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Evangélicos buscam nome para o Senado e se aproximam de Casagrande

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Oficialmente, café da manhã de pastores da Cadeeso com o governador foi apenas cortesia, mas nos bastidores mexe no cenário  Inseridas no quadro político-eleitoral como uma das mais fortes bases de sustentação do bolsonarismo, entidades evangélicas no Espírito Santo se movimentam visando formar alianças para manter espaços e garantir a agenda conservadora. Essa característica, no entanto, não é suficiente para impedir o apoio à reeleição do governador Renato Casagrande (PSB), opositor do presidente Jair Bolsonaro (PL), e procurar um nome para o Senado, rejeitando o ex-senador Magno Malta (PL), que é cantor gospel e tem seu reduto eleitoral entre esse público.  Casagrande e o presidente da Cadeeso, Arnaldo Candeias. Foto: Redes sociais Representantes de várias congregações evangélicas reagem negativamente ao nome de Malta e, também, à pré-campanha a governador do ex-deputado federal Carlos Manato, novo filiado ao partido presidido por Malta no Espírito Santo. Ao mesmo tempo, se aproximam de Casagrande. Nessa terça-feira (22), a Mesa Diretora da Convenção das Assembleias de Deus no Estado e Outros (Cadeeso), com significativo reduto de votos, tomou café da manhã no Palácio Anchieta. Estiveram presentes os membros da Mesa Diretora da Cadeeso, formada pelos pastores Arnaldo Candeias (presidente), Dionísio Alves, Ezequias Soares, Gersílio Ribeiro, Ronny Oliveira, Márcio Silveira, João Carlos Candeias, Tiago Vidal e Reginaldo Almeida.  Redes sociais Oficialmente, o ato foi uma cortesia do governador à recém-eleita diretoria da entidade, que atendeu em peso ao convite, articulado pelo novo presidente da Comissão de Assuntos Políticos (Comap), pastor Rafael Ferreira. Ele nega qualquer orientação eleitoral, embora nas conversas com o governador temas relacionados às eleições de outubro tenham sido abordados. “Está caminhando para um noivado e pode virar casamento. Porém, por enquanto, somente tentando uma autorização para namorar. Pode ser que aconteça ou não”, comenta uma fonte bem relacionada à Cadeeso, ressaltado que a pré-candidatura de Manato não se harmoniza com o perfil do eleitor evangélico, sem, no entanto, detalhar os motivos. Nos bastidores evangélicos, circulam nomes apontados como pré-candidatos, entre eles o do pastor Reginaldo Almeida (DEM), ex-deputado estadual que pretende retomar o mandato. Ele foi casado com a deputada federal Lauriete (PSC), cantora gospel e ex-esposa de Magno Malta, e tem um histórico político sempre atuando junto à Cadeeso. 

24/02/2022 / 1 Comment
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Servidores entregam cargos de chefia da Polícia Técnico- Científica

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Iniciativa  protesta contra a não abertura de diálogo com a categoria por parte do governo do Estado Os peritos oficiais do Espírito Santo pediram exoneração, nesta quinta-feira (23), dos cargos de chefia da Polícia Técnico-Científica. A medida é um protesto diante da não abertura de diálogo com a categoria por parte da gestão de Renato Casagrande, uma vez que as negociações para tratar da valorização salarial e autonomia da Perícia foram interrompidas sem explicações e previsão de retorno. A entrega dos cargos foi deliberada em assembleia realizada no dia nove de fevereiro e o comunicado encaminhado para a Superintendência de Polícia Técnico-Científica por meio de uma carta aberta endereçada ao governador. O presidente do Sindicato dos Peritos Oficiais do Espírito Santo (Sindiperitos), Tadeu Nicoletti, informa que os cargos entregues englobam setores como Laboratórios Forenses, Criminalística e Identificação. Também pediram exoneração trabalhadores que atuavam em projetos em andamento na Perícia, como os de informatização de microcomparador e da identificação civil e criminal, e construção da sede, que será em Cariacica. Os cargos do Departamento Médico Legal (DML) não foram entregues, segundo o dirigente sindical, porque o órgão está em obra, evitando, assim, a paralisação do serviço e prejuízos à população. Divulgação Os servidores afirmam, na carta aberta, que sempre estiveram ao lado do governador “para a produção de provas técnicas que podem garantir uma investigação eficiente, uma persecução penal justa, fornecendo elementos para inocentar ou condenar acusados com propriedade, sob a luz da ciência”, colocando “o interesse público em primeiro lugar, acima das nossas próprias aspirações pessoais, por entendermos que é uma missão fomentar a polícia e a justiça com provas científicas”. Ressaltam que, diante disso, acreditavam que o gestor “nos conduziria à valorização e ao reconhecimento real; fornecer-nos-ia condições de trabalho dignas, corrigindo uma aberração histórica e injustificável com a perícia oficial do Estado. Sim excelência, somos motivo de vergonha nacional”. A categoria critica o fato de Renato Casagrande, ao anunciar, no final de janeiro, o reajuste de 6% para os servidores, ter dito que era para aproximar as carreiras dos servidores da média nacional. No caso dos peritos, além dessa porcentagem, eles receberão mais 4%, assim como os demais trabalhadores da segurança pública. Entretanto, queixam-se, o reajuste não tira a categoria do último lugar no ranking brasileiro no que diz respeito à valorização salarial. “Qual a justificativa para fingir que a perícia não existe? Fingir que não somos o pior salário do país? Ignorar que recebemos metade do valor pago ao penúltimo colocado no ranking de salários da Perícia Oficial no país? Fingir que não somos um dos poucos estados onde a perícia ainda não é autônoma? Não excelência, nossa revolta não é apenas oriunda da falta de valorização financeira, nossa revolta é pela falta de dignidade conferida ao cargo”, disparam. Os peritos apontam insatisfação devido a Perícia ainda estar ligada à Polícia Civil (PC), não tendo, portanto, autonomia. “Não somos autônomos, ao contrário de quase todos os estados. Existe justificativa para sermos um dos últimos estados a seguir uma recomendação internacional?”, questionam, listando exemplos do porquê a mudança é importante. Um deles, prosseguem, foi a recusa pela PC da doação de um programa, “reconhecido como o melhor do país”, para gerir todas as informações produzidas e processadas pela Polícia Técnico-Científica, como laudos, solicitações, banco de dados de vestígios, locais de crime, identificação de cadáveres, banco de dados de DNA, papiloscopia e laboratórios. O argumento foi interesse em desenvolver um programa próprio que atendesse aos desejos dos usuários da Delegacia Online (Deon). “Sim, Excelência, o senhor não leu errado, melhor repetir: a Polícia Civil do Espírito Santo recusou receber, como doação, o melhor programa de gestão de Perícia do país…porque queria desenvolver um outro programa. Em outras palavras: o interesse da Polícia Civil [usuários de Deon] teria infinita prioridade em relação às necessidades da própria Perícia”, denunciam. O documento diz ainda: “vossa excelência, tendo a igualdade social como bandeira, deveria entender melhor do que qualquer pessoa que um exame pericial bem realizado garante algo raro no nosso país…igualdade na investigação e acusação, possibilidade de justiça para todos. São os mais pobres, os mais vulneráveis, que mais precisam da Perícia”.   Os trabalhadores também reclamam de o governador apagar “suas respeitosas manifestações em sua rede social” e “tentar nos calar como se não existíssemos”. Manifestações Antes da entrega da carta aberta, os peritos fizeram uma manifestação na Reta da Penha, em Vitória, onde mais uma vez queimaram um caixão em protesto contra a “morte da Perícia Oficial do Espírito Santo”. Eles também interditaram uma das vias da avenida. Divulgação Nessa segunda-feira (21), eles dialogaram com os deputados estaduais para apresentar suas reivindicações. “Precisamos que os deputados sensibilizem o governo”, defendeu Tadeu Nicoletti. A categoria lotou as galerias da Assembleia Legislativa, durante sessão que aprovou as propostas de reajuste linear de 6% para o funcionalismo público, acrescentando mais 4% aos servidores da segurança pública. Divulgação Em 15 de fevereiro, os peritos se concentraram na Praça Costa Pereira, Centro da Capital, em uma manifestação rumo ao Palácio da Fonte Grande, de onde seguiram até o Palácio Anchieta. O protesto terminou em frente ao edifício Augusto Ruschi, onde fica a Secretaria de Estado de Gestão e Recursos Humanos (Seger). Antes da assembleia de nove de fevereiro, quando foi deliberada a entrega dos cargos de chefia caso não houvesse abertura de diálogo, outra manifestação foi realizada, em frente ao DML, em Santa Luíza, Vitória. Depois os trabalhadores fecharam uma faixa de veículos da Reta da Penha, onde incendiaram um caixão. Depois, cinco peritos foram convocados a prestar informações na Corregedoria Geral da Polícia Civil sobre supostas irregularidades na condução do ato. Uma delas seria a utilização de viaturas da Perícia. A outra, a do caixão. A convocação foi classificada pelo Sindiperitos como “uma tentativa de intimidação da categoria”. Segundo Tadeu, alguns trabalhadores já compareceram à Corregedoria e a assessoria jurídica está à disposição dos servidores. ‘Precisamos que os deputados sensibilizem o governo’, defendem peritos Servidores realizaram protesto na Assembleia e dialogaram com parlamentares sobre reivindicações  https://www.seculodiario.com.br/seguranca/a-gente-precisa-que-os-deputados-sensibilizem-o-governo-defendem-peritos Após protesto, peritos são convocados pela Corregedoria da PC Atitude do governo do Estado foi classificada pelo sindicato da categoria como tentativa de intimidação https://www.seculodiario.com.br/seguranca/apos-protesto-cinco-peritos-sao-convocados-para-prestar-informacoes-na-corregedoria

24/02/2022 / 1 Comment
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Com três semanas de aulas, Sedu ainda desconhece demanda por cuidadores

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Portaria prevê um cuidador para três alunos com deficiência e fornece formulário para solicitar profissional Passados 21 dias de aulas presenciais na rede pública estadual de ensino, permanece desconhecido, por parte da Secretaria de Estado da Educação (Sedu), o quantitativo de cuidadores que precisa ser contratado para atender aos estudantes com deficiência matriculados para o ano letivo de 2022. Em nota, a pasta informou apenas ter conhecimento de 12,8 mil “estudantes com deficiência (intelectual, visual, auditiva, física), TEA [Transtorno do Espectro Autista] e Altas Habilidades/Superdotação” matriculados na rede estadual, que é formada por 427 escolas. Quase metade desse total, 5,5 mil estudantes, fazem o Atendimento Educacional Especializado (AEE) nas Salas de Recursos Multifuncionais.  A Sedu informa ainda dispor de 1,2 mil professores especializados já contratados. Sobre os cuidadores, no entanto, não há informações sobre o número já contratado e a meta a ser atingida para garantir a inclusão de todas as crianças com deficiência no sistema de ensino.  Tampouco definiu quais serão as novas estratégias adotadas para alcançar a plena cobertura dos cuidadores necessários nas escolas, apesar do reconhecimento de que o atual modelo “é moroso e ineficiente”, segundo definiu o secretário Vitor de Angelo em reunião realizada com o coletivo Mães Eficientes Somos Nós na última sexta-feira (18), ao lado do governador Renato Casagrande (PSB) e do secretário de Saúde, Nésio Fernandes. Redes sociais Na nota desta quinta-feira, a Sedu argumenta que “hoje, o desafio é a garantia do acesso, permanência e aprendizagem de todos os estudantes matriculados. Para tanto, estamos trabalhando em duas grandes frentes: formação dos profissionais tanto da rede estadual, quanto da rede municipal, e financiamento para que as escolas possam fazer as revitalizações nos seus espaços físicos e na aquisição de material pedagógico acessível e de tecnologia assistida”, argumenta a Sedu. Um novo edital, lançado no início de fevereiro, não definiu o quantitativo de vagas que serão ocupadas, mas que os candidatos aprovados serão chamados mediante demanda apontada pela pasta.  Um mês antes, a Portaria nº 4/2022, publicada em 14 de janeiro, afirma que o número de contratações será definido pela Subgerência de Pessoal Transitório (Supet), instância vinculada à Gerência de Gestão de Pessoas (Gegep) da Secretaria de Estado da Educação (Sedu).  A portaria “estabelece normas para a contratação e atuação de cuidadores para acompanhar estudantes com necessidades educacionais especiais (NEE)” e traz, em anexo, os formulários a serem preenchidos pelas famílias dos estudantes e pela direção da escola, para fazer a solicitação de cuidador à Sedu.  Informa também que “a unidade referencial de medida [é] de um profissional para até três estudantes, designando tantos quantos forem necessários para o atendimento aos estudantes com deficiência na unidade escolar, conforme grau de dependência e necessidades”, e que a atuação desse profissional consistirá em “auxílio aos estudantes com NEE que não conseguem realizar com independência as atividades de alimentação, higienização e locomoção”, em uma carga horária de até 40 horas semanais.  Os critérios exigidos para se candidatar ao trabalho é ter idade mínima de 18 anos; possuir ensino médio completo; e um curso de cuidador ou de prestação de assistência à Pessoa com Deficiência com carga horária mínima de 80 horas.  As chamadas para o novo edital começaram a ser feitas nesta terça-feira (22), mas a Sedu ainda não divulgou quantos serão chamados. Também não se posicionou sobre quais as possibilidades de melhorias no edital e da forma de contratação de cuidadores, para que seja resolvido esse antigo problema de crianças com deficiência fora da escola.  Acampamento Por parte das mães de alunos, esses desconhecimentos se refletem em uma negação continuada de direitos das crianças e adolescentes com deficiência. Sem esse profissional, os estudantes estão sendo mandados de volta para casa, agravando outros aspectos da vida familiar, inclusive a financeira, já que as mães, na maior parte das vezes as responsáveis pelo sustento da casa, acabam não conseguindo trabalhar para ficar com os filhos no horário que eles deveriam estar estudando.  Transcorridas três semanas do ano letivo de 2022 e uma semana desde o encerramento do movimento #AcampaPalacioAnchieta, organizado pelo coletivo Mães Eficientes Somos Nós, ainda não há qualquer perspectiva concreta de solução para esse que é um velho problema para a gestão da Educação no Espírito Santo. Redes sociais Ao final de cinco dias de acampamento nas dependências da sede do governo estadual, as mães e seus filhos conseguiram ser recebidas pelo governador Renato Casagrande e os secretários Nésio Fernandes e Vitor de Angelo, mas a repentina visibilidade colhida da mobilização não foi suficiente, ainda, para mudar a realidade prática do cotidiano dessas milhares de famílias.  Só no papel Segundo a Sedu, a educação inclusiva se constitui de “políticas públicas que visam a garantia da matrícula em todos os níveis e modalidades de ensino, assegurando medidas de apoio à plena participação, permanência e aprendizagem em igualdade de condições e, principalmente, adotando ações que visem à aprendizagem em uma educação de qualidade a todos esses alunos, independentemente de suas condições físicas, intelectuais, linguísticas e outras, nas escolas da comunidade em que vivem”. Situação, infelizmente, ainda longe de ser alcançada.

24/02/2022 / 0 Comments
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Motoristas do Ifood fazem paralisação em Vitória neste final de semana

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Também serão feitos protestos nos estabelecimentos que recebem mais pedidos por meio da plataforma digital Os motoristas de aplicativo de Vitória que fazem entrega pelo Ifood marcaram uma paralisação para este final de semana. Tanto sábado quanto domingo (26 e 27) não farão entregas de delivery e realizarão protestos pelas ruas da Capital para reivindicar melhores condições de trabalho. A concentração será às 8h em frente à Academia Ponto 1, na Praia do Canto, com paradas no Shopping Vitória, Mc Donald’s, Burger King e Master Place, esses três últimos, situados na avenida Reta da Penha. Esses locais foram escolhidos por serem os que mais recebem pedidos por meio da plataforma digital. No caso do shopping, segundo uma das lideranças do movimento, Rafael Souza Pereira, há uma motivação a mais. Trata-se da proibição do centro comercial em relação aos motoristas de aplicativo quanto ao estacionamento das motos na doca, que é o local de carga e descarga dos produtos das lojas. Assim, é preciso estacionar fora da área, sendo comum serem multados por guardas de trânsito acionados pelo próprio shopping. Em cada ponto, os trabalhadores irão mobilizar colegas para a adesão ao movimento. Uma das reivindicações é o fim dos bloqueios “indevidos”. Rafael relata que, muitas vezes, eles são bloqueados sem justificativa. Outra queixa é em relação à falta de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), que foram disponibilizados somente no auge da pandemia da Covid-19, fazendo com que hoje tenham que custear itens como máscara e álcool em gel com o próprio dinheiro. O valor pago a cada quilômetro percorrido para fazer a entrega, que é de R$ 1,00, também é questionado, assim como o fato de não pagarem pelo deslocamento, ou seja, pelo trajeto que o motorista percorreu até o estabelecimento onde ele pegou o produto para entregar ao cliente. Ainda nesse aspecto, os trabalhadores denunciam que quando fazem rota dupla ou tripla recebem apenas pelo serviço prestado em uma rota. Rafael explica que cada motorista pode pegar no máximo três encomendas feitas no mesmo estabelecimento, sendo a rota dupla a entrega de dois pedidos em locais diferentes, e a tripla, três pedidos. Ele relata ainda que, além de atenderem em Vitória e Serra, os trabalhadores que moram na Capital passarão a atender também em Vila Velha, mas sem que o IFood arque com os custos do pedágio na Terceira Ponte.

24/02/2022 / 0 Comments
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PL da Enfermagem: relatório mostra impacto financeiro quase três vezes menor

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Categoria do Estado cobra tramitação do projeto em regime de urgência na Câmara dos Deputados Sindifermeiros-ES O grupo de trabalho da Câmara dos Deputados que analisa o impacto financeiro do Piso Salarial da Enfermagem aprovou, nessa quarta-feira (23), o relatório do deputado Alexandre Padilha (PT-SP) referente ao tema. O texto prevê um aumento de R$ 16,3 bilhões nas despesas com folha de pagamento caso a matéria seja aprovada, valor quase três vezes inferior aos R$ 42 bilhões que o Ministério da Saúde chegou a apontar. No Espírito Santo, a categoria cobra que o projeto de lei tramite em regime de urgência. “A gente sempre defendeu que a definição de um piso salarial para uma categoria do porte da enfermagem nunca era gasto e sim investimento, um compromisso social. A aprovação desse relatório só veio reafirmar algo que as entidades vêm defendendo historicamente”, declara a presidente do Conselho Regional de Enfermagem do Espírito Santo (Coren/ES), Andressa Barcelos. Os valores descritos no relatório consideram os gastos com pessoal de instituições de saúde públicas, privadas e filantrópicas. Isso porque o Projeto de Lei 2564/20, já aprovado no Senado, fixa o piso salarial dos enfermeiros em R$ 4.750, de técnicos de enfermagem em R$ 3.325, e de auxiliares e de parteiras em R$ 2.375. Segundo o relatório, o aumento previsto de R$ 16,31 bilhões representa 2,7% do Produto Interno Bruto (PIB) da Saúde em 2020, 3,65% do orçamento da Saúde no mesmo ano, e um acréscimo de apenas 2,02% na massa salarial anual dos contratantes. Quando se analisa o setor privado, que tem lutado com unhas e dentes contra a aprovação do projeto, o aumento de despesa corresponde a 4,8% do faturamento dos planos e seguros de saúde em 2020. “Isso é muito pouco comparado ao mérito e a tudo que a enfermagem deu a esse país, em especial nesses últimos dois anos”, aponta a presidente do Sindicato dos Enfermeiros do Espírito Santo (Sindienfermeiros-ES), Valeska Fernandes Morais. Com a aprovação do relatório, a expectativa é que a apreciação da matéria seja mais rápida. Em um trâmite ordinário, o PL agora iria para as outras comissões, para só depois ser votada pelos deputados, mas a categoria defende que os dados apresentados, aprovados pelo grupo de trabalho, dão subsídio para que o projeto tramite em regime de urgência, indo direto ao Plenário. “Agora cabe ao deputado Arthur Lira (PP-AL), que é presidente da Casa, definir se ele ainda vai submeter às outras comissões ou se vai colocar para votar. O que a gente quer é que ele coloque pra votar”, destaca Valeska. Presente na sessão do grupo de trabalho, a deputada federal Soraya Manato (PSL), que é bolsonarista, manifestou preocupação com a Lei de Responsabilidade Fiscal e questionou a coordenadora do GT, deputada Carmen Zanotto (Cidadania-SC), se o Ministério da Economia será ouvido. “O papel da nossa comissão se encerra hoje com a votação do relatório, mas é claro que para nós, parlamentares, o trabalho não se encerra (…) Temos que continuar trabalhando, porque se chegarmos no Plenário com as fontes de financiamento, será muito mais fácil”, respondeu Zanotto à parlamentar capixaba. Números Os dados presentes do relatório aprovado nessa quarta-feira (23) se aproximam dos números do estudo feito pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), contratado por meio da Federação Nacional do Enfermeiros (FNE), que tinha estipulado um impacto total de R$ 15,8 bilhões. Além de prever o impacto financeiro na folha de pagamento, a pesquisa também mostra que a aprovação do projeto de lei trará mudanças principalmente para os técnicos de enfermagem. De acordo com os dados, cerca de 85% desses profissionais ganham abaixo do piso salarial de R$ 3.325 proposto no PL. Enquanto isso, 56% dos enfermeiros estão abaixo do piso de R$ 4.750,00; e 52% dos auxiliares de enfermagem recebem abaixo da meta mínima de R$ 2.375,00. O Projeto de Lei 2564/2020, de autoria do senador Fabiano Contarato (PT), foi aprovado no Senado no dia 24 de novembro de 2021, após 18 meses de tramitação. A expectativa é que mobilizações em todo o Brasil pressionem a votação do projeto na Câmara ainda no primeiro semestre deste ano. “A categoria tem que cobrar bom senso e responsabilidade dos parlamentares. Agora depende deles”, enfatiza Andressa Barcellos. 

24/02/2022 / 0 Comments
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‘Histórias Ocultas da Igreja dos Reis Magos’

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Novo documentário de Rogério Moraes conta história do monumento histórico da Serra Divulgação O cineasta Rogério Morais lança, nesta quinta-feira (24), mais um documentário divulgando histórias da Serra. Histórias Ocultas da Igreja dos Reis Magos conta os mistérios do monumento histórico localizado em Nova Almeida, que atrai turistas de várias partes do Estado. O lançamento será realizado por meio do YouTube. Com 28 minutos de duração, o documentário aborda temas como a chegada dos jesuítas e a construção da igreja; a origem do Rio Reis Magos e do nome da igreja; além dos causos antigos, como as histórias de assombrações e fantasmas contadas de geração em geração, bem como as mudanças ocorridas no patrimônio cultural durante os últimos anos. “Este é o Cartão Postal de Nova Almeida. Essa divulgação cultural eleva a cidade da Serra, além dos seus feitos culturais. Essa divulgação é de grande importância para os estudantes, pesquisadores, professores e curiosos, principalmente para os nossos turistas de um modo geral”, aponta o historiador Teodorico Boa Morte, que também participa do documentário. A produção foi feita em 13 meses, contando com imagens aéreas da Igreja e áreas adjacentes. Estão presentes na obra os historiadores Teodorico Boa Morte, Roberto Vasco e Clério José Borges. Já a direção e o roteiro são do cineasta Rogério Morais, enquanto a direção de produção é de Rosa Maria. O projeto foi contemplado pela Lei de Incentivo Aldir Blanc e será lançado às 20 horas, pelo canal do Filme Queimado no Youtube. Um lançamento presencial também está previsto para o mês de março, mas a data ainda será agendada. Esse é o segundo documentário de Rogério Morais que conta a história de um monumento histórico da Serra. Em novembro, o cineasta lançou o filme Queimado – A luta pela liberdade, que se propôs a resgatar a Insurreição de Queimado. 

23/02/2022 / 1 Comment
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Proximidade da janela partidária acelera corrida por novas filiações

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Janete de Sá, do PMN, está entre os parlamentares em dificuldade para achar legenda que garanta a reeleição A uma semana da abertura da janela partidária, período de um mês que começa em 3 de março e no qual é permitida a troca de partido sem prejuízo ao mandato, os partidos aceleram a movimentação com finalidade de aumentar o volume de filiações, para definir chapas às eleições de outubro. Isso ocorre depois de colocadas, formalmente, quatro pré-candidaturas ao governo, a mais recente a do ex-deputado federal Carlos Manato (PL), nessa terça-feira (22). “O cenário está em ebulição e envolve desde nomes ao governo, ao Senado, e, principalmente, deputados federais e estaduais”, analisam lideranças políticas nos bastidores, questionando: “Para onde irão os que se elegeram por pequenos partidos e os que não encontram legenda para se abrigar?”. Neste ano, a  troca de partido será em grande volume, apontam.   O mercado político coloca uma interrogação em parlamentares que exercem mandato na Assembleia Legislativa, como Janete de Sá (PMN), Alexandre Xambinho (PL) e Rafael Favattto, presidente estadual do Patriota, que encontram empecilhos para consolidar uma campanha à reeleição, em consequência de acordos que anda estão em andamento. O deputado Renzo Vasconcelos, por exemplo, deve trocar o PP pelo Pros, e Sergio Majeski vai deixar o PSB, com cotações de retornar ao PSDB. Nestes casos, a reeleição passa a depender de outros fatores que fogem à avaliação do mandato em si. Já os deputados bolsonaristas Capitão Assumção e Danilo Bahiense, considerados candidatos à reeleição, se anteciparam à janela e assinaram ficha de filiação no PL nessa terça-feira. Assumção estava filiado ao Patriota e Bahiense sem partido, desde que foi autorizado pela Justiça Eleitoral a deixar o PSL. O cenário gira em torno das majoritárias. Além de Manato, estão em andamento, oficialmente, as pré-candidaturas do deputado Erick Musso (Republicanos) e do senador Fabiano Contarato (PT). O governador Renato Casagrande (PSB) não se colocou ainda na disputa à reeleição, mas é considerado peça certa no jogo. Erick e Contarato dependem, porém, de complicados acertos no plano nacional. Mais dois nomes são colocados na disputa ao Palácio Anchieta, à espera de confirmação, o do ex-prefeito da Serra Audifax Barcelos (Rede) e do prefeito de Linhares (norte do Estado), Guerino Zanon, de saída do MDB, que encontra dificuldade em achar uma legenda. Um quadro decorrente de conversações no plano nacional, que são canalizadas no sentido de construir uma terceira via na corrida presidencial, tarefa até agora sem resultado.  Guerino conversa com o Podemos, comandado pelo secretário de Estado de Planejamento, Gilson Daniel, e com o PDT, do prefeito da Serra, Sérgio Vidigal, ambos aliados de Casagrande. Também já apareceu nas articulações para ingressar no PSD, junto com o aliado, o ex-governador Paulo Hartung (sem partido). Já Audifax pode ter o projeto consolidado por conta de alianças do seu partido que poderão tornar sua candidatura como a única da Rede. “Somente no final de março é as coisas ficarão mais claras”, comenta um articulador político, que, para não fugir à regra, faz questão de manter o anonimato, ao apontar, ainda, a possibilidade de Casagrande trocar de partido. Comentários de bastidores trazem à tona a tendência de que ele poderia deixar o PSB pelo PDT ou até mesmo o Podemos. Seria a saída, caso seja mantida a pré-candidatura de Contarato ao governo, com o apoio do PSB, mesmo sem uma federação entre os dois partidos. As conversas no plano nacional avançam nesse sentido, o que representa fator complicador para Casagrande, cujo relacionamento com o PT, que já não era bom, azedou ainda mais depois da recepção por ele dispensada ao presidenciável Sergio Moro, juiz da Operação Lava Jato declarado suspeito pelo Supremo Tribunal Federal (STF), responsável pela prisão do ex-presidente Lula, em processos anulados posteriormente. No Podemos, no entanto, é registrada a presença em articulações do ex-governador Paulo Hartung, adversário político de Casagrande, que começa a se movimentar no cenário local, depois de ver frustradas suas intenções de se acomodar no campo nacional, com característica de que poderá concorrer ao Senado. É outra ameaça aos movimentos de Casagrande, apesar de Hartung ter dificuldade de reaglutinar seu antigo bloco político em decorrência da desistência à reeleição em 2018, provocando a maior crise no MDB local, que perdura até hoje, e formar novo grupo capaz de dar sustentação a uma campanha.

23/02/2022 / 0 Comments
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‘PL de Casagrande é privatização disfarçada do Banestes’

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Sindibancários e comitê alertam que projeto permite adquirir participações em sociedades e criar subsidiárias O Sindicato dos Bancários do Espírito Santo (Sindibancários/ES) e o Comitê em Defesa do Banestes Público e Estadual classificaram como “genérico e perigoso” e “privatização disfarçada” o projeto de lei da gestão de Renato Casagrande (PSB) que permite ao Banestes “por si ou por intermédio de suas subsidiárias e controladas, adquirir participações em sociedades, especialmente de tecnologia, startups ou fintechs, nacionais ou estrangeiras, bem como criar subsidiárias, sejam essas controladas direta ou indiretamente”. A proposta foi enviada para a Assembleia Legislativa por meio da Mensagem 340/2022. A justificativa do executivo é “aumentar a vantagem competitiva e melhorar o posicionamento para enfrentamento das pressões de mercado”, fazendo necessária “a criação de valor de fonte estável de receitas, dinamização operacional, expansão de negócios e abrangência do mercado de atuação”. A explicação para isso, de acordo com a justificativa, são as mudanças impostas pela pandemia da Covid-19, que fez com que a tecnologia se tornasse protagonista para que a economia continuasse a avançar. O Executivo destaca que o avanço tecnológico é absorvido com muita rapidez no setor privado e “amplia e facilita o acesso da população a serviços financeiros, muitos inclusive passaram a ser ofertados de modo gratuito”. Dentro desse cenário, conforme consta na Mensagem 340/2022, “a multiplicidade de novos negócios criados ou remodelados tecnologicamente gerou uma perda de receita aos prestadores de serviços financeiros tradicionais, dentre eles o Banestes S.A, sendo necessário buscar meios e caminhos mais inovadores para fortalecer o crescimento, através de identificação de sinergias operacionais, atração e retenção de talentos focando a perenidade e crescimento dos negócios”. O secretário-geral do Sindibancários/ES e coordenador do Comitê em Defesa do Banestes Público e Estadual, Jonas Freire, afirma, porém, que a gestão de Renato Casagrande “está pedindo autorização para fazer o que bem quiser com o banco”. Ele aponta que “o PL é genérico, não especifica exatamente como vai ser, o que vai ser. O governo está praticamente dizendo ‘libera aí que a gente vê depois o que vai querer fazer aqui”, critica. A assessoria jurídica do Comitê está estuda o o projeto para analisar a constitucionalidade. Para Jonas, a iniciativa trata-se de uma forma de “privatização disfarçada”, fazendo com que a iniciativa privada ganhe espaço no Banestes, desmontando a função social do banco e “usando a credibilidade da marca, que no Espírito Santo é imbatível”. Ele também questiona que o PL tenha sido encaminhado para a Assembleia em regime de urgência às vésperas do feriado de Carnaval, dificultando a mobilização contrária. Jonas recorda que situação semelhante aconteceu em dezembro, quando o governo emitiu fato relevante ao mercado, no qual anunciou que “promoverá processos de seleção para realização de parcerias comerciais buscando potencializar sua atuação em negócios de seguridade“. O comunicado dizia respeito à venda da Banestes Seguros (Banseg). Na ocasião, o secretário-geral do Sindibancários afirmou que o comunicado tinha sido feito “no apagar das luzes de 2021”. “Nos preocupa um prazo tão curto, que abrange um período de festas de fim de ano e recesso parlamentar e do judiciário”, disse. No final de dezembro, o Tribunal de Contas do Estado do Espírito Santo (TCE-ES) determinou que o diretor-presidente da Banestes Seguros (Banseg), Rômulo de Souza Costa, se manifestasse sobre as supostas irregularidades no processo de venda da seguradora, apresentadas pelo Comitê em Defesa do Banestes Público e Estadual. A Representação com Pedido Cautelar foi formulada por Jonas Freire. Trata-se de uma denúncia de suposta “violação da moralidade administrativa” e “ilegalidade no contrato de prestação de serviço de assessoria financeira e estratégica firmado entre o Banco do Estado do Espírito Santo [Banestes] e o Banco Genial e do consequente processo de privatização da Banestes Seguros S.A”. Comitê mobiliza abaixo-assinado contra a venda da Banestes Seguros Meta é percorrer todo o Estado, com apoio da sociedade civil e entidades, para fazer coleta de assinaturas https://www.seculodiario.com.br/cidades/comite-dara-inicio-a-abaixo-assinado-contra-a-venda-da-banestes-seguros TCE quer respostas sobre supostas irregularidades no processo de venda da Banseg Conselheiro Sergio Aboudib determinou que diretor presidente da Banseg se manifeste dentro do prazo de cinco dias https://www.seculodiario.com.br/justica/banseg-tera-que-se-manifestar-sobre-supostas-irregularidades-em-seu-processo-de-venda

23/02/2022 / 0 Comments
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‘Procura-se cuidadores de estudantes com deficiência para contratação imediata’

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Secretário Vitor de Angelo afirma que apenas 5% dos 980 chamados para 2022 assinaram contrato e nem todos estão nas escolas “Vamos fazer um movimento forte para identificar cuidadores. As chamadas não estão sendo suficientes”. A afirmação foi feita pelo governador Renato Casagrande durante reunião realizada com o coletivo Mães Eficientes Somos Nós (MESN) na última sexta-feira (18) e marca um pequeno passo no lento processo de retirada do véu da invisibilidade que ainda impede o acesso das pessoas com deficiência aos seus direitos legais e constitucionais. A reunião encerrou um ciclo de cinco dias do movimento #AcampaPalacioAnchieta, em que mães e filhos com deficiência ocuparam, dia e noite, uma das varandas da sede do governo capixaba, aguardando uma audiência com Casagrande e seus secretários de Saúde e Educação, Nésio Fernandes e Vitor de Angelo. Redes sociais O objetivo das mulheres era obter garantias do retorno das crianças e adolescentes com deficiência para as aulas presenciais, já que desde que iniciou o ano letivo, em três de fevereiro, esses estudantes estão fora da escola, sendo enviados de volta para casa devido à ausência dos cuidadores, além de conseguir acesso a consultas médicas especializadas, principalmente em psiquiatria e neurologista pediátricas.  Uma gravação amadora da histórica reunião foi feita por uma das mães e está disponível na conta do Coletivo no Instagram. Apesar do ruído constante ao fundo, por conta da movimentação das crianças ao redor da grande mesa, é possível ouvir os principais pontos debatidos.  No campo da Educação, um argumento seguidamente repetido tanto pelo secretário quanto pelo governador era o pedido de paciência para aguardar o processo de chamamento para contratação dos candidatos classificados no último edital, publicado em oito de fevereiro, cinco dias após o início das aulas presenciais.  Durante quase uma hora e meia de reunião, ouve-se basicamente a mesma resposta para cada uma das súplicas feitas pelas mães e filhos, inclusive quando o adolescente Ryan, autista, se manifestou: “Não tem cuidador porque não foi providenciado. Mas, sem cuidador, como ficam as crianças autistas nesse tempo? Vão continuar jogadas lá no fundo, sem aprendizado?”, perguntou,  “Nós não tivemos sucesso na convocação anterior dos cuidadores. Nossa expectativa é que nessa próxima chamada, segunda-feira (21), a gente consiga”, respondeu Casagrande, emendando, também, com uma súplica: “Há outro caminho de contratação? Porque a impressão que eu tenho é que não existe esse profissional assim ‘batendo na porta’, querendo emprego”, desabafou o gestor. Minutos antes, no entanto, Vitor de Angelo havia apresentado números desanimadores, que pouco alimentam a possibilidade de um resultado auspicioso do atual certame. No município da Serra, informou o secretário, a Sedu chamou 980 cuidadores classificados no edital anterior. Desses, apenas 40 tiveram contratos firmados. “Mil para 50, vamos arredondar assim, dá 5%”, comparou.Sem mea-culpa Em seguida, numa tentativa de desviar de si a responsabilidade pelo problema, afirmou que “nosso papel é organizar o edital, oportunizar que as pessoas sejam contratadas (…) O problema não é o edital ou qualquer dificuldade financeira ou de decisão da secretaria do governo. Nós chamamos centenas e, numa proporção muito menor, um grupo chega a firmar contrato. O que não significa que esse 40 estão dentro das escolas. Muitos podem chegar na escola e se deparar com a deficiência daquela criança que ela tem que cuidar e desistir. Muitas chegam e depois conseguem outro trabalho e também deixam aquele posto”, descreveu, como que transferindo para a conta dos cuidadores o peso da responsabilidade pelo insucesso no modelo de contratação desses trabalhadores. “Temos pensado e refletido, não só dentro da Sedu, mas também com a Seger [Secretaria Estadual de Gestão de Pessoas e Recursos Humanos], sobre a forma de contratação e o que podemos fazer pra não termos nos outros anos os mesmos problemas que estamos tendo agora”, disse. “O edital tem se mostrado um processo moroso e ineficiente”, admitiu. No entanto, a forma de contratação que nós temos à disposição hoje é essa: um edital em que a gente classifica cuidadores e vai chamando um a um”.  Secom Para ambos gestores, a reação das mães também se repetia, com crescente indignação. “Quatro anos! Vocês já sabiam que haveria esse problema, por que não fizeram nada antes?”, questionou Lucia Mara dos Santos Martins, coordenadora do coletivo Mães Eficientes. “Isso se chama apagamento! Apagamento dos estudantes com deficiência”, bradou.  Em outro momento semelhante, o apontamento foi mais direto: “Infelizmente governador, esses meninos não existem para vocês. E na pandemia, o apagamento foi ainda maior”.  Em nota, a Sedu informou, nesta quarta-feira (23), que “o resultado já foi divulgado e iniciadas nessa terça (22) as chamadas para contratação”, sem dizer, no entanto, quantos cuidadores serão chamados e quando devem começar a chegar nas escolas.  Crianças continuam fora da escola Por enquanto, conforme testemunha Lucia em meio ao coletivo, “nenhuma criança voltou para a escola”, disse, ainda sob o impacto da informação de que uma reunião marcada para a tarde desta quarta-feira com a gerência de Educação Especial da Sedu para encaminhar alguns casos específicos de famílias na Serra, havia sido cancelada pelo algo escalão, que decidiu limitar, aos encontros quinzenais do grupo de trabalho, as demandas da educação especial emanadas das famílias dos estudantes. Redes sociais A criação dos grupos de trabalho foi o único encaminhamento prático da reunião que encerrou a ocupação no Palácio Anchieta. São dois, de Saúde e Educação, que terão seis membros cada, sendo metade representantes do governo e metade, das mães. Além das reuniões quinzenais dos dois GTs, ficou definida uma série de agendas das mães com o governador, realizadas a cada 45 dias, a primeira, por volta de 10 de abril.  Enquanto isso, as crianças e adolescentes continuam fora da escola. Há três semanas.  Lucia avalia que, apesar da ausência de soluções imediatas, que atendam à urgência do cotidiano desassistido dessas famílias – majoritariamente lideradas e sustentadas por mulheres que criam sozinhas seus filhos – o acampamento não foi em vão. Serem recebidas pelo governador e seus secretários dentro do Palácio, com seus filhos, trouxe alguns flashes de visibilidade. Mas é preciso ação e agilidade na implementação

23/02/2022 / 8 Comments
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‘Alguns se equivocam e não guardo rancor, estou à disposição do bem sempre’

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Nésio Fernandes reafirmou defesa do passaporte sanitário e da vacinação após revogação de título de Cidadão Vitoriense O secretário estadual de Saúde, Nésio Fernandes, se pronunciou em suas redes sociais sobre a revogação de seu título de Cidadão Vitoriense, aprovada nessa terça-feira (22) pela Câmara de Vitória. O gestor compartilhou a matéria de Século Diário sobre o assunto e afirmou que “alguns se equivocam e não guardo rancor, estou à disposição do bem sempre”. O título foi concedido pela vereadora Karla Coser (PT), por meio do Decreto 1597/2021. Além de Karla, Camila Valadão (Psol), Luiz Paulo Amorim (PV), Aloísio Varejão (PSB) e Duda Brasil (PSL) votaram contrários à revogação, proposta pelo vereador bolsonarista Gilvan da Federal (Patri). Em suas redes sociais, Nésio Fernandes também homenageou Karla Coser (PT), reafirmou seu posicionamento em defesa do Sistema Único de Saúde (SUS) e da ciência, apresentou dados da imunização no Espírito Santo e criticou os contrários ao passaporte sanitário. Ao se referir à vereadora, afirmou que a homenageava “por toda expressão de carinho em sua trajetória no mandato parlamentar”, acrescentando que dela “nasce sensibilidade às causas sociais, aos vulneráveis” e que “sua fonte é de água doce, dela não pode sair água salgada”. Ele disse ainda que “há poucos líderes escarnecedores que preferem trocar fontes de água por cloacas de esgoto”, não sendo merecedores de “nossa espada e nem nossas flores. Deles nascem impropérios, palavrões, ofensas, ameaças e discursos de ódio”. Nésio ressaltou que Karla “é vereadora da capital que representa a decisão do povo vitoriense: 98% do total da população da capital vacinada com D2 e já temos 51% com D3”. Ele acrescentou que 93% dos adolescentes da Capital estão imunizados com a D1 e 73% com a D2. Entre as crianças de cinco e 11 anos, 46% já se vacinaram com a primeira dose. “Sua atuação parlamentar está em sintonia com as pessoas de todos os estratos sociais que já se vacinaram, você defende a decisão de muitos, da maioria”, completou o secretário, que ainda afirmou ser “inaceitável como na capital da vacina tenha alguém com coragem de gritar tanto e todo o tempo contra um cartão de vacina”. O gestor destacou que o título recebido por ele “foi um reconhecimento da obra construída pelo governo liderado por Renato Casagrande no enfrentamento à pandemia”, e que aposta “na ciência, no fortalecimento do SUS e em muitas entregas ao povo capixaba”. Após a aprovação, Karla Coser defendeu que a revogação do título é um desrespeito a sua autoridade legislativa e manifestou seu “pedido de desculpas ao secretário Nésio Fernandes pelo absurdo de hoje”. Para a vereadora, a aprovação é “assinar um cheque em branco para que os poderes dados a nós diminuam a cada dia”. A vereadora disse ainda ter “muito orgulho de ter concedido esse título de Cidadão Vitoriense” e que sempre respeitou outras homenagens, mesmo sem concordar, como a honra ao mérito à ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves, embora “ela tenha se esforçado para que uma menina vítima de violência tivesse seu direito constitucional desrespeitado”, referindo-se à criança de 11 anos, de São Mateus, norte do Estado, que engravidou após um estupro, e teve que fazer a interrupção da gravidez em Pernambuco. O argumento de Gilvan para justificar a revogação da homenagem é “a infundada, generalizada e grave alegação contra os parlamentares da Câmara de Vitória/ES”. O vereador se baseia em um vídeo que Nésio publicou em suas redes sociais um dia depois da aprovação do Projeto de Lei 174/2021, também de autoria de Gilvan, que proíbe a exigência do passaporte vacinal em estabelecimentos da Capital. “Alguns grupos extremistas, de extrema direita, e alguns que escondem seu negacionismo, sua posição antivacina na polêmica e na intensidade, nos gritos e no financiamento de assessores para ocupar Câmaras de Vereadores em nosso Estado, escondem suas posições antivacina na narrativa contra o passaporte vacinal, medida sanitária adotada praticamente em todo o mundo civilizado, uma medida que ajuda a reduzir o risco de infecção, que tenhamos ambiente mais protegido e garante que toda população esteja atenta e disciplinada para que seu calendário de vacinação esteja atualizado e em dia”, pontuou o secretário, sem nem ao menos citar a Câmara de Vitória. ‘Meu pedido de desculpas ao secretário Nésio Fernandes pelo absurdo de hoje’ Revogação de honraria concedida ao gestor por Karla Coser foi aprovada pela Câmara de Vitória nesta terça-feira https://www.seculodiario.com.br/politica/meu-pedido-de-desculpas-ao-secretario-nesio-fernandes-pelo-absurdo-de-hoje

23/02/2022 / 2 Comments
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