Armandinho Fontoura está preso acusado de suposta prática de crimes contra o Supremo e atos antidemocráticos Preso na operação da Polícia Federal (PF) para apurar crimes da milícia digital do bolsonarismo no Espírito Santo, o vereador Armandinho Fontoura (Podemos) corre o risco de não tomar posse na presidência da Câmara de Vitória, prevista para a próxima segunda-feira (1º). O impasse é motivo de disputa e divide o bloco bolsonarista no legislativo municipal, colocando em lados opostos o parlamentar preso e o vereador Duda Brasil (União), líder do prefeito Lorenzo Pazolini (Republicanos) e 1º vice-presidente eleito. Há uma articulação visando a realização de nova eleição da Mesa Diretora, a fim de fortalecer Duda Brasil, mas o movimento encontra resistência. Entre elas a do vereador cassado por infidelidade partidária Gilvan da Federal (PL), deputado federal eleito, que se colocou em defesa de Armandinho e, seguindo sua linha de atuação extremista, postou vídeo convocando para uma manifestação na Câmara nesta quarta-feira (28), reivindicando que o substituto do vereador preso seja o seu suplente, Chico Hosken (Podemos). Em uma das postagens, feitas em frente ao presídio de Viana, onde o vereador Armandinho está preso, Gilvan afirma que o “vereador Armandinho e o Pastor Fabiano estão presos, sem terem cometido crime algum (…)” e acrescenta que “estão noticiando na imprensa que há vereadores querendo fazer outra eleição, para que o vereador Armandinho não possa assumir a Presidência da Câmara de Vitória. Isso não é um golpe, é traição!”. Ao contrário do que diz o deputado federal eleito, Armandinho está envolvido, segundo as investigações, em crimes previstos na legislação e foi preso em decorrência dos inquéritos 4781 e 4874 que investigam ataques ao Supremo Tribunal Federal (STF), atos antidemocráticos e financiamento de milícias digitais no Espírito Santo. Além dele, também estão presos o líder do movimento “Soberanos da Pátria”, Fabiano Oliveira, que se apresenta como pastor evangélico, e o jornalista Jackson Rangel, da Folha do ES. O quarto alvo da operação, Max Pitangui (PTB), está foragido. Armandinho já passou por uma audiência de custódia, mas a prisão foi mantida. Procurado, seu advogado, Rodrigo Horta, preferiu não comentar o caso, mas nos bastidores corre a notícia de que a defesa estaria solicitando sua libertação e o uso de tornozeleiras eletrônicas, da mesma forma que os deputados estaduais Carlos Von (DC) e Capitão Assumção (PL), também investigados nos mesmos inquéritos.
Agricultores defendem criação de Secretaria Estadual de Agricultura Familiar
Plano do governo do Estado, já considerado certo, é criar uma subsecretaria, a ser comandada por Júlio Cezar Mendel Entre as novidades da próxima gestão de Renato Casagrande (PSB), já é considerada certa a criação da Subsecretaria de Agricultura Familiar, dentro da Secretaria Estadual de Agricultura (Seag). Entretanto, a iniciativa não contempla integralmente o pleito dos trabalhadores do campo, pois o compromisso assumido durante o segundo turno das eleições deste ano foi a criação de uma secretaria estadual. A subsecretaria seria assumida pelo presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado do Espírito Santo (Fetaes), Júlio Cezar Mendel (PT). A mobilização pela criação da Secretaria foi impulsionada pela Associação dos Servidores do Incaper (Assin), juntando-se a essa iniciativa organizações como o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Movimento de Pequenos Agricultores (MPA), Movimento dos Atingidos por Barragem (MAB) e o Movimento de Educação Promocional do Espírito Santo (Mepes), que articula as Escolas Família Agrícola. A pasta estadual específica para a agricultura familiar, assim como o Ministério de Desenvolvimento Agrário (MDA), em Brasília, é apontada como essencial para se consolidar como alternativa relevante para equilibrar as forças que tendem a privilegiar sempre o agronegócio em relação a políticas públicas e orçamentos, assim como a destinação orçamentária da Seag, que se concentra em projetos de infraestrutura. O integrante da coordenação estadual do MPA, Dorizete Cosme, recorda que, após as eleições, o governador, reeleito, não procurou os trabalhadores rurais para tratar dos encaminhamentos referentes à criação da secretaria. Após o insistente contato dos campesinos para reabertura do diálogo, está prevista a realização de uma reunião esta semana, mas a informação que circula é de que seja para tratar da criação de uma subsecretaria, e não de uma secretaria. Dorizete acredita que uma subsecretaria seria um “atendimento parcial da reivindicação”. Para ele, uma pasta específica seria fundamental para a agricultura familiar, no “direcionamento do conjunto das políticas públicas”. “Será que terá de fato condições de dar encaminhamentos para a nossa pauta? Vai ter autonomia política? Vai ter recurso próprio?”, questiona sobre a atuação da subsecretaria, destacando que os trabalhadores rurais têm dúvida se ela teria capacidade de dar conta da demanda. Seria algumas das atribuições da secretaria, segundo Dorizete, fortalecer a agricultura orgânica e a agroecologia, tratar das questões ambientais, além de avançar nas políticas de comercialização e fortalecer o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE). O integrante da direção estadual do MST, Carolino da Silva, considera que a secretaria seria um espaço onde os trabalhadores “se enxergam com política pública, orçamento, com um gestor que venha da agricultura familiar”. ‘Espírito Santo precisa de uma Secretaria Estadual da Agricultura Familiar’ – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/meio-ambiente/espirito-snto-precisa-de-uma-secretaria-estadual-da-agricultura-familiar
‘Política de combate à violência contra mulher tem que considerar raça e cor’
Ana Paula Rocha aponta racismo institucional na falta de dados sobre a cor das mulheres vítimas de homicídio no Estado Dados do Mapa de Mortes Violentas de Mulheres no Espírito Santo: de A a Z, do Ministério Público do Espírito Santo (MPES), mostram que, este ano, 25,84% das mulheres vítimas de homicídios eram pardas. As brancas correspondem a 5,62%; as negras, 2,25%; e as pretas, 1,12%. Diante disso, a integrante do Núcleo Estadual de Mulheres Negras e coordenadora estadual do Círculo Palmarino, Ana Paula Rocha, defende que “qualquer política de combate à violência à mulher tem que considerar raça e cor”. Outro dado que chamou atenção de Ana Paula foi o de que, em 65,17% dos casos, a cor da vítima não foi informada, o que, aponta, é reflexo do racismo institucional, uma vez que não há preocupação de “dar cor às vítimas”. Ana Paula acredita que a maior parte das mulheres cuja cor não foi informada é negra, portanto, a não identificação acaba invisibilizando esse grupo, o que impede a formulação de políticas públicas para esse segmento. A coordenadora estadual do Círculo Palmarino recorda que, em 2018, um grupo de mais de 100 mulheres negras construiu coletivamente uma série de reivindicações, entregues a Renato Casagrande (PSB), que tomaria posse no governo do Estado no ano seguinte, e para a futura vice-governadora, Jacqueline Moraes (PSB). Contudo, afirma, a política para as mulheres “caiu no empreendedorismo, sem ser pensada de forma transversal”. Com a criação da Secretaria Estadual da Mulher, a ser comandada por Jacqueline, Ana Paula defende que haja de fato diálogo com as mulheres negras e que as políticas voltadas para elas não sejam tratadas como um “acessório”. “A gente quer estar no centro da pauta”, reivindica, defendendo a necessidade de iniciativas intersetoriais, como investimento em transporte público, educação e geração de emprego formal. Redução de homicídios O Espírito Santo registrou 89 homicídios de mulheres em 2022, de acordo com dados do Mapa. Foram 18 mortes a menos que em 2021, quando foram registradas 107. Vale destacar que faltam apenas seis dias para o fim do ano, ou seja, dificilmente o Estado irá superar o índice de 2021. Os dados estão divididos em seis subnúcleos. O de maior número de vítimas é Vitória, com 44. O subnúcleo Linhares aparece em segundo lugar, com 10. Colatina, Guarapari e São Mateus estão empatados com nove. Cachoeiro de Itapemirim, aparece em último lugar, com oito. O maior número de vítimas era da faixa etária entre 19 a 29 anos, totalizando 26 mortes. Outras 22 tinham 30 a 39. Treze tinham menos de 18. Esse mesmo quantitativo tinha de 40 a 49. Quatro tinham de 50 a 59, três tinham a partir de 60 anos. Oito não tiveram idade informada. Vila Velha liderou o ranking de homicídio de mulheres. Foram registradas 17 mortes. Assim, o município repete a classificação de 2021, quando registrou 14 homicídios. O mês com maior número de crimes foi janeiro, com cinco. Os menores índices foram maio, junho, julho, setembro e outubro, com um crime em cada mês. Quanto à faixa etária, a maioria das vítimas, um total de quatro, tinha menos de 18 anos. Essa mesma quantidade corresponde ao de mulheres cuja faixa etária não foi informada. O restante das vítimas se encontrava nas faixas etárias de 19 a 29, 30 a 39, e 40 a 49, sendo três em cada uma.
A Palavra
No princípio era o verbo, o início da criação, a colocação da fé pela palavra. Hoje as fake news As palavras mais importantes são das sagradas escrituras. Depois vem a palavra dos grandes oradores, que a improvisam. E a palavra daqueles que a utilizam seriamente, de modo eficaz. Finalmente a palavra em vão, largamente utilizada diariamente pelas populações. Mas a palavra que é mais levianamente dita, é a proferida por políticos. Vamos enaltecer a palavra dos professores, na missão de educar e ensinar, como também a dos advogados, quando defendem ou acusam vidas alheias. A palavra do pregador, que tenta tirar o melhor das Sagradas Escrituras nos púlpitos das igrejas do mundo. A palavra do médico que nunca pode enganar seus pacientes em uma consulta ou pré-cirurgia e a palavra dita pela criança inocente, talvez a mais verdadeira palavra já ouvida. No princípio era o verbo, o início da criação, a colocação da fé pela palavra. Hoje estamos ouvindo palavra através de fake news, que desnorteiam aqueles que não sabem ouvir a palavra. Como radialista, sou obrigado a usar as palavras e essas palavras vêm em diversas formas e diversos conteúdos, mas foi no livro digital, 50 anos de Rádio, que deduzi a palavra no rádio: “As velhas e novas palavrasAs velhas palavras abriram todos os caminhos As palavras novas calam mais profundamente a alma e o coraçãoAs velhas palavras guiaram santos e profetasAs novas palavras atingem as mentes livres de dogmas e preconceitosAs palavras velhas determinam as orientações em busca da salvaçãoAs palavras novas emanam um sentido novo através do entendimentoO Radio se faz com Novas Palavras”. PARABÓLICAS Muitas rádios comunitárias, dadas por Lula e deixadas de lado por Bolsonaro, fecharam no país. Pelo que consta, poucos governadores do Estado visitam a Rádio ES, oficial do Estado, para fazer uso de sua programação. Eluza Xavier, de Cachoeiro, mantém audiência cativa em sua cidade pelo canal TV Sim, com seu programa de culinária. A querida amiga e boa locutoras Sueli Oliveira está de vida mudada, mas trabalhando firme em São Mateus. ACESSEhttp://jrm50anos.blogspot.com.br/O rádio do ES na visão de JRM ACESSE: TRADUÇÃO JRM YOUTUBE Eros Ramazotti – Stella Geminihttps://www.youtube.com/watch?v=OgKgQejMfFQ MENSAGEM FINAL“Uma prova de que Deus esteja conosco não é o fato de que não venhamos a cair, mas que nos levantemos depois de cada queda”. Santa Tereza D’Ávila
Razão é o meu país
É preciso ter consciência política, educação cívica e estado saudável para viver no Brasil Não à direita e não à esquerda, muito menos ao senso central. Muitos brasileiros estão se sentindo assim, sendo que uns sentem e não se manifestam e outros, por estarem inconscientes. Não sei também se é salutar quem opta veemente para um lado ou para o outro. O que é estranho, e às vezes trágico, é ver os noticiários e palpiteiros profissionais da imprensa brasileira no momento. Da até para fazer uma análise mais apurada. Os dois lados são comprovadamente equivocados em questões sociais, políticas e administrativas. Sinceramente, não vemos ainda o país saindo do atoleiro político-social. Algum tempo atrás, eu achava o que seria dos meus netos no futuro deste país. Hoje continuo em dúvida com toda essa política retrógrada, preconceituoso e irresponsável. Esse pessoal do “senso Central”, ou seja, da sensibilidade nem de lá e nem de cá, talvez veja, sem defender lado nenhum, que os dois governos estão fazendo o Brasil parar. E o mais triste é sentir a inflação, maior castigo do povo, estar incontrolável, enquanto esse povo se vestia de verde e amarelo para torcer por essa fracassada e vergonhosa seleção, muitos desses torcedores aproveitando a fantasia dos protestos. É preciso ter consciência política, educação cívica e estado saudável para viver neste Brasil com equilíbrio. E a maioria não tem e nem quer ter tais predicados. Coitado do Brasil dos meus netos. Só falta alguém citar aquela idiotice do passado: “Brasil: Ame-o ou deixe-o!” PARABOLICAS Dá uma nostalgia geral ver ainda nas bancas o jornal A Tribuna, com circulação diária. Lembra, com notícias atuais, os bons tempos do passado. O programa The Voice tem um ponto muito positivo. Resgata músicas de qualidade nacionais e internacionais, muitas do passado. Bom para os jovens. Rafa Marquezine consegue carregar aquele jornal de meio-dia da TV Gazeta sozinha no estúdio e o faz muito bem. Já é veterana. Ferraço, além de político, é um homem do rádio. Mas passou pela Assembleia e não ajudou a colocar uma rádio lá. Só tem a TV. ACESSE: http://jrm50anos.blogspot.com.br/ O rádio do ES na visão de JRM ACESSE: TRADUÇÃO JRM YOUTUBE Junior – Excuse-me https://www.youtube.com/watch?v=f7nOETrbnaE MENSAGEM FINAL Nosso último dia não traz a destruição, apenas a mudança. Marcus Tullius Cicero
Pequeno milagre de Natal
O menino na manjedoura vai ficando cada vez mais distante O Natal da minha infância não tinha o aparato dos dias de hoje, com lojas superlotadas, os excessos de luzes e a grande preferência pela cor vermelha. O menino na manjedoura vai ficando cada vez mais distante. O herói da vez é um sujeito chamado Papai Noel, que por mais anos do que seria lógico, habitou meus sonhos. Mas sejamos francos, quem não gosta dos filmes de Natal que, graças ao Canal Hallmark, hoje lotam as programações de fim de ano em todos os canais de TV? Haja fake neve! * Houve um tempo em que as famílias iam à Missa do galo, também chamada de missa da meia-noite, estreando roupa nova (sim, pode-se estrear uma roupa velha). Nessa época, ir ao cabeleireiro era apenas para cortar o cabelo. Um penteado mais elaborado e pintar as unhas eram atividades sociais realizadas em casa, com mãe, irmãs e/ou amigas ajudando umas às outras. Havia ainda o hábito de emprestar e pegar emprestado, fosse um brinco ou um cinto, uma fita pro cabelo ou um broche. * Alguns milagres aconteciam, como o caso dos irmãos que durante anos não se falavam. Em cidade pequena, uma briguinha entre familiares afeta toda a comunidade: qual deles convidar para festas e eventos? Se convidasse os dois, os dois não iam; se convidasse um o outro se ofendia; se não convidasse, ambos se ofendiam. Os motivos da briga eram assunto obrigatório em qualquer reunião com duas ou mais pessoas. * Os irmãos frequentavam as missas de domingo em horários diferentes, mas como a missa do galo era uma só, eles alternavam os anos em que cada um compareceria. Mas teve o ano em que não houve missa, o padre adoeceu, e na missa do ano seguinte os dois foram pra igreja, O primeiro a chegar sentou no lado direito, o segundo foi para o lado esquerdo…em uma espontânea reação em cadeia, os fiéis foram se apertando nos bancos, não deixando vaga para ele…primeiro no lado esquerdo, depois no lado direito, até que só restou um lugar vazio. *Expectativa na paróquia. Impasse para o sem-lugar: sair da igreja ou assistir à missa de pé, sozinho, seria um insulto ao homenageado da noite: Jesus, o aniversariante. Sem outra opção, o irmão sentou-se ao lado do irmão, e nessa noite de Natal os fiéis cantaram em perfeita sintonia e rezaram com mais fervor. Em outra inexplicável reação em cadeia (era pré-celulares), os infiéis correram para ver o milagre, e rezaram também. * Suspense naquele momento em que o padre convida fiéis e infiéis a cumprimentar o próximo e a próxima com votos de um Natal cheio de paz – os dois irmãos apertaram-se as mãos – sangue do meu sangue – e saíram juntos da igreja. Não garanto, mas dizem que muita gente chorou nessa noite. Neste Natal, troque um presente por uma reconciliação.
Sindicato questiona nova tabela de cargos e salários de Colatina
Proposta apresentada pela gestão de Guerino Balestrassi não atende às necessidades do magistério O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Colatina e Governador Lindemberg (Sispmc) questiona a nova tabela de cargos e salários do magistério, apresentada pela gestão de Guerino Balestrassi (PSC). A proposta foi apresentada para uma comissão que atua na sua elaboração, composta por representantes da Secretaria Municipal de Educação (Seme), da direção escolar, do sindicato e da empresa contratada para elaboração do plano. A nova tabela é esperada pelo magistério há 24 anos, mas segundo a diretora do sindicato, Alessandra Meireles, não atende às necessidades dos trabalhadores. Ela explica que uma das mudanças que preocupa os docentes é na progressão. Hoje ela acontece de dois em dois anos e conta com 15 níveis, portanto, são necessários 30 anos de trabalho para o professor chegar ao último. Na proposta apresentada, aconteceria a cada três anos e contaria com 25 níveis, assim, para chegar ao último seriam necessários 75 anos de trabalho. A porcentagem de aumento para o professor que passa do nível de graduação para especialização, de acordo com a nova proposta, será de 5%, sendo que hoje é de 30%. A porcentagem para os docentes com título de mestre será de 25%. Para os doutores, acima dos que têm mestrado. “Percebe-se que a proposta de 25 padrões se deu pela necessidade de abarcar os profissionais que já estão com mais de 20 anos de trabalho no Magistério Municipal e que, devido aos baixos salários propostos para os professores com pós-graduação, os com mestrado e doutorado não ficariam contemplados na tabela proposta”, diz o sindicato, destacando que é preciso evitar “que nenhum projeto de lei seja enviado à Câmara de Vereadores sem o conhecimento da categoria”. Outra queixa é que todos os profissionais do magistério, celetistas e estatutários deverão passar por uma avaliação de desempenho. Para isso, será criada uma comissão encarregada de proceder às avaliações que podem acarretar a não promoção funcional do servidor, de acordo com uma avaliação dos membros da comissão considerada subjetiva pelo sindicato. Este ano já houve um embate entre o sindicato e a gestão municipal em decorrência de outra iniciativa do executivo. Em abril, a Câmara de Colatina aprovou, por unanimidade, a reformulação do Plano de Cargos e Salários dos servidores, cuja elaboração foi marcada por críticas por parte do Sispmc, que apontou falta de diálogo com a categoria e retrocessos em diversos pontos. Após a apresentação do plano por parte do executivo, o sindicato criou uma comissão para analisar o projeto e elaborou um relatório com os pontos considerados problemáticos. Depois, realizou assembleias específicas sobre seus impactos e participou de reuniões com os vereadores, conseguindo algumas mudanças em relação à proposta inicial. Entre elas, a inclusão de uma autoavaliação de desempenho, contrapondo com a proposta inicial, que era somente de avaliação pela chefia imediata; garantia de 180 dias para o servidor celetista optar pela troca de regime, período de tempo que antes estava com o prazo de 120 dias; e garantia da carga horária de 30h semanais para agentes de serviços gerais, agentes de serviços urbanos e auxiliares de creche, ao invés de 40h. Um dos pontos que os servidores não obtiveram avanços foi em relação às pessoas com deficiência, que só poderão se inscrever para cargos cujas atividades sejam “consideradas compatíveis”. Além disso, se opuseram ao fato de que o projeto prevê carga horária de 40h semanais, e não 30h, para os cargos de técnico em Agrimensura – Topografia e técnico em Saúde Bucal. Outra questão é que a garantia do abono de 50% do salário no mês de aniversário do servidor e a gratificação de férias de 50% não foram acopladas ao projeto. Plano de Cargos e Salários dos servidores de Colatina é aprovado por unanimidade Proposta da gestão de Guerino Balestrassi foi criticada pelos trabalhadores, que apontaram falta de diálogo e retrocessos https://www.seculodiario.com.br/politica/plano-de-cargos-e-salarios-dos-servidores-de-colatina-e-aprovado-por-unanimidade
Os desafios de Fabricio Noronha para a próxima gestão na Secult
Na coluna: consolidação de políticas e velhos problemas; prêmio para Casa do Governador; calendário das festas de congo POLÍTICA CULTURAL Fabricio Noronha segue na Secult Na última segunda-feira (19), o governador Renato Casagrande (PSB) anunciou que o atual secretário estadual de Cultura, Fabricio Noronha, continuará à frente da Secult. Sua gestão nos últimos quatro anos na pasta é bem avaliada dentro dos círculos palacianos e aprovada por parte considerável dos artistas e profissionais do setor. Pesa ainda a seu favor a projeção nacional que tem conseguido, ao se tornar presidente do Fórum de Secretários e Dirigentes Estaduais de Cultura e vir participando ativamente dos debates sobre as leis Aldir Blanc 1 e 2 e Paulo Gustavo. Fabricio Noronha e Renato Casagrande. Foto: Secom Consolidar políticas deve ser prioridade Como comentei aqui na coluna no período eleitoral, o tom do plano de governo de Casagrande para a cultura era de continuidade e consolidação de políticas, com poucas novidades previstas. O documento menciona que o Estado teria “o mais completo sistema de fomento das unidades federativas”, aliando o Fundo Estadual de Cultura com seus editais, a Lei de Incentivo à Cultura Capixaba (Licc), que opera por meio de isenção de ICMS de empresas, e o Programa de Coinvestimentos em Cultura – Fundo a Fundo, em que o governo estadual destina recursos a municípios com contrapartidas financeiras locais. Os dois últimos são criações da atual gestão e ampliam o leque de investimentos. Já vêm causando impactos positivos, que temia-se que pudessem ser freados ou abandonados numa eventual vitória de Manato (PL), candidato ao governo derrotado no segundo turno. Carecem de ser mais testados e aprimorados, mas com Casagrande e Noronha, tendem a se consolidar. Outros pontos destacados no plano de governo para serem expandidos são a Midiateca Capixaba, que reúne online acervos e produções realizadas no Estado, e o Sistema Estadual de Espaços Culturais, que prevê articulação e fortalecimento de centros culturais públicos, privados e de organizações sociais. Ambos atendem a demandas importantes e chegaram a ser lançados na gestão atual, mas o primeiro ainda é pouco conhecido e o segundo apresentou poucos resultados práticos para os espaços independentes. Conferência estadual de cultura virá? Logo em seu primeiro ano de gestão, em 2019, Fabricio foi cobrado pelo Conselho Estadual de Cultura (CEC) para a realização de uma Conferência Estadual do setor, algo que não ocorre desde 2013. Foi prometido para o mesmo ano, mas não ocorreu. Logo veio a pandemia, o assunto ficou suspenso e foi “esquecido”. Num cenário de governo Bolsonaro, sem perspectiva nenhuma para bons diálogos e incentivos ao setor a nível federal, a expectativa era que se pudesse fazer a conferência estadual independente de que houvesse uma conferência nacional. Ainda cogitou-se, a partir do Fórum de Secretários, a possibilidade de que a conferência nacional fosse mobilizada neste ano eleitoral de 2022, o que parecia pouco provável e de fato não ocorreu. Agora, com a entrada do governo Lula em 2023, a expectativa é que se volte ao processo mais democrático e que as conferências nacionais sejam retomadas. São convocadas a partir de conferências em municípios e regiões para logo uma etapa estadual para tiragem de propostas e delegados, até chegar ao evento nacional. O Plano Estadual de Cultura, construído com a sociedade civil e que deve ser o documento de diretrizes para a gestão pública do setor no Estado, vence em 2024, sendo necessário um processo para elaboração de novo plano para o qual é desejável fosse discutido em uma conferência, que, para isso, não poderia demorar a acontecer. Haverá mudanças no Conselho de Cultura? Também no início de sua gestão, Fabricio Noronha enfrentou resistência de entidades culturais ao propor uma reformulação no CEC, inspirado em experiências de outros estados, em que haveria eleições diretas por setor, o que retiraria a prerrogativa de indicação de entidades representativas, como ocorre hoje. Depois de críticas, o secretário optou por retirar a proposta, ao menos temporariamente, e os ânimos baixaram. Resta saber se voltaria com proposta similar no segundo mandato, já como gestor reconhecido, a máquina funcionando e maior trânsito no setor. O formato, a representatividade e atuação do conselho precisam de fato ser discutidos, porém, na época, integrantes do CEC manifestaram que o melhor momento para tal seria durante uma conferência estadual. Seria uma oportunidade? Paulo Gustavo e Aldir Blanc devem turbinar investimentos Uma boa notícia para o secretário – e para todo o setor, é claro – é que o orçamento federal aprovou por fim a inclusão para 2023 dos recursos da Lei Aldir Blanc 2, que terá recursos anuais, e Lei Paulo Gustavo, que valerá apenas para o próximo ano e destina maior parte dos recursos para o audiovisual. O governo de Bolsonaro tentou passar a rasteira no setor e descaracterizar as leis, desobrigando o pagamento, mas sua derrota eleitoral reverteu a situação. A deputada federal Jandira Feghali (PCdoB-RJ), a mais ativa na luta pela cultura no Congresso Nacional, apontou alguns erros na lei orçamentária, sugerida pela equipe de transição, que não puderam ser corrigidos. Mas os recursos das duas leis, que somam mais de R$ 6 bilhões a serem descentralizados para estados e municípios, estão no orçamento, necessitando ajustes por meio de portaria pela futura ministra, a cantora e gestora cultural Margareth Menezes. O impacto para o Estado seria de um investimento nunca antes visto. Espírito Santo preparado? Nesse ponto, o Espírito Santo está aparentemente bem colocado para aproveitar a maré de recursos, que pode ser a maior da história para o país, estados e municípios. A Secult se saiu bem no teste da Lei Aldir Blanc, quando era ainda emergencial, e conseguiu investir praticamente todo recurso a ela destinado. O desafio era justamente dar conta da carga burocrática imensa exigida para receber um montante recorde contando com uma estrutura enxuta de pessoal. A participação ativa de Fabrício, junto a sua subsecretária Carolina Ruas, desde as articulações pela aprovação da lei até sua regulamentação, foi fundamental para que o terreno fosse preparado e os recursos chegassem até a ponta. Em paralelo, também com apoio da
Militantes criam Federação Anarquista Capixaba
Em entrevista, eles falam sobre princípios e projetos futuros da Faca e sobre história da luta anarquista no Espírito Santo Em setembro de 2022, a cidade de Cariacica (ES) foi sede do V Fórum Geral Anarquista e da reunião do Conselho Internacional das Federações Anarquistas (Crifa). Neste encontro, foi criada a Federação Anarquista Capixaba (Faca), buscando ampliar a organização de militantes anarquistas no Espírito Santo e participar de outras instâncias nacionais e internacionais. Século Diário conversou com dois integrantes da Faca, Paulo Moraes e Paulo Henrique Oliveira, o “Linguiça”. Eles falam sobre a organização e os planos da federação e também sobre os princípios e história da luta anarquista no Espírito Santo, no Brasil e no mundo. * Inscreva-se no canal do Século Diário no YouTube e ative o sininho para acompanhar as novidades. ** Se quiser ouvir este e outros programas em podcast, siga os canais do Século Diário no Spotify e Google Podcasts.
Acampamento golpista mostra um Brasil inexistente e desafia autoridades
Em frente ao Quartel do 38º BI, o Brasil paralelo demonstra a manipulação de mentes para subjugá-las ao poder religioso Reprodução “A partir de amanhã, muito cuidado, haverá guerra no Brasil! As fronteiras já estão cercadas e ninguém pode sair do país. Estoque alimentos”. O texto é parte de uma mensagem recebida nessa sexta-feira (23) por amigo de um participante do acampamento montado na Prainha, em Vila Velha, dos muitos que há quase 40 dias ocupam o espaço em frente ao Quartel do 38º Batalhão de Infantaria (38º BI) para pedir a “salvação do Brasil do comunismo”, intervenção das Forças Armadas e afirmar que o presidente eleito, Lula (PT), não irá subir a rampa daqui a uma semana. Século Diário ouviu relatos de psicanalista e psicólogas sobre esse Brasil paralelo, fora da vida real, que afeta especialmente evangélicos, e é poderoso bastante para manipular mentes e subjugá-las à religião e ao fanatismo, por meio do medo e de falsas promessas, alimentadas por uma extensa rede de disseminação de notícias falsas, estimuladas por um obscuro deputado federal, alvo de deboche na Câmara dos Deputados, e, desde 2020, no posto do mais desastrado presidente da República do Brasil, Jair Bolsonaro (PL). Para a psicóloga Cláudia Pretti, “qualquer semelhança com o nazismo não é mera coincidência. Ele se presentifica nos acampamentos em frente aos quartéis o tempo todo”. Opiniões semelhantes foram apresentadas pela também psicóloga Danielly Freitas – “De certa forma, é assim que governos totalitários se consolidam como foi no nazismo” – e pela psicanalista e cientista social Lohaine Jardim Barbosa, que aponta o “fenômeno historicamente conhecido como “folie a deux” (loucura a dois)”, um delírio coletivo, para explicar os acampamentos golpistas. Nem por isso, Bolsonaro é menos admirado, a ponto de levar centenas de pessoas a trocar as festas de Natal com amigos e familiares em seus lares por sujas e incômodas barracas, financiadas por empresários da extrema direita, em permanente ataque às instituições e à democracia. Foi naquele local que, no último dia 19, em uma operação realizada durante a madrugada, a Polícia Federal prendeu Fabiano Oliveira, presidente do movimento bolsonarista “Soberanos da Pátria”, que se apresenta como pastor evangélico e lidera o grupo, com o apoio de líderes de igrejas, políticos e empresários que preferem não aparecer, mas sustentam o acampamento com suas doações. Fabiano continua preso e o acampamento começa encolher, depois das ações determinadas pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Alexandre de Moraes. Reprodução “Esse camarada é pastor nada, isso é história. Ele não tem mulher, é divorciado, fazendo essa confusão aí, não obedecendo à ordem da Justiça, isso não é postura de pastor não, se negando a se entregar! O pastor obedece a lei, se é para ser preso e condenado, tem que ir, obedecer”, comenta um pastor evangélico, mantendo o anonimato com justificativa de que “essa turma não gosta de mim e é violenta”. Ele arremata: “Tem uma turma grande aí que quer aproveitar para fazer nome e disputar cargos de vereador e prefeito em 2024”. Para Lohaine, os “patriotas do quartel: o retorno ao coronel”, como ele denomina esses movimentos, passam pelo delírio, “um sintoma que pode acometer sujeitos distintos, por motivos variados. Este pode estar presente em sujeitos com transtorno psicóticos e a pessoas sob efeito de dor muito intensa”. Ela explica que se trata de “uma forma delirante promovida pelo estado afetivo de adesão identificatória a grupos, instituições e líderes que são elevados a uma posição de autoridade capaz de exercer influência sobre os demais, de forma a partilhar coletivamente o seu próprio delírio narcísico, que em efeito cascata, espalham de forma espelhada as ideias, valores e comandos de seu líder maior”. “Não é diferente de pessoas excessivamente religiosas que acreditam num Apocalipse que colocará fim ao mundo. A relação desses sujeitos em delírio coletivo, com seu líder, é religiosa, amorosa e servil. Segue assim uma lógica dogmática cristã, onde seu líder, na figura de Bolsonaro, substitui a imagem do ‘grande pai’ protetor. Essa figura pode sustentar um sujeito em desamparo, garantir-lhe borda, existência, e apaziguar sua dor e desemparo”, comenta. Arquivo Pessoal “A questão que nos evoca a reflexão é: o que este ‘grande pai Bolsonaro’ representa, senão: o coronel autoritário, bronco, racista, patriarcalista e machista? O que este delírio trás de ‘o retorno do recalcado” diz respeito ao sintoma social brasileiro: a Casa-Grande. O pai Bolsonaro tudo pode: ele pode matar, destruir, entregar, e nunca será questionado, pois o coronel tem poder de vida ou morte sobre seus vassalos”, enfatiza. “O que Bolsonaro traz para os sujeitos ajoelhados sob a tempestade é a mão autoritária do coronel, junto a garantia de que o status quo será mantido, os negros na senzala, os pobres à serviço dos aristocratas, o que garante a continuidade das desigualdades e injustiças sociais, que garantiram por décadas o conforto dos brancos, europeus, e seus privilégios de berço”. Para Lohaine, a realidade paralela em que vivem os delirantes do quartel, “não é tão paralela assim: ela encontra terreno fértil na mente das senhoras que ‘não conseguem mais achar uma empregada boa que trabalhe aos finais de semana também’, como antes (antes de quem? Antes dos direitos das trabalhadoras domésticas a férias, 13º salário, e descanso semanal)”. Em seu delírio, acrescenta, o que querem é a certeza de que “os filhos das empregadas não ‘roubarão’ a vaga nas universidades, dos meninos mimados da elite, que inseguros, não sabem mais competir. Bolsonaro lhes dá a certeza de que não viajarão para Disney ao lado da faxineira. E quem sabe, conseguirão uma nova mãe preta para morar em casa, e trabalhar, apenas para receber as quatro refeições diárias: ‘como antigamente”. Já Danielly Freitas afirma que, ao convocar o Exército para defendê-los de alguma ameaça, pedindo por intervenção militar para protegerem “os bons”, os acampados, “tentam convocar alguma ajuda divina, mas não só isso, eles tentaram até se comunicar com extraterrestres através de luzes no celular apontadas para o céu”. Arquivo Pessoal “É possível perceber que não importam os fatos, como os resultados das eleições, ou nenhuma prova apresentada que desqualifique o