Tribunal de Contas do Estado, muitos juízes optaram por liberar os candidatos. Isso porque a simples rejeição da conta do agente político não comprova o interesse de lesar o erário público.   Condenações em primeira instância não tiram os candidatos da disputa, eles continuam no pleito enquanto o processo não transita em julgado. Para ser considerado “Ficha Suja”, o candidato tem que ter condenação colegiada.

04/08/2012 / 0 Comments
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Na dianteira, Neucimar e Max não têm vantagem confortável

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  As análises iniciais do mercado político em relação à disputa eleitoral em Vila Velha mostram que os dois principais nomes da corrida eleitoral são o atual prefeito Neucimar Fraga (PR) e o seu antecessor, Max Filho (PSDB). Mas isso não lhes garante uma dianteira confortável. A tendência é de que o pleito fique embolado e, se os dois forem para os segundo turno, não será com uma larga vantagem em relação aos demais candidatos.    O cenário aponta para duas novidades no pleito, elemento desejado pelos eleitores do município: Rodney Miranda (DEM) e João Batista Babá (PT). Mas seus desempenhos dependem muito da estratégia adotada por cada um deles.    Para os meios políticos, as impressões do eleitorado em relação a Rodney já atingiram o teto. Ele chega, segundo as pesquisas divulgadas no último final de semana, a um retrospecto de menos de 20%,mas resta saber se vai conseguir manter ou aumentar esse patamar. A estratégia do deputado estadual era a de crescer com o desgaste do prefeito Neucimar Fraga, o que não se concretizou. Agora ele terá que investir na imagem de supertira, criada durante sua gestão à frente da Secretaria de Estado de Segurança, para tentar convencer o eleitor.    Já o candidato do PT, vereador João Batista Babá, embora esteja em desvantagem em relação aos demais concorrentes, tem condições de crescer. Isso porque há uma expectativa de que o PT tenha um público cativo no município. Além disso, ele contará com o apoio do deputado estadual Cláudio Vereza e da senadora Ana Rita, também do PT, o que pode reforçar seu palanque. Dependendo do trabalho dele, a previsão é que possa chegar a 15% do eleitorado, dividindo ainda mais os votos.    Uma incógnita que persiste na eleição é sobre o apoio do deputado estadual Hércules Silveira (PMDB). Ele tem um capital político no município elevado, tanto que chegou ao segundo turno das eleições de 2008 contra Neucimar Fraga, que venceu em uma disputa apertada contra ele. A questão é que o voto do deputado é considerado “emocional”, por isso, a transferência de seus votos pode não se efetivar.    O município tem hoje metade do eleitorado indeciso em relação aos candidatos apresentados, o que torna a disputa ainda mais acirrada e indefinida. Mas se confirmada a tendência até aqui, a expectativa é de que Neucimar e Max Filho disputem o segundo turno em 28 de outubro. 

04/08/2012 / 0 Comments
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