Um ataque cibernético foi identificado no sistema do Tribunal Regional do Trabalho no domingo Google Maps O Tribunal Regional do Trabalho da 17ª Região (TRT-ES) prorrogou a suspensão do expediente presencial das unidades administrativas e judiciárias até a próxima sexta-feira (25). Após um ataque cibernético registrado no último domingo (20), os sistemas de tecnologia do órgão estão indisponíveis. A prorrogação foi publicada no Diário Eletrônico da Justiça do Trabalho (DEJT) nesta quarta-feira (23). Também estão suspensas as sessões nas Turmas e no Pleno do Tribunal, bem como as audiências no Centro de Conciliação (CEJUSC), nas Varas do Trabalho de Vitória e do interior. A suspensão também se aplica aos prazos processuais judiciais, regimentais e administrativos no âmbito do TRT-ES, e deverá ser certificada nos autos dos processos pelas Secretarias das Varas do Trabalho e unidades judiciárias do Tribunal. A paralisação das atividades foi anunciada na última segunda-feira (21) e terminaria nesta quarta.“A Administração do Tribunal Regional do Trabalho da 17ª Região, TRT-ES, vem a público comunicar que, no dia 20 de fevereiro de 2022, foram detectados registros suspeitos de atividades maliciosas na infraestrutura tecnológica do órgão. Imediatamente, a equipe técnica da Secretaria de Tecnologia da Informação e Comunicações (Setic) do Tribunal começou a atuar no incidente. Identificando tratar-se de um ataque cibernético, a equipe executou as medidas de isolamento e contenção de danos potenciais, a fim de preservar a segurança e a integridade das informações”, informou o órgão por nota. O TRT apontou ainda que atua nos desdobramentos do incidente. Análises iniciais ainda não deram indícios de comprometimento da integridade dos dados dos sistemas do Regional, nem de vazamento de dados processuais e pessoais. “A Setic, em conjunto com seus fornecedores parceiros, segue atuando na avaliação da extensão do incidente e trabalhando com a maior agilidade possível para restabeleces a normalidade e a segurança do ambiente”, afirmou o órgão na última segunda-feira.
Compra de imóveis no metaverso
Metaversos individuais logo se fundirão num maior e interconectado Neste início de discussão e desenvolvimento sobre o metaverso, também há investimentos já sendo feitos em terrenos virtuais. A consultoria PwC, por exemplo, foi uma das empresas que recentemente comprou imóveis no The Sandbox, que é um mundo de jogos virtuais. Ainda tem o caso de uma compra feita por uma pessoa de terreno no Snoopverse, que é um mundo virtual desenvolvido pelo rapper Snoop Dogg dentro do The Sandbox. Há ainda uma plataforma chamada Decentraland, em que a empresa imobiliária focada na economia do metaverso, o Metaverse Group, comprou um terreno dentro desta plataforma. O Facebook tem encampado esta ideia do metaverso e começado um trabalho ainda incipiente sobre a sua construção. A Nike e a Microsoft também já anunciam que vão entrar neste espaço. Os metaversos já existentes são as plataformas de jogos virtuais. Pois, neste mundo virtual do metaverso, muitas de suas ferramentas se devem ao desenvolvimento de games de imersão. Estes jogos virtuais são a fonte primária do metaverso, e agora empresas fora do universo dos games querem uma aplicação literal do conceito e torná-lo cotidiano, citando aqui a obsessão do Facebook, que até mudou o seu nome empresarial para Meta. Muito do que se sabe hoje de comunicação entre avatares virtuais também se deve ao desenvolvimento prévio de jogos virtuais, e isto agora se estende a um conceito mais ambicioso, que é a construção de um metaverso. Falando no metaverso, os já citados Decentraland e The Sandbox são as plataformas conhecidas em que se aplica o metaverso e em que já ocorrem compra de imóveis virtuais. Estas plataformas são originalmente de jogos virtuais e possuem os recursos para a construção do metaverso. Estes metaversos individuais feitos por diferentes plataformas logo se fundirão num metaverso maior e interconectado. No metaverso, as transações financeiras são feitas, em geral, através de criptomoedas, também sendo utilizados os NFTs, que são os tokens não fungíveis. Na plataforma OpenSea, por exemplo, em que se negociam NFTs, já são feitas compras de lotes de terrenos virtuais e até de casas virtuais. O princípio de valor de escassez também é aplicado nestas plataformas virtuais para a venda de terrenos virtuais, são ofertas limitadas de imóveis digitais, para que estes se mantenham valorizados financeiramente. O Decentraland, por exemplo, possui 90 mil peças ou parcelas de terreno, que têm cerca de 15 metros quadrados cada. E tem ainda casos de grandes compras de terrenos virtuais feitas no Decentraland pela República Realm e pelo Grupo Metaverso, dando uma ideia de como estes terrenos estão sendo valorizados. Valores aumentam, e não apenas no Decentraland, mas também em plataformas como a Axie Infinity, de jogos virtuais. Por sua vez, ainda é bastante especulativo o campo de ofertas e vendas de terrenos virtuais, e não se pode chamar isto de bolha, por enquanto. Os terrenos comprados pelo Grupo Metaverso na Decentraland estão em um lugar estratégico da plataforma, em que se poderão fazer futuros eventos virtuais, onde se poderão usar avatares em espaços compartilhados. Por fim, a familiaridade do metaverso é uma questão de avanço de seus recursos, para que esta realidade virtual e aumentada se torne tão funcional e cotidiana quanto são hoje o uso de e-mails e das redes sociais. Gustavo Bastos, filósofo e escritor.Blog: http://poesiaeconhecimento.blogspot.com
Chapa PL-PTB e…
Filiação de Manato tem acenos para Favatto/Patriota e marca chegada também de Assumção e Bahiense Reprodução O evento de filiação do ex-deputado federal Carlos Manato ao PL, de Jair Bolsonaro e do ex-senador Magno Malta, nesta terça-feira (22), em Vitória, além dos discursos habituais dos seguidores do presidente, foi marcado por acenos ao deputado estadual Rafael Favatto, comandante do partido Patriota no Estado. “Gostaria muito de tê-lo visto aqui”, exaltou Magno, ao defender o que chamou de “unidade e pluripartidarismo conservador” em prol da reeleição de Bolsonaro. O ato consolidou ainda a chegada à legenda dos também deputados estaduais Capitão Assumção e Danilo Bahiense. Assumção estava exatamente no Patriota e dedicou a Favatto, na sequência, um discurso completo na sessão da Assembleia Legislativa, com muitos elogios e agradecimentos. Já Bahiense passou meses sem legenda, depois de ser liberado pela Justiça para se desligar do PSL. Com a chapa agora oficializada nas eleições majoritárias, formada por Manato ao governo e Magno ao Senado, o PL precisa ampliar seu arco de alianças, ainda restrito no Estado ao PTB. Pelo tom desta terça, já deixa claro que a meta principal é o Patriota, que chegou a entrar, em 2021, na lista de cotados para uma possível filiação de Bolsonaro, o que não logrou êxito. Mas, aí, vem a questão local: embora Favatto, por vezes, se diga apoiador de Bolsonaro, não é novidade nenhuma sua relação próxima ao governador Renato Casagrande (PSB), o alvo a ser batido pelo grupo bolsonarista no Espírito Santo. O que Favatto vai arrumar para outubro próximo? O partido vai para um lado e ele fica no meio? Quero só ver… Degrau Lembrando que Favatto passou a ser apontado como postulante a uma cadeira na Câmara Federal, e não à reeleição. Ele tem efetivado várias filiações ao Patriota e circula pelo Estado em conversas e solenidades – neste último ponto, aliás, tem lugar cativo nas realizadas pelo governo do Estado. O deputado sobe mesmo de degrau? Sei não… InsatisfaçãoA parceria de Favatto com Casagrande já foi motivo, inclusive, de muitos protestos de filiados ao próprio Patriota mais exaltados, como o vereador de Vitória Gilvan da Federal. Já Assumção, apesar das inúmeras contradições de posicionamentos entre dois, nunca foi de jogar carga no colega de plenário. Nesta terça, falou até de “braço amigo” e “irmão”. ChoqueAs atuações políticas dos então correligionários no plenário da Assembleia sempre chamaram atenção, pelos perfis completamente antagônicos e, também, alianças. Assumção opositor ferrenho de Casagrande e sempre inflamado nos discursos. Já Favatto aliado do governador e com tom ameno para tudo e todos. Porta abertaA filiação de Assumção ao Patriota ocorreu após sua expulsão do PSL, que saiu da condição de abrigo de bolsonaristas e passou a compor o arco de alianças de Casagrande. O partido deu a condição para o militar ser candidato à Prefeitura de Vitória, em 2020, mas o desempenho foi inexpressivo: 7,2% de votos. Mais do mesmoO evento do PL em Vitória teve de tudo: Magno Malta cantou músicas, deu esporro por conversas paralelas, e usou todo o arsenal do bolsonarismo. Ou seja, além de exaltar o presidente “zilhões” de vezes, incentivou as medidas de vereadores para impedir a exigência do passaporte vacinal e atacou a imunização infantil, o secretário estadual de Saúde, Nésio Fernandes, e a “falácia da Covid-19″… Mais do mesmo II…também não deixou de fazer, obviamente, discursos contra o aborto e o “comunismo”, disse que “armas não matam”, e voltou na facada a Bolsonaro e na CPI da Covid, que segundo ele não presta, mas, ao mesmo tempo, destacou a da Pedofilia, o verdadeiro circo midiático que comandou no Senado e que condenou/massacrou até um homem inocentado pela Justiça. Quem não conhece, que compre! Antes tarde…Ah, vale o registro: o ex-senador, enfim, colocou Carlos Manato em suas redes sociais! TimeO bloco bolsonarista do Estado estava todo presente ao evento: fora os citados acima, os deputados estaduais Torino Marques (PSL) e Carlos Von (Avante); o Tenente Assis (PTB); e os vereadores Gilvan da Federal (Patriota), de Vitória, e Rômulo Lacerda (PSL) e Devacir Rabello (DC), de Vila Velha. Nas redes“Visitei hoje [segunda, 21] o ex-governador Paulo Hartung e ganhei o novo livro dele (Brasil: desafios e propósitos). Foi muito bom ter uma conversa com quem busca pensar soluções para o País e valoriza o papel da política nessa caminhada”. Davi Esmael, presidente da Câmara de Vitória, e integrante do PSD, futura sigla do ex-governador, que tem se reunido com várias lideranças no Estado nos últimos dias. FALE COM A COLUNA: medeirosmanaira@gmail.com
‘Meu pedido de desculpas ao secretário Nésio Fernandes pelo absurdo de hoje’
Revogação de honraria concedida ao gestor por Karla Coser foi aprovada pela Câmara de Vitória nesta terça-feira A Câmara de Vitória revogou o título de Cidadão Vitoriense concedido ao secretário estadual de Saúde, Nésio Fernandes, pela vereadora Karla Coser (PT), por meio do Decreto 1597/2021. Diante do ocorrido, ela denunciou o que classificou como desrespeito a sua autoridade legislativa e manifestou seu “pedido de desculpas ao secretário Nésio Fernandes pelo absurdo de hoje”. Além de Karla, Camila Valadão (Psol), Luiz Paulo Amorim (PV), Aloísio Varejão (PSB) e Duda Brasil (PSL) votaram contrários à revogação, proposta pelo vereador bolsonarista Gilvan da Federal (Patri). Para a vereadora que concedeu a honraria, a aprovação é “assinar um cheque em branco para que os poderes dados a nós diminuam a cada dia”. Ela disse ainda ter “muito orgulho de ter concedido esse título de Cidadão Vitoriense”. Camila Valadão destacou que os vereadores estavam discutindo há três semanas “de forma atabalhoada, para poder cancelar, suspender, uma homenagem feita no ano passado”, sendo isso “muito gasto de dinheiro público”. O argumento de Gilvan para justificar a revogação da homanagem é “a infundada, generalizada e grave alegação contra os parlamentares da Câmara de Vitória/ES”. O vereador se baseia em um vídeo que Nésio publicou em suas redes sociais um dia depois da aprovação do Projeto de Lei 174/2021, também de autoria de Gilvan, que proíbe a exigência do passaporte vacinal em estabelecimentos da Capital. “Alguns grupos extremistas, de extrema direita, e alguns que escondem seu negacionismo, sua posição antivacina na polêmica e na intensidade, nos gritos e no financiamento de assessores para ocupar Câmaras de Vereadores em nosso Estado, escondem suas posições antivacina na narrativa contra o passaporte vacinal, medida sanitária adotada praticamente em todo o mundo civilizado, uma medida que ajuda a reduzir o risco de infecção, que tenhamos ambiente mais protegido e garante que toda população esteja atenta e disciplinada para que seu calendário de vacinação esteja atualizado e em dia”, pontuou o secretário, sem nem ao menos citar a Câmara de Vitória. Durante a defesa da manutenção da honraria, Karla também destacou a informação divulgada pelo gestor em coletiva de imprensa realizada nessa segunda-feira (21), quando afirmou que, após a adoção do passaporte vacinal, houve aumento de 197% da procura pela primeira dose no Estado. Ela questionou ainda a honra ao mérito concedida pela Câmara à ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves, embora “ela tenha se esforçado para que uma menina vítima de violência tivesse seu direito constitucional desrespeitado”, referindo-se à criança de 11 anos, de São Mateus, norte do Estado, que engravidou após um estupro, e teve que fazer a interrupção da gravidez em Pernambuco. Karla também contestou o fato de os vereadores não se manifestarem “com a mesma altivez” contra as agressões sofridas por ela na Casa de Leis e destacou que, no vídeo publicado por Nésio Fernandes, “não houve desrespeito a ninguém aqui”. Apesar de dizerem que se sentiram agredidos pela fala do secretário, alguns vereadores não somente agrediram Karla Coser ao interrompê-la diversas vezes durante seu pronunciamento, como também ofenderam o secretário de Saúde. Quando Karla Coser fez críticas à postura de Damares Alves, o presidente da Câmara, Davi Esmael (PSD), a interrompeu questionando qual direito constitucional a ministra violou e atacou o partido da vereadora. “Direito ao aborto? A defesa do PT é o aborto. A menina não expressou sua vontade”, disse. Gilvan da Federal, diante da aprovação de seu projeto, afirmou que a esquerda “vai fumar um baseado triste”; que “o PT gosta de defender ladrão, corrupto”; e que Nésio Fernandes “está mais para curandeiro do que para médico”, além de dizer que o secretário “será expulso de solo capixaba” e que “de saúde não entende nada”. O gestor também foi chamado de “delinquente” e “charlatão” por Armandinho Fontoura (Podemos). A revogação do título seria votada nessa segunda-feira (21). Entretanto, Karla Coser pediu uma questão de ordem, na qual apontou que a proposta de Gilvan fere o princípio do paralelismo. Conforme explicou, apenas um Decreto Legislativo poderia mudar outro Decreto Legislativo, mas o que foi apresentado por Gilvan foi uma Proposta de Resolução. A matéria, então foi arquivada pela Comissão de Constituição, Justiça, Serviço Público e Redação. Como o autor do projetou protocolou um novo, foi votada e aprovada a urgência da votação, marcando-a para esta terça-feira. A sessão em que a não obrigatoriedade do passaporte vacinal foi votada registrou gritos de manifestantes antivacina e contou com a presença de deputados estaduais bolsonaristas, derrotados na Assembleia em análise de matéria semelhante: Torino Marques (PSL), Capitão Assumção (Patriota), Carlos Von (Avante) e Danilo Bahiense (PSL). Na galeria, vestidos com a blusa do Brasil, o grupo segurava cartazes com os dizeres “Não à ditadura Sanitária”, “Controle Sanitário Não” e “Autoritarismo Não”. Apenas Camila Valadão (Psol), Karla Coser (PT), Aloísio Varejão (PSB) e Anderson Goggi (PTB) votaram contra a matéria, destacando inconstitucionalidade. Câmara de Vitória vai votar revogação de título concedido a Nésio nesta terça-feira Proposta contrária ao secretário estadual de Saúde apresentou erros, mas urgência foi aprovada https://www.seculodiario.com.br/politica/revogacao-de-titulo-concedido-a-secretario-sera-votada-em-regime-de-urgencia-nesta-terca
Câmara de São Mateus rejeita pedido de impeachment de Daniel da Açaí
Processo contra o prefeito foi aberto em meio à operação da Polícia Federal que resultou em sua prisão Por oito votos a três, a Câmara de Vereadores de São Mateus, norte do Estado, rejeitou na tarde desta terça-feira (22) o pedido de impeachment do prefeito Daniel Santana, o Daniel da Açaí (sem partido), em uma sessão marcada pela participação popular. O prefeito foi alvo da “Operação Minucius”, em 2021, deflagrada pela Polícia Federal para investigar uma organização criminosa, resultando em sua prisão. A sessão, convocada pela Mesa Diretora, começou às 15h e foi concluída por volta das 18h, quando o resultado foi proclamado, garantindo a manutenção do prefeito no cargo. No início deste mês, a Comissão Processante realizou três dias de depoimentos, em que foram ouvidas testemunhas e o prefeito. O processo de impeachment contra Daniel da Açaí foi aberto na Câmara em outubro de 2021, com oito votos favoráveis e dois contrários, dos vereadores Kacio Mendes (PSDB), vice-presidente da Casa, e Cristiano Balanga (Pros). O pedido para abertura do processo foi protocolado por um morador de São Mateus e teve como base as investigações da Polícia Federal, que apontaram Daniel da Açaí como líder de um suposto esquema de fraudes em licitações, superfaturamento de contratos e lavagem de dinheiro na prefeitura. As denúncias foram divulgadas em 28 de setembro, por meio da Operação Minucius, que prendeu, além do prefeito, servidores da prefeitura e empresários, todos suspeitos de envolvimento no suposto esquema, calculado em R$ 43,5 milhões.. O prefeito de São Mateus foi libertado da prisão em outubro, junto com sua chefe de gabinete, Luana Zordan Palombo, e os empresários Caio Faria Donatelli, Yosho Santos e Gustavo Nunes Massete e João de Castro Moreira, o “João da Antártica”. O retorno ao cargo ocorreu em dezembro, após decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Festa pelo retorno de Daniel da Açaí vara a madrugada em São Mateus – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/politica/festa-pelo-retorno-de-daniel-do-acai-varaa-madrugada-em-sao-mateus
Servidores de segurança cobram na Assembleia acordo sobre reposição salarial
Capitão da PM Guilherme Thompson, presidente da Aspomires, diz que o reajuste já sai corroído pela inflação A frase “Não cumpriu” afixada no dia 2 deste mês em outdoors colocados em vias da Grande Vitória, endereçada ao governador Renato Casagrande (PSB) por conta da reposição salarial com índices abaixo da inflação, será o tom da fala de representantes de entidades da área de segurança pública, que nesta quarta-feira (23) ocuparão a tribuna da Assembleia Legislativa para reivindicar o “o cumprimento do acordo com os policiais civis, policiais militares e bombeiros militares”. A iniciativa, liderada pela Frente de Valorização Salarial (FUVS), é parte de ações definidas em assembleia geral permanente, e ocorre dois dias após a aprovação do pacote de reajuste dos servidores pelos deputados estaduais, no momento em que o governo anuncia que, como o reajuste foi aprovado após o fechamento da folha de pessoal, “não será possível concedê-lo neste mês. Contudo, o pagamento será feito em março, com valores retroativos a fevereiro”. O comunicado, divulgado nesta terça-feira (22) pela Secretaria de Gestão e Recursos Humanos (Seger), aumentou o nível de descontentamento entre os servidores, segundo a FUVS, que divulgou uma convocação aos policiais civis, militares e bombeiros para o ato desta quarta-feira na Assembleia Legislativa, partir das 9 horas. Essa mobilização substitui protesto público marcado para o espaço em frente ao Palácio da Fonte Grande, no Centro. “Nossa insatisfação se dá em relação ao pacto assinado com o governo em 2020, estabelecendo que a reposição seria com base na inflação do período, que é de cerca de 16%”, comenta o capitão da reserva da PM Guilherme Thompson, presidente da Associação dos Militares da Reserva, da Ativa da Polícia Militar, do Corpo de Bombeiros Militar e Pensionistas (Aspomires). O militar afirma que o salário, mesmo como reajuste de cerca de 10%, “já chega com defasagem histórica, corroído pela inflação”, e destaca: “O acordo que assinamos com o governo em 2020 nos foi imposto, porque nós tínhamos outra proposta, que foi rejeitada e decidimos aceitar. Então, é contraditório que o governo não cumpra o acordo imposto por ele próprio”. O capitão chama atenção, também, para o “tratamento desigual com algumas categorias, que irão receber um reajuste bem acima do que foi colocado”. Esse fato foi levantado na sessão de aprovação do projeto de reajuste pelo deputado Sergio Majeski (PSB) como prejudicial à base da pirâmide, que ganha salários mais baixos. O presidente da Aspomires ressalta a boa situação financeira do Estado como condição favorável para dar um reajuste baseado na inflação. “Seria uma intransigência nossa exigir o cumprimento do acordo se o Estado estivesse em situação precária. Mas a situação é tranquila e existe uma poupança gorda que o governo faz questão de alardear”. Na convocação divulgada para as categorias de servidores das instituições que a compõem, a FUVS diz que “os percentuais não atendem às demandas da categoria e não cumprem os parâmetros impostos pelo próprio Governo, importando em descumprimento do acordo pactuado em 2020”. O manifesto/convite conclui: “os diretores das entidades que compõem a Frente Unificada de Valorização Salarial (FUVS) realizarão uma mobilização política institucional com foco na continuidade do processo de valorização salarial e cumprimento integral das obrigações pelo governo do Estado para com o servidor da segurança pública”.
Águas voltam a subir na área afetada pelo vazamento de óleo da Imetame
Moradores estão ilhados e temem efeitos do óleo, visível na estrada e na louça lavada dentro das casas João Batista Teixeira O óleo vazado na terça-feira passada (15) no Campo de Lagoa Parda, de propriedade da Imetame Energia, próximo à comunidade indígena de Areal, em Linhares, norte do Estado, continua visível para os moradores desta e outras localidades da região, que demonstram ainda mais preocupação em função de nova cheia do Rio Doce. Desde essa segunda-feira (21), as águas voltaram a subir pela estrada que liga Areal, Entre Rios e Regência, deixando a todos ilhados. “Só caminhão consegue passar aqui”, testemunha o agricultor Célio Fernandes. Estradas que ligam as comunidades voltaram a ficar alagadas com nova cheia do Rio Doce. Foto: Redes sociais Os vestígios de óleo são vistos na estrada que interliga as comunidades e também na água que chega nas torneiras das casas. “Minhas vacas passam na estrada. Eu vejo o óleo na estrada e sei que ele gruda no pelo do animal também. Mas o pessoal que trabalha na remoção fala que não vai dar problema, não”, relata. Dentro das casas, uma pluma de óleo pode ser vista sobre a louça lavada na cozinha. “No segundo enxague dá para ver que ele fica nas panelas”, conta. “O lençol freático aqui na região é muito alto, contamina fácil”, explica. Redes sociais Responsável pelo licenciamento ambiental e fiscalização da exploração petroleira da Imetame, bem como pela avaliação dos impactos para definição das penalidades a serem aplicadas à empresa, o Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema) repetiu, em nota nesta terça-feira (22), que “não foi constatado que o produto tenha atingido o rio”. A limpeza, informa o órgão, “continua sendo feita, visto que é de médio prazo, sobretudo no que tange à recuperação vegetal, sob acompanhamento in loco de uma equipe do Instituto”. Vegetação destruída pelo óleo. Foto: Redes sociais Mesmo posição tem a responsável pelo vazamento. Em nota publicada na segunda-feira (21), a Imetame Energia alega que “não houve nenhum contato de óleo com o rio Preto e demais corpos hídricos vizinhos”. A empresa diz que está realizando “monitoramentos com coletas de água e solo em todo o entorno da região atingida” e que “biólogos e engenheiros ambientais percorrem a região e ainda não foram evidenciadas ocorrências com fauna”. A investigação das causas do acidente “estão sendo investigadas pela equipe técnica da Imetame e empresa especializada contratada”, acrescenta a empresa. Protesto A visualização do óleo no rio Preto, afluente do Rio Doce, foi feita pelos participantes de um protesto realizado na última sexta-feira (18) pelo coletivo de mulheres Vigilantes da Foz do Rio Doce, com apoio da campanha Nem Um Poço a Mais. Na ocasião, os moradores exigiram estudos sobre a contaminação já provocada e os impactos do óleo sobre a água que abastece as comunidades. Redes sociais Também lembraram que a exploração de petróleo e gás na região, iniciada na década de 1980 pela Petrobras – que vendeu os poços maduros do Campo de Lagoa Parda para a Imetame em 2020 – já provocou diversos outros vazamentos de produtos fósseis, além de explosões e até mortes. A Campanha denuncia ainda os impasses ambientais, sociais e econômicos da cultura petroleira e a intensa degradação imposta aos territórios onde os poços são furados. “Um setor como esse [exploração de poços maduros como da Imetame] é o pior cenário da civilização petroleira. Deveriam ser fechados e suas ‘piscinas tóxicas’ [reservatórios de resíduos retirados da perfuração] realocadas em lugar mais seguro”, declarou o sociólogo Marcelo Calazans, coordenador regional da Federação de Órgãos para Assistência Social e Educacional (Fase), uma das ONGs integrantes da campanha. Já o Sindicato dos Petroleiros do Espírito Santo (Sindipetro/ES) destacou a precarização do plano de emergência e do trabalho de manutenção da estrutura de exploração na região, após a privatização. “Trabalhadores sem máscara apropriada, equipamentos inadequados, usando galhos de árvores para recolher o óleo e equipe reduzida. É a prova que privatizar faz mal à população e ao meio ambiente”, denunciou a entidade, durante vistoria no local no dia seguinte ao vazamento.
Servidores do Incaper mantêm estado de greve por Plano de Cargos e Salários
Em audiência pública, deputados estaduais prometeram reforçar pauta da categoria ao governo do Estado Os trabalhadores do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) aprovaram a manutenção do estado de greve iniciado em setembro de 2021, em assembleia geral extraordinária realizada na tarde desta terça-feira (22), no Centro de Treinamento Dom João Batista, em Vitória. Trabalhadores mantêm estado de greve em assembleia geral. Foto: Redes sociais A decisão compõe uma estratégia de luta voltada a reverter o sucateamento do órgão capixaba, que, por sua vez, atende a um movimento político nacional de enfraquecimento da assistência técnica e da pesquisa agropecuária voltada à agricultura familiar. A assembleia geral também encaminhou duas outras propostas principais: a elaboração de um documento reafirmando as reivindicações da categoria já feitas ao governo do Estado, que será entregue à presidente da Comissão de Agricultura da Assembleia Legislativa, deputada Janete de Sá (PMN); e a realização de diversas ações de mobilização social no interior do Estado e na Grande Vitória. “Permanece o estado de greve. E essas ações de mobilização podem incluir paralisações pontuais dos trabalhos”, afirmou o presidente da Associação dos Servidores do Incaper (Assin), Luiz Carlos Leonardi Bricalli. Lucas S. Costa/Ales O pedido do documento foi feito pela parlamentar durante audiência pública realizada pela manhã na casa legislativa, onde extensionistas e pesquisadores de norte a sul do Espírito Santo lotaram as galerias do plenário Dirceu Cardoso. “A categoria está unida. Fizemos um esforço e servidores vieram em grande número. Estamos unidos para evitar a situação de sucateamento do órgão”, conclamou. Lucas S. Costa/Ales O presidente da Assin explica que o documento detalhará as reivindicações dos trabalhadores, para que os deputados as defendam frente à gestão de Renato Casagrande (PSB). Os principais pontos, elenca, serão: a rejeição da proposta de reestruturação de carreiras feita pelo governo; a proposta de Plano de Cargos e Salários elaborada pelos trabalhadores, que já está na mesa da Secretaria de Estado de Gestão de Pessoas e Recursos Humanos (Seger); e o pedido para que o concurso público anunciado pelo governo somente seja realizado após a reestruturação do órgão e solução dos problemas que já existem. Na Assembleia Legislativa, Bricalli ressaltou que o sucateamento do Incaper, assim como em outros órgãos semelhantes no país, acontece em nível nacional, estadual e interno. “No cenário nacional é onde está pior”, salientou, referindo-se aos cortes de orçamento para a extensão rural e a pesquisa e à extinção do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA)”. A medida, sublinhou, “nos deixou órfão. Porque a gente entende que o governo federal serve pra pelo menos duas coisas: aportar recursos e direcionar. Então hoje não temos recursos e nem direção do governo federal, no que diz respeito à Ater”. Em nível estadual, destaca-se a defasagem dos salários. “Estamos entre os piores [salários], fiz uma consulta com as outras federações, estamos lá embaixo, entre os piores salários do Brasil”, ressaltou o presidente da Assin. No nível interno, chama atenção as más condições de trabalho definidas pela gestão do Incaper. “Fica impossível fazer extensão rural com o valor de R$ 200 de combustível por mês, por carro, isso não abastece um tanque de nenhum carro hoje. E como cobrar resultados, trabalhos de extensão rural nos municípios? Isso precisa ser resolvido”, cobrou. Sindipúblicos Em sua fala, o presidente do Sindipúblicos, Iran Milanez, ressaltou que a defasagem salarial é “cruel” não apenas para os servidores do Incaper, mas para todo funcionalismo público. “Nós nos vemos passando por um processo de reajustes abaixo da inflação. Essa é uma política de austeridade fiscal nas costas do servidor público, que é quem traz o desenvolvimento e as políticas públicas para o Estado. Nosso sindicato fez um estudo, somente nos últimos 10 anos, acumulamos perdas inflacionárias que ultrapassam a casa de 60%”, apontou. Lucas S. Costa/Ales Representando os agricultores familiares capixabas, o camponês Dorizete Cosme, membro da coordenação estadual do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), ressaltou a estreita relação entre o trabalho desenvolvido pelos servidores do Incaper e o fortalecimento da agroecologia. Lucas S. Costa/Ales “A produção agroecológica é viável economicamente, ambientalmente sustentável e socialmente justa. As pesquisas que o Incaper vem desenvolvendo são fundamentais para que esse outro modelo de produção possa de fato acontecer junto às famílias camponesas aqui do Espírito Santo”. Extensão rural e pesquisa pública de qualidade são pauta central no Incaper Servidores realizam assembleia por plano de cargos e salários. Salário é um dos piores do país https://www.seculodiario.com.br/meio-ambiente/extensao-rural-e-pesquisa-publica-de-qualidade-sao-pauta-central-no-incaper
Fórum divulga ‘manifesto pela vida das mulheres’ e em repúdio a Bolsonaro
Mulheres realizarão ato no 8 de março, em Vitória, e também fazem críticas à gestão de Casagrande Com a proximidade do oito de março, o Fórum de Mulheres do Espírito Santo (Fomes) divulgou, nesta terça-feira (22), o manifesto “Pela Vida das Mulheres: Bolsonaro Nunca Mais!”, assinado por 65 organizações da sociedade civil. O grupo organiza para o Dia Internacional da Mulher um ato cuja concentração será na Praça Costa Pereira, Centro de Vitória, às 14h30. “Mesmo sob enfrentamento da crise sanitária advinda da pandemia de Covid-19 e sob o governo genocida de Bolsonaro, [Hamilton] Mourão e seus aliados, tomaremos as ruas para gritar: Pela vida das mulheres: Basta de genocídio!”, diz o manifesto. O Fomes afirma que “Bolsonaro personifica a misoginia, o racismo, a LGBTfobia, o capacitismo e o ódio ao pobre”. E reforça que “ele não está só!”, uma vez que “seus filhos, Mourão, Damares [Alves], [Marcelo] Queiroga, [Paulo] Guedes, [Milton] Ribeiro, e tantos outros que fazem parte de sua gestão de morte, precisam desocupar a presidência neste ano eleitoral”, referindo-se, respectivamente, ao vice-presidente da República, à ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, e aos ministros da Saúde, Economia e Educação. Por meio do documento, o Fomes destaca a dificuldade enfrentada pelas mulheres para ocupar espaços públicos, de poder e de decisão, e denuncia “um agravamento cotidiano da violência política contra várias mulheres de esquerda eleitas e contra lideranças feministas e de outros movimentos sociais”. O manifesto aborda a questão da pandemia, reivindicando o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) e vacina no braço, além de destacar que, em meio à crise sanitária, prevaleceu “um projeto político de morte, que, propositadamente, atrasou a compra de vacinas, dificultou o envio de recurso aos estados, incentivou a volta precoce ao trabalho presencial e não ofertou condições de biossegurança àquelas trabalhadoras que nunca puderam se isolar”. O Fórum também denuncia os altos preços do gás e da comida, que obrigam muitos a “buscar restos de alimentos nas lixeiras e comprar ossos se tornou uma prática cotidiana desde que o Brasil voltou a figurar no mapa da fome!”. Nesse contexto, recorda, “somente sob muita pressão foi criado um auxílio emergencial, que também não foi suficiente para se contrapor às altas taxas de desemprego, já crescentes antes da pandemia”. Além disso, o documento cita dados do Inquérito Nacional sobre Insegurança Alimentar no Contexto da Pandemia da Covid-19 no Brasil (2021), desenvolvido pela Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar (Rede Penssan). O estudo aponta que, em apenas dois anos, o número de pessoas em situação de insegurança alimentar grave saltou de 10,3 milhões para 19,1 milhões, o equivalente a 9% da população brasileira. “Mulheres que conseguiram manter seus empregos, majoritariamente informais e sem estabilidade, ainda viram intensificar e/ou conheceram novas modalidades de assédio moral e sexual durante o curso da pandemia. É necessário lembrar que as mulheres em condições de trabalho mais precárias ou desempregadas, as que mais sofrem múltiplas violências e as que mais passam fome no Brasil, são as mulheres negras”, diz o manifesto. As críticas também atingem a gestão do governador Renato Casagrande (PSB). “O Sistema Único de Saúde [SUS] é patrimônio do povo brasileiro e vem sofrendo desmontes, com a terceirização dos hospitais públicos no Espírito Santo. A terceirização do SUS, com parcerias público-privadas, piora a assistência à saúde da população, devido à alta rotatividade de profissionais e rebaixamento de salários, especialmente das trabalhadoras da enfermagem, composta em sua maioria por mulheres, como constatado em editais de processos seletivos”, aponta. No campo da agricultura, as mulheres denunciam o aumento da utilização de agrotóxicos com a aprovação, na Câmara Federal, do Projeto de Lei (PL) 6299/2002, que flexibiliza as regras para aprovação do uso de venenos. “Essa realidade afeta diretamente a vida das mulheres, seja no controle dos territórios do campo onde as trabalham, com seus saberes e práticas, e são cada vez mais controladas e violentadas, seja no impacto na saúde das mulheres do campo e da cidade, visto a intrínseca relação entre agrotóxicos e câncer”. Crimes de rompimento de barragem também são recordados, como o ocorrido em 2015, da Samarco/Vale-BHP, afetando o Rio Doce e o litoral capixaba. “As mulheres atingidas são tratadas como dependentes dos maridos, impondo ônus à vida cotidiana dessas. Os acordos, sob anuência do poder judiciário, realizados sem a participação popular, não garantem a reparação das vítimas do crime. Os crimes cometidos deixam um rastro de violações de direitos, doenças, impactos ambientais e econômicos, desrespeito às vítimas, as quais sofrem com a morosidade da Justiça e a negligência do Estado”, acrescenta o manifesto. Violência contra a mulher De acordo com o Fomes, com base em dados do Observatório de Segurança Pública, no Espírito Santo, em 2021, ocorreram 106 homicídios de mulheres e 38 feminicídios. Durante a pandemia, a cada oito minutos uma mulher sofre violência, e, segundo a Secretaria Nacional de Políticas de Promoção da Igualdade Racial do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, mais da metade é negra. As mulheres prosseguem: “vivenciamos ainda diversas manifestações de racismo no cotidiano, dentre eles o racismo religioso. No último 2 de fevereiro de 2022, vimos, na capital do Espírito Santo, a administração reacionária da Prefeitura de Vitória desligar a iluminação do Pier de Iemanjá, tentando prejudicar a expressão religiosa de matriz afro. Lembramos que a estátua é a única referência pública na arquitetura da cidade de cultos afro-brasileiros”. Quanto à população LGBT+, é denunciado que, para esse grupo, praticamente inexistem políticas públicas no Espírito Santo e no país. “Estamos na região Sudeste, que, de acordo com a Antra [Associação Nacional de Travestis e Transexuais], tem a maior concentração dos assassinatos da população trans [35% dos casos] de 2017 a 2021. O Espírito Santo não tem políticas públicas de saúde, nem de assistência social e ainda esconde os dados sobre a violência sofrida todos os dias pela população LGBTI+”, destaca o Fórum. Levante feminista convoca vigília em memória das vítimas de feminicídio Ato será na quinta-feira, na praça Costa Pereira, Vitória, em alusão a Dia Internacional de Luta https://www.seculodiario.com.br/direitos/levante-feminista-organiza-vigilia-em-memoria-das-vitimas-de-feminicidio-no-estado Assassinatos de mulheres no Espírito Santo aumentaram 12% em
Denúncias de crimes ambientais na região serrana são levadas ao MPF
Deputado Sergio Majeski pede que seja apurada uma possível omissão de órgãos de fiscalização Ana Salles/Ales Os episódios de desmatamento em áreas de Mata Atlântica na região serrana do Espírito Santo foram levados ao Ministério Público Federal (MPF). O deputado estadual Sergio Majeski (PSB) entrou com uma representação pedindo a apuração de denúncias feitas pela ONG Juntos SOS Espírito Santo Ambiental, que apontam crimes nos municípios de Domingos Martins e Santa Teresa e omissão de órgãos fiscalizadores. As denúncias também registram o assoreamento de córregos e riachos, bem como o parcelamento e a comercialização ilegal de lotes rurais em desacordo com as leis em vigor. “A legislação tem uma série de normas claras que precisam ser respeitadas. Não é possível que, com todo o esclarecimento existente sobre a importância da preservação do meio ambiente, ainda exista tolerância quanto aos crimes ambientais”, destaca Majeski. Outro problema apresentado pela Juntos SOS ES Ambiental é relacionado aos órgãos que são responsáveis por fiscalizar as atividades. A entidade pontua irregularidades na emissão da Autorização de Supressão de Vegetação e na dispensa de licenciamento ambiental, competências do Instituto de Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Estado (Iema), do Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Espírito Santo (Idaf) e das prefeituras de Santa Teresa e Domingos Martins. As denúncias já tinham sido feitas pelo Comitê das Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs) do Espírito Santo, que no início de janeiro, cobrou explicações sobre a derrubada de árvores em uma área de Mata Atlântica em Domingos Martins. Segundo os relatos, eram cerca de 100 mil metros quadrados de árvores derrubadas em uma área próxima à Estrada Velha, que liga Campinho a Marechal Floriano. Na ocasião, o Idaf informou que a atividade era regularizada e que havia sido autorizada a supressão de 17 hectares, sendo sete de vegetação nativa em estágio inicial e o restante de pastagens e pomares abandonados. O órgão também alegou que a área é considerada urbana pela prefeitura e dispõe de licença ambiental de loteamento emitida pelo poder público municipal. À época, o presidente da Juntos SOS, Eraylton Moreschi, destacou, no entanto, a necessidade de se verificar se os responsáveis pelo desmatamento solicitaram autorização de manejo para resgate da fauna silvestre que estava no local, já que essa é outra exigência da legislação em casos de supressão vegetal no Espírito Santo. Agora, as denúncias encaminhadas ao deputado Majeski apontam que, especificamente no município de Santa Teresa, a dispensa de licenciamento ambiental vem sendo usada de forma indevida. O desmatamento na zona rural estaria sendo continuado para a implantação de loteamentos. Estes mesmos apontamentos de irregularidades ambientais e a omissão dos órgãos de fiscalização também foram apresentadas, em janeiro, em um abaixo-assinado virtual elaborado por moradores da região serrana do Espírito Santo. Na época, foram cobradas providências urgentes do governador Renato Casagrande (PSB), bem como de órgãos estaduais e municipais. “Não aceitaremos mais desmatamentos descontrolados na serra capixaba, e, principalmente, os que são autorizados pelos órgãos governamentais que nem sequer exigem o resgate de animais e vegetais que estão na lista de extinção do Ibama [Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis]”, dizia um trecho do documento.