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Justiça estadual suspende ação de reintegração de posse da Vale contra indígenas

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Fabio Massariol acatou pedido da Defensorias Pública Estadual sobre competência da Justiça federal no caso Redes sociais Foi suspensa pela Justiça Estadual os efeitos da decisão que havia concedido a reintegração de posse do trecho da ferrovia Vitória-Minas que corta a Terra Indígena de Comboios, em Aracruz, norte do Estado. A decisão liminar havia sido concedida em ação requerida pela Vale. Desde o dia primeiro de setembro, centenas de famílias Tupinkim ocupam os trilhos que passam pela aldeia Córrego do Ouro, reivindicando a revisão do acordo de compensação e reparação dos danos provocados nas comunidades indígenas pelo crime da Samarco/Vale-BHP.  Em sua sentença, o juiz Fabio Massariol, da 1ª Vara Cível, Família e de Órfãos e Sucessões de Aracruz, acatou o pedido feito pelas Defensorias Públicas Estadual e da União (DPES e DPU), salientando a competência da Justiça Federal para o caso, por tratar-se de litígio envolvendo interesses e direitos das comunidades indígenas. Argumentação que foi reforçada, nos autos, pelos Ministérios Públicos Federal e Estadual (MPF/ES e MPES) e pela Fundação Nacional do Índio (Funai). “Considerando a incompetência deste juízo para processar e julgar a presente ação, coloca-se em xeque a viabilidade do cumprimento da liminar de reintegração de posse originariamente pleiteada, por força de possível competência absoluta da Justiça Federal, o qual deterá melhores condições para análise cumprimento da medida pleiteada”, disse o magistrado. A decisão foi tomada um dia após uma reunião de conciliação realizada na última quinta-feira (29) sob coordenação de Fabio Massariol, envolvendo representantes da Vale, dos indígenas e das instituições de Justiça que defendem as comunidades, além da Secretaria de Estado de Direitos Humanos (SEDH). Na ocasião, a Vale reapresentou basicamente a mesma proposta de acordo que já havia sido enviada pela Fundação Renova, com a qual o acordo contestado foi firmado. Proposta que vem sendo reiteradamente rejeitada pelos indígenas. Sem o acordo perante o juiz, restava em suspenso ainda um prazo ventilado pela Vale, no dia cinco de outubro, quando a ferrovia seria reintegrada à empresa definitivamente. Com a decisão do juízo de Aracruz, no entanto, o caso passará por nova análise da Vara Federal da Seção Judiciária de Linhares. Durante o encontro, as lideranças Tupinikim expuseram as reivindicações das aldeias, que vão além dos auxílios financeiros e indenizações. “Falamos da nossa realidade, da perda do rio, da falta de respeito da Fundação Renova e das suas mantenedoras [Samarco, Vale e BHP Billiton] com o nosso território e a nossa cultura. Muitos espaços nossos foram violados, não podemos usufruir mais desses locais”, relata o Cacique Toninho, da aldeia Comboios. As lideranças também reforçaram estarem abertas ao diálogo, mas precisam de uma reciprocidade tanto da parte da mineradora quanto da Justiça. “Se a gente tem que cumprir uma ordem judicial que a Vale pede, a Justiça também precisa entender e defender os nossos direitos. Não pode continuar vendo só um lado”, complementou. Os doze anos de atraso da mineradora em relação à entrega do Plano Básico Ambiental Indígena (PBAI) foi outro ponto ressaltado. “A Vale está inadimplente com a comunidade por não construir o PBAI. O juiz ficou comovido e ficou de pedir uma reunião com o juiz da Vara Federal de Minas Gerais”, conta.  Nesta terça-feira (4), uma comitiva de indígenas será recebida pela Sexta Câmara do Ministério Público Federal (MPF) em Brasília, para tratar das reivindicações feitas pela ocupação dos trilhos. Indígenas se reúnem com juiz de Aracruz e agendam reunião com MP em Brasília Vale não aceita acordo e força reintegração de posse da ferrovia. Famílias resistem há 29 dias https://www.seculodiario.com.br/meio-ambiente/indigenas-se-reunem-com-juiz-de-aracruz-e-agendam-reuniao-com-mp-em-brasilia ‘Levo minha filha para os movimentos desde cedo, para ela saber os direitos dela’ Ocupação dos trilhos da Vale na Terra Indígena completa 28 dias e mobiliza crianças, jovens, adultos e idosos https://www.seculodiario.com.br/meio-ambiente/levo-minha-filha-para-os-movimentos-desde-cedo-para-ela-saber-os-direitos-dela

03/10/2022 / 0 Comments
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Helder Salomão, deputado federal mais votado, diz que ‘é hora do diálogo’

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“Precisamos pensar em um projeto alternativo para 2026”, ressalta, apontando, agora, “missão urgente” de eleger Lula e Casagrande  “Saio maior do que entrei e quero ajudar a construir esse diálogo”. Ao fazer essa declaração, em entrevista a Século Diário nesta segunda-feira (3), o deputado federal Helder Salomão (PT) assume o protagonismo das articulações políticas neste segundo turno que se inicia, convicto de, como primeiro deputado federal da esquerda eleito no Espírito Santo com 120,3 mil votos, tem uma missão urgente: “A reeleição de Lula e do governador Renato Casagrande (PSB)”. O parlamentar afirma que tem consciência dos desafios. Ele pretende, a partir de agora, abrir um diálogo mais amplo com partidos de esquerda, movimentos sociais e representações da sociedade civil, a fim de pensar o Espírito Santo daqui para a frente. “Precisamos pensar em um projeto alternativo para 2026, pensar além do tempo presente, com maior participação popular e outros setores da sociedade”. Para tanto, pretende convocar uma plenária ampla do seu partido sobre o papel a cumprir nesse novo mandato. Pela manhã, ele conversou com o Casagrande, colocando-se como apoiador na disputa contra o segundo colocado na corrida ao Palácio Anchieta, Carlos Manato (PL), representante do bolsonarismo no Espírito Santo. “A vitória de Lula no primeiro turno, esperávamos, mas sabíamos que era difícil; já o resultado da eleição para o governo do Estado foi surpresa. O PT fez campanha, mas faltou empenho. Estou confiante que iremos mobilizar os movimentos sociais e outros setores que não são do PT”, comenta, e enfatiza: “Terminou a eleição, é preciso descer do palanque”. Nesse leque de alianças, Helder Salomão inclui o senador Fabiano Contarato (PT), que já se “colocou à disposição para ajudar na campanha para reeleger Casagrande neste segundo turno”. Contarato teve candidatura ao governo lançada pelo PT e depois retirada, por força da coligação com o PSB, partido do governador, defensor de uma frente ampla envolvendo legendas antagônicas, levando-o a não abraçar a campanha de Lula no Estado. Helder aponta que tem pautado seus mantos por ter lado,” sem vacilar”. ” Eu escolhi o lado da democracia, dos trabalhadores e dos mais pobres e pequenos, sem nunca perder a capacidade de autocrítica e de dialogar com todas as forças politicas e da sociedade, com os diferentes”, afirma. Para ele, o mais importante é que “todos os nossos votos foram conquistados, um a um, sem pressão, mentiras, promessas falsas e uso do poder econômico e de outras formas ilegais de fazer campanha. Os nossos votos são resultado de muito trabalho e de muita dedicação. Faço da política um sacerdócio a serviço daqueles que mais precisam”.  O deputado ressalta que, nesse novo mandato que começa em janeiro, terá um reforço na Câmara com a chegada da presidente estadual do PT, Jack Rocha, eleita deputado federal. No âmbito estadual, ele vê a reeleição da deputada Iriny Lopes e a eleição de João Coser, ambos do PT, como muito importante para ampliar a representação da esquerda na Assembleia Legislativa, que terá ainda a deputada eleita Camila Valadão (Psol), que atingiu mais de 50 mil votos.

03/10/2022 / 1 Comment
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‘Vamos incorporar um conjunto de pautas que não aparecem na Câmara’

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Mulher mais votada da história da Assembleia, Camila Valadão defende o meio ambiente e populações marginalizadas na política Suellen Suzano A vereadora de Vitória Camila Valadão (Psol) garantiu sua entrada na Assembleia Legislativa em 2023 como a mulher mais votada da história da Casa. Com 52,2 mil votos, atingiu ainda a quarta maior votação entre todas as candidaturas na eleições desse domingo (2), que teve Sergio Meneguelli (Republicanos), Capitão Assumção (PL) e João Coser (PT) no podium.  Essa segunda conquista histórica sucede sua eleição como vereadora em 2020, quando tornou-se a primeira mulher negra a ocupar uma cadeira na Câmara de Vitória, com 5,6 mil votos, a segunda maior votação da atual legislatura.  “Nossa vitória agora para o legislativo estadual é também uma resposta política às violências, às perseguições, aos boicotes que nós sofremos no âmbito da Câmara de Vitória. Mesmo diante de tudo que sofremos, conseguimos fazer um mandato que dialogasse com os anseios da população, que não se submeteu às violências e foi marcado, ao contrário, pelas respostas a elas. Construímos um mandato que representa a criatividade política, a radical imaginação criativa das mulheres negras. Para nós, ter também essa votação histórica representa o reconhecimento de vários setores com as nossas pautas”, ressalta. Nesse salto do parlamento municipal para o estadual, Camila Valadão entende que irá ampliar o leque de pautas às quais seu mandato irá se dedicar. “Já temos a convicção de que vamos incorporar um conjunto de pautas que muitas vezes não aparecem na Câmara”, pondera, citando especialmente causas da temática socioambiental, que inclui quilombolas, indígenas, combate à poluição, proteção de unidades de conservação e mudanças climáticas.  “Vamos fazer um mapeamento de projetos que já estavam em curso nessa legislatura e que precisarão ter continuidade”, afirma. “Nosso desafio é entender, até a posse, como esses temas estão colocados na Assembleia”, acrescenta.  Implícito nesse estudo de estratégias, prioridades e continuidades, está o reconhecimento das forças ultraconservadoras que precisará enfrentará. “A composição da Assembleia vai ser muito dura com liderança do PL, Republicanos…vai ter uma disputa difícil lá dentro”.  O que não é nenhuma novidade, infelizmente, já que, na Capital, esse enfrentamento é diário, inclusive caracterizando violência política de gênero, denunciada na Organização das Nações Unidas (Onu). “A gente sabe que uma coisa que dita muito o ritmo do trabalho parlamentar são as comissões e vamos ter que estudar isso. Na Câmara de Vitória, não estou em nenhuma comissão. Tentaram apagar nosso mandato, mas não conseguiram. Até porque temos um mandato muito bem qualificado tecnicamente”.  De antemão, o programa político de sua candidatura tem mais de 400 propostas. “A gente sabe que nem todas poderão ser executadas, porque sabe das disputas dentro do parlamento. Em Vitória tive muita dificuldade de aprovar projetos e medidas, e sei que será uma composição muito dura na Assembleia também”.  O programa tem três eixos: “Nada sem nós”, onde é previsto ampliar a participação política da sociedade e os canais de debate. “O nosso mandato terá muito compromisso com isso. Vamos promover audiências públicas e construir espaços que possibilitem os encontros, a participação popular e o debate, sempre fomentando as organizações da sociedade civil”.  O segundo eixo, “Sem deixar ninguém para trás”, trata de propostas específicas para públicos e populações que não estão representados nos espaços políticos e institucionais. “Nossa ideia é, antes mesmo da posse – não sei como será possível em função do tempo e da minha atuação ainda em Vitória – é nos reunir com movimentos diversos que representam esses setores. Quilombolas, mulheres, povo negro, indígenas, juventudes, primeira infância, pessoas com deficiência [PCDs] e população LGBTQIA+, que são públicos sub-representados nos espaços políticos. A composição da assembleia já diz isso, essa baixa representatividade”.  O terceiro eixo, “Nossos direitos”, traz as políticas sociais de fato propostas pelo mandato. “É um eixo bem completo, longo. Saúde, educação, cultura, segurança, meio ambiente (águas, ar, parques, clima)…para cada um deles, nós temos um mini-diagnóstico, que não consta no programa político disponibilizado na internet, mas faz a primeira condução das futuras ações”. Pautas órfãs As pautas que estruturam o programa político de Camila Valadão são trabalhadas por um número reduzido de parlamentares da atual legislatura, que tem basicamente três exceções com razoável diálogo com elas. Primeiro, Sergio Majeski (PSDB) na luta contra a poluição do ar e o pó preto, mas que foi impedido de assumir funções de poder na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Pó Preto, por ele sugerida e, depois viu a comissão ser descaracterizada pelo presidente, Marcelo Santos (Podemos), que simplesmente a “enterrou” sem qualquer resultado. Majeski estará fora da Assembleia em 2023, enquanto Marcelo Santos foi reeleito. Uma segunda exceção é a deputada reeleita Iriny Lopes (PT), que tem histórico consolidado de defesa de povos tradicionais, movimentos sociais de direitos humanos, moradia e outros similares, e os atingidos pelo crime da Samarco/Vale-BHP. E um terceiro ponto fora da curva é Gandini (Cidadania), também reeleito, que preside a Frente Parlamentar de Conservação da Biodiversidade Capixaba, e tem se posicionado em favor das florestas em algumas pautas estaduais e municipais, como a proteção do maciço florestal em Sooretama, ameaçado pela BR 101. Cinco disputas As duas vitórias históricas seguidas de Camila Valadão sacramentam uma trajetória política diferenciada em todo o Estado. “Para nós, o resultado representa muito para as mulheres negras, que sempre tiveram esse espaço político institucionalizado negado. Chegar a essa votação com uma candidatura militante, de esquerda, que dialoga com os movimentos sociais, que não tem apadrinhado político, que não está vinculada aos interesses econômicos, para nós é fundamental, é uma lição, um questionamento de que é, sim, possível, fazer política de uma outra maneira”, avalia.  Assistente social e Doutora em Política Social, ela acumula, aos 37 anos, cinco eleições. Seu primeiro pleito foi em 2014, quando aos 29 anos se candidatou ao Palácio Anchieta e, sendo a única candidata mulher, enfrentou nomes como Paulo Hartung (então do PMDB) e Renato Casagrande (PSB). Naquele ano, Paulo Hartung venceu o pleito ainda no primeiro turno e tornou-se governador do Espírito Santo. Dois anos depois, Camila novamente se candidatou à Câmara de Vitória. Por pouco não se elegeu.

03/10/2022 / 1 Comment
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Presidentes

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Desde o regime de exceção, praticamente não existiu um governo à altura de um país emergente Ao ler esse artigo, não importa quem tenha ganhado as eleições deste ano. O fato é, que desde regime de exceção, que foi um marco de antes e depois da política social deste país, praticamente não existiu um governante à altura de um então país emergente, como o Brasil. Fora o governo militar carrancudo, os governos subsequentes até o atual, foram marcados com divisões sociais e políticas, como esquerda, direita, socialista, etc. A votação era bem dividida e consciente. Esta eleição de 2022 é uma prova. Mas voltando ao “antes”, na realidade, este estado de coisa sempre aconteceu no Brasil, mesmo antes da revolução. Tinha UDN, PTB, PSD e PCB (direita esquerda), depois vieram Arena e MDB (direita esquerda). O país teve seus presidentes históricos, sendo o último Washington Luís (1869-1957) até Getúlio Vargas (1882-1954). Depois veio Juscelino Kubitschek (1902-1974), o idealizador de Brasília. Mas da atualidade, devemos fazer uma exceção aos presidentes pós era militar: Fernando Henrique Cardoso. Desse falaram mal menos, acusaram menos. Ele impôs respeito tanto na esquerda quanto na direita, onde o socialismo surgiu forte no país. As principais marcas positivas do governo FHC foram a continuidade do Plano Real, iniciado por Itamar Franco, que tinha o próprio FHC como ministro da Fazenda; o fim da hiperinflação; e a criação de programas sociais pioneiros, como o bolsa-escola, o vale-gás e o bolsa-alimentação (dados do Google). Além do mais, talvez tenha sido um governante brasileiro com maior respeito no exterior. Tancredo Neves poderia ser o maior deles todos, mas não chegou a tomar posse, depois de indicado para presidente. Perla ordem, os presidentes pós revolução foram: Jose Sarney, Fernando Collor, Itamar Franco, Fernando Henrique Cardoso, Lula da Silva, Dilma Rousseff, Michel Temer e Jair Bolsonaro. Este ano elegeremos um mesmo, parecendo até que aqui não exista um nome melhor, que pudesse mudar o país para melhor. PARABÓLICAS Sempre levo um susto ao passar por uma banca de jornais e vejo A Tribuna, viva e forte. O jornal papel sobrevivente do Estado. Desde maio que os colegas do Sintertes vem lutando pelo acordo coletivo deste ano. Conseguiram mês passado. Mesmo assim, parabéns! Renatinha Fermo casou e agora tem um ponto comercial em Vila Velha. Largou o jornalismo. Alguém sentirá saudade dos programas eleitorais no rádio? Eles deveriam mudar essa lei. Nos países desenvolvidos, só tem um debate na TV. Quando Iris Lettieri se calou no aeroporto do Galeão, estava com 73 anos e 37 de aeroporto. Hoje os mais jovens que viajam não sabem dela. ACESSEhttp://jrm50anos.blogspot.com.br/O rádio do ES na visão de JRM ACESSE: TRADUÇÃO JRM YOUTUBE Hollies – He ain’t heavy, he’s my brotherhttps://www.youtube.com/watch?v=NFSsGNVJTTo MENSAGEM FINALA gota de água escava a pedra não pela força, mas caindo muitas vezes. Giordano Bruno

03/10/2022 / 0 Comments
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‘Dominado’

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Com Manato, Magno e eleição de deputados, bolsonarismo consolida força e terreno no Estado Reprodução O resultado das eleições desse domingo (2) consolidou, no Espírito Santo, a força do bolsonarismo, após quatro anos da primeira “onda” que atingiu o País. O terreno, como se diz por aí, continua “dominado”. Com poucos recursos financeiros, Carlos Manato (PL) mostrou mais uma vez crescimento eleitoral, ao chegar às urnas com votação bem superior à cotada durante a campanha, como já tinha ocorrido em 2018. Desta vez, porém, com garantia de segundo turno, abrindo um campo competitivo para 30 de outubro, contra o governador Renato Casagrande (PSB). No Senado, depois de uma derrota de difícil digestão no último pleito, Magno Malta (PL) conseguiu derrotar Rose de Freitas (MDB), engrossando a bancada de “estrelas” bolsonaristas eleitas. Na Câmara Federal, o vereador de Vitória Gilvan da Federal, em primeiro mandato e com votação inexpressiva em 2020, atingiu a segunda colocação, com 87,9 mil votos, desbancando políticos conhecidos e com caixa cheio. O deputado federal Evair de Melo (PP), vice-líder do governo na Câmara, embora transite descolado desse grupo “raiz”, também foi reeleito, com 75 mil votos, ao contrário dos demais parlamentares figurões do partido. Já na Assembleia Legislativa, outra vitória significativa: Capitão Assumção (PL) era, sim, considerado reeleito, mas não com 98,6 mil votos, o que marcou, também, a segunda posição no ranking. O PL do presidente Jair Bolsonaro, assim como registrado no campo nacional, cravou a maior bancada para o próximo ano: junto com Assumção, foram eleitos Lucas Polese, de apenas 26 anos, fundador do Instituto Liberal do Estado (Iles) e com casos de guerra judicial contra Casagrande; Danilo Bahiense, que permanece no legislativo, com 24,9 mil votos; e outros dois, Callegari e Zé Preto. A disputa presidencial, não precisa nem dizer, né? Embora com índice menor do que em 2018, Bolsonaro levou mais essa, com 52,2%, à frente de Lula, que atingiu 40,4%. O jogo no Estado e em Brasília segue em aberto, com as peças já em movimento para o segundo turno, que é uma nova eleição. Dá para arriscar um desfecho? O Brasil e o Espírito Santo já provaram que não! Sem cadeiraPara não dizer que o bolsonarismo não bateu todas as metas principais, a deputada federal Soraya Manato (PTB) não conseguiu a reeleição. Ela atingiu votação alta, 59,9 mil votos, mas não entrou. O Tenente Assis (PTB) veio logo em seguida, com 58,8 mil, e ficou na mesma. Olha só…Já o deputado estadual Torino Marques (PTB), que disputou a Câmara, foi muito mal: apenas 6,6 mil votos. GásO terreno de Manato, a considerar o resultado das urnas desse domingo, é de 38,4% no Estado, enquanto Casagrande chegou a 46,9%. Com a votação dos ex-prefeitos Guerino Zanon (PSD) e Audifax Barcelos (Rede), deu segundo turno, contrariando as previsões registradas durante todo o processo eleitoral. O cenário dá um gás e tanto ao ex-deputado. Somado ao bom desempenho de aliados, sem dúvida, entra com tudo na nova fase. ApoiosManato já conta, como anunciado anteriormente e reforçado nesse domingo, com o apoio de Guerino, que ficou em terceiro lugar, mas com baixa votação, principalmente considerando sua trajetória política no Estado: 7%. O ex-prefeito de Linhares fez sua campanha toda tentando colar sua imagem em Bolsonaro, o que inclusive gerou atritos com Manato no início. Difícil imaginar que seu eleitorado migre para Casagrande. Apoios IINesta segunda-feira (3), foi a vez do empresário Aridelmo Teixeira (Novo) definir caminhar ao lado dele, o que também não surpreende. Mas, para efeito de urna, o peso é muito baixo. Arildemo obteve somente 0,76% dos votos. A articulação, para fora, serve mais para indicar adesão ao palanque. Apoios IIIO que está em questão agora, mesmo, é saber para onde irão os votos do ex-prefeito da Serra Audifax Barcelos (Rede). Ele fez campanha como oposição a Casagrande e não sinalizou, ainda, qual posição irá adotar. Audifax também não representou, como poderia, em votos: ficou um pouco atrás de Guerino, com 6,51%. PerguntaDá pra imaginar eleitor da Rede votando em Manato? A essa altura, tudo pode acontecer! Pergunta IIE agora, o PT entra de vez na campanha de Casagrande, e ele na de Lula? Veremos! Nas redes“Vitórias! Parabéns ao deputado reeleito Hélder Salomão [PT], federal mais votado do ES; a Jack Rocha [PT], única mulher eleita federal no ES e primeira mulher preta eleita federal no ES; e a Camila Valadão [Psol], que entrou para a história como a mulher com mais votos da Assembleia Legislativa do ES!”. Fabiano Contarato, senador pelo PT. FALE COM A COLUNA: medeirosmanaira@gmail.com

03/10/2022 / 2 Comments
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O outro lado

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Depois de anos à míngua, PT crava maior votação na Câmara e amplia espaços nos legislativos Ellen Campanharo/Ales A polarização instalada no País também garantiu ao PT a delimitação de mais espaços no Espírito Santo e no País, efeito que vem depois de anos à míngua por aqui, galgando novas cadeiras a “conta-gotas”. A reeleição do deputado federal Helder Salomão já era considerada garantida, mas não com tão expressivo aumento de votos e marca de campeão das urnas. Integrante do projeto prioritário do PT, ele saiu da casa dos 73 mil votos em 2018, para 120,3 mil nesse domingo (2). Junto com ele, “subiu” a presidente estadual da legenda, Jack Rocha, única mulher preta a chegar à Câmara Federal, com 51,3 mil votos, e também a única mulher da bancada capixaba na próxima legislatura. Na Assembleia Legislativa, o projeto petista também andou. A deputada Iriny Lopes garantiu sua reeleição, com 36,7 mil votos, e o ex-prefeito de Vitória João Coser atingiu 58,2 mil, retomando à cena política, de fato, após a derrota de 2020! Nos dois legislativos, o PT dobrou, assim, o número atual de cadeiras, engrossando a bancada de esquerda. Por outro lado, nas articulações deste ano, deixou de ter palanques majoritários ao Senado e governo, em nome da aliança nacional com o PSB, e no projeto prioritário de eleger Lula presidente, a campanha da militância não ameaçou a liderança de Jair Bolsonaro (PL) no Espírito Santo. O placar foi de 52,2% contra 40,4%, cenário que precisa ser revertido até dia 30, quando será o novo round da disputa. Com uma meta inesperada a mais: ajudar o governador Renato Casagrande (PSB) a barrar, também no segundo turno, o avanço bolsonarista da candidatura de Carlos Manato (PL). Veremos! DuplasDurante a campanha, Helder e Iriny, da mesma corrente do PT, formaram um casamento de candidaturas nas movimentações e andanças pelo Estado, e Jack e Coser, também aliados internos, outro. No final, “deu bom” para todo mundo. Atuação urgenteJack e Coser, inclusive, foram os únicos a caminhar ao lado de Casagrande depois das turbulências que envolveram a aliança PT-PSB no Espírito Santo. Agora, Helder já entrou no circuito para apoiar o governador contra o bolsonarismo, caminho que, espera-se, deve ser seguido por todo o partido e suas principais lideranças. Raio-XNa Câmara Federal, o PL de Jair Bolsonaro ganhou 23 deputados, nesse domingo, chegando a 99. É a maior bancada eleita na Casa nos últimos 24 anos. O PT também elevou sua bancada, mas ainda bem atrás: dos atuais 56 para 68. Raio-X IINa Assembleia Legislativa, a maior bancada também é do PL, com cinco deputados. O PT tem dois, mas a esquerda também será representada pela vereadora de Vitória Camila Valadão. O clima, sem dúvida, será de embate e polarização, seja quem for eleito ao governo e à Presidência. Ressaca eleitoralPor falar nisso, o plenário do legislativo estadual foi um muro de lamentações na sessão desta segunda-feira (3). Derrota mais sentida nos discursos foi a do deputado estadual Sergio Majeski (PSDB). Campeão da disputa em 2018 e com mandato atuante, ele obteve 40,1 mil votos, e não foi eleito à Câmara. É, sem dúvida, uma perda para o Estado. Ressaca eleitoral IIOutro que leu uma carta de agradecimento, anunciando “voz embargada”, foi Renzo Vasconcelos (PSC). Imagina, se não! Em seu primeiro mandato de deputado estadual, decidiu alçar voo e cravou nada menos que 82 mil votos à Câmara, mas não entrou. Puxado! Ressaca eleitoral IIITambém fizeram discursos o deputado Luciano Machado (PSB), que ficou pelo caminho na disputa à Câmara, com 13,5 mil votos, e Dr. Hércules (Patri), que depois de quatro mandatos seguidos, se despedirá da Assembleia no final deste ano. Ele recebeu 23,5 mil votos. MaisTambém não tiveram êxito na reeleição à Assembleia: Bruno Lamas (PSC), Carlos Von (DC), Alexandre Quintino (PDT), Luiz Durão (PDT), Marcos Madureira (PP), Emílio Mameri (PSDB) e Marcos Mansur (PSDB). Segue…Os demais deputados que tentaram outros cargos e não “emplacaram” foram: Rafael Favatto (Patri), Freitas (PSB) e Marcos Garcia (PP), que disputaram a Câmara, e o presidente da Assembleia, Erick Musso (Republicanos), derrotado ao Senado. Nas redes“De hoje até o dia 30 de outubro, nosso foco é eleger Lula presidente do Brasil! Não podemos permitir que o ódio vença. O amor há de renascer das cinzas. Agora é sobre vencer a barbárie”. Camila Valadão, deputada estadual eleita pelo Psol. FALE COM A COLUNA: medeirosmanaira@gmail.com

03/10/2022 / 1 Comment
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Como analisar o resultado das eleições?

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Analistas debatem vencedores e derrotados e perspectivas para o segundo turno no Brasil e Espírito Santo Ainda está tentando entender os resultados das eleições deste ano? Século Diário faz uma live em seu canal no YouTube com jornalistas e analistas políticos, para ajudar a entender melhor o resultado eleitoral no Brasil e Espírito Santo! Participam Vitor Taveira, Roberto Junquilho, Maria Vitória Rodrigues e André Carvalho.

03/10/2022 / 0 Comments
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Estado terá representação feminina nos legislativos ainda menor em 2023

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Entre as eleitas está Jack Rocha, a primeira negra a ocupar uma vaga na Câmara Federal pelo Estado O Espírito Santo, que já tem um número de mulheres reduzido nos legislativos, tanto em âmbito estadual quanto federal, sai das eleições 2022 com uma quantidade ainda menor, se somada a representação feminina na Assembleia Legislativa, no Senado e na Câmara dos Deputados. Já no cenário nacional, haverá um número maior de mulheres na Câmara dos Deputados na próxima legislatura e manutenção da quantidade de senadoras.  Na Câmara dos Deputados, a bancada capixaba conta, hoje, com as deputadas Soraya Manato (PTB), Lauriete (PSC) e Norma Ayub (PP). Nenhuma delas reeleita. A partir do ano que vem, a única a ocupar uma das 10 vagas da bancada será Jack Rocha (PT), que obteve mais de 51 mil votos nesse domingo (2). Redes sociais A futura parlamentar é a primeira mulher negra eleita deputada federal pelo Espírito Santo e pode fazer um diferencial nas lutas antirracistas e pelos direitos das mulheres, uma vez que essas são algumas das pautas defendidas por ela, ao contrário das parlamentares atuais, todas bolsonaristas. No Senado, das três vagas do Espírito Santo, uma era Rose de Freitas (MDB), que não conseguiu se reeleger. A emedebista teve 38,17% dos votos, enquanto seu principal oponente durante toda a campanha eleitoral, Magno Malta (PL), saiu vitorioso com 41,95%. Na Assembleia Legislativa, o número de mulheres aumentou, com a eleição da vereadora de Vitória Camila Valadão (Psol), a quarta mais votada, com mais de 50 mil votos. Quando venceu as eleições municipais em 2020, Camila entrou para a história como a primeira negra eleita vereadora na Capital. Em 2022, ela entra para a história mais uma vez, agora, como a mulher mais votada da Assembleia Legislativa. Camila ultrapassou Sueli Vidigal (PDT), que, desde 2002, ocupava o lugar como a mulher mais votada no Estado para deputada estadual, com 36,5 mil votos. As demais mulheres na legislatura de 2023 são as deputadas Iriny Lopes (PT), Janete de Sá (PSB) e Raquel Lessa (Progressistas), todas reeleitas. Cenário nacional A bancada feminina na Câmara dos Deputados será composta por 91 mulheres a partir do ano que vem, o que corresponde a 18% das vagas. Em 2018, foram eleitas 77 e a representação feminina hoje é de 15%. Candidatas mulheres foram as mais votadas em nove estados brasileiros: Bia Kicis (PL-DF), Daniela do Waguinho (União-RJ), Caroline de Toni (PL-SC), Natália Bonavides (PT-RN), Yandra de André (União-SE), Silvye Alves (União-GO), Drª Alessandra Haber (MDB-PA), Socorro Neri (PP-AC) e Detinha (PL-MA). O PL e a federação liderada pelo PT são os partidos com mais mulheres e também as duas maiores bancadas da Câmara dos Deputados. A federação lidera na representação feminina, com 21 deputadas, sendo 17 do PT e três do PCdoB. O PL elegeu 17 deputadas federais. O PSD teve um aumento de 300% no número de mulheres eleitas: de uma representante passará a ter quatro na sua bancada. A bancada feminina terá, pela primeira vez na história da Câmara dos Deputados, duas deputadas trans: Erika Hilton (Psol-SP) e Duda Salabert (PDT-MG). Duas indígenas foram eleitas. Uma delas é Sônia Guajajara (Psol-SP). A outra, Célia Xakriabá (Psol-MG).  Para o Senado, foram eleitas somente quatro mulheres: Damares Alves (Republicanos-DF), Professora Dorinha (União-TO), Teresa Leitão (PT-PE) e Tereza Cristina (PP-MS). Das atuais dez titulares, seis mantêm-se no cargo até 2027. Somadas às eleitas, serão 10 senadoras a partir de 2023, o equivalente a 12,3% do total. O número pode se alterar caso o senador Jorginho Mello (PL-SC) seja eleito governador, o que tornaria titular Ivete da Silveira (MDB-SC), sua suplente. ‘Vamos incorporar um conjunto de pautas que não aparecem na Câmara’ – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/politica/vamos-incorporar-um-conjunto-de-pautas-que-nao-aparecem-na-camara

03/10/2022 / 0 Comments
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Bancada capixaba da Câmara Federal terá 50% de renovação

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Petista Helder Salomão foi o campeão das urnas e garantiu a reeleição, com 120,3 mil votos Ao contrário do que projetava o mercado nacional, de manutenção da maioria das atuais cadeiras na Câmara Federal, o Espírito Santo registrou 50% de renovação na bancada. Os primeiros lugares repetem o cenário de polarização reproduzida nos estados, com o deputado Helder Salomão (PT) campeão das urnas, alcançando 120,3 mil votos, seguido do vereador de Vitória em primeiro mandato, o bolsonarista Gilvan da Federal (PL), com 87,99 mil, que surpreendeu e desbancou nomes tradicionais da política capixaba. O PT conseguiu fazer mais uma cadeira, elegendo a presidente estadual da legenda, Jack Rocha, com 51,3 mil votos. Já o lado da extrema direita reelegeu também o deputado Evair de Melo (PP), vice-líder do governo federal na Casa. A previsão de o PP fazer a maior bancada, também não se confirmou. O partido elegeu a mais somente Da Vitória, com 71,7 mil votos, deixando para trás Norma Ayub (37,9 mil) e Neucimar Fraga (39,5 mil), e ainda o ex-secretário estadual e presidente estadual, Marcus Vicente (29,1 mil). O Podemos, que pretendia fazer três deputados, confirmou o favoritismo do ex-prefeito de Viana e ex-secretário Gilson Daniel, com 74,2 mil votos, puxando ainda o vice-prefeito de Vila Velha, Victor Linhalis, candidato do prefeito Arnaldinho Borgo, que não mediu esforços para elegê-lo, demonstrando força política. Linhalis foi votado por 53,4 mil capixabas. Já o ex-secretário de Segurança, Coronel Ramalho, depois de um projeto frustrado ao Senado, ficou na suplência, com 33,8 mil. O deputado federal Amaro Neto, confirmando as previsões, não chegou nem perto de repetir sua votação de 2018, quando foi o líder no Espírito Santo, com 181,1 mil votos. Ele conseguiu se manter na Câmara, mas com apenas 52,3 mil votos. O partido elegeu também Messias Donato, braço direito do prefeito de Cariacica, Euclério Sampaio (União), com 42,6 mil. O PSB, do governador Renato Casagrande, só conseguiu reeleger Paulo Foletto, com 48,7 mil votos, mantendo uma cadeira na Câmara – em 2018, contava também Felipe Rigoni, que saiu do partido e se filiou ao União Brasil. Ficaram para trás, portanto, a vice-governadora, Jacqueline Moraes (29,8 mil), e os ex-deputados Givaldo Vieira (33,4 mil) e Ted Conti (11,2 mil). Com os resultados deste domingo (2), a partir de 2023, a distribuição das bancadas partidárias fica idêntica, com duas representações para o PT, PP, Republicanos e Podemos, e ainda mais reduzida de representação feminina. Hoje com três cadeiras – Norma, Lauriete (PSC) e Soraya Manato (PL) –, terá apenas Jack Rocha, que assumirá seu primeiro mandato, depois de disputar, sem êxito, eleições majoritárias no Estado. Mais derrotas As urnas foram desfavoráveis ainda para a deputada Lauriete, que era a aposta do PSC. Com uma campanha acima de R$ 2,6 milhões, ele obteve votação muito aquém do esperado e distante do deputado estadual Renzo Vasconcelos, quem deveria “puxar”, que registrou 82,2 mil votos. O presidente estadual do União, Felipe Rigoni, segundo mais votado em 2018, também não repetiu o desempenho. Ficou com 63,3 mil votos – na eleição passada, obteve 84,4 mil. Era a principal aposta do União, que permanece, assim, esvaziado no Estado. No campo bolsonarista, ficou para trás a deputada Soraya Manato (PTB), mulher do candidato ao governo, Carlos Manato (PL), que foi para o segundo turno contra Renato Casagrande. Soraya foi votada por 59,9 mil votos. Eleitos Helder Salomão (PT) – 120,3 mil (reeleito) Gilvan O Federal Da Direita (PL) – 87,9 mil Evair De Melo (PP) – 75 mil (reeleito) Gilson Daniel (Podemos) – 74,2 mil Da Vitória (PP) – 71,7 mil (reeleito) Dr. Victor (Podemos) – 53,4 mil Amaro Neto (Republicanos) – 52,3 mil (reeleito) Jack Rocha (PT) – 51,3 mil Paulo Foletto (PSB) – 48,7 mil (reeleito) Messias Donato (Republicanos) – 42,6 mil.

03/10/2022 / 0 Comments
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Polarização deve crescer na nova legislatura da Assembleia

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Meneguelli, Assumção, Coser e Camila foram mais votados. Tanto bolsonarismo como esquerda terão mais mandatos Assim como no panorama nacional, os resultados da extrema-direita surpreenderam as expectativas na disputa pela Assembleia Legislativa. O PL, do atual presidente Jair Bolsonaro, ficou com a maior bancada, com cinco eleitos. A eles podem fazer coro principalmente eleitos por partidos Republicanos, PP e PTB. Isso pode colocar em evidência pautas morais, que geralmente esse campo utiliza para ganhar visibilidade e agradar o eleitorado, rebaixando o nível dos debates no parlamento. Formariam provavelmente base de um eventual governo de Carlos Manato (PL) e poderiam dar trabalho se resolvem formar oposição, caso Renato Casagrande (PSB) vença no segundo turno. Ou podem cobrar um preço alto para apoiar o atual governador se eleito, exigindo dele muitas concessões em pautas conservadoras e cargos. Por outro lado, a esquerda, que havia sofrido uma dura derrota em 2018 no auge do antipetismo, ampliou o número de cadeiras. Iriny Lopes (PT), reeleita, mais que dobrou sua votação em relação à eleição anterior, e João Coser (PT), com o recall alto de um ex-prefeito e ex-deputado federal, ficou entre os mais votados. Com Camila Valadão, atual vereadora de Vitória, o Psol elegeu sua primeira deputada estadual, embora Brice Bragato já tenha exercido parte de um mandato pelo partido, após sair pelo PT, pelo qual havia sido eleita.  Os três eleitos pela esquerda devem ser oposição a um governo de Manato. Caso vença Casagrande, o PT tende atuar na base, ainda que criticamente, sendo que nos bastidores especula-se que o ex-governador haveria se comprometido a apoiar João Coser como futuro presidente da Assembleia Legislativa, como parte da negociações que levaram à renúncia da candidatura do senador Fabiano Contarato (PT) ao governo. Camila Valadão tende a adotar uma postura independente ou de oposição a Casagrande. Meneguelli é campeão de votos Como era esperado, o campeão de votos para a Assembleia Legislativa foi Sergio Meneguelli (Republicanos), que teve que recuar de sua pré-candidatura ao Senado. Ele alcançou 138,5 mil votos e ficou em primeiro entre todos os candidatos a deputados do Estado, incluídos os federais, em que costumam ter mais votos. O segundo lugar isolado ficou com o bolsonarista Capitão Assumção (PL), reeleito com 98,6 mil votos. Dois nomes de esquerda vieram a seguir: João Coser (PT), com 58,2 mil e Camila Valadão, que teve 52,2 mil votos, sendo a mulher mais votada na história para a Assembleia. No total, o resultado foi uma renovação de mais da metade dos deputados estaduais. Nas 30 vagas, 14 foram reeleitos. São eles: Capitão Assumção, Marcelo Santos (Podemos), Iriny Lopes (PT), Vandinho Leite (PSDB), Raquel Lessa (PP), Janete Sá (PSB), Delegado Danilo Bahiense (PL), Adilson Espíndula (PDT), Ferraço (PP), Hudson Leal (Republicanos), Alexandre Xambinho (PSC), José Esmeraldo (PDT), Dary Pagung (PSB) e Fabricio Gandini (Cidadania). Dos outros 16 eleitos, apenas João Coser já exerceu mandato na Assembleia (por duas vezes). Estrearão na casa Camila Valadão; o ex-secretário e homem de confiança de Casagrande, Tyago Hoffmann (PSB); o médico Dr. Bruno Resende (União Brasil); o militante bolsonarista Lucas Polese (PL), de 26 anos; Lucas Scaramussa (Podemos), com base em Linhares; Deninho Silva (União Brasil), vereador mais votado de Vitória; Pablo Muribeca (PTB), vereador da Serra; Mazinho dos Anjos (PSDB), ex-vereador de Vitória; Callegari (PL), com base em Cachoeiro de Itapemirim; Zé Preto (PL), vereador de Guarapari; Alcântaro (Republicanos), ex-vereador de Aracruz; Alan Ferreira (Podemos), vereador de Cachoeiro de Itapemirim; Bispo Alves (Republicanos), que já foi deputado estadual no Rio de Janeiro e tem base evangélica; e Coronel Weliton (PTB), que tem base eleitoral em Iúna e na região do Caparaó. Ex-deputados fracassam na disputa para a Câmara e Senado Dos 30 atuais deputados, 22 concorreram à reeleição. Sete foram candidatos a deputado federal: Rafael Favatto (PATRI), Freitas (PSB), Marcos Garcia (PP), Luciano Machado (PSB), Renzo Vasconcelos (PSC), Sergio Majeski (PSDB), Torino Marques (PTB). Nenhum deles conseguiu a vaga na Câmara. Além deles, Erick Musso, presidente da Assembleia, concorreu ao Senado e acabou ficando em terceiro lugar, atrás de Magno Malta (PL), eleito para um novo mandato, e Rose de Freitas (MDB), que não conseguiu a reeleição. Deputados estaduais eleitos no Espírito Santo em 2022 Sérgio Mengeguelli (Republicanos) Capitão Assumção (PL) João Coser (PT) Camila Valadão (PSOL) Marcelo Santos (Podemos) Iriny Lopes (PT) Tyago Hoffmann (PSB) Dr. Bruno Resende (União Brasil) Lucas Polese (PL) Vandinho Leite (PSDB) Lucas Scaramussa (Podemos) Raquel Lessa (PP) Deninho Silva (União Brasil) Janete Sá (PSB) Delegado Danilo Bahiense (PL) Pablo Muribeca (PTB) Adilson Espíndula (PDT) Ferraço (PP) Hudson Leal (Republicanos) Mazinho dos Anjos (PSDB) Alexandre Xambinho (PSC) José Esmeraldo (PDT) Dary Pagung (PSB) Gandini (Cidadania) Callegari (PL) Zé Preto (PL) Alcântaro (Republicanos) Alan Ferreira (Podemos) Bispo Alves (Republicanos) Coronel Welton (PTB)

03/10/2022 / 3 Comments
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