Três árvores foram cortadas sem que fosse apresentado um motivo para a comunidade, apontam os relatos O corte de três árvores, nessa sexta-feira (28), na rua Maria Eleonora Pereira, em Jardim da Penha, Vitória, gerou comoção e revolta nos moradores. Foram retirados os galhos da planta e, neste sábado (29), a equipe da Prefeitura de Vitória compareceu ao local para retirar o tronco. Uma quarta árvore seria cortada, mas o ato foi impedido por pessoas que abordaram os funcionários da gestão municipal e contestaram a ação. De acordo com os moradores, não houve nenhuma explicação sobre o motivo dos cortes. Leonardo Sá Uma moradora, que não quis se identificar, afirmou que o corte das árvores foi “uma perda grande”. Ela destaca que começa agora um período de muito calor, portanto, seriam importantes para dar sombra e amenizar a temperatura. Diz ainda que as plantas serviam de abrigo para pássaros e que algumas delas tinham mais de 30 anos. “Eram patrimônio municipal, todos estávamos acostumados com elas aqui”, lamenta. A moradora afirma que as árvores não causavam nenhum incômodo. Ela defende que, mesmo nesse caso, o correto seria, inicialmente, buscar alternativas em vez de cortar, ainda mais sem diálogo com os moradores. Não é a primeira vez que árvores são cortadas pela gestão de Lorenzo Pazolini (Republicanos) em Jardim da Penha, já que aconteceu o mesmo com uma na rua Eugenílio Ramos. “Esses dias passei por lá e vi que a árvore não estava”, afirma. Leonardo Sá A moradora ressalta que, no lugar das árvores cortadas, deveriam ser plantadas outras. Além disso, alerta para a necessidade de a comunidade se mobilizar para que a prefeitura coloque essa ação em prática e, também, não faça novos cortes. Uma de suas preocupações é com o projeto de polo gastronômico da Rua da Lama. “Será que vão derrubar árvores para alargar as ruas?”, questiona. Leonardo Sá O projeto ao qual a moradora se refere contemplará, entre outras ações, intervenções em um trecho da Avenida Anísio Fernandes Coelho e da Rua Carijós, incluindo pistas de rolamentos de veículos, canteiro central e calçadas. Haverá, ainda, estacionamento para carga e descarga na Avenida Anísio Fernandes Coelho, além de permissão de estacionamento na Rua Carijó e, para as Forças de Segurança, na Rua Arthur Czartoryski. Também terá redução da velocidade dos carros, ampliação do canteiro central para criar áreas de convívio, implantação de novo mobiliário urbano com bancos e pergolados, calçadão para pedestres de 3,8 metros em ambos os lados da via, vias carroçáveis com 3,5 metros de largura, balizadores fixados para delimitar o fluxo de pedestres e veículos e, segundo a prefeitura, paisagismo com plantio de novas árvores. Prefeitura não apresenta laudo sobre retirada de árvore no Centro de Vitória Moradores formalizaram denúncia na Promotoria de Meio Ambiente e acionaram o Crea-ES https://www.seculodiario.com.br/cidades/prefeitura-nao-apresenta-laudo-que-comprove-necessidade-de-retirada-de-arvore-no-centro Sem apresentar laudo técnico, prefeitura retira árvore no Centro de Vitória Um oiti, datado de 1925, foi extraído nesta sexta-feira, ignorando pleito e mobilização da comunidade https://www.seculodiario.com.br/meio-ambiente/mesmo-sem-apresentar-laudo-tecnico-prefeitura-retira-arvore-no-centro-de-vitoria Moradores querem comprovação da necessidade de retirar árvore no Centro Acionada por dono de imóvel, prefeitura de Vitória alega dano ao pavimento pelas raízes da árvore, que está no local desde 1925 https://www.seculodiario.com.br/meio-ambiente/moradores-querem-laudo-tecnico-que-comprove-necessidade-de-retirada-de-arvore-no-centro-de-vitoria
Quem me representa!
E o que influencia minha escolha Além do exercício de cidadania, o momento do voto deve ser de uma profunda reflexão, relativa não só a um modelo de sociedade, mas também à identificação pessoal e subjetiva do eleitor com o representante. Uma identificação de valores, que dê ao eleitor uma expectativa de que, no momento de decidir questões inerentes à vida da população, aquele seu representante tomará por base valores próximos aos seus. Quando conseguimos enxergar no voto esta procuração para que alguém nos represente, abre-se a necessidade de refletirmos se a boa representação se dá pela semelhança ou contraste, ou seja, se quero que me representa alguém parecido comigo, ou alguém que se pareça com aquilo que eu gostaria de ser, ou ainda pior, alguém que eu perceba superior a mim. Que imbróglio, hein! Bem, para embasar esta reflexão, vou buscar uma companhia especial, Darcy Ribeiro, um profundo conhecedor do povo brasileiro, para, primeiramente, entender questões entranhadas na construção do nosso ethos. É inevitável que nossas reflexões se ancorem em grandes mestres, afinal, o mundo não começou quando começamos a pensar e, partir do zero para qualquer reflexão, significa uma perda de tempo enorme. O professor Darcy Ribeiro, encarregado pela Unesco para o estudo das relações entre índios e brancos no Brasil, em um momento em que transparecia, falsamente, ao mundo que tínhamos uma “democracia racial”, relata: “(…) há um velho, ativo e amargo ‘preconceito, bem como uma odiosa discriminação nas relações de negros e índios com brancos. Verificou-se ainda que nossa forma de preconceito é especialmente perversa, porque se introduz na consciência do negro e do índio, fazendo-os aceitar a ideia branca de uma inferioridade inata, da qual só pode fugir pela branquinização (…)” Com a luz deste grande mestre, podemos retomar nossa reflexão na questão investigada, seja: se o povo vota pela semelhança ou contraste. Considerando o relatório citado e a dificuldade de se modificar traços culturais, podemos concluir que nossa população, genealogicamente “mestiça”, ainda não se livrou completamente desta necessidade de branquinização. Basta analisar superficialmente a história da política brasileira para encontrar a predominância quase absoluta da permanência da afirmação branca na representação de nossa sociedade “mestiça”. Ao analisar o eleitorado do atual presidente, encontrando nele pessoas pretas e pobres, vibrando com suas bravatas ignóbeis, como o propósito de armar a população, afrontar as instituições, desprezar e reprimir os diferentes, fica parecendo que tem alguma coisa desconexa, que este eleitor está trabalhando contra si mesmo, mas também pode ser visto como o preconceito, introjetado em suas mentes, como afirma o professor Darcy Ribeiro. É claro que não se trata de uma verdade que eu me arvore a afirmar, mas uma reflexão direcionada ao meu próprio entendimento, na busca de razões para explicar comportamentos e visões que me pareçam tão contraditórias. Everaldo Barreto é professor de Filosofia
Caminho democrático
Resultado das eleições não definirá apenas o próximo governo, mas sim um projeto de sociedade A sociedade brasileira se encontra em uma encruzilhada, em que a escolha de um dos caminhos pode nos levar a um período de paz, liberdade e desenvolvimento social, para continuar nosso processo lento e gradual da busca de equilíbrio entre nossa população, ou um caminho de aprofundamento das crises sociais, desigualdades econômicas e agressões ao meio ambiente. A democracia e a cidadania responsável nos cobram uma participação e um posicionamento claro e objetivo sobre a forma de funcionamento da nossa sociedade, e é nosso dever e obrigação construir um projeto de nação de curto, médio e longo prazo, com justiça e equilíbrio entre as igualdades para os seus cidadãos. Do ponto de vista do curto prazo, temos o segundo turno das eleições, neste domingo (30), quando o resultado democrático e soberano do povo não definirá apenas o próximo governo para um mandato de quatro anos, mas sim qual projeto de sociedade queremos seguir. Consciente ou não, o desejo e o interesse de um povo é pertencer a uma nação admirada pela sua democracia e sua capacidade de proporcionar dias melhores e alimentar sonhos de realização social e econômica para seus habitantes. Neste momento de escolhas, precisamos nos posicionar entre os projetos diferentes de sociedade em debate e ter clareza do que cada um representa para o nosso presente e futuro dos nossos. A escolha de alguém para nos representar deve ser de acordo com o que queremos para a nossa sociedade. Precisamos de um projeto com uma liderança com capacidade para combater a violência, defender a liberdade democrática e construir diálogos e pontes para que nosso povo possa desenvolver-se e ser feliz. Diante desta encruzilhada, precisamos abandonar os caminhos das rupturas institucionais e seguir o do respeito democrático e construir um ambiente de convergência para o respeito ao estado democrático de direito. Como vimos, no decorrer do processo eleitoral, com o exemplo da união de mais de um milhão de brasileiros na assinatura da carta manifesto em prol da democracia na Faculdade de Direito da USP, que contou com a adesão de dezenas de entidades e instituições, num sentimento coletivo de amor ao nosso país, ao seu povo e as suas instituições democráticas. Para avançarmos rumo a uma sociedade melhor para todos, é necessário aceitarmos com serenidade as diferenças de propostas dos que estão unidos na defesa da democracia, do respeito ao próximo, e num projeto de construção permanente de uma sociedade melhor. Precisamos construir um pacto e um ambiente de estabilidade, reconhecendo e respeitando as diferenças e as divergências individuais dentro de um projeto maior de sociedade e de enfrentamento à barbárie e ao retrocesso civilizatório. Construir pontes e diálogos entre as mais diferentes lideranças comprometidas com nosso povo e sua evolução, é indispensável para o nosso desenvolvimento humano com inclusão social e econômica da maioria. A maioria do nosso povo entende a necessidade da convergência num projeto de sociedade, pois as pessoas comprometidas com uma cidadania democrática e responsável, percebem que nossa sociedade não aguenta mais retrocessos políticos, sociais e econômico. Todos nós e as principais e diversas lideranças, comprometidas com a evolução de nosso povo, precisam se colocar ao lado de um projeto que garanta a sobrevivência da nossa frágil democracia, pois há momentos que é necessário passar por cima das diferenças menores para enfrentar o mal maior que é a fome, o desemprego, a desvalorização do salário e a redução do poder de compra, o aumento das agressões ao meio ambiente, e o aumento da discriminação social e do racismo. Por estes e tantos outros motivos de retrocessos, é nosso dever nos posicionarmos e sairmos de nossas bolhas, e com muita esperança, contribuir para devolver a sociedade, a democracia, o desenvolvimento, a prosperidade, a solidariedade e a justiça social. Precisamos enfrentar todo sentimento de ódio e trazer para o nosso povo um sentimento de esperança, superar o medo, participar com ousadia e determinação das disputas de projetos, para viabilizar um projeto democrático com participação popular, para construirmos uma sociedade onde haja respeito às diferenças e valorização do ser humano, para construirmos a sociedade que merecemos e que só será construída com a nossa participação democrática e vigorosa, para vivermos sem medo, com segurança e paz, no presente e num longo futuro. Não é simples nem fácil, mas precisamos enfrentar as encruzilhadas da vida com coragem e determinação, para fazermos as escolhas de nossos representantes de acordo com nossos desejos e interesses e, depois, com nossa participação efetiva acompanharmos e fiscalizarmos para que nossos representantes escolhidos democraticamente, cumpram o seu papel, para nos representar em nossos desejos, interesses e necessidades. Melhor fazermos escolhas difíceis na vida, do que não termos a oportunidade nem o direito de escolher. Escolher um caminho é necessariamente abandonar outros. Que viva e se fortaleça sempre a nossa frágil democracia.
Médicos repudiam falas de Manato que tratam pandemia e mortes como ‘farsas’
Profissionais capixabas classificam afirmações como mentirosas e prometem entrar na Justiça, para que ele apresente provas Reprodução Declarações do candidato bolsonarista ao governo, Carlos Manato (PL), no debate com o governador Renato Casagrande (PSB), transmitido pela TV Gazeta, nas quais aponta como “farsas” a pandemia e muitas mortes registradas como Covid-19, mereceram repúdio de um grupo de médicos. Nesta sexta-feira (28), eles divulgaram um abaixo-assinado e pretendem acionar a Justiça, “para que o candidato prove as acusações que fez sobre a classe médica”. “A pandemia não foi uma farsa, como dito pelo senhor Manato, em desrespeito às famílias em luto e aos que ainda guardam sequelas da doença”, contesta o documento. Nas redes sociais, o coordenador do Centro de Operações Especiais para a Covid no Espírito Santo, Luiz Carlos Reblin, classificou como mentira a afirmação de Manato, que segue a linha do presidente Jair Bolsonaro (PL), seu aliado, de tentar minimizar a pandemia, adotando posição contrária às normas estabelecidas por instituições médico-sanitárias, resultando no aumento das mortes por Covid no Brasil. Em vídeo postado logo depois do debate, Reblin é enfático: “Acabei de assistir ao debate dos candidatos ao governo do Estado e não posso deixar para manhã o que eu preciso dizer a vocês”, destaca, para então contestar a afirmação de Manato. “Um candidato dirigiu ofensas importantes a todas as equipes de saúde aqui do Espírito Santo; equipes da secretaria estadual e também dos municípios; equipes dos hospitais filantrópicos, privados, do Instituto Médico Legal, do Serviço de Verificação de Óbitos, dizendo que nós construímos uma farsa, alegando que óbitos que ocorreram por outras causas foram inadequadamente classificados como Covid”. O coordenador reitera que “isso é uma mentira” e aponta que “as equipes são muito bem treinadas, capacitadas para fazer a diferença entre os óbitos que ocorreram por Covid e por outras causas. Seguiram, e seguimos sempre, a regra da Organização Mundial da Saúde [OMS] e também do próprio Ministério da Saúde”, reforça, e conclui com um pedido de votos para a reeleição de Casagrande. Protesto No abaixo-assinado, depois de manifestarem repúdio à afirmação de Manato, os médicos destacam que a maioria deles esteve à frente ou lidou com casos na luta para salvar vidas durante a pandemia de Covid 19. “Perdemos parentes, amigos e colegas para a doença, nesse enfrentamento; tivemos ao nosso lado o conhecimento médico que pusemos à disposição dos pacientes, sem nos aventurar ao uso de tratamentos sem comprovação científica”, destacam, em referência ao tratamento precoce defendido por Bolsonaro e seus seguidores por meio do uso da cloroquina, sem comprovação científica. “A pandemia não foi uma farsa, como dito pelo senhor Manato, em desrespeito às famílias em luto e aos que ainda guardam sequelas da doença”, rebate o texto, e enfatiza: “Fomos acusados, durante o debate de ontem na TV Gazeta, de forma leviana, pelo senhor Manato, de termos falsificado atestados de óbito para aumentar de forma artificial o número de mortes pela Covid 19″. “Nós, médicos, não falsificamos documentos. Juramos salvar vidas e aliviar a dor e o sofrimento. Nosso pacto é com a vida. A informação médica segura e correta sobre eventos clínicos ou desfechos fatais é absolutamente necessária para as eventuais providências no campo da saúde pública. Essas informações podem e salvam muitas vidas”.
‘É inadmissível o que Manato defende sobre as pessoas com deficiência’
Professor repudia segregação nas escolas: “o aluno com deficiência na escola comum traz benefício para todos” Arquivo pessoal A segregação das pessoas com deficiência (PCDs) é uma postura típica dos políticos de direita no Brasil e precisa ser derrubada nas urnas. A tarefa tem sido defendida por militantes nessa reta final do segundo turno das eleições para presidente da República e governador e, no Espírito Santo, encontrou eco nas palavras do professor da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) Douglas Ferrari, que tem deficiência visual, no tocante à educação inclusiva. “É inadmissível o que o candidato Manato [PL] falou no debate da Rede Gazeta [quinta-feira, 27] , ao colocar que as pessoas com deficiência devem voltar para escolas e classes segregadas”. O posicionamento na televisão, apesar de repugnante, não surpreendeu, prosseguiu o acadêmico. “Isso está no seu plano de governo. Ele afirma que são pessoas que não têm como conviver na escola comum. Quem é ele para dizer se uma pessoa pode ou não conviver na escola comum?”, repudia. Ao contrário do candidato da extrema direita capixaba, o professor salienta que a inclusão real é um processo que beneficia a toda a população. “A gente sabe que o aluno com deficiência na escola comum traz para beneficio para todos, inclusive para aqueles sem deficiência, que aprende a conviver com o diferente, a desenvolver a empatia”, conclama. Pauta inclusiva ampla Na mesma linha do professor, o Coletivo Mães Eficientes Somos Nós (MESN) buscou o candidato à reeleição Renato Casagrande (PSB) para assinatura de um termo de compromisso com propostas de inclusão para áreas diversas, incluindo saúde, educação, assistência social, cultura e lazer, além da realização de um censo demográfico e socioeconômico das pessoas com deficiência no Espírito Santo, para subsidiar a elaboração e implementação das políticas públicas. Em suas redes sociais, o coletivo também parabenizou o governador por suas falas em defesa da inclusão no mesmo debate político dessa quinta-feira. “Casagrande fez a defesa do Atendimento Educacional Especializado em escolas regulares e citou a atuação do Coletivo Mães Eficientes contra a segregação defendida pelo adversário. Parabéns, Casagrande!” ‘A direita só se envolve com questões das PCDs para promover mais segregação’ Avaliação é do Coletivo Mães Eficientes Somos Nós, que procurou apenas Casagrande para firmar termo de compromisso https://www.seculodiario.com.br/direitos/a-direita-so-se-envolve-com-questoes-das-pcds-para-promover-mais-segregacao ‘Invisíveis entre os invisíveis’ – as PCDs nas propostas de governo em 2022 Professor Douglas Ferrari avalia avanços e retrocessos dos candidatos em relação às pessoas com deficiência https://www.seculodiario.com.br/politica/invisiveis-entre-os-invisiveis-as-pcds-nas-propostas-de-governo-em-2022
‘Bolsonaro mata a democracia e fragiliza as instituições’, aponta Contarato
Senador defende candidatura de Renato Casagrande e crê na vitória de Lula para “tirar o Brasil dessa situação” Um dos principais defensores da candidatura do ex-presidente Lula à Presidência da República, o senador Fabiano Contarato (PT), desde o mês de setembro eleitor declarado também da reeleição do governador Renato Casagrande (PSB), afirma que o presidente Jair Bolsonaro (PL) não sabe viver a democracia e enfraquece as instituições. A declaração foi dada a Século Diário na noite dessa quinta-feira (27), nas comemorações dos 77 anos do ex-presidente Lula, em Vitória. “Esse senhor enfraquece as instituições e mata a democracia”, ressaltou o senador, enfatizando que “Bolsonaro ataca a Ordem dos Advogados do Brasil [OAB] e sistematicamente a imprensa; faz movimentos antidemocráticos contra o Supremo; reduz a participação da sociedade civil; criminaliza ONGs; e numa pandemia nunca percorre um hospital público para se solidarizar com as mais de 700 mil famílias que tiveram pessoas que perderam a vida”. Contarato se empenha na campanha de Lula desde o início do processo eleitoral, mas mantinha silêncio com relação a Casagrande, situação estabelecidada desde a retirada de sua candidatura ao governo, em julho. Em setembro, em nota distribuída à imprensa, declarou o voto e passou a participar de atos de campanha, discretamente. “Declaro meu voto em Casagrande para o governo, na absoluta certeza de que o Estado terá um gestor comprometido com a geração de emprego, a saúde, os direitos humanos, a educação, a atenção aos mais pobres e aos que passam fome neste país desgovernado por Bolsonaro”, disse na época. Nessa quinta-feira, Contarato afirmou que espera que a “sociedade reconheça o trabalho do governador Casagrande, extremamente experiente, que já foi deputado estadual e federal, senador e governador, e já demonstrou que sabe o que é uma gestão para uma saúde social. Espero também que o Espírito Santo reconduza-o ao cargo”, reforçou. No campo nacional, apontou para o que está em jogo, “a defesa intransigente da democracia e eu espero que no dia 30 a população brasileira vai ter a serenidade de eleger o presidente Lula para recolocar o Brasil nos trilhos e nós voltarmos a respirar com paz e tranquilidade, especialmente nesse momento agora de muita animosidade, de uma política de ódio, de ataque às instituições”. Ao analisar a nova composição do Congresso Nacional, resultante das eleições de 2 de outubro, majoritariamente de uma centro-direita muito forte, disse acreditar no diálogo e no poder de articulação do presidente Lula, se for eleito neste domingo (30), como o senador acredita. “Eu já tive seis ou sete reuniões com o presidente Lula e ele é uma pessoa – um verdadeiro estadista -, centrada, equilibrada, basta ver o que ele passou, e sabe articular. Tenho certeza de que o diálogo vai prevalecer e ele saberá conversar com todos esses parlamentares que terão, sim, a hombridade de entender que a democracia é o caminho para tirar o Brasil dessa situação, para gente gerar emprego e renda, alavancar a economia, e garantir uma saúde pública de qualidade.
Sindbares declara apoio a Bolsonaro e estabelecimentos criticam
Filiados afirmam não terem sido ouvidos e que carta foi iniciativa do presidente da entidade, Rodrigo Vervloet Estabelecimentos filiados ao Sindicato dos Restaurantes, Bares e Similares do Espírito Santo (Sindbares) questionam o fato de a entidade ter divulgado em suas redes sociais uma carta na qual se posiciona em defesa da reeleição do presidente Jair Bolsonaro (PL). A decisão, afirmam, foi tomada sem diálogo. Eles relatam ainda que, após a divulgação nas redes sociais, aqueles que contestaram a atitude foram “censurados”. Os estabelecimentos apontam que a carta foi uma iniciativa do presidente do Sindbares, Rodrigo Vervloet, que foi candidato a deputado estadual pelo partido União Brasil. O proprietário da Casa de Bamba, no Centro de Vitória, Saulo Santos da Silva, afirmou ter tomado um susto ao ver a carta nas redes sociais. “Responderam por todos sem consultar nenhum”, diz. Saulo defende que o sindicato patronal não deveria se manifestar nem a favor de Bolsonaro nem de Lula (PT), uma vez que qualquer um dos posicionamentos pode gerar boicotes por parte de clientes que apoiam ambos os candidatos. Carlos Eduardo Souza dos Santos, proprietário da Sfiheria, em Jardim da Penha, destaca que “o Sindbares não se resume à figura do presidente” e que “tudo tem que ser debatido”. O sócio proprietário da “A Oca”, no Centro de Vitória, Fabrício Costa, relata que alguns estabelecimentos se posicionaram contra a carta em um grupo de WhatsApp do Sindbares, mas os comentários foram apagados. Assim como Saulo, Fabrício acredita que a entidade não deveria se posicionar a favor de nenhum candidato, mas tece críticas ao Governo Bolsonaro. Para o sócio proprietário da “A Oca”, a demora na compra das vacinas fez com que as restrições econômicas perdurassem por mais tempo, prejudicando os estabelecimentos. Ele também critica a demora na liberação de linha de crédito, e quando foi liberado, “foi uma mixaria”. Fabricio reconhece as dificuldades pelas quais os estabelecimentos passaram devido às restrições, mas defende que “a ‘A Oca’ não é maior do que a vida das pessoas, dinheiro não está acima da vida”. Também aponta que Bolsonaro “gastou milhões com kit Covid, com remédio ineficaz”. Na carta, o Sindbares afirma que, desde o início de sua gestão, “Bolsonaro proporcionou modernização legal de todo o ambiente de negócios do país, implementando leis como a de liberdade econômica, mini reformas trabalhistas, dentre diversas outras”. E ainda que “quase todos estabelecimentos filiados sobreviveram à pandemia, graças ao benefício emergencial de preservação do emprego e renda, instituído pela MP 936/20, o qual pagou os salários dos nossos colaboradores, tudo com recursos do Governo Federal”. O Sindbares afirma que as políticas econômicas e fiscais para os próximos anos “estão claras” e que a candidatura de Lula “não deixou claro seu plano de governo, principalmente no que se refere à economia” e que os estabelecimentos “amargaram a pior crise econômica das últimas décadas, exatamente em razão do desequilíbrio econômico causado por este mesmo partido [PT] que agora quer retornar, sem qualquer autocrítica do período, e sem sequer apresentar seu planejamento”.
Fim de campanha: urnas são testadas e candidatos participam de caminhadas
Urnas eletrônicas passarão por auditoria, para demonstrar a confiabilidade e transparência do pleito O Tribunal Regional Eleitoral do Espírito Santo (TRE-ES) realiza neste sábado (29) o sorteio das urnas eletrônicas que vão passar por processo de auditoria no domingo, dia do segundo turno das eleições. A medida é uma forma de demonstrar a credibilidade e transparência do processo eleitoral, que escolherá o presidente da República e o governador do Espírito Santo e de mais 11 estados brasileiros. No Estado, 2,9 milhões eleitores estão aptos a votar, incluindo os que não compareceram no primeiro turno, mesmo que não tenham justificado a ausência. Os dois candidatos ao governo programaram para o último dia da campanha eleitoral, neste sábado, encontro com lideranças e caminhadas para manter contato com eleitorado. Carlos Manato (PL), concorrente apoiado por Bolsonaro, percorre feiras livres em Vitória e Vila Velha, e São Mateus, no norte do Estado, colado ao nome do presidente. Já o governador Renato Casagrande (PSB) encerra a campanha com caminhada na Grande Vitória e descolado de Lula, candidato à Presidência pelo PT, dentro da estratégia de não perder os votos bolsonaristas do Estado, que formaram a maioria no primeiro turno na disputa presidencial, e de manter a ampla aliança formada em torno do seu palanque, incluindo aliados do presidente, prefeitos, deputados e vereadores, bem acima da coligação PSB-PT. Uma situação que o leva a declarar seu voto no candidato petista e, ao mesmo tempo, pedir votos para Bolsonaro em alguns municípios. No PT, a militância programou para este sábado “bandeiraços” e “adesivaços” de Lula em vários municípios. A estratégia se encaixa na linha nacional da campanha de Lula, de ocupar as ruas a fim de motivar a população. Além da Grande Vitória, haverá ações, já confirmadas, em Ibiraçu, Aracruz, Conceição da Barra, Ponto Belo, Ibatiba e Barra de São Francisco. Urnas No procedimento do TRE-ES, 25 urnas eletrônicas passarão por auditoria no Espírito Santo, sendo as 18 primeiras submetidas ao teste de integridade; duas ao projeto piloto (teste de integridade com biometria); três ao teste de autenticidade dos sistemas eleitorais; e duas a uma eventual auditoria futura. No dia da eleição, o teste de integridade acontecerá durante o horário de votação, das 8h às 17 horas. O teste de integridade simula, em ambiente controlado, o procedimento normal de uma votação na seção eleitoral, com a participação de servidores do Tribunal e de outros órgãos do Poder Judiciário e do Ministério Público, sendo, também, acompanhado por diversas entidades fiscalizadoras. Serve para comprovar a segurança e o perfeito funcionamento da urna eletrônica, comparando o resultado da votação em cédulas de papel e os resultados obtidos no boletim de urna, ao final da simulação. Na véspera das eleições, 18 seções eleitorais – sendo uma por zona eleitoral – são selecionadas, mediante indicação das entidades fiscalizadoras, em cerimônia pública realizada na véspera do pleito, na presença de representante do Ministério Público Eleitoral, de auditores externos e demais interessados. As urnas selecionadas são separadas pela zona eleitoral, transportadas até a sede do Tribunal e entregues, lacradas, à equipe do TRE-ES para serem auditadas. O órgão providencia o transporte das urnas selecionadas, da zona eleitoral até sua sede e, de sábado para domingo, ficam protegidas e guardadas no ambiente em que será realizada a auditoria, sob a guarda da Polícia Federal. O teste envolve um conferente, que retira a cédula da urna de lona, numera e mostra o voto aos fiscais presentes; dois digitadores, que digitam os votos da cédula em um computador com um sistema próprio, que contabiliza os votos e imprime o espelho do voto; um habilitador, para possibilitar ao eleitor votar na urna; e um votador, pessoa que atua como eleitor na urna eletrônica. O processo é filmado e transmitido em tempo real pela internet, no canal oficial do TRE-ES no YouTube. Ao final, o total de votos digitados na urna, cujo registro consta do Boletim de Urna, deve ser exatamente o mesmo da soma dos votos das cédulas de papel digitadas no sistema de apoio informatizado e com a soma manual dos auditores externos.
Lavagem de tanques em navio petroleiro pode ser origem de óleo em praias do ES
Marinha afirma origem comum ao visto no Nordeste em agosto, vindo possivelmente do Golfo do México PMCB A lavagem de tanques em navio petroleiro pode ser a origem do óleo encontrado há duas semanas em praias do litoral norte do Espírito Santo. A afirmação vem dos órgãos que compõem o Comitê Gestor Estadual formado para gerir as medidas voltadas à retirada, monitoramento e estudo dos fragmentos de petróleo na região. A coordenação do Comitê Gestor Estadual é da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Seama), que afirmou tratar-se do mesmo material encontrado nas praias do Nordeste em agosto passado, porém, com origem diversa do óleo que poluiu o litoral nordestino e capixaba em 2019. Por meio de nota, o colegiado informou que “o resultado da análise do Instituto de Pesquisas do Mar da Marinha do Brasil apontou que os resíduos que atingiram as praias do Nordeste brasileiro e os municípios do litoral norte capixaba, nos últimos dias, apresentam perfil químico diferente do observado no óleo que atingiu a costa brasileira em 2019”. O comunicado prossegue explicando que “segundo o Departamento de Segurança do Tráfego Aquaviário da Capitania dos Portos do Espírito Santo, e com base nas características geoquímicas do resíduo, o incidente em investigação provavelmente foi causado pelo descarte de resíduos oleosos oriundos de uma lavagem de tanques em navio petroleiro”. O monitoramento em curso registrou impactos em três municípios: Conceição da Barra, São Mateus e Linhares, nos quais foram recolhidos, até essa quinta-feira (27), cerca de 390 kg de óleo. O recolhimento da sujeira fóssil é feito por servidores públicos municipais e estaduais das unidades de conservação estadual em Itaúnas e Conceição da Barra. “Todo material recolhido está sendo armazenado de forma segura e adequada nos próprios municípios, principalmente em função do volume incipiente encontrado, em relação ao que foi coletado em 2019. O Comitê ainda orienta à população não manusear o material, caso seja encontrado, sem os devidos equipamentos de proteção individual de segurança”, destaca a nota. Além da Seama, integram o Comitê o Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema), o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), a Capitania dos Portos, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), a Universidade Federal do Estado (Ufes), o Corpo de Bombeiros, a Defesa Civil do Estado, a empresa Ambipar e as secretarias municipais de Meio Ambiente de Linhares, São Mateus e Conceição da Barra. Ocorrência nacional No Espírito Santo, os primeiros registros do novo óleo foram feitos no dia 13 de outubro. No Nordeste, as primeiras aparições foram em Pernambuco, em agosto. No dia nove de setembro, a Marinha publicou um comunicado conjunto, com informações sobre as investigações conduzidas por diversos institutos de pesquisa sobre a origem e impactos do óleo. Na ocasião, as amostras para estudo haviam sido coletadas em praias de Pernambuco (Casa Caiada, Cupe, Catuama, Maria Farinha, Rio Doce, Bairro Novo, Milagres, Boa Viagem, Paiva e Quartel), Paraíba (Pitimbu e Jacarapé), Alagoas (Carro Quebrado) e Bahia (Ondina). As análises haviam sido feitas pelos seguintes laboratórios: Laboratório de Compostos Orgânicos em Ecossistemas Costeiros e Marinhos (OrganoMAR), da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE); Centro de Excelência em Geoquímica, Petróleo, Energia e Meio Ambiente (Lepetro/Igeo), da Universidade Federal da Bahia (UFBA); e Laboratório de Geoquímica Ambiental Forense (LGAF) do Instituto de Estudos do Mar Almirante Paulo Moreira (IEAPM) (Marinha do Brasil), este, o laboratório forense oficial da Autoridade Marítima brasileira para fins de investigação da origem de tais incidentes. “A partir das análises de amostras de resíduos de óleo até agora efetuadas, há indicação de que houve um novo evento [diferente do desastre de 2019], cuja hipótese mais provável aponta para um incidente envolvendo petróleo cru, proveniente do descarte de água oleosa lançada ao mar, após a lavagem de tanques de navio petroleiro, em alto-mar. Os biomarcadores, ou indicadores de origem, sugerem tratar-se de petróleo produzido no Golfo do México. Tal origem foi estabelecida a partir da análise das amostras coletadas, especificamente, nas praias de Pernambuco (Boa Viagem, Paiva e Quartel) e Bahia (Ondina)”, afirmou a nota. Conforme lembrou reportagem publicada pelo jornal Folha de S.Paulo no dia 28 de agosto, em 2019, as manchas de óleo foram registradas em praias de 11 estados, a partir de registros na Paraíba no dia 20 de agosto, causando um prejuízo estimado pela Polícia Federal em R$ 525 milhões. “Desde então, foram recolhidas 5,3 mil toneladas de óleo em 1.013 localidades, boa parte do trabalho feita por grupos de voluntários”, destacou o jornal. “A PF concluiu a apuração do acidente ambiental ainda em 2020 e indicou o navio NM Bouboulina, de bandeira grega, como responsável pelo vazamento. A empresa Delta Tankers, proprietária do navio, afirmou que uma inspeção feita na embarcação não encontrou provas do vazamento. Depois desse episódio, o óleo continuou aparecendo nas praias do Nordeste brasileiro em episódios esporádicos. Em junho de 2020, fragmentos de óleo foram encontrados em praias de Pernambuco e Alagoas. Em agosto de 2021, apareceram em Fernando de Noronha”. Óleo vazado em 2019 no Nordeste pode ter voltado ao Espírito Santo Pequenos resíduos recolhidos em Itaúnas e Guriri, semelhantes aos de Ilhéus, estão em análise laboratorial https://www.seculodiario.com.br/meio-ambiente/oleo-vazado-em-2019-no-nordeste-pode-ter-voltado-ao-espirito-santo
Marina exalta a democracia e diz que agenda de Lula reconstruirá o Brasil
Uma multidão comemorou, na Praça dos Desejos, o aniversário do ex-presidente com a participação da ex-ministra Leonardo Sá “Eu sou uma mulher corajosa e gostaria de cumprimentar todas as mulheres aqui presentes”, disse a ex-ministra do Meio Ambiente e deputada federal eleita por São Paulo, Marina Silva (Rede), na noite desta quinta-feira (27), na Praça dos Desejos, Praia do Canto, em Vitória, ao falar para uma multidão de apoiadores do ex-presidente Lula. Era o “Lula Day”, em comemoração aos 77 anos do petista, com um grande “bandeiraço”, culto ecumênico, seguido de ato político com a participação de lideranças políticas e de representantes de várias denominações religiosas. Marina contextualizou declarações da coletiva de imprensa realizada na parte da tarde, em um hotel de Jardim da Penha, repetidas no ato político, em que reafirmou a defesa da democracia, o respeito a todas as pessoas e à crença de cada um, e apontou o ex-presidente Lula como o único com capacidade de reconstruir o País. “Este País está vivendo uma situação de que jamais imaginamos que iria acontecer com a democracia e com as políticas públicas que já deram certo, no governo do presidente Lula, que tirou o Brasil do mapa da fome. O Brasil voltou para o mapa da fome, o mapa da vergonha no governo Bolsonaro”, criticou Marina. Leonardo Sá Na coletiva, Marina se disse “muito feliz” com os números da pesquisa Datafolha, que acabava de ser divulgada, apontando 53% das intenções de voto para Lula e 47% para Bolsonaro, creditando o resultado “ao movimento em torno do ex-presidente Lula, que reúne além de lideranças do PT, setores profissionais, empresariais, de mulheres, trabalhadores e povos originários em legítima defesa da democracia”. Para a ex-ministra, quando a democracia está ameaçada, qualquer pessoa que estiver comprometida com ela assume o compromisso de votar em quem tem as melhores condições para preservar essa democracia e defendê-la. “Nesse segundo turno, estamos todos unidos”, enfatizou, e citou a federação da Rede de Sustentabilidade com o Psol, e lideranças como a senadora Simone Tebet (MDB-MS) e o ex-presidenciável Ciro Gomes (PDT-CE). Leonardo Sá “É uma agenda robusta”, declarou Marina, acentuando que o Brasil precisa voltar ao protagonismo que sempre teve, por meio de parcerias com vários setores da economia que fugiram no governo Bolsonaro, que falta com respeito às mulheres, aos povos indígenas, marcado também pela destruição da Amazônia. Ela abordou ainda questões relacionadas aos evangélicos e apontou que existem “demandas legítimas de todos os segmentos da sociedade, e com os evangélicos não é diferente, pois somam de 30 a 40 milhões de brasileiros”, projetando de 70 a 80 milhões, com a atualização de dados estatísticos, enfatizando, no entanto, que o “estado é laico”. Leonardo Sá No ato ecumênico e na manifestação política, o “Lula Day” contou com a participação do senador Fabiano Contarato (PT); da presidente do PT estadual e deputada federal eleita, Jackeline Rocha (PT); do deputado federal reeleito, Helder Salomão (PT); da deputada estadual reeleita Iriny Lopes (PT); do ex-prefeito e deputado estadual eleito, João Coser (PT); da vereadora Camila Valadão (Psol), eleita para a Assembleia Legislativa, e do seu sucessor, o advogado André Moreira (Psol); e ainda da vereadora Karla Coser (PT), o ex-governador Vitor Buaiz e Célia Tavares (PT). Representantes de diferentes religiões exaltaram a igualdade entre as pessoas e a necessidade de eleger Lula presidente da República. Houve o “Parabéns pra Você” e a oração do “Pai Nosso”, em meio a cânticos do “Lula Lá”, em ambiente de muita alegria, que contagiou espaços para além da praça e levou motoristas a fazerem um “buzinaço”. Caminhos inconciliáveis – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/socioeconomicas/caminhos-inconciliaveis