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Uns entram por ideal, outros para “se dar bem na vida”, e ainda tem os que gostam mesmo do meio De quatro em quatro anos, conhecemos aqueles que entraram em campanha e ganharam nas urnas daquele ano. É desde vereadores a presidente da República. Uns entram e vencem por ideal, outros para “se dar bem na vida”, e outros ainda porque gostam do meio e suas consequências. Houve um tempo no passado que ser político era bem difícil, devido aos obstáculos da época. Depois fazer política foi uma tarefa fácil e descarada. Hoje parece fácil, mas não é mais. Uma ressalva: para os inescrupulosos continua fácil, mas não tanto. Para os demais, os dias atuais se tornam difíceis para um político desempenhar suas funções, principalmente no campo da execução (executivo). A economia, os entraves do mundo com seus conflitos e suas consequências, a dificuldade das classes em viver, principalmente os menos favorecidos, ou seja, eleitores. Quer dizer, querer ganhar uma eleição já não é tão bom assim, salvo para os idealistas, que na realidade são poucos. Quem vai querer ser político numa pandemia? Ou ser político para administrar um conflito? Ou ser político para ser procurado e resolver problemas, cada vez mais crescentes das pessoas (eleitores)? Temos exemplos grassos aqui no Brasil, com a administração Bolsonaro e os políticos no Congresso e no Senado. Não vão bem. No plano internacional, os comandantes dos países no conflito entre Rússia e Ucrânia, não têm descanso. Falo de dirigentes americanos e europeus também. Enfim, de tudo que escrevi aqui, entendível ou não, vai ser mostrado nas eleições deste ano aqui no Brasil. É só você acompanhar. PARABÓLICAS Evanílson Souza é o ás das carrapetas da Viva FM todas as manhãs. Leonece Barros se aventurou em trabalhar em Portugal, não gostou e está de volta. Assessora Euclério Sampaio. Adair Silva um dia tomou coragem, desistiu de fazer programação de rádio e foi para os Estados Unidos. Deve ainda estar por lá.Saul Josias (menino Saul) continua evidenciando seus hits anos 70 e 80 no Instagram às sextas feiras. ACESSEhttp://jrm50anos.blogspot.com.br/O rádio do ES na visão de JRM ACESSE: TRADUÇÃO JRM YOUTUBE Billy Veras – At This Momentshttps://www.youtube.com/watch?v=4__hWMV0tmU MENSAGEM FINAL“Na política não há amigos, apenas conspiradores que às vezes se unem” Victor Lasky

04/04/2022 / 0 Comments
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‘A sociedade capixaba exige uma atitude de Renato Casagrande’

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Após PM assassinar jovem em São Pedro, Conselho Estadual de Igualdade Racial cobra reunião com o governador Diante do assassinato do jovem Welinton Dias Silva, de 24 anos, baleado pela Policia Militar (PM) na região da Grande São Pedro, em Vitória, na noite desse sábado (2), o Conselho Estadual de Igualdade Racial irá solicitar uma reunião com Renato Casagrande para tratar da questão da política de segurança pública. “A sociedade capixaba exige uma atitude do governador”, cobra a União de Negros e Negras pela Igualdade no Espírito Santo (Unegro/ES), que faz parte do Conselho, em suas redes sociais. Um vídeo mostra o jovem parado na rua, quando chega um PM. Ao avistá-lo, o rapaz levanta os braços, mas mesmo sem demonstrar perigo algum, é baleado com dois tiros, à queima roupa. Posteriormente, aparece outro policial, quando o rapaz já estava caído no chão. O representante da Unegro no Conselho Estadual de Igualdade Racial, Wellington Barros, recorda que quando a PM invadiu a casa do produtor cultural, escritor e ativista Stel Miranda, em setembro último, o colegiado pleiteou uma reunião com o então secretário estadual de Segurança Pública, Alexandre Ramalho. Entretanto, o gestor se limitou a dizer que estava com dificuldade de agenda e questionou qual era o assunto a ser tratado. Após obter resposta de que era a política de segurança pública, não retornou o contato. Com o assassinato ocorrido no último sábado, o conselho quer conversar não somente com o governador, mas também com o atual secretário, coronel Márcio Celante Weolffel. Recém- nomeado na pasta, Celante se pronunciou sobre o caso dizendo que foi determinado ao Comandante Geral da PM a instauração de inquérito para investigar o homicídio, além do recolhimento das armas dos PMs envolvidos, apuração e afastamento cautelar dos policias das atividades operacionais. A conclusão da investigação será em 60 dias, informou. Para a Unegro, não se pode aceitar “que um representante do Estado julgue, condene e execute qualquer pessoa. É inconstitucional, não têm respaldo do Código Penal, afinal, a pena de morte não faz parte do mesmo”. Wellington destaca que a política de segurança pública adotada pelo governo do Estado é “sem respeito aos direitos humanos”, “uma política de morte”, além de promover a “criminalização da pobreza, pois isso não acontece em áreas nobres”. Ele também defende a desmilitarização da PM, que de acordo com ele, “é treinada para a guerra, para ver o outro como inimigo”. Produtor cultural denuncia invasão de sua casa pela Polícia Militar Stel Miranda relata que a PM não tinha mandado e alegou ter recebido denúncia de tráfico de drogas https://www.seculodiario.com.br/seguranca/casa-de-produtor-cultural-e-invadida-pela-policia-militar-em-sao-pedro

04/04/2022 / 1 Comment
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Feitos um para o outro

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Será o amor o tempero da vida, a poção mágica que impulsiona e faz girar a máquina do tempo? Marco Antônio e Cleópatra, Romeu e Julieta, Alexandre e Roxane, Lucille Ball e Desi Arnaz, Paul Newman e Joanne, Pedro e Inês de Castro, Elizabeth e Richard, Charles e Camilla, Eduardo e Mônica – feitos um para o outro? Estava escrito nas estrelas, disseram eles, antes do primeiro beijo. As histórias de amor abundam na literatura, algumas falsas, muitas verdadeiras. Será o amor o tempero da vida, a poção mágica que impulsiona o mundo e faz girar a máquina do tempo? * Nossa história começa com um homem e uma mulher que, ao que parece, viveram juntos uma longa vida, mesmo porque, não tinham outras opções: Adão e Eva. No entanto, antes houve Adão e Lilith, ou Lúcia – que desapareceu da Bíblia mas deixou vestígios aqui e acolá. Nada de concreto, pode até ser nossa primeira fake news, mas parece que Lilith foi banida do paraíso e da história humana por se recusar a reconhecer a superioridade de Adão. A supremacia masculina estava em risco. * Disse Adão: Antes da gente começar, vamos deixar claro que quem manda aqui sou eu. Lilith foi até razoável, Exponha suas razões, disse ela. Sou mais forte e enquanto não inventarem a roda, a máquina a vapor, e a Internet, vamos precisar da minha força. Lilith não se fez de boba, Você vai à caça e provê o alimento, mas estou pegando a pior parte: parir a descendência, cozinhar, lavar, passar, limpar a casa. Sua força e minha paciência estão equiparadas nessa empreitada de povoar o mundo. * Deus acompanhou de perto a querela, e achou que não seria bom ouvir briga do casal pelo resto da eternidade. Adão persistiu em sua mania de grandeza e Lilith se mandou do Éden – a história não registra que fim levou. E como sozinho Adão não poderia povoar o mundo, Deus criou Eva…Dizem por aí que, para se vingar, Lilith se cobriu com uma pele de serpente, subiu na macieira…e o resto é história. Tudo isso aconteceu há muito tempo, e se hoje é difícil discernir fatos reais de fake news, imagina nesses antanhos. * Os outros casais já citados não se saíram melhor. O tumultuado romance de Elizabeth Taylor e Richard Burton repete o tumultuado romance de Marco Antônio e Cleópatra – ambos tiveram um final infeliz. Tal e qual Alexandre e Roxane. Quanto a Romeu e Julieta, o único que se saiu bem foi Shakespeare, que nem inventou essa história. Lucille Ball pediu o divórcio no mesmo dia em que seu famoso seriado, Eu amo Lucy, saiu do ar – Desi não a amava. * Exemplo de amor imorredouro: Pedro, que nunca esqueceu a bela Inês, Paul Newman, que envelheceu nos braços de Joanne. Quem diria, Charles e Camilla podem ser o modelo de casal romântico ideal! Mas Eduardo e Mônica prometem. Virginia Woolf disse: Caso você tolamente esqueça: eu nunca paro de pensar em você (em Diários selecionados). Victor Hugo disse: Amar e ser amado é o bastante. Não peça nada mais (em Os Miseráveis).

03/04/2022 / 0 Comments
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Trabalhadores do Estado irão às ruas em defesa do Sistema Único de Saúde

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Marcha sairá da praça Getúlio Vargas, no Centro de Vitória, rumo ao Palácio Anchieta Defesa do Sistema Único de Saúde (SUS); denúncias dos problemas causados por fundações e Organizações Sociais (OSs) nas administrações dos hospitais públicos; e reivindicação de direitos, como adicional de insalubridade, aprovação do piso salarial da enfermagem e revogação da Emenda Complementar 95, que congela os investimentos em políticas públicas, como as de saúde, por 20 anos. Com essas pautas, será realizada na próxima quinta-feira (7), a Marcha da Saúde, no Centro de Vitória. A concentração será às 9h, na Praça Getúlio Vargas, de onde os manifestantes seguirão rumo ao Palácio Anchieta. O PL 2564/2020, de autoria do senador Fabiano Contarato (PT), propõe piso salarial para enfermeiros, técnicos, auxiliares e parteiras. O requerimento para votação em regime de urgência foi aprovado por 458 votos a 10, na Câmara dos Deputados, em 22 de março. A matéria fixa o piso salarial dos enfermeiros em R$ 4.750, de técnicos de enfermagem em R$ 3.325, e de auxiliares e de parteiras em R$ 2.375. A expectativa é de que mobilizações em todo o Brasil pressionem a votação do projeto ainda no primeiro semestre deste ano, depois de 18 meses de tramitação no Senado. A marcha é organizada pelo Sindicato dos Trabalhadores da Saúde do Estado do Espírito Santo (Sindsaúde/ES). A secretária da Mulher, Gênero e Diversidade Sexual da entidade, Elbia Miguel, afirma que a aprovação da proposta de Contarato é uma forma de valorizar os profissionais da saúde e, consequentemente, tem impactos positivos para o SUS. “A maioria dos trabalhadores da Enfermagem, por receber salários muito baixos, acaba tendo mais de um emprego para ter uma remuneração maior no final do mês. O resultado disso é um profissional esgotado, o que afeta a qualidade do serviço prestado”, ressalta. A atuação das fundações e Organizações Sociais (OSs) na administração dos hospitais também é um ataque ao SUS, acredita Elbia. Ela explica que a diferença entre as duas é que as OS contratam os trabalhadores via contrato de Designação Temporária (DT), já a fundação, por meio de concurso público para contratar celetistas. A dirigente sindical explica que o Sindsaúde é contrário a ambas formas de contratação, pois defende a realização de concurso público. A contratação de celetistas por meio de concurso público, como é o caso da Fundação Inova, que assumiu a administração do Hospital Antônio Bezerra de Farias em março, para Elbia, é uma antecipação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 32, de autoria do governo Bolsonaro (PL), que trata da reforma Administrativa. Um dos motivos de sua afirmação é o fato de não garantir a estabilidade do trabalhador. “Se o profissional não tem estabilidade, como vai denunciar algo que não está correto? Isso compromete o serviço do SUS”, pontua. Elbia relata que, como a fundação prioriza celetistas, no Hospital Antônio Bezerra de Farias, em Vila Velha, foi dado um prazo para que os servidores se transfiram para outro local de trabalho. Os de nível superior teriam até 31 de março para isso. Os de fundamental e médio, até o final de maio. A transferência ainda não ocorreu porque, nessa segunda-feira (28), os trabalhadores fizeram um protesto na Secretaria Estadual de Saúde (Sesa), o que possibilitou uma abertura de negociação com a gestão estadual. Vários trabalhadores atuam no hospital há 25, 30 anos, e, inclusive, buscaram adequar seu local de moradia ao de trabalho. As OS também têm sido, há bastante tempo, alvo de críticas por parte do Sindsaúde. Em maio de 2021, trabalhadores da enfermagem do Hospital Estadual Infantil e Maternidade Alzir Bernardino Alves (Himaba), em Vila Velha, denunciaram que o Instituto Acqua precarizou as condições de trabalho, impondo salários menores, extinção da folga mensal e do horário especial de entrada e saída para quem tem dois empregos, além de não dar garantias do pagamento da insalubridade. Outra reivindicação que será levada às ruas na próxima quinta-feira é o pagamento do adicional de insalubridade para aqueles que não receberam durante a pandemia da Covid-19. Elbia aponta que quem trabalha em hospital usufrui do benefício, mas não os de espaços como a Farmácia Cidadã e o Centro Regional de Especialidades (CRE). Quanto à Emenda Complementar 95, aprovada no governo Temer (PMDB), Elbia afirma que a imprevisível crise sanitária mostrou que não se pode limitar investimentos em saúde. “É uma demanda que exige que o investimento seja ampliado, e não reduzido”, defende.

03/04/2022 / 2 Comments
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Quilombolas capixabas e baianos unificam lutas por território tradicional

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Audiência realizada no sul da Bahia evidenciou impactos da monocultura do eucalipto nos dois estados Comunidades quilombolas capixabas e baianas unidas na luta por seus territórios tradicionais e contra os monocultivos de eucaliptos. Esse foi o principal saldo conquistado durante a audiência pública realizada pelo Ministério Público Federal (MPF) e Defensoria Pública Federal da Bahia (DPU-BA) na última terça-feira (29), no auditório do campus Paulo Freire da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), em Teixeira de Freitas.  “É de suma importância a unificação das lutas dos quilombolas do norte do Espírito Santo e dos extremo-sul da Bahia. É o mesmo povo”, aponta Domingos Firmiano dos Santos, o Chapoca, liderança nacional da Coordenação Nacional de Articulação de Quilombos (Conaq) e membro da Comissão Quilombola do Sapê do Norte.  O encontro reuniu mais de uma centena de quilombolas e representantes de instituição de pesquisa sobre as comunidades negras rurais, com objetivo de “mapear os impactos econômicos, culturais e ambientais da cultura do eucalipto nas comunidades quilombolas do extremo sul da Bahia”, destacou o procurador federal baiano José Gladston. Ao final, mostrou que os impactos sofridos na Bahia são semelhantes aos daqui. “Precisamos realmente fazer uma unidade nessa luta”, reafirma Chapoca, ainda tocado pelo forte sentimento de companheirismo entre as duas regiões quilombolas. “Lá eles também querem que tirem o eucalipto de perto das comunidades. Estão muito impactados, com rios secos, passando muita necessidade, mesmo”, relata.  A intenção, revela, é “trazer os irmãos da Bahia para a nossa Mesa de Resolução de Conflitos e ajudá-los a montar uma parecida lá também. Vamos fazer intercâmbios entre os dois estados”, afirma.  De fato, um dos principais encaminhamentos feitos pelo MPF na audiência foi a criação de um Grupo de Trabalho representado pelo governo da Bahia, comunidades quilombolas, MPF, DPU-BA, Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSBA).  “A plantação de eucalipto, por si só, já é danosa. A monocultura consome muita água e requer uma área bem extensa. O que acontece é que empresas fortes na região que cultivam eucalipto estão invadindo terras quilombolas”, afirma o defensor público federal Vladimir Correia, participante do encontro. Além da expansão territorial, complementa, o uso indiscriminado de pesticidas e agrotóxicos também afeta negativamente essas comunidades, que vivem da agricultura familiar. Eucalipto transgênico Também participante da delegação capixaba em Teixeira de Freitas, Josielson Gomes dos Santos, liderança na Coordenação Estadual Quilombola (Coeq) e membro da Comissão do Sapê do Norte, território formado por São Mateus e Conceição da Barra, destaca um tema não tão novo, mas que ainda é carregado de dúvidas e temores: a disseminação do eucalipto transgênico da Suzano (ex-Aracruz Celulose e ex-Fibria). Na Bahia, conta Josielson, os impactos já são percebidos pelos quilombolas. “Com o avanço da Suzano próximo das comunidades, ela propôs um projeto de sustentabilidade, de apicultura. Várias comunidades aderiram ao projeto para ter uma renda da produção do mel. Mas o eucalipto transgênico não dá florada, então as comunidades perderam toda a produção. E a Suzano já está no segundo ciclo de plantio com transgênicos por lá”, relata.  No Espírito Santo, o plantio da variedade transgênica ainda é desconhecido, mas o temor é grande de que chegue aqui também ou que aumente as áreas plantadas com transgênicos. “Já deve ter chegado, mas a gente não tem certeza”, diz. O coordenador da Coeq conta que os quilombos baianos se viram obrigados a abrir espaço para a expansão dos monocultivos, tendo recebido, em troca, o projeto de apicultura que agora está fadado ao fracasso. “Eram espaços que estavam sendo retomados pelas comunidades para plantio de lavouras, construção de casas”, lamenta. Lá, como aqui, os eucaliptais são “como um mar, a vista não alcança o fim”, compara. “As comunidades não aguentam mais ficar espremida desse jeito”, afirma.  Racismo ambiental Em suas redes sociais, as comunidades quilombolas baianas explicam que a audiência histórica é resultado de uma luta de anos junto às instituições públicas, solicitando “respeito à normatização de licenciamento ambiental, que deveria proteger os interesses e direitos da comunidade, impedindo os profundos impactos decorrentes da exploração do eucalipto, que envolvem ameaças contra os recursos naturais, o acesso à terra, à memória, à saúde e às atividades cotidianas dos remanescentes quilombolas”.  Luta que “é do interesse de todos, para fazer valer o respeito aos Direitos Humanos, à nossa Constituição, às leis de proteção ao meio ambiente, à saúde e à história das comunidades tradicionais de nosso país”. A monocultura do eucalipto, afirmam, “é baseada em políticas públicas ambientais discriminatórias que evidenciam o racismo ambiental, invisibilizando as demandas das comunidades quilombolas e ameaçando sua memória e seus direitos”. Alertas em 2015 O eucalipto transgênico Eucalyptus spp L. foi liberado para plantio comercial no Brasil há sete anos, em nove de abril de 2015, pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio), atendendo a pedido feito pela FuturaGene Brasil Tecnologia Ltda, empresa de biotecnologia da Suzano Papel e Celulose.  Conforme noticiado pela Agência Brasil, a aprovação fez do Brasil o primeiro país a liberar o eucalipto geneticamente modificado. Segundo técnicos da empresa, a espécie tem 20% mais de produtividade e poderá ser usada na produção de madeira e papel, entre outros itens. Um mês antes da aprovação, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) ocupou uma unidade de pesquisa em Itapetininga, no interior paulista, onde a FuturaGene e a Suzano Celulose desenvolvem a espécie geneticamente modificada, em protesto contra a liberação, então em curso. Na ocasião, militantes também ocuparam o escritório da CTNBio em Brasília, alertando que a variedade transgênica consome mais água que as plantas naturais e coloca em risco a produção brasileira de mel, que tem no eucalipto uma de suas fontes de produção. Quilombolas pedem que eucaliptais se afastem do território das comunidades Pedido se respalda em decisão judicial de anular os títulos de domínio de terras devolutas dados à Suzano (ex-Aracruz/Fibria) https://www.seculodiario.com.br/meio-ambiente/quilombolas-pedem-que-eucaliptais-se-afastem-do-territorio-das-comunidades Eucalipto transgênico da Suzano ameaça produção brasileira de mel – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/meio-ambiente/eucalipto-transgenico-da-suzano-ameaca-producao-brasileira-de-mel

03/04/2022 / 1 Comment
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Mestres rearticulam Federação de Bandas de Congo do Espírito Santo

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Após paralisações por conta da pandemia, que vitimou importantes figuras, grupo exige políticas públicas estaduais A pandemia de Covid-19 provocou grande impacto para os grupos de cultura popular, devido à paralisação das atividades presenciais, que foram suspensas por dois ciclos anuais dos festejos, como é o caso do congo, um dos mais importantes patrimônios imateriais do Espírito Santo. Justamente no momento em que a situação sanitária começa a melhorar, mestres dos diversos grupos se articulam para retomar a Federação de Bandas de Congo do Espírito Santo, buscando entre outras questões, a construção de políticas permanentes de apoio e salvaguarda a nível estadual. A última reunião, para construção de uma nova diretoria para a entidade, que deve contemplar mestres e lideranças de bandas de municípios como Vitória, Vila Velha, Serra, Cariacica, Fundão, Aracruz e Linhares, ocorreu em Goiabeiras, um dos berços do congo na capital capixaba. Fundada em 2003, com atuação mais forte até 2009, a entidade teve poucas atividades nos últimos anos, quando começaram políticas de fomento por meio de editais estaduais. Agora, a federação busca enfim se consolidar política e juridicamente, para, entre outras coisas, defender os direitos autorais das comunidades tradicionais sobre suas obras e construir leis e políticas mais amplas a nível estadual, a exemplo do que já foi feito em municípios como Serra e Vila Velha . O próximo passo é a realização de uma assembleia geral para a eleição da diretoria. Parte da nova diretoria que deve comandar a Federação. Foto: Vitor Taveira Nos últimos meses, foram realizados vários encontros, atendendo ao pedido de Capitão Antônio, da banda de congo de Vila do Riacho, em Aracruz, norte do Estado, primeiro presidente da Federação. Num encontro das bandas em homenagem a sua mãe, Dona Astrogilda, a Rainha do Congo, falecida em julho de 2021 aos 87 anos, Antônio, que enfrenta problemas de saúde, conclamou à renovação e rearticulação da entidade, que contou com grande apoio de Astrogilda e também do mestre Reginaldo Sales, já falecido, da Banda de Congo Amores da Lua, de Santa Martha, Vitória. Posteriormente, outros encontros foram realizados em Taquaruçu, zona rural de Cariacica, e em Serra Sede, até a reunião de Goiabeiras. “Queremos mais apoio. Depois do registro, vamos ver o caminho para chegar ao poder público, para ajudar a fortalecer as bandas de congo de todo Estado”, avalia Valdecir Ferreira Vieira, mestre da Banda de Congo São Sebastião de Taquaruçu, de Cariacica.  “Eu acho que o desafio dessa federação é manter e preservar nossa tradição. Ter a federação é importante para o reconhecimento e respeito pela nossa cultura, com todos mestres juntos pedindo apoio, pois a necessidade de um, é a necessidade de todos”, diz Ricardo Sales, de 35 anos, mestre mais jovem do Espírito Santo, que desde os 5 convive com o congo, sendo neto e sucessor de Reginaldo Sales no comando do Amores da Lua “Não temos apoio para fazer nossos festejos, para nossas indumentárias. Quem está no poder não olha pelas nossas manifestações”, critica. Anfitrião da última reunião, Mestre Valdemiro Sales, da Banda de Congo Panela de Barro, de Goiabeiras, chama atenção para as necessidades especialmente das bandas do interior do Estado. “Eu brigo muito pelo interior, lá tem mais dificuldades. Tem lugares onde a banda não se pode vestir muito bem, calçar muito bem. Sou de banda de congo de Vitória, bem ou mal a gente faz as festas, encontra dificuldades também. Mas minha vontade é que todas bandas fossem iguais, tivessem recursos para se manter e o Estado reconhecesse que nós somos realmente uma cultura”, considera o mestre, que estima a existência de cerca de 70 bandas do tipo no Espírito Santo, considerando apenas as bandas de congo “raiz”, sendo que o número aumenta se incluir agrupações mais novas. Carnaval de Congo de Roda D’Água (Cariacica), no próximo dia 25, marca retomada das festividades desde paralisação com início pandemia. Foto: PMC A criação da federação vem contando também com o apoio da Comissão Espírito-Santense de Folclore. “A federação dá seguimento a uma política de trazer o Estado a assumir responsabilidade pelo patrimônio imaterial do Espírito Santo, que é a tradição do congo, com a organização das bandas, o culto das festas, a formação de mestres, princesas e rainhas, a técnica artesanal de produzir os instrumentos”, relata o professor de História da Universidade Federal do Estado (Ufes) Luiz Claudio Ribeiro, membro da Comissão Espírito-Santense de Folclore. Ele lembra também que o congo perpassa regiões e etnias do Espírito Santo, sendo encontrado em diversas localidades pelo território capixaba. Enquanto seguem as articulações, o Estado se prepara para a volta de um dos mais importantes festejos do congo após dois anos de paralisação. Em 25 de abril acontece o Carnaval de Congo de Máscaras em Roda D’Água, Cariacica, e o cortejo de subida do Convento da Penha, em Vila Velha, em dois eventos que reúnem varias bandas em homenagem ao dia de Nossa Senhora da Penha, padroeira do Espírito Santo.

03/04/2022 / 0 Comments
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No Dia do Autismo, Mães Eficientes lamentam ausência de educação inclusiva

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Em Vitória, Serra, Vila Velha, Cariacica e na rede estadual, direitos dos autistas continuam letra morta Redes sociais No Dia Mundial de Conscientização do Autismo, comemorado todo dia 2 de abril, mães de crianças e adolescentes com essa condição de saúde lamentam que um dos principais direitos garantidos a seus filhos, a educação inclusiva, continua sendo letra morta, dez anos após a legislação específica sobre o assunto, a Lei Federal n° 12.764/2012 (Lei Berenice Piana), que instituiu a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista [TEA].  O TEA é caracterizado por um transtorno do neurodesenvolvimento que afeta principalmente a comunicação e o comportamento. Segundo o Ministério da Educação, atinge cerca de dois milhões de pessoas no Brasil e 70 milhões no mundo, atualmente. Por meio da Lei Berenice Piana, “o gestor escolar, ou autoridade competente, que recusar a matrícula de aluno com transtorno do espectro autista, ou qualquer outro tipo de deficiência, será punido com multa de três a 20 salários mínimo”.  A punição legal expressa para a negativa de matrícula foi fundamental para que as crianças e adolescentes pudessem integrar formalmente as redes de ensino. Na prática, no entanto, o que infelizmente as famílias relatam é que, apesar da presença física nas salas de aula, a inclusão efetiva está longe de acontecer, o que faz com que muitas cheguem a abandonar os estudos por absoluta falta de condição de continuar a frequentar o ambiente escolar, que torna-se excessivamente tóxico, em muitos casos, levando até a tentativas de suicídio.  “É frustrante para uma mãe levar seu filho na escola sabendo que ele vai ficar jogado, sem interagir com a aula, com as outras crianças. E tem os casos das crianças mais arredias, como o Samuel, em que ou a mãe fica lá com a criança dentro da sala, ou não leva para escola. Nossos filhos são invisíveis”, desabafa Fátima Neves, mãe de uma criança autista de quatro anos, matriculada na Unidade Municipal de Educação Infantil (UMEI) Normília da Cunha, em Jabaeté, Vila Velha. No município canela-verde, o coletivo Mães Eficientes Somos Nós (MESN) começa a fazer suas primeiras mobilizações, depois de um histórico de luta na rede municipal da Serra, onde a maioria das mães reside e já conseguiu audiência com o prefeito, Sergio Vidigal (PDT), além da rede estadual de educação, que também tem sido debatida em Grupos de Trabalho com encontros quinzenais, agendados após audiência das mães com o governador Renato Casagrande (PSB) e seus secretários de Educação e Saúde, Vitor de Angelo e Nésio Fernandes. Em todas, a situação de descaso e improviso é a mesma. Redes sociais “Eles se preparam de janeiro a fevereiro para receber as outras crianças, para eles tidas como normais, mas em nenhum momento param para pensar nas crianças especiais. Começaram a contratar cuidadores depois de duas semanas de ano letivo”, indigna-se Fátima.  Em 24 de fevereiro, conta, o coletivo solicitou uma reunião com os gestores municipais de Educação, Rodrigo de Souza Simões Nunes, e Saúde, Cátia Cristina Vieira Lisboa, e com o prefeito, Arnaldinho Borgo (Podemos). Mas somente um mês depois, houve resposta por e-mail e telefone, por parte do gerente de Educação Especial e de Jovens e Adultos (EJA), Stanley Amarante da Silva.  “O gerente disse que foi feita a chamada para os cuidadores, mas eles que escolhem qual escola querem ir trabalhar e não vão para a quinta região, aqui em Jabaeté”, relata Fátima. Stanley, afirma, lhe garantiu providenciar uma cuidadora para seu filho. “Mas a gente quer uma solução para todas as crianças. A demanda é muito grande no município todo”, posiciona, em nome da coordenação canela-verde do coletivo.  Em Cariacica, quem organiza as mães de crianças com deficiências é a Luila de Castro Sampaio, mãe de uma criança de 11 anos diagnosticada com autismo leve, déficit intelectual leve e hiperatividade.  “Antes de conhecer o coletivo, eu me sentia um peixe nadando contra a maré e sozinha. Chegava nos lugares, as pessoas não me atendiam direito, e eu não sabia como fazer. Parece que estão fazendo favor pra gente, não explicam as coisas direito, não agilizam. É um alívio saber que não estou sozinha”, declara.  Luila conta que teve que pagar uma consulta particular no ano passado, para ter um laudo para o seu filho. “Antes, eu não tinha condições financeiras nem acesso à internet, para pesquisar e ter conhecimento sobre o que estava acontecendo com o meu filho. A gente brigava em casa para ele aprender, era um sofrimento imenso para ele”.  A Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Prof. Augusto Luciano, em Cariacica-sede, onde Luila matriculou seu filho, existe uma professora de Educação Especial, que o atende duas vezes na semana, por duas horas cada dia.  “Eu acredito que essa é uma das melhores escolas da rede, porque ele já passou por várias e nessa foi o melhor atendimento que eu tive”, pondera. Mas mesmo ali, lamenta, a criança continua deixada de lado dentro da sala de aula regular, pois somente na sala de recursos há métodos que atendem às suas necessidades. “Inclusão, mesmo, ainda não tem. Inclusão de verdade é ele poder interagir, fazer as mesmas atividades que as outras crianças, mas de forma adaptada à condição dele”, reivindica.  Na Capital, que sempre foi considerada referência em educação pública no Espírito Santo, a situação é semelhante. A mobilização do coletivo na cidade é puxada por Waleska Timoteo, mãe de duas crianças autistas.  Em reunião realizada na última quarta-feira (30) com a secretária Juliana Roshner, o grupo reivindicou recomposição do quadro de pessoal dedicado à Educação Especial, por meio de concurso público, incluindo professores e assistentes, além de estagiários para dar suporte aos professores, formação continuada para todos da escola, recursos pedagógicos com acessibilidade e política municipal de educação especial. Redes sociais “É necessário ter servidores concursados, efetivos, que possam criar vínculo com as crianças. Toda criança precisa de vínculo com os adultos que estão no seu espaço de aprendizado e desenvolvimento. A criança com deficiência, com autismo, mais ainda, porque muitas vezes ela é mais reservada, mais tímida, e para vencer as barreiras,

02/04/2022 / 0 Comments
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Servidores apontam retrocessos em Plano de Cargos e Salários de Colatina

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Relatório sobre proposta da gestão de Guerino Balestrassi será encaminhado à Câmara Municipal Uma comissão composta por 10 servidores avaliou o Plano de Cargos e Salários enviado para a Câmara de Colatina pelo prefeito Guerino Balestrassi (PSC) e apontou retrocessos na proposta. Diante disso, os trabalhadores, junto ao Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Colatina e Governador Lindemberg (Sispmc), irão fazer um relatório a ser encaminhado para os vereadores, além de apresentar o parecer para a categoria em assembleia que será realizada nesta segunda-feira (4), em frente à Casa de Leis. Durante a assembleia também será deliberada uma agenda de mobilizações. Para o diretor jurídico do sindicato, Décio Rezende, ao estudar a proposta, a comissão percebeu que “a valorização tão anunciada e ventilada não aconteceu”. Ele aponta que, atualmente, a progressão entre os celetistas é feita de dois em dois anos. No projeto encaminhado para a Câmara pelo executivo, passa a ser de quatro em quatro anos. Outra mudança que considera desfavorável é a de carga horária para alguns cargos, como o de auxiliar de serviços gerais. Atualmente, é de 30 horas semanais. Caso a proposta seja aprovada, passará a ser de 40 horas semanais, com uma progressão de 3%. Além disso, o Plano apresentado garante promoção por escolaridade a ser regulamentada por ato do prefeito. Décio explica que esse item foi considerado confuso pela comissão, uma vez que terá direito somente quem fizer cursos que tenham afinidade com o cargo. Ele destaca que entre os cargos de nível superior, por exemplo, é mais fácil identificar se há afinidade com a função exercida, mas no caso de cargos de nível fundamental, como o de auxiliar de serviços gerais, isso é mais complicado. Os professores não estão inclusos na proposta de Plano de Cargos e Salários enviada para a Câmara. Décio relata que o secretário municipal de Educação, Cidimar Andreatta, informou ao sindicato que haverá um processo de contratação de uma empresa para elaboração do Plano e garantiu que haverá diálogo com os servidores. Uma das críticas em relação ao processo de elaboração do Plano encaminhado para a Câmara é justamente a falta de diálogo com os trabalhadores. Uma empresa foi contratada pela gestão municipal para elaboração do plano, tendo seu trabalho acompanhado por uma comissão composta por quatro secretários municipais. Em oito de março, um grupo de servidoras chegou a comparecer à prefeitura para conversar com a chefia de gabinete de Guerino e reivindicar a retomada da mesa de negociação, sem êxito. Mas, segundo a presidente do sindicato, Eliane de Fátima Inácio, o secretário de Administração, Daniel Albareda de Oliveira, apareceu no local e, ao tomar conhecimento de que uma das reivindicações era a participação dos trabalhadores na comissão, afirmou que não havia necessidade disso e informou que o plano estava praticamente pronto. A atitude contraria a afirmação feita pelo prefeito em matéria publicada por Século Diário em janeiro, quando garantiu que haveria diálogo com o sindicato. Na ocasião, a entidade demonstrou indignação com o aumento de mais de 100% nos salários dos secretários municipais e apontou que reivindicações dos trabalhadores não são atendidas, entre elas, a elaboração do plano. Diante disso, Guerino informou que a empresa contratada faria um diagnóstico para avaliar, por exemplo, como estaria cada um dos quadros por categoria e avaliar distorções. Assim, após o diagnóstico, o diálogo com o sindicato seria aberto, o que não aconteceu. A reformulação do plano é uma das principais reivindicações dos servidores de Colatina, que querem a garantia da progressão e o desenvolvimento de carreira previstos na Lei Orgânica do Município. Além disso, defendem que a tabela de vencimentos do pessoal do magistério tenha parâmetros na forma de percentual no desenvolvimento da carreira, levando em consideração a titulação escolar, em conformidade com a Lei de Diretrizes e Base da Educação (LDB). Será feito diagnóstico para reformulação do Plano de Cargos e Salários, diz prefeito Guerino Balestrassi afirma que diagnóstico será apresentado em fevereiro e haverá diálogo com o sindicato https://www.seculodiario.com.br/politica/sera-feito-diagnostico-para-reformulacao-do-plano-de-cargos-e-salarios-diz-prefeito

02/04/2022 / 0 Comments
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Mais de 100 indígenas do Estado participarão de mobilização em Brasília

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Acampamento Terra Livre reage a projetos genocidas do governo federal, além de debater eleições deste ano Tiago Miotto/Cimi Tupinikins e Guaranis de Aracruz, norte do Estado, se preparam para participar de mais uma edição do Acampamento Terra Livre (ATL), em Brasília. Uma comitiva com mais de cem pessoas sai do Espírito Santo neste domingo (3) para integrar a mobilização que começa na segunda-feira (4). Com o tema “Retomando o Brasil: Demarcar Territórios e Aldear a Política”, a programação deste ano mantém resistência aos projetos genocidas do governo federal, pautando também a participação de povos tradicionais na disputa eleitoral. “Vamos somar forças junto com os parentes de outros estados para fazer frente e tentar barrar iniciativas que vão contra os nossos direitos, mostrar para esse governo facista que nós estamos aqui e vamos defender os nossos direitos”, ressalta Paulo Tupinikim, coordenador da Articulação dos Povos e Organizações Indígenas do Nordeste, Minas Gerais e Espírito Santo (Apoinme). Paulo afirma que uma das preocupações das comitivas indígenas é com um possível confronto com militantes bolsonaristas durante a programação. “Nós temos recebido notícias de que já tem grupo de bolsonaristas em Brasília, então está essa tensão, mas o acampamento vai acontecer”, relata. O acampamento vai até o dia 14 de abril, com a previsão de mais de 40 atividades. Em 2022, ano eleitoral, uma das principais pautas do ATL é justamente a participação de povos tradicionais na política, tópico que já tem sido tema de campanha do movimento indígena brasileiro. “Partimos da luta nos territórios virtuais e locais de atuação política e social, baseados na nossa sabedoria ancestral, no cuidado com o povo e com o território brasileiro, para dizer: “a política será território indígena, sim!”. Nosso intuito é promover o bem viver, reflorestar mentes e aldear a política. Uma forma conjunta e democrática de decidir e conduzir futuros”, diz o manifesto do Acampamento Terra Livre, divulgado pela Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib). Outra pauta é o Projeto de Lei 191/2020, previsto para ser votado entre os dias 12 e 13 deste mês. A matéria, que já teve requerimento de urgência aprovado, é criticada por entidades voltadas para a defesa dos povos indígenas, por representar uma porta de entrada para uma série de violações em terras tradicionais, como projetos de mineração e hidrelétricas. “O Projeto de Lei 191/2020 é um dos principais instrumentos dessa política de destruição, o qual tem sido apresentado como prioridade legislativa do governo federal desde o seu início. Ainda que siga em processo legislativo para eventual regulamentação, já é possível sentir os impactos danosos da mineração sobre os territórios indígenas. Observamos a contaminação de nossos rios e a devastação de nossas florestas e de comunidades inteiras que, quando não foram destruídas ou levadas pela lama tóxica do vazamento de barragens de resíduos minerais, ficaram sem acesso à água”, aponta o manifesto. Outro tema importante na edição deste ano é a votação do Marco Temporal que será retomada no Supremo Tribunal Federal (STF) ainda no primeiro semestre deste ano. A tese é vista como uma ameaça para o futuro da demarcação de terras em todo o Brasil, pois só considera terra indígena aquelas que estavam sob sua posse quando a Constituição Federal foi promulgada, em 1988. “Trata-se de um dos mais importantes julgamentos da história”, declara a Apib. No Espírito Santo, o Marco Temporal coloca em risco terras demarcadas em 1998, 2002 e 2008 em Aracruz, homologadas e autodemarcadas após décadas de luta contra a atual Suzano (ex-Aracruz Celulose e ex-Fibria).Esta é a 18ª edição do ATL. Nos dois últimos anos, o evento foi realizado de forma virtual em razão da pandemia da Covid-19. Apesar do acampamento de 2021 também ter sido online, em agosto do mesmo ano, mais de 6 mil indígenas foram a Brasília protestar contra o Marco Temporal no acampamento “Luta Pela Vida”. Uma comitiva com cerca de 130 Tupiniquins e Guaranis de Aracruz participou da programação. ‘Foi uma surpresa’, diz indígena sobre posição de Aras contra Marco Temporal – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/meio-ambiente/foi-uma-surpresa-diz-indigena-sobre-posicao-de-aras-contra-marco-temporal ‘Não vamos desistir da luta e do nosso território’, ecoam indígenas em ato na Capital – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/meio-ambiente/nao-vamos-desistir-da-luta-do-nosso-territorio-ecoam-indigenas-em-ato-contra-marco-temporal

02/04/2022 / 1 Comment
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Vitória perde um dos principais eventos de graffiti do Brasil

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Na coluna: Origraffes continua na Serra; Grito da Cultura convoca novo ato; bolsa para mulheres LGBTQIA+ ARTES VISUAIS  Origraffes desiste de realizar edição em Vitória Um dos maiores festivais de graffiti e arte urbana do Brasil e da América Latina, o Origraffes confirmou que sua próxima edição será novamente no bairro Feu Rosa, na Serra, onde teve origem. O evento aconteceria pela primeira vez em Vitória, com pinturas nos armazéns do porto, mas foi transferido por conta do caso de alteração do resultado final promulgado pela banca examinadora do edital de Artes Visuais da Lei Aldir Blanc, por ação do secretário municipal de Cultura, Luciano Gagno. Curiosamente, a crítica ao evento em Feu Rosa foi um dos argumentos usados no recurso do grupo que terminou levando o certame após parecer do secretário, o que causou indignação em grupos de grafiteiros e artistas visuais. Divulgação Os integrantes do FG Crew, que organiza o evento, participavam do projeto inicialmente vencedor, da Iá Studio, espaço que eles comandam no Centro de Vitória. A proposta uniu cerca de 40 artistas para participar do edital para pintura de mais de 2 mil metros quadrados no Centro. Depois da reviravolta promovida pela própria gestão municipal, ficou sem clima organizar o evento na Capital. Além de pintura de murais com mais de 100 artistas do Espírito Santo, Brasil e outros países, o Origraffes promove diversas palestras, oficinas e apresentações culturais. POLÍTICA CULTURAL Grito da Cultura prepara segundo ato na Praça Costa Pereira Leonardo Sá Investigações e explicações sobre o caso deste edital da Lei Aldir Blanc é um dos sete pontos levantados pelo Grito da Cultura, movimento que teve início com um ato em frente à prefeitura no dia 15 de março, quando protocolou uma carta com suas reivindicações ao prefeito Lorenzo Pazolini (Republicanos). O próximo passo é a realização de um ato político-cultural na Praça Costa Pereira, no Centro, no dia 16 de abril, com apresentações artísticas e reivindicações. As outras seis exigências do Grito da Cultura ao prefeito são: nomeação de gestores qualificados para as pastas de Cultura e Juventude do município; cumprimento integral da Lei Rubem Braga, de fomento à cultura; explicações sobre a não participação da capital no programa estadual Fundo a Fundo; criação de uma comissão de organização do carnaval com participação da sociedade civil; o fim da perseguição e repressão a manifestações e espaços culturais pela Guarda Municipal; reabertura de equipamentos de juventude e fortalecimento das políticas para essa população. MEMÓRIA Podcast conta história de líder quilombola do Sapê do Norte O lendário Benedito Meia-Légua, líder histórico do Sapê do Norte, território quilombola compreendido entre Conceição da Barra e São Mateus, onde ainda existem muitas comunidades remanescentes, é um dos personagens da série do podcast História Preta, realizado pelo historiador fluminense Thiago André. Conhecido por defender a liberdade do povo negro e por muito caminhar pelo território, Meia-Légua ganhou fama de ser imortal e sua história ainda viva nas comunidades ganha eco para além do Espírito Santo, embora muitos capixabas ainda não a conheçam. Fica a dica. FOTOGRAFIA  Comunidades quilombolas recebem oficinas de fotografia O projeto Retratos Quilombolas realiza nas próximas semanas uma série de oficinas em comunidades quilombolas de Conceição da Barra, no Sapê do Norte. Serão contemplados o quilombo urbano de Santana, nos dias 4 e 5 de abril, e os territórios rurais de Linharinho, nos dias 6 e 7, e Coxi, 8 e 9 de abril. O resultado das oficinas será transformado numa exposição fotográfica que vai circular por Vitória, São Mateus e Conceição da Barra, com imagens feitas pelos membros das comunidades e pelos fotógrafos Flávio Veloso e Victor Treviano. A iniciativa é do coletivo Sementes da Gratidão. Fotógrafo alemão expõe sua obra em Vitória Divulgação A Mosaico Fotogaleria, na Mata da Praia, inaugurou nessa sexta-feira (1) sua nova exposição Zeitgeist – Espírito do Tempo, com imagens do fotógrafo alemão Ekkehard Grote, que já expôs por vários países da Europa e Américas. É a segunda vez que ele apresenta seu trabalho em Vitória, sendo que a primeira foi nos anos 90, junto ao capixaba Tadeu Bianconi, de quem é grande mestre e incentivador. Ao todo, são 20 fotografias originais que retratam cidades, pessoas e o cotidiano em vários países. A curadoria é de André Arçari. Outra exposição fotográfica, do próprio Tadeu Bianconi, está nos últimos dias em cartaz na Casa Porto das Artes Plásticas, no Centro de Vitória. Cidades (in)visíveis pode ser visitada até o dia 6 de abril. AUDIOVISUAL Festival de Cinema de Vitória abre inscrições para filmes Maior evento audiovisual do Espírito Santo, o Festival de Cinema de Vitória (FCV) vai retornar com o formato presencial depois de dois anos com edições online. A data já está fechada: de 20 a 25 de setembro, quando será realizada a 29ª edição do evento. Até 29 de abril, estão abertas inscrições para a seleção de curtas e longas-metragens que vão compor o FCV. Podem participar realizadores de todo o Brasil com obras produzidas entre os anos de 2021 e 2022. A forma de inscrição e outras informações adicionais podem ser encontradas aqui. DRAMATURGIA Elas Tramam oferece oficina com bolsa para mulheres LBTQIA+ O projeto de fomento à dramaturgia feminina “Elas Tramam”, que já publicou três livros com produções de mulheres do Espírito Santo, seleciona participantes para seu novo projeto, o ELAS + | Tramas diversas. Estão convidadas mulheres lésbicas, bissexuais, mulheres transexuais, travestis e pessoas transfeminines (não-binárias compreendidas no espectro da feminilidade). Serão selecionadas 10 bolsistas e cinco suplentes ouvintes para participar dos laboratórios de escrita de dramaturgias, cujos resultados serão publicados no formato de ebook. As bolsistas terão apoio de R$ 150 mensais por cinco meses para participarem do projeto, que terá encontros quinzenais. Não é necessário ter experiência prévia com escrita e as inscrições podem ser feitas até o dia 8 de abril por aqui. ESPAÇOS CULTURAIS Novo espaço de cultura é criado em Cariacica Venho falando aqui na coluna de novos espaços culturais independentes que surgem no Espírito Santo, a partir da iniciativa de artistas e coletivos. Outra novidade recente foi o Água

02/04/2022 / 0 Comments
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