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‘Exigir prescrição é limitar o acesso à vacina’, aponta infectologista capixaba

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Espírito Santo faz parte dos estados que não cobrarão prescrição médica anunciada pelo governo federal Helene Santos/Governo do Ceará Assim como outros estados brasileiros, a Secretaria de Saúde (Sesa) do Espírito Santo confirmou, nesta segunda-feira (27), que não exigirá prescrição médica para vacinar crianças de 5 a 11 anos contra a Covid-19. Para a infectologista Rúbia Miossi, a decisão corrige o posicionamento problemático do Ministério da Saúde. “Exigir prescrição é limitar o acesso à vacina a quem tem plano de saúde ou dinheiro para consulta particular com pediatra. As crianças que dependem do SUS [Sistema Único de Saúde] ficariam todas sem vacina”, ressalta. De acordo com a Sesa, assim que a vacinação das crianças no Espírito Santo puder ser iniciada, não será exigido prescrição ambulatorial. “Outras orientações serão publicadas em Resolução CIB [Comissão Intergestores Bipartite]”, informou por meio de nota. O mesmo posicionamento já foi divulgado pelos governos do Acre, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Goiás, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraíba, Pará, Paraná, Pernambuco, Piauí, São Paulo e Sergipe. A decisão já tinha sido indicada pelo secretário estadual de saúde do Espírito Santo, Nésio Fernandes, nas redes sociais, ao repercutir uma carta do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass). “Nossa posição é clara. Vacina para doença infectocontagiosa é estratégia de saúde coletiva, não é atividade de prescrição ambulatorial”, disse o secretário, que também é vice-presidente do Conass na região Sudeste. O anúncio de uma possível submissão da vacinação de crianças à recomendação médica foi anunciada pelo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, na última quinta-feira (23). “Nossa recomendação é que não seja aplicado de forma compulsória”, disse o titular da pasta do governo federal sobre a aplicação infantil das vacinas da Pfizer, autorizada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Uma carta do Conass, divulgada na última sexta-feira (24), véspera de Natal, vai na direção oposta, já indicando que os estados não fariam a exigência. O texto foi direcionado às crianças brasileiras, enfatizando o papel dos imunizantes na luta contra o avanço da pandemia. “Eu sei que ninguém gosta de agulhas, mas vocês não precisam ter medo! Os cientistas do mundo inteiro apontam a segurança e eficácia da vacina para crianças! Ela inclusive já começou a ser aplicada em meninos e meninas de vários países do mundo (…) Infelizmente há quem ache natural perder a vida de vocês, pequeninos, para o coronavírus. Mas com o Zé Gotinha já vencemos a poliomielite, o sarampo e mais de 20 doenças imunopreviníveis. Por isso, no lugar de dificultar, a gente procura facilitar a vacinação de todos os brasileirinhos”, diz um trecho do documento. Para Rubia Miossi, o posicionamento dos secretários estaduais pode não mudar a recomendação do Ministério da Saúde, mas é de extrema importância. “Desse modo, onde de fato é aplicada a vacina, a exigência não vai existir e o acesso será universal (…) A vacina é segura e já está aprovada para a faixa etária por agências regulatórias além da Anvisa. Então não necessita esse monte de opinião para sabermos que pode ser feita sim, com segurança”, aponta. Consulta Online Na última quinta-feira (23), o Ministério da Saúde abriu uma consulta pública online sobre a vacinação de crianças contra a Covid-19. De acordo com a pasta, o questionário, disponível para respostas até o dia 2 de janeiro, tem o objetivo de “obter subsídios e informações da sociedade para o processo de tomada de decisões do Ministério da Saúde”. Para Miossi, a consulta a pessoas que não são especialistas no assunto não faz sentido. “Completamente desnecessária e sem cabimento. Quem precisa opinar são os especialistas. Quem entende de vacinas e de protocolo de testagem e aprovação das mesmas”, destaca. Um estudo divulgado na última terça-feira (21) pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) apontou a imunização de crianças como uma das estratégias para driblar a estagnação do ritmo de vacinação contra a Covid-19 no país, juntamente com o alcance de pessoas que vivem em locais remotos. A imunização de crianças de 5 a 11 anos de idade no Brasil já é aprovada pela Anvisa desde o dia 16 de dezembro, quando a instituição autorizou o uso da vacina da Pfizer na faixa etária. O anúncio foi feito após uma análise técnica de dados e estudos clínicos conduzidos pelo laboratório, que confirmaram que o imunizante é seguro e eficaz para o público infantil. A aplicação da vacina nessa faixa etária também foi indicada pela Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT), Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), Sociedade Brasileira de Imunologia (SBI) e Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), que participaram da análise feita pela Anvisa, e ainda pela Câmara Técnica de Assessoramento em Imunização da Covid-19 (CTAI Covid-19).

27/12/2021 / 0 Comments
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Número de imóveis vazios ou subutilizados no Centro de Vitória aumenta em 70%

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Levantamento aponta que existem 217 imóveis vazios ou subutilizados. Dados podem nortear políticas de moradia O Centro de Vitória tem 217 imóveis vazios ou subutilizados, conforme dados obtidos pelo projeto de extensão “Imóveis em Abandono: Mapa da Ociosidade no Centro de Vitoria, ES”, realizado pela faculdade Faesa em parceria com a Prefeitura de Vitória. Os números, apresentados para a Associação de Moradores do Centro (Amacentro) e a gestão municipal com o propósito de nortear políticas de moradia, mostram que o índice aumentou em 70%, se comparado a um levantamento feito em 2019.  Dos 217 imóveis, 55% estão vazios e 45% subutilizados. Não há dados sobre quantos deles são comerciais ou residenciais. A arquiteta e professora do curso de Arquitetura e Urbanismo da Faesa, Viviane Pimentel, uma das coordenadoras do projeto ao lado de Michela Pegoretti, que leciona no mesmo departamento, recorda que o levantamento de 2019 foi feito pela Amacentro, pela Defensoria Pública do Espírito Santo (DPES) e pelo BR Cidades. Foto: Amacentro Em 2019, existiam 127 imóveis vazios ou subutilizados no Centro. Viviane chama atenção para um aumento de 70% se comparado com o levantamento apresentado este mês. Para ela, a situação causa ainda mais espanto pelo fato de que a região contemplada pela pesquisa de 2021 é menor do que a de 2019. A professora explica que em 2019 foi levada em consideração a região que ela denomina de Centro expandido, que vai do colégio Estadual, na Fonte Grande, até a Vila Rubim. Este ano foi delimitada a área que abarca a Jerônimo Monteiro, as ruas no entorno da Costa Pereira até chegar na Piedade e as proximidades da Avenida República, no Parque Moscoso. Para Viviane, a pandemia da Covid-19 contribui para o aumento do esvaziamento do Centro. “Muitos imóveis fecharam, tanto residenciais quanto comerciais. Isso acentuou a desocupação do Centro de Vitória”, aponta, destacando que existe procura por imóveis no bairro e também que há um déficit de moradia, sendo que os imóveis vazios ou subutilizados podem supri-lo e fazer com que seja cumprida a função social da propriedade. Ela salienta ainda a demanda de coletivos culturais e empreendedorismo por parte dos jovens, que já vem acontecendo. Alguns prédios vazios no Centro já estão ganhando vida. Popularmente conhecido como Casa Verde, um imóvel próximo da Catedral foi reformado e abrigará um armazém do campo, onde serão comercializados produtos do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), além de serem realizadas atrações culturais e estar aberto a atividades dos movimentos sociais. A chave do imóvel já foi entregue ao MST, mas ainda não há previsão de abertura do espaço. Em 24 de janeiro a Associação Alef Bet entregará completamente pronta e reformada a cozinha que funcionará no primeiro andar do prédio do antigo Hotel Majestic, que se chamará Casa Aylon. No espaço funcionará um projeto chamado Cozinha Solidária, que se destina a fornecer marmitas para idosos em situação de vulnerabilidade social. Além disso, serão realizadas oficinas de culinária. Foto: Alef Bet Já o antigo Hotel Imperial, em frente à Praça Costa Pereira, popularmente conhecido como Triplex do Lula, pode passar a se chamar Melpômene Vermelho, em homenagem ao extinto teatro Melpômene, localizado no Centro de Vitória e demolido em 1925. A ideia é que isso aconteça após a transformação do espaço em centro cultural e de articulação dos movimentos sociais.  Cozinha Escola no antigo Hotel Majestic será entregue em janeiro No espaço serão feitas oficinas de culinária e preparadas refeições para idosos em vulnerabilidade social https://www.seculodiario.com.br/cidades/cozinha-escola-no-antigo-hotel-majestic-sera-entregue-reformada-e-equipada-em-janeiro Movimentos sociais realizam ‘faixaço’ no Centro de Vitória neste sábado Manifestação é resposta à notificação da prefeitura para retirada de faixas contra Bolsonaro de fachada de prédio https://www.seculodiario.com.br/politica/movimentos-sociais-organizam-faixaco-no-centro-de-vitoria-no-proximo-sabado Casa abandonada no Centro de Vitória vai virar espaço de produtos da reforma agrária Espaço da Casa Verde será utilizado pelo MST para vendas e realização de atividades culturais https://www.seculodiario.com.br/meio-ambiente/casa-verde-sera-transformada-em-espaco-de-comercializacao-de-produtos-da-reforma-agraria

27/12/2021 / 0 Comments
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Mais um ano se encerra e plano de ação na Piedade não sai do papel

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Gestões estadual e municipal não atenderam demandas contidas em plano apresentado em 2020 Passaram-se um ano e meio da visita técnica das gestões de Renato Casagrande (PSB) e do então prefeito de Vitória, Luciano Rezende (Cidadania), ao Morro da Piedade, na região do Centro, quando se comprometeram a atender 15 demandas apresentadas pela comunidade em um plano de ação. Entretanto, em 2020 pouco ou quase nada foi feito, situação que se repetiu este ano. A vice-diretora do Instituto Raízes, Mariana Cristina Ramos de Araújo, recorda que entre as reivindicações estão a construção de uma praça, na qual também querem que seja instalada uma base da Polícia Militar (PM). Entretanto, o que foi feito até o momento, foi somente um chão batido com cimento, em 2020. Nada de mesas, cadeiras, brinquedos, área de prática esportiva e outros itens contidos no projeto, nem a base da PM. “A comunidade até usa o espaço. Coloca cadeira, senta para tomar cerveja, conversar. Tem igrejas evangélicas que fazem culto ali, mas queremos que de fato seja feito algo. A ideia é que se tenha um espaço de lazer estruturado”, diz. Outra reivindicação são ações articuladas de saúde, educação e outras políticas públicas, inclusive, com atendimento psicológico nas escolas, pois têm crianças e adolescentes traumatizados com a violência ocorrida na comunidade. Essas ações, afirma Mariana, também não saíram do papel, assim como a atuação de agentes de saúde no território e a limpeza e capinagem do local. Esse último, aponta, foi feito recentemente para o lançamento de um projeto da prefeitura, mas não é algo que tem sido realizado com frequência, fazendo com que o mato cresça, impossibilitando até mesmo a locomoção das pessoas e causando sensação de insegurança. A visita técnica das gestões estadual e municipal foi feita após manifestação da comunidade devido ao assassinato do jovem Fabrício dos Santos Almeida, em junho de 2020. Ele foi o nono jovem assassinado entre 2018 e o ano passado na Piedade. Na ocasião, os moradores fizeram um ato, que contou com a presença do secretário estadual de Segurança Pública e Defesa Social, coronel Alexandre Ramalho. Os participantes, acompanhados da PM e do pároco da Catedral Metropolitana de Vitória, Renato Criste, que conduziu uma celebração, fizeram algumas pausas para momentos de reflexão. No decorrer do ato, os participantes seguraram cartazes apontando para a responsabilidade do Estado diante do extermínio de jovens, pedindo paz na Piedade e destacando que “vidas negras importam”. Ato em memória de jovens assassinados na Piedade pede por justiça e presença do Estado Organizado pela comunidade, ato teve a presença do secretário Ramalho e do pároco da Catedral de Vitória https://www.seculodiario.com.br/seguranca/ato-em-memoria-de-jovens-assassinados-na-piedade-pede-por-justica-e-presenca-do-estadoo Mobilização de moradores faz governo e prefeitura iniciarem ações na Piedade Mutirões de limpeza estão entre os compromissos colocados em prática após visita à comunidade, no Centro de Vitória https://www.seculodiario.com.br/cidades/mobilizacao-de-moradores-faz-governo-e-prefeitura-iniciarem-acoes-na-piedade

27/12/2021 / 0 Comments
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​Ocupação Chico Prego marca retomada na luta por moradia

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Retrospectiva 2021: déficit de moradia e despejos prosseguem, mas novas ocupações acontecem no Estado Uma escola abandonada há oito anos no bairro Romão, em Vitória, marcou uma retomada de novas ocupações na luta por moradia na capital. Com articulação a partir do Movimento Nacional de Luta por Moradia (MNLN) e outras entidades, cerca de 50 pessoas, incluindo crianças e idosos, que vinham de outras ocupações mas não tiveram solução à sua falta de moradia, ocuparam a partir de setembro a antiga Escola Municipal de Ensino Fundamental Irmã Jacinta Soares de Souza Lima. Além de marcar um retorno de ocupações após o início da pandemia, que dificultou esse tipo de ação, a nova Ocupação Chico Prego também teve em poucos meses uma intensa atividade mobilizando ocupantes e sociedade civil, marcando um novo momento do movimento de luta por moradia. Em poucos meses, houve mutirões de limpeza, atividades infantis, torneio de futebol, construção de horta comunitária, e outras ações Apesar da publicação da Lei 14.216/21, que impede despejos até 31 de dezembro deste ano, a Ocupação Chico Prego foi ameaçada de reintegração de posse após ação da prefeitura de Vitória. Porém, as famílias seguem até o momento e puderam ter uma festa de natal com Papai Noel e tudo. Vitor Taveira Campanha mapeia famílias ameaçadas de despejo Apesar de seguir a pandemia, muitas famílias sem teto continuaram ameaçadas de despejo durante o ano de 2021 no Espírito Santo, conforme apontaram levantamentos da Campanha Despejo Zero ES e da Defensoria Pública do Espírito Santo (DPES). Um deles, divulgado em julho, apontou que 640 famílias, ou cerca de 1,9 mil pessoas, estavam nesta situação de iminente despejo. Em novembro, um novo relatório somou seis novos casos do tipo no Estado, num levantamento que inclui áreas urbanas e rurais, sendo que mais de 70% dos casos registrados foram em regiões urbanizadas, tendo Serra, Vitória e Vila Velha como municípios com maior número de denúncias do tipo. Luta por moradia em Vila Velha Local histórico da luta por moradia no Espírito Santo, a região da Grande Terra Vermelha, na Região 5 de Vila Velha, também vem sendo palco de novas reivindicações. Século Diário mostrou como é a vida de moradores no Vale da Conquista, que quer se tornar um novo bairro no município. Durante o ano, também foram realizadas reivindicações de ocupantes de áreas em Barramares, cujas famílias pediam acesso a programas sociais, e também de acampados da Ocupação Vila Esperança, que chegaram a protestar em frente à Prefeitura Municipal de Vila Velha. Foto Leitor Programas habitacionais na geladeira Em entrevista ao Século Diário, a professora de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal do Estado (Ufes), Clara Miranda, apontou desafios colocados em relação à questão da moradia no Estado, especialmente em Vitória, onde considerou que os programas habitacionais foram “colocados na geladeira”. A principal conquista do último ciclo de ocupações, que foi o edifício do IAPI, no Centro da capital, que tinha sido aprovado para ser transformado em moradia por meio do Programa Minha Casa, Minha Vida Entidades, acabou naufragando junto com o sonho de cerca de 100 famílias de ter acesso a um lar. Isso se deu sobretudo por conta de mudanças do governo federal, ao suspender a destinação de recursos para a faixa 1 do programa, justamente a que atende as populações mais empobrecidas. Por outro lado, o outro prédio que virou símbolo dessa luta, o edifício Santa Cecília, avançou em 2021 nas obras de reestruturação feitas pela Prefeitura Municipal de Vitória (PMV) para abrigar 35 famílias. Segundo a PMV, mais de 90% da obra já foi concluída. Em julho, a prefeitura assinou um termo de cooperação com a Faesa, para um projeto de extensão desenvolvido por professores e alunos da instituição para mapear imóveis ociosos no Centro da cidade, onde a existência de centenas imóveis vazios e muitas pessoas sem teto escancaram as contradições da cidade, conforme denunciado pela associação de moradores do bairro e outras entidades da sociedade civil. Antiga ocupação no Edifício Santa Cecília, que passou por obras e será destinado à moradia popular.  Foto: Leonardo Sá Reformas também reduzem déficit de moradia Além da criação de novas moradias populares, outra questão que vem crescendo no Espírito Santo e no Brasil é o debate e ação em relação à chamada Assistência Técnica para Habitação de Interesse Social (Athis), que atua promovendo reformas e assessoria de profissionais para melhorias de habitações precárias existentes, sobretudos nos bairros periféricos. Uma das entidades que vem levantando a questão no Espírito Santo é a Onze8, com atuação principalmente no Território do Bem, conjunto de bairros em Vitória, onde foram reformadas casas e comércios em parceria com organizações comunitárias e empresas privadas no Projeto Saúde Habitacional. Porém, também se reivindica que a questão seja implementada como política pública. Além disso, uma novidade iniciada este ano a partir da parceria comunitária com a Ufes, foi a criação da primeira wikihouse de habitação no Brasil, a partir de um modelo de casa pré-moldada e tecnologia de código aberto, que poderia ser replicada. A moradia será destinada a Seu Manoel, morador de Consolação que vivia em condições precárias. O projeto teve dificuldade em obter recursos para ser concluído, mas no dia 15 de dezembro foi assinado termo de compromisso com o Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Espírito Santo (CAU/ES), que permitirá retomar a construção em janeiro de 2022. Projeto Saúde Habitacional Projetos discutem ocupação e construção das cidades Durante o ano, também aconteceram projetos e pesquisas que ajudaram a visibilizar e entender melhor as questões colocadas ao longo da história que levam à atual situação das cidades. Um deles é o projeto Morares, desenvolvido pelo historiador Igor Vitorino, que resgata a história das comunidades periféricas da Grande Vitória, a maioria construídas a partir da ocupação e articulação inicial das próprios moradores, para só depois receber algum tipo de suporte do poder público. Em Vitória, algumas dessas comunidades passaram a construir alianças e parcerias nos últimos anos em torno do conceito do Território do Bem, conjunto de nove bairros que buscam superar o

27/12/2021 / 0 Comments
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Vicariato para Ação Social da Arquidiocese de Vitória define metas para 2022

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Grupo coordenado pelo padre Kelder Brandão estabeleceu 10 medidas para potencializar o diálogo entre Igreja e sociedade O Vicariato para Ação Social Política e Ecumênica da Arquidiocese de Vitória, coordenado pelo padre Kelder Brandão, estabeleceu 10 metas para 2022, como forma de potencializar o trabalho de diálogo entre a Igreja e a sociedade. Elencadas em assembleia, as medidas abrangem criação de pastorais, fortalecimento da Campanha Paz e Pão, início das aulas da Escola de Fé e Política e ações de defesa dos direitos humanos. Foto: Redes sociais Entre as pastorais que podem ser criadas estão as das Mulheres, da Educação e a Universitária. A ideia é também fortalecer as pastorais já existentes, que são as do Povo de Rua, do Menor, da Criança, do Idoso, da Ecologia, dos Migrantes, Carcerária, dos Pescadores, da Aids, da Saúde, Operária e da Sobriedade. Como as pastorais da Comunicação e da Juventude não são ligadas ao Vicariato, e sim ao Departamento de Pastoral, não foram incluídas nas metas estabelecidas pelo organismo coordenado pelo padre Kelder. Em um segundo momento, serão estabelecidas formas de colocá-las em prática e traduzi-las em ações. A integrante da coordenação da Campanha Paz e Pão, Terezinha Baldassini Cravo, explica que a criação da Pastoral das Mulheres dialoga com a realidade de violência vivida por elas, com a necessidade de discussão desse tema dentro da Igreja para estimular os processos de reflexão. A criação da Pastoral da Educação vai ao encontro da Campanha da Fraternidade 2022, cujo tema é “Fraternidade e Educação”, e o lema “Fala com sabedoria, ensina com amor”, tendo como alguns de seus objetivos analisar o contexto da educação e os desafios potencializados pela pandemia e verificar os impactos das políticas públicas na educação.  Terezinha recorda que a Pastoral da Educação já existiu na Arquidiocese de Vitória, mas se desmobilizou, assim como a Pastoral Universitária, cuja criação também dialoga com a próxima Campanha da Fraternidade. Ela explica que a Pastoral da Educação tem foco na educação básica e a Universitária na superior. O padre Vitor Noronha, quando ainda era seminarista, chegou a articular a criação dessa última pastoral na Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), por volta de 2010. De acordo com ele, que hoje é diretor espiritual da Pastoral Carcerária, a Pastoral Universitária já existe em algumas instituições de ensino superior católicas. A ideia, portanto, é criá-las nas universidades públicas e nas particulares não confessionais, mas “sem fazer proselitismo, sem se basear em uma conflito entre fé e razão, sem querer se colocar como presença de fé em um espaço da razão”. Vitor explica que a Pastoral Universitária acredita que as instituições de ensino superior devem ser espaço de criação e defesa de “um projeto de sociedade de iguais, de irmãos, de fraternidade, não apenas um espaço de formação para o mercado de trabalho, mas sim, de atingir os fins últimos, e os fins últimos são a visão integral do ser humano, o compreender, o pensar e transformar a vida humanamente”. Para a integrante da Pastoral Operária, Marina de Oliveira, o fortalecimento das pastorais já existentes também é uma iniciativa importante, “pois são elas que fazem o diálogo entre a Igreja e a sociedade”, além de ser necessário atrair pessoas mais jovens para as pastorais, pois elas estão envelhecendo. “Precisamos revitalizar para elas não acabarem e continuarem a caminhar”, diz. Além do fortalecimento das pastorais, outra meta do Vicariato é o apoio e estímulo na construção e participação em atividades como a Marcha Pela Vida e Cidadania e no Grito dos Excluídos. A Marcha, organizada há mais de 20 anos pela Pastoral Operária, aconteceu sempre no 1º de Maio, Dia do Trabalhador. O Grito dos Excluídos ocorre há quase 30 anos em todo o país, no dia sete de setembro. Foto: Sérgio Cardoso “A Marcha é um dia de grito; de denúncia de problemas como o desemprego, a fome e a violência; de anúncio daquilo que podemos fazer para dar vida. Quando a Igreja estabelece como meta o estímulo a uma atividade como essa, reforça que está do lado de fato da Igreja em saída, daquela que dialoga com a sociedade”, destaca Marina. O fortalecimento da Campanha Paz e Pão, que distribui cestas básicas para famílias em vulnerabilidade social, também é uma das metas para 2022. De acordo com Terezinha, existem hoje doadores permanentes para a iniciativa, fora os pontuais, além de ações de apoio de entidades da sociedade civil organizada, como o Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA) e o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Isso possibilita que cerca de 2,5 mil famílias sejam atendidas mensalmente. Entretanto, o número de famílias cadastradas é de uma média de 10 mil, sendo necessário aumentar o número de doadores permanentes para atender a todos que precisam. Foto: Divulgação Colocar em prática a Escola de Fé e Política, que começaria suas atividades em 2020, mas foi impossibilitada pela pandemia da Covid-19, também é uma meta do Vicariato para 2022. Seu coordenador pedagógico e professor da Universidade Federal do Estado (Ufes), Maurício Abdalla, informa que será ofertado um curso de Fé e Política, com quatro nos modelos, realizados nos meses de abril, junho, agosto e dezembro. O primeiro será sobre bíblia e ensino social da Igreja – mística e espiritualidade. O segundo terá como temática a estrutura socioeconômica do Brasil e do mundo. O terceiro, Estado e democracia – história política do Brasil. Por fim, alternativas sociais em direção ao reino. Nesse último, como informa Maurício, o objetivo é apresentar perspectivas de transformação e formas de engajamento, elencando campos nos quais o cristão pode atuar no mundo, como a economia solidária e o bem viver. Também são algumas das metas do Vicariato para 2022 o diálogo e criação de espaço no processo de formação sociopolítica dos novos sacerdotes da Arquidiocese, proporcionando a relação teoria e prática por meio da atuação dos seminaristas nas Comunidades Eclesiais de Base, nas pastorais e projetos sociais da Arquidiocese de Vitória; e intensificar a luta pela defesa e promoção dos direitos humanos, prevenção à violência e à criminalização das populações periféricas e a juventude negra, reivindicando ao governo estadual o cumprimento do Programa Estadual de Direitos Humanos, do Plano

26/12/2021 / 1 Comment
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Podcast divulga curiosidades da história do Espírito Santo

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Projeto História Capixaba busca divulgar pesquisas acadêmicas com uma linguagem mais descontraída Divulgação “O Espírito Santo tem uma história fantástica, com acontecimentos impressionantes e curiosidades capazes de deixar qualquer um interessado em saber mais. Infelizmente, essa história muitas vezes fica presa ao mundo acadêmico e não chega ao capixaba comum”, diz Fabio Reis, doutor em História e criador do História Capixaba, um portal especializado no tema.  Além de conter uma série de imagens históricas, mapas, textos, documentos e uma loja online, o projeto tem apostado numa ferramenta cada vez mais popular, o podcast, que Fabio entende como uma reinvenção da rádio, por isso, com um potencial grande para alcançar as pessoas, podendo ser ouvido a caminho do trabalho, fazendo faxina, lavando louça, enfim, em vários momentos do dia a dia. “O retorno tem sido muito positivo. Várias pessoas nos enviam mensagens comentando as curiosidades apresentadas nos episódios, e muitos nos sugerem novos temas ou outros historiadores para entrevistarmos, o que mostra que há um interesse em saber mais sobre a História do Espírito Santo”. Nos episódios já publicados, aparecem temas como a Igreja do Rosário, a moqueca capixaba, as mulheres na política, escravidão, periferias, piratas e tesouros, sempre em perspectiva histórica e com convidados especialistas. “As monografias, dissertações e teses são escritas de uma maneira difícil, acadêmica, e os historiadores têm dificuldade de publicar seus livros e fazer suas pesquisas chegarem ao público geral. Nosso podcast surgiu para tentar resolver este problema. Queremos pesquisas relevantes, mas não ser um evento acadêmico, de linguagem complicada”, explica Fabio, que busca apresentar os programas e conduzir as entrevistas de forma descontraída e até divertida, sempre em companhia de Ricardo Nespoli, podcaster, estudante de história e “a pessoa mais engraçada desse mundo”, como costuma ser apresentado nos episódios. O programa se divide basicamente em quatro blocos: o Rockstar, em que o convidado se apresenta; o Tá Ligado, onde conta mais sobre a pesquisa acadêmica; o Babado Histórico, que traz um fato da História Capixaba pouco conhecido do público; e o Dicas Imperdíveis, em que o convidado dá dicas sobre o Espírito Santo, como coisas a fazer, lugares a visitar e livros para ler. Fabio Reis, doutor em História e criador do História Capixaba. Foto: Divulgação O programa começou para satisfazer a própria curiosidade dos apresentadores sobre a história do Espírito Santo e eles gravaram episódios antes do lançamento do podcast, momento em que passaram a interagir com o público e ouvir suas sugestões. Devido à pandemia, as gravações são feitas pela internet, com cada um de sua casa, o que também facilita na hora de trazer alguns dos convidados, que nem sempre moram perto. Já foram entrevistados historiadores e professores da Universidade Federal do Estado (Ufes), Instituto Federal do Estado (Ifes), Faculdade de Ensino Superior de Linhares (Faceli) e até do Colégio Pedro II, no Rio de Janeiro, todos pesquisadores da história do Espírito Santo. “Nossas dificuldades principais estão mesmo em chegar até as pessoas e garantir que estamos entregando um conteúdo com qualidade técnica. Sem um apoio ou investimento, esse se torna um trabalho de formiguinha, mas aos poucos vamos aumentando nosso público e melhorando nossos equipamentos, para que possamos entregar episódios ainda melhores”, conta Fabio sobre o processo de produção e desenvolvimento do programa. A periodicidade é quinzenal, havendo eventualmente algumas pílulas bônus entre um e outro episódio. Segundo os podcasters, o programa exige bastante tempo para pesquisa, gravação, edição, divulgação e acompanhamento nas redes sociais, para que tenha maior repercussão. Porém, não conta com patrocinadores, de modo que como muitos podcasts, o História Capixaba possui uma campanha para receber doações voluntárias dos ouvintes para ajudar na sua manutenção, o que pode ser feito pelo site http://historiacapixaba.com/podcast/. “Para o ano que vem, queremos manter nossa periodicidade e trazer novos temas, e fazer uma pesquisa com os ouvintes para saber melhor o que eles querem ouvir, para podermos ir atrás”, adianta Fabio Reis. Apesar de terem visões e trajetórias um pouco diferentes, Fabio e Ricardo convergem na necessidade de valorizar a história e memória dos capixabas. Num dos episódios, a historiadora Ana Gláucia Oliveira Motta fala sobre a dificuldade em preservar os patrimônios históricos de Vitória. “Muitas vezes, nem os moradores conhecem os monumentos. Se nem a comunidade local conhece, como é que vamos protegê-los e mantê-los?”, questiona Fabio. “É preciso chegar até as pessoas e ensinar a importância da preservação e da divulgação. Quanto mais falamos e valorizamos nossa história, mais ela será conhecida e respeitada”, avalia.

26/12/2021 / 1 Comment
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Petistas já consideram Contarato pré-candidato ao governo em 2022

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Um grupo de petistas históricos visitou o senador para reforçar apoio e incentivo ao palanque Se dependesse somente da militância e da maioria dos dirigentes do PT no Espírito Santo e também em nível nacional, o senador Fabiano Contarato, o mais novo filiado, já teria sido anunciado pré-candidato ao governo em 2022. Lideranças do partido já o apresentam como o político em melhores condições para sustentar o palanque do ex-presidente Lula no Estado, caso seja confirmada sua candidatura à presidência da República com chances de derrotar o presidente Jair Bolsonaro, como indicam as atuais projeções eleitorais. “Contarato é o pré-candidato do PT no Espírito Santo”, anunciam abertamente grupos de petistas, apesar de barreiras impostas pela morosidade das articulações da Nacional para fechar alianças com outros partidos, especialmente o PSB, liderado no Espírito Santo pelo governador Renato Casagrande. O entrave reside na resistência à candidatura do ex-presidenciável Fernando Haddad ao governo paulista e às relações “apenas amigáveis” no âmbito estadual. Mesmo admitindo um contexto ainda complexo, petistas de raiz, como Perly Cipriano, Guilherme Lacerda, José Pedro, José Carlos Pigatti e Roberto Carlos, se movimentam nesse sentido. Nessa quinta-feira (23), o grupo se encontrou com o senador no escritório que ele mantém em Vila Velha, para debater o assunto. “Ele está muito animado, bem motivado para encarar o desafio de disputar o governo do Estado”, comenta Perly. Divulgação O ativista lembra a “espetacular recepção” do partido a Contarato no último dia 18. Era o evento de posse dos novos coordenadores de secretarias setoriais do PT, realizado no “Espaço Vitória”, em Itararé, local onde a militância em peso gritava o nome do senador, mesmo não sendo o ato formal de sua filiação, que deverá ocorrer em janeiro, com a presença de Lula e da outras lideranças do partido. As conversações em nível nacional em torno de uma aliança que resultaria na formação de uma federação partidária entre o PT-PSB-PCdoB, que avançava para se concretizar, sofreu novo revés na semana passada. O ex-presidente Lula não cedeu à pressões do PSB, que envolvem candidaturas próprias em São Paulo, Espírito Santo e Pernambuco, ampliando o clima nada amistoso do PT com o governo no âmbito estadual. No mercado político, circulam notícias dando conta de um novo quadro em construção no Espírito Santo, mas persistirem os impasses de uma aliança, considerando que o governado Renato Casagrande irá para a reeleição e, também, a certeza da candidatura de Fabiano Contarato pelo PT. Nesse outro contexto, Casagrande teria como vice o deputado federal Helder Salomão, apesar de ele ser considerado com a reeleição garantida, a vereadora Karla Coser entraria na chapa de estadual, e seu pai, o ex-prefeito João Coser, seria deslocado para disputar a Câmara Federal. 

25/12/2021 / 17 Comments
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Políticas culturais avançam no Estado mas patinam em municípios

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Gestão de Fabricio Noronha apresentou leis de Incentivo e Fundo a Fundo; Vitória, Vila Velha e Serra não lançaram editais Nossa última coluna do ano tem um formato um pouco diferente. Vamos passar por alguns feitos que merecem ser lembrados deste ano de 2021, especialmente no que se refere às políticas culturais, um dos temas centrais aqui no CulturArte. Lei de Incentivo à Cultura Capixaba O governo estadual apresentou duas iniciativas que contribuem para o financiamento de projetos artísticos e culturais no Espírito Santo. Anunciada meses atrás, a Lei de Incentivo à Cultura Capixaba (LICC) acaba de ser regulamentada e está em período de consulta pública para sugestão de modificações. Com esse projeto, reivindicação antiga de setores da cultura, concede-se isenção de impostos para empresas que invistam na cultura, num total que pode chegar a R$ 10 milhões já em 2022, atendendo especialmente a projetos com valores maiores para pessoas jurídicas. Fundo a Fundo Outra novidade foi a apresentação do Programa de Coinvestimento na Cultura – Fundo a Fundo, no qual o governo estadual disponibilizará recursos para iniciativas culturais para os municípios, que devem contribuir com uma contrapartida que varia de 1 a 4 vezes o valor do recurso do Estado, a depender do tamanho do município. Assim, aos R$ 5 milhões destinados pelo Estado devem-se somar assim outros R$ 4 milhões dos municípios, multiplicando valores e ajudando a descentralizar os investimentos culturais a partir de 2022. Nas inscrições para participar do programa apresentaram-se 49 dos 78 municípios capixabas, tendo como requisito ter fundo e conselho de cultura em funcionamento, avanço importante também para democratização das políticas culturais nesses municípios. Leis nacionais Além disso, a nível nacional caminhou lentamente a aprovação de duas leis que buscam descentralizar o investimento cultural federal para estados e municípios, a exemplo da lei emergencial Aldir Blanc. Tratam-se da chamada Lei Aldir Blanc 2, que busca tornar o mecanismo de transferência permanente, e a Lei Paulo Gustavo, que prevê o envio de R$ 3,2 bilhões federais, sobretudo para o audiovisual, impactado pelo desmonte na Agência Nacional do Cinema (Ancine). Apesar das movimentações dentro e fora do parlamento, a votação dos projetos no Congresso Nacional ficou para o ano que vem. A Lei Aldir Blanc original ainda repercutiu em 2021, já que depois de muita luta no Congresso, foi autorizado investir os valores que haviam sobrado de 2021. No caso do Espírito Santo, o maior montante que havia de sobra era de Vitória. Vitória tem seminário municipal Na Capital, o ano teve muitas polêmicas relacionadas com a Secretaria Municipal de Cultura (Semc). Depois de um início vacilante até a nomeação de um secretário definitivo, já com quatro meses e meio de gestão, o Conselho Municipal de Política Cultural (CMPC) pressionou pela realização de uma conferência municipal de cultura, que acabou se convertendo num seminário que discutiu as políticas da capital. Editais polêmicosComo dissemos, no segundo semestre, o município teve quase R$ 1,5 milhão sobrante da Lei Aldir Blanc para investir. O conselho questionou editais como o que vai construir um monumento às paneleiras de Goiabeiras, e o que prevê pintura de murais no Centro, este último que depois virou alvo de polêmica após o secretário Luciano Gagno julgar ele próprio um recurso do edital, modificando a nota da Comissão de Avaliação, algo nunca visto por aqui e contra o próprio texto do edital, que atribuía à comissão o julgamento dos recursos e possível modificação das notas. Lei Rubem Braga desprestigiada Já a Lei Rubem Braga, depois de problemas sucessivos desde a gestão de Luciano Rezende (Cidadania), o resultado final dos editais de 2019 só foram publicados agora em dezembro de 2021. O governo de Lorenzo Pazolini (Republicanos) não lançou edital este ano, quando a lei, segunda do país do tipo, completou 30 anos de existência. Ainda propõe o pagamento de menos da metade do previsto pela lei para os próximos quatro anos. Na justiça, uma ação da Associação Brasileira de Juristas pela Democracia no Espírito Santo (ABJD-ES) conseguiu parecer favorável para que a prefeitura seja obrigada a pagar o previsto em lei. Ainda cabe recurso ao município, que não se manifestou ao longo do processo. Só Cariacica e Cachoeiro lançam editais Os editais de fomento à cultura são importantes instrumentos da política cultural, embora não sejam os únicos, importante salientar. Mas nesta coluna vamos focar neles. No âmbito municipal, somente Cachoeiro de Itapemirim, sul do Estado, e Cariacica realmente cumpriram a tarefa nesse quesito. Na “capital secreta do mundo”, foram lançados R$ 600 mil por meio de sua Lei Rubem Braga para contemplar 60 projetos. Na cidade metropolitana, o valor foi de R$ 500 mil para contemplar 30 projetos. Serra reforma Lei Chico PregoNo município mais populoso e que este ano se tornou a maior economia do Espírito Santo, foi concluída a reformulação da Lei Chico Prego, que está há seis anos sem lançar edital. Só no dia 13 de dezembro é que o novo projeto da lei foi aprovado pela Câmara de Vereadores, eliminando o formato de troca de bônus com empresas em favor das premiações diretas, o que reduz a burocracia e aumenta a eficácia. A promessa do secretário de Turismo, Cultura, Esporte e Lazer, Thiago Carreiro, de lançar ainda este ano um edital de R$ 1 milhão, parece que não será cumprida. Lei Homero Massena Vila Velha, outra cidade pujante em cultura, tem sido historicamente a pior entre as maiores da Grande Vitória em relação à sua lei de fomento, que nunca funcionou de fato com continuidade. A expectativa que houvesse editais lançados em 2021 por meio da Lei Homero Massena foi frustrada e transferida para o próximo ano. Por outro lado, o município lançou uma lei emergencial com o nome de Bolsa Luiza Grinalda, para auxílio cerca 600 artistas e fazedores cultuais que tiveram sua renda afetada pela pandemia. O pagamento atrasou, mas há promessa de que a próxima parcela seja depositada até o dia 30 de dezembro. Novos espaços culturais em Vila VelhaAinda fica a expectativa para o Museu Homero Massena, antiga casa do célebre pintor, na Prainha, em fase final de restauro, mas cuja

25/12/2021 / 3 Comments
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Cozinha Escola no antigo Hotel Majestic será entregue em janeiro

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No espaço serão feitas oficinas de culinária e preparadas refeições para idosos em vulnerabilidade social A Cozinha Escola, projeto que funcionará na Casa Aylon, no antigo Hotel Majestic, Centro de Vitória, será entregue pela associação judaica Alef Bet totalmente reformada e equipada em 24 de janeiro. No espaço serão preparadas as refeições do Chai Vida, projeto iniciado durante a pandemia da Covid-19 e que distribui refeições de segunda a quinta para idosos em vulnerabilidade social cadastrados na entidade. Projeção da Casa Ayalon. Imagem: Alef Bet “As refeições são feitas por meio de um serviço social e triagem da associação Alef Bet. Não é entregue de qualquer forma, é um público que precisa realmente receber. A Associação Alef Bet adquiriu geladeiras, freezers e fornos para compor a cozinha da Casa Aylon”, diz a gerente de projetos da associação, Vanessa Abreu de Souza. O funcionamento não será de imediato, pois ainda é preciso aguardar a liberação dos alvarás do Corpo de Bombeiros, para utilização do prédio, e da Vigilância Sanitária e da Secretaria Municipal de Desenvolvimento da Cidade (Sedec), devido às partes arquitetônica e urbanística. Entretanto, a previsão é de que isso aconteça no primeiro semestre de 2022. Na Cozinha Escola, que é no primeiro andar, serão realizadas ainda oficinas de culinária. O prédio conta com outros três andares, cuja reforma depende do fechamento de parcerias por parte da associação. No segundo andar, o objetivo é realizar as oficinas socioprodutivas que a Alef Bet já oferece, como as de artesanato, crochê e cachos afro. No terceiro, é fazer um núcleo artístico e pedagógico, com espaços como biblioteca e sala de informática. O último andar será destinado para as oficinas de música, que são ofertadas para crianças e adolescentes. A Alef Bet, que não tem fins lucrativos, recebeu o imóvel por meio de uma concessão do Estado, através da chamada pública nº 02/2019. Uma das missões da entidade é a tsedaka, que em hebraico significa justiça social. “Por meio desse trabalho, queremos transformar vidas, tanto as de quem se voluntaria nos projetos, de quem oferece, quanto as de quem recebe”, ressalta Vanessa. Com 1.500 m², o imóvel foi edificado em 1926, funcionando como hotel até 1964, quando passou a abrigar uma escola por alguns anos, tendo seu interior modificado para dar lugar a salas de aula. Posteriormente, foi desapropriado pelo governo estadual, permanecendo desocupado até 2018, quando chegou a abrigar uma ocupação de 15 famílias sem teto, que permaneceram no imóvel durante dois meses. Elas saíram após uma decisão judicial que determinou a desocupação e autorizou uso da força policial para reintegração de posse. Prédio do antigo Hotel Majestic será reaberto ainda este ano No local serão realizadas atividades culturais e oficinas para geração de emprego e renda https://www.seculodiario.com.br/cultura/predio-do-antigo-hotel-majestic-sera-reaberto-ainda-este-ano

25/12/2021 / 0 Comments
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A Floresta de Jonathas; Na cama com Victoria; O Mistério de Henri Pick; e Blue Jasmine A Floresta de Jonathas  Filme amazonense sobre Jonathas, um jovem ribeirinho que, entediado com o isolamento dos estados do Norte, sonha em encontrar uma turista estrangeira para ir embora do país. Um dia a oportunidade aparece, com a visita da ucraniana Milly. O filme é bem parado, sobre o cotidiano de pessoas comuns numa área isolada da floresta, passa longe do melodrama e foca mais em situações prosaicas. Na cama com Victoria  Esta comédia francesa, que recebeu um título horroroso no Brasil, passou há alguns anos no festival Varilux de cinema francês. A advogada Victoria aceita abrigar no seu apartamento Sam, um ex-traficante que ela defendeu no passado, mas que hoje está sem dinheiro. Sam vira babá em troca de comida e moradia. Os momentos insólitos com o ex-cliente dentro de casa são engraçados, e também, o caso em que ela está atuando. Vincent, um amigo de longa data, é acusado de homicídio pela namorada, e a única testemunha do suposto crime é um cachorro.  O Mistério de Henri Pick  Outro filme francês esteve no festival Varilux deste ano. Jean Michel, um famoso crítico literário, vira notícia no país inteiro por criar uma polêmica em rede nacional sobre a verdadeira identidade de Henri Pick. Ele não acreditava que um padeiro de província pudesse ter escrito aquela obra-prima. A afirmação foi considerada discriminatória e, claro, péssima para a emissora, e Jean foi imediatamente demitido. Apesar de ter sido largado pela mulher e ter tido a imagem destruída após o episódio, ele insiste com a investigação, até descobrir quem é esse autor genial que não se parece em nada com o padeiro falecido há pouco tempo numa província francesa.  Blue Jasmine  Raro exemplo de filme em que Wood Allen apenas dirige, Jasmine, uma dona de casa americana de classe alta, é obrigada a mudar de vida depois de se separar de seu marido Hal. Ela é obrigada a viver com a irmã, que leva um estilo de vida bem diferente do seu. A inadaptação deixa-a ainda mais depressiva que o divórcio. Para Jasmine, a única saída é encontrar um homem com que possa compartilhar alguma coisa. Mas todas as tentativas são frustradas e as desgraças só aumentam, porque ao longo do filme, ela se indispõe com todos. Bom filme para quem gosta de humor ácido. Não assista se estiver esperando um besteirol ou alguma coisa para relaxar e esquecer dos problemas. 

25/12/2021 / 0 Comments
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